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Karol G faz espetáculo latino em megashow que vem ao Brasil, país que ela ainda quer conquistar

Como é o show de Karol G, que vem ao Brasil em fevereiro
De vez em quando, testemunhamos um show que marca história na carreira de um artista. Foi essa a sensação ao ver Karol G (com 53 mil pessoas presentes, em sua primeira de duas noites esgotadas), no dia 17 de setembro no MetLife Stadium, em Nova York.
O show foi da turnê “Viajando por el Mundo Tropitour”, que desembarca no Brasil em fevereiro. E é um retrato da artista colombiana no auge de sua dominação global (até aqui). Abaixo, entenda o que esperar do show de Karol G:
Espetáculo latino
A “Viajando por el Mundo Tropitour” é a quinta turnê de Karol e, a essa altura, ela sabe bem como construir um megashow. A apresentação é calientíssima, com megaestrutura e dividida em cinco atos. Ao longo de duas horas e meia de show, há algumas baladas e muitos, mas muitos, momentos enérgicos e sensuais.
Karol G durante show no Metlife Stadium, em Nova York, no dia 17 de setembro
Divulgação/Henry Hwu
É o tipo de espetáculo que se espera de grandes artistas pop internacionais, mas, diferente do formato de sempre, não é feito por americanos para americanos.
Ao longo do show, Karol vira a diva latina máxima: vai do merengue ao reggaeton, da música “tejana” ao funk, com pinceladas de vários elementos latino-americanos.
Tudo isso, claro, com uma roupagem pop. Ela faz as vezes de mulher romântica e sensual, organiza um Carnaval no palco, dança coladinho, entoa baladas melodramáticas com uma banda de mariachis, e por aí vai. Até para nós brasileiros, nem sempre alinhados aos hermanos, tudo soa familiar.
Karol G durante show no Metlife Stadium, em Nova York, no dia 17 de setembro
Divulgação/Henry Hwu
Dominação global
Karol pertence à linhagem de artistas (como Bad Bunny, por exemplo) que provaram que não é preciso abrir mão da própria identidade, nem do próprio idioma, para se consolidar a nível global.
Mesmo cantando majoritariamente em espanhol e se atendo às suas raízes latinas, Karol enche estádios, tem parcerias com artistas do calibre de Shakira e Bruno Mars. Neste momento, ela tem a música mais ouvida do Spotify global (“Bby Wow”).
Afinal, até mesmo os EUA, essa hegemonia global, têm uma população latina numerosa. Esse público quer se ver nos palcos, e quer ver sua cultura exaltada — não apagada, principalmente considerando o momento político global.
Isso ficou claro nesse show, em que tudo o que Karol dizia era recebido com gritaria. E em pleno território estadunidense, ela não falou sequer uma frase em inglês.
Karol G em show no Metlife Stadium, em Nova York, no dia 17 de setembro de 2026
Divulgação/Henry Hwu
Não precisou: em um momento do show, reconheceu no público as bandeiras do México, Argentina, Colômbia, Venezuela, República Dominicana, Nicarágua e até do Brasil.
Em coletiva de imprensa, Karol reforçou que essa era a ideia: representar esse público tão diverso, de uma cultura tão rica, para que todos se vissem na personagem da “tropicoqueta”. “Principalmente nesse momento político em que vivemos”.
Brasil ainda é um desafio
O show tem muitos momentos que falam a língua dos brasileiros. Tem o remix de “Tá OK” do Dennis e Kevin O Chris, “Bandida Entrenada” (composta com Wiu e Tropkillaz), além de diversos momentos de dança com funk e até um quê de Carnaval.
É uma forma dela aproveitar o que temos de energia, mas também uma tentativa de superar um desafio mercadológico que ainda existe para a cantora. O Brasil é a única grande barreira que falta pra Karol: ela ainda não conquistou o público brasileiro como conquistou os latinos lá fora. Afinal, o Brasil é mesmo um mercado difícil para artistas que cantam em espanhol.
Não à toa, o show dela por aqui será na Arena Pacaembu, que tem cerca de metade da capacidade do Metlife Stadium.
Como a própria Karol revelou na coletiva com o g1, ela entende que há um processo para se consolidar por aqui. Ao longo de suas várias vindas, que incluem uma passagem pelo Rock in Rio, ela vem fazendo esse trabalho de formiguinha. Daqui até fevereiro, tem um caminho — segundo ela, com muitas surpresas na manga.
Karol G explica por que incluiu funk em show da nova turnê

