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Just Jaeckin, diretor de ‘Emmanuelle’, morre aos 82 anos


Filme de 1974 teve grande repercussão internacional e ficou 13 anos em cartaz em um cinema em Paris. A causa da morte não foi informada. Just Jaeckin, no centro, com a atriz Sylvia Kristel, que interpretou ‘Emmanuelle’, à esquerda, e a atriz Corinne Cléry, à direita, em 1975
Arquivo/AFP
O cineasta e fotógrafo francês Just Jaeckin, conhecido principalmente pelo filme erótico “Emmanuelle”, morreu na terça-feira (6) aos 82 anos, anunciou seu agente à AFP nesta quarta-feira.
“Just Jaeckin, o diretor de ‘Emmanuelle’ com Sylvia Kristel, morreu em 6 de setembro na Bretanha devido a uma longa doença, aos 82 anos (…) Morreu ao lado de sua esposa Anne, escultora, e de sua filha Julia, fotógrafa”, afirmou o agente em um comunicado.
O filme, que estreou em 1974 e teve um grande sucesso internacional, conta as aventuras sexuais de uma jovem na Ásia.
“Emmanuelle” foi o filme de maior bilheteria na França em 1974, com quase nove milhões de espectadores, e permaneceu em cartaz por 13 anos em um cinema de Paris.
A protagonista de ‘Emmanuelle’ posa na praia em frente ao Hotel Carlton durante o Festival de Cannes de 1977
Ralph Gatti/AFP
Fenômeno social, o longa-metragem foi assistido nos cinemas por dezenas de milhões de espectadores, um número ainda maior quando considerados os outros meios de distribuição.
“Emmanuelle” foi uma adaptação de um best-seller erótico de mesmo nome, escrito por Emmanuelle Arsan em 1959.
O produtor Yves Rousset-Rouard decidiu confiar o projeto a um jovem diretor e escolheu Just Jaeckin, fotógrafo sem experiência como cineasta.
Just Jaeckin dirigiu mais dois filmes de alto teor sexual, “A História de O” e “O Amante de Lady Chatterley”, de novo com Sylvia Kristel.
“Emmanuelle” correu o risco de ser censurado na França, mas após a morte do presidente Georges Pompidou um novo secretário de Estado para a Cultura foi nomeado e a estreia do filme sem cortes foi permitida.
O sucesso foi tão grande que foram rodados outros filmes que tomaram emprestado o nome do protagonista, com roteiros mais ousados.
Nascido em 1940 em Vichy (região central da França), Just Jaeckin era proprietário, ao lado da esposa, de uma galeria de arte em Paris onde exibiam basicamente suas próprias esculturas e pinturas.
A estrela de “Emmanuelle”, Sylvia Kristel, viu seu nome vinculado para sempre ao do filme e ao diretor.
Ela enfrentou problemas com drogas e álcool e teve que lutar contra boatos de todo tipo, incluindo um suposto romance com o presidente Valéry Giscard d’Estaing, que ela negou.
Kristel morreu em 2012 vítima de câncer, aos 60 anos. Seis anos antes, ela publicou sua autobiografia.
“Sylvia era uma mulher maravilhosa, muito pura, muito ingênua. Fazia jus a seu sobrenome, ‘Kristel’. Ela foi superada, como eu, pelo choque que Emmanuelle causou. Isso a marcou, foi muito difícil para ela”, explicou Jaeckin à AFP em 2012, por ocasião da morte da atriz.

Fonte: G1 Entretenimento

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Chico Buarque dá voz ao desalento e à esperança do Brasil em 2022 no roteiro do show ‘Que tal um samba?’


