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Chico Xavier: o médium filho de analfabetos que vendeu 50 milhões de livros


Chico Xavier costumava dizer que os livros não pertenciam a ele. Que ele não havia escrito nada, mas que eram obras dos espíritos. Chico em entrevista para o programa Pinga-Fogo, da extinta TV Tupi, em 1971
Arquivo CB/DA Press via BBC
Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier (1910-2002), costumava dizer que iria “desencarnar” em um dia de festa para o Brasil, para que sua morte não fosse lembrada com tristeza.
Para os céticos, uma coincidência; para os que acreditam, mais uma prova das capacidades do médium — Xavier morreu exatamente há 20 anos, no mesmo domingo em que o Brasil venceu a Alemanha na final da Copa do Mundo e conquistou o sonhado pentacampeonato.
Ele tinha 92 anos e era uma personalidade amplamente conhecida no país. O filho de um vendedor de bilhetes de loteria e de uma lavadeira, ambos analfabetos, havia se tornado o maior médium brasileiro, tendo escrito mais de 10 mil cartas psicografadas e se consolidado como dono de uma obra de mais de 450 livros — cuja autoria sempre foi atribuída a espíritos. No total, vendeu cerca de 50 milhões de exemplares.
Nascido em Pedro Leopoldo, pequeno município na região metropolitana de Belo Horizonte, Xavier alcançou a notoriedade com a publicação de seu primeiro livro — embora fenômenos mediúnicos já fizessem parte de sua vida desde a tenra idade.
Em 1932, quando ele ganhava a vida como vendedor e tecelão e costumava publicar poesias em jornais — sempre atribuindo os textos a autores mortos —, ele lançou a antologia Parnaso de Além-Túmulo, uma coletânea de 60 poemas, assinados por nove poetas brasileiros, quatro portugueses e um anônimo.
A edição ficou por conta da Federação Espírita Brasileira. E o livro alcançou repercussão no meio literário. “Ele tinha pouco mais de 20 anos e era um matuto, um menino do interior de Minas Gerais, filho de pais analfabetos, que colocava no papel poemas assinados por nomes como Castro Alves, Augusto dos Anjos… E afirmava: ‘foram eles que escreveram, não fui eu'”, conta o jornalista e escritor Marcel Souto Maior, autor de, entre outros, “As Lições de Chico Xavier” e “As Vidas de Chico Xavier”.
“Era uma época em que ele, que já havia trabalhado numa fábrica de tecidos, trabalhava 12 horas seguidas por dia como vendedor no armazém de um tio. Tinha pouco tempo para leitura e para exercícios de escrita”, comenta Souto Maior. “O livro foi publicado e provocou uma grande comoção, atraindo a curiosidade dos principais escritores da Academia Brasileira de Letras.”
Segundo o biógrafo, “95% dos escritores ficaram impressionados com a qualidade e a versatilidade da escrita”, sendo que alguns comparavam com textos escritos em vida pelos autores ali citados e encontravam muitas semelhanças no estilo, na métrica e na temática.
“Foi um impacto muito forte. E isso levou jornalistas a Pedro Leopoldo, alguns interessados em desvendar aquele enigma, outros querendo ‘desmascarar aquela fraude'”, prossegue Souto Maior. “Houve um impacto positivo e também um impacto negativo na repercussão.”
Tal dicotomia perseguiu Xavier por toda a vida. “De um lado, admiradores; de outro, profunda desconfiança”, comenta o jornalista. “Mas neste início dele, vejo algo forte e interessante. Ele foi se tornando uma figura conhecida. E polêmica.”
E se ele sempre manteve a simplicidade no seu dia a dia — três anos depois, assumiu um posto de escrevente-datilógrafo em uma fazenda modelo ligada ao Ministério da Agricultura —, a escrita passou ser parte indissociável de seu dia a dia como médium.
De certa forma, foi essa obra literária mediúnica que atraiu Souto Maior ao universo de Xavier. Ele se recorda que, nos anos 1990, era então subeditor de Cultura do Jornal do Brasil quando ficou curioso para ver uma peça de cunho espírita que estava arrebatando as bilheterias no Rio de Janeiro. Era “Nosso Lar”, baseada no best-seller homônimo psicografado por Xavier.
“Recordo-me até hoje do que escrevi depois, no jornal, sobre a experiência, aquele universo em que o centro era Chico Xavier. Coloquei no papel que ele havia então escrito mais de 400 livros, vendido mais de 30 milhões de exemplares e doado toda a renda dos direitos autorais a instituições beneficentes”, relata o jornalista.
Xavier costumava dizer que os livros não pertenciam a ele. Que ele não havia escrito nada, mas que eram obras dos espíritos. “Aquilo para mim era muito intrigante. Por isso decidi ir até Uberaba, apesar de muito cético, muito descrente”, diz.
Era em um centro espírita na cidade do Triângulo Mineiro que o médium então exercia suas atividades.
O símbolo do espiritismo brasileiro
Esse fascínio e todo o carisma de Xavier fizeram dele o maior nome do espiritismo kardecista brasileiro. E também foi o que trouxe muitos adeptos para a doutrina fundada na França no século 19.
“Chico Xavier não foi só o grande médium, mas todo o espiritismo brasileiro ganhou uma feição diversa depois de sua aparição. Ele não é apenas um médium carismático, é antes de tudo um modelo de espírita exemplar, que é também um modelo de santo cristão exemplar a ser seguido e imitado em sua caridade, humildade e renúncia, não por acaso temas do catolicismo”, contextualiza o filósofo e antropólogo Bernardo Lewgoy, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e autor do livro “O Grande Mediador: Chico Xavier e a Cultura Brasileira”.
