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Bombeiros encontram mais três corpos em escombros na Muzema; número de mortos chega a 15

Os bombeiros encontraram na manhã desta terça-feira (16), mais três corpos nos escombros de dois prédios que caíram na comunidade da Muzema na última sexta (12). Durante a madrugada, as equipes já tinham encontrado outra vítima nos escombros, por volta das 4h30.

Segundo as primeiras informações, entre os três últimos corpos encontrados, havia uma mulher grávida. Os outros dois eram uma mãe e um filho.

Mais cedo, ainda durante a madrugada, o corpo de uma mulher foi retirado do local.

Os corpos ainda não foram identificados. Nove pessoas permanecem desaparecidas. As buscas nos escombros entraram no quinto dia na manhã desta terça.

 

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Ex-marido que é suspeito de matar adolescente enviou mensagens para a mãe buscar o corpo da filha após o crime em MT

Ronaldo José Souza Oliveira, de 24 anos, já teria enviado várias mensagens de ameaça à vítima. Kendra Rayane de Carvalho, de 17 anos, foi assassinada com três tiros.

 

O ex-marido de Kendra Rayane de Carvalho, de 17 anos, enviou mensagens para a mãe da vítima buscar o corpo dela depois de assassiná-la no sábado (13), em frente à casa dela, em Mirassol D’Oeste, a 329 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, Ronaldo José Souza Oliveira, de 24 anos, já teria enviado várias mensagens de ameaça à vítima.

Kendra foi morta com três tiros em frente da casa onde morava, no Bairro Jardim das Oliveiras. O amigo dela, Halif Thiago dos Santos, de 25 anos, também foi baleado no tórax e está internado no Hospital Regional de Cáceres, a 220 de Cuiabá. O estado de saúde dele não foi divulgado.

Após o crime, Ronaldo fugiu do local. Desde então, a polícia está à procura dele.

A Delegacia de Mirassol D’Oeste fez uma publicação nas redes sociais pedindo a ajuda da população para encontrar Ronaldo. Ele deve responder pelo crime de feminicídio.

Familiares e amigos lamentaram a morte da adolescente e pediram justiça em mensagens nas redes sociais. Ela deixa um filho pequeno.

Polícia divulgou foto de Ronaldo na tentativa de localizá-lo — Foto: Facebook/ ReproduçãoPolícia divulgou foto de Ronaldo na tentativa de localizá-lo — Foto: Facebook/ Reprodução

Polícia divulgou foto de Ronaldo na tentativa de localizá-lo — Foto: Facebook/ Reprodução

O crime

A polícia informou que Kendra foi para uma festa em um pub, na companhia de amigos. Com ciúmes, Ronaldo teria chamado o segurança do local e denunciado que Kendra era menor de idade e estava na festa. A adolescente foi expulsa da festa, em seguida.

Acompanhada do amigo, ela foi para casa. Segundo testemunhas, Ronaldo já estava no local e disparou quatro vezes, sendo três tiros em Kendra e um em Halif.

A polícia fez rondas na região, mas ele não foi encontrado. O suspeito já tem antecedentes criminais pelos crimes de lesão corporal e uso de droga.

 https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2019/04/15/ex-suspeito-de-assassinar-adolescente-enviou-mensagens-para-a-mae-buscar-o-corpo-da-filha-apos-o-crime-em-mt.ghtml
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Falta de cuidado pode ter inutilizado prova encontrada na cena do crime do caso Marielle, diz PF

Documento da Polícia Federal afirma que cápsulas recolhidas no local do crime não foram tratadas com o devido cuidado. Exame de confronto balístico também passa por demora.

Uma pista importante para chegar aos assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes pode ter sido perdida ao longo do inquérito, segundo a Polícia Federal. Tratam-se das cápsulas que foram recolhidas na cena do crime no dia 14 de março do ano passado, quando ocorreram as mortes.

Questionada pela GloboNews sobre possíveis erros na investigação, a Secretaria de Estado de Polícia Civil disse que mantém o sigilo do inquérito referente ao caso das mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes para preservar as investigações.

Os estojos, que são o lugar onde a pólvora é armazenada para o disparo, chegaram a ser examinadas pela Polícia Civil do Rio.