Artista estreia em João Pessoa a turnê nacional em que divide com cantora Mônica Salmaso o palco e a interpretação de repertório que cobre 55 anos da produção autoral do compositor. ♪ Uma das vozes mais politizadas da música brasileira, Chico Buarque canta e atualiza o desalento e a esperança do Brasil em 2022 em roteiro que harmoniza 34 músicas nos 33 números do show Que tal um samba? – o primeiro do cantor, compositor e músico carioca desde Caravanas (2017).
Prevista para percorrer o Brasil até o primeiro semestre de 2023, a turnê nacional do show Que tal um samba? entrou em cena na noite de ontem, 6 de setembro, no Teatro Pedra do Reino, em João Pesssoa (PB), capital da Paraíba.
Em roteiro inteiramente autoral dividido com a cantora Mônica Salmaso, solista das seis músicas iniciais e partner de Chico na interpretação de outras 11 composições, o cantor transita por várias fases da carreira em repertório que cobre 55 anos de obra, em arco que vai de 1967 – ano da marcha-rancho Noite dos mascarados – até 2022, ano do samba à moda cubana Que tal um samba?, lançado em single editado em 17 de junho juntamente com o anúncio da turnê homônima.
Emoldurado pelo cenário de Daniela Thomas e pela luz de Maneco Quinderé, Chico Buarque – vestido com figurino de Cao Albuquerque – deu voz às dores humanas que não saem no jornal e às tensões sociais de cancioneiro engajado.
Ao fim, expressou a esperança de que “Um dia ele vai embora / Pra nunca mais voltar”, como disse através de versos de Maninha (1977), tributo à irmã Miúcha (1937 – 2018) que também serviu como recado político no bis encerrado com faz-de-conta lúdico da valsa João e Maria (1977), parceria com Sivuca (1930 – 2006), ícone da música brasileira que veio ao mundo na mesma Paraíba onde Chico deu o pontapé inicial do show Que tal um samba?.
Mônica Salmaso sola seis músicas e canta outras onze com Chico Buarque no show ‘Que tal um samba?’
Leo Aversa / Divulgação
♪ Eis o roteiro seguido por Chico Buarque com Mônica Salmaso em 6 de setembro de 2022 na estreia nacional da turnê do show Que tal um samba? no Teatro Pedra do Reino, em João Pessoa (PB), em apresentação protagonizada pelos cantores com os músicos Luiz Claudio Ramos (arranjos, guitarra e violão), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Chico Batera (percussão), João Rebouças (piano), Jorge Helder (baixo acústico e elétrico), Jurim Moreira (bateria) e Marcelo Bernardes (sopros):
1. Todos juntos (Luís Enríquez Bacalov e Sergio Bardotti em versão de Chico Buarque, 1977) – Mônica Salmaso
2. Mar e lua (Chico Buarque, 1980) – Mônica Salmaso
3. Passaredo (Francis Hime e Chico Buarque, 1977) – Mônica Salmaso
4. Bom tempo (Chico Buarque, 1968) – Mônica Salmaso
5. Beatriz (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) – Mônica Salmaso
6. Paratodos (Chico Buarque, 1993) – Mônica Salmaso
7. O velho Francisco (Chico Buarque, 1987) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
8. Sinhá (João Bosco e Chico Buarque, 2011) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
9. Sem fantasia (Chico Buarque, 1968) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
10. Biscate (Chico Buarque, 1993) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
11. Imagina (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1983) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
12. Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) – Chico Buarque
13. Desalento (Chico Buarque e Vinicius de Moraes, 1970) – Chico Buarque
14. Sob medida (Chico Buarque, 1979) – Chico Buarque
15. Nina (Chico Buarque, 2011) – Chico Buarque
16. Blues pra Bia (Chico Buarque, 2017) – Chico Buarque
17. Samba do grande amor (Chico Buarque, 1984) – Chico Buarque
18. Injuriado (Chico Buarque, 1998) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
19. Tipo um baião (Chico Buarque, 2011) – Chico Buarque
20. As minhas meninas (Chico Buarque, 1987) – Chico Buarque
21. Uma canção desnaturada (Chico Buarque, 1978) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
22. Morro Dois Irmãos (Chico Buarque, 1989) – Chico Buarque
23. Futuros amantes (Chico Buarque, 1983) – Chico Buarque
24. Assentamento (Chico Buarque, 1998) – Chico Buarque
25. Bancarrota blues (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) – Chico Buarque
26. Tua cantiga (Cristovão Bastos e Chico Buarque, 2017) – Chico Buarque
27. Sabiá (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1968) – Chico Buarque
28. O meu guri (Chico Buarque, 1977) – Chico Buarque
29. As caravanas (Chico Buarque, 2017) com citação de Deus lhe pague (Chico Buarque, 1971) – Chico Buarque
30. Que tal um samba? (Chico Buarque, 2022) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
Bis:
31. Maninha (Chico Buarque, 1977) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
32. Noite dos mascarados (Chico Buarque, 1967) – Chico Buarque e Mônica Salmaso
33. João e Maria (Sivuca e Chico Buarque, 1977) – Chico Buarque e Mônica Salmaso

Fonte: G1 Entretenimento

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Centenário do rádio motiva reedições de discos de vozes amplificadas na plataforma inflamada dos auditórios