Fonte: G1 Entretenimento

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Grupo Pagode vence o Estrelas da Casa

Grupo Pagode vence o Estrelas da Casa
Globo
Terminou nesta quinta-feira (24) a terceira temporada do Estrelas da Casa. O grupo Pagode, mentorado por Belo e composto pelos artistas David Natel, Hanaya, Vick Nunes e Uel, teve 56,47% dos votos do público.
Bruno Gadiol, Leonna, Paula Tavares e Yudchi, do Grupo Pop, mentorado por Junior, ficaram na segunda colocação, com 43,53% dos votos do público.
Leia também: ‘Estrelas da Casa’: Belo, Junior e Ana Clara revelam o que define participante ideal
Grupo Pagode vence o Estrelas da Casa
Globo
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Chega a ser cruel’, diz Roberta Miranda sobre 1 milhão de novos seguidores de Rick após morte

Roberta Miranda lamentou o aumento de seguidores de Rick somente após a morte do cantor.
Reprodução/Instagram/Roberta Miranda
A cantora Roberta Miranda criticou o aumento no número de seguidores do cantor Rick Sollo, da dupla Rick e Renner, após a morte do sertanejo. O perfil artista ganhou mais de 1 milhão de seguidores entre a segunda-feira (21), quando ocorreu o acidente de helicóptero, e a tarde da última quinta-feira (24).
Na madrugada desta quinta, Roberta compartilhou nos stories do Instagram uma publicação que questionava o crescimento da conta de Rick após a morte.
“Rick ganhou 1 milhão de seguidores porque morreu. Isso não faz sentido algum. Valorizem as pessoas em vida! Todo mundo tem algo bom para falar de você, só estão esperando você morrer para postar”, dizia a publicação.
A cantora concordou com a reflexão e escreveu:
“Pensei o mesmo… chega a ser CRUEL você não valorizar em VIDA quem tanto fez pela música.”
Roberta Miranda compartilhou publicação que questionava o aumento de seguidores de Rick após a morte do cantor
Reprodução/Stories do Instagram/Roberta Miranda
Roberta lamentou morte de Rick
Agora no g1
Roberta Miranda também havia se manifestado sobre a morte de Rick durante as buscas pelo helicóptero. Na ocasião, a cantora falou sobre a esperança de que o artista e os demais ocupantes fossem encontrados com vida.
“Dia triste, né? Acordar com uma notícia dessa, onde todos nós estávamos em oração, tentando ter uma luz de esperança pra que o Rick e também todos do avião tivessem vida.”
Rick morreu aos 59 anos após a queda de um helicóptero na Serra catarinense. A aeronave havia saído de Porto Belo com destino a São Joaquim e foi localizada na terça-feira (22). As cinco pessoas que estavam a bordo morreram. As circunstâncias do acidente são investigadas.
Cantor foi enterrado em Sorocaba
A pedido da família, o velório de Rick foi apenas para amigos e parentes próximos. Mas muitos fãs estiveram no cemitério para se despedir do ídolo.
Rick era admirado não só como cantor, mas também como compositor de sucessos da música sertaneja. Nesta quinta-feira (24), vários artistas foram para Sorocaba para prestar homenagens.
Corpo do cantor Rick é enterrado em Sorocaba, no interior de SP
Jornal Nacional/ Reprodução
“O Rick era muito acima da média. Compositor de música sertaneja de verdade, de música que realmente toca a gente”, diz o cantor Zezé Di Camargo.
“Ele fez muitas músicas maravilhosas. Enfim, ele vai deixar um legado maravilhoso para todos nós”, afirma o cantor e compositor Marrone.
Depois do sepultamento, Renner, que fazia dupla com Rick, publicou um vídeo nas redes sociais:
“Foram 40 anos de convivência, de muito suor, de muita luta. Então, não é fácil. Mas a gente vai levantar”.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘Minha Melhor Amiga’ leva 4 milhões ao cinema e vira desculpa perfeita para ‘encontrão’ de amigos

