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Quem são os novos artistas do sertanejo ‘agro’, que misturam modão com funk, rap e eletrônica


Podcast explica modão modernizado de DJ Chris no Beat, Ana Castela, Luan Pereira, Léo & Raphael e Us Agroboy. Eles defendem o agronegócio e juntam som de raiz com batidas eletrônicas. Nova safra do ‘agro’. Acima: Ana Castela, DJ Chris no Beat e Luan Pereira. Abaixo: Leo & Raphael e Us Agroboy
Divulgação
Uma nova comitiva desbrava as paradas do Brasil, de chapéu e bota, com um pé no passado do sertanejo do “modão” de raiz e outro no presente do funk, rap e eletrônica.
O toque de berrante na introdução de “Pipoco”, uma das músicas mais tocadas no Brasil hoje, anuncia a força da vertente chamada de “agro”.
Os artistas exaltam o agronegócio nas letras, ao som de um sertanejo que expande fronteiras agrícolas e musicais. O modão virou modinha.
O podcast g1 ouviu conversou com os principais nomes da cena para entender de onde vieram e para onde vão esses novos boiadeiros. Ouça abaixo:
A música sertaneja sempre exaltou o campo, mas aqui as letras parecem comerciais da agropecuária. Absorver outros ritmos é outra prática antiga, mas que fica mais intensa com bases sintetizadas e vozeirões de boiadeiros. Conheça cada um:
Léo e Raphael
Léo e Raphael
Divulgação / Maurício Antonio
Léo e Raphael se juntaram em 2014 em Londrina (PR), centro desta cena do agro. Dois anos depois eles emplacaram a música “Sai do mato veiaco”. “Som de peão”, de 2017, já desenrolava o papo pró-agro: “Cavalo e boi de raça, e aqui as minhas vacas / Até atendem pelo nome”.
Em outubro de 2019 a voz grave de Léo escancarou a defesa do setor em “Agro é top”. A música parece um jingle e o clipe funciona como anúncio, com cartelas de texto sobre exportação de soja e criação de boi no Brasil. Foram 20 milhões de views no YouTube.
Eles colheram o sucesso próprio e enxergaram o terreno fértil para semear novos artistas. Raphael virou sócio do conterrâneo Rodolfo Alessi, da dupla Fabinho e Rodolfo. Os empresários e compositores criaram a produtora Agroplay, de olho no filão do sertanejo que exalta o agro.
Em junho de 2021 Léo e Raphael bombaram ainda mais com “Os menino da pecuária”, outra ode ao setor: “Não é a toa que o PIB começa com P de pecuária”, eles cantam. A música tem outro elemento importante nesta cena: uma batida de funk no meio dos símbolos do interior.
Seis meses depois eles lançaram uma sequência do hit: “As menina da pecuária”, em parceria com Ana Castela. A cantora de 18 anos foi a primeira a assinar com a Agroplay. O segundo contratado foi o DJ Chris no Beat.
“(O agro) alimenta o mundo e sustenta o Brasil. E a gente falou: cara, temos que levar isso para a música”, diz Léo sobre a ferrenha defesa do setor nas letras. Ele afirma que não recebe apoio financeiro dos fazendeiros: “Não, isso aí foi a nossa bandeira”.
Ana Castela
Ana Castela
Divulgação / Mauricio Antônio
Ana Flávia Castela nasceu em Amambai (MS) e foi criada na vizinha Sete Quedas, na fronteira com o Paraguai. Os avós tinham uma fazenda no lado paraguaio. Ela cresceu entre os dois países, aprendeu a cantar em um coral de igreja e começou a postar covers de músicas pop no YouTube.
Ana foi levada para a Agroplay por Rodolfo Alessi, amigo da mãe dela. O primeiro tiro já foi no alvo. “Boiadeira” saiu em fevereiro de 2021. Ainda de aparelho nos dentes e espinhas no rosto, Ana cantava sobre uma menina que trocou a cidade pelo interior: “A maquiagem dela agora é poeira”.
“Boiadeira” virou a alcunha da cantora de 18 anos. A faixa ganhou um remix do DJ paulistano Lucas Beat, que mistura funk e house. Com “Nois é da roça bebê” e a levemente eletrônica “Neon”, Ana virou ícone dos fãs novinhos que dançam de chapéu e bota no TikTok.
Ela virou ponteira da comitiva do agro com a explosão country-funk-EDM de “Pipoco”, com DJ Chris no Beat e MC Melody. Ana chegou a entrar na faculdade de Odontologia, mas largou. Agora, jogar PlayStation é a única coisa que consegue fazer entre turnês e gravações.
Leia mais sobre Ana Castela
DJ Chris no Beat
DJ Chris no Beat
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O remix de “Boiadeira” feito por Lucas Beat mostrou o potencial do agro eletrônico. Mas quem abraçou essa mistura foi um DJ de mesmo sobrenome artístico: Chris no Beat. Christian Valezi, 31 anos, de Londrina, era produtor musical de duplas como Pedro Paulo e Alex.
Na pandemia, o trabalho diminuiu e ele virou videomaker. Acabou indo filmar os primeiros clipes de Ana Castela, conheceu Lucas Beat e viu o potencial do estilo. A primeira faixa como DJ foi “Saudade de aglomeração”, com Pedro Paulo & Alex, Bruno & Barreto, Léo & Raphael e Loubet.
