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‘Era uma vez um gênio’ é um belo (mas irregular) conto de fadas para adultos; g1 já viu


Drama fantástico é dirigido por George Miller, de ‘Mad Max’ e ‘As bruxas de Eastwick’. Idris Elba e Tilda Swinton formam dupla incrível em filme de estética fascinante, mas com roteiro sem ritmo. Sete anos depois de lançar o impressionante e frenético “Mad Max: Estrada da Fúria”, o diretor George Miller resolveu desacelerar para contar uma história que mistura drama e fantasia em “Era uma vez um gênio”.
O filme, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (1º), impressiona pelas belíssimas imagens e tem uma dupla de protagonistas incrível e em perfeita sintonia. Mas peca em elementos que o impedem de ir muito além dos suspiros pela parte técnica do filme.
Assista ao teaser do filme “Era uma vez um gênio”
Inspirado no livro “The Djinn in the Nightingale’s Eye”, de A.S. Byatt (inédito no Brasil) o roteiro é centrado em Alithea Binnie (Tilda Swinton, de “Doutor Estranho”), uma estudiosa solitária que vai a Istambul, na Turquia, para participar de uma convenção. Durante um passeio, ela encontra uma estranha garrafa numa loja e resolve levá-la consigo.
Após mexer no objeto, Alithea descobre que o artefato na verdade é uma lâmpada que guarda dentro dela um gênio (Idris Elba, de “O Esquadrão Suicida”). Ele oferece três desejos para que possa ser libertado. Mas, com medo das consequências, ela decide não fazer pedidos.
Para convencê-la, o gênio resolve contar histórias sobre o seu passado, seus antigos amos e os motivos que o levaram a viver por milhares de anos na garrafa. Assim, os dois começam a ficar cada vez mais unidos e nasce um relacionamento forte e capaz de suprimir a solidão e as tristezas que ambos carregavam.
Mundo mágico
Idris Elba vive um ser mitológico no filme “Era uma vez um gênio”
Divulgação
O que salta aos olhos em “Era uma vez um gênio” é a excelente parte técnica do filme. Miller se vale de seu costumeiro apuro visual para criar o universo narrado pelo gênio.
A fotografia, os figurinos, a direção de arte e outros elementos são responsáveis por um belíssimo espetáculo visual de imagens bem elaboradas: nos momentos mais suaves ou contemplativos e nos mais tensos.
Alithea (Tilda Swinton) encontra uma lâmpada mágica no filme “Era uma vez um gênio”
Divulgação
Os efeitos visuais e de maquiagem também se destacam, principalmente para tornar o gênio uma figura convincente e verossímil. Além disso, a trilha sonora de Tom Holkenborg utiliza sons do Oriente médio, com músicas marcantes que casam bem com as imagens. Holkenborg já tinha trabalhado com Miller na igualmente notável trilha de “Mad Max: Estrada da Fúria”.
Além disso, o roteiro escrito pelo diretor e pela estreante Augusta Core trabalha questões como o amor, o desejo e como se relacionar com as pessoas de uma maneira que leva à reflexão. As experiências que o gênio passa, embora ocorridas num passado distante, têm muitas semelhanças ao que acontece hoje.
Tilda Swinton e Idris Elba numa cena de “Era uma vez um gênio”
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Baixo encanto
Se por um lado, “Era uma vez um gênio” é bem-sucedido em causar fascínio por sua estética, isso não pode ser dito pelo seu ritmo.
O veterano cineasta de “As Bruxas de Eastwick” resolve investir mais nas histórias contadas pelo Gênio, como se fosse uma versão masculina de Sherazade das “Mil e uma Noites”. Sobram detalhes e isso faz o enredo rastejar, o que pode causar cansaço e até desinteresse do público.
Idris Elba numa cena de “Era uma vez um gênio”
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O filme gasta muito tempo para mostrar os eventos que o levaram a ir parar na lâmpada. Quando é para se concentrar na relação entre os protagonistas, o diretor prefere não dar muito espaço para isso, o que cria uma irregularidade na trama.
Talvez uma edição mais enxuta e um desenvolvimento maior da interação da dupla principal poderiam deixar o resultado mais instigante. Mas não é isso o que acontece em ‘Era uma vez um gênio’.
O filme não consegue despertar a empatia do espectador em vários momentos. O terço final, por exemplo, deveria ser mais emocionante, mas pouco comove. A exceção é a última sequência, mas aí já é um pouco tarde.
Tilda Swinton e Idris Elba vivem uma parceria inusitada em “Era uma vez um gênio”
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Pelo menos, a escolha dos atores para viver a dupla de protagonistas foi certeira. Tilda Swinton e Idris Elba têm uma ótima química.
A atriz transmite bem a mudança de sua personagem, que passa da frieza e cheia de bloqueios para alguém mais caloroso e que permite viver emoções que achava que nunca mais sentiria, enquanto o ator usa seu carisma para deixar o Gênio um personagem cativante e bem humano.
Por isso, os dois mereciam ter mais espaço e tempo de tela para que seu relacionamento fosse mais bem explorado. É uma pena que isso não acontece.
“Era uma vez um gênio” vale para celebrar o fato de que George Miller ainda está longe de uma aposentadoria e ainda tem muito a contribuir para o cinema. No entanto, este filme está um pouco abaixo de seus trabalhos anteriores, que tinham algo que faltou um pouco aqui: o poder de fascinar.