Diferentes grupos de amigos têm se reunido para assistir a “Minha Melhor Amiga” nos cinemas.
Reprodução/TikTok
Assisti a “Minha Melhor Amiga” com nove amigos na semana passada. Nove. Ocupamos quase toda a fileira G de uma sala abarrotada de gente, num cinema de shopping no Recife.
Éramos uma pequenina excursão que, depois de um malabarismo danado para conciliar agendas, finalmente aconteceu.
Nossa patota se formou em momentos e lugares diferentes da vida: três deles conheci numa pelada de vôlei, um dentro da sala de aula e os outros cinco pelos corredores do colégio. Não nos reuníamos todos assim havia muito, muito tempo.
Ao fundo, da esquerda para a direita: Gabriel, Maria Clara, João Samico, Júlia, Beatriz. À frente, Vinicius, Juliana, Felipe (eu), Leonardo e Hanna.
Acervo pessoal
Nas poltronas ao nosso redor, percebi outras “panelinhas” como a nossa: de formações e idades diversas (meus amigos estão na casa dos 25-30 anos, enquanto a maioria dos outros grupos era formados por amigas mulheres que pareciam estar na casa dos 40, 50).
Teriam elas também pelejado para conseguir fazer acontecer aquele encontro?
Agora no g1
Filme já é uma das maiores bilheterias do cinema nacional
Dirigido por Susana Garcia e estrelado por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, o longa brasileiro já alcançou um grande feito: em apenas três semanas em cartaz, entrou para o top 15 dos filmes nacionais de maior público de todos os tempos, segundo o jornal O Globo. A bilheteria ultrapassa 4 milhões de espectadores.
Mônica Martelli e Ingrid Guimarães em cena de ‘Minha melhor amiga’
Divulgação
Nas redes, os “encontrões” de amigos (como o meu) parecem ter virado parte do fenômeno. Pelo menos é o que sugerem os posts que viralizaram desde a estreia do longa, em 3 de setembro.
Um deles, da criadora de conteúdo Ana Louise Gadelha, flagrou seis senhorinhas indo juntas ao cinema em Fortaleza, no Ceará, para assistir ao filme. “Passado com o lacre e a amizade das divas”, escreveu a blogueira. Nos comentários, uma seguidora acrescentou: “Na sessão que eu fui hoje tinham 2 grupos de senhoras, a coisa mais linda”. O vídeo passa de 4,4 milhões de visualizações.
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E não é difícil encontrar, espalhadas por aí, outras publicações nessa mesma linha: “Essa é a sensação de ir assistir ‘Minha Melhor Amiga’ com a sua melhor amiga” ou “Este é um sinal para você assistir ‘Minha Melhor Amiga’ com suas amigas”.
Post de uma pessoa que foi assistir a “Minha Melhor Amiga” no cinema acompanhada de amigas.
Reprodução/TikTok/@vasconcelos
Comentário de uma internauta que conta ter ido ao cinema assistir a “Minha Melhor Amiga” com outras sete amigas.
Reprodução/TikTok/Patrícia Pinheiro
Mônica, Ingrid e Susana Garcia estão de olho no movimento
E não é só impressão de quem está de fora. Ao g1, Mônica Martelli disse que ela e Ingrid Guimarães também têm acompanhado de perto a reação do público.
“São grupos e grupos de mulheres, amigas, mães e filhas, cinemas fechados para amigos, casais, ônibus fretados com turmas, indo assistir ao filme.”
Susana Garcia, diretora do filme e irmã de Mônica, concorda. “Mulheres de todas as idades, adolescentes, ginecologistas, psicanalistas, todas falando sobre o filme e sobre a importância dos temas que ele traz. É a força da comédia para tratar de assuntos sérios”, defendeu ao g1.
Mônica Martelli e Susana Garcia juntas. Atriz e diretora de “Minha Melhor Amiga” são irmãs.
Reprodução/Instagram/Mônica Martelli
Perrengues chiques e reais
“Minha Melhor Amiga” acompanha Júlia e Clara, duas mulheres na casa dos 50 anos que decidem viajar para a Europa depois de se despedirem das filhas, que vão para um intercâmbio.
