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‘Não conseguiu cantar de tão bêbado’: como excesso de álcool nos palcos e bastidores afeta rotina dos artistas


Entre dancinhas e “gelas”, Nattan fez um show de quase duas horas no Ribeirão Rodeo Music 2026
Érico Andrade/g1
A autocrítica feita por Nattan após um show em Maracanaú, no Ceará, no último final de semana, reacendeu uma discussão antiga dos bastidores da música: o impacto do consumo de álcool na rotina de apresentações.
O cantor admitiu que o entusiasmo e a bebida consumida ainda no camarim comprometeram sua performance, a ponto de repetir ao menos uma das músicas diversas vezes durante o show. Ele não citou se vai abandonar o consumo de álcool, mas prometeu entregar para o público uma “nova apresentação com o padrão de qualidade que seu público conhece” em uma outra data.
Semanas antes, Murilo Huff havia contado em uma entrevista ao apresentador Renato Sertanejeiro que reduziu drasticamente o consumo de álcool em shows após uma conversa com Luan Santana ainda em 2022.
No ano passado, João Gomes revelou ter moderado o consumo de bebida por questões de saúde. Diagnosticado com gordura no fígado, o artista comentou que foi difícil abandonar o costume de tomar duas doses de cachaça por show.
Soma-se a esses depoimentos um novo relato de Zé Neto, dupla de Cristiano. Em entrevista a Luciano Huck no mês passado, ele relatou que entrou em um ciclo perigoso e abusivo de remédios, bebida e cigarro para dar conta da rotina de shows antes de aceitar o diagnóstico da doença. Em 2024, a dupla anunciou uma pausa na carreira para Zé tratar uma depressão. Antes desse afastamento dos palcos e da vida artística, o cantor usava a bebida como mecanismo para enfrentar crises de depressão e síndrome do pânico.
Entre artistas de diferentes gêneros musicais, o consumo de bebida alcoólica antes ou durante apresentações sempre fez parte dos bastidores dos shows. Mas esses relatos recentes mostram que a prática pode impactar diretamente a qualidade das apresentações. E trazer questões de curto a longo prazo para a voz, a imagem, a saúde e a carreira dos artistas.
Da conexão com o público ao alerta da produção
Em conversa com o g1, uma profissional da produção do universo sertanejo que preferiu não se identificar afirmou que, atualmente, existe uma “geração de cantores que ‘forçam a barra’ [com a bebida nos palcos] para querer gerar conexão [com o público]. ‘Ah, eu também gosto de beber, sou como vocês’. Aí, uma hora passa da conta. Um dia, perde a linha”, diz.
Ela ainda afirma que, como o álcool faz parte da cultura dos shows de artistas de gêneros musicais mais populares, como o sertanejo e o forró, a produção só fica atenta à questão quando o consumo passa a ser algo grave, acendendo um alerta. “Quando a produção identifica como um problema, todo mundo fica com medo.”
Um exemplo recente e emblemático foi o de Zé Neto. Por ter se tornado um grande problema para o cantor, todas as bebidas foram tiradas do camarim da dupla.
Virada de chave
Murilo Huff empolga e encanta público na 1ª noite de show da Festa Junina de Votorantim (SP)
Marcel Scinocca/g1
Em maio, Murilo Huff relembrou que um encontro com Luan Santana o fez mudar sua visão sobre o consumo de álcool antes e durante as apresentações.
Murilo havia sido convidado para se apresentar na primeira edição do “Luan City”, em Goiânia, em 2022. “Eu estava empolgado e entrei na cana. Fiz um show bacana. Só que no show do Luan, ele me chamou pra cantar com ele. Eu cheguei nele todo animado e falei: ‘bora, nego, vamos tomar uma. O que você tá bebendo aí?’.”
Murilo conta que Luan respondeu que estava bebendo somente água.
“Rapaz, eu falei: ‘nossa, eu sou um bosta. O cara é o Luan Santana, irmão, o cara faz sucesso há quantos mil anos?’. A partir desse dia eu parei de beber em show. Não cortei. Mas reduzi muito.” Murilo contou que, antes desse episódio, chegava a beber uma garrafa de gim ou de vodca em seus shows.
“O álcool dá uma sensação de liberdade, ele descontrai. Mas para o artista, a gente precisa lembrar que é o trabalho dele. Ele está sendo muito avaliado naquele momento e espera-se que, assim como em qualquer outro trabalho, a pessoa não esteja alcoolizada”, afirma a psicóloga Juliana Chiavassa.
“E, principalmente o álcool afeta a nossa cognição, nossa memória. Ele pode esquecer letra, pode desafinar, falar alguma coisa que sóbrio ele não teria coragem de falar. E a visibilidade que um artista tem é muito maior do que a de uma pessoa comum que está numa mesa com amigos. Então, a longo prazo, isso também pode ser muito prejudicial para a própria imagem”, completa a psicóloga.
Comprometimento de performance
O caso de Nattan exemplifica o tal comprometimento de performance. Na apresentação que gerou a polêmica, o artista teria cantado a música “Na Casa da Vizinha” dezenas de vezes. Nas redes sociais, há relatos de que ele não teria “conseguido cantar de tão bêbado”. E há também depoimentos de fãs dizendo que este já é um comportamento comum do cantor nos palcos.