“Ele nacionalizou o espiritismo kardecista francês, criando uma escatologia nacional própria nos anos 30 e 40. Por outro lado, aproximou o antigo Kardecismo elitista das pessoas mais simples, valorizou as mulheres como personagens ativas nos centros espíritas e na prática familiar do espiritismo”, complementa.
O antropólogo avalia que Xavier consagrou-se “como uma espécie de ‘santo informal’ do espiritismo”. “Os livros e as mensagens de Emmanuel e André Luiz [os dois principais nomes a quem ele atribuiu a autoria de seus textos psicografados] são presença e leitura obrigatória em centros espíritas brasileiros”, comenta.
Um dos temas centrais do livro O Grande Mediador é como Xavier conseguiu popularizar o espiritismo em um país de raízes fortemente católicas como o Brasil. “O espiritismo chegou ao Brasil no século 19, quando o catolicismo era religião oficial do Império”, pontua Lewgoy.
“Mas o catolicismo nunca foi homogêneo: sempre houve devoções populares e misturas sincréticas com outras religiosidades de origem indígena e africana. A crença em espíritos que sobrevivem após a morte do corpo e que retornam periodicamente parece ser uma moeda comum dessa espiritualidade difusa abrigada no grande manto católico-popular”, avalia o pesquisador.
“O espiritismo é uma religião urbana de classes médias inseridas no crescimento de profissões típicas dessa classe, como médicos, militares e professores. O apelo da experiência mediúnica com uma base cultural europeia, pela questão do capital cultural envolvido, de que eram ávidos em sua busca por legitimidade, numa época de difusão do positivismo e do evolucionismo é fator de muito importância para esse segmento, associando-se a contatos com parentes falecidos e práticas de caridade e de cura.”
Na visão do antropólogo, estabeleceu-se então “um longo e invisível diálogo sincrético, misturado a uma forte competição” entre espiritismo e catolicismo. Este foi o caminho encontrado por Xavier, um homem hábil em costurar “uma agenda nacional cristã-espírita, com influência do catolicismo popular”.
“Seu discurso era fundamentalmente cristão. E ele sempre fazia questão de dizer que a Igreja Católica era o berço de todos nós”, ressalta o jornalista Souto Maior.
Biografia do médium
A mãe de Xavier era católica e morreu quando o garoto tinha apenas 5 anos. Segundo alguns biógrafos, um ano antes ele já relatava ouvir vozes do além. Quando se tornou órfão, passou a “ter diálogos” diários com o que seria o espírito da mãe.
Diante da estranheza dos familiares — ele acabou sendo criado por uma madrinha retratada como mulher violenta, que o castigava e açoitava —, seu conselheiro na infância foi um padre da cidade natal.
“Ele foi fundamental para que Chico Xavier não fosse internado pelo pai como um louco quando começou a ouvir vozes e ter visões”, conta Souto Maior. “O padre dizia para ele ter cuidado com que falava, não contar tudo o que vivia… Por isso ele sempre teve um profundo respeito e gratidão pelo catolicismo.”
Foi só aos 17 anos que Xavier teve contato com a doutrina espírita kardecista — e assim colocar o que vivenciava dentro dos métodos de uma doutrina.
Mas se os livros ajudaram a sistematizar o legado de Xavier, foram suas aparições na TV que renderam fama nacional. É considerada um marco sua participação, ao vivo, no programa Pinga-Fogo da TV Tupi, em julho de 1971.
Ele acabou repetindo a participação no fim do mesmo ano e o sucesso foi tamanho que, segundo a metodologia da época, 86% dos televisores estavam sintonizados no programa.
Na década de 1980, o dinheiro arrecadado por meio de suas obras já havia sido suficiente para fundar ou auxiliar 2 mil entidades de caridade em todo o país. Para a doutrina espírita, a caridade é um princípio fundamental. Na época houve uma campanha para que ele fosse indicado ao Prêmio Nobel da Paz. “A mobilização rendeu 2 milhões de assinaturas”, afirma o biógrafo Souto Maior.
Segundo o último censo, de 2010, são 3,8 milhões de praticantes do espiritismo kardecista no Brasil. Como bem define o antropólogo Lewgoy, trata-se de “uma minoria religiosa de muito prestígio” e isso se traduz no sem-número de filmes, telenovelas e outros materiais midiáticos que retratam o assunto.
“O cristianismo evangélico tem uma clientela muito distinta dos espíritas, que são de classes médias urbanas, de maior educação formal e renda”, compara o professor.
Por outro lado, é importante pontuar que o kardecismo, no Brasil, acabou assumindo para si o título de “espiritismo”, como se não houvesse também no país outras religiões espíritas, de matriz africana e indígena.
“Creio que sempre houve esse diálogo [do kardecismo com outras religiões] embora marcado por condescendência e atitude de superioridade moral dos espíritas em relação aos afros”, comenta Lewgoy. “A disputa em torno da ‘propriedade’ e legitimidade do uso do termo ‘espírita’ e a crítica às manifestações de entidades de umbanda e candomblé em centros kardecistas são indícios de tensões de longa duração nessa relação com afros.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Bichos na Escuta #58: Malcom Salsicha, o cão artista