O roteiro passa por temas como independência financeira feminina, vida amorosa depois dos 50, menopausa, libido, divórcio, maternidade… em uma sequência de cenas-esquetes inspiradas em causos e sufocos vividos pelas próprias atrizes. Vale aí a máxima de Ariano Suassuna de que tudo que é ruim de passar é bom de contar.
Estão lá os “perrengues chiques” das viagens feitas por elas para Portugal e Espanha e até uma homenagem a Paulo Gustavo, um dos melhores amigos de Ingrid e Mônica. A morte do ator, em 2021, aproximou ainda mais as duas.
Em entrevistas, elas já falaram sobre como ter uma à outra naquele momento foi importante para atravessar o luto e também para perceber ainda mais o valor do tempo que tinham juntas.
Sobre isso, atravessar tempos difíceis, a atriz e escritora Maria Ribeiro costuma dizer que os amigos podem ocupar um espaço até maior que o da família. “Às vezes você não tem uma família ótima, e você não é obrigado a conviver com essas pessoas”, defendeu em podcasts.
Maria também é amiga de Mônica. As duas apresentaram juntas o “Saia Justa”, do GNT, por quatro anos. Em um dos aniversários de Martelli, Ribeiro chegou a escrever sobre a falta que sentiu de dar um abraço na amiga pessoalmente: “Mas o abraço está aqui, em forma de post, e segue igual, resiste ao tempo, que é um amor pra sempre”.
Maria Ribeiro e Mônica Martelli são amigas e já apresentaram juntas o “Saia Justa”, do GNT.
Reprodução/Instagram/@mariaaribeiro
‘Vamos marcar, sim, com certeza’
Esses desencontros, naturais da vida, também estão no filme. Júlia e Clara, as personagens, guardam segredos, dizem coisas que machucam uma à outra e chegam até a se afastar brevemente.
Talvez por isso o roteiro esteja “batendo” tanto nas pessoas, porque retrata uma amizade cheia de falhas, defeitos, desacertos: a única amizade possível. Até mesmo quando não há brigas, somente com a distância que a vida adulta vai impondo, de mansinho.
Sobre esse afastamento que vai acontecendo quase sem a gente perceber, o colunista Pranav Jain escreveu no The Times of India. Na juventude, ele diz, a amizade prospera por conta do excesso de tempo. Depois, quando se “vira” adulto, as amizades vão se esfarelando à medida que o “vamos nos ver hoje?” dá lugar ao “desculpa, amiga, a correria tá muito grande”.
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É uma perda curiosa porque não exige necessariamente um rompimento. As coisas só vão esfriando, ficando para depois, para nunca mais.
E silenciosa porque, segundo ele, para as desilusões amorosas e os términos românticos, há uma renca de músicas, filmes, poemas e até simpatias que ajudam a dar conta. Mas quem ensina o que fazer quando você perde um amigo que um dia conheceu a sua vida inteirinha?
Em tempos em que passou a “pegar bem” se gabar de ser ou ter um amigo de “baixa manutenção”, não é raro que os vínculos sobrevivam apenas por espiadinhas nos stories: acompanhando de longe uma viagem, o boysinho novo, a mudança de emprego, de cidade.
Minha Melhor Amiga
Divulgação
“Minha Melhor Amiga” talvez seja essa desculpa perfeita: para mandar aquele WhatsApp para o amigo que você tenta ver há tempos e nunca consegue. Para forçar esse encontro no meio do caos da semana com alguém que você sabe que pode deixar tudo mais leve. É preciso fazer esse tempo existir.
Jain chamou isso de generosidade irracional. “A amizade sempre dependeu dessa disposição de desperdiçar tempo juntos de forma magnífica e de permanecer disponível, mesmo sem agenda”.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Uana acende ‘Estrela’, álbum em que amplia a conexão dos ritmos do Recife com o universo da música eletrônica