“A gente tem que lembrar que o cantor está ali como profissional. Quem está se divertindo é o público. E às vezes, isso se mistura um pouco. O cantor entende que ali é um momento de festa, de entretenimento, inclusive para ele. E não é. Ali é o ambiente profissional dele”, afirma Thays Vaiano, fonoaudióloga especialista em voz.
“Contudo, a gente sabe que antigamente existia esse mito de ‘ah vou tomar um gole de conhaque e a minha voz melhora, eu fico melhor no palco’. Isso é uma inverdade, tomar qualquer tipo de bebida alcoólica não melhora a voz. Pelo contrário, piora.”
“Mas o álcool inibe um pouco o seu crivo e faz com que as pessoas se sintam mais soltas, menos inibidas. Então, isso faz com que eles se sintam às vezes mais confortáveis de exercer aquela função”, completa a fono.
Perda de inibição… e do controle da voz
Zé Neto e Cristiano; Bruno César e Rodrigo
Divulgação
O uso do álcool pode trazer a desinibição, mas junto com ela, o descontrole da voz. Thays Vaiano explica ao menos quatro formas que o álcool pode interferir na performance do artista:
Desidratação: como o álcool tem efeito diurético, ele retira a hidratação da região das cordas vocais e sofre com a perda de lubrificação. Como resultado:
maior esforço para cantar;
fadiga vocal;
A longo prazo, pode gerar lesão na prega vocal.
Perda de coordenação motora: isso também inclui toda a musculatura envolvida para cantar. O resultado:
desafinação;
dificuldade para controlar respiração;
erros de ritmo.
Menor percepção do esforço: o cantor perde a noção do volume da voz. E o resultado:
ele força mais a voz, gerando maior desgaste das estruturas envolvidas na fala e na produção de voz e do canto;
não atinge as notas desejadas;
aumenta risco de lesões.
Refluxo: o álcool é um dos principais desencadeadores do refluxo. E esse refluxo ácido que sai do estômago e chega na corda vocal, machuca a corda vocal. O resultado:
irritação das pregas vocais;
piora do desempenho.
Um tópico adicional aqui é que, em muitas vezes, a agenda do artista não deixa tempo suficiente para que ele se recupere destas pequenas lesões causadas no dia a dia. Com o tempo, os efeitos se acumulam e podem levar o cantor a uma situação cirúrgica.
“O álcool, por si só, não faz com que ele tenha que fazer uma cirurgia. Mas um uso prolongado de voz que não está muito boa, com algum tipo de lesão por muito tempo em cima fazendo esforço, faz com que a prega vocal sofra muito. E em alguns casos, isso faz com que eles tenham que que fazer algum tipo de reabilitação”, explica Thays Vaiano.
A fonoaudióloga Leny Kyrillos ainda completa que há diferença no consumo do álcool fermentado para o destilado. Ambos causam a desidratação e desencadeiam as questões já citadas. Mas o destilado ainda “provoca um efeito de pseudoanestesia: a pessoa força pra cantar, não sente, e quando passa o efeito, o estrago foi feito”.
Muito além do problema com a voz
Fã toma bebida na bota servida por Nattan no palco do Ribeirão Rodeo Music 2025 em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
Além dos problemas vocais, vale sempre lembrar que o hábito pode se tornar dependência.
“Se ele precisa do álcool para cantar, para exercer aquela profissão, ele tem algum problema que precisa de ajuda médica. Porque ele precisar do álcool para exercer aquela profissão já configura alcoolismo”, alerta a fonoaudióloga Thays Vaiano.
“Você só sobe no palco se tiver bebido? ‘Ah, não, mas eu só bebo uma latinha.’ Tá, mas senão você não consegue fazer o show? Você acha que o show é ruim? Isso já é uma dependência. Não necessariamente a pessoa tem que beber duas garrafas de vinho para parecer que que ela tá viciada. É o quanto álcool vai ocupando espaço na vida desse artista”, explica a psicóloga Juliana Chiavassa.
A psicóloga alerta ainda para o fato de alguns artistas sentirem a necessidade de consumir álcool para exercer atividades profissionais além do show, como participar de uma sessão de fotos, gravar ou compor. “Artisticamente, o que é que você faz da sua carreira sem a bebida? Esse é o ponto principal.”
A nova geração está mudando?
João Gomes no Derradeiro de Maio
Joana Lima
Não é de hoje que artistas consomem álcool nos palcos e bastidores. Bruno, dupla de Marrone, Leonardo e Zeca Pagodinho são alguns exemplos emblemáticos.
Mas os depoimentos recentes destes artistas mais jovens citando o impacto no palco podem significar uma mudança de padrão. Ou apenas o reflexo da fase em que os famosos mostram um pouco mais de sua “vida real”. Eles contam suas dores, fraquezas e batalhas sobre saúde mental.
“As pessoas hoje são mais esclarecidas, e grande parte já entende a necessidade de se cuidar. A voz é multifatorial, sofre o impacto de tudo o que afeta o nosso corpo, para o bem e para o mal”, afirma a fonoaudióloga Leny Kyrillos.
“Hoje há uma consciência maior, principalmente junto aos jovens, que em geral estão bebendo menos. Há uma maior procura e uma atenção maior na busca pela saúde e longevidade da voz.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio 2026: venda geral de ingressos começa nesta segunda-feira (8)


