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Alok usa look inspirado em filme futurista e diz que fez o melhor show de sua vida no Rock in Rio: ‘Estou realizado’


DJ se apresentou abriu o Palo Mundo no início da noite deste sábado (3) no festival. Alok ‘incendeia’ Palco Mundo com pirotecnia e efeitos visuais
O DJ Alok afirmou que fez a melhor apresentação de sua vida neste sábado (3) no Palco Mundo do Rock in Rio. Após o show, ainda no backstage, ele contou ao g1 que sua roupa escolhida foi inspirada no filme “Tron”, que deu uma “leitura legal com a estética do show”.
Alok é celebrado por público frenético na volta ao Rock in Rio com show em que a música é só um detalhe
“Estou realizado. Foi uma preparação de muito tempo para chegar nesse momento e materializar através desse show. Em vários momentos, eu ficava pensando ‘caraca, tá dando tudo certo. Por favor, vamos continuar assim, mantendo essa energia’. É um show muito complexo que não depende só de mim. E muitas coisas eu não consigo ver. Eu não sabia se o laser tinha dado certo, os fogos tinham dado certo, como estava o visual. Mas, eu interpretei como se tudo estivesse dado certo o tempo inteiro. E deu”, afirmou Alok.
Alok abre o Palco Mundo na segunda noite de Rock in Rio
Marcelo Sa Barreto/Agnews
O músico afirmou ainda que não reconhece o Alok que se apresentou no festival em 2019. Segundo ele, houve uma transformação e ele está muito diferente em 2022.
“Como é que eu supero o show de 2019 que tinha sido, para mim, icônico? Acho que hoje foi muito melhor. Engraçado, eu vejo o show de 2019 e não me reconheço mais ali. O Alok de 2019 é muito diferente do Alok de 2022. Esse é um show que eu já tinha feito para fora e eu trouxe para o Brasil, mas com uma dinâmica diferente”, disse.
Alok se apresenta no Rock in Rio 2022
Stephanie Rodrigues/g1
Perguntado sobre algumas músicas que ficaram de fora do setlist, como a produção “Un Ratito” que é alvo de disputa judicial com a ex-BBB Juliette, ele afirmou que teve que fazer escolhas. Alok disse ainda que optou por composições brasileiras.
“Eu tenho um problema que é uma hora de set só. Eu não ia tocar ‘Cracolândia’. A setlist já estava definida, só que eu estava sentindo alguma liberdade de completar alguma coisa que eu não sabia o que era. Eu descobri que é esse lance da música nacional. Estamos no Brasil, no Rock in Rio, eu sou brasileiro e eu acho que tenho hits nacionais que podiam se encaixar bem. Foi um momento que eu decidi na hora. Não estava planejado. É um set que já estava planejado. Não toquei várias, mas acontece. Tenho uma hora só, o que posso fazer”.

Fonte: G1 Entretenimento

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PK e MC Don Juan lotam Espaço Favela e mostram que ainda falta espaço para dançar funk no Rock in Rio

Público se apertou para ver rapper e funkeiro em espaço secundário do festival neste sábado. O rapper PK ainda nem tinha começado a cantar enquanto o público já gritava em coro os versos de “Quando a vontade bater”, hit que abriu sua apresentação no Rock in Rio neste sábado (3).
Uma multidão se apertou para assistir ao show do cantor no Espaço Favela, um dos palcos secundários do festival. Ele convidou o MC Don Juan. Faltou espaço para tanta gente rebolar.
Nas últimas edições, o Rock in Rio cedeu à pressão do público por uma programação mais conectada com as paradas de sucessos: convocou Anitta para o palco principal em 2019 depois de anos de pedidos e agora, em 2022, incluiu mais nomes do funk e do trap no Palco Sunset e outros espaços menores.
Mas a apresentação de PK e Don Juan mostrou que talvez ainda falte terreno, especialmente em dias de programação com maior apelo jovem — o ídolo zillennial Post Malone é a atração principal deste sábado.
Novinhos e novinhas cantaram alto “Meu mundo”, parceria de PK com MC Cabelinho, Orochi e MC Hariel.
Muito bem recebida também foi “Vamos pra gaiola”, hino do funk 150bpm, um dos mais importantes movimentos recentes nascidos nos bailes do Rio e cujos principais representantes — os DJs Rennan da Penha e FP do Trem Bala — nunca se apresentaram no Rock in Rio.
Expoente da vertente paulistana do gênero, Don Juan levou sucessos como “Lei do retorno” e “Bipolar”, que chegou a ser a música mais tocada do Brasil em julho de 2021