A cantora e compositora pernambucana lança o segundo álbum, ‘Estrela’, com onze músicas
Bruno David / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ A cantora e compositora pernambucana Uana lança o segundo álbum, “Estrela”, dois anos após “Megalomania” (2024), álbum em que foi do brega-funk do Recife (PE) natal às batidas da house, conectando o universo musical recifense com sonoridades eletrônicas.
Antecedido pelos singles “Delírio favorito” (2025) e “Mil e uma noites” (2025) – ambos lançados no ano passado – e efetivamente anunciado com o single que apresentou em 4 de setembro o rock “Fogo e gasolina”, o álbum “Estrela” procura reforçar e ao mesmo tempo ampliar a conexão do disco anterior.
No mundo digital desde às 21h de ontem, quinta-feira, 24 de setembro, o álbum “Estrela” abarca o pagodão baiano do grupo Àttooxxá, convidado de Uana na música “Calor danado”.
Já a faixa “Mais eu” acende o fogo da sensualidade em clima forrozeiro e com a presença da cantora Joyce Alane, conterrânea de Uana, enquanto N.I.N.A adensa “Coisa de acender”, faixa que reitera o tom afogueado e a atmosfera urbana do álbum “Estrela”.
“Eu parto de Pernambuco. O brega, o forró e o brega-funk estão no meu corpo, mas minha escuta sempre foi muito aberta. Em “Estrela”, essas referências encontram sonoridades africanas, árabes, caribenhas e eletrônicas. Meu interesse é fazer tudo isso existir dentro da minha linguagem, sem me perder de onde eu venho”, situa Uana.
Com 11 músicas em repertório predominantemente autoral, o álbum “Estrela” apresenta composições como “Certeza”, “Mil e uma noites” e “Noite breve”, além da música-título “A estrela”, alocada na abertura do disco gravado com produção musical de Marley no Beat e Tom BC.
Capa do álbum ‘Estrela’, de Uana
João Arraes / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 80 anos, João Bosco recria a obra com sofisticação no sopro renovador do álbum ‘Amigos novos e antigos’