Capa do álbum ‘Canta o seresteiro’ (1956), do cantor Silvio Caldas
Divulgação
♪ ANÁLISE – Plataforma determinante para o sucesso de uma música ou disco ao longo do século XX, o rádio completa hoje 100 anos. Realizada em 7 de setembro de 1922, a primeira transmissão radiofônica oficial do Brasil inaugurou era que ganharia contornos dourados nos anos 1940 e 1950, décadas marcadas pela hegemonia do veículo, mas que sobreviveu até o fim do ano passado.
Já não crucial para o mercado fonográfico, mas ainda uma mídia presente nos rincões de um Brasil nem sempre conectado por falhas no processo de inclusão digital em todo o território nacional, o rádio teve poder semelhante ao do YouTube para a geração musical pré-Bossa Nova.
Antes da consolidação da TV, inaugurada em setembro de 1950 com poder que somente seria amplificado a partir de meados da década de 1960, o rádio ditou sozinho os sucessos, gerou ídolos de massa e propagou em ondas nacionais vozes grandiloquentes, eternizadas no panteão da música brasileira.
Para celebrar o centenário do nascimento do rádio no Brasil, a gravadora Sony Music – detentora dos acervos das companhias fonográficas Columbia e da RCA-Victor – anuncia edições digitais de títulos das discografias de vozes da era do rádio.
Capa do álbum ‘Ninguém me ama’ (1960), da cantora Nora Ney
Divulgação
Ao todo, serão postos nas plataformas digitais cerca de 100 discos de cantores como Vicente Celestino (1894 – 1968), Silvio Caldas (1908 – 1998), Jorge Veiga (1910 – 1979), Cyro Monteiro (1913 – 1973), Carmen Costa (1920 – 2007). Nora Ney (1922 – 2003), Emilinha Borba (1923 – 2005), Ivon Curi (1928 – 1995) e Lana Bittencourt, entre outros nomes.
A seleção abarca singles de 78 rotações, álbuns – casos de Canta o seresteiro (1956) e Ninguém me ama (1960), de Silvio Caldas e Nora Ney, respectivamente – e coletâneas nem sempre representativas das obras dos artistas.
Ainda que a qualidade oscile, os discos são a forma de se ouvir a música destes cantores em pleno apogeu numa época em que não havia como perpetuar em imagens o reinado dos ídolos nos auditórios das emissoras de rádio. Nesses auditórios inflamados por plateias calorosas, as vozes da era do rádio fizeram história iniciada há 100 anos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Seguranças do Rock in Rio barram entrada com espelho de bolsa de R$18 mil e mulher protesta: ‘não venham de Balenciaga’


Público precisa passar por revista antes de entrar no local dos shows. Internauta viralizou ao relatar sua surpresa ao ter que se desfazer de um espelho de bolsa da marca de luxo francesa. Como anunciado previamente pela organização do evento, não é permitido entrar no Rock in Rio com alguns itens pessoais e determinados artigos — guarda-chuva, objetos pontiagudos e garrafas fechadas, por exemplo (veja a lista aqui). Apesar de as regras não terem mudado, o público que foi ao primeiro fim de semana de shows tem relatado, nas redes sociais, que precisou deixar objetos com a segurança do evento para entrar na cidade do rock.
É o caso de Laryssa Battaglía, moradora do Rio de Janeiro, que viralizou ao contar um “perrengue chique”, como ela mesma descreveu: ter que se desfazer de um espelho, acessório de uma bolsa da marca de luxo Balenciaga, à venda na internet por R$ 18 mil.
Bolsa da Balenciaga com espelho pendurado
Reprodução/Farfetch
“Eu simplesmente tive que tirar o espelho da minha Balenciaga. Sabe aquele espelhinho que fica pendurado? A revista não deixa entrar porque… Segurança. Removeram o espelho da Balen. Eu estou chateada”, disse ela no vídeo.
Espelho de bolsa Balenciaga
Reprodução / Farfetch
Na legenda da publicação na rede social TikTok, Laryssa alertou seus seguidores: “não venham de Balenciaga”. A Balenciaga é uma grife de luxo francesa famosa por lançar roupas e acessórios controversos, como bolsa que imita um saco de lixo e tênis com aparência de destruído e sujo.
Mulher viraliza ao relatar que espelho de bolsa foi barrado no Rock in Rio
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Cães intoxicados: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre investigação envolvendo petiscos