Fonte: G1 Entretenimento

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Racionais MC’s encerram 2ª noite do Palco Sunset ASSISTA

Marshmello e Post Malone também vão se apresentar no palco principal. Racionais MC’s encerram 2ª noite do Palco Sunset ASSISTA Marshmello e Post Malone também vão se apresentar no palco principal. Assista aos shows ao vivo e acompanhe também a página especial. Qual o line-up do Rock in Rio 2022? Veja todas as atrações do festival. Vai para a Cidade do Rock? Sabe como baixar seu ingresso? O guia completo está aqui!

Fonte: G1 Entretenimento

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Escada não dá vazão, fãs ficam congestionados e perdem show do rapper Teto no Rock in Rio


Palco Supernova ficou abarrotado durante apresentação de Poze do Rodo. Escada não deu vazão e fãs que chegavam para ver Teto, outro MC estourado, não conseguiam subir. Escada congestionada na saída do Palco Supernova do Rock in Rio. A multidão embaixo tentava subir para ver o rapper Teto, e os fãs de Poze do Rodo não conseguiam descer
Rodrigo Ortega / g1
O sucesso do Palco Supernova, espaço para atrações alternativas do Rock in Rio, gerou um congestionamento de pessoas com gritos e empurrões em uma escada que leva ao local.
A confusão aconteceu entre o show do MC carioca Poze do Rodo, que estava abarrotado, e o do rapper baiano Teto, que cantou em seguida no Palco Supernova.
Na saída do show, uma multidão de fãs do Teto não conseguiu subir a escada, de encontro com a outra multidão de fãs de Poze do Rodo que não conseguia descer.
Ao pé da escada , os fãs do rapper baiano gritavam para tentar subir, e uma menina lamentava: “Perdi o Teto”.
Alguns fãs pularam uma grade para um espaço lateral em meio ao empurra-empurra, mas o g1 não viu nenhuma pessoa ferida.
O g1 procurou a assessoria do festival para saber sobre a segurança da escada, mas não teve retorno até a publicação deste texto.
Escada fica congestionada na saída do Palco Supernova

Fonte: G1 Entretenimento

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Jason Derulo canta ‘Ai Preto’ em show com pop de autoajuda dançante no Rock in Rio

‘Eu não poderia vir aqui sem tocar funk’ disse americano. Ele fala sobre positividade, amor enquanto dança sem camisa com dançarinas. Jason Derulo canta ‘Savage Love’, com dança famosa no Tiktok
Jason Derulo surpreendeu ao pedir para banda parar de tocar o hit “1, 2, 3” com Sofía Reyes, durante a sua apresentação neste sábado (3), no Rock in Rio.
A interrupção era para fazer uma homenagem ao Brasil. “Não poderia vir aqui sem cantar funk, eu amo” afirmou o cantor americano.
Foi quando “Ai Preto”, sucesso de Bianca, Dj Furduncinho e L7nnon, começou a tocar. O momento durou pouco tempo, mas o suficiente para agitar o público.

Fonte: G1 Entretenimento

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Criolo passeia por hits da carreira, recebe Mayra Andrade e canta Gilberto Gil no Rock in Rio