No fim de 2021 ele lançou o batidão “Pira nos caipira”, com Luan Pereira. “Deu muito bom no TikTok”, descreve. Ele viu que a “molecada mais nova” queria “uma mistura modernizada para escutar no carro ou numa festa”. Já pela Agroplay, lançou um DVD com sucessos como “Juliet e Chapelão”.
“Se você pegar os tops do streaming, vai ter um funk, um rap, uma música eletrônica”, descreve Chris no Beat. Seu modão modernizado, portanto, é uma forma de entrar na “competição com as outras músicas no mercado”.
O jornalista e pesquisador GG Albuquerque notou, em artigo para o site I Hate Flash, que “(o agronejo) opera como máquina de propaganda da indústria agropecuária, muitas vezes apropriando-se de discursos e narrativas de gêneros musicais marginalizados, como o funk”.
A produção de “Pipoco” subverteu a prática sertaneja. “Eu já tinha feito a batida, e chamei a Ana e o pessoal ali para escrever em cima dessa base”, ele conta.
A composição em torno do beat é o jeito mais comum de se criar música pop eletrônica em vários lugares do mundo – mas não em Londrina. “Agora vamos fazer outras assim”, adianta Chris.
Ele diz que a referência são produtores dos EUA. Se as letras tentam separar o boiadeiro do playboy da capital, o som nunca foi tão próximo.
Luan Pereira
Luan Pereira
Divulgação
Luan Pereira ainda não tinha seu vozeirão grave quando decidiu virar cantor. Criança, com voz de “canarinho”, saia de casa e “ia todo domingo com o violãozinho nas costas cantar na rádio da cidade”, lembra.
Ele nasceu em Suzano (SP), mas cresceu na zona rual de Rosana (SP), ouvindo Gino e Geno, Trio Parada Dura e Matogrosso e Mathias. Aos 14 anos, começou a cantar em barzinhos e onde mais pudesse. “Se deixasse eu dava canja em velório”, brinca.
Enquanto a voz do menino engrossava, ele achava seu estilo cavernoso. “Descobri minha textura vocal”, ele diz. Outra descoberta foi o alcance dos vídeos de covers com a voz grave no Instagram, onde ganhou fãs e contatos. Com uma tentativa de paquera por DM, conheceu Ana Castela.
Eles ficaram amigos e a carreira dos dois deslanhou ao mesmo tempo. Assim como Ana, Luan se mudou para Londrina, casa da “galera do chapéu”, como eles se chamam. “Aqui o pessoal vai até na rave de chapéu”, ele justifica.
O cantor e compositor é hábil tanto nas modas das redes sociais (“o povo hoje em dia tá enjoando rápido das coisas”, ele explica) quanto nas modas de viola (“o repertório tem música romântica também, porque tem sempre um povo que consome muito isso”).
Luan emplacou hits de funknejo com Chris no Beat e o DJ Kevin, outro músico eletrônico do novo sertanejo (de “5 playboy não faz”), mas também vanerões à moda antiga, como “Chama”, com a amiga Ana.
Us Agroboy
Us Agroboy
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O jeito escrachado, as misturas arrojadas de sertanejo com hip-hop e a voz com efeito de AutoTune fazem parecer que é tudo piada. Sem contar o nome da dupla: Us Agroboy. Mas a brincadeira é séria e tem Fernando & Sorocaba como investidores. O estilo foi autointitulado “hip-roça”.
O mineiro Jamil Lennon Gomes Cortes, o Jota Lennon, e o goiano Gabriel Vitor de Freitas, o Gabriel Vitor, se conhecem desde 2017 e formaram a dupla em 2021. Eles lançaram sucessos como o electro-modão “Baladinha rural”.
Da cabeça sem limites de Jota Lennon também saiu a ideia de um “Poesia Acústica do agro”. O projeto “Fazendinha Sessions” junta os artistas da cena em parcerias com arranjos semi-acústicos ao estilo da série de vídeos de rap com violão.
A direção musical é do paranaense Eduardo Godoy, que produz todas as músicas de Ana e boa parte dos outros cantores da cena. Para o “Fazendinha Sessions 2”, a ideia é juntar a mesma turma com extras: “Nossa ideia é expandir é começar a trazer a galera de outros segmentos”, diz Eduardo.
O bruto: Loubet
Loubet grava seu novo DVD durante a EXPO MS Rural 2017
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A nova turma não surgiu do nada nem está sozinha. Na década passada, por exemplo, rolou uma onda “bruta” com artistas como Loubet, Jads e Jadson, João Carreiro, Bruno e Barretto, Anthony e Gabriel, e Bruna Viola. Todos seguem na ativa e se integram à atual onda do agro.
O maior rótulo da época era “bruto” – termo que ainda aparece hoje. O estilo boiadeiro e o gosto pelo modão já estavam lá, mas ainda não havia o discurso tão exacerbado pró-agronegócio nem a a porteira aberta para batidas eletrônicas. O g1 até explicou a onda em 2014:

Arte G1
A voz “bruta” mais celebrada pelos novinhos do agro é a de Emerson Carlos Loubet. Luan Pereira e Ana Castela foram descobertos em vídeos em que faziam covers do cantor de Bela Vista (MS) – covers de “Vaqueiro apaixonado” e “Mastiga abelha”, respectivamente.
“Eu vim de Bela Vista, no interior do Mato Grosso do Sul, e já trabalhei no campo, fazendo todo tipo de serviço de fazenda. Então é uma coisa que vem desde criança, um estilo de vida que eu passei para a música”, diz Loubet.
Ele identifica a mesma autenticidade na voz dos pupilos Luan Pereira e Ana Castela. “Depois de dez anos de estrada ver o pessoal se inspirando na gente é muito bacana. É muito bom ver essa nova geração do agro”, ele elogia.
A bruta: Bruna Viola
Bruna Viola
Divulgação/ Bruna Viola
Ana Castela brilha em uma clareira que Bruna Viola ajudou a abrir. A cantora e instrumentista de mão cheia tem quase duas décadas de carreira no sertanejo mais tradicional. Em 2015, por exemplo, ela lançou “Sistema da bruta”, que alfineta os “abeia” – gíria que indica pessoas de fora deste universo rural.
Ela desafiou estereótipos de idade e de gênero. “Tinha um preconceito de que a viola caipira e a música de raiz era só para pessoas mais velhas ouvirem. E ainda de que a viola era um instrumento muito masculino”, ela diz.
“Fui quebrando essas barreiras, e aí tem a geração mais nova para quebrar mais um pouco”, ela elogia.
Ela também aproveita o novo período de alta no agro. Bruna Viola é protagonista do longa “Sistema bruto”, comédia de ação que se passa neste universo agro, com Jackson Antunes e Marisa Orth no elenco. A estreia acontece ainda em 2022, mas ainda sem data fechada.

Fonte: G1 Entretenimento

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Netto fala sobre nova formação de dupla após morte de Henrique: ‘Fiquei um tempo sem saber o que fazer’


Dupla sertaneja se apresenta pela primeira vez na Festa do Peão de Barretos. Primeiro Henrique do projeto morreu em 2020 após acidente de carro. Netto fala sobre nova formação da dupla após morte de Henrique
Netto, dupla de Henrique, ficou um longo período sem saber o que fazer de sua carreira musical após a morte do parceiro de palco.
Henrique morreu em 2020, depois de passar 20 dias internado após um acidente de carro.
Um ano depois, Netto decidiu dar sequência ao trabalho da dupla e anunciou o substituto de Henrique. O cantor Juliano assumiu o posto e nome do sertanejo.
A troca de nomes para seguir com projetos é bastante comum no meio sertanejo.
“Quando perdi meu outro parceiro, meu ex-parceiro, acabou que veio acarretar a pandemia logo em seguida. Depois fiquei durante um tempo parado, sem saber o que fazer”, relembrou Netto em entrevista ao g1.
“O Henrique tinha uma outra dupla sertaneja. Quando eu fui atrás dele, ele estava trabalhando, fazendo faculdade, e eu precisava de uma pessoa que fosse músico, porque eu não toco, somente canto. E ele é um cara que já tinha bastante tempo de estrada, mais de 10 anos de estrada. Conversei com ele, e graças a Deus, Deus vem abençoando a gente cada dia mais”, afirmou o sertanejo.
“Difícil foi só achar um parceiro mais feio, só”, brincou Netto após Henrique falar sobre o desafio de assumir o posto.
Netto e Henrique: primeira e segunda formação
Reprodução/Instagram
“A responsabilidade é muito grande. Porque você chegar num projeto que já estava, que já vinha alavancando, é complicado.”
“Tem pessoas que no começo acabam não aceitando. Mas graças a Deus está dando muito certo, a galera aceitou muito bem”, celebra Henrique.
“Fiquei muito feliz com o convite, porque como ele falou, eu tinha uma outra dupla que durou 10 anos. E como eu sempre vivi da música, então a gente tenta, mas não consegue sair da música.”
Netto e Henrique
Fábio Tito/g1
Estreia na Festa do Peão de Barretos
Netto e Henrique gravaram o primeiro DVD em novembro de 2021 e, apesar do pouco tempo de dupla (mesmo durante a primeira formação), já estreiam no palco principal da Festa do Peão de Barretos 2022, que acontece em agosto.
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“A gente está feliz demais de estar podendo fazer parte dessa. Vai ser uma realização de um dos maiores sonhos de cantar nessas festas maravilhosas”, afirmou Netto, durante show de lançamento do evento, que aconteceu na noite desta quarta-feira (13), no Villa Country, em São Paulo.
“A ansiedade tá grande demais. Acho que o sonho de todo mundo é estar em Barretos. A gente está feliz demais e com certeza vai ser inesquecível”, completou Henrique, que ainda relembrou sua participação enquanto público do rodeio anos atrás.
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“Lembro que eu fui em Barretos quando Henrique e juliano nem estavam fazendo muito sucesso. O show deles começou 5h30, e tinha eu e mais, sei lá, oito pessoas assistindo o show deles. Lembro certinho, nunca esqueci disso. E esse ano, a gente vai estar naquele mesmo palco. Então é uma realização enorme.”
Dupla Netto e Henrique se apresenta neste sábado (4) na Divinaexpo
Netto e Henrique/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Joe Perry volta ao Brasil e fala de ‘solavancos’ do Aerosmith: ‘Tivemos subidas e descidas’