Fonte: G1 Entretenimento

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João Gomes estreia no Rock in Rio: ‘Se algum roqueiro tacar papel higiênico em mim, sem problema’


Ele vai ser o primeiro cantor de piseiro a cantar no Rock in Rio: ‘Muita honra’. Cantor diz que o pai dele era skatista e mostrava para ele Depeche Mode e Queen antes de ele entrar no forró. João Gomes
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“Eu fui pego de surpresa. Estava numa festa, aí meu amigo que trabalha comigo falou: ‘Você vai estar no Rock in Rio’. E aí eu falei: ‘Na moral, você está muito bêbado para falar uma coisa dessa’. E continuei a curtir a festa”.
João Gomes tinha dois motivos para duvidar do amigo. Um é histórico: o Rock in Rio nunca teve um cantor de piseiro, o subgênero do forro no teclado. O festival não costuma chamar artistas destes estilos populares como forró eletrônico e sertanejo.
O outro motivo era etílico: “Naquela festa estava todo mundo bebendo, mas na hora eu pensei: ‘Como ele fica bêbado desse tanto pra falar uma coisa dessa de Rock in Rio? Hoje ele vai dar trabalho.'”
O que deu trabalho mesmo foi que a notícia era verdadeira: “No dia seguinte, eu acordei, e meu produtor geral estava começando a organizar as coisas, pedindo os crachás do Rock in Rio.”
“Eita, que negócio da febre foi esse que eu me meti, que problemão. Meu irmão, e agora? A gente foi pensando numa maneira de entregar. Eu não tenho muita noção de como a galera vai aceitar, se vai aceitar. Mas vamos mostrar a raiz do nosso trabalho”, ele promete.
O show de João Gomes vai acontecer na tenda promocional do Itaú, no domingo (4).
“Quando comecei a receber mensagens de gente que vai estar lá, fiquei felizão. Fico satisfeito de estar representando o piseiro, saber que o estilo está chegando em lugares assim. ”
Rock in Rio particular
João Gomes já chegou a lugares do mesmo tamanho – sem precisar de convite. Ele estreou no dia 17 de agosto uma espécie de Rock in Rio particular na gravação de seu DVD no Recife, um evento de proporção igual ao festival carioca.
O show parou a cidade, reuniu mais de 100 mil pessoas e causou uma comoção que João Gomes não esperava. Ele diz que muita gente achou que ele não ia conseguir fazer aquela gravação. “Vai ser com a mesma teimosia que a gente vai subir no Rock in Rio. E com muita alegria também.”
João Gomes no Pelourinho, em Salvador
Governo da Bahia
João Gomes encara o festival com uma mistura de confiança e preocupação.
“Se algum roqueiro lá embaixo jogar um papel higiênico em mim, não tem problema. Se você for parar pra pensar, a maioria das músicas do rock é sobre o que? Sobre amor, igual a gente”.
Pai roqueiro, filho forrozeiro
“Meu pai era skatista e é roqueiro. Quando eu era guri ele andava comigo no skate e me mostrava Depeche Mode, Queen”, ele lembra. O pai está “empolgadão” para ver o show dele no festival.
“Eu não dava muito certo na pista, então ele vendeu meu skate e eu fiquei chorando”, lembra o filho que não engatou no esporte nem no rock, mas riu por último no piseiro.
João Gomes
João Gomes

