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Luísa Sonza pede desculpa para mulher negra que ela confundiu com garçonete em Fernando de Noronha


‘A maneira com que me dirigi a sra. Isabel traduziu um ato de reprodução do racismo estrutural’, afirmou cantora, que em setembro disse que buscaria acordo com autora do processo. Luísa Sonza na plateia do show de Maria Rita no sexto dia de Rock in Rio
Marcos Serra Lima/g1
Luísa Sonza pediu desculpas publicamente, nesta quarta-feira (5), a Isabel Macedo de Jesus, autora do processo por racismo do qual era alvo.
“A maneira com que me dirigi a sra. Isabel traduziu um ato de reprodução do racismo estrutural, o que de maneira nenhuma foi a minha intenção”, escreveu a cantora no Twitter.
“Nesse contexto, venho a público pedir desculpas, não somente à senhora Isabel, mas a todos aqueles que já experimentaram as consequências do racismo estrutural.”
O caso
De acordo com os dados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a ação por danos morais foi aberta em 2019 contra a cantora e a Pousada Zé Maria.
Segundo consta no processo, Isabel foi passar férias em Fernando de Noronha e, enquanto assistia a um show da cantora durante um festival gastronômico na pousada, Luísa ordenou que lhe trouxesse um copo de água.
“Ao ser informada de que a autora não era funcionária, a 1ª ré se mostrou visivelmente surpresa, levando a autora a crer que tal fato se deve aos seus traços raciais, razão pela qual registrou ocorrência junto à delegacia de polícia local, que não deu crédito a seu relato”, diz um dos documentos da ação de 2019.
Quando o processo foi divulgado, em 2020, a cantora negou as acusações.
“Gente, tudo isso é mentira! Não acreditem nisso! Eu jamais teria esse tipo de atitude. Vocês me conhecem bem, sabem qual é meu caráter, minha índole. Eu jamais ofenderia outra pessoa por conta da cor de sua pele. Jamais! Essa acusação é absurda. Minha equipe já está tomando todas as providências jurídicas quanto ao caso”, escreveu a cantora.
Na época, a assessoria de Luísa afirmou que o caso era falso, inverídico e vinha “em um momento oportunista em razão do crescimento exponencial da carreira da artista”.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Deize Tigrona, pioneira voz feminina do funk carioca, coroa retomada da carreira com o EP ‘Foi eu que fiz’


Artista também transita por trap, pop e música eletrônica no disco produzido com beats de Badsista, DJ Chernobyl, JLZ, Malka e Teto Preto. Deize Tigrona apresenta sete músicas inéditas no repertório autoral do EP ‘Foi eu que fiz’
Pedro Pinho / Divulgação
♪ Uma década antes de Anitta e Ludmilla gravarem as primeiras músicas, ambas em 2012, Deize Maria Gonçalves da Silva entrou no baile e deu voz ativa às mulheres em movimento pioneiro no universo do funk carioca.
Projetada há 20 anos com o funk Injeção (2002), já com o nome artístico de Deize Tigrona, a cantora e compositora carioca viveu período áureo ao longo dos anos 2000, período em que inclusive extrapolou as fronteiras do Brasil até ser injustamente esquecida a partir de 2012.
Até por isso a edição do EP Foi eu que fiz está sendo celebrada pela artista como a coroação da retomada iniciada há três anos com o lançamento do single Vagabundo (2019) e impulsionada no ano passado pelo sucesso de Sadomasoquista (2021).
Em rotação desde 23 de setembro, em edição da Batekoo Records, o disco Foi que eu fiz situa Deize Tigrona além do funk, transitando também por trap, pop, rock e música eletrônica no repertório autoral composto por sete músicas inéditas.
Capa do EP ‘Foi eu que fiz’, de Deize Tigrona
Pedro Pinho com arte de Regularswitch
Produtores musicais de estilos diversos foram convidados a dar forma às sete composições autorais – Sururu das meninas (Deize Tigrona e Malka), Monalisa (Deize Tigrona), Sobrevivente de rave (Deize Tigrona e Teto Preto), Bondage (Deize Tigrona), Foi eu que fiz (Deize Tigrona), Ibiza (Deize Tigrona) e A mãe tá on (Deize Tigrona e Slain) – que formam o repertório do EP Foi eu que fiz.
Produtor associado ao trap, FrancêsBeats criou com JLZ o beat de A mãe tá on. Ligado ao afrobeat, JLZ formatou sozinho a batida e a produção musical de Monalisa. Badsista, que já trabalhara com Deize no single Vagabundo (2019), é a produtora musical das faixas Bondage e Ibiza.
Já a música-título Foi eu que fiz traz o beat de DJ Chernobyl enquanto Malka assina a produção musical de Sururu das meninas. Por fim, Teto Preto abriga Sobrevivente de rave com batida evocativa da cena de música eletrônica.
O lançamento do disco Foi eu que fiz marca a superação de depressão enfrentada por Deize Tigrona, que concilia o retorno à cena com o emprego de gari conquistado no período de menor visibilidade no universo do funk carioca.
De volta à cena, Deize Tigrona celebra a superação de depressão e concilia o trabalho na música com o ofício de gari
Pedro Pinho / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Paramore anuncia shows no Brasil em março de 2023


