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Chico Buarque apresenta samba com categoria e letra política em single que propõe ‘zerar o jogo’


Cantor lança música inédita, gravada com o toque luminoso do bandolim de Hamilton de Holanda, e anuncia show com Mônica Salmaso em turnê que percorrerá o Brasil a partir de setembro Capa do single ‘Que tal um samba?’, de Chico Buarque
Francisco Proner
Resenha de single
Título: Que tal um samba?
Artista: Chico Buarque
Edição: Biscoito Fino
Cotação: * * * *
♪ Sim, trata-se de um samba com categoria, um samba legal, como o próprio Chico Buarque propõe em versos da letra de Que tal um samba?, primeira música inédita do compositor carioca em cinco anos.
Com letra política que receita o samba como remédio para o “estrago” do Brasil de 2022, para “juntar os cacos”, “ir à luta” e “zerar o jogo”, Que tal um samba? estará no mundo digital a partir de amanhã, 17 de junho, dois dias antes do 78º aniversário do artista, em single que, não, por ora não sinaliza a existência de álbum de estúdio com músicas inéditas do artista.
Gravado e mixado por Lucas Ariel no estúdio da gravadora Biscoito Fino e masterizado por Luiz Tornaghi no estúdio Batmasterson, o single Que tal um samba? chega ao mercado juntamente com o anúncio da turnê com que Chico percorrerá o Brasil a partir de setembro, em rota iniciada por João Pessoa (PB), com show também intitulado Que tal um samba? e com a presença da cantora Mônica Salmaso como convidada fixa.
Em que pese a letra popular, escrita com refinamento e com (aparente) simplicidade no encadeamento dos versos de fácil entendimento, Que tal um samba? está longe de reeditar o poder de persuasão de Apesar de você (1970), antológico samba composto pelo autor em outro tempo ruim do Brasil.
A empolgação reside mais na percepção de como a cadência do bandolim luminoso de Hamilton de Holanda se harmoniza, em contrapontos e contracantos, com o violão de Luiz Claudio Ramos, produtor musical do single e diretor musical e arranjador do show que terá cenário de Daniela Thomas e banda formada por Bia Paes Leme (teclados e vocais), Chico Batera (percussão), João Rebouças (piano), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria) e Marcelo Bernardes (sopros), além do próprio Luiz Claudio Ramos na guitarra e no violão.
Os músicos João Rebouças, Jorge Helder e Jurim Moreira também foram arregimentados para a gravação de Que tal um samba?, single também formatado com a percussão de Thiago da Serrinha.
A batida de Que tal um samba? está mais para a calma mencionada na letra do que para a euforia do refrão do antecessor Apesar de você. É no conjunto da obra que o samba vai enredando o ouvinte na cadência que fica um pouco mais manemolente na passagem instrumental que evidencia o toque do bandolim de Hamilton de Holanda ao fim dos três minutos e 39 segundos de gravação que reitera a categoria e – sem dar nome aos bois – a ideologia política de Chico Buarque de Hollanda.
Dentro do campo musical, Que tal um samba? indica que o jogo já está ganho.
Chico Buarque estreia a turnê do show ‘Que tal um samba?’ em João Pessoa (PB) em 6 de setembro
Francisco Proner / Divulgação
♪ Eis a letra de Que tal um samba? – música que batiza o novo show de Chico Buarque:
Que tal um samba?
(Chico Buarque)
Um samba
Que tal um samba?
Puxar um samba, que tal?
Para espantar o tempo feio
Para remediar o estrago
Que tal um trago?
Um desafogo, um devaneio
Um samba pra alegrar o dia
Pra zerar o jogo
Coração pegando fogo
E cabeça fria
Um samba com categoria, com calma
Cair no mar, lavar a alma
Tomar um banho de sal grosso, que tal?
Sair do fundo do poço
Andar de boa
Ver um batuque lá no cais do Valongo
Dançar o jongo lá na Pedra do Sal
Entrar na roda da Gamboa
Fazer um gol de bicicleta
Dar de goleada
Deitar na cama da amada
Despertar poeta
Achar a rima que completa o estribilho
Fazer um filho, que tal?
Pra ver crescer, criar um filho
Num bom lugar, numa cidade legal
Um filho com a pele escura
Com formosura
Bem brasileiro, que tal?
Não com dinheiro
Mas a cultura
Que tal uma beleza pura
No fim da borrasca?
Já depois de criar casca
E perder a ternura
Depois de muita bola fora da meta
De novo com a coluna ereta, que tal?
Juntar os cacos, ir à luta
Manter o rumo e a cadência
Esconjurar a ignorância, que tal?
Desmantelar a força bruta
Então que tal puxar um samba
Puxar um samba legal
Puxar um samba porreta
Depois de tanta mutreta
Depois de tanta cascata
Depois de tanta derrota
Depois de tanta demência
E uma dor filha da puta, que tal?
Puxar um samba
Que tal um samba?
Um samba
Chico Buarque lança o single ‘Que tal um samba?’ dois dias antes de fazer 70 anos
Francisco Proner / Divulgação
♪ Eis o roteiro 2022/ 2023 da turnê nacional do show Que tal um samba?, de Chico Buarque:
♪ João Pessoa (PB) – Teatro Pedra do Reino – 6 e 7 de setembro
♪ Natal (RN) – Teatro Riachuelo – 9 e 10 de setembro
♪ Curitiba (PR) – Teatro Guaíra – 23 e 24 de setembro
♪ Belo Horizonte (MG) – Palácio das Artes –5, 6, 7 e 8 de outubro
♪ Fortaleza (CE) – Centro de Eventos do Ceará – 22 e 23 de outubro
♪ Porto Alegre (RS) – Auditório Araújo Vianna – 3 e 4 de novembro
♪ Salvador (BA) – Concha Acústica – 11, 12 e 13 de novembro
♪ Brasília (DF) – Local ainda a ser anunciado – 29 e 30 de novembro
♪ Recife (PE) – Teatro Guararapes – 9, 10 e 11 de dezembro
♪ Rio de Janeiro (RJ) – Vivo Rio – de 5 a 15 de janeiro, de quinta-feira a domingo)
♪ São Paulo (SP) – Tokio Marine Hall – de 23 de março a 2 de abril, de quinta-feira a domingo