Polícia Civil de Minas Gerais investiga três marcas de petiscos por suspeita de contaminação por monoetilenoglicol, substância tóxica que pode levar à insuficiência renal. O cãozinho Jon Snow morreu de insuficiência renal
Júlia Mathias/Arquivo pessoal
Desde o fim de agosto, a Polícia Civil de Minas Gerais investiga mortes de cachorros após comerem petiscos supostamente contaminados por monoetilenoglicol, substância tóxica que pode levar à insuficiência renal. As suspeitas foram relatadas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que também abriu investigação.
Os primeiros casos apareceram em Minas Gerais, que investiga oito casos, mas já há relatos em pelo menos 9 estados e no Distrito Federal. Abaixo, veja o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso.
O que está sendo investigado?
Uma suposta intoxicação de cachorros que morreram depois de comerem petiscos comerciais.
Como estão as investigações?
Investigações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) apontam que há irregularidades em uma das empresas que fornecem matéria-prima para a Bassar, fábrica de petiscos para animais interditada após a detecção de substância tóxica em uma das amostras de seus produtos.
Um ofício do MAPA aponta o envolvimento inicial dos lotes AD5053C22 e AD4055C21 na descoberta do monoetilenoglicol pelos exames de laboratório da Polícia Civil de Minas Gerais. Esses lotes contêm a matéria-prima propilenoglicol, da empresa Tecno Clean Industrial LTDA.
Um galpão da empresa funciona como depósito de materiais em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. A sede da empresa fica em uma área industrial de Contagem, na Grande Belo Horizonte.
De acordo com o MAPA, as atividades licenciadas para a Tecno Clean Industrial LTDA, em Barueri, não envolvem a fabricação de produtos para a alimentação animal. Por isso, a fabricante não tem registro no Ministério da Agricultura e em outros órgãos fiscalizadores.
O documento ministerial ainda afirma que a empresa comercializou lotes de produtos de terceiros, indicando que fosse dela a fabricação. Além disso, não poderia ter vendido produtos para alimentação animal sem atender critérios técnicos de identidade e qualidade.
Quantas mortes já foram registradas?
Ao menos 40 mortes de cães foram registradas até está segunda-feira (5), segundo a delegada Danúbia Quadros, da Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor de Minas Gerais. A polícia Civil do estado investiga apenas as oito mortes registradas em Minas Gerais.
Em quais estados foram registradas mortes?
Há relatos de mortes em pelo menos oito estados, além de Minas Gerais e do Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Alagoas, Sergipe e Goiás.
Quais são as marcas envolvidas?
Os petiscos identificados até o momento são: Dental Care, Every Day e a Petz Snack Cuidado Oral. Todos são de fabricação da empresa Bassar.
Os produtos continuam sendo vendidos?
O Ministério da Agricultura determinou o recolhimento nacional de todos os lotes de produtos da Bassar em 2 de setembro. A pasta também interditou a fábrica da empresa, em Guarulhos (SP), até que sejam apresentadas todas as informações requeridas pela fiscalização.
O que diz a empresa?
A empresa responsável pelos petiscos foi notificada pela Polícia Civil de Minas Gerais através de uma carta precatória para prestar esclarecimentos. A produção dos petiscos é realizada em uma fábrica na cidade de São Paulo, e seus responsáveis terão que informar detalhes do processo de produção e os produtos utilizados na composição dos alimentos caninos.
Qual é a substância encontrada nos petiscos?
Na última sexta-feira (2), a Polícia Civil de Minas Gerais informou que foi identificada a presença de monoetilenoglicol em um dos petiscos entregues à delegacia por tutores de animais que passaram mal ou morreram.
A substância, que é tóxica e pode levar à insuficiência renal, já tinha sido detectada por meio de necropsia realizada pela Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em um dos cãezinhos mortos.
Quais são os sintomas da intoxicação?
Os animais apresentaram cansaço repentino, desconforto abdominal, diarreia, vômito e convulsões.
O que fazer ao identificar uma possível intoxicação?
A Polícia pede que os tutores que tenham identificado o mal-estar ou precisem internar os animais depois da ingestão de petiscos, informe a corporação para a investigação.