Banda se apresenta no Rio de Janeiro, no dia 9, e em São Paulo, no dia 11. Paramore
Reprodução/Instagram/Paramore
O Paramore vai realizar dois shows no Brasil em março de 2023. A banda se apresenta no Rio de Janeiro, no dia 9, e em São Paulo, no dia 11.
As vendas do show em SP começa na sexta-feira (7), às 12h. Já as do Rio começam segunda-feira (10), às 10h.
Os preços ainda não foram divulgados.
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Primeiro single em 5 anos
Paramore lançou, nesta quarta-feira (28), “This is Why”, primeiro single em cinco anos. Assista CLIPE abaixo.
O novo álbum da banda de Hayley Williams vai receber o mesmo nome da música e será lançado em 10 de fevereiro.
O último álbum do grupo foi “After Laughter” de 2017, que unia letras pessimistas e pop colorido. Leia análise.
Antes do álbum, o Paramore ainda vai lançar outros dois singles: “Leave the House” em 2 de outubro e “Tonight” em 3 de novembro.
Sobre a nova música, Hayley Williams disse em um comunicado:
Paramore lança single ‘This is Why’; faixa vai dar o nome do novo álbum da banda de Hayley Williams
Reprodução/YouTube/Paramore
“‘This Is Why’ foi a última música que escrevemos para o álbum. Para ser honesta, eu estava tão cansada de escrever letras, mas [o guitarrista] Taylor [York] convenceu [o baterista] Zac [Farro] e eu que deveríamos trabalhar nessa última ideia. O que saiu disso foi a faixa-título de todo o álbum”, diz ela.
“Ela resume a infinidade de emoções ridículas, a montanha-russa de estar vivo em 2022, tendo apenas sobrevivido nos últimos três ou quatro anos. Você pensaria que depois de uma pandemia global de proporções bíblicas e a destruição iminente de um planeta moribundo, que os humanos teriam achado dentro de si mesmos serem mais gentis ou mais empáticos?”.
Pausa necessária
Hayley ainda falou sobre a pausa de cinco anos sem lançamentos do grupo, entre 2017 e 2022. Ela começou um projeto solo em 2020, com o single “Simmer”.
A cantora define o tempo fora da estrada como crucial para ela e os amigos de banda, Taylor York e Zac Farro.
“Esta foi uma verdadeira ruptura de qualquer vida que eu tinha feito antes. Olhando para o nosso calendário para os próximos dois anos, sei que não estaria pronta para me devolver à banda, à música e à vida que tanto amo se não tivéssemos desistido voluntariamente por uma temporada.”
“Por tudo isso, em nome de todos nós, quero agradecer por ser tão amoroso e solidário conosco como humanos em primeiro lugar”, continuou ela. “A indústria da música não é uma indústria que prioriza o ser humano. Não é nem mesmo uma indústria de música em primeiro lugar. Olha, nós nem vivemos em uma sociedade que prioriza o ser humano!!”.
Ela termina o texto animada com a nova era do Paramore.
“E ainda assim, estamos apenas retomando de onde paramos. Por tantas razões que nem tenho palavras, acho que estamos prestes a vivenciar nossos momentos mais felizes e gratificantes como Paramore”.
Veja análise em VÍDEO do último álbum do Paramore:
Paramore une letras pessimistas e pop colorido em melhor disco da carreira; G1 ouviu

