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Militares receberam, de forma irregular, auxílio emergencial de R$ 600

BRASÍLIA – Enquanto milhões de trabalhadores informais aguardam a análise para o recebimento do auxílio emergencial de R$ 600, o Ministério da Defesa identificou que militares vinculados à pasta receberam o benefício durante a pandemia do novo coronavírus. Em nota, o ministério informou que iniciou uma investigação para apurar possíveis irregularidades no processo. Não foi divulgado, no entanto, o número de envolvidos no caso.

“O Ministério da Defesa informa que foi identificada, com o apoio do Ministério da Cidadania, a possibilidade de recebimento indevido de valores referentes ao auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal no período de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, por integrantes da folha de pagamentos deste Ministério”, diz a pasta em nota.

A Defesa informa, ainda, que “a referida folha de pagamentos é composta por militares da ativa, da reserva, reformados, pensionistas e anistiados”. “Já estão sendo adotadas todas as medidas necessárias à rigorosa apuração do ocorrido, visando identificar se houve valores recebidos indevidamente, de modo a permitir a restituição ao erário e as demais considerações de ordem administrativo-disciplinar, como necessário”, afirma outro trecho do texto.

As irregularidades ocorrem no momento em que 17 milhões de brasileiros ainda aguardam uma resposta, até amanhã, sobre a solicitação para o recebimento do benefício. Cerca de 30 milhões foram consideradas inelegíveis por não preencherem os requisitos exigidos pelo governo.

Nesta segunda-feira, 11, durante audiência no Congresso, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, destacou que 50 milhões de pessoas receberam a primeira parcela do auxílio emergencial até o momento.

Para receber o benefício, o trabalhador precisa ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50) e ter renda mensal até 3 salários mínimos (R$ 3.135) por família. O beneficiário também não pode ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.
Por: Julia Lindner/ Estadão

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Auxílio Emergencial: Caixa aguarda governo federal divulgar novo calendário para detalhar pagamento da 2ª parcela

Respostas dos pedidos em análise devem sair até esta terça (12).

 

O vice-presidente de varejo da Caixa Econômica Federal (CEF), Paulo Henrique Angelo, disse que o banco aguarda o governo federal divulgar o novo calendário do Auxílio Emergencial para detalhar como será feito o pagamento das próximas parcelas.

“Quanto ao calendário, esta divulgação será feita pelo governo federal. A Caixa aguarda essa divulgação para aí sim passar detalhes operacionais deste pagamento”, disse durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11).

Ele informou ainda que a Caixa espera receber até esta terça (12) um novo lote da Dataprev e do Ministério da Cidadania com as respostas dos pedidos de auxílio que estão em análise.

“Assim que recebermos o arquivo, nós faremos o processamento e comunicaremos os detalhes de pagamento para as pessoas que foram contempladas”, afirmou Angelo.

Durante uma reunião virtual da comissão mista do Congresso, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, reforçou que 17 milhões de pessoas que solicitaram o auxílio devem receber resposta até amanhã, destaca o Valor Online.

Segundo o vice-presidente de varejo da Caixa, o banco está focado agora em finalizar o pagamento da primeira parcela do auxílio, mas que também já está preparado para iniciar o novo cronograma.

“A Caixa está preparada para iniciar o pagamento da segunda parcela a partir de todas as medidas que nós adotamos e que tiveram resultados práticos. Esperamos que a segunda parcela tenha um pagamento ainda mais tranquilo”, afirmou.

 

Calendário de pagamento

 

São três calendários de pagamento diferentes:

  1. um para quem se inscreveu para receber o Auxílio Emergencial através do aplicativo ou do site do programa;
  2. um segundo para os beneficiários que recebem o Bolsa Família;
  3. e um terceiro para os inscritos no Cadastro Único que não recebem o Bolsa Família e mulheres chefes de família.

Para quem for receber via poupança digital da Caixa, os saques em dinheiro começam a ser liberados na segunda.