Eleito ‘Pet do Ano’ por plataformas digitais, o dachshund Malcom Salsicha conquistou a internet com grandes atuações e talento para o rap. Neste episódio, Gustavo Ramos, tutor de Malcom, explica para Giuliana Girardi de onde vem esse sucesso. Ele tem 4 anos, pesa 9 quilos e é metido a investigador particular. Tem o mesmo nome que um dos maiores defensores dos direitos humanos dos Estados Unidos, Malcolm X. Em 2021, ganhou um prêmio que é tipo o Oscar dos pets, que reúne os melhores profissionais e empresas do mercado digital do Brasil. Por trás desse dachshund (o popular “salsicha”) que conquistou a internet, existe um humano de talento, o Gustavo Ramos. Neste episódio, ele conta para Giuliana Girardi de onde vem o sucesso de Malcom Salsicha.
Malcom Salsicha e o irmão Luther com o tutor Gustavo Ramos.
Reprodução/ Redes Sociais
Nosso público queria muito ver a gente levando esse prêmio porque eles percebem que as histórias são verdadeiras, que são criativas. A criatividade é sempre algo que enfatizam muito na gente”
Malcom é irmão de Luther, outro dachshund, e também dos “Gatos Gângsteres” Ozzy e Eddie II. Juntos, eles vivem grandes aventuras nas redes sociais com o personagem do detetive particular estrelado por Malcom.
Malcom Salsicha e os irmãos são um sucesso na internet.
Reprodução/ Redes Sociais
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O podcast ‘Bichos Na Escuta’ está disponível no g1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o ‘Bichos na Escuta’ na sua plataforma preferida. Toda quinta-feira tem episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Minions 2: A Origem de Gru’ conta com bom humor e diverte mais que o original; g1 já viu