Fonte: G1 Entretenimento

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Silvero Pereira canta Belchior em São Paulo com a Banda Paralela


♪ Projetado nacionalmente a partir de 2017 como ator de novelas da Globo, sendo visto atualmente na pele do mordomo e peão Zaquieu da trama de Pantanal, Silvero Pereira é também cantor. O artista cearense vem se apresentando pelo Brasil com o show Amar e mudar as coisas, em que canta somente músicas do compositor conterrâneo Antonio Carlos Belchior (26 de outubro de 1946 – 30 de abril de 2017).
Inédito na cidade de São Paulo (SP), o show em que Silvero canta Belchior estreia na capital paulista com duas apresentações gratuitas programadas para quinta e sexta-feira, 6 e 7 de outubro, na Sala Itaú Cultural.
Com o toque da banda Paralela (formada por Bruno Chico no violão e contrabaixo, Fe Paschoal na guitarra, Geremias Oliveira nos teclados e Natália Arrivabene na bateria), Silvero vai dar voz a 12 músicas de Belchior. Como nossos pais (1976) e Sujeito de sorte (1976) integram o roteiro.
Cabe lembrar que, no documentário Belchior – Apenas um coração selvagem (2022), Silvero Pereira também interpreta músicas de Belchior – entre elas, Como o diabo gosta (1976) – só que através da récita dos versos das composições, não do canto.

Fonte: G1 Entretenimento

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Moa do Katendê é revivido em um segundo disco que inclui Russo Passapusso e Margareth Menezes


Moa do Katendê (1954 – 2018) é celebrado nos álbuns ‘Raiz afro mãe’ e ‘Moa vive!’, previstos para 7 de outubro e 11 de novembro, respectivamente
Divulgação / Kana Filmes
♪ Além de ter vida e obra celebradas no álbum Raiz afro mãe, programado para ser lançado em 7 de outubro, Romualdo Rosário da Costa (29 de outubro de 1954 – 8 de outubro de 2018) – o percussionista, mestre de capoeira e compositor baiano conhecido como Moa do Katendê – ganha um segundo tributo fonográfico.
Intitulado Moa vive!, este segundo disco tem lançamento previsto para 11 de novembro e reúne sete músicas nas vozes dos cantores Russo Passapusso, Margareth Menezes, Roberto Mendes, Mateus Aleluia Filho, Márcia Short, Aloísio Menezes, Sued Nunes e Gerônimo Santana, além de dois registros com o próprio Moa.
O primeiro single, Presente de Oxum, chega ao mundo digital em 21 de outubro com gravação feita pelo cantor Gerônimo Santana.
Gravado com produção musical de Átila Santana, amigo do artista assassinado há quatro anos por discussão política, o álbum Moa vive! celebra o legado de Moa do Katendê, um dos fundadores do Afoxé Badauê e um dos responsáveis pela reintrodução do ijexá na música brasileira, a partir da década de 1970.