Fonte: G1 Entretenimento

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Tapetes de Corpus Christi: veja fotos das celebrações pelo Brasil e entenda a tradição


Prática tem origem portuguesa. Mantos com desenhos que remetem ao Corpo de Cristo sinalizam caminho das procissões no feriado. Tapetes de serragem nas comemorações de Corpus Christi em Ouro Preto (MG)
Ane Souz/ Prefeitura Municipal de Ouro Preto
O Corpus Christi, feriado em que é celebrado o Corpo de Cristo, simbolizado na missa católica pela hóstia, é comemorado em várias cidades brasileiras através dos tapetes de serragem. Neles, os fiéis “desenham” cálices, pães, vinhos e outros elementos que lembram o sacramento da comunhão.
Os tapetes de Corpus Christi têm origem portuguesa. Elas chegaram ao Brasil na época da colonização.
Para a Igreja Católica, a prática remete à acolhida de Jesus em Jerusalém. A tradição cristã conta que, na ocasião, as pessoas cobriram as ruas de ramos e mantos para a passagem do Messias.
Tradicionalmente os tapetes são feitos de serragem e de sal colorido, mas, hoje, os fiéis também usam outros materiais, como borra de café, areia, cascas de ovos e flores.
Nas cidades onde ocorrem procissões no feriado de Corpus Christi, os tapetes geralmente são confeccionados ainda na madrugada, para que fiquem prontos a tempo do cortejo. São eles que sinalizam o trajeto que será percorrido pelos fiéis.
Veja, abaixo, mais fotos dos tapetes de Corpus Christi pelo Brasil
Tapetes de Corpus Christi em Castelo (ES)
Reprodução/TV Gazeta
Tapetes de Corpus Christi em Castelo (ES)
Reprodução/TV Gazeta
Tapetes de Corpus Christi em Vitória
Reprodução/TV Gazeta
Tapete na Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, em Itapetininga (SP)
Mike Adas/ TV TEM
Com fotos de profissionais da saúde, tapetes de Corpus Christi enfeitam rua de Itapetininga (SP)
Mike Adas/ TV TEM
Em Vera Cruz (SP), tapetes são feitos com pó de serra e material reciclável
Divulgação
Tapetes colerem as ruas de Matão (SP) no dia de Corpus Christi
Reprodução/EPTV
Tapetes colerem as ruas de Matão (SP) no dia de Corpus Christi
Reprodução/EPTV
Tapetes colorem as ruas de Matão (SP) no Corpus Christi
Gabrielle Chagas/G1
Caçapava (SP) volta com tradicionais tapetes coloridos no feriado de Corpus Christi
Divulgação/Prefeitura Municipal de Caçapava
Corpus Christi: Fiéis mantêm tradição de tapetes feitos à mão e celebram feriado católico na Bahia
Reprodução/TV Bahia
Corpus Christi: Fiéis mantêm tradição de tapetes feitos à mão e celebram feriado católico na Bahia
Reprodução/TV Bahia
Tapete de Corpus Christi na Vila Rezende em Piracicaba
Edijan Del Santo/EPTV

Fonte: G1 Entretenimento

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Acusado de agressões sexuais, Kevin Spacey fica em liberdade sob fiança após comparecer a tribunal


Ator ‘negou veementemente’ as alegações de agressão sexual quando compareceu ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, nesta quinta-feira (16). O ator Kevin Spacey chega ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres.
ASSOCIATED PRESS
O ator Kevin Spacey, que em 2017 viu sua carreira de sucesso abalada por acusações de agressão sexual nos Estados Unidos – posteriormente retiradas -, foi deixado em liberdade sob fiança nesta quinta-feira (16) depois de comparecer a um tribunal de Londres acusado de quatro crimes sexuais.
Com semblante calmo e confiante, o astro de Hollywood, de 62 anos, compareceu voluntariamente ao Tribunal de Magistrados de Westminster para enfrentar acusações que ele nega.