Sexto dia de Rock in Rio
Thaís Espírito Santo/g1
A venda geral dos ingressos para o Rock in Rio 2026 começa nesta segunda-feira (8), a partir das 19h, exclusivamente no site da Ticketmaster.
Na pré-venda, que aconteceu na terça-feira (2), os ingressos para todos os dias esgotaram em menos de duas horas. Nessa etapa, a compra de ingressos estava disponível apenas para associados Rock in Rio Club e Clientes Itaú.
O Rock in Rio acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro de 2026, no Rio de Janeiro.
O ingresso custa R$ 870 (inteira), R$ 435 (meia-entrada) e R$ 739,50 para clientes Itaú, e não há cobrança de taxa de serviço.
Os clientes podem comprar até quatro ingressos por dia de festival em seu CPF, sendo no máximo uma meia-entrada para cada dia.
A única exceção fica por conta das pessoas com deficiência, que poderão selecionar, além do seu ingresso, 01 ingresso meia-entrada adicional para o seu acompanhante para cada dia comprado.
Entre os artistas convidados estão Elton John, Stray Kids, Avenged Sevenfold e Foo Fighters.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Veja a seguir todas as atrações já anunciadas:
Dia 4 de setembro
Palco Mundo
Foo Fighters
Rise Against
The Hives
Nova Twins
Palco Sunset
Capital Inicial convida Dado Villa-Lobos
Hot Milk
Detonautas convidam Biquini
Di Ferrero
New Dance Order
Steve Angello
Giu x Carola
Atkö
Cat Dealers
Espaço Favela
Rodrigo do CN
Hitmaker
GBZ7N
Palco Supernova
Chady
Artista surpresa
Larissa luz
Diogo Defante
Palco Global Village
Giovana Moraes
Leela
Paulinho Moska
Dia 5 de setembro
Palco Mundo
Avenged Sevenfold
Bring Me The Horizon
MGK
Sepultura
Palco Sunset
Bad Omens
Poppy
Black Pantera convida Nervosa
Malvada convida Day Limns
New Dance Order
James Hype
Volkoder
Camina Jun x Eli Iwasa
Victor Lou
Espaço Favela
Major RD
Canto Cego
Quantum
Palco Supernova
Zero
Mc Taya
Lvcas
Supercombo
Palco Global Village
Korzus
Noturnall + Russell Allen
Rhegia
Dia 6 de setembro
Palco Mundo
Calvin Harris
Black Eyed Peas
Nelly
Barão Vermelho Encontro Formação Original
Palco Sunset
Ne-Yo
Jota Quest toca Tim Maia
BaianaSystem
Calema
New Dance Order
Meduza
Casa Bonita
Sofi Tukker
Espaço Favela
Xamã
Rael
Budah
Palco Supernova
João Gordo & Asteroides Trio
Matanza Ritual
Bayside Kings
O Escritório
Palco Global Village
Mohamed Ramadan
Mãeana
Bento Gil convida Flor Gil
Dia 7 de setembro
Palco Mundo
Elton John
Gilberto Gil
Jon Batiste
Luísa Sonza convida Roberto Menescal
Palco Sunset
Laufey
Péricles canta Motown
Roupa Nova convida Guilherme Arantes
Vanessa da Mata convida Rubel
New Dance Order
Fatboy Slim
Aline Rocha
Leo Janeiro & Simo Not Simon
Max Styler
Espaço Favela
Belo
Mart’nália
Tiee
Palco Supernova
Maui
Melly
Zeca Veloso
Alee
Palco Global Village
João Bosco, homenageado do Global Village
Joyce Moreno, Leila Pinheiro e Fernanda Takai
Wanda Sá
Dia 11 de setembro
Palco Mundo
Stray Kids
Alok – Keep Art Human
Hwasa
Nexz
Palco Sunset
Jamiroquai
PJ Morton
Os Garotin convidam Duquesa
Jota.Pê convida Luedji Luna e Zaynara
New Dance Order
Neelix & Vegas
Omiki
Departamento
Anna
Espaço Favela
MC Cabelinho convida TZ da Coronel
Puterrier & MC Carol
Caio Luccas
Palco Supernova
Muse Maya
Isa Buzzi
Ananda
NandaTsunami
Palco Global Village
Soulidifield
Rio Bronx
Lambateria com Felix Robatto
Dia 12 de setembro
Palco Mundo
Maroon 5
Demi Lovato
J Balvin
Pedro Sampaio
Palco Sunset
Mumford & Sons
João Gomes ao lado da Orquestra Brasileira
Gilsons convida Daniela Mercury e Olodum
Criolo, Amaro & Dino
New Dance Order
Alok Pres. Rave The World
Alok & Family – Ekanta, Swarup
Gabe
Adam Sellouk
Bhaskar
Espaço Favela
Timbalada
Priscila Senna
Soul de Brasileiro
Palco Supernova
Celo Dut
Yago Oproprio
Milo J
Delacruz
Palco Global Village
Mestrinho
Hamilton de Holanda
Badi Assad
Dia 13 de setembro
Palco Mundo
Twenty One Pilots
Halsey
Lola Young
Ivete Sangalo
Palco Sunset
Zara Larsson
Marina Sena convida Céu
Joelma convida Viviane Batidão
Carol Biazin convida Joyce Alane
New Dance Order
John Summit
Roddy Lima
Illusionize
Dawn Patrol
Espaço Favela
Dennis
Suel
Marvvila
Palco Supernova
Ar Baby
Bruna Black
Sant
Lourena
Palco Global Village
Kynnie
Luci Alves
Haley Smalls