João Bosco posa com alguns convidados do álbum ‘Amigos novos e antigos’, lançado hoje, 25 de setembro, com 18 faixas
Fotos de André Rola / Montagem g1
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Amigos novos e antigos
Artista: João Bosco
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ Música lançada em 1975 na voz de Ney Matogrosso, no primeiro álbum solo do cantor, “Corsário” (João Bosco e Aldir Blanc) tangencia o formato de peça sinfônica em “Amigos novos e antigos”, álbum que João Bosco lança hoje, sexta-feira, 25 de setembro, para celebrar os 80 anos completados em 13 julho.
Em gravação de nove minutos e meio, “Corsário” vem embalada em mar de cordas em majestosa passagem instrumental que ocupa mais de dois minutos da faixa antes que o cantor comece a recitar versos do poema “E então, que quereis?…” (1927) – um dos mais famosos da obra do poeta russo Vladimir Maiakóvski (1893 – 1930), acoplado por Bosco à música desde 1989 – e antes que e a música seja efetivamente cantada por Ivete Sangalo em tom excepcionalmente sóbrio, sem o habitual tempo de alegria da artista baiana.
A abordagem de “Corsário” exemplifica o rigor estético que pautou a gravação deste disco de duetos gravado sob direção artística de Julia Bosco – filha e empresária do artista. Por mais que as músicas já sejam conhecidas e por mais que o público seguidor do cantor, compositor e músico mineiro já esteja habituado ao gagabirô de João, há um sopro de renovação em “Amigos novos e antigos” que distancia o álbum do mercado comum da música.
Basta dizer que o álbum é longo para os padrões atuais, com as 18 faixas roçando uma hora e meia. Primeiro projeto de duetos da discografia de Bosco, ”Amigos novos e antigos” é disco para quem gosta de ouvir música sem a fugacidade dos aplicativos de áudio e das redes sociais.
Além de conectar João Bosco com artistas da geração 2020, como Bruna Black e Jota.Pê, os amigos novos do título do disco, esse sopro renovador vem sobretudo da presença de Rafael Rocha, trombonista que divide os arranjos e a produção musical do álbum com o próprio João Bosco (os arranjos de cordas e metais são de Rafael).
João Bosco em estúdio durante a gravação do álbum ‘Amigos novos e antigos’, disco revisionista com o qual celebra 80 anos
André Rola / Divulgação
Há no álbum um frescor já sinalizado pelo EP que adiantou seis das 18 faixas (leia aqui a resenha dessa primeira parte do álbum, a partir de hoje integrada ao conjunto da obra).
O fato de o álbum abrir e encerrar com o afro-samba “Odilê, odilá” (1985) – reouvido em dueto do anfitrião com Martinho da Vila, coautor da composição lançada por Martinho – parece ratificar que todo o vasto universo musical de João Bosco vem da África, fonte sonora que esse mineiro amalgamou com as trilhas barrocas das Geraes, com o samba, o bolero, a bossa nova, o jazz e os sons das Arábias.
Tudo isso está junto e misturado nas 18 faixas do álbum “Amigos novos e antigos”. Mais uma vez, João Bosco recria a própria criação sem preguiça e sem seguir fórmulas prontas. E tudo parece soar novo de novo pela força da mistura e das conexões.
Se o samba “Incompatibilidade de gênios” (João Bosco e Aldir Blanc, 1976) transita pela trilha do afro-jazz-latino, com o piano de Gonzalo Rubalcaba pondo molho cubano e jazzístico na gravação da música cantada por Bosco com Chico Buarque, “Papel machê” (João Bosco e José Carlos Capinan, 1984) se desenrola com cordas e com o canto de Silva evocando a bossa nova.
Os sopros são proeminentes em boa parte da arquitetura sonora do álbum, confeitando os arranjos executados pelo virtuoso naipe formado pelos músicos Armando Marçal (percussão), Guto Wirtti (baixo), Jurim Moreira (bateria) e Ricardo Silveira (guitarra e violão de aço) – banda-base de disco que fará com que seguidores da MPB passem a ouvir Bruna Black com mais atenção.
Com agudos firmes, Bruna Black se afina com o canto de Bosco na intrincada música-título “Amigos novos e antigos” (João Bosco e Aldir Blanc, 1974), lançada na voz de Maria Alcina, regravada logo em 1975 por Vanusa (1947 – 2020), reavivada seis anos depois pelo próprio Bosco no álbum “Essa é a sua vida” (1981) e ainda assim praticamente desconhecida em 2026.
“Memória da pele” (João Bosco e Waly Salomão, 1989) também bate fundo na voz de outra grande cantora da atualidade, Vanessa Moreno, em gravação com o toque do violoncelo de Jaques Morelenbaum. Música que exemplifica a habilidade de Bosco para evocar o mundo árabe, “Jade” (João Bosco, 1989) reluz no canto aveludado de Jota.Pê em gravação pontuada pelo sopro da clarinetista e saxofonista israelense Anat Cohen.
Há amigos presentes na ausência. A aura de Aldir Blanc (1946 – 2020), parceiro fundamental de Bosco nos anos 1970 e 1980, paira sobre o álbum, especialmente sobre o canto do “Toma lá, dá cá” (João Bosco e Aldir Blanc, 2007), samba ora incorporado à discografia oficial de João Bosco em gravação sem feat. Já a simples presença de Caetano Veloso em “Sinhá” (João Bosco e Chico Buarque, 2011) se justifica pelo ineditismo do encontro em estúdio desses dois gigantes da MPB.
Fora do universo nordestino, a sanfona de Mestrinho embeleza o bolero “Quando o amor acontece” (João Bosco e Abel Silva, 1987), cantado somente por Bosco com a habilidade de sempre recriar e lapidar a criação a cada nova abordagem. Bosco canta como um jazzista. Nada nunca é igual no canto do artista.
Embora soe como alien por ter sido feita com outra banda e consequentemente com outra arquitetura sonora, a gravação do samba “O bêbado e a equilibrista” (João Bosco e Aldir Blanc, 1979) não chega a macular o conjunto da obra. O canto de Pedro Mariano e Rafa Mariano – filha de Pedro – soa opaco, mas é redimido pelo elo com Elis Regina (1945 – 1982).
Elis, mãe de Pedro e avó de Rafa, foi a voz original desse samba que anunciou os ventos da abertura política e foi intérprete fundamental da obra de João Bosco e Aldir Blanc desde 1972, ano em que Bosco foi apresentado ao Brasil, até sair precocemente de cena. Mesmo ausente, Elis Regina salva a pátria mais uma vez…
Decorridos 54 anos do lançamento da primeira música de João Bosco, esse mestre-sala da MPB desfila apoteótico pela própria obra em “Amigos novos e antigos”, álbum confeccionado em nome da arte, longe da banalidade e do espírito de karaokê que rege a maioria dos discos de duetos. Dez, nota dez!
Capa da edição integral do álbum ‘Amigos novos e antigos’, de João Bosco
Victor Correa a partir de conceito criado por Julia Bosco, João Ferro e Victor Correa