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda carioca Sex Beatles ressuscita e volta ao disco após 27 anos


Cultuado na década de 1990, quinteto lança single duplo com duas músicas de Alvin L, ‘Oui je regrette tout’ e ‘Dance comigo’, em flertes com o yé-yé francês e com o glam rock. A banda Sex Beatles em imagem extraída do animado clipe da música ‘Oui je regrette tout’
In House / Divulgação
♪ Banda formada em 1990 na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e logo alçada ao status de cult na cena musical alternativa carioca, por fazer rock pela diversão, Sex Beatles se dissolveu em 1995.
Ao sair de cena, o quinteto – integrado por Alvin L (guitarra e teclados), Cris Braun (voz), Ivan Mariz (guitarra, em substituição a Dado Villa-Lobos, que deixou a banda amigavelmente após alguns shows iniciais), Marcelo Martins (bateria) e Vicente Tardin (baixo) – legou dois álbuns, Automobilia (1994) e Mondo passionale (1995), que contribuíram para deixar boa lembrança dos Sex Beatles, reavivada há 11 anos pelo documentário Memorabilia (2011).
E foi justamente para celebrar a chegada desses dois únicos álbuns aos aplicativos de música que o quinteto se reuniu virtualmente – de forma momentânea – para gravar o single duplo com duas músicas inéditas compostas por Alvin L, Oui je regrette tout e Dance comigo.
Com capa que expõe arte de Victor Ogro / Alamy, o single Oui je regrette tout! e Dance comigo… chega ao mundo digital neste mês de setembro, marcando a volta dos Sex Beatles ao disco após 27 anos.
Capa do single duplo ‘Oui je regrette tout! e Dance comigo…’, da banda Sex Beatles
Arte de Victor Ogro / Alamy
A produção musical das duas gravações foram orquestradas pelos próprios integrantes da banda – diferentemente dos dois álbuns do grupo, produzidos pelo amigo Dado Villa-Lobos (o segundo com coprodução de Carlos Savalla).
Mixado por Lourenço Monteiro e masterizado por Matheus Gomes, o single duplo soa especialmente cativante no lado A, dedicado à música Oui je regrette tout, composta e cantada em francês colegial como resposta espirituosa à sentença de um dos maiores standards da cantora francesa Edith Piaf (1915 – 1963), Non, je non regrette rien (Charles Dummont e Michel Vaucaire, 1956).
A estética pop de Oui je regrette tout remete ao yé-yé francês da década de 1960 e reverbera no gracioso clipe da faixa, criado e dirigido por Marcelo Martins.
Já Dance comigo, a música do lado B, flerta com o glam rock em gravação que, embora menos sedutora, corrobora que há vida além da morte dos Sex Beatles.
Sex Beatles, banda criada em 1990 e dissolvida em 1995, se reúne momentaneamente para celebrar reedições de álbuns e voltar ao disco
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Dilsinho lança single ‘Duas’ antes de gravar show em São Paulo em outubro


Dilsinho lança em 15 de setembro o single ‘Duas’ com música inédita que integra o roteiro do show que será gravado em outubro
Dani Valverde / Divulgação
♪ A agenda de Dilsinho tem programado, para o fim de outubro, mais um registro audiovisual de show. A gravação ao vivo será feita na cidade de São Paulo (SP).
Primeira amostra do repertório do show, a música Duas será apresentada pelo cantor em single que entrará em rotação às 21h de 15 de setembro. A composição Duas tem autoria creditada a Pedro Felipe, Pedro Mendes, Thales Lessa e Marcos Esteves.
Na interpretação de Dilsinho, a letra de Duas é homenagem à esposa Beatriz e à filha do artista, Bella. “Se eu tivesse que ter duas / Uma seria você / E a outra uma filha sua / Duas / Com olho igual ao meu /E a boca sua”, canta o artista, em versos do refrão da música inédita.

Fonte: G1 Entretenimento

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Como Azzy foi das batalhas de rima na periferia ao Rock in Rio: ‘Os caras tiravam sarro da minha cara’