 

VEJA O CALENDÁRIO POR GRUPOS DE BENEFICIÁRIOS

  1. Inscritos no aplicativo e site:

 

  • A primeira parcela para esses beneficiários começou a ser paga em 14 de abril. Os pagamentos são feitos em até cinco dias úteis após o cadastro. Muitos beneficiários, no entanto, reclamam de atraso nos e afirmam que esse prazo não vem sendo cumprido.

 

  • Para a segunda parcela, a Caixa chegou a anunciar a antecipação do pagamento, mas o Ministério da Cidadania informou que o governo não seria possível antecipar. Previstos inicialmente para começarem na próxima segunda-feira (27), os pagamentos da segunda parcela do Auxílio Emergencial ainda não têm data definida.

 

  • A terceira e última parcela está programada para maio: – 26 de maio para nascidos de janeiro a março – 27 de maio para nascidos de abril a junho – 28 de maio para nascidos de julho a setembro – 29 de maio para nascidos de outubro a dezembro.

 

  1. Beneficiários do Bolsa Família

Os beneficiários do Bolsa Família vão receber nas mesmas datas e da mesma forma em que recebem esse benefício.

 

  • A primeira parcela do Auxílio Emergencial já foi paga àqueles cujo último dígito do NIS é igual a 1, 2, 3, 4 ou 5. Os demais seguem o calendário: – Sexta-feira (24): 1.919.453 beneficiários cujo último digito do NIS é igual a 6 – Segunda-feira (27): 1.921.061 beneficiários cujo último digito do NIS é igual a 7 – Terça-feira (28): 1.917.991 beneficiários cujo último digito do NIS é igual a 8 – Quarta-feira (29): 1.920.953 beneficiários cujo último digito do NIS é igual a 9 – Quinta-feira (30): 1.918.047 beneficiários cujo último digito do NIS é igual a 0.
  • Segunda parcela: últimos dez dias úteis de maio
  • Terceira parcela: últimos dez dias úteis de junho

 

  1. Inscritos no Cadastro Único que não recebem Bolsa Família
  • A primeira parcela foi creditada para esses beneficiários entre os dias 14 e 17 de abril. Outros 1,2 milhão de beneficiários cujos cadastros foram validados pelo Dataprev no último domingo irão receber na quarta-feira (22).

 

  • Para a segunda parcela, a Caixa chegou a anunciar a antecipação do pagamento, mas o Ministério da Cidadania informou que o governo não seria possível antecipar. Previstos inicialmente para começarem na próxima segunda-feira (27), os pagamentos da segunda parcela do Auxílio Emergencial ainda não têm data definida.

 

  • Terceira e última parcela: – 26 de maio para nascidos de janeiro a março – 27 de maio para nascidos de abril a junho – 28 de maio para nascidos de julho a setembro – 29 de maio para nascidos de outubro a dezembro

 

 

Por: G1 Globo

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Novo tratamento para coronavírus melhora sobrevivência de pacientes

Pesquisa ressalta que anticoagulantes podem funcionar como um tratamento para a doença, e não como prevenção

 

O tratamento com o uso de anticoagulantes pode melhorar o tempo de sobrevivência de pacientes graves infectados pelo novo coronavírus, de acordo com um novo estudo observacional feito por especialistas do Hospital Mount Sinai, de Nova York (EUA). A pesquisa indica, no entanto, que os remédios do tipo podem funcionar como um tratamento para a doença, e não como prevenção.

Os pesquisadores notaram que pacientes tratados com antiagulantes tiveram melhoras expressivas em seus casos.

“A pesquisa mostra que anticoagulantes orais, subcutâneos ou intravenosos tiveram um grande papel no cuidado aos pacientes com covid-19 e podem prevenir eventos mortais associados ao coronavírus, como ataques cardíacos, derramentes e embolia pulmonar”, explicou um dos autores do estudo, Valentin Guster. “O uso dos remédios deve ser considerado quando os pacientes chegam ao departamento da emergência e têm testes positivos para o vírus para melhorar os resultados. Contudo, cada caso deve ser avaliado individualmente”, disse.

O estudo foi conduzido com 2.773 pacientes internados por coronavírus. Destes, 28% (786) tiveram um tratamento com doses completas de anticoagulantes, uma dose maior do que é geralmente administrada em casos de coágulos sanguíneos. Foi observado, então, que o uso dos medicamentos melhorou as chances de sobrevivência dos doentes dentro e fora da UTI.