Fonte: G1 Entretenimento

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Velma se apaixona por mulher em novo filme de ‘Scooby-Doo’


Fãs especulam há anos sobre sexualidade da personagem do desenho animado. Em ‘Trick or Treat Scooby-Doo!’, ela se interessa pela vilã Coco Diablo. Coco Diablo, Salsicha, Velma e Scooby em ‘Trick or Treat Scooby-Doo!’
Reprodução
O mais novo filme de “Scooby-Doo” traz uma Velma abertamente apaixonada por uma mulher, confirmando a orientação sexual da personagem, que havia deixado de ser um mistério para os fãs há muito tempo.
Um clipe do especial do Dia das Bruxas, “Trick or Treat Scooby-Doo!” (“Travessuras ou Gostosuras Scooby-Doo!”, em tradução livre), lançado no fim de semana mostra Velma ruborizada e com as lentes dos óculos embaçadas quando encontra a vilã “Coco Diablo”.
“Ok, a quem eu quero enganar? Eu estou com um crush gigante, Daphne! O que eu faço? O que eu digo?”, pergunta Velma à amiga em outra cena.
Os fãs de Scooby-Doo, que começou com uma série de animação televisiva em 1969, especulavam há algum tempo que Velma não era nem heterossexual, nem cisgênero, e sim “queer”. O novo filme põe fim às dúvidas.
Os produtores de vários filmes e séries da franquia comentaram em outras ocasiões a sexualidade de Velma Dinkley, mesmo quando não o explicitaram nas telas. Em 2020, por exemplo, o produtor Tony Cervone publicou no Instagram uma foto de Velma e outro personagem feminino com a bandeira do arco-íris – símbolo do movimento pró-LGBTQIA+ – ao fundo.
“Deixamos nossas intenções tão claras quanto possível há dez anos”, escreveu Cervone na legenda dessa postagem. “A maioria dos nossos seguidores perceberam. Àqueles que não, sugiro que olhem com mais atenção”, prosseguiu.
O diretor do novo filme, Audie Harrison, disse à rádio pública NPR que não esperava que a sexualidade de Velma na animação fosse tão “reveladora”, e que ele buscava “representar de forma divertida a parte engraçada e desajeitada de uma atração adolescente”.
“Dito isso, sinto-me muito bem por fazer parte disso, de normalizar a representatividade, especialmente em uma franquia tão conhecida quanto Scooby-Doo.”
Os fãs comemoraram as notícias nas redes sociais. “MEU DEUS, VELMA LÉSBICA FINALMENTE OFICIAL NO FILME, VAMOOOOOOS”, diz um tuíte que viralizou e teve mais de 230.000 curtidas. “VAMOS, LÉSBICAS, #VELMA”, tuitou outro fã.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tom Cruise: a executiva britânica que quer mandar o ator para o espaço