Fonte: G1 Entretenimento

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Tim Bernardes compõe e grava músicas novas enquanto fecha o ciclo do show do álbum ‘Mil coisas invisíveis’


Tim Bernardes revela no palco da casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), que já grava músicas novas
Rodrigo Goffredo
♫ NOTÍCIA
♬ Tim Bernardes está compondo e gravando músicas novas. Quem deu a boa notícia foi o próprio artista na noite de hoje, domingo, 7 de maio, no palco da casa Vivo Rio, durante a última apresentação do show “Mil coisas invisíveis” no Rio de Janeiro (RJ), cidade onde a turnê nacional estreou em 24 de agosto de 2022.
O cantor, compositor e multi-instrumentista paulistano revelou estar ao mesmo tempo feliz pelas músicas novas e triste com a proximidade do fim do ciclo do show baseado no repertório do segundo álbum solo de Bernardes, “Mil coisas invisíveis” (2022) – há ainda apresentações agendadas em Brasília (DF), São Paulo (SP) e Recife (PE).
Ao fazer o balanço desse ciclo vitorioso, o artista também ressaltou o crescimento do público ao longo da turnê que já totaliza quatro anos. Expansão atestada pelo fato de Tim ter feito duas apresentações no Vivo Rio com casa cheia (os ingressos do show de ontem chegaram a se esgotar).
Alternando-se no violão, no piano e na guitarra, Tim Bernardes seguiu basicamente o mesmo roteiro da estreia do show – com uma ou outra mudança no repertório – ao longo de apresentação luminosa que durou duas horas sem que o cantor e instrumentista perdesse o fôlego e tampouco cansasse o público.
Entre as alterações do roteiro entre uma apresentação e outra no Rio de Janeiro (RJ), houve a inclusão de “Praga”, samba-canção composto por Tim Bernardes com Erasmo Carlos (1941 – 2022) e lançado por Alaíde Costa no álbum “O que meus calos dizem sobre mim” (2022).
Na grande interpretação de Tim Bernardes no show, “Praga” soou mais como samba do que como canção, sinalizando que a música cairia bem no canto altivo e dramático de Maria Bethânia, intérprete original do samba-canção “Prudência” (2021), presente no show de Tim desde a estreia nacional da turnê “Mil coisas invisíveis”.
Também presente no roteiro desde o primeiro show, a abordagem de “Soluços” (Jards Macalé, 1969) se confirmou um dos pontos mais altos do show pela interpretação do cantor entre toques distorcidos da guitarra do artista, um dos maiores talentos da música brasileira no século XXI.
Tim Bernardes se aproxima do fim da turnê do show ‘Mil coisas invisíveis’, em cena desde agosto de 2022
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Jorge Aragão, Alcione e Zeca Pagodinho juntam sucessos no roteiro do show ‘O maior encontro do samba’