Fonte: G1 Entretenimento

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Pepita rara e inédita de Rita Lee, tango ‘Anjo deslumbrado’ vem à tona após 43 anos na voz da cantora Mariana Mug

Rita Lee (1947 – 2023) em foto de encarte de LP de 1983, ano em que presumivelmente compôs a música ‘Anjo deslumbrado’ em parceria com Guto Graça Mello (1948 – 2026)
Reprodução / Encarte do álbum ‘Bom bom’, de Rita Lee
♫ NOTÍCIA
♬ Em 15 de outubro, a cantora mineira Mariana Mug lançará o primeiro álbum, “Pepita rara”, gravado com produção musical de Guto Graça Mello (29 de abril de 1948 – 5 de maio de 2026), compositor e produtor falecido há quatro meses, aos 78 anos.
O titulo “Pepita rara” bem poderia se referir à música “Anjo deslumbrado”, lançada ontem, quinta-feira, 24 de setembro, como primeiro single do álbum de estreia de Mug.
É que “Anjo deslumbrado” é musica de Rita Lee (31 de dezembro de 1947 – 8 de maio de 2023) – uma composição de Rita não somente rara como também, até então, inédita em disco.
Detalhe: o parceiro de Rita Lee nessa música não é Roberto de Carvalho, como era de praxe a partir de 1979, mas o próprio produtor Guto Graça Mello, com quem Rita abrira parceria em 1979 com a composição e gravação de “Maria mole” no álbum blockbuster “Rita Lee” (1979).
“Anjo deslumbrado” ganhou a forma de tango na gravação produzida por Guto para Mariana Mug. A música foi supostamente composta por Guto e Rita em 1983, ano em que foi encaminhada à Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP) para ser liberada. A música não chegou a ser censurada, mas nunca foi gravada, tendo ficado sob a guarda de Guto Graça Mello durante 43 anos.
Contudo, o jornalista e pesquisador musical Rodrigo Nogueira encontrou no Arquivo Nacional, em fevereiro deste ano de 2026, o pedido de liberação da música pela censura, enviado pela gravadora então denominada CBS, supostamente para que a música pudesse ser gravada pela cantora Simone. Foi quando foi revelada publicamente a existência da composição.
Como Simone e a própria Rita Lee nunca gravou a música, “Anjo deslumbrado” chega ao mundo, quatro décadas depois, na voz de Mariana Mug. A letra do tango tem a verve de Rita Lee, mas a melodia (provavelmente de autoria de Guto Graça Mello) não é especialmente atraente.
♪ Eis a letra da música “Anjo deslumbrado”, tal como foi gravada pela cantora Mariana Mug para o ainda inédito álbum “Pepita rara”:
“Dentro do meu peito
Mora um anjo deslumbrado
Um diabo solto
Pelo corpo
Sobe pela espinha
Um arrepio
Que me deixa meio tonto
E rouco
Meio louco
Quero engolir seus beijos
Doce suspiro
Mordo sua nuca
Lentamente
Vou matando você
Juro que não vai doer
Juro que não vai doer
Entro pelos quatro cantos
Do seu corpo
E injeto meu veneno
Quente, delinquente
Cravo minhas unhas
No seu ventre
E me esfrego
Nesse sangue
Vivo sem juízo
vamos delirar
Na dor e na orgia
Somos prisioneiros
Condenados
A morrer de amor
Juro que não vai doer
Juro que não vai doer”

Fonte: G1 Entretenimento

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Renner lamenta morte de Rick, em vídeo: ‘A saudade vai ficar’

Rick e Renner durante apresentação no Vila Country, em São Paulo.
Reprodução/Instagram/RickeRenner
Renner lamentou a morte do parceiro de dupla sertaneja, Rick, em vídeo publicado nesta quinta-feira (24). O cantor morreu em acidente de helicóptero, com outras quatro pessoas, nesta terça (22).

Fonte: G1 Entretenimento

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Susan Sarandon e Hannah Einbinder são presas em protesto contra Benjamin Netanyahu

Susan Sarandon participa de debate sobre mulheres no cinema em Cannes, em 2016
Valery Hache/ AFP
As atrizes Susan Sarandon e Hannah Einbinder foram presas durante um protesto contra o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira (24).

Fonte: G1 Entretenimento

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Juliano Cazarré e a mulher, Letícia, anunciam que estão à espera do sétimo filho

Juliano Cazarré e a mulher, Letícia, anunciam que estão à espera do sétimo filho
Reprodução/Instagram
Juliano Cazarré e a mulher, Letícia, anunciaram que estão à espera do sétimo filho. O ator, que celebra 46 anos nesta quinta-feira (24), celebrou a data dizendo que “seu presente está no forno”.
“Pessoal hoje completo 46 voltas ao redor do Sol, mas o meu presente tá no forno e só chega lá pra fevereiro! A vida quer viver!!! Quem quiser ajudar a escolher o nome, vota aí na enquete!”, brincou Juliano.
Letícia e Juliano Cazarré já são pais de Vicente, de 16 anos, Inácio (14), Gaspar (7), Maria Madalena (5), Maria Guilhermina (4) e Estêvão (2).

Fonte: G1 Entretenimento