‘Viva o rap, viva o funk, viva a música preta do Brasil’, celebrou o rapper. Participação de Mayra Andrade esfriou um pouco o show, que começou quente. Criolo canta hit ‘Não Existe Amor Em SP’
Muita gente aproveita um festival como o Rock in Rio para fazer um show de sucessos, só hits. A maioria, na verdade.
Setlist do Post Malone no Rock in Rio 2022: como será show do único rapper headliner do festival
Criolo também usou essa estratégia neste sábado (3), mas se saiu bem ao acrescentar uma competente banda na missão de revisitar sua carreira.
O rapper do Grajaú abriu com “Subirosdoistiozin”, do álbum “Nó na Orelha”, que projetou seu nome na cena nacional em 2011. E já deu o tom do que seria a primeira parte do show.
Criolo se apresenta no Rock in Rio 2022
Mauro Pimentel/AFP
“Esquiva de Esgrima”, “Convoque Seu Buda” e “Grajauex” entraram na sequência e foram bem recebidas pelo público.
“Essa conquista não é minha exclusiva, é uma conquista de uma geração de MCs que estão fazendo 50 anos de idade, que sempre sonharam em cantar rap. É uma conquista nossa, do nosso povo”, disse ainda no começo.
No palco, um cubo de led foi uma interessante saída para mudar a estrutura e o visual. As projeções foram úteis com a letra de “Pretos Ganhando Dinheiro Incomodam Demais”, do último álbum “Sobre Viver”.
Criolo se apresenta no Rock in Rio 2022
Cristina Boeckel/g1
Apesar de nova, a música foi cantada por boa parte do público. O rapper, inclusive, foi ovacionado por mais de três vezes ao longo do show de pouco mais de uma hora.
Em “Não Existe Amor em SP” e “Cartão de Visita”, os sintetizadores de Daniel Ganjaman, diretor musical que estava na banda, e o teclado de Marcelo Maita se destacaram.
Como é comum no Palco Sunset, Criolo recebeu Mayra Andrade, cantora cabo-verdiana, em “Ogum Ogum”. Foi a primeira vez que eles cantaram juntos a música ao vivo.
Depois, Criolo deixou o palco para que ela cantasse “Tan Kalakatan”, em crioulo. Como era uma faixa longa e pouco conhecida pelo público, a energia do show esfriou um pouco.
Ele e DJ Dandan voltaram ao palco para cantar “Andar com Fé”, de Gilberto Gil, com Mayara.
Criolo canta sucesso de Gilberto Gil com a convidada Mayra Andrade
“A gente te ama, Gil”, falou Criolo sobre o artista de 80 anos que vai fechar o Palco Sunset neste domingo (4).
Na reta final, o rapper entrou nos sambas do álbum “Espiral de Ilusão”, de 2017.
A música “Menino mimado”, que diz a frase “meninos mimados não podem reger a nação”, gera um coro contra o presidente Jair Bolsonaro. Os gritos duram 20 segundos, aproximadamente.
Criolo sobe no topo do cubo e canta a música de lá. No fundo, a bandeira do Brasil é projetada em vermelho.
Ricardo Rabelo, músico do Pagode da 27, roda de samba do Grajaú, entra tocando cavaco. O grupo é parte importante da história do rapper. “Nas Águas” é a última música do show e vai bem demais com a banda completa.
“Viva o rap, viva o funk, viva a música preta do Brasil”, diz o rapper nos momentos finais.
Agora sim, o passeio pela carreira de Criolo está completo. E que carreira, vamos combinar.
Veja os melhores momentos do segundo dia de Rock in Rio

Fonte: G1 Entretenimento

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Jason Derulo se apresenta no Palco Mundo; ASSISTA

Marshmello e Post Malone também vão se apresentar no palco principal. No Sunset, ainda tem show dos Racionais MC’s. Jason Derulo se apresenta no Palco Mundo; ASSISTA Marshmello e Post Malone também vão se apresentar no palco principal. No Sunset, ainda tem show dos Racionais MC’s. Assista aos shows ao vivo e acompanhe também a página especial. Qual o line-up do Rock in Rio 2022? Veja todas as atrações do festival. Vai para a Cidade do Rock? Sabe como baixar seu ingresso? O guia completo está aqui!