Guitarrista é atração principal de festival gratuito nesta sexta (15) em Porto Alegre e no domingo em SP. Ao g1, ele descreve como ‘meio intimidador’ o show solo em que ‘carrega todo o peso nos ombros’. Joe Perry toca no show do Aerosmith no São Paulo Trip em 2017
Celso Tavares/G1
Joe Perry já esteve no Brasil tocando com o Hollywood Vampires e com o Aerosmith para plateias enormes como no Rock in Rio, mas a volta ao país depois de cinco anos vai ser mais intimista.
O aclamado guitarrista é atração principal do Samsung Best of Blues & Rock com o Joe Perry Project, banda que criou nos anos 80 após uma ruptura com Steven Tayler. No fim, ele só queria seguir tocando e gravando músicas “sem se preocupar com mais nada”.
Os shows são gratuitos e vão acontecer em Porto Alegre nesta sexta (15), no Parque Farroupilha (Redenção), e em São Paulo no domingo (17), no Parque Ibirapuera.
Perry encontrou tempo entre um ensaio e outro para conversar com o g1 diretamente do estúdio em Boston, nos Estados Unidos.
“A vibe e a energia que temos aqui são muito soltas, é rock and roll de uma banda de garagem. Vamos levar isso para o palco, até porque essa é a única maneira que sei fazer”, diz.
Músicas que não são muito tocadas em shows do Aerosmith devem estar no repertório dos shows instrumentais, além de inéditas do novo álbum solo “Sweetzerland Manifesto MKII”, que deve sair ainda neste ano. Veja programação completa do evento aqui.
Na entrevista abaixo, Perry comenta a longa trajetória com o Aerosmith, o retorno aos palcos após muita jardinagem e meses em casa e a possibilidade de vir com Johnny Depp e o Hollywood Vampires ao Brasil.
Ele ainda diz que, por mais que seja músico há mais de 50 anos, é “meio intimidador” o show solo quando carrega a função de líder da banda sozinho.
g1 – Qual é a expectativa de voltar ao Brasil, ainda mais depois de tanto tempo sem shows e turnês por conta da pandemia?
Joe Perry – Foi realmente diferente ter ficado fora da estrada e não ter que fazer as malas todos os dias ou todas as semanas. Minha esposa e eu ficamos impressionados com o que é realmente gostar de dormir na mesma cama todas as noites, mas certamente senti falta de tocar. Poderia passar muito tempo no estúdio tocando, mas não há nada como tocar na frente de uma plateia.
Além disso, trazer o projeto Joe Perry de volta é como ir de um extremo ao outro, porque quando eu subo no palco com o Hollywood Vampires ou o Aerosmith há outros caras lá, então meio que pode se apoiar, mas dessa vez não, carrego todo o peso nos meus ombros. É meio intimidador, mas tem sido muito divertido trabalhar nas músicas, pensar o que o público quer ouvir. Mas enfim, tem sido ótimo, esperei muito por isso.
Steven Tyler e Joe Perry mostram entrosamento no show do Aerosmith no Rock in Rio 2017
Fábio Tito/G1
g1 – Você criou o Joe Perry Project nos anos 80 no momento em que rompeu com o Aerosmith. Qual era o seu desejo? O que você tinha em mente naquela época?
Joe Perry – Naquele ponto, havia muitas coisas acontecendo internamente com a banda. Trabalhamos tanto e por tantos anos, na estrada ou em álbuns. Eu tinha um monte de música que queria lançar, mas estava ficando cada vez mais difícil. Realmente só queria encontrar com outros caras apenas para tocar rock and roll e não se preocupar com mais nada.
E foi mais ou menos isso que fiz, com várias formações diferentes. Alguns dos caras ficaram comigo, alguns dos caras seguiram em frente. Até que chegou a hora de entrar em contato com Steven e nós dois decidimos que talvez o Aerosmith devesse voltar.
g1 – Das outras vezes que veio ao Brasil, você tocou milhares de pessoas como no Rock in Rio 2015 com o Hollywood Vampires ou em 2017 com o Aerosmith. Agora me parece que vai ser mais intimista, é isso mesmo?
Joe Perry – Definitivamente, estamos agora no nosso estúdio de ensaio durante um intervalo. A vibe e a energia que temos aqui são muito soltas, leves, é rock and roll de uma banda de garagem. Vamos trazer isso para o palco, até porque essa é a única maneira que sei fazer.
g1 – É interessante que você tem muito tempo na estrada e segue com projetos diferentes. Você gosta disso?
Joe Perry – Muito. Tocar com o Aerosmith é obviamente a melhor coisa, foi onde tudo realmente começou para mim, mas ser capaz de tocar com outros músicos e fazer discos solos diferentes com músicos diferentes é muito excitante.
Quando você a gente começa a tocar, acontecem algumas coisas que você não espera e eu muito raramente digo a alguém “é assim que você deve tocar”. Gosto de mostrar a música e pedir para eles mostrarem o que podem fazer.
Cada música fica diferente conforme a formação da banda, mas todos nós temos a mesma visão: queremos que o público vá e se divirta. Cada um na banda tem uma maneira diferente de fazer isso.