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A Promotoria reconheceu sua “total cooperação” na investigação, mas pediu que ele entregasse seu passaporte e dormisse em sua residência em Londres até a próxima audiência, que o juiz marcou para 14 de julho no Tribunal da Coroa de Southwark, no sul de Londres.
O magistrado levou em consideração que o ator compareceu voluntariamente à corte e não impôs nenhuma medida cautelar.
“Ele deverá responder a essas acusações se quiser seguir em frente com sua vida”, argumentou seu advogado. “Onde vai se esconder? Ele mora nos Estados Unidos e pode ser extraditado. Sua família, seu cachorro de nove anos estão nos Estados Unidos”, insistiu.
“Seu trabalho exige que ele vá a reuniões, compareça a castings, encontre-se com diretores e roteiristas”, defendeu, declarando-se convencido de que Spacey “continuará a comparecer” à justiça britânica.
Vencedor de dois prêmios Oscar, Spacey, protagonista de “Beleza Americana” (1999) e da série de sucesso “House of Cards”, recebeu em Londres quatro acusações de agressão sexual apresentadas por três homens.
“Vou me defender dessas acusações e estou confiante de que minha inocência será provada”, disse.
A Scotland Yard, a Polícia Metropolitana de Londres, abriu uma investigação após receber denúncias contra o ator por supostas agressões cometidas, principalmente, no bairro londrino de Lambeth, onde está localizado o famoso teatro Old Vic, do qual Spacey foi diretor artístico entre 2004 e 2015.
Duas das acusações se referem a agressões sexuais cometidas em março de 2005 em Londres contra uma mesma vítima, que agora tem mais de 40 anos.
Representação artísrtica do ator Kevin Spacey, à esquerda, no banco dos réus do Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres.
ASSOCIATED PRESS
Outra agressão sexual envolveu um segundo denunciante em agosto de 2008 e envolveu atividade sexual com penetração sem seu consentimento.
O ator é acusado de uma quarta agressão sexual em abril de 2013 em Gloucestershire, sudoeste da Inglaterra, contra um terceiro denunciante.
A onda de acusações que destruiu sua carreira de sucesso correspondeu ao surgimento do movimento #MeToo, que nasceu do caso do todo-poderoso produtor de cinema americano Harvey Weinstein.
Spacey já havia sido alvo de várias denúncias nos Estados Unidos por assédio e agressão sexual em 2017.
Ele foi inicialmente acusado no estado de Massachusetts por ter colocado as mãos nas partes íntimas de um jovem de 18 anos em um bar, depois de embriagá-lo, em julho de 2016. Essas acusações foram retiradas em 2019.
A última aparição de Spacey na tela remonta a 2018, com a estreia do filme “O Clube dos Meninos Bilionários”.
Ele foi demitido de “House of Cards” e ficou de fora de um filme de Ridley Scott, “Todo o Dinheiro do Mundo”, no qual foi substituído pelo ator canadense Christopher Plummer.
Em novembro de 2021, foi condenado a pagar US$ 31 milhões à MRC, produtora de “House of Cards”, como compensação pela perda de renda atribuída à sua saída da bem-sucedida série de intrigas políticas em Washington, na qual deu vida a o presidente inescrupuloso Frank Underwood.
No entanto, fez um tímido retorno ao cinema, em junho de 2021, com as filmagens na cidade italiana de Turim de um longa-metragem dirigido pelo italiano Franco Nero e intitulado “L’uomo che disegno Dio” onde, segundo o produtor, desempenha um personagem secundário.