Em um ofício enviado à Polícia Federal no mês passado, o juiz responsável pelo processo contra o policial militar reforçado Ronnie Lessa e pelo ex-PM Élcio de Queiroz, presos desde março, questiona se é possível afirmar que as digitais identificadas colhidas no local do crime poderiam ter sido contaminadas por fatores externos, de forma que a conclusão do exame de impressões digitais pudesse ter sido alterada.

A resposta da Polícia Federal é que sim, ou seja, as cápsulas não foram tratadas com cuidado por quem as recolheu no dia e local do crime. Das nove cápsulas periciadas, os policiais encontraram fragmentos de impressões digitais em apenas uma.

A PF diz ainda que “os estojos passaram por algum exame prévio”, já que eles foram marcados com caneta verde para indicar o código de lote de cada estojo. O exame do estojo em que foi encontrado um fragmento de impressão digital “revela ausência de cristais papilares nos locais marcados com caneta”. Isso, de acordo com a Polícia Federal, indica que a caneta verde “apagou” uma parte do fragmento.

De acordo com a identificação do lote das balas, UZZ-18, foi possível saber que ele tinha 1,859 milhão de balas e foi vendido para a Polícia Federal em 2006. Só a Superintendência da PF no Rio recebeu 200 mil balas.

Ainda de acordo com a PF, “a própria forma de manipulação dos estojos, se não for feita com extremo cuidado a partir do uso de pinças poderia danificar ou apagar as digitais”.

O documento ainda conta que o fato de os cartuchos estarem dentro de um único saco pode prejudicar a preservação das evidências durante o transporte por causa do “atrito entre os estojos”.

Desta maneira, o chefe do Núcleo de Identificação da Polícia Federal concluiu a inutilização da prova.

“O que podemos afirmar categoricamente é que, independente de como e quando foi depositado, o fragmento revelado tem elementos suficientes para permitir um confronto negativo com os suspeitos apresentados”, destacou no documento.

O relatório enviado ao juiz diz ainda que a impressão digital não necessariamente pertence a quem fez os disparos que mataram Marielle e Anderson, e que a marca pode ter sido produzida por uma falha na hora de recolher a prova ou até por uma manipulação nas cápsulas.

Por fim, o documento conclui que, apesar de ter dado negativo para os suspeitos do crime, isso não eliminaria a possibilidade deles serem os autores dos disparos.

Em outro documento do mesmo processo, a Polícia Federal expõe a demora de cinco meses da Polícia Civil para mandar as balas e os estojos recolhidos no local do crime para o exame de confronto balístico. O objetivo desse exame nas submetralhadoras da PF é descobrir se os tiros partiram de uma dessas armas. Até hoje, a arma usada pelos criminosos não foi encontrada.

Em outubro do ano passado, o delegado Giniton Lages, então responsável pela investigação, pediu à Polícia Federal uma perícia em todas as submetralhadoras MP5, calibre 9mm, que pertenciam à PF no Rio. No último dia 15 de março, o juiz do caso pediu o laudo com o resultado dessa perícia.

A resposta veio 13 dias depois. O superintendente da PF no Rio, Ricardo Saadi, afirmou que “o laudo solicitado ainda não foi produzido, uma vez que a Polícia Federal precisa das balas e dos estojos encontrados no local do crime”.

O superintendente afirma ainda que “até o momento, esse material ainda não foi encaminhado pela Polícia Civil.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/04/15/falta-de-cuidado-pode-ter-inutilizado-prova-encontrada-na-cena-do-crime-do-caso-marielle-diz-pf.ghtml

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Modelo de MS que teve gestação de trigêmeas ganha bebês nos EUA: ‘Tive que pintar as unhas delas para não confundir’

Modelo teve gestação de alto risco e chegou a ouvir propostas de aborto dos médicos. Ela não desistiu, crianças nasceram idênticas e já completaram um mês de vida.

Passado o susto, todos os dias 11 agora são de muita festa. A modelo sul-mato-grossense Kérelin Mamedes Stumpf Nantes, de 31 anos, que teve uma gestação de alto risco, ganhou as trigêmeas univitelinas nos Estados Unidos. As bebês já completaram um mês de vida e, segundo especialistas, são um caso raro que acontece com uma a cada 200 milhões de pessoas.