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g1 – Aliás, por falar em banda, essa nova formação está poderosa com Gary Cherone (Extreme, Van Halen), Buck Johnson (Hollywood Vampires), Chris Wyse (Ozzy Osbourne) e Jason Sutter (Cher).
Joe Perry – É muita sorte poder ter esses caras comigo. Felizmente, eles tinham algumas semanas disponíveis. Ainda estou pirando sobre tocar ao lado deles, algumas das músicas que escrevi soam como novas quando tocamos juntos.
g1 – É difícil dissociar a sua imagem de um Guitar Hero. Como você vê esse título?
Joe Perry – Eu não sei… Nos últimos dois anos e meio ou três, eu fui tudo menos um guitarrista. Cuidei muito do meu jardim, andei descalço a maior parte do tempo. Então o pensamento de colocar uma guitarra e ficar de pé… apenas tocar no estúdio é uma coisa, mas ficar na frente de um monte de fãs, às vezes eu tenho um pouco de dificuldade em relação a isso.
Nunca entrei muito nesse mundo [da música] por isso, entrei porque amo tocar rock and roll e vi as bandas fazendo isso e queria ter essa sensação também. O fato de que, ao longo de 50 anos, conseguimos fazer o que fizemos foi como a cereja do bolo, então é isso chegar lá e tocar para os fãs que estão por aí.
Alguns realmente vão conhecer alguns dos riffs que eu toco, outros talvez não tenham ouvido falar deles, mas espero que saíam do show pensando neles.
Joe Perry toca sua guitarra no show do Aerosmith no Rock in Rio 2017
Fábio Tito/G1
g1 – Dá um frio na barriga voltar à estrada?
Joe Perry – Não tanto, mas parece a primeira vez. Se você é que você pode imaginar isso, acredito que não, mas quero fazer o melhor que posso e estou realmente focado nisso. Estou muito animado e a banda está soando muito bem.
g1 – O Aerosmith vai voltar à estrada este ano em comemoração ao 50º aniversário da banda. Em um marco tão importante como esse, o que vem à sua mente?
Joe Perry – Ah, cara… É sempre mais do que eu posso entender. Pensando em todas as coisas que fizemos ao longo dos anos e em todas as diferentes gerações de fãs para quem tocamos e que ainda vão aos shows, é muito além de qualquer coisa que eu teria pensado, imaginado.
A cada álbum, a cada ano a gente ia mais longe e isso não era comum. A maioria das bandas se separou depois de dois ou três álbuns e estar nesse final e ainda tocando nossa música é muito empolgante.
g1 – Hoje, você parece ser um cara que chama mais atenção pela sua música, pelo seu talento do que pela sua vida pessoal, mas você é cercada por colegas de banda que estampam tablóides por conta da vida pessoal. Como é lidar com esse tipo de coisa? Isso te incomoda?
Joe Perry – Provavelmente, o maior ponto é que quando começamos, éramos tão jovens e idealistas. Ttínhamos uma visão de trabalhar juntos e tocar rock and roll, mas à medida que você vai crescendo, você tem família e filhos e… envelhece juntos. Então você meio que aprende a fazer isso ao longo dos anos.
Acho que é por isso que muitas bandas não ficam juntas, porque se descobre [essa dinâmica] ou não. Obviamente, tivemos nossos solavancos, subidas e descidas, mas ainda tínhamos aquela coisa que realmente sabíamos quando nós cinco estávamos juntos. Então você apenas se apega a isso e o resto você meio que vai exercitando.
Na vida pessoal, sou muito feliz por ter encontrado a parceira certa na vida. Ela é ótima, conseguiu criar quatro ótimos meninos na estrada. Foi assim fizemos, mas com certeza não parecia quando eu tinha 22 anos. Nunca pensei “Onde meus filhos vão para a escola quando estamos em turnê?”. Agora temos netos indo para a escola [Perry dá um risada ].
Johnny Depp e Joe Perry tocam com o Hollywood Vampires no Palco Mundo nesta quinta (24), quarto dia de Rock in Rio 2015
Alexandre Durão/G1
g1 – O que você pode dizer sobre os shows do Hollywood Vampires em 2023? Pretende voltar ao Brasil?
Joe Perry – Espero que sim. No momento, temos cerca de um mês e meio com shows [nos Estados Unidos]. Esperamos poder adicionar alguns shows, mas é tão difícil conseguir agendar todo mundo. É um exercício. Todo mundo tem outras coisas acontecendo.
g1 – Você tem 71 anos e uma longa carreira na música. Você sente a mesma energia do começo? Como é para você reativar o corpo a passar dias viajando e varando a madrugada tocando?
Joe Perry – Bem, eu tive um ou dois momentos aos 30 anos em que me peguei pensando: “como um homem adulto consegue viver essa vida?”. Sabe o que quero dizer? Estava com crianças pequenas e tal… mas meio que superei isso bem rápido porque amo ouvir rock and roll, então por que não?
Tudo meio que mudou e é como pisar em um novo terreno, mas eu ainda fico animado fazendo isso. Adoro quando a música fica alta e também adoro quando o público está se divertindo. É sobre isso, não tem o ano, idade ou nada disso.
Relembre show do Aerosmith no Rock in Rio 2017 no VÍDEO:
Aerosmith encerra o quarto dia de Rock in Rio no Palco Mundo