Fonte: G1 Entretenimento

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Como adaptar um segundo pet ao lar? Veterinário dá dicas para quem quer ter um novo companheiro em casa


‘Pais de pets’ relatam dificuldades iniciais para adaptação de um novo morador; especialista pontua que as estratégias devem focar principalmente na territorialidade do ambiente. Fatores como sexo, raça e idade podem dificultar ou facilitar a adaptação entre os pets
Camila Maichaki/Arquivo Pessoal
A aventura de criar um pet, seja gato ou cachorro, envolve muito mais do que apenas o amor por ele. É preciso responsabilidade e cuidado para lidar com todas as particularidades do seu animal.
Quando a ideia é trazer um segundo animal para casa, o desafio dobra e, antes de mais nada, é preciso paciência para lidar com a adaptação. Fatores como sexo, raça e idade podem dificultar ou facilitar a adaptação entre ambos.
Antes de tudo, para cada novo pet, o tutor precisa estar ciente de que vai precisar de comida, vacinas e remédios em dobro, triplo, quádruplo e assim por diante. Então, os gastos são sempre um ponto a ser considerado.
Tomada a decisão de tê-lo, a introdução de um segundo animal deve envolver etapas que esbarram principalmente na questão da territorialidade do ambiente, como explica o veterinário Bruno Picoloto.
“Nada impede a inserção de um pet a um ambiente que já tenha um outro animal, seja um cachorro com outro cachorro, um gato com gato ou até mesmo um cachorro com outro gato. No entanto, a inclusão, por exemplo, de um cão macho no território de outro cão pode levar a uma competitividade no ambiente, mas existem estratégias para essa adaptação”, conta o veterinário.
Outro problema que deve ser levado em conta na hora de adotar um novo pet é o relacionamento entre os animais. De acordo com o veterinário, é comum que alguns pets se desentendam.
“Em muitos casos, pode haver uma disputa por território entre eles. E, às vezes, o dono também é considerado parte do território”, complementa o veterinário
O primeiro passo da adaptação é separar um cômodo na casa para o novo morador, preparando previamente esse local com acessórios como cama, comedouro e bebedouro. Após preparar o novo cantinho, deixe que o pet já residente cheire os novos acessórios e reconheça o ambiente, mas sempre evitando que ele use os novos acessórios. O foco é que ele observe e comece a entender que um novo morador irá chegar.
Além disso, é preciso ter em mente que o ideal é que, até para diminuir ou evitar uma possível competitividade entre os dois animais, cada um tenha suas próprias coisas, como pote de água e de comida, além de uma cama para cada um.
Um outro ponto importante é analisar a rotina e também os hábitos e personalidade do animal residente para que, posteriormente, seja possível trazer o companheiro. Para ambos, tudo será novo e exige tempo para aceitar e poder se acostumar com a integração e as mudanças da realidade.
Com a chegada do novo residente, o primeiro encontro será sempre uma incógnita e deve ser supervisionado até o tutor sentir segurança em deixá-los sozinhos e livres.
É importante analisar a rotina e também os hábitos e personalidade do animal residente para que, posteriormente, seja possível trazer o companheiro
Shutterstock/Reprodução
Dicas
Promova os encontros em locais onde tenham controle total de ambos;
Distribua atenção igual aos dois pets;
Nos casos dos gatos, prepare uma zona de segurança: arranhadores, prateleiras de andares, caixas;
No caso da adaptação de gatos e cachorros, delimite a zona do dois até que eles se familiarizem um ao outro;
Comedouros e bebedouros separados;
Deixe um interagir com o outro, permitir que eles se conheçam, se cheirem, passem tempo juntos. Porém, sempre que sozinhos, fazer a separação.
Outra dica para ajudar nesse primeiro encontro é usar difusores que liberam feromônios. Essa substância tem a capacidade de acalmar esses animais, favorecendo a boa relação entre eles.
“No mercado especializado, você pode encontrar o difusor de feromônio específico para cachorro e gato. No caso de quem vai unir as duas espécies, você pode utilizar os dois produtos, aumentando as chances de ter um ambiente compartilhado mais tranquilo”, aconselha o veterinário.