Ao g1, rapper que já foi ‘menina de cabelo azul do Poesia Acústica’ celebra espaço para ‘falar sobre uma mulher no rap, contar que já passou por abuso sexual e relacionamentos abusivos’. Azzy já teve que responder muito desaforo machista em batalhas de rimas, até chegar ao Rock in Rio, onde se apresenta no dia 11 de setembro, no Espaço Favela.
Para além da rapper de cabelo azul que participou do “Poesia Acústica”, Isabela de Oliveira, de 21 anos, teve que lidar com o fato de muitas vezes ser a única mulher nas batalhas de rima das quais participou na periferia do Rio.
Azzy
Reprodução/Instagram
LEIA MAIS: Como a série de vídeos ‘Poesia Acústica’ virou referência na onda de rap com violão no Brasil
EM 2019: Do trap ao acústico, qual é a do novo rap brasileiro?
“Azzy” é “Isa” de trás para frente – o nome artístico que criou para si mesma ainda na pré-adolescência. Segundo ela, essa personagem simbolizava a coragem e a mulher forte que ela sonhava ser, capaz de enfrentar as dificuldades e viver da música.
“Sobre se sentir livre de verdade, sabe? Sempre me senti meio fora da caixa dentro de casa, senti que eu deveria estar no mundo, deveria conhecer o mundo. Deveria viver do meu sonho, que eu tinha que acreditar”, diz a rapper ao g1.
Por trás da Azzy, está Isabela, é claro. Ela tem duas filhas, Lua, de quase quatro anos, e Dominic, de um.
Azzy e as duas filhas
Divulgação
Encantada pela arte e pela música desde a infâncila a, ecresceu em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, e teve como referências artistas dos anos 2000.
A menina fazia questão de participar de todos os eventos culturais do colégio, amava escrever poesias e chegou a fazer street dance, valsa e balé. A imaginação ia longe: ela se via em frente a plateias lotadas, atuando em filmes e novelas.
O amor pela arte começou ainda na infância
Divulgação
Porém, após ser vítima de abuso sexual aos 12 anos, Azzy saiu de casa e lembra que se envolveu com o tráfico de drogas. Enquanto isso, a paixão só crescia pelas batalhas de rima.
“Foi onde eu realmente bati com o pé na porta e falei: ‘Vou viver disso, isso me salva’. Eu sinto que isso me salva. Isso me faz feliz.”
Como primeira mulher a participar das batalhas no Horto do Fonseca, em Niterói (RJ), Azzy sofreu violência de gênero ao começar a rimar. Ouviu muitos insultos machistas.
A rapper Azzy em ação, antes do Rock in Rio
Divulgação
“O rap é um dos movimentos mais machistas, por mais que a gente lute por causas, por movimentos. Os caras tiravam sarro da minha cara por eu estar ali, não ter outra menina”.
Foi dentro das batalhas de rimas que Azzy conheceu o produtor dela e foi apresentada para a Pinapple Storm Records – gravadora do “Poesia Acústica”.
Ela participou da quarta edição do projeto de vídeos. O clipe de “Todo Mundo Odeia Acústico” soma quase 160 milhões de visualizações no YouTube. Com a exposição, passou a ser mais conhecida e saiu em turnê.
Azzy em Poesia Acústica #11
Divulgação
“Virei a ‘menina de cabelo azul muito querida’”, diz ela, resignada. A rapper ainda participou do “Poesia Acústica #6 – Era Uma Vez” e do “Poesia Acústica #11 – Nada Mudou “.
A representatividade feminina é um dos pilares da carreira de Azzy. O tema aparece em “Faixa Rosa”, lançada em 2020: “Sabe que eu não dependo de ninguém / Tenho meu copão também / Desencosta, ô, meu bem, que eu quero dançar”.
Azzy em foto de 2017
Divulgação/Facebook da Artista
“Nunca imaginei essa Azzy das batalhas se tornar uma porta-voz tão grande. Ter esse espaço para falar sobre uma mulher no rap, contar que já passou por abuso sexual, relacionamentos abusivos, que sofreu hate na internet e violência de gênero.”
“É muito importante a gente dar esse espaço para outras mulheres. Tenho certeza de que muitas vão se identificar comigo, assim como eu me identifico com várias outras”.
Ela ainda conta sobre a relação próxima com os fãs, com direito a grupos em aplicativos de mensagens com mais de 200 integrantes.
O sonho de estar na frente das telas também vai se tornar realidade. A cantora foi convidada para atuar no segundo filme produzido por Cleo Pires, “Me Tira da Mira 2”.
Azzy é uma das atrações do Rock in Rio

Fonte: G1 Entretenimento

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Vício em videogame, dor no pescoço e amizade com Anitta: g1 conheceu o homem por trás da máscara do DJ Marshmello