Fonte: G1 Entretenimento

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Tribunal da Califórnia ordena publicação de documentos do julgamento de estupro contra Roman Polanski


Cineasta foragido desde que foi considerado culpado em 1977 afirma que documentos provam falhas no processo. Roman Polanski em foto de maio de 2017, no Festival de Cinema de Cannes
Valery Hache/AFP
Um tribunal da Califórnia ordenou tornar públicos os documentos do julgamento de estupro contra Roman Polanski. De acordo com o cineasta foragido, eles provariam falhas em seu processo judicial.
Polanski foi considerado culpado em 1977 de ter drogado, embebedado e violentado Samantha Gailey, que tinha 13 anos na época.
A promotoria de Los Angeles informou em um comunicado que serão publicadas as transcrições do ex-procurador-geral Roger Gunson, que ficou a cargo do caso originalmente.
Desconhece-se quando os documentos serão publicados, informou a Promotoria, que comemorou o anúncio, feito dois dias depois da retirada da objeção a este pedido.
“Estamos satisfeitos de que o tribunal de apelações esteja de acordo com a vítima e com nosso gabinete a respeito da necessidade de transparência”, declarou em um comunicado o procurador-geral de Los Angeles, George Gascon.
O julgamento
Polanski foi solto da prisão, após pagar uma fiança de U$ 2.500. Condenado por estupro no dia 24 de março, declara-se inocente.
No início de agosto, para evitar um julgamento público, reconheceu ter tido relações ilegais com uma menor e, em troca, o juiz abandonou a acusação de estupro com fornecimento e consumo de drogas. Um acordo judicial foi alcançado com o consentimento da família.
Polanksi foi condenado a 90 dias de prisão. Uma perícia psiquiátrica concluiu que não existe perigo. Após 42 dias, ele é liberado por comportamento exemplar.
Às vésperas da audiência para homologar o acordo, o juiz mudou de ideia, porém, considerando que a sentença era insuficiente. Em 31 de janeiro de 1978, Polanski partiu com destino a Paris, e a Justiça americana lançou uma ordem de captura internacional.
O famoso diretor nunca voltou aos Estados Unidos desde então.
Polanski pediu a revelação das transcrições “há vários anos” para investigar “uma suposta má conduta judicial”, segundo a promotoria de Los Angeles.
No entanto, a revista “Hollywood Reporter” afirma que esta nova solicitação não veio de Polanski, mas de dois jornalistas.
Gailey perdoou publicamente o diretor em 1997, e disse que o tratamento que ele recebeu da imprensa e do sistema judicial foi pior que o próprio crime.
Ela também pediu que as transcrições sejam tornadas públicas.
“A vítima foi notificada da decisão da corte e está muito agradecida de ver que concordaram com nossa posição, assim como do apoio do gabinete do procurador-geral”, disse o promotor, segundo quem Polanski deve se submeter à justiça nos Estados Unidos.
O diretor de sucessos como “O bebê de Rosemary” (1968) nega as acusações, que prescreveram devido ao tempo transcorrido.
Polanski, de 88 anos, foi acusado por outras mulheres de tê-las agredido sexualmente.