A mãe usa as redes sociais para falar da rotina e recentemente mostrou o momento em que a filha mais velha, de um ano e sete meses, conheceu as três irmãs. “As minhas tri nasceram”, disse ao G1 emocionada. A avó das crianças, Vera Lúcia, também saiu de Campo Grande, para ajudar a família. “Estamos muito felizes e gratos à Deus pela grande bênção q recebemos!”, comemorou.

Carinhosamente, a modelo as chama de ABC: Alana, Brenda e Claire. “…Esse primeiro mês foi difícil pra todo mundo aqui…adaptação delas de como viver fora da barriga e adaptação nossa da logística e cuidado de três bebezinhas simultaneamente…ABC mostraram que são muito fortinhas e saudáveis. Já sabem virar a cabecinha para os lados, dão risadinhas involuntárias mas que deixam a gente bobo e já mostraram que tem uma voz bem fortinha (chorinho bem mais alto que a Evie tinha). Também percebemos que elas tem uma necessidade linda de ficarem juntinhas, as três lado a lado…nossos três milagres de vida!”, falou Kérelin.

Foram ao todo 33 semanas de gestação, antes do tempo previsto para o nascimento, que seria o dia 29 de abril deste ano. No entanto, no dia 11 de março, elas chegaram ao mundo e, conforme a mãe, foi necessário pintar as unhas de cada uma para não serem confundidas. “Não dá pra ficar sem, senão a gente não sabe quem é quem”, explicou.

Modelo com as filhas e o marido no primeiro passeio nos EUA — Foto: Kérelin Nantes/Arquivo PessoalModelo com as filhas e o marido no primeiro passeio nos EUA — Foto: Kérelin Nantes/Arquivo Pessoal

Modelo com as filhas e o marido no primeiro passeio nos EUA — Foto: Kérelin Nantes/Arquivo Pessoal

Descoberta das trigêmeas

Em setembro de 2018, a primeira filha do casal completou um ano e Kérelin foi levar a menina para tomar vacina, quando descobriu a nova gestação. Na época, ela contou que ficou muito preocupada ao pensar que não tinha corpo nem para gêmeas, quanto mais para trigêmeas, tendo 1,75 metros de altura e 55 kg.

Em seguida, Kérelin ainda falou que médicos chegaram a propor o aborto. “Aqui, até 20 semanas, o aborto é permitido. Eles falaram em reduzir a minha gestação, se eu quisesse. Os médicos viram que a gente ficou assustado com a notícia, pediram para respirar fundo, ressaltando que realmente era muita coisa para assimilar e que teríamos esta possibilidade. E, se isso acontecesse, eles me levariam para uma clínica mais especializada para fazer o procedimento, principalmente porque eles estão na mesma placenta”, disse na ocasião.

No entanto, sem nem pensar nessa possibilidade, o casal seguiu adiante. Kéreli conheceu o marido Wallace Nantes Oliveira, de 32 anos, no ensino médio. “Eu estudei a vida toda em colégio adventista e ele também estudava em outra escola particular. Por coincidência, nós e nossa família queriam uma experiência diferente e, por isso, nos matricularam em colégio público. No 1° dia, ele me viu, me filmou durante um trabalho de escola, mostrou pra mãe dele e disse que casaria comigo”, comentou.

Casal de MS mudou para USA e descobriu rara gestação de trigêmeos ao levar primeira filha para tomar vacina — Foto: Redes sociais/ReproduçãoCasal de MS mudou para USA e descobriu rara gestação de trigêmeos ao levar primeira filha para tomar vacina — Foto: Redes sociais/Reprodução

Casal de MS mudou para USA e descobriu rara gestação de trigêmeos ao levar primeira filha para tomar vacina — Foto: Redes sociais/Reprodução

https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2019/04/15/modelo-de-ms-que-teve-gestacao-de-trigemeas-ganhas-bebes-nos-eua-tive-que-pintar-as-unhas-delas-para-nao-confundir.ghtml

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Governo propõe salário mínimo de R$ 1.040 para 2020, sem aumento acima da inflação

Proposta está na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), divulgada nesta segunda pela área econômica. Salário mínimo atual é de R$ 998; para 2021, previsão é de que valor seja de R$ 1.082.