Para diminuir ou evitar uma possível competitividade entre os dois animais, é ideal que cada um tenha suas próprias coisas
Luís Ricardo da Silva/Arquivo Pessoal
Histórias de união
Se adaptar um primeiro animal a um segundo pet já é difícil, imagina apresentar um pitbull a um gato e, depois, um gato a um pitbull? Pois é, esse foi o desafio vencido por Camila Maichaki, de 23 anos, tutora de dois gatos e um cachorro, no interior de SP.
Moradora de uma república estudantil, em Bauru (SP), a estudante de jornalismo compartilha com as outras residentes a paixão pelos animais e, consequentemente, a adaptação dos pets entre eles em casa.
“Nós tínhamos um gatinho, o Cleiton, depois veio a pitbull, a Majô, e, por último, o Jorge, nosso segundo gatinho. Foi preciso muita paciência nessas duas adaptações. É necessário que eles entendam que não existe um dono do local”, conta Camila.
Cleiton, carinhosamente apelidado de ‘Cleitinho’, foi o primeiro a chegar ao local. Castrado e com cinco anos e meio, o gato de personalidade calma já era de uma das moradoras antes mesmo de chegar à república. Pouco tempo depois, o Cleitinho teve que enfrentar o desafio de lidar com a chegada de uma nova moradora, a pitbull Majô.
Cleitinho e Majô dividem o lar numa república em Bauru (SP)
Camila Maichaki/Arquivo Pessoal
“A Majô veio muito filhotinha para casa e foi até fácil fazer essa adaptação com o Cleiton. Ele logo mostrou para ela que o território não era só dela, que ela tinha chegado depois e que precisava respeitar. Os gatos normalmente são muito territorialistas e sabem se defender. Às vezes, a gente imagina que os cachorros possam causar uma tragédia ou ser muito mais perigosos, até porque são mais fortes, mas os gatos são muito mais ágeis. Para o Cleitinho, era muito fácil escapar da Majô”, comenta.
Ainda que seja possível ensiná-los a socializar, fazer isso de maneira equivocada pode ser um erro fatal. Por isso, Camila seguiu algumas recomendações do veterinário, como proporcionar, primeiro, um contato visual, mas sem o contato físico. Uma das formas de fazê-lo é deixar que se vejam através de uma porta de vidro.
Na hora de partir para o contato físico, ele deve ser feito com uma barreira, mantendo os pets separados por um portão ou caixinha de transporte.
Essas orientações foram valiosas especialmente para o segundo processo de adaptação na casa de Camila. O gato Jorge, de apenas 5 meses, após ser abandonado na rua, foi recolhido e introduzido a um mundo com uma pitbull e um outro gato.
“Com o Jorge, a gente ficou mais preocupado na hora da adaptação. Abandonaram ele aqui na frente de casa e ficamos com muita dó dele. Era muito filhote. Foi mais difícil na adaptação a nossa insegurança em relação a Majo. Ela é muito forte, e ele muito pequeno. Além disso, a rotina tem dentro de casa. Mantivemos ele separado dela por um bom tempo. Então, quando ela estava fora de casa, ele podia ficar solto dentro, e vice-versa”, explica a universitária.
“O mais difícil foi o primeiro contato. A primeira vez que você coloca os dois cara a cara, você simplesmente não sabe o que esperar. Bate aquele medo. Fizemos a socialização através de um porta de vidro para que a gente pudesse perceber o comportamento de cada um vendo um ao outro. A expressão corporal da Majo, por exemplo, não era de quem queria avançar, ela ficava bem curiosa, de querer brincar, abanava o rabo. Não latia, rosnava e eles foram aos poucos sentindo o cheiro um do outro, o que nos deu segurança. Mas ele sempre ficava no colo, protegido. Foi preciso paciência”, complementa Camila.
Passados alguns meses, a adaptação continua em curso, mas Majô e Jorge já compartilham do mesmo ambiente e, apesar da diferença de tamanho, são considerados pets crianças (ela, com um ano e meio; ele com cinco meses de idade). Hoje, Camila se surpreende com a dinâmica na relação entre os dois.
O gato Jorge, de apenas cinco anos, foi encontrado na rua e se tornou grande companheiro da pitbull Majô
Camila Maichaki/Arquivo Pessoal