Fonte: G1 Entretenimento

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Produtor-executivo de ‘Scrubs’ é preso nos EUA sob suspeita de estupros em série


Polícia afirma que Eric Weinberg atraía vítimas para sua casa com promessa de sessão de fotos, entre 2012 e 2019. Eric Weinberg em foto da polícia
Departamento de Polícia de Los Angeles
O produtor americano Eric Weinberg, conhecido como um dos produtores-executivos de séries como “Scrubs” e “Californication”, foi preso nesta quinta-feira (14) como suspeito de realizar diversos estupros entre os anos de 2012 e 2019.
De acordo com o site Deadline, a polícia de Los Angeles afirma que Weinberg escolhia mulheres com idades entre 20 e 30 anos em locais públicos. Ele então estuprava as que conseguia atrair para sua casa com a promessa de uma sessão de fotos.
A polícia diz também acreditar que o produtor comete os crimes desde o começo dos anos 1990, e por isso incentiva “vítimas desconhecidas” e outras testemunhas a entrarem em contato.
Weinberg foi preso em sua casa em Los Angeles e está preso com fiança estabelecida em US$ 3,2 milhões.

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda Titãs honra o passado roqueiro ao mostrar ‘Caos’ de Rita Lee e Roberto de Carvalho


Beto Lee também assina o rock apresentado como primeiro single do álbum de músicas inéditas com que o grupo festeja 40 anos de vida. Capa do single ‘Caos’, da banda Titãs
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Resenha de single
Título: Caos
Artista: Titãs
Composição: Rita Lee, Roberto de Carvalho e Beto Lee
Edição: Midas Music
Cotação: ★ ★ ★ ½
♪ Single apresentado pelos Titãs na noite desta quinta-feira, 14 de julho, como primeira amostra do álbum de músicas inéditas que a banda paulistana lançará no segundo semestre para festejar 40 anos de existência, Caos tem caráter instantaneamente histórico.
É que se trata de rock composto por Rita Lee e Roberto de Carvalho – com a adesão de Beto Lee, filho do casal, na parceria – e fornecido para o grupo, atualmente reduzido a um trio formado por Branco Mello (baixo), Sergio Britto (voz) e Tony Belotto (guitarra) com o reforço de dois músicos agregados à banda, o já mencionado Beto Lee (também na guitarra) e Mario Fabre (na bateria).
Traduzindo: Caos promove a conexão da primeira dama do rock brasileiro e de Roberto de Carvalho – parceiro fundamental na arquitetura do cancioneiro e da discografia de Rita Lee a partir de 1979 – com banda emblemática da geração pop revelada e projetada ao longo dos anos 1980.
Com lema anarquista (“Hay gobierno soy contra!”) no refrão em castelhano, mas cuspindo fogo contra os políticos no resto da letra escrita em bom português, Caos é rock que se identifica com o espírito contestatório do repertório punk dos álbuns Cabeça dinossauro (1986) e Jesus não tem dentes no país dos benguelas (1987) sem a virulência de outrora.
Contudo, os Titãs honram o passado roqueiro na gravação arranjada pelo trio e feita no estúdio Midas, na cidade de São Paulo (SP), com produção musical assinada por Rick Bonadio – diretor artístico do vindouro álbum do trio – e Sergio Fouad, ambos também responsáveis pela engenharia de som e pela mixagem do single.
Caos é rock sem um toque real de originalidade, mas tampouco é o pop plastificado feito muitas vezes por bandas regidas sob a batuta mercadológica de Bonadio.
O single Caos deixa uma boa primeira impressão sobre o próximo álbum dos Titãs. Tomara que o disco faça valer essa impressão inicial…
Trio Titãs assina o arranjo do rock ‘Caos’
Tony Santos / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Roberto Carlos se irrita em show no Rio e manda fã calar a boca; veja vídeo


Assessor de Roberto Carlos diz que o cantor ficou totalmente desconcentrado após fãs se aglomerarem na frente do palco antes da hora e que ele não estava conseguindo cantar. Roberto Carlos se irrita e manda fã calar a boca (Vídeo: Reprodução / Redes Sociais)
Roberto Carlos se irritou durante um show na quarta-feira (13) no Qualistage, no Rio de Janeiro, e mandou um fã calar a boca. Veja o vídeo acima.
O assessor de imprensa do cantor diz que ele ficou “totalmente desconcentrado” após dezenas de fãs saírem das suas cadeiras e se juntarem abaixo do palco, gritando enquanto ele cantava.
“Você vê que tem um falatório, um cara fala alguma coisa, e ele tentando cantar, mas ele não consegue, está atrapalhando ele”, disse o assessor.
Segundo o assessor, o problema começou quando o cantor adicionou uma música ao repertório que vinha cantando nos shows anteriores, “Cavalgada”.
A música foi incluída antes de “Como é grande o meu amor por você”, que geralmente é a penúltima canção do show, em que os fãs costumam levantar e ir para a beira do palco.
“Essa é uma música mais suave. Ele falou: ‘Já que vocês vieram antes da hora, façam silêncio.’ Foi o mesmo que nada, continuaram gritando”, diz o assessor. O cantor continuou irritado até a música seguinte, quando mandou o fã calar a boca.
“Por ele ser perfeccionista, preparou com muito carinho aquele número. Aí quando viu que não ia conseguir entregar do jeito que idealizou, ficou um pouco triste”, diz o assessor.
O cantor também se apresentou no Qualistage no dia 9 de julho. Este show aconteceu sem incidentes, “na paz”, diz Mauro Ferreira, colunista do g1, que escreveu sobre a apresentação – leia.
Roberto Carlos se irrita e manda fã calar a boca
Reprodução / Redes Sociais