 

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.040 para 2020, de acordo com o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem, divulgado nesta segunda-feira (15) pela equipe econômica.

Atualmente, o salário mínimo é de R$ 998. O reajuste, se aprovado pelo Congresso, começará a valer em janeiro do ano que vem, com pagamento a partir de fevereiro.

Com isso, deverá ser a primeira vez que o salário mínimo, que serve de referência para mais de 45 milhões de pessoas, ficará acima da marca de R$ 1 mil.

Para os anos seguintes, o governo propôs um salário mínimo de R$ 1.082 em 2021 e de R$ 1.123 em 2022.

VALOR MENSAL DO SALÁRIO MÍNIMO
EM R$
2602603003003503503803804154154654655105105455456226226786787247247887888808809379379549549989981.0401.0401.0821.0821.1231.123MAI/04MAI/05ABR/06ABR/07MAR/08FEV/09JAN/10JAN/11JAN/12JAN/13JAN/14JAN/15JAN/16JAN/17JAN/18JAN/19PROPOSTA PARA 2020PROPOSTA PARA 2021PROPOSTA PARA 2022025050075010001250
Fonte: DIEESE E PLDO 2020

Sem aumento real

O valor do salário mínimo proposto pelo governo para o ano que vem, e para os anos de 2021 e 2022, tem correção somente pela inflação, ou seja, pela estimativa do governo para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPC).

Com isso, o governo desistiu da política de aumentos reais (acima da inflação) que vinha sendo implementada nos últimos anos, proposta pela presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.

A política de reajustes pela inflação e variação do PIB vigorou entre 2011 e 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.

Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.

Cálculo feito pelo G1 indica que, pelo formato de correção dos anos anteriores, o reajuste do salário mínimo em 2020 seria cerca de R$ 10 maior do que o proposto nesta segunda. Dessa forma, se for aprovada a proposta, o governo economizará, ao menos, R$ 3 bilhões em gastos no ano que vem.

Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo. De acordo com cálculos oficiais do governo, o aumento de cada R$ 1 para o salário mínimo implica despesa extra de, no mínimo, R$ 300 milhões.

Segundo o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, a proposta para o salário mínimo não representa a definição de uma política salarial. Segundo ele, essa definição acontecerá até o final deste ano.

“Esses valores para o salário mínimo não implicam em uma lei, ou colocação de qual sera o salário mínimo em termos de legislação. É uma avaliação paramétrica. Estamos atendendo a uma regra de correção pelo INPC. Temos valores referenciais. Em termos de definição, para políticas salariais, o governo tem até dezembro desse ano para enviá-la. Não é a definição da lei de política para o salário mínimo”, afirmou.

Dieese

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lembra que, mesmo tendo início formal em 2011, com aprovação de lei sobre o assunto, a política de valorização do salário mínimo começou antes disso: de 2004 em diante, por meio da ação de centrais sindicais.

De acordo com a entidade, entre maio de 2004,no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e janeiro de 2019, o aumento real acumulado do salário mínimo, ou seja, acima da inflação do período, foi de 74,33%.

Para o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre, o salário mínimo tem demonstrado ser um instrumento de melhoria do ponto de vista da renda, de redução de desigualdade e de estimulo às economias municipais.

“Representa incremento de renda na economia. Ele tem um alcance. É uma politica fundamental, pois corrige os benefícios de milhões de aposentados”, declarou.

Para Silvestre, o aumento real do salário mínimo foi fator importante para a indução do consumo e do crescimento da renda, sobretudo para as pessoas mais pobres e, também, para os segmentos da economia que têm produção de baixo valor.

Silvestre disse ainda que o aumento real do salário mínimo também aumenta a arrecadação do governo, estados e municípios.

Mesmo com os aumentos reais dos últimos anos, o salário mínimo ainda não é suficiente, de acordo com o Dieese, para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Segundo a entidade, para isso, seria necessário que o valor fosse de R$ 4.052,65 ao mês em fevereiro deste ano.