Donna Langley é a primeira britânica a dirigir um grande estúdio de cinema americano e uma das pessoas mais poderosas de Hollywood. Donna Langley
Getty Images
Donna Langley é uma mulher com planos ambiciosos, inclusive enviar Tom Cruise ao espaço.
Como presidente do Universal Filmed Entertainment Group, ela é a primeira britânica a dirigir um grande estúdio de cinema americano.
Isso a torna uma das pessoas mais poderosas de Hollywood. Nada mal para quem chegou a Los Angeles com 20 e poucos anos sem nenhum contato no ramo.
Trinta anos depois, Langley diz que ainda se sente “culturalmente muito inglesa, mesmo que meu sotaque varie um pouco”.
Langley mudou os rumos da Universal e tem dirigido o mais antigo estúdio de cinema dos Estados Unidos em meio às dificuldades de uma pandemia e da ascensão das plataformas de streaming.
Ela é impressionante e pé no chão – mas o projeto que a Universal está desenvolvendo com Cruise é literalmente de outro mundo.
Tom Cruise em cena de ‘Top Gun: Maverick’
Divulgação
Langley disse à BBC News que Cruise planeja levar um foguete até a Estação Espacial Internacional. A trama do filme, que Cruise e o diretor Doug Liman apresentaram a ela, “na verdade, acontece na Terra, e, então, o personagem precisa ir ao espaço para salvar o dia”.
A esperança, ela acrescenta, é que Cruise seja “o primeiro civil a fazer uma caminhada espacial fora da estação”.
Para a Universal, o filme espacial claramente ainda é uma aspiração neste estágio. Mais definitiva é a lista de 44 filmes anunciados para 2022/23, enquanto a indústria tenta voltar aos níveis pré-covid-19.
Haverá as franquias lucrativas (entre elas, outro filme dos Trolls; o 10º Velozes e Furiosos; e 4º Meu Malvado Favorito). Mas também há uma gama mais criativa.
Langley atraiu Steven Spielberg de volta ao estúdio onde ele fez Tubarão (1975) e E.T.: O Extraterrestre (1982). Os Fabelmans acaba de estrear no Festival de Cinema de Toronto. Christopher Nolan lançará seu próximo filme Oppenheimer com a Universal depois de trocar a Warner Bros pelo estúdio de Langley.
She Said é estrelado por Carey Mulligan como uma das jornalistas que desvendaram o escândalo de Harvey Weinstein.
‘Instinto’ para o sucesso
Escolher filmes com potencial de sucesso é “instinto”. Em vez de racionalizar as decisões através das lentes do modelo de negócios, trata-se de “sentir a história em um nível muito humano”, diz ela.
Seu ponto de vista vem do aprendizado no início de sua carreira sobre “fazer filmes voltados para um público específico”, muitas vezes pessoas tradicionalmente ignoradas por Hollywood.
Ela descobriu que filmes atrativos para mulheres ou minorias étnicas, por exemplo, eram “um bom negócio”. “A quantidade de dinheiro que [os filmes] ganham é relativa ao que eles custam, então eles são extremamente lucrativos.”
Ela defendeu Straight Outta Compton – A História do N.W.A. (2015), filme que retrata a ascensão do grupo de hip-hop e que arrecadou US$ 201 milhões (R$ 1,09 bilhão) em todo o mundo.
Langley lutou por Mamma Mia! – O Filme (2008) quando outros não estavam interessados. O filme, baseado no catálogo clássico do grupo musical Abba, foi um sucesso estrondoso, com US$ 600 milhões (R$ 3,12 bilhões) em bilheteria.
“São filmes que eu não via como inerentemente arriscados. É fácil para mim dizer isso hoje, quando eles já se provaram um sucesso.”
Mas, para Langley, há um ponto comum para esse sucesso, mesmo que outros não o tenham visto. Eram histórias universais com as quais o público poderia se identificar.
Phyllida Lloyd, diretora de “Mamma Mia!”, elogia a “clareza e calma” de Langley. Ela diz que a executiva da Universal tinha “uma abordagem de negócios”. “Ela realmente não se preocupava com as pequenas coisas.”
Sharon Waxman, editora-chefe do site The Wrap, uma das publicações mais influentes de Hollywood, descreve Langley como “muito respeitada”. Claro que nem tudo é sucesso, e Waxman aponta para o decepcionante fim de semana de estreia de Bros – Uma História de Amor, a comédia romântica gay da Universal, o primeiro grande estúdio a fazer um filme desse tipo.