Fonte: G1 Entretenimento

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Cantora baiana Rachel Reis põe Céu no esquema de álbum autoral previsto para setembro


Rachel Reis lança o primeiro álbum, ‘Meu esquema’, em setembro
Flora Negri / Divulgação
♪ Rachel Reis se prepara para lançar o primeiro álbum em setembro, dois anos após o primeiro single e um ano após despontar com Encosta (2021), EP gravado e assinado pela artista baiana com Cuper e Zamba.
Intitulado Meu esquema, o álbum traz a cantora Céu em Brasa, uma das onze músicas do repertório inédito e inteiramente autoral do disco. Parceiros no EP do ano passado, Cuper e Zamba integram o time de produtores musicais do álbum Meu esquema ao lado de Barro e de Guilherme Assis.
Consolação e Lovezinho – faixa escolhida para anunciar o álbum em single programado para a noite desta quinta-feira, 14 de julho – são músicas que figuram em Meu esquema. O repertório autoral foi formatado pelos produtores com diversidade rítmica, transitando por afrobeat, arrocha, ijexá, MPB e pop.
Capa do single ‘Lovezinho’, de Rachel Reis
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Baterista Mario Gaiotto situa Sampa como babel de ritmos brasileiros no álbum ‘Cosmopaulista’


♪ Batuque de umbigada, choro, maracatu, maxixe e pagode de viola nunca foram gêneros musicais associados imediatamente à cidade de São Paulo (SP). Mas também são ouvidos na maior metrópole do Brasil e, por isso, ditam os ritmos de algumas das dez músicas autorais que compõem o repertório de Cosmopaulista, álbum instrumental que o baterista Mario Gaiotto lançará em 7 de agosto.
A ideia do músico e compositor paulista – nascido em Tietê (SP) em 1979 – é situar e realçar Sampa como uma babel de ritmos brasileiros e de outras partes do mundo, já que, desde o século XX, a cidade também concentra grande número de imigrantes vindos sobretudo da Europa e do Japão.
Originário de live gravada em estúdio paulistano em 2020 para ser apresentada nas redes sociais do artista, o álbum Cosmopaulista junta Mario Gaiotto com os músicos Daniel Grajew (ao piano) e Sidiel Vieira (no contrabaixo).
Todos os dez temas do disco – Armeniam jazzy metal, Enquanto você dormia, Going to Maghreb, Jerusalem, Maracapiba, Ouro Preto, Seventy times seven, Raining, Tempura de maxixe e Tambu e viola – foram compostos e arranjados por Gaiotto, com exceção de Enquanto você dormia, faixa arranjada por Rodrigo Bragança. Já Maracapiba foi formatada por Gaiotto com a adesão do parceiro Lucas Vargas.
Capa do álbum ‘Cosmopaulista’, do baterista Mario Gaiotto
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Gabriel Leone entra para elenco de ‘Ferrari’, do diretor Michael Mann, diz site


Ator brasileiro vai interpretar o piloto espanhol Alfonso De Portago em filme sobre magnata Enzo Ferrari, de acordo com o site Deadline. Gabriel Leone no Rock in Rio 2019
Leo Franco / AgNews
O ator brasileiro Gabriel Leone (“Eduardo e Mônica”) foi escalado para o elenco de “Ferrari”, novo filme do diretor Michael Mann (“Fogo contra fogo”), de acordo com o site especializado Deadline.
Na produção, ele vai interpretar o piloto espanhol Alfonso De Portago, um dos principais nomes da empresa automobilística nos anos 1950.
Estrelado por Adam Driver (“Casa Gucci”), o filme vai contar a história do magnata italiano Enzo Ferrari no verão de 1957, enquanto o o antigo piloto tenta salvar sua empresa da falência com uma vitória na corrida de mil milhas Mille Miglia.
O elenco ainda tem as atrizes Penélope Cruz (“Mães paralelas”) e Shailene Woodley (“Big little lies”) como mulheres da vida de Enzo.

Fonte: G1 Entretenimento