Das pessoas que não sobreviveram, os que estavam sob a medicação morreram após ficar em média 21 dias no hospital, enquanto pessoas que não tomaram o remédio morreram em 14 dias. O efeito dos anticoagulantes foi mais observado em pacientes usando respiradores e 62,7% dos entubados que não foram tratados com o remédio morreram, comparado com 29,1% dos que tiveram esse tratamento.

“Estamos esperançosos que essa pesquisa possa ser confirmada em investigações futuras”, disse o presidente do hospital, David Reich.

Como o estudo não traz resultados conclusivos, ainda são necessárias mais pesquisas sobre o tema para encontrar novos tratamentos para a covid-19. Atualmente, existem mais de 100 projetos de vacina e cerca de 200 medicamentos em fase de testes para tratar pacientes infectados pelo novo coronavírus.

No Brasil, testes com os medicamentos já foram feitos no Hospital Sírio Libanês. Em alguns casos, uma melhora foi vista.

Devido à ausência de comprovações clínicas e recomendações da Organização Mundial da Saúde sobre tratamentos e formas de prevenção eficazes, a quarentena é a única solução recomendada por especialistas para minimizar o número de casos de contágio de covid-19 no Brasil e no mundo.

 

Por: Tamires Vitorio/ EXAME

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Bolsonaro autoriza envio de tropas das Forças Armadas para combater focos de incêndio e desmatamento na Amazônia Legal

Decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicado nesta quinta (7) no Diário Oficial da União. Região engloba Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

 

O presidente Jair Bolsonaro autorizou, nesta quinta-feira (7), o envio de tropas das Forças Armadas para combater focos de incêndio e desmatamento ilegal na chamada Amazônia Legal, que engloba os estados de Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

A determinação se aplica à faixa de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas federais nos estados, mas a atuação das tropas também poderá se estender a áreas estaduais se houver pedido dos governos.

O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicado no Diário Oficial da União. As missões de GLO são realizadas exclusivamente por ordem expressa da Presidência da República, e ocorrem quando “há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem”, segundo o Ministério da Defesa.

Diretor do Ibama exonerado

No mês passado, o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Azevedo, foi exonerado do cargo, dois dias depois da divulgação de uma megaoperação do órgão para tirar madeireiros e garimpeiros ilegais de terras indígenas no sul do Pará. O objetivo era proteger os cerca de 1,7 mil indígenas na região do contágio pelo coronavírus. A operação foi mostrada no Fantástico do dia 12 de abril.

O Ministério Público Federal afirmou que vai investigar a exoneração de Azevedo.

Aumento no desmatamento

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que os alertas de desmatamento na Amazônia cresceram 29,9% em março deste ano quando comparados a março de 2019. Neste ano, foram emitidos alertas para 326,51 km², enquanto no ano anterior, no mesmo período, foram 251,3 km².

O Pará foi o estado com a maior área agregada a receber avisos de desmatamento em março: foram 122 km², e corresponde a 37% do total. Em seguida veio o Amazonas, com 73 km². O terceiro foi Mato Grosso, com 68 km².

As queimadas também aumentaram: dados do Inpe apontaram, em janeiro, que o número de focos de queimadas na Amazônia foi 30% maior em 2019 que em 2018. Ao todo, o bioma da Amazônia registrou 89.176 focos de queimadas em 2019, comparados a 68.345 no ano anterior.

 

Por: G1 Tocantins

 

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Brasil bate novo recorde de mortes por covid-19

Nesta terça-feira (5), o Brasil bateu um novo recorde de novas mortes por covid-19 registradas em um dia. Segundo atualizações do Ministério da Saúde, foram registradas 600 mortes, chegando a um total de 7.921 mortes no país. A marca apresenta um aumento de 8% em relação ao dia anterior, quando foram contabilizadas 7.321 mortes.

 

O número de pessoas infectadas nas últimas 24 horas foi de 6.935 casos confirmados, chegando a um total de 114.715 pessoas infectadas desde o início da pandemia. Após declínio estatísticas de novos casos em 24h no fim de semana, o número voltou a crescer e se aproximou do recorde de 7.218, que foi registrado na quinta-feira (30/4).