“Ela é muito forte, mesmo brincando poderia machucá-lo. Mas aí percebemos que o papel meio que se inverteu. Antes era o Jorge que ficava com muito medo da Majô, se sentia muito ameaçado por ela, mas ele começou a se defender. A partir desse momento, a gente viu que o Jorge conseguia se defender, vez ou outra dava uma unhada se necessário, e ela começou a recuar, respeitá-lo. Então, isso deixou a gente mais segura para deixar os dois no mesmo ambiente sem supervisão”, conta Camila.
“Sentimos que os dois estavam adaptados quando perdemos o medo de que a Majô fizesse alguma coisa de muito grave em relação ao Jorge. Porque ela é um animal de grande porte e ele um filhote. Mas logo percebemos que a personalidade da Majô com o Jorge era muito mais de curiosidade e de querer brincar. Mesmo assim, ficávamos supervisionando porque ela é meio bruta às vezes”, finaliza.
Parceria de grande porte
Gabriel Fonseca, universitário em Bauru, também passou por um processo parecido com o de Camila. Há quatro anos morando numa república estudantil, enfrentou o desafio de manter dois cachorros de grande porte na casa: um pitbull e um golden retriever.
“Quando cheguei já tinha o Risco. Ele é um pitbull de mais ou menos nove anos. Aqui tem um quintal grande, e meus pais passaram por uma mudança neste ano, o que me obrigou a trazer o Galileu. Ele é um golden retriever de aproximadamente três anos”, conta.
Risco, à esquerda, e Galileu, à direita, tiveram divergências no começo, mas logo se adaptaram
Gabriel Fonseca/Arquivo Pessoal
Embora o nome sugestivo ‘Risco’ possa colocar o pitbull numa posição de possível ataque e intransigência com o novo residente, de acordo com Gabriel, foi Galileu que dificultou, a princípio, a adaptação entre os dois em casa, sendo a diferença de idade e a agitação os maiores empecilhos.
“O Galileu tem três anos e é super elétrico, gosta de brincar e correr o dia inteiro. Enquanto o Risco, ‘nosso senhorzinho’, fica deitado no sofá, a não ser quando pede por atenção. Lembro que no primeiro contato os dois se cheiraram e começaram a rosnar. Na mesma hora, eu deixei o Galileu em um espaço separado, onde ele ficou por alguns dias, porque os dois não podiam se ver e já ficavam irritados”, conta Gabriel.
O tempo separado foi crucial para concretizar a aproximação entre os dois. Gabriel, primeiro, os levava para passear separados e, depois, começou a levá-los juntos, até deixá-los próximos em casa, mas sob supervisão, pois ainda podiam brigar a qualquer momento.
“Eu percebi que eles já não davam alguns sinais, do tipo rosnar, ir em direção do outro, ficar com as orelhas levantadas em alerta. Quando aproximei os dois no mesmo espaço, ainda latiam quando se aproximavam ou brincavam com algum objeto. Principalmente o Risco, que se sentiu em casa por muitos anos até dividir um brinquedo ou atenção com outro cachorro”, relembra.
Após duas semanas, Risco e Galileu começaram a dividir a casa sem que alguém tivesse que supervisioná-los. Para se chegar a esse momento, o veterinário Bruno Picoloto recomenda que nunca se rejeite o pet mais antigo para dar mais atenção ao novato e, durante a fase de contatos (1º ao 4º dia), não esqueça de associar os treinos a reforços positivos com petiscos, lembrando que o pet mais velho sempre deve ser recompensado antes.
Além disso, é importante o uso de brinquedos, passeios e momentos agradáveis para os pets. Assim o cão mais velho vai entender que o novato está chegando para agregar, fazer companhia e para que se divirtam muito juntos
Em caso de brigas, muito cuidado ao separar os cães. Broncas, gritos e punições podem atrapalhar a relação deles. Uma dica é desviar a atenção dos cães com algum barulho externo.
“Eles chegaram a brigar duas vezes, mas foi só isso. Acho que se acostumaram vendo que os dois tinham espaço e atenção em casa. No caso do mais velho, talvez tenha sentido medo de outro cachorro maior que ele e adulto competir pela comida e espaço. Os dois eram bem territorialistas com móveis e cômodos. Até hoje, se você fizer carinho em um, o outro se enfia no meio”
O primeiro passo da adaptação é separar um cômodo na casa para o novo morador
Gabriel Fonseca/Arquivo Pessoal
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Fonte: G1 Entretenimento