Segundo derivado da franquia ‘Meu Malvado Favorito’ se destaca com boa animação de personagens e trilha de canções impecável. Leandro Hassum volta a dublar o protagonista. “Minions 2: A Origem de Gru”, retoma a história de onde parou a primeira aventura, lançada em 2015, e mostra mais do período da infância do super vilão de “Meu malvado favorito” (2010) junto de seus assistentes.
A continuação, que estreia nesta quinta-feira (30), é bem mais divertida e mais agradável para crianças e adultos que o antecessor.
Ambientada em 1976, a trama mostra Gru (novamente dublado por Leandro Hassum) com 12 anos, mas já disposto a ser um grande nome no mundo da vilania. Tanto que, com a ajuda dos minions que adotou, constrói seu primeiro laboratório secreto e aparelhos para realizar seus golpes.
Assista ao trailer do filme “Minions 2: A Origem de Gru”
Isso acaba atraindo a atenção do Sexteto Sinistro (não confundir com o grupo de inimigos do Homem-Aranha nos quadrinhos), que o chama para uma entrevista para ocupar a vaga do ex-líder da gangue, o veterano Willy Kobra. Mas Gru vira um alvo para os vilões depois de roubar um amuleto valioso – e chega até a ser sequestrado por um deles.
Preocupados, os minions Kevin, Stuart, Bob e Otto decidem resgatá-lo e, no caminho, passam por várias situações e aprendizados que podem ajudá-los a salvar seu mini-chefe e fortalecer os laços entre eles.
Os ajudantes de Gru resolvem aprender artes marciais em “Minions 2: A Origem de Gru”
Divulgação
Sem sorrisos amarelos
Um dos destaques de “Minions 2” é que o roteiro é bem melhor construído para fazer rir em relação ao anterior. As piadas são mais eficientes, o desenvolvimento da história é mais agradável e o filme fica ainda mais delicioso, graças a diversos elementos que os fãs da franquia vão reconhecer.
Além disso, o longa conta com diversas referências a filmes da época, como “Tubarão”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” e, em especial, às produções de kung-fu estreladas por Bruce Lee. Mas também não esquece de outros mais contemporâneos, como os da franquia “Shrek” ou “Matrix”, o que rende boas gargalhadas.
O Sexteto Sinistro encara os ajudantes de Gru numa cena de “Minions 2: A Origem de Gru”
Divulgação
A trilha de canções, recheadas de sucessos das discotecas e do rock, como Rolling Stones e Ramones, também ajuda a dar mais ritmo ao filme. O que prova que seus realizadores sabem selecionar bem suas músicas – um dos pontos altos do antecessor.
Já a trilha sonora orquestrada volta a ser assinada pelo brasileiro Heitor Pereira, que trabalhou nos filmes anteriores, sempre com bastante competência.
Outro ponto forte está na animação bastante ágil, principalmente nas cenas de ação, que devem empolgar o espectador. Além disso, vale mencionar o criativo design dos vilões que compõem o Sexteto Sinistro, como a líder Donna Disco, que aparece com um visual de fã das discotecas do final dos anos 70; a Irmã Chaco, que é uma fera nos bastões nun-chuck, embora apareça com uma roupa de freira; ou Svengeance, um criminoso que usa patins afiados contra seus adversários.
Gru e seus amigos entram em ação em “Minions 2: A Origem de Gru”
Divulgação
O único porém é que o filme mais parece “Meu Malvado Favorito 4” do que “Minions 2”, porque boa parte da história é bastante centrada em Gru e sua jornada para se tornar um vilão (ainda que de bom coração).
Enquanto isso, os minions aparecem menos do que deveriam. Eles têm sua importância na trama, mas bem menos do que foi visto no outro filme estrelado pelos assistentes atrapalhados. Mesmo assim, quem não se incomodar com esse detalhe não terá dificuldades em se divertir.
À frente do bom elenco de dubladores, Leandro Hassum volta a se mostrar confortável em fazer a voz de Gru, agora um pouco mais jovial por causa da pouca idade do personagem. Na versão original, ele continua sendo dublado com Steve Carrell.
Willy Kobra (no centro) é o líder do Sexteto Sinistro em “Minions 2: A Origem de Gru”
Divulgação
A continuação também conta com as vozes (em inglês) de astros como Alan Arkin, Taraji P. Henson, Michelle Yeoh, Dolph Lundrgen, e até Jean Claude Van Damme. Pierre Coffin, co-diretor de “Minions” e de todos os filmes anteriores de “Meu Malvado Favorito” segue fazendo as vozes de todos os Minions com seu estranho linguajar que engloba vários idiomas.
“Minions 2: A origem de Gru” (que conta com uma cena extra durante os créditos) demorou dois anos e meio para ser lançado desde a sua primeira divulgação por causa de diversos fatores, inclusive a pandemia. Mas valeu a pena esperar para ver essa divertida animação cheia de nonsense chegar aos cinemas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda Alumã extrai ‘Ouro negro’ do interior da Bahia, na batida do rock, em EP autoral