Banco Mundial

Em estudo divulgado em março do ano passado sobre a economia brasileira, intitulado “Emprego e Crescimento: a Agenda da Produtividade”, o Banco Mundial avaliou que o salário mínimo no Brasil é alto por representar 70% do salário médio da economia. Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essa relação é de 45% a 50%.

De acordo com o Banco Mundial, salários mínimos “elevados e obrigatórios elevam os custos dos trabalhadores menos qualificados, incentivando a substituição do trabalho por tecnologias que economizam mão de obra ou empurrando os trabalhadores para a informalidade”.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país encerrou 2017 com 37,3 milhões trabalhadores informais.

Essas pessoas não têm direito à chamada “rede de proteção social”, entre os quais o seguro-desemprego, seguro-acidente de trabalho, seguro-maternidade, abono salarial. Além disso, o tempo de serviço na informalidade não conta para a aposentadoria.

O Banco Mundial observou em sua análise que, na década de 2000, quando o emprego cresceu mais rapidamente no Brasil, o aumento real do salário mínimo foi acompanhado do crescimento na formalização, mas acrescentou que, desde a recessão de 2015-2016, a geração de empregos tem sido, predominantemente, informal. “Talvez seja o caso, portanto, de rever as políticas de salário mínimo”, concluiu.

Por fim, a instituição avalia que distorções associadas ao salário mínimo legal poderiam ser minimizadas por meio da introdução de reajustes feitos com base nos aumentos de produtividade dos trabalhadores, tendo ainda a flexibilidade de instituir um salário mínimo mais baixo para os jovens.

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Apenas quatro dos 27 estados brasileiros vivem sem déficit previdenciário, diz Firjan

Entre as 27 Unidades da Federação (UF) brasileiras, apenas quatro não têm déficit previdenciário. É o que aponta um estudo divulgado nesta quinta-feira (11) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que defende prioridade na aprovação da Reforma da Previdência.

Segundo o levantamento, em 2017, somente Amapá, Roraima, Rondônia e Tocantins tinham saldo positivo no caixa para pagar servidores e aposentados. “São estados novos, que naturalmente têm um número menor de aposentados”, apontou o gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart.

Os déficits dos demais 23 estados somam, juntos, R$ 77,8 bilhões. Segundo a Firjan, esse resultado se dá devido aos altos custos com pessoal, incluindo servidores ativos, aposentados e pensionistas.

“O que estes dados nos mostram é que nós temos um problema previdenciário que não afeta somente o caixa da União, mas de todos os estados”, enfatizou Goulart.

“Se não solucionarmos esse problema previdenciário, teremos uma vida muito difícil”, avaliou Eduardo Vieira, presidente da Firjan.

Para equalizar a conta, apontou o gerente de estudos econômicos da entidade, há dois caminhos possíveis, cada um com seu respectivo “custo social”: aprovar a reforma previdenciária, legando aos servidores ativos o custo de financiar suas futuras aposentadorias, ou não aprovar a reforma, mas elevar a carga tributária a fim de alavancar as receitas de cada estado.

“Se não aprovar a reforma, é toda a sociedade pagando [para cobrir o déficit] através do aumento de preços de produtos e serviços em decorrência do aumento de impostos”, destacou o economista.

Elevar ainda mais a já alta carga tributária do país, para a Firjan, é inviável para a sociedade, além de representar “o maior vilão para a indústria”. A entidade destacou que a cada R$ 1 de produto ou serviço, R$ 0,45 é de imposto. Só o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que vai para a conta dos estados, representa 1/3 do total de impostos cobrados no país.

“Financiar a Previdência com mais aumento de ICMS não é socialmente justo”, defendeu Goulart.

Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira e Janathas Goulart falam sobre finanças estaduais — Foto: Daniel Silveira/G1

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Horário de verão perdeu razão de existir no Brasil ou ainda vale a pena?

O tema sempre divide opiniões, e a reação ao anúncio de que neste ano não haverá horário de verão não poderia ser diferente. A decisão do governo Jair Bolsonaro foi comemorada entre aqueles que reclamam das dificuldades de adaptação e criticada por quem gosta de ter uma hora a mais de sol por dia. Mas, afinal, manter o horário de verão no Brasil deixou de fazer sentido?