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Jojo Todynho muda visual e manda recado ao marido: ‘Finge que tá em Pantanal e sai puxando a rédea da cavalona’


Cantora explicou nas redes sociais que decidiu alongar os fios pois estava com muito frio na nuca. Jojo Todynho muda visual
Reprodução/Instagram
Jojo Todynho cansou de passar frio na nuca e decidiu alongar os fios. A cantora mostrou o resultado da mudança de visual na noite desta quarta-feira (15), nas redes sociais, e divertiu os fãs ao mandar uma mensagem ao marido, Lucas Souza.
“Eu quero que você discuta comigo agora. Discute comigo. E outra coisa, Lucas, você tava me cobrando aí, querendo saber como é que eu ia pagar aquela conta. Agora quero saber como é que você vai pagar essa conta aqui”, começou Jojo, mostrando os fios alongados até a altura da cintura.
“Finge que tá em Pantanal, sai igual Leôncio, a galope, puxando a rédea da cavalona”, disparou Jojo.
“Gente, eu tava com frio na nuca. Falei, não, calma, que vou me aquecer logo. Botei o cabelo de milhões”, explicou a cantora sobre a mudança.
Ela ainda mandou um recado para a cantora Joelma, conhecida por seu inconfundível bate-cabelo.
“Vem Joelma, segura essa jogação.” Joelma ainda respondeu a brincadeira da cantora nos comentários. “Maravilhosa demais. Vamos bater muito cabelo.”
Lucas também respondeu a mensagem de Jojo. “Você tá me devendo ainda. Que mulher maravilhosa é essa? Tudo meu?”.
Jojo e Lucas se casaram em janeiro de 2022, em uma cerimônia no Rio de Janeiro. A união aconteceu cinco meses após eles assumirem a relação. Eles ficaram noivos em dezembro de 2021.
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Fonte: G1 Entretenimento