Antes de show no Rock in Rio, DJ conversou com o g1 sem o balde na cabeça. Ele contou quantos capacetes tem, falou de hobbies e da relação com música brasileira. DJ Marshmello no 2º dia do Rock in Rio 2022
Mauro Pimentel/AFP
Poucos minutos antes de subir ao palco do Rock in Rio no último sábado (3), o DJ Marshmello apareceu para conversar com o g1 no camarim sem o balde de sempre na cabeça,
Não deu para ver o rosto inteiro: ele usava um capuz e um lenço cobrindo a boca e o nariz, deixando à mostra só os olhos claros tranquilos e atentos.
Como e onde ver o Rock in Rio 2022 ao vivo?
PROGRAMAÇÃO: Veja o line-up do Rock in rio
Já é bem mais do que o público costuma ver. A atração mais enigmática do festival se apresenta sempre vestindo um capacete com enormes olhos em forma de X, um sorriso sinistro e um quê de meme da internet. A identidade secreta é sua principal estratégia de marketing.
Em um papo de quase dez minutos, ele também falou mais do que o habitual. O DJ dá poucas entrevistas pessoalmente: as raras conversas com jornalistas são quase sempre por e-mail.
Em sua passagem pelo Brasil, o g1 foi único veículo de imprensa a conhecê-lo: sua equipe só aceitou a entrevista graças a uma reportagem sobre ele publicada neste site em 2017, ano em que o Marshmello tocou no Lollapalooza, em São Paulo.
A voz doce (com o perdão do trocadilho) contou que gosta muito, mas muito mesmo de jogar videogame, que ama funk — ou “baile funk”, como ele carinhosamente chama o ritmo — e, pasmem, é amigo de Anitta. Os dois até já conversaram sobre um possível feat.
Dor no pescoço
Sites especializados em música eletrônica ligam a identidade de Marshmello à do DJ americano Chris Comstock, também conhecido como Dotcom. A informação nunca foi confirmada oficialmente, mas os olhos claros são os mesmos.
O DJ americano Chris Comstock é apontado por sites especializados como o verdadeiro rosto de Marshmello
Reprodução/Instagram
Ele é sempre econômico ao explicar por que esconde o rosto: “Eu só quero fazer boa música. E para isso não é necessário você saber quem eu sou.”
O nome açucarado ele contou que escolheu com a ajuda de seu empresário: “Quando eu comecei, minha música era muito doce. Então, meu empresário deu a ideia”.
O capacete em forma de doce veio depois. O DJ contou que tem uns 8 ou 10 modelos diferentes da máscara de marshmallow, e reconheceu que o traje com o qual se apresenta não é o dos mais confortáveis.
Ele fez um movimento com a cabeça de um lado para o outro e explica: “Estou sempre fazendo isso porque machuca um pouco”.
“Eu realmente não noto enquanto estou no palco porque geralmente estou me divertindo muito. Mas depois meu pescoço fica doendo”, disse, rindo.
DJ gamer
Marshmello surgiu na esteira de outros DJs mascarados, entre eles o canadense Deadmau5 e o duo francês Daft Punk. Ficou conhecido por causa de um remix de 2015 para “Where are ü now”, hit de Jack Ü e Justin Bieber. Um ano depois, estourou de vez com a faixa “Alone”.
Desde então, colaborou com Selena Gomez (“Wolves”), Khalid (“Silence”) e a banda Bastille (“Happier”). Você pode nunca ter ouvido falar no tal DJ com olhos de X, mas provavelmente já ouviu alguma dessas músicas tocando por aí, pode pesquisar.
‘Proibidão’ surpresa e hits: veja o que rolou no show do DJ Marshmello no Rock In Rio
Mas, por trás do sucesso, Marshmello é um homem de hábitos simples. Ao ser questionado sobre o que gosta de fazer no tempo livre, ele pensou por algum tempo e respondeu meio encabulado: “Eu jogo muito videogame e… Ah, eu só jogo videogame mesmo, e dou umas voltas. Nada muito maluco”.
Com músicas na trilha e itens temáticos à venda no jogo Fortnite, o DJ tem apelo especial entre o público gamer.
‘Parça’ de Anitta
Outra audiência que Marshmello tem interesse em conquistar é a brasileira. Em seu show no Rock in Rio, incluiu no setlist o funk proibidão. “Atura ou Surta 2”, do MC Gw. Depois, nas redes sociais, fez piada com a letra da música e pediu sugestões de funkeiros para uma possível parceria.
Marshmello ousa e toca funk ‘proibidão’ no Rock in Rio
“Eu amo baile funk… é assim que se chama?”, perguntou ao g1, antes de subir ao palco do festival. O DJ contou que, por algum tempo, ouviu músicas do estilo sem saber que vinham do Brasil.
“Quando o Marshmello começou a crescer e pude vir ao Brasil pela primeira vez, percebi que o funk estava em todos os lugares: no carro indo pro show, pro hotel… Eu fiquei, tipo: ah, então é daqui que vem!”
Atualmente, ele conta com uma das mais disputadas guias para lhe conduzir nos caminhos do funk. O DJ é amigo próximo de Anitta: diz que os dois se encontram com frequência. “Ela é obviamente enorme”, elogiou.
A pergunta de sempre: uma parceria, pode rolar? Sim, eles já conversaram sobre isso, segundo Marshmello. Mas logo acrescentou: “Quando ela tiver tempo…”