Ao anunciar a suspensão do horário de verão, o governo afirmou que o adiantamento anual dos relógios em uma hora perdeu “razão de ser aplicado sob o ponto de vista do setor elétrico” diante das mudanças no padrão de consumo de energia e avanço tecnológico.

“Nos últimos anos houve mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o período de maior consumo diário para o período da tarde, quando o horário de verão não tem influência”, informou o Ministério de Minas e Energia.

De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o governo fez uma pesquisa segundo a qual 53% dos entrevistados pediram o fim do horário de verão. Não foram divulgados, entretanto, detalhes da pesquisa e dos estudos técnicos.

O tema já vinha sendo estudado desde o governo Michel Temer. Mas, por enquanto, a extinção do horário de verão só tem validade para este ano.

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Projeto de lei que pretende regulamentar a educação domiciliar no Brasil prevê provas anuais e cadastro no MEC

O projeto de lei com as regras que pretendem regulamentar a educação domiciliar no Brasil prevê provas anuais de certificação de aprendizagem e cadastro dos estudantes no Ministério da Educação (MEC).

O texto, que ainda precisa tramitar no Congresso para entrar em vigor, foi divulgado nesta quinta (11) pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro assinou o projeto em um evento sobre os 100 dias de governo.

A educação domiciliar é uma modalidade de ensino em que pais ou tutores assumem o processo de aprendizagem das crianças, ensinando a elas os conteúdos ou contratando professores particulares para isso. No entanto, não há regras para a prática.

Em setembro de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que, com a atual legislação, os pais não podem tirar filhos da escola para ensiná-los em casa. Entretanto, a maioria dos ministros admitiu que a prática poderá se tornar válida se for aprovada uma lei que permita avaliar não só o aprendizado, mas também a socialização do estudante educado em casa.

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Saiba quais são os decretos e projetos anunciados por Bolsonaro em cerimônia dos 100 dias de governo

O presidente Jair Bolsonaro anunciou, nesta quinta-feira (11), 18 decretos e projetos relacionados às metas dos 100 primeiros dias do governo. A marca foi celebrada em cerimônia no Palácio do Planalto, na qual o presidente disse ter cumprido as 35 metas propostas por ele no início do mandato.

1. Decreto – ‘Revogaço’

Medida revoga 250 decretos editados por governos anteriores. A gestão de Bolsonaro ainda não especificou quais são eles. Apenas disse que será eliminado “tudo que for considerado desnecessário”.

A Casa Civil pretende manter a rotina de revogação de decretos. A intenção é revogar normas a cada 90 a 100 dias para chegar a menos de 5 mil decretos. Atualmente, segundo o governo, há cerca de 25 mil decretos vigentes.

2. Decreto – Revogação dos colegiados

Colegiados são grupos com diversos representantes do governo e da sociedade civil que atuam na formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de iniciativas de estatais ou órgãos públicos. A medida busca, segundo o anúncio de Bolsonaro, “controlar a proliferação de colegiados no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional”. O governo diz que alguns colegiados serão recriados.

3. Decreto – Extinção de cargos efetivos vagos e que vierem a vagar dos quadros de pessoal da administração pública federal

Objetivo é reduzir o número de cargos.

4. Decreto – Institui o Comitê Interministerial de Combate à Corrupção

Grupo vai assessorar o presidente na elaboração, implementação e avaliação de políticas públicas relacionadas ao combate à corrupção.

5. Termo de compromisso com a integridade pública

Ato foi firmado entre os ministérios da Agricultura, da Saúde, e da Controladoria-Geral da União, para, segundo o governo, fortalecer o combate à corrupção.

6. Decreto – Forma de tratamento e de endereçamento nas comunicações com agentes públicos

Medida simplifica a forma de tratamento oral e escrita em atos e cerimônias do governo. Por exemplo, veda o uso de pronomes ou formas de tratamento como “Vossa Excelência” e “Doutor”.

7. Decreto – Conversão de Multas ambientais

Prevê a conversão de multas ambientais “simples” em serviço de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente, “de modo a tornar a cobrança mais ágil”, diz o governo.