Fonte: G1 Entretenimento

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João Gordo: 15 causos do maior causador do rock nacional, de rolê com grunges a briga com nazistas


Vocalista do Ratos de Porão já viveu de tudo, mas nunca tinha tocado com sua banda no Rock in Rio, onde estreia nesta sexta-feira. Ele contou suas histórias ao podcast g1 ouviu; veja os cortes. João Gordo posa para foto antes de conceder entrevista ao g1
Luiz Franco/g1
João Gordo já viveu de tudo aos 58 anos de idade e mais de 40 de carreira. Ele enfrentou as cenas de punk e de metal e mudou a história do rock brasileiro. Depois, enfrentou Dado Dolabella e Marcelo Camelo e mudou a história da MTV Brasil.
Mas ele nunca tinha feito uma coisa até 2022: tocar no Rock in Rio com os Ratos de Porão. O grupo é mais antigo do que o festival, e surgiu em 1981, quatro anos antes de a Cidade do Rock ser montada pela primeira vez.
O cantor e apresentador falou ao podcast g1 ouviu, em edição ao vivo em áudio e vídeo. Assista aos cortes das melhores histórias a seguir e, mais abaixo, confira a íntegra.
“Preferem a gente morto que fazendo sucesso”
“Quem me atacou geralmente é fascista”
“Meu pai me reprimiu e eu caí no punk”
“Não puxava corrente porque era gordo”
“A cena punk era uma briga eterna”
“O Sepultura quase virou um Metallica”
Dave Grohl novinho: “Loiro e gente fina”
“Enchi a cara antes de entrar no Gugu”
“Joey Ramone era esquisitão”
“O Kurt Cobain queria morrer”
“Nos anos 90 todos piraram – eu também”
“A MTV tinha coisas sensacionais e horríveis”
“Neguei anúncio que hoje jamais negaria”
“Pior b* da minha vida é ser ligado com Dado Dolabella”
“Virei caminhaozão velho, meio zoado”
1 – “Preferem a gente morto que fazendo sucesso”
João Gordo: “Preferem a gente morto que fazendo sucesso”
Ele tenta explicar como o Rock in Rio nunca chamou sua banda até hoje. “Se o Ratos de Porão fosse argentino, nós tocaríamos em estádio para 30 mil pessoas”, ele diz.
2 – “Quem me atacou geralmente é fascista”
João Gordo: “Quem me atacou geralmente é fascista”
Ele fala sobre o novo álbum da banda, “Necropolítica”, com todas as letras sobre a pandemia, a reação negacionista do governo e contra a extrema-direita. Ele também descreve a recepção da parte conservadora do público de metal.
3 – “Meu pai me reprimiu e eu caí no punk”
João Gordo: “Meu pai me reprimiu e eu caí no punk”
Ele diz como foi crescer com um pai policial e “xarope”. “Em casa era como se fosse um quartel. Se ele falasse ‘faz’ e você não fizesse, apanhava ali, ele te jogava o que tinha na mão… Martelo, faca, prato, panela. Colocava cadeado na geladeira, coisas absurdas”
4 – “Não puxava corrente porque era gordo”
João Gordo: “Não puxava corrente porque era gordo”
Ele conta como era a cena punk nas ruas de São Paulo no começo dos anos 80. Diz que alguns cometiam pequenos delitos, mas ele não conseguia correr. Lembra que desde aquela época aprendeu a combater fascistas, nas brigas de rua com os punks nazistas.
5 – “A cena punk era uma briga eterna”
João Gordo: “A cena punk era uma briga eterna”
Ele explica a diferença entre as cenas do punk e do heavy metal no Brasil, conta como os Ratos de Porão foram se aproximando do segundo grupo e ficaram com a pecha de “traidores do movimento”.
6 – “O Sepultura quase virou um Metallica”