Fonte: G1 Entretenimento

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Setlist do Post Malone no Rock in Rio 2022: como será show do único rapper headliner do festival


G1 explica sucesso do rapper que tem pose despretensiosa, sorriso fácil e canta rap mais melódico, misturado a rock e pop, com letras sobre relacionamentos, fama e recalques. Quando Post Malone começar seu show no Rock in Rio neste sábado (3), muita gente vai ficar se perguntando “Como é que todo mundo sabe cantar as músicas deste rapaz?”.
Ele é o único nome do hip hop entre as atrações principais do Rock in Rio 2022 e esse feito se deve a um rap mais melódico, misturado a rock e pop, com letras sobre relacionamentos, fama e recalques.
Rapper Post Malone lança álbum ‘Hollywood’s Bleeding’
Post tem algo de Chorão, o líder do Charlie Brown Jr morto em 2013. As letras e discursos dos dois falam muito de seus complexos de inferioridade.
Eles ainda têm em comum o sorriso facílimo, as roupas três números acima, a forma de lidar com os críticos, o jeito de mauzão boa praça, a pose largada no palco bebendo cerveja quente e falando groselha.
Você sabe que eles andam de limosine, mas já andaram de trem. Mas Post faz (e Chorão fazia) questão de lembrar isso sempre que pode.
No palco de festivais como o Lollapalooza Brasil 2019 e o Rock in Rio Lisboa 2022, Post Malone parece que não está nem aí. Ele anda pelos palcos com um copo e um cigarro em uma das mãos; na outra, claro, está o microfone.
Momento acústico
Na versão portuguesa do Rock in Rio, cantou 18 músicas, intercalando os hits “Better Now” e “Circles” com as mais novas do álbum “Twelve Carat Toothache”, como “Reputation” e “I Like You” (veja possível setlist no fim do texto).
O momento mais intimista acontece quando o rapper se senta no banquinho e toca violão em “Go Flex” e “Stay”. Antes, ele não perde a chance de fazer uma piada depreciativa.
“Se tiver alguém precisando fazer xixi, essa é a hora, porque é a parte mais chata do show”, disse antes de começar.
Post Malone na festa do Super Bowl, em 2018, em Minneapolis
Omar Vega/Invision/AP
A reta final é matadora com “Sunflower”, “Rockstar” e “Congratulations”. Malone ainda quebra o violão que usou no palco, alimentando a fama de rockstar da forma mais clichê possível.
Ironicamente, a marra também vem acompanhada de discurso motivacional. “Não deixe ninguém te impedir de viver os seus sonhos ou de ser quem você é”.
Discursos parecidos foram ouvidos no Lollapalooza, em São Paulo, em 2019. Na estreia por aqui, Post convidou o MC carioca Kevin O Chris, que cantou “Vamos pra Gaiola” e “Ela é do tipo”. É possível, então, que ele ou outro funkeiro apareça no show de Post do Rock in Rio.
Post Malone canta durante show no Lollapalooza 2019
Fábio Tito/G1
‘Eu sou gordo demais’
Um ano antes, no festival americano Coachella, Post Malone foi escalado para um palco menor do evento, em show visto pelo g1.
Cada fala recalcada foi celebrada por jovens, na maioria brancos, derrubando mais cerveja do que em qualquer outro show do concorrido festival californiano.
“Eu sou gordo demais para estar aqui fazendo essa merda para vocês”, disse Post, já no meio do show.
“Estou muito bêbado”, avisou depois. No final, reclamou dos críticos que já o rotularam de “one-hit wonder” e de ter escolhido o hip hop só porque ele está “na moda”.