Mas ela credita isso ao fato de ela correr riscos. Bros, por exemplo, “não é um filme para o qual todos os estúdios dariam o sinal verde”.
Fã do Abba
Contar histórias (e o Abba), diz Langley, foi uma parte importante de sua infância. Seu pai biológico era egípcio, e ela foi adotada ainda bebê. Sua mãe era uma ativista (“ela me fez bater lata na rua em nome do Greenpeace ou do desarmamento nuclear”), enquanto seu pai trabalhava para a Autoridade de Aviação Civil, órgão que regula o setor no Reino Unido.
Ir ao cinema não era um evento familiar comum, embora ela se lembre de sua irmã levá-la para ver um filme do show do Abba na década de 1970 (que foi como “90 minutos no céu, eu estava tão feliz”). Em vez disso, a família lia muito, e talvez isso a atraiu para o cinema.
“Como britânicos, crescemos com um profundo amor pela literatura”, diz ela. Livre para passear na Ilha de Wight, onde cresceu, “minha imaginação corria solta com a história do lugar, fosse contrabandistas ou aristocracia”.
Na ilha, sua descendência significava que ela era vista, como diz maliciosamente, como “exótica”, acrescentando: “Isso me deu uma sensação de independência”. Ela diz que foi “um pouco perseguida” na escola e achou no humor uma forma de lidar com os “momentos mais difíceis”.
Então, como aquela garota se tornou tão um nome tão importante em Hollywood? Langley me disse que “não via futuro” para si mesma no Reino Unido no início dos anos 1990, embora “não tivesse ideia de que eu iria trabalhar no cinema”. Ela admite “Eu tenho momentos em que olho para trás e penso ‘como tudo isso aconteceu?'”.
Langley tinha apenas 22 anos quando chegou a Los Angeles com uma carta de apresentação para um agente literário, planejando ficar apenas alguns meses. Mas “ficou óbvio que eu precisava ficar”. Ela achou os Estados Unidos “menos restritivos”, me dizendo que enquanto a Grã-Bretanha era muito hierárquica, na América, “se você tem uma ideia, uma ética de trabalho, você pode fazê-lo”.
Ela teve sua primeira chance enquanto trabalhava em uma boate no Sunset Boulevard de Hollywood. Um dos frequentadores a contratou para o estúdio New Line Cinema. Ela credita seu sucesso a “um pouco de autoconfiança delirante” e muito trabalho duro, embora a Hollywood da época não fosse “para os fracos de coração, você tinha que ter alguma ousadia”.
Langley está comprometida com o cinema britânico. Jurassic World: Domínio (2022), da Universal, filmado nos arredores de Londres, foi o primeiro blockbuster de Hollywood a retomar as filmagens durante a pandemia, e, em breve, começará a produção de Wicked no Reino Unido.
Ben Roberts, presidente do British Film Institute, organização que promove a indústria cinematográfica britânica, me disse que ela é “uma das executivas britânicas de maior sucesso no ramo – e estamos muito satisfeitos que a Universal tenha decidido produzir tantos de seus filmes aqui no Reino Unido”.
Com o futuro do cinema ainda em jogo, Langley aceita que o streaming de filmes veio para ficar. Ela ganhou a fúria das redes de cinema quando decidiu durante a pandemia lançar o novo Trolls direto em uma plataforma deste tipo. Ela diz que foi um “momento divisor de águas”. Certamente rompeu a tradição de grandes filmes chegarem primeiro aos cinemas.
Waxman acredita que os maiores desafios de Langley agora são “reabastecer o pipeline da Universal com os tipos de sucessos de bilheteria, como a franquia Velozes e Furiosos, que gerarão sucessos globais de bilhões de dólares”.
Para Langley, a “questão de US$ 100 bilhões” é o que atrairá o público de volta aos cinemas. Ela aceita que parte disso acontecerá com “os grandes filmes de efeitos especiais… mas o que mais?”.
Enquanto “o nível de exigência está ficando mais alto” para os tipos de filmes que as pessoas querer sair de casa para assistir, ela acredita que “para os filmes serem importantes, para fazê-los se conectarem com o zeitgeist cultural, para criar estrelas de cinema e para criar diretores e carreiras, realmente precisa se oferecida uma experiência cinematográfica”, diz ela.
Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63152257