João Gordo: “O Sepultura quase virou um Metallica”
Ele lembra a relação com o Sepultura nos anos de formação, diz que a banda brasileira quase foi tão grande quanto o Metallica antes da saída de Max Cavalera, e diz que os Ratos viajaram muito, mas não conseguiram esse status por serem “punks loucos da periferia que não falavam inglês”.
7 – Dave Grohl novinho: ‘Loiro e gente fina”
João Gordo: Dave Grohl novinho: ‘Loiro e gente fina”
João Gordo conheceu o baterista um ano antes de entrar no Nirvana. Ele estava em Amsterdã, com sua banda anterior de hardcore, Scream, que tocou no mesmo lugar que os Ratos de Porão. Os dois jovens conversaram depois que notaram que tinham tatuagens do mesmo tatuador.
8 – “Enchi a cara antes de entrar no Gugu”
João Gordo: “Enchi a cara antes de entrar no Gugu”
Ele foi convencido a participar de programas de TV como da Angélica e do Gugu com os Ratos de Porão em 1991: “Eu enchi a cara antes de entrar no Gugu e entrei muito monga”.
9 – “Joey Ramone era esquisitão”
João Gordo: “Joey Ramone era estranhão”
Um dos raríssimos músicos que os Ramones deixaram subir no palco com eles em toda a carreira foi João Gordo. O guitarrista, Johnny, “era daquele jeito mais americano, mais cara fechada”, e o vocalista, Joey, era “esquisitão”, lembra João Gordo.
10 – “O Kurt Cobain queria morrer”
João Gordo: “O Kurt Cobain queria morrer”
Um caso clássico foi quando ele acompanhou Kurt Cobain e os outros músicos gringos do Hollywood Rock nos rolês do Brasil. Kurt “era um cara que pensava que estava ali toscamente – não queria estar ali. Ele estava de saco cheio desse sucesso todo e queria morrer, na verdade.”
11 – “Nos anos 90 todo mundo pirou – eu também”
João Gordo: “Nos anos 90 todo mundo pirou – eu também”
João Gordo lembra a época conturbada em que lançou “Carniceria Tropical” com o Ratos e entrou na MTV, na segunda metade dos anos 90. “Foi bem na época dos clubbers, do techno, que todo mundo pirou. Você pega o Metallica, os caras fizeram aquele disco horrível, ‘Reload’, cortaram cabelo, pintaram as unhas, passaram batom. Foi tudo efeito do techno, né?”
12 – “A MTV tinha coisas sensacionais e horríveis”
João Gordo: “MTV tinha coisas sensacionais e horríveis”
Ele diz que fez na emissora programas ótimos, como o “Gordo Visita”, e péssimos, como o “Fundão MTV”, em que interpretava um professor carrasco. “Se fosse ao ar hoje eu iria preso”.
13 – “Neguei anúncio que hoje jamais negaria”
João Gordo: “Neguei anúncio que hoje jamais negaria”
Ele lembra o pudor que tinha de fazer comerciais, e diz que negou uma campanha de R$ 180 mil para a Pepsi.
14 – “Pior b* da minha vida é ser ligado com Dado Dolabella”
João Gordo: “Pior b* da minha vida é ser atrelado ao dado”
Ele diz que pior coisa da vida dele é ter o nome atrelado a Dado Dolabella depois que os dois brigaram feio no ar na MTV em 1999. “Ele foi ali já para zoar, né?”
15 – “Virei caminhaozão velho, meio zoado”
João Gordo: “Virei caminhaozão velho, meio zoado”
Ele foi diagnosticado com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. “Eu tô meio zoado, cara. Na pandemia tive depressão, engordei quase 20kg, ficou difícil.” Ele diz que os shows ficaram mais difíceis, mas ela ainda consegue cantar uma hora “trincando”.
Ouça e veja na íntegra:

Fonte: G1 Entretenimento

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Responda perguntas e descubra qual atração do Rock in Rio 2022 tem mais a ver com você

Iron Maiden, Post Malone, Justin Bieber, Guns N’ Roses, Green Day, Coldplay e Dua Lipa estarão no festival. Faça o teste e saiba qual desses shows é perfeito pra você. A nona edição do Rock in Rio em sua terra natal começa nesta sexta-feira (2). Serão sete dias de shows na Cidade do Rock, na Zona Oeste do Rio. As principais atrações do maior palco do festival são Iron Maiden, Post Malone, Justin Bieber, Guns N’ Roses, Green Day, Coldplay e Dua Lipa. Faça o quiz abaixo e descubra qual delas tem mais a ver com você.
Qual atração do Rock in Rio 2022 tem mais a ver com você?

Fonte: G1 Entretenimento

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Criolo vai revisitar hits da carreira em show com participação de Mayra Andrade no Rock in Rio


Artista canta no Palco Sunset no sábado (3), com participação da cantora de Cabo Verde, parceira na música ‘Ogum Ogum’. Criolo está com a bola toda no Rock in Rio. O rapper paulistano fez uma apresentação no “preview” do festival nesta terça (30) e canta no sábado (3) no Palco Sunset.
Ele também é um dos artistas que aparece na propaganda de The Town, o novo festival da família Medina em São Paulo, com estreia prevista para 2023.
ROCK IN RIO: Veja horários dos shows por palco
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No show do Sunset, Criolo vai repassar sua trajetória na música, que começou como bem-sucedido álbum “Nó na Orelha”, em 2011.
Desde então, ele é considerado um dos rappers mais influentes da nova geração, ao lado de Emicida. Ouça entrevista com Criolo no podcast g1 ouviu:
Show especial
Criolo e Mayra Andrade cantam juntos no Rock in Rio 2022
Érico Andrade/g1; Divulgação
Criolo lançou “Sobre Viver”, o quinto álbum de estúdio da carreira, em maio deste ano, mas o show no Rock in Rio não vai ser focado nessa nova turnê.
Ele deve repassar os principais momentos da carreira e será acompanhado por uma banda maior do que a de costume.
O rapper também fez um show de hits no festival Rock The Mountain, em Itaipava no Rio, em abril, no qual foi acompanhado por DJ Dandan.
Em evento-teste, Criolo promete surpresa em apresentação no Rock in Rio
No Rock in Rio, Dj Dandan segue na banda, com Daniel Ganjaman na direção, samples e percussão eletrônica, Samuel Fraga na bateria, Silvanny Sivuca na percussão, Dudinha no baixo, Mônica Agena na guitarra e Marcelo Maita no teclado.
A cantora de Cabo Verde, Mayra Andrade, também se junta ao palco com Criolo, para cantar “Ogum Ogum”, parceria deles no novo álbum do rapper. E mais alguma outra surpresa que ainda não foi revelada.
Ricardo Rabelo, que toca banjo com Criolo há anos desde o Pagode da 27, roda de samba do Grajaú, também fará uma participação.
Luto em ‘Sobre Viver’
Criolo estreia show do álbum ‘Sobre Viver’ em São Paulo
Divulgação/Helder Fruteira
“Quem nasce em favela no Brasil, vive sempre com essa ideia de morte, porque vida nunca nos permitiram, vida em sua plenitude assim. Quem vive? Ou quem sobrevive?”, questiona Criolo.
É esse o tom de revolta e luto que pauta o novo álbum. O rapper perdeu a irmã Cleane Gomes para Covid-19 em junho do ano passado.
O quinto disco de estúdio do rapper paulistano de 46 anos marca a volta ao rap, após “Espiral de Ilusão”, disco dedicado ao samba de 2017.
Criolo fala sobre desigualdade no Brasil ao lançar ‘Sobre Viver’
Ele canta sobre a irmã que morreu aos 39 anos no verso de “Pequenina”: “Cuidar da minha irmã agora é só em prece, ela não está mais aqui, é que esse mundo não te merece”.
“A pandemia nunca vai acabar para quem perdeu uma pessoa. Nunca vai acabar, é para sempre. E como a gente se reergue, como a gente sobrevive a isso tudo?”, questiona.
A faixa participação da mãe, Maria Vilani, Liniker e MC Hariel, com arranjo do maestro Jacques Morelembaum.
MAURO FERREIRA: Criolo se movimenta com grandeza entre o luto e a luta que regem o engajado álbum ‘Sobre viver’
“A desigualdade só destrói, mano. A gente morre todo dia, assim, de picadinho, e colocaram uma naturalidade, uma normalização tão gigante que ninguém está nem aí”, diz o rapper.
Além de “Pequenina”, “Pretos ganhando dinheiro incomoda demais”, “Diário do Kaos”, “Ogum Ogum” e “Me Corte na Boca do céu, a morte não tem perdão”, com Milton Nascimento, se destacam em “Sobre Viver”.
Além da revolta e de letras contundentes contra a desigualdade social, o álbum tem um lado positivo e esperançoso do álbum com músicas como “Ogum Ogum” e “Aprendendo a Sobreviver”.
“Eu estava entendendo que o caos continua, mas se a gente não der as mãos, não tiver um fio de esperança, se a gente não tiver alguma coisa a mais acabou ali? É isso?”, pondera.
“É essa energia que a gente vai jogar para todo mundo? Não, a gente todos os dias vai aprendendo a sobreviver”, conclui.