Jornalistas dos sites Pitchfork e All Music, das revistas “NME” e “Rolling Stone” e do jornal “The Guardian” detonaram: tudo em Post seria forçado além da conta.
Melhor que Beatles?
O rapper americano Post Malone se apresenta no Coachella em 2018
Mario Anzuoni/Reuters
Austin Richard Post levou todas as 18 canções de seu segundo disco, “beerbongs & bentleys”, ao hot 100 da “Billboard”, a principal parada dos EUA. Batendo recorde dos Beatles, nove músicas dele chegaram ao top 20 ao mesmo tempo, no mês passado.
O rapper (“não sou rapper, sou artista”, sempre corrige)… O artista queria ser cantor de country aos 10 anos. Teve banda cover de metal na adolescência e foi youtuber de “Minecraft” antes de botar seu gogó a serviço do hip hop.
Com a mesma voz rouca e cansada, anunciou pedidos de frango frito na Chicken Express, uma rede de fast food texana. “Eu só trabalhei lá porque queria juntar US$ 800 para comprar uns sapatos da Versace”, explicou.
Austin nasceu em Syracuse, no estado de Nova York, e passou a infância em Dallas. De lá, mudou-se para Los Angeles, onde viveu em uma casa de youtubers.
Mas de onde vem o nome Post Malone? A alcunha surgiu a partir de um gerador de nomes de rappers. Após criar seu apelido, juntou-se a produtores de Los Angeles e gravou “White Iverson”, lançada em 4 de fevereiro de 2015.
Post chamou atenção por dizer que era “a versão branca” de Allen Iverson, craque da NBA. Ganhou elogio de Wiz Khalifa e viralizou no SoundCloud. Foi com essa auto-homenagem que conseguiu dividir palcos e músicas com Justin Bieber (“Déjà Vu”) e Pharrel Williams (“Up There”).
Um rapper fã de rock
Joe Perry, Steven Tyler e Post Malone juntos no palco do VMA 2018
REUTERS/Lucas Jackson
Desde os tempos em que gastava seus dedos com “Guitar Hero 2”, Post manteve uma relação com o rock. O álbum “Hollywood’s Bleeding”, de 2019, tem um som indie rock eletrônico levemente pesado, participação de Ozzy Osbourne e alguns arranjos que remetem aos Strokes.
Há ainda uma pose de roqueiro que não se importa com aparências. “No Halloween, os fãs se vestem como eu. É fácil: é só se vestir como um mendigo”.
Bon Scott, do AC/DC, e Jim Morrison, do The Doors, são citados em “Rockstar”. Tommy Lee, do Mötley Crüe, é um dos compositores de “Over Now”.
Há também as covers roqueiras já tocadas por ele. O site TMZ divulgou vídeos de Post cantando Elvis, caindo de bêbado, em Nashville. Depois, foi visto tocando violão e berrando “Don’t look back in anger”, em clima de “Volta Oasis”. Em 2020, fez uma live tocando apenas Nirvana.
Hoje, em vez de “Guitar Hero”, prefere “Call of Duty”. Afinal, ele tem uma grande coleção de armas: guarda uma debaixo (!) de cada (!!) travesseiro de sua cama. São vários. Tem até uma “super fácil de usar”, para a namorada Ashlen, com quem mora desde antes da fama.
Quando a revista “Rolling Stone” visitou a casa dele, também encontrou pouco glamour: os quartos estavam cheios de latas de cervejas amassadas.
Possível setlist de Post Malone no Rock in Rio 2022
Wow.
Wrapped Around Your Finger
Better Now
Saint-Tropez
Cooped Up
I Like You (A Happier Song)
Circles
Psycho
Insane
I Fall Apart
Go Flex (acústico)
Stay (acústico)
Candy Paint
White Iverson
Sunflower
rockstar
Congratulations