♪ No mapa da música brasileira, o interior da Bahia é identificado no imaginário nacional como terra de ritmos massivos como o arrocha e a pisadinha.
Caminhando na contramão do mercado da música, a banda Alumã – formada em 2018 na interiorana cidade baiana de Catu (BA) – extrai o rock da terra natal em Ouro negro – Volume 1, EP que desembarca nos aplicativos de música no sábado, 2 de julho, pelo selo Praia dos Artistas, com capa assinada pelo designer Gabriel Santos.
Originalmente um duo formado por Sinho NotNames (voz, guitarra e composições) com a baterista Sterr, mas desde 2019 um power trio com a entrada do baixista Cadinho Almeida, o grupo Alumã versa sobre resistência e identidade negra, na batida do rock, nas três músicas inéditas gravadas entre o Estúdio T e o estúdio da produtora Praia dos Artistas com produção musical do guitarrista Martin Mendonça.
O EP Ouro negro apresenta as músicas inéditas Obscuro, Sacrifício e Força pra seguir, todas de autoria de Sinho NotNames, agitador cultural da cena pop roqueira baiana.
A banda Alumã foi batizada com o nome de planta típica do nordeste do Brasil, trazida pelos escravos do período colonial e usada para fins medicinais e religiosos nas religiões de matriz africana.
Capa do EP ‘Ouro negro – Volume 1’, da banda Alumã
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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João Gordo revela que tem doença pulmonar crônica