Jorge Aragão (à esquerda), Alcione e Zeca Pagodinho estreiam no Rio de Janeiro a turnê ‘O maior encontro do samba’
Guto Costa / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Alcione, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho seguiram previsível roteiro, inteiramente calcado em sucessos, na estreia nacional do show “O maior encontro do samba”. A turnê chegou à cena no Rio de Janeiro (RJ) – cidade natal de Aragão e Zeca, além de morada da maranhense Alcione desde 1967 – com apresentação que levou alardeadas 65 mil pessoas ao estádio carioca popularmente conhecido como Maracanã na noite de ontem, sábado, 6 de junho.
Com a adesão do convidado Martinho da Vila em bloco com hits do autor e intérprete de “Disritmia” (1974), Alcione, Aragão e Zeca abriram o show com o canto conjunto do samba “Mutirão de amor” (1983), parceria dos dois compositores com Sombrinha lançada na voz da cantora.
Contudo, na sequência do show, geralmente cada um cantou sozinho os próprios sucessos, entre alguns duetos e trios, mas com os três artistas permanecendo no palco o tempo todo.
Após a estreia no Maracanã, o show da turnê “O maior encontro do samba” seguirá para São Paulo (SP) em 20 e 21 de junho em rota que abarca cidades como Brasília (DF), Curitiba (PR), novamente São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA), onde a excursão chegará ao fim em 19 de dezembro.
♪ Eis as 39 músicas do roteiro seguido em 6 de junho de 2026 por Alcione, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho na estreia nacional do show da turnê “O maior encontro do samba”:
1. “Mutirão de amor” (Sombrinha, Jorge Aragão e Zeca Pagodinho, 1983)
2. “Você me vira a cabeça (Me tira do sério)” (Chico Roque e Paulo Sérgio Valle, 2001)
3. “Eu e você sempre” (Jorge Aragão e Flávio Cardoso, 2000)
4. “Verdade”(Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996)
5. “Saudade louca” (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Franco, 1989)
6; “A loba” (Paulinho Resende e Juninho Penalva, 2001)
7. “Já é” (Jorge Aragão e Flávio Cardoso, 2000)-
8. “Malandro” (Jorge Aragão e Jotabê, 1976)
9. “Maneiras” (Silvio da Silva, 1987)
10. “Estranha loucura” (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1987)
11. “As rosas não falam” (Cartola, 1984)
12. “Enredo do meu samba” (Jorge Aragão e Ivone Lara, 1984)
13. “Não sou mais disso” (Jorge Aragão e Zeca Pagodinho, 1996)
14. “O sol nascerá” (Cartola e Elton Medeiros, 1964)
15. “Faz uma loucura por mim” (Chico Roque e Sérgio Caetano, 2004)
16. “Lama nas ruas” (Almir Guineto e Zeca Pagodinho, 1986)
17. “Lucidez” (Jorge Aragão e Cleber Augusto, 1991)
18. “Sufoco” (Chico da Silva e Antonio José, 1978)
19. “Moleque atrevido” (Jorge Aragão, Flávio Cardoso e Paulinho Resende, 1998) –
20. “De Sampa a São Luís” (Jorge Aragão, Paulo César Feital e Flávio Cardoso, 1996)
21. “Gostoso veneno” (Wilson Moreira e Nei Lopes, 1979)
22. “Ogum” (Claudemir e Marquinhos PQD, 2008) /
23. “Oração de São Jorge” (Tema tradicional) /
24. “Minha fé” (Murilão, 1998)
25. “Canta, canta, minha gente” (Martinho da Vila, 1974) – Martinho da Vila
26. “Disritmia” (Martinho da Vila, 1974) – Martinho da Vila /
27. “Ex-amor” (Martinho da Vila, 1981) – Martinho da Vila
28. “Devagar, devagarinho” (Eraldo Divagar, 1995) – Martinho da Vila
29. “Mulheres” (Toninho Geraes, 1995) – Martinho da Vila
30. “Meu ébano” (Nenéo e Paulinho Resende, 2005)
31. “Identidade” (Jorge Aragão, 1992)
32. “Deixa a vida me levar” (Serginho Meriti e Eri do Cais, 2002)
33. “A voz do morro” (Zé Kétti, 1955)
34. “Não deixe o samba morrer” (Edson Conceição e Aloísio Silva, 1975)
35. “Camarão que dorme a onda leva” (Arlindo Cruz, Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho, 1983) /
36. “Bagaço da laranja” (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, 1985) /
37. “Quando eu contar (Iaiá)” (Serginho Meriti e Beto sem Braço, 1986) /
38. “Coração em desalinho” (Monarco e Ratinho, 1986)
39. “Vou festejar” (Jorge Aragão, Dida e Neoci, 1978)

Fonte: G1 Entretenimento

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Guilherme Arantes agenda para agosto show ‘all-star’ em tributo ao guitarrista Luiz Carlini, falecido há um mês


Luiz Carlini (1952 – 2026) tem legado celebrado em show coletivo idealizado por Guilherme Arantes
Reprodução / Facebook Guilherme Arantes
♫ NOTÍCIA
♬ Guilherme Arantes foi profundamente tocado pela morte do guitarrista e compositor paulistano Luiz Carlini (31 de agosto de 1952 – 7 de maio de 2026), falecido há exatamente um mês, aos 73 anos.
Decidido a celebrar o legado desse guitar hero do rock brasileiro, integrante da banda arregimentada por Arantes para o show da corrente turnê “50 anos luz”, o artista idealizou tributo all-star a Carlini. A celebração está agendada para 27 de agosto – quatro dias antes do 74º aniversário do guitarrista – em show no Espaço Unimed, em São Paulo (SP), cidade natal de Arantes e de Carlini. A intenção é convidar para o espetáculo guitarristas influenciados por Carlini, caso de Roberto Frejat.
Assistente de palco do grupo Os Mutantes, Luiz Carlini começou a fazer história no rock do Brasil quando fundou em 1973 a banda Tutti Frutti. O grupo paulistano ancorou Rita Lee (1947 – 2023) após a turbulenta saída da cantora dos Mutantes. Lançado em 1975, com a canção “Ovelha negra” no repertório, o segundo dos quatro álbuns da banda com Rita, “Fruto proibido”, é o marco dessa fase áurea de Carlini parceiro de Rita em vários sucessos.
Um dos hits do álbum “Fruto proibido”, o rock “Agora só falta você” (1975) é a música mais conhecida da parceria de Carlini com Rita, com quem o guitarrista também compôs “Lá vou eu” (canção feita em 1975 para a trilha sonora da novela “O grito”), “Com a boca no mundo” e “Corista de rock”, entre outras músicas.
Mestre de guitarristas como Andreas Kisser e o supracitado Frejat, Carlini criou imprimiu personalidade no toque da guitarra Gibson Les Paul, delineando a sonoridade do grupo Tutti Frutti e criando assinatura própria entre o blues-rock e o hard rock, geralmente priorizando os solos melódicos e os fraseados aliciantes em detrimento de demonstrações técnicas de virtuosismo.
Admirador do estilo de Luiz Carlini, Guilherme Arantes contou com o toque do guitarrista em álbuns como “Coração paulista” (1980).