Fonte: G1 Entretenimento

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Jornalista diz que foi alvo de agressão e racismo no Rock in Rio


Marcelo Manso contou que situação aconteceu no espaço Itaú após o show do cantor João Gomes. Organização do evento disse que ele foi retirado do local porque invadiu uma área restrita. Marcelo Manso: a credencial foi retirada dele
Arquivo pessoal
O jornalista Marcelo Manso, de 36 anos, denunciou em suas redes sociais que foi alvo de agressões e racismo na Arena Itaú Tik Tok, no Rock in Rio, no domingo (5). A organização do evento nega e disse que ele foi retirado do evento e teve sua credencial tomada porque invadiu uma área restrita.
Mas, segundo Marcelo, ele só acessou o local porque foi orientado. Após o show do cantor João Gomes, ele tentou sair do espaço, foi indicado a seguir por uma porta que o levou a uma área de contêineres. Ainda perdido, ele teria pegado uma cerveja em uma geladeira do local e seguiu tentando sair.
Nesse momento, um homem teria surgido chamando atenção de Marcelo.
“Ele já chegou me empurrando, me chamando de pilantra. Disse que tinha credencial, que estava cobrindo o evento, mas ele seguiu me ofendendo, dizendo que eu era um merda”, disse o jornalista.
Racismo e agressão
Marcelo conta que pegou o celular para registrar a situação e que nesse momento o homem chamou seguranças. Um deles teria lhe aplicado um golpe conhecido como mata-leão, e o homem o teria tomado sua credencial e o obrigado a desbloquear o celular para apagar os registros da confusão.
“Nessa hora, eles falaram: ‘Ou desbloqueia ou a gente te apaga’. Fiquei desesperado, imaginado o que eles fariam comigo. Tentava desbloquear, mas errava a senha, estava nervoso. Foi nessa hora que começaram a dizer que o celular nem devia ser meu, que eu devia ter roubado, que eu não tinha cara para ter um celular daqueles”, lembra.
Foto que Marcelo Manso postou em suas redes sociais para denunciar o caso
Reprodução/Redes sociais
Marcelo diz que em dado momento conseguiu desbloquear o aparelho, e homens apagaram os registros feitos, inclusive da nuvem.
“Fui agredido, alvo de racismo, ameaçado e tive minha privacidade invadida. Nunca imaginei que uma coisa assim fosse acontecer. Já sofri racismo, mas nunca com agressão. Estou com medo e sem conseguir dormir”, diz.
O jornalista registrou o caso como lesão corporal na 19ª DP, na Tijuca, e afirmou que pretende representar contra o autor do fato. Ele também fez exame de corpo de delito no IML.
Perguntado se foi procurado pela organização do evento, Marcelo disse que sim, mas que foi acusado de ter desrespeitado as regras do manual de imprensa. Ele diz que tentou explicar que acessou o lugar por engano.
O g1 também procurou a assessoria de imprensa do Rock in Rio, que afirmou em nota que:
“O Rock in Rio repudia qualquer forma de manifestação de racismo, discriminação e preconceito, mas esclarece que o editor do veículo Portal Mais Brasil, Marcelo Manso, precisou ser retirado pela equipe de produção de uma área restrita de backstage que ele invadiu na madrugada do dia 5, por volta das 2h, entrando no contêiner de um dos diretores de palco”, diz trecho do documento alegando ainda que a equipe de segurança não foi acionada.
“No momento do ocorrido, Marcelo Manso agrediu verbalmente o diretor do evento de 74 anos e teve sua credencial retida. O Rock in Rio está tomando as providências legais cabíveis”, conclui o documento.
A equipe do Itaú se manifestou por meio de um tuíte e disse que ia tentar entender melhor o que houve no caso.
Manifestação do Itaú sobre o caso
Reprodução/Redes sociais
Marcelo nega essa versão e diz que o sonho de cobrir o Rock in Rio se transformou em pesadelo.
“Queria continuar a cobertura, mas não sei se tem clima. Estou tentando ser racional dentro do possível, fiz boletim de ocorrência, corpo de delito, mas estou muito abalado com a forma violenta e desumana com que fui tratado”, diz.

Fonte: G1 Entretenimento