Cantor e apresentador explicou foto com máscara de inalação e oxímetro que preocupou seguidores: ‘eu não estou morrendo, cara. Mas, se eu ficar marcando, eu posso morrer.’ João Gordo curtindo o Lollapalooza em 2018
Celso Tavares/G1
O cantor e apresentador João Gordo revelou nesta quarta-feira (29) que tem doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, ele explicou uma foto na qual aparecia com uma máscara de inalação e um oxímetro no dedo, que preocupou os seguidores.
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“Eu não estou morrendo, cara. Mas, se eu ficar marcando, eu posso morrer. Eu tenho um problema do pulmão. Eu sou DPOC, que é doença pulmonar obstrutiva crônica”, afirmou.
“Quando muda o tempo, inverno, eu fico cheio de catarro e não consigo dormir. Eu tenho que ficar fazendo inalação e medindo com o oxímetro no dedo toda hora.”
João Gordo mostra máscara de inalação e oxímetro usados no tratamento da DPOC
Reprodução/Instagram/jgordo
O que é DPOC
Pessoas com DPOC têm muita dificuldade de respirar, principal sintoma da doença. “No início, a falta de ar é apenas para atividades físicas. Em fases avançadas, a falta de ar aparece mesmo quando a pessoa está em repouso.”
Cansaço, tosse e catarro também são frequentes nesses pacientes, segundo o pneumologista da Faculdade de Medicina do ABC, Franco Martins.
Os grupos mais afetados por DPOC são idosos, fumantes e ex-tabagistas. “A enfermidade também é mais comum em homens com mais de 40 anos”, aponta o professor.
Em casos menos frequentes, pessoas que expostas por muito tempo a fumaça de fogão à lenha também costumam desenvolver a DPOC.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rionegro & Solimões unem forças e vozes com Henrique & Juliano na moda ‘Saudade atemporal’


♪ Rionegro & Solimões tentam pegar o bonde sertanejo em single gravado com Henrique & Juliano, dupla surgida no Tocantins que se formou em 2008 e ascendeu no universo sertanejo ao longo dos anos 2010.
O encontro de Rionegro & Solimões – veterana dupla mineira, representante do som sertanejo da década de 1990 – com Henrique & Juliano acontece em Saudade atemporal, single que aporta nos aplicativos de música às 21h de quinta-feira, 30 de junho.
Caracterizada como moda, Saudade atemporal é composição inédita de autoria creditada a Diego Silveira, Kito, Rafael Borges, Elcio de Carvalho, Junior Pepato e ao próprio Rionegro.

Fonte: G1 Entretenimento

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Marido de Britney Spears reflete sobre seu casamento: ‘Um conto de fadas’


Sam Asghari deu sua primeira entrevista após seu casamento recente com a estrela do pop americano. Britney Spears e Sam Asghari na premiere de ‘Era uma Vez em… Hollywood’, em julho de 2019, em Los Angeles
Reuters/Mario Anzuoni/File Photo
Sam Asghari, marido de Britney Spears, deu sua primeira entrevista após seu casamento recente com a estrela do pop americano. “Tem sido um conto de fadas”, disse em um programa matinal de televisão nesta quarta-feira (29).
“É surreal”, afirmou o personal trainer de 28 anos em entrevista ao programa “Good Morning America”, do canal ABC. “Imaginamos que seria um conto de fadas, e foi”, afirmou Asghari, que está iniciando sua carreira de ator.
Asghari acrescentou que a cantora pop “é sensacional” e “está ótima”. “É minha esposa”, enfatizou.
Spears, de 40 anos, se casou com Asghari em 9 de junho em uma cerimonia íntima em sua casa em Los Angeles, com somente pessoas próximas presentes.
“Tivemos apenas umas 50, 70 pessoas” no casamento, apontou Asghari. “Queríamos celebrar com nossas pessoas amadas e os mais próximos. Queríamos apenas comemorar e foi isso que fizemos”.
O treinador falou também sobre sua participação no filme de ação “Hot Seat”, protagonizado por Mel Gibson, e sobre suas expectativas na indústria do entretenimento.
“Não prestaram atenção em mim até que minha esposa me deu essa plataforma incrível para trabalhar”, reconheceu Asghari, que já havia feito participações em videoclipes e séries de televisão.
“Agradeço isso sempre, mas não vamos esquecer que tenho trabalhado duro e que já estava atuando”, enfatizou.
Asghari e Spears se conheceram em 2016 quando trabalharam no clipe de “Slumber Party”, colaboração de Britney com a cantora Tinashe. Os dois ficaram noivos no ano passado.