Fonte: G1 Entretenimento

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Chitãozinho & Xororó trazem Vanessa da Mata, Almir Sater e o quarteto Traia Véia para a ‘roça’ em álbum audiovisual


A dupla Chitãozinho & Xororó lançam as primeiras músicas do álbum audiovisual ‘Meninos de roça’
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♫ NOTÍCIA
♬ Chitãozinho & Xororó apresentam neste mês de junho as primeiras faixas do álbum audiovisual “Meninos de roça”, gravado ao vivo pela dupla sertaneja em haras situado em Jaguariúna (SP), no interior do estado de São Paulo.
Além da música-título “Meninos de roça” (Drica Pessoa, Xororó, Gabriel Araújo, Gustavo Chaves, Joseph Abrahão e Gabriel Barroso), os cantores promovem a gravação da música “Caipira eu sou” (Drica Pessoa, Xororó, Gabriel Araújo, Gustavo Chaves, Joseph Abrahão e Paulinha Gonçalves), feita com a participação do quarteto Traia Véia, formado por Dario Rodrigues, Edu Araújo, Pedro Cordeiro e Vini Gouvea.
Além do grupo paulista Traia Véia, Chitãzinho & Xororó fazem feats no álbum ao vivo “Meninos de roça” com Almir Sater, Vanessa da Mata e Samy Rico, além das duplas Di Paullo & Paulino, Matogrosso & Mathias, Mayck & Lyan e Rionegro & Solimões.
A intenção dos irmãos paranaenses – em cena desde 1970, há 56 anos, como Chitãozinho e xororó – foi voltar às origens caipiras da dupla com esse projeto fonográfico de sonoridade acústica.

Fonte: G1 Entretenimento

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Confissões sobre Maysa, cantora e pioneira compositora que faria 90 anos


Maysa, cantora nascida em 6 de junho de 1936 e morta em 22 de janeiro de 1977, faria hoje 90 naos
Reprodução
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Maysa faria hoje 90 anos. Talvez eu perdesse o timing jornalístico da efeméride, se não tivesse me deparado pela manhã com postagem de Kiko Dinucci no Instagram. Sim, por mais improvável que seja a associação entre a cantora e compositora carioca com Dinucci, sambista punk paulistano, foi por ele que eu me toquei do 90º aniversário de nascimento dela. E, pensando bem, o link faz sentido, pois Maysa foi artista brilhantemente punk.
“O samba-canção sempre foi um gênero violento, uma violência interna, de órgãos implodidos por amores frustrados”, caracteriza Dinucci na postagem. Achei lapidar a definição do artista sobre o gênero musical que identifica Maysa Figueira Monjardim (6 de junho de 1936 – 22 de janeiro de 1977) no imaginário nacional de quem viveu a época dessa cantora tão visceral. Ou de quem chegou a ela depois da morte precoce, aos 40 anos, em acidente de carro na ponte Rio-Niterói.
A propósito, lembro da capa da revista “Amiga” que anunciava a morte de Maysa. A “Amiga” era revista voltada para o noticiário da televisão, especialmente das novelas. Mas dava capa para artistas de outros universos quando eles morriam violenta e inesperadamente porque a morte sempre vendeu revista.
Maysa até fez novelas como atriz. Sei que ela atuou em “O cafona”, novela exibida pela TV Globo em 1971. Mas nunca a vi como a atriz. Lembro dela como cantora. E curiosamente a voz grave e intensa de Maysa me chegou através da trilha sonora de uma novela.
“Meu mundo caiu”, o samba-canção que ela compusera sozinha e lançara em 1958, voltou às paradas em 1976, tocando na novela “Estúpido cupido”, exibida pela TV Globo no horário das 19h, com sucesso fenomenal, de agosto de 1976 a fevereiro de 1977. “Meu mundo caiu” era tema de Olga, a personagem vivida pela já centenária atriz Maria Della Costa (1926 – 2015).
Logo depois, em janeiro de 1977, quando “Estúpido cupido” ainda estava no ar, Maysa morreu no referido acidente de carro. Passada a comoção com a morte da cantora, logo me esqueci de Maysa, atraído por outras cantoras então em evidência na década de 1970. Mas depois, em algum momento, redescobri Maysa e passei a ouvir a cantora. E nunca mais a esqueci.
Admiro a compositora, pioneira no ofício então reservado aos homens, criadora solitária de músicas lindas como “Ouça” (1957) e “Tarde triste” (1956), melancólica canção que descobri na voz de Nana Caymmi (1941 – 2025) quando Nana gravou essa música para a trilha sonora da novela “O clone” em 2001.
Primeira cantora a gravar um álbum inteiramente autoral, em 1956, e logo um álbum de estreia, Maysa nunca encarnou a cantora dócil e fofa que o mercado e o mundo machistas esperavam. Ao contrário. Levantou a voz, falou palavrões e desafiou normas, munida daqueles impagáveis olhos verdes, dois “oceanos não pacíficos”, como poetizara Manuel Bandeira (1886 – 1968) ao versar sobre a caudalosa correnteza em que Maysa se deixava levar na vida louca vida.
Fosse Maysa cordata, ela não teria conseguido enfrentar a quatrocentona família paulista para virar cantora em 1956, em época de moral tão rígida quanto a hipocrisia da sociedade. Sempre admirei Maysa por isso. Ela foi empoderada antes de o adjetivo entrar na moda e no dicionário ativista.
Também sempre admirei Maysa pela densidade da interpretação da artista. Não consigo imaginar outra cantora dando voz a um samba-canção como “Franqueza” (Denis Brean e Oswaldo Guilherme, 1957) com a legitimidade e a autoridade de Maysa.
“Franqueza” figura no mesmo álbum de 1957 em que a poliglota Maysa gravou uma canção francesa, “Un jour tu verras”, lançada em 1954 na voz do coautor Marcel Mouloudji. Perdi a conta de quantas vezes ouvi “Un jour tu verras” com Maysa.
Enfim, Maysa vive. Recorro ao clichê porque ele é verdadeiro. Volta e meia alguém (re)descobre Maysa, a que falou, bebeu, cantou e viveu demais nos meros 40 anos de vida, tempo suficiente para que a cantora se eternizasse na música brasileira. Viva Maysa!