Fonte: G1 Entretenimento

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Jeffrey Dahmer: por que série sobre serial killer americano causa tanta polêmica


O mais recente drama lançado pelo serviço de streaming é criticado por alguns, mas vem batendo recordes de audiência. A série retrata Jeffrey Dahmer, que matou 17 meninos e jovens entre 1978 e 1991
Divulgação/Netflix
A produção da Netflix sobre o serial killer Jeffrey Dahmer é um sucesso de audiência, mas também alvo de críticas de pessoas que classificam a série como “insensível”.
“Como negros, devemos boicotar (o programa). O que ele fez com nossos filhos negros é doentio”, tuitou o rapper Boosie BadAzz.
Dahmer matou 17 meninos e jovens, muitos dos quais eram negros e gays, entre 1978 e 1991.
A irmã de uma de suas vítimas descreveu a série Dahmer: Um Canibal Americano como “cruel e imprudente”.
Rita Isbell, cujo irmão Errol Lindsey tinha 19 anos quando Dahmer o assassinou, fez uma declaração comovente no julgamento do assassino em 1992, mas disse que não foi informada de que essa história seria retratada na série criada por Ryan Murphy, o mesmo idealizador de Glee e Pose.
“Quando vi parte da série, isso me incomodou, especialmente quando me vi, quando vi meu nome na tela e essa senhora dizendo palavra por palavra exatamente o que eu disse”, disse Isbell ao site Insider.
A irmã de Lindsey disse que a Netflix deveria ter dado parte do dinheiro da série para os filhos e netos das vítimas.
“Se a série os beneficiasse de alguma forma, não seria tão cruel e imprudente. É triste que eles estejam apenas ganhando dinheiro com essa tragédia. Isso é apenas ganância.”
Na semana passada, o primo de Lindsey, Eric Perry, tuitou que a família estava descontente com a série.
Série ‘Dahmer: Um Canibal Americano’ é protagonizada por Evan Peters
Divulgação/Netflix
“Está nos retraumatizando, e para quê?”, disse ele. “De quantos filmes, séries, documentários precisamos? Retratar minha prima tendo um colapso emocional no tribunal na frente do homem que torturou e assassinou seu irmão é INSANO. INSANO.”
Os crimes de Dahmer também envolveram canibalismo e necrofilia. Ele foi condenado em 1992 e assassinado na prisão dois anos depois.
Anne E. Schwartz, a jornalista que divulgou a história de seus crimes em 1991, disse ao jornal britânico The Independent que a série “sacrificou a precisão pela dramaticidade”.
A ex-repórter disse que os produtores fizeram uso de uma “licença poética” em relação a muitos detalhes importantes e que a série “não tem muita semelhança com os fatos do caso”.
Ele também observou que a “representação dos policiais da cidade como racistas e homofóbicos estava incorreta”.
Recordes de audiência
A Netflix também foi criticada por inicialmente categorizá-lo como um programa LGBTQIA+. Esse rótulo foi posteriormente removido.
A controvérsia não impediu que o programa obtivesse os maiores números de audiência em uma primeira semana de exibição para uma série totalmente nova do serviço de streaming desde que seu sistema de medição entrou em operação em junho de 2021, de acordo com o site IndieWire.
A série, estrelada por Evan Peters como Dahmer, foi assistida por 196,2 milhões de horas em sua primeira semana completa e, atualmente, é o programa de TV da Netflix mais visto em mais de 60 países.
A BBC News entrou em contato com a Netflix para que a empresa comentasse sobre as críticas, mas não obteve resposta.
A sinopse oficial da série diz que ela “expõe crimes inconcebíveis, focando nas vítimas e comunidades afetadas pelo racismo sistêmico e falhas institucionais do policiamento que permitiram que um dos mais notórios assassinos em série dos Estados Unidos prosseguisse com sua fúria assassina à vista de todos por mais de uma década”.
‘Impossível de assistir’
As críticas da série foram variadas, com Stuart Heritage, do jornal britânico The Guardian, chamando-a de “quase nauseantemente impossível de assistir”.
“O pior de tudo, até certo ponto, é a escolha da abordagem da série. A única coisa boa que uma série como essa pode fazer é tirar os holofotes do assassino e mostrar quem essas pessoas realmente eram. Mas infelizmente ela está muito fascinada com sua estrela principal para fazer isso.”
Daniel Fienberg, do site The Hollywood Reporter, chamou de “mistura irritante”, acrescentando que “reduzir a maioria das vítimas e suas famílias à dor é mais explorar essa dor do que honrar qualquer memória”.
Paul Tassi, da revista Forbes, no entanto, publicou opinião diferente. “Não sei se ‘gostar’ do programa é a expressão certa, pois é bastante perturbador de assistir, mas acho que foi bem interpretado por todos os envolvidos, e o programa se esforçou para manter o foco nas vítimas, na inépcia da polícia e no rastro de danos que Dahmer deixou.”
Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63125984