8. Decreto – Política Nacional de Turismo

Os ministérios do Turismo, do Meio Ambiente, da Cidadania e do Desenvolvimento Regional fizeram um texto normativo para desenvolver, ordenar e promover os segmentos turísticos relacionados ao Patrimônio Mundial Cultural e Natural do Brasil, no âmbito da Política Nacional de Turismo. Os detalhes ainda não foram divulgados.

9. Decreto – Política Nacional de Alfabetização

Estabelece as diretrizes para as futuras ações e programas do governo para reduzir o analfabetismo. Não foram divulgados detalhes.

10. Decreto – Regulamentação da Lei Brasileira de Inclusão

Trata-se de regulamentação dos arts. 51 e 52 da Lei Brasileira de Inclusão, que estabelece critérios para transformação e modificação de veículos para compor frotas acessíveis de táxi e locadora de veículos.

11. Decreto – Política Nacional de Drogas

Ainda não foram divulgados detalhes da nova política.

12. Decreto – Doação de Bens

Permite que a iniciativa privada faça doações ao poder público.

13. Decreto – Institui o portal único gov.br

Informações sobre o governo federal e serviços públicos serão divulgadas de forma centralizada, para racionalizar custos, segundo o governo, que estima economia de até R$ 116,5 milhões ao ano com a proposta.

14. Resolução – Conselho Nacional de Política Energética: ‘Cessão onerosa’

O presidente oficializou a resolução do CNPE, anunciada na terça-feira (9), que estabeleceu o valor de US$ 9 bilhões (mais de R$ 33 bilhões) a ser pago pela União à Petrobras pela revisão da chamada “cessão onerosa”.

Em 2010, a Petrobras assinou um contrato para a exploração do pré-sal na Bacia de Santos (SP). Por conta dele, a Petrobras pagou à União R$ 74,8 bilhões pelo direito de explorar até 5 bilhões de barris de óleo. Mas a estatal alegava que o valor era muito alto e que ela deveria ser ressarcida. Segundo o governo, a lei já previa a revisão do contrato.

A estimativa do governo federal é que a área pode render mais 6 bilhões de barris, e, diante disso, a União pretende fazer um megaleilão do volume excedente, o que poderia render até R$ 100 bilhões aos cofres públicos. O leilão está marcado para 28 de outubro.

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Governo diz ter cumprido as 35 metas dos seus 100 primeiros dias

O presidente Jair Bolsonaro participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Planalto, de uma cerimônia em celebração aos 100 primeiros dias de governo. Eleito em outubro, Bolsonaro tomou posse em 1º de janeiro.

No primeiro mês de governo, a Casa Civil apresentou 35 metas prioritárias para os primeiros 100 dias de gestão, completados nesta quarta-feira (10).

Na solenidade desta quinta, o presidente assinou 18 projetos e decretos relacionados às metas (leia abaixo a lista dos atos assinados nesta quinta por Bolsonaro). Segundo o governo, os atos vão ser publicados ainda nesta quinta-feira em edição extraordinária do “Diário Oficial da União”.

Entre as metas estavam o envio do pacote anticrime e anticorrupçãoao Congresso Nacional, a implantação do 13º salário aos beneficiários do Bolsa Família e o combate a fraudes no INSS.

Escalado para abrir o evento, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que o governo conseguiu cumprir as 35 metas estabelecidas no início da gestão para os 100 primeiros dias.

“O sucesso das ações realizadas nos primeiros 100 dias de governo sob a liderança de Jair Bolsonaro ratificam o compromisso de transformar o Brasil. Muito já foi feito é verdade, mas a estrada para o futuro que se descortina nesse momento alvissareiro ainda exigirá os nossos esforços para pavimentá-la”, declarou.

Em um discurso curto após assinar os decretos e os projetos, Bolsonaro elogiou a equipe de ministros, os servidores militares do governo e a base aliada no Congresso e afirmou que, além das 35 metas estipuladas para os 100 dias de governo, sua gestão planeja outras medidas. Ele deu como exemplo o projeto de reforma da Previdência enviado em fevereiro ao Congresso Nacional.