Fonte: G1 Entretenimento

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Livro compila histórias do rock brasileiro como manual para iniciantes do gênero


Capa do livro ‘Esse tal de rock’n’roll – 50 histórias essenciais do rock brasileiro’
Arte de Bruno Drummond / Bloco Narrativo
♫ CRÍTICA DE LIVRO
Título: Esse tal de rock’n’roll – 50 histórias essenciais do rock brasileiro
Autor: Fabricio Mazocco
Cotação: ★ ★ ★
♬ Na próxima sexta-feira, 12 de junho, o grupo Kid Abelha volta à cena com a turnê “Eu tive um sonho”. Não se trata da reunião da banda carioca com a formação original porque a reaproximação de Paula Toller com Leoni – membro fundador do Kid e coautor dos hits dos dois primeiros álbuns do grupo – é inviável diante de dissonâncias que se intensificaram há 40 anos quando, em 23 de fevereiro de 1986, Paula feriu o rosto de Leoni com um pandeiro em discussão acalorada em camarim, após show do grupo, em briga que incluiu Leo Jaime (alvo da fúria inicial de Leoni) e Herbert Vianna (então namorado de Paula).
Nem o tempo amenizaria as dissonâncias, já que Leoni e Paula volta e meia se enfrentam nos tribunais por questões autorais relativas ao uso de músicas que compuseram em parceria.
Essa história é recontada com jeito de causo pelo jornalista Fabricio Mazocco em “A pandeirada”, capítulo 31 do livro “Esse tal de rock’n’roll – 50 histórias essenciais do rock brasileiro”, lançado neste mês de junho pela editora carioca Máquina de Livros.
A rigor, Mazocco oferece fluente manual para quem quiser se iniciar no rock brasileiro ao compilar 50 acontecimentos do gênero em cronológica linha de tempo que vai de 1955 – ano em que a cantora carioca de sambas-canção Nora Ney (1922 – 2003) gravou em inglês “Rock around the clock” (Max Freedman e James Myers, 1954), seminal rock’n’roll lançado no ano anterior pelo cantor norte-americano Bill Haley (1925 – 1981) – até o corrente 2026, ano de turnês que reagrupam bandas como Barão Vermelho e o supracitado Kid Abelha, passando por Jovem Guarda, Secos & Molhados e Rita Lee (1947 – 2023), cuja prisão em 1976 merece capítulo à parte.
O grande trunfo do livro é a leveza do texto. Os capítulos são curtos e jamais aprofundam os meandros de cada história. Contudo, dentro da intencional superficialidade dos textos, há uma cronologia que, se os capítulos forem lidos na sequência do livro (e não de forma aleatória, como também é possível), o leitor iniciante terá razoável ideia dos caminhos do rock brasileiro dos subterrâneos da década de 1970 ao rock mais difuso dos anos 1990, misturado com outros gêneros por grupos como Charlie Brown Jr. e O Rappa.
Seguindo essa trilha, Mazocco contextualiza a formação e aparição de bandas como Aborto Elétrico, Blitz – cujo capítulo termina com o quebra-quebra promovido pelo dissidente Lobão na sala de executivo da gravadora RCA – e Barão Vermelho, entre outras.
Afinado com a falta de concentração (e de tempo para leitura) da geração Z, mergulhada na fugacidade das redes sociais, o livro “Esse tal de rock’n’roll – 50 histórias essenciais do rock brasileiro” se propõe a contar histórias rápidas, de forma despretensiosa. É como se cada capítulo fosse uma pílula. Talvez por isso até encontre um público leitor refratário a narrativas mais aprofundadas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Estátua gigante de Pelé é instalada em cidade do México que receberá jogos da Copa do Mundo de 2026