 

De acordo com o Ministério da Saúde, deste total, 58.573 estão em acompanhamento (51,1%) e 48.221 (42%) já foram recuperados, deixando de apresentar os sintomas da doença. Ainda são investigadas 1.579 mortes.

 

Por: Bárbara Maciel

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Petrobras eleva gasolina em 12% nas refinarias; mantém valor do diesel

O avanço ocorre após uma recuperação recente dos preços do barril do petróleo no mercado internacional.

 

 

A Petrobras elevará o preço médio da gasolina nas refinarias em 12% a partir de quinta-feira (7) e manterá o valor do diesel, confirmou a petroleira nesta quarta-feira (6) após ser consultada.

O avanço ocorre após uma recuperação recente dos preços do barril do petróleo no mercado internacional, à medida que alguns países da Europa e da Ásia, assim como diversos Estados norte-americanos, começaram a flexibilizar medidas de isolamento tomadas em função da pandemia de coronavírus.

O repasse de ajustes em valores da gasolina cobrados nas refinarias aos consumidores finais, nos postos, não é imediato e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro.

 

Por: G1

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Brasil | Deflagrada operação de combate à exploração sexual infantil

Policiais civis de 12 estados participam desde as primeiras horas da manhã desta terça-fera (18) da sexta fase da Operação Luz na Infância, que tem como objetivo de identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual.

A operação está sendo coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e envolve ainda as agências de aplicação da lei da Colômbia, dos Estados Unidos, do Paraguai e Panamá.

Os policiais civis cumprem mandados judiciais de busca e apreensão de arquivos com conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual praticados contra crianças e adolescentes em endereços ligados aos investigados, nos estados de Alagoas, do Acre, Ceará, Rio de Janeiro, de Goiás, do Paraná, Rio Grande do Sul, de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, do Piauí e de Santa Catarina.

Com informações do Portal Agência Brasil.

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Brasileiro paga R$ 96,5 de impostos para encher tanque de gasolina

O brasileiro paga em média R$ 96,5 de impostos estaduais e federais para completar o tanque de gasolina de um automóvel com capacidade de 50 litros. Para encher todo o reservatório, gasta-se, em média, R$ 221,5.

Nos cálculos, foram considerados os valores do combustível registrados em novembro de 2019, último mês levantado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na época, o litro da gasolina custava R$ 4,43 no país.

Só de ICMS – o imposto estadual –, que tem participação de 28% no preço final, são R$ 62. O Pis/Cofins e o Cide, impostos federais, resultam em R$ 34,5, o que equivale a 15,5% do valor final.

Considerando agora o diesel comum, encontrado a R$ 3,71 em novembro, paga-se R$ 378,4 em tributos estaduais e federais em um total de R$ 1.632 para completar um tanque de 440 litros, mais comum em caminhões.

Para encher o tanque desse mesmo veículo com o diesel S10, paga-se R$ 382,8 em tributos. O combustível era encontrado a R$ 3,79 o litro. Em comparação com a gasolina, a participação dos tributos no preço final do diesel é menor. A média nacional foi de 14,2% (estaduais) e 8,7% (federais).

Arrecadação

De acordo com a Receita Federal, a União arrecadou R$ 24,6 bilhões com PIS/Cofins cobrados sobre combustíveis em 2019.

Fonte: Portal Sou de Palmas.

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Esportes | Incêndio no Ninho do Urubu faz um ano; CPI ouve familiares de vítimas

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Incêndios na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) deve ouvir hoje (7) familiares das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, e representantes das diretorias atual e anterior do time. A sessão ocorrerá às 11h, no Palácio Tiradentes.

A tragédia, que deixou 10 adolescentes mortos e três feridos, completa um ano amanhã (8) e pode ter novos desdobramentos judiciais a partir deste mês, com novas ações sendo apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), a Defensoria Pública e a defesa das famílias das vítimas.