Fonte: G1 Entretenimento

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Ney Matogrosso posta comemoração dos 100 anos da mãe e famosos comentam: ‘Tá explicado’


Cantor postou o registro nesta quarta-feira (5), mas os festejos aconteceram na segunda-feira (3). Ney Matogrosso com a mãe Beita
Reprodução/Redes sociais
Famoso também por sua boa forma e vitalidade, Ney Matogrosso deu uma pista de onde pode ter vindo a herança genética. É que o cantor, de 81 anos, postou foto ao lado da mãe, Beita Pereira, na comemoração do aniversário dela de 100 anos.
O clique foi parar no perfil do instagram do cantor nesta quarta-feira (5), mas a comemoração do centenário de dona Beita aconteceu na segunda-feira (3).
No post, além de parabenizações e elogios pela semelhança da dupla, famosos e personalidades festejaram a vitalidade da matriarca da família Matogrosso.
Comentário de Sabrina Parlatore
Reprodução/Redes sociais
“Uau! Parabéns para ela! Paz, saúde e amor! São poucos os que completam um século nesse plano terreno”, postou o crítico Mauro Ferreira.
Maria Gadua e Leiloca festejam a mãe de Ney Matogrosso
Reprodução/Redes sociais
“Mãetogrosso, muitas felicidades e muitos mais anos de vida! Bjos “, brincou o cantor Paulo Ricardo.
Dona Beita no almoço de seu aniversário de 100 anos
Reprodução/Redes sociais

Fonte: G1 Entretenimento

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Hilary Swank anuncia que está grávida de gêmeos


Atriz falou sobre a novidade durante o programa ‘Good Morning America’ nesta quarta-feira (5). Hilary Swank
Reprodução/Instagram
A atriz Hilary Swank está grávida de gêmeos. Ela contou a novidade durante o programa “Good Morning America”, nesta quarta-feira (5).
Claudia Raia fala sobre gravidez aos 55 anos
A artista de 48 anos é conhecida por “Meninos não choram” e “Menina de ouro”, pelos quais ganhou dois Oscar de melhor atriz. Hilary é casada desde 2018 com o empresário Philip Schneider.
Hilary Swank anuncia gravidez
Reprodução/Twitter
“Isso é algo que eu queria há muito tempo e minha próxima coisa é ser mãe”, disse Swank. “E não apenas de um, mas de dois. Eu não posso acreditar”, disse na entrevista. Ela ainda se prepara para voltar à TV com a série “Alaska Daily”, da ABC.
Ela contou que a equipe da produção não estava sabendo da novidade até o anúncio desta quarta-feira (5) e que já está no segundo trimestre. Ela ainda contou que em um momento da gravação precisou cortar o jeans da personagem para tentar disfarçar.
“Coloquei uma jaqueta que não estava em continuidade”, disse a atriz. “E [eles] vieram e disseram: ‘Isso não está na continuidade.’ Eu disse: ‘Ah, acho que funciona. Eu vou fazer isso funcionar'”, contou.
Swank revelou que é comum ter gêmeos tanto na sua família quanto na de Schneider, e que ela está “muito animada” para a próxima fase. “É uma benção. É um milagre total. É inacreditável.”

Fonte: G1 Entretenimento