Fonte: G1 Entretenimento

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Iza lança disco com três músicas inéditas


Capa do disco ‘Três’, de Iza
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♪ Atração do Rock in Rio 2022 na programação de domingo, 4 de setembro, Iza pisará no Palco Mundo com três músicas novas no repertório.
Na sexta-feira, 2 de setembro, a cantora e compositora carioca lança o disco Três, cuja expõe foto da artista na infância.
Os nomes de duas das três faixas do disco já foram reveladas. Uma é Mole. A outra é Mó paz e junta Iza com o cantor Ivandro.
Capa do single ‘Mole’, de Iza
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Capa do single ‘Mó paz’, de Iza com participação do cantor Ivandro
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Relação de Caetano Veloso com o Brasil é atualizada na ampliação de livro derivado de ensaio de 2005


‘Lançar mundos no mundo’ procura explicar a obra do artista sem linguagem acadêmica e didática. Capa do livro ‘Lançar mundos no mundo – Caetano Veloso e o Brasil’, de Guilherme Wisnik
Ivan Cardoso com arte de Elaine Ramos e Julia Paccola
Resenha de livro
Título: Lançar mundos no mundo – Caetano Veloso e o Brasil
Autor: Guilherme Wisnik
Edição: Editora Fósforo
Cotação: ★ ★ ★ ½
♪ Lançar mundos no mundo – Caetano Veloso e o Brasil é, de todos os sete livros lançados entre junho e este mês de agosto de 2022 por conta dos 80 anos do artista baiano, o único com conteúdo parcialmente já pré-existente. Embora a rigor seja a reedição do volume dedicado ao Caetano Veloso em 2005 na série Folha explica, o livro foi tão bem ampliado e atualizado pelo autor Guilherme Wisnik que parece novo.
Trata-se de ensaio que procura elucidar a obra do compositor com texto que se desvia da linguagem acadêmica. Arquiteto e professor, além de compositor como o artista que procura interpretar, o paulistano Guilherme – filho do compositor José Miguel Wisnik – defende a atualidade de Caetano Veloso no Brasil dos anos 2020.
Além de discorrer sobre canções recentes como Anjos tronchos (2021), cuja letra expõe situações geradas no mundo atual pelo domínio dos algoritmos e pelas ascensões de “palhaços líderes”, Wisnik ressalta a ressignificação de músicas como Vaca profana (1984) e Reconvexo (1989) – propagadas nas vozes de Gal Costa e Maria Bethânia, respectivamente – nas pistas de dança do século XXI.
Rebatizado com verso da letra da música Livros (1997), faixa-título de álbum lançado por Caetano há 25 anos, o ensaio abre mão do didatismo ao explicar o cantor e compositor. Lançar mundos no mundo jamais se apresenta como minibiografia do baiano já octogenário. Ainda assim, qualquer leitor com qualquer grau de (ou mesmo nenhum) conhecimento prévio sobre a história de Caetano Veloso conseguirá acompanhar bem a narrativa de Wisnik.
O autor parte de depoimento feito pelo cantor no show Circuladô (1992), antes de dar voz à canção Debaixo dos caracóis de seus cabelos (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1971), para mostrar como a obra de Caetano se relaciona com o Brasil desde que o samba é samba, ou seja, desde que o compositor foi apresentado ao Brasil em 1965 na voz de Maria Bethânia com o samba É de manhã (1965).
Em ensaio que dispensa cronologias, Wisnik embaralha explanações sobre a Tropicália e sobre álbuns como Abraçaço (2012), mostrando como Caetano Veloso sempre traduziu em sons e palavras (as musicadas e as ditas em entrevistas e aparições públicas) as dores e as delícias do Brasil.
Para quem quer se iniciar na obra do artista, o livro lança um primeiro olhar sobre o mundo multifacetado da música e do coco de Caetano Veloso.

Fonte: G1 Entretenimento

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Antes do Rock in Rio, integrante do Iron Maiden vai a São Januário acompanhar jogo do Vasco


Banda, que tem uma ligação antiga com o clube, é a principal atração da primeira noite do festival. De gorro, guitarrista Janick Gers, do Iron Maiden, acompanhou Vasco x Guarani na social do clube
Rafael Mendes/Arquivo pessoal
Torcedores do Vasco, há anos, têm entre suas bandeiras no estádio a do Eddie, mascote da banda de heavy metal Iron Maiden. Na noite desta quarta-feira (31), o personagem ganhou uma companhia ilustre em São Januário: o guitarrista Janick Gers foi acompanhar o jogo do time contra o Guarani pela Série B do Campeonato Brasileiro.
Janick Gers, do Iron Maiden
Érico Andrade/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Kurt Cobain estava de saco cheio do sucesso e queria morrer’, diz João Gordo sobre rolê com Nirvana