Fonte: G1 Entretenimento

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Medusa não foi monstro, mas, sim, vítima de estupro, diz escritora sobre o mito grego


Em entrevista à BBC, a escritora inglesa Natalie Haynes, especialista em mitologia grega, oferece uma visão diferente da lendária Guerra de Troia pela perspectiva das mulheres. A escritora Natalie Haynes se dedica a estudar os mitos gregos pela perspectiva feminina
Getty Images via BBC
Nem Medusa era tão ruim, nem Pandora tinha uma caixa. E Penélope repreendeu Ulisses por fazê-la esperar tanto tempo. Durante séculos, nossa visão de alguns dos arquétipos femininos mais importantes de nossa civilização foi encorajada por autores e vozes masculinas.
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E, segundo essas vozes, Medusa encarna o mal, Pandora liberou os males do mundo e Penélope era uma esposa tão leal que esperou pacientemente pelo retorno do marido, tecendo para enganar o tempo e seus pretendentes.
Mas Natalie Haynes, graduada em filologia clássica pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e considerada uma autoridade mundial em literatura clássica, decidiu revisitar esses mitos a partir de uma perspectiva silenciada há centenas de anos: a feminina.
Autora de seis livros, em 2021 publicou “Os mil navios” (em tradução livre), que narra a lendária Guerra de Troia e suas terríveis consequências por meio das histórias de várias mulheres.
Situado em uma Troia reduzida a cinzas após dez anos de guerra sangrenta, o livro fala desde as troianas – cujos destinos estavam nas mãos dos gregos – até a princesa amazona que lutou contra Aquiles, passando por Penélope ou as três deusas que iniciaram a disputa.
Além de escritora, Haynes está à frente do programa da BBC Natalie Haynes defende os clássicos, que tem várias temporadas, e colabora com veículos de imprensa britânicos, como “The Times”, “The Independent”, “The Guardian” e “The Observer”.
A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, conversou com ela no âmbito do HAY Festival Querétaro, que acontece na Cidade do México entre 1 e 4 de setembro. Neste mês será lançado seu último livro focado em Medusa, ainda sem versão em português.
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BBC – A Guerra de Troia é muito diferente para as mulheres e para os homens?
Natalie Haynes – Acho que realmente é.
Obviamente, a grande narrativa que temos da Guerra de Troia é Ilíada de Homero, mas muitas vezes as pessoas se esquecem – tenho que me lembrar às vezes – que Ilíada se passa em apenas dois meses, o último ano daquele conflito, que durou no total cerca de uma década.
Isso é tudo. Apenas 60 dias. Portanto, há muito a dizer sobre o que aconteceu antes e depois.
E como Ilíada se concentra intensamente no campo de batalha, também nos esquecemos das consequências da guerra e do que acontece fora dela.
BBC – E precisamente o seu livro conta essa guerra de um ponto de vista muito diferente daquele do campo de batalha…
Haynes – Sim, Ilíada se concentra sobretudo nos avanços e retrocessos dos dois lados da guerra. E eu queria contar o que acontece à margem de uma guerra e não apenas em seu epicentro.
O fio condutor são as mulheres troianas e as personagens femininas em geral fora do campo de batalha.
Eu queria mostrar o alcance épico das mulheres, mostrar as deusas que estavam envolvidas na guerra, as mulheres gregas esperando em casa por seus homens.
Nós nos concentramos tanto na experiência dos homens em uma guerra – muitas vezes com razão, porque eles são os participantes ativos – que isso às vezes nos priva da oportunidade de contar o que as mulheres vivenciam. Aquelas que lutam, como Pentesileia, e aquelas que sofrem os danos terríveis causados por essas disputas.
Acho que Eurípides percebeu, muito brilhantemente, que se você quer quebrar o coração das pessoas, precisa sair do campo de batalha. Ele escreveu oito tragédias sobre a Guerra de Troia, sete delas com personagens femininas no título.
Ele entendeu que tinha que ir, por exemplo, onde Efigênia é sacrificada para que os gregos possam chegar à Troia. Ou entre as mulheres troianas que sobreviveram enquanto atrás delas, no horizonte, estão os restos incendiados de sua cidade.
BBC – A Guerra de Troia foi vencida pelos gregos, mas todos realmente perderam?
Haynes – Há muita infelicidade nesta guerra.
E achei muito importante mostrar que não existe um mundo onde quem ganha fica feliz e quem perde fica triste.