A reparação ao núcleo familiar dos atletas vem sendo tratada na esfera cível, e as responsabilidades sobre o incêndio, na criminal, que depende de novos esclarecimentos pedidos pelo MP-RJ à Polícia Civil.

Oito pessoas haviam sido indiciadas pela polícia por homicídio e tentativa de homicídio com dolo eventual no fim do primeiro semestre do ano passado, antes de o MP pedir investigações adicionais à Polícia Civil, que foram concluídas em agosto. O caso voltou ao MP e continuou até dezembro, quando foram solicitadas à polícia informações sobre fatos novos adicionados ao inquérito.

O prazo para a polícia devolver novamente o caso à promotoria é de 45 dias e acaba neste mês. A partir das provas colhidas e reunidas em 11 volumes de inquérito, o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor do MP-RJ deve oferecer denúncia criminal à Justiça. Assim como o MP-RJ, parte das famílias desses adolescentes também havia decidido aguardar a conclusão do inquérito para entrar na Justiça com ações individuais contra o Flamengo. Somente uma mãe de vítima processou o clube até agora.

O incêndio ocorreu durante a noite, no alojamento das categorias de base, que ficava em contêineres no próprio centro de treinamento. A maioria dos atletas conseguiu sair com vida, mas morreram naquele dia Athila Paixão, de 14 anos, Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, de 14 anos, Bernardo Pisetta, de 14 anos, Christian Esmério, de 15 anos, Gedson Santos, de 14 anos, Jorge Eduardo Santos, de 15 anos, Pablo Henrique da Silva, de 14 anos, Rykelmo de Souza Vianna, de 16 anos, Samuel Thomas Rosa, de 15 anos, e Vitor Isaías, de 15 anos.

No processo que corre na 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro conseguiram uma decisão em dezembro que obriga o Flamengo a pagar R$ 10 mil mensais a cada uma das famílias de mortos ou feridos na tragédia. O Flamengo já vinha pagando R$ 5 mil às famílias antes da decisão. Segundo o defensor público Eduardo Chow, do Núcleo de Defesa do Consumidor, a ação em questão é cautelar, e a defensoria trabalha agora em um pedido definitivo de reparação, que vai definir um valor indenizatório ao final do processo. Além do processo coletivo, a defensoria também é responsável pela defesa da família de Samuel Thomas Rosa.

Defensoria e MP-RJ chegaram a elaborar um modelo coletivo de indenização logo após a tragédia, propondo valores mínimos para a reparação, que foram considerados razoáveis pelas famílias na época. A iniciativa teve como base o programa indenizatório das vítimas do voo 447 da Air France, que caiu no oceano em 2009, e os órgãos defenderam que o Flamengo pagasse uma indenização de ao menos R$ 2 milhões a cada um dos núcleos familiares das vítimas do incêndio. Além disso, deveria pagar uma pensão mensal de R$ 10 mil a cada uma dessas famílias, até a data em que as vítimas completem 45 anos.

Acordos

O clube recusou a proposta e partiu para a negociação individual com cada família. Nesse processo, o Flamengo conseguiu fechar acordos de indenização com todos os sobreviventes do incêndio e com as famílias de Athila, Gedson e Vitor Isaias. Além deles, o pai de Rykelmo aceitou a proposta de acordo com o clube, enquanto a mãe decidiu processar o Flamengo. Entre os demais, existe a expectativa de que a conclusão das investigações pode trazer dados novos para as ações. Em alguns casos, os pedidos que serão enviados aos tribunais já estão prontos, somente à espera do encerramento da apuração.

É o que pensa a defesa da família de Pablo, um dos mortos na tragédia. A advogada Mariju Maciel afirma que a proposta do clube foi considerada insuficiente, e que, como não houve espaço para negociar outro acordo, o ajuizamento de ação se tornou a única opção.

“Não há como entender que foi acidente. O Flamengo foi notificado 31 vezes das irregularidades”, argumentou, referindo-se às multas aplicadas pela prefeitura do Rio de Janeiro por problemas no licenciamento do Ninho do Urubu, que não tinha alvará de funcionamento na época. Mariju afirma que a ação que vai propor já está pronta: “Pablo trazia não só o sonho dele, como o de toda uma família. Ele saiu de casa com total segurança e foi entregue ao Flamengo, com o pensamento de que estava sendo entregue a alguém que ia cuidar de um adolescente”.