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‘Renaissance’: Beyoncé anuncia data de lançamento de novo projeto


Cantora divulgou através de seu site e redes sociais que ‘act I’ chega em 29 de julho. Beyoncé
Reprodução/Instagram
Depois de apagar as fotos de seus perfis nas redes sociais, Beyoncé incluiu alguns detalhes da novidade que os fãs estavam aguardando.
A cantora anunciou que seu novo projeto chegará no próximo mês.
Sem detalhes, Beyoncé apenas escreveu “Renaissance” e 29 de julho, divulgando a data do lançamento do novo trabalho.
Ela ainda incluiu “Act I”, o que indica que a cantora deve dividir o lançamento em algumas partes.
Algumas plataformas digitais, incluindo a Tidal, comandada por Jay-Z, marido da cantora, publicaram a mesma arte em suas redes, divulgando os poucos dados fornecidos.
O projeto é o primeiro após o aclamado álbum “Lemonade”, lançado pela cantora em 2016. Ele também marca o retorno ao trabalho solo, já que em 2018 Beyoncé saiu em turnê com o marido.
Ao longo da “On The Run II Tour”, o casal faturou US$ 253,5 milhões (cerca de R$ 936,91 milhões, segundo dados da Billboard Boxscore.
‘Renaissance’: Beyoncé anuncia novo projeto
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Bichos na Escuta #56: Kiki — a lhama de estimação que faz sucesso nas redes sociais


Neste episódio do podcast, o paranaense João Vitor Tolardo contou como cria uma lhama como pet em sua casa. Kiki tem apenas quatro meses e já viralizou na internet. É peludo, dócil, toma leite na mamadeira e dorme dentro de casa. Ainda é filhote e seu tutor, o paranaense João Vitor Tolardo, gosta de carregar o pet no colo, mas na fase adulta as lhamas podem chegar a 1,80 metro de altura.
Neste episódio de “Bichos na Escuta”, a jornalista Giuliana Girardi conversa com João Vitor, que conta todos os detalhes sobre a rotina do animal. Consultora do podcast, a veterinária Rita Ericson também participa do bate-papo.
João Vitor e a lhama Kiki
Arquivo Pessoal
É um animal muito amoroso. Quando eu chego do trabalho, ele entra comigo dentro de casa. O meu cachorro ficava no quintal e o Kiki ficava atrás de mim.
No bate-papo, João Vitor contou curiosidades e tirou dúvidas sobre a criação do animal, que é considerado domesticável em território nacional, de acordo com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Segundo ele, as lhamas são curiosas e convivem bem com outros animais. “Ele vai cheirar o focinho dos cachorros até levar uma mordida. Não é o cachorro que brinca, mas