Fonte: G1 Entretenimento

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DJ Zullu agrega Pocah, Lexa, MC Danny e Valesca Popozuda no EP ‘Pra elas’


♪ Das cinco músicas inéditas que compõem o repertório de Pra elas, EP que DJ Zullu lançará em 29 de julho, quatro foram gravadas pelo artista fluminense com cantoras associadas ao funk – assim como este cantor, compositor e produtor musical nascido há 22 anos em Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense, com o nome de Ruan de Oliveira Ferreira.
Neste disco, Zullu agrega Pocah(com o DJ na foto de Hugo Mesquita), Lexa, Valesca Popozuda e MC Danny. Pocah é a convidada do artista em Movimenta, primeiro single do EP Pra elas. Também gravado com MC GW, o single Movimenta entrará em rotação na sexta-feira, 1º de julho.
Uma semana depois, em 8 de julho, Zullu apresentará o single Mozão, gravado com Lexa. O single Amizade colorida virá na sequência, em 15 de julho, juntando o DJ com Valesca Popozuda.
MC Danny é a convidada de Sextou, single programado para 22 de julho. Por fim, em 29 de julho, Zullu mostrará a música-título do EP, Pra elas, primeira composição de autoria creditada somente ao artista.

Fonte: G1 Entretenimento

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R. Kelly é sentenciado a 30 anos de prisão por crimes sexuais


Cantor era acusado de comandar um esquema ilegal envolvendo empresários, seguranças e outras pessoas que recrutavam mulheres e meninas para ele fazer sexo e produzir pornografia. Imagem de 6 de junho de 2019 mostra R. Kelly chegando a tribunal de Chicago
E. Jason Wambsgans/Chicago Tribune via AP/Arquivo
O cantor R. Kelly foi sentenciado nesta quarta-feira (29) a 30 anos de prisão por chefiar durante décadas uma rede de exploração sexual de mulheres e adolescentes.
A juíza Ann Donnelly proferiu a sentença em uma corte federal de Nova York, nos Estados Unidos, quase um ano depois de Kelly, de 55 anos, ter sido condenado por um júri no estado. Ele respondia a acusações de extorsão e uma série de outros crimes.
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Ainda na sessão desta quarta, foram ouvidos os depoimentos de diversos acusadores, que detalharam as maneiras como foram vítimas do cantor.
Kelly, que já foi um dos mais populares do R&B nos Estados Unidos pode receber mais décadas à sua sentença, caso seja condenado em outro julgamento federal em Chicago por pornografia infantil e obstrução, previsto para o dia 15 de agosto.
Ele ainda enfrenta acusações estaduais em Illinois e Minnesota.
Ele já tinha evitado uma condenação em 2008, quando foi considerado inocente de 14 crimes em julgamento sobre pornografia infantil.
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Elizabeth Williams/AP Photo
Nascido Robert Sylvester Kelly, o cantor enfrentava uma acusação de crime organizado e oito violações da Lei Mann, que proíbe o transporte de pessoas através dos limites estaduais para fazer sexo. Ele negava todas as acusações.
Procuradores federais acusavam o cantor de comandar um séquito de empresários, seguranças e outros que recrutavam mulheres e meninas para ele fazer sexo e abusar, além de produzir pornografia, inclusive infantil.
R. Kelly chega em audiência para responder sobre acusações de abuso sexual em Chicago, em maio de 2019
Nuccio Dinuzzo/Getty Images North America/AFP
Entre as acusações pela qual foi condenado, estavam a de que Kelly subornou um funcionário do governo que deu a permissão para que ele se casasse com a cantora Aaliyah (1979-2001) em 1994, quando ela tinha apenas 15 anos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Zeca Pagodinho testa positivo para Covid pela segunda vez


Segundo a assessoria de imprensa do cantor, ele está com sintomas gripais leves. Zeca Pagodinho tem sintomas leves
Reprodução/TV Globo
Zeca Pagodinho testa positivo para Covid pela segunda vez nesta quarta-feira (29). Segundo a assessoria de imprensa do cantor, ele está com sintomas gripais leves.
A participação de Zeca no Festival Turá, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, no sábado (2), foi cancelada.
A primeira vez que o cantor teve Covid foi em agosto de 2021. Na próxima semana, ele fará um novo teste.

Fonte: G1 Entretenimento