Vocalista do Ratos de Porão e apresentador contou suas histórias ao podcast g1 ouviu; veja trecho. João Gordo: “O Kurt Cobain queria morrer”
Uma das histórias mais clássicas de João Gordo é o rolê que o cantor deu em São Paulo com músicos do Nirvana e de outras bandas do festival Hollywood Rock em 1993.
Ele contou ao g1 ouviu a história das festas e também explicou como ele pode ter incentivado o Nirvana a sabotar o próprio show em São Paulo.
Veja o vídeo acima, corte da entrevista de João Gordo ao podcast g1 ouviu. A conversa aconteceu antes do primeiro show da história dos Ratos de Porão no Rock in Rio, nesta sexta-feira (1).
João Gordo contou para Kurt Cobain que o festival era patrocinado por uma marca de cigarros e que as bandas da cena alternativa, que o vocalista do Nirvana valorizava, não tinham espaço.
“Eles tinham vergonha de ganhar 20 milhões de dólares. Eles não estavam confortáveis com esse sucesso todo. É um cara que pensava que estava ali toscamente. Ele não queria estar ali. Ele estava de saco cheio desse sucesso todo e queria morrer na verdade.”
Entrevista ao g1
João Gordo já viveu de tudo aos 58 anos de idade e mais de 40 de carreira. Ele enfrentou as cenas de punk e de metal e mudou a história do rock brasileiro. Depois, enfrentou Dado Dolabella e Marcelo Camelo e mudou a história da MTV Brasil.
Mas ele nunca tinha feito uma coisa até 2022: tocar no Rock in Rio com os Ratos de Porão. O grupo é mais antigo do que o festival, e surgiu em 1981, quatro anos antes de a Cidade do Rock ser montada pela primeira vez.
O cantor falou ao podcast g1 ouviu, em edição especial em áudio e vídeo. Confira abaixo na íntegra:

Fonte: G1 Entretenimento

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João Gordo diz que cresceu numa casa que ‘parecia quartel’: ‘Por causa dessa repressão caí de cabeça no punk’

Vocalista do Ratos de Porão e apresentador contou suas histórias ao podcast g1 ouviu; veja trecho. João Gordo: “Meu pai me reprimiu e eu caí no punk”
João Gordo gritou contra a repressão e o conservadorismo durante mais de quarenta anos de carreira nos Ratos de Porão. Ele teve uma luta parecida em casa, antes de virar cantor.
Veja o vídeo acima, corte da entrevista de João Gordo ao podcast g1 ouviu. A conversa aconteceu antes do primeiro show da história dos Ratos de Porão no Rock in Rio, nesta sexta-feira (1).

Ele é filho de um policial militar. “Enfrentar meu pai foi muito difícil na adolescência. Além de ser PM, ele era xarope, tinha um problema psicológico”, descreve.
“Em casa era como se fosse um quartel. Se ele falasse ‘faz’ e você não fizesse, apanhava ali, ele te jogava o que tinha na mão… Martelo, faca, prato, panela. Colocava cadeado na geladeira, coisas absurdas.”
“Meu pai teve que me engolir. Por causa dessa repressão toda que eu fui cair de cabeça no meio do punk rock ,e virei punk de rua mesmo, de não me importar com p* nenhuma”.
Eles se entenderam depois de muitos anos. “Depois ele tinha orgulho de mim quando morreu, em 2011. Tava tudo certo, tudo em paz.”
Entrevista ao g1
João Gordo já viveu de tudo aos 58 anos de idade e mais de 40 de carreira. Ele enfrentou as cenas de punk e de metal e mudou a história do rock brasileiro. Depois, enfrentou Dado Dolabella e Marcelo Camelo e mudou a história da MTV Brasil.
Mas ele nunca tinha feito uma coisa até 2022: tocar no Rock in Rio com os Ratos de Porão. O grupo é mais antigo do que o festival, e surgiu em 1981, quatro anos antes de a Cidade do Rock ser montada pela primeira vez.
O cantor e apresentador falou ao podcast g1 ouviu, em edição especial em áudio e vídeo. Confira abaixo na íntegra:

Fonte: G1 Entretenimento