Se pensarmos que quando Ulisses – um dos personagens mais conhecidos – volta para casa vitorioso, ele massacra mais de 100 homens e enforca 12 mulheres em um pedaço de corda. Esse é o comportamento de um herói ou alguém com transtorno do estresse pós-traumático?
Na verdade, a guerra foi muito devastadora para todos os envolvidos, vencedores e perdedores. E isso, de certa forma, era mais óbvio entre as mulheres do que entre os homens, porque eles tendem a morrer lutando, então a história deles chega a um fim abrupto.
Mas, por mais trágico que isso seja, muitos de nós talvez considerássemos pior ser escravizado, estuprado várias vezes e finalmente morto. É o que acontece com as mulheres nessa história.
BBC – Provavelmente a personagem feminina mais famosa da Grécia antiga é Helena de Esparta, Helena de Troia, cujo rapto por Paris inicia a guerra, certo?
Haynes – Ela é famosa em todo o mundo… exceto na Grécia, onde se você perguntar quem é o personagem mais famoso da Guerra de Troia, as pessoas dizem Hércules.
Muitas vezes pensamos em Helena como uma personagem bastante passiva, mas Homero certamente não a via dessa maneira.
Embora em Ilíada ela apareça como uma espécie de brinquedo de Afrodite, em Odisseia ela é um personagem muito mais forte, com muito mais escolhas e ações.
BBC – Penélope é outra das grandes personagens femininas dessa história…
Haynes – Penélope é um arquétipo pelo qual os gregos estavam particularmente interessados: a esposa leal que nunca desiste e é dedicada ao marido desaparecido.
A autora inglesa oferece uma versão dos personagens da mitologia grega completamente diferente daquela que vimos e lemos até agora
Getty Images via BBC
Agamenon, no último livro de Ilíada, diz que os próprios deuses vão compor uma canção para celebrar Penélope, porque tem ciúmes de que Ulisses volte para casa com uma esposa fiel e não com quem o mata com um machado (como aconteceu com ele, que foi decapitado por sua esposa, Clitemnestra).
Fico fascinada pelo fato de Penélope ser considerada a esposa ideal por homens que realmente não sabem como ela era.
BBC – Por quê? Como ela era?
Haynes – Não sei se posso responder isso com certeza. Em Odisseia, quando conhecemos Penélope, ela está literalmente velada, ela tem um véu sobre o rosto.
E, repetidamente, ao longo do poema, somos informados de que alguém coloca uma ideia em sua cabeça, envia-lhe um sonho.
Ela e Ulisses não se encontram novamente até o livro 23, então é muito difícil dizer quem é Penélope em Homero.
O que posso dizer é que minha versão de Penélope está mais próxima daquela que vemos em Heroides, de Ovídio, escrito no século I aC.
BBC – Por quê?
Haynes – Vou dar um exemplo: em Ilíada há um livro que fala de um ataque noturno em que Ulisses mata um espião, o rei dos trácios e rouba seus cavalos. Isso é narrado como um episódio de grande coragem.
Mas, em Ovídio, quando Penélope conta o que aconteceu, em forma de carta a Ulisses, ela lamenta que ele não tenha pensado nela e no filho quando embarcou nessa missão maluca, além de perguntar se ele se lembrava de que ela estava esperando por ele.
De repente, você percebe que o que parece um ato heroico de uma perspectiva, de outra – o de Penélope – parece uma traição.
A primeira vez que li aquele poema de Ovídio pensei: “Essa é minha garota”.
E é por isso que a parte de Os Mil Navios sobre Penélope está escrita em forma de cartas.
BBC – A história por trás da Medusa também é muito diferente do que costumamos pensar, certo? Medusa encarna em nosso imaginário um monstro terrível e, no entanto, ela também era uma vítima.
Haynes – Sim. As pessoas pensam na Medusa como o monstro arquetípico, mas ela foi vítima de estupro.
Ela foi primeiro estuprada por um deus masculino (Poseidon) e depois punida por uma deusa feminina (Athena) por ter sido agredida sexualmente em seu templo.
A autora considera que Medusa não é o monstro, mas sim uma vítima do mundo em que vivia
Getty Images via BBC
Escrever sobre Medusa para o meu livro O Jarro de Pandora foi muito terapêutico. Realmente gostei de poder dizer às pessoas: “Veja como tratamos essa personagem que de fato não fez absolutamente nada de errado”.
Quando terminei o capítulo sobre Medusa, ainda estava muito zangada com a forma como a história a trata, que decidiu priorizar partes muito específicas de sua trajetória.