Estátua gigante de Pelé é instalada em cidade do México que receberá jogos da Copa do Mundo de 2026
Uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2026, Guadalajara, no México, inaugurou recentemente uma estátua de quase 10 metros de altura em homenagem a Pelé. O monumento reforça a ligação histórica da cidade com a Seleção Brasileira, que teve o município como casa durante os Mundiais de 1970 e 1986.
A homenagem foi erguida nos arredores do Estádio Jalisco, palco de momentos marcantes da história da seleção brasileira. Foi ali que o Brasil disputou cinco partidas na campanha do tricampeonato mundial em 1970 e outras cinco na Copa de 1986.
Estátua gigante de Pelé é instalada em cidade do México que receberá jogos da Copa de 2026
Reprodução/TV Globo
Conexão entre Guadalajara e o futebol brasileiro
A reportagem do Globo Repórter no México destacou a forte conexão entre Guadalajara e o futebol brasileiro.
“Na Copa de 70 esse lugar foi à loucura com cinco jogaços do Brasil. Em 86, outros cinco… incluindo a eliminação para a França, mas isso a gente pode esquecer, né!”, brincou a apresentadora Sandra Annenberge ao visitar o Estádio Jalisco.
Pelé ganha estátua gigante no México
Reprodução/TV Globo
A paixão da cidade pela seleção permanece viva décadas depois dos Mundiais.
“Tanto que esta praça, em frente ao estádio, se chama Brasil. E ganhou essa estátua em homenagem aos nossos heróis da Copa de 70”, afirmou.
Praça Brasil em Guadalajara
Reprodução/TV Globo
A apresentadora também chamou atenção para a mais nova homenagem ao futebol brasileiro.
“A paixão é tão grande que uma nova homenagem acaba de surgir, aqui… um Pelé gigante!”, disse. A estátua tem quase 10 metros de altura.
Entre os moradores, as lembranças do craque seguem vivas. O aposentado Rafael Saldaña contou que assistiu Pelé em campo quando tinha apenas 15 anos.
“Eu tinha 15 anos… quando vi o Pelé”, recordou. Sobre a equipe brasileira da época, ele foi enfático: “Jogo bonito! O Brasil era um timaço! (…) cheio de estrelas!”.
Futebol brasileiro homenageado em praça no México
Reprodução/TV Globo
Rafael também afirmou que o carinho dos mexicanos pela seleção era compartilhado em todo o país.
“O país torceu pelo Brasil”, disse.
A educadora Claudia Sarabia lembrou do impacto que a seleção causava na população local durante a Copa.
“Todas as cores, amarelo… e a mistura com a nossa bandeira, era motivador! Como esquecer?”, afirmou.
Já o comerciante Javier Sanchez destacou o legado deixado pela geração tricampeã.
“Quem jogou melhor que eles? Ninguém!”, declarou.
Para Javier, a ausência da Seleção Brasileira no México durante a próxima Copa do Mundo será sentida pelos torcedores locais.
“Uma tristeza, eu esperava que o Brasil viesse”, lamentou.
Claudia resumiu o sentimento compartilhado por muitos moradores da região:
“A Seleção Brasileira é símbolo de Jalisco e Guadalajara”
Pelé ganha estátua gigante no México
Reprodução/TV Globo
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Confira as últimas reportagens do Globo Repórter:

Fonte: G1 Entretenimento

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Ney Matogrosso grava Luiz Melodia pela primeira vez em EP de Marília Bessy


Ney Matogrosso e Marília Bessy cantam ‘Magrelinha’ (1973), música de Luiz Melodia (1951 – 2017), em gravação feita para ainda inédito EP da cantora
Rodrigo Ramalho / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ No posto de vocalista do grupo Secos & Molhados, Ney Matogrosso irrompeu como vulcão na música brasileira em 1973, ano em que Luiz Melodia (1951 – 2017) lançou o primeiro álbum, “Pérola negra”, no embalo de gravações de músicas do compositor pelas cantoras Gal Costa (1945 – 2022) e Maria Bethânia.
Curiosamente, Ney nunca gravou música de Melodia ao longo de 53 anos de carreira. Daí o valor documental do feat do cantor com Marília Bessy em “Magrelinha” – uma das dez joias reunidas por Melodia no supracitado álbum “Pérola negra” – em single programado para ser lançado na próxima sexta-feira, 12 de junho.
O single “Magrelinha – No coração do Brasil” é a primeira amostra de “Vamos ser felizes”, EP que Marília Bessy pretende lançar no segundo semestre. O EP “Vamos ser felizes” marca a retomada da carreira fonográfica da cantora, compositora e instrumentista carioca, sete anos após o álbum “Suspiros” (2019).
Já o single “Magrelinha – No coração do Brasil” reconecta Bessy com Ney Matogrosso, com quem a cantora dividiu o palco em “Infernynho – Marília Bessy convida Ney Matogrosso”, show estreado em 2012 e perpetuado em álbum ao vivo e DVD editados em 2013.
O single “Magrelinha – No coração do Brasil” tem arranjo de Marcio Lomiranda (teclados e sintetizadores) e os toques de músicos como Pedro Costa (guitarra) e Pedro Precisa (baixo), além da bateria tocada pela própria Marília Bessy.
Capa do single ‘Magrelinha – No coração do Brasil’, de Ney Matogrosso e Marilia Bessy
Rodrigo Ramalho com design de Antônio César

Fonte: G1 Entretenimento