A advogada conta que a família de Pablo mora em Oliveira, no interior de Minas Gerais, e, segundo ela, todo o dinheiro recebido até agora está sendo gasto com tratamentos psiquiátricos e remédios, já que o pai da vítima, que era motorista, não tem mais condições de trabalhar desde a tragédia.

Quem também já está com o pedido de indenização redigido para levar à Justiça é Paula Wolff, que responde pela defesa da família de Jorge Eduardo Santos. A advogada aguardou a conclusão do inquérito até este ano, mas decidiu que vai propor a ação em fevereiro. “Como já vai para um ano sem uma finalização, a gente optou por entrar logo de uma vez, porque o clube deixou claro que não está mais interessado em negociação. Querem as coisas nos termos deles”.

A mesma decisão foi tomada por Arley Carvalho, advogado da família de Christian Esmério, que também deve protocolar a ação neste mês. “A gente esperava uma celeridade maior [nas investigações], devido à proporção do caso e por se tratar de crianças. Agora, a gente optou por não esperar mais”, disse ele, acrescentando que o seu último contato com o Flamengo foi em agosto.

Flamengo reconhece responsabilidade

Em vídeo publicado no último sábado (2) em suas redes sociais, o Flamengo classifica a tragédia como a maior da história do clube e afirma reconhecer sua responsabilidade, independentemente de culpa. “Para nós do Flamengo, nos aparenta ter sido um lamentável acidente, mas temos responsabilidade como guardiões dos adolescentes”, disse o vice-presidente geral e jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches. No vídeo, além de Dunshee, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o CEO, Reinaldo Belotti, respondem a perguntas de uma jornalista da equipe de comunicação do clube durante cerca de 28 minutos. Rodolfo Landim contou na entrevista que pretende homenagear as vítimas do incêndio com uma área dedicada a eles na futura capela de São Judas Tadeu, padroeiro do clube, que será construída no Ninho do Urubu.

Sobre a indenização, os dirigentes do Flamengo afirmam que o valor aceito nos quatro acordos já firmados é o teto, estabelecido em conversas internas. “Entendemos ser muito alto e muito acima dos precedentes da Justiça brasileira. Esse valor não levou em consideração quesitos como a estatística de que esses meninos dificilmente, percentualmente, chegariam a ser titulares do Clube de Regatas do Flamengo”, disse Dunshee, que afirma que o clube está tentando adequar a proposta às necessidades das famílias e está aberto à negociação, mas não pode dar tratamento diferente em relação às famílias que já aceitaram o acordo. “É a nossa oferta. A gente tem um limite”.

Outra informação confirmada pelo Flamengo no vídeo publicado é que alguns sobreviventes da tragédia já foram dispensados das categorias de base do clube. Segundo Landim, o critério para a dispensa foi técnico. “Esse critério foi pura e simplesmente técnico, da área técnica do clube, na qual eu não vou intervir, porque não é o meu papel. Acho que eles estão livres, a partir desse momento, para procurar outros clubes para jogar. A gente até espera que eles tenham sucesso na vida profissional, se eles resolverem seguir a carreira. Ou então que busquem outra atividade. A gente entende que, ao sair daqui, eles saem muito mais preparados para a vida do que quando chegaram”.

Fonte: Agência Brasil.

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Mega-Sena acumula e deve pagar R$ 90 milhões no sábado

Nenhum apostador acertou os seis números do concurso nº 2.231 da Mega-Sena desta quarta-feira (5). Foram sorteados os números 04, 13, 25, 40, 53 e 57. Segundo estimativa da Caixa, o concurso de sábado (8) deverá pagar R$ 90 milhões.

A quina teve 127 apostas vencedoras e cada uma vai receber um prêmio de R$ 39.228,56. A quadra saiu para 8.326 apostadores, que receberão prêmio de R$ 854,81. A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 4,50. Nesse caso, a chance de acerto (probabilidade estatística) é de uma em mais de 50 milhões.

Fonte: Agência Brsail.