BBC – Por que você acha que a versão do mito da Medusa que chegou até nós não fala que ela foi estuprada e que também foi punida por sofrer agressão sexual?
Haynes – Acho que, sem nem pensar, tendemos a ficar do lado de homens aventureiros, porque tantas histórias em todas as culturas nos convidam a fazer isso.
Até há relativamente pouco tempo, apenas algumas de nossas histórias pediam para nos identificarmos com as mulheres.
As personagens femininas tiveram um papel muito importante nas narrativas antigas, mas depois ficaram perdidas por muito tempo.
Quase todos nós crescemos com Perseu como nosso herói, o bravo homem que salva Andrômeda de um monstro marinho.
Mas para salvar Andrômeda, Perseu precisa primeiro pegar a cabeça de Medusa, e isso imediatamente a desumaniza.
Não pensamos na Medusa como uma górgona, mas como a dona da cabeça que precisamos.
As pessoas têm de ser lembradas que ela é uma das três irmãs, que choram quando ela é tirada delas. Medusa não fez nada de errado.
Na verdade, seu poder de transformar em pedra quem olha em seus olhos só é usado após sua morte, justamente por Perseu. Ela não usa esse poder quando está viva.
E, no entanto, tendemos a olhar para isso com horror.
BBC – Existe também uma leitura distorcida de Pandora, a primeira mulher segundo a mitologia grega? Ela é culpada por ter aberto a caixa que os deuses lhe deram e que continha todo o mal, liberando assim todos os infortúnios que afligem o mundo e os seres humanos.
Haynes – Sim, Pandora também foi mal compreendida.
Acho que a história dela foi influenciada pela história de Eva, narrada no livro de Gênesis, da Bíblia.
Para começar, Pandora não tem uma caixa. De fato, na arte antiga ela nunca é retratada com qualquer tipo de caixa, jarra ou receptáculo de qualquer tipo.
Nos tempos antigos, a história de Pandora estava cheia de nuances e versões.
Em algumas, como no poema de Hesíodo, ela tem uma garrafa que contém os males do mundo, mas em outros ela está cheia de coisas bonitas. Às vezes é o marido que abre o pote, outras vezes é ela. Ou ela simplesmente não tem nada em suas mãos.
BBC – E por que todas essas nuances desapareceram?
Haynes – Porque surgiu a história de Eva, que basicamente conta que uma linda mulher fez com que todos nós fôssemos expulsos do paraíso para sempre.
Sua história se popularizou e influenciou a narrativa sobre Pandora, que nos tempos antigos não era considerada um ser maligno.
Em grego, Pandora era “kalòn kakòn”, algo bom e ruim, bonito e feio, gentil e mau. Pandora é boa e má ao mesmo tempo, e essa natureza dupla em grego a torna moralmente neutra.
No entanto, a história de Eva é muito mais contundente. E à medida que o cristianismo prolifera, a história de Pandora simplesmente se funde com a de Eva. E, infelizmente, seu significado como personagem da mitologia grega é negligenciado.
Mais tarde, no início do século 16, Erasmo de Rotterdam cometeu um erro e traduziu erroneamente a palavra “pithos” – que significa jarro em grego – como caixa.
E isso piorou as coisas, porque um frasco é inerentemente frágil, mas uma caixa é algo que exige esforço para abrir.
A partir daí, muito rapidamente, Pandora começa a ser representada na arte com uma caixa. Primeiro com um normal e depois, por décadas, com uma espécie de cofre com grandes alças, para o qual Pandora teve que gastar horas para abrir e liberar todo o mal que havia dentro.
BBC – Por que os mitos gregos ainda são válidos?
Haynes – Os mitos são um espelho de nós e mudam com o tempo porque nós mudamos.
As gerações redescobrem os mitos gregos porque eles são universais.
Uma das coisas realmente importantes sobre eles é que os seres humanos estão no centro. Até os deuses são muito humanos: petulantes como crianças, mas muito humanos, e costumam se envolver com homens e mulheres.
O ser humano é a unidade monetária dos mitos gregos e das tragédias gregas em particular. Nos mitos nórdicos, por exemplo, há coisas como uma árvore gigante. Eu amo aquela árvore gigante, mas não sinto que ela fale diretamente comigo.
Os mitos gregos, sim, e acho que é por isso que eles nunca sairão de moda.

Fonte: G1 Entretenimento

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QUIZ: Post Malone ou Chorão? Acerte se a letra é do cantor brasileiro ou do rapper americano

Rapper é atração do Rock in Rio 2022 e tem estilo de letras parecido com as do cantor do Charlie Brown Jr. morto em 2013. Quiz mostra trechos de músicas. Post Malone ou Chorão?

Fonte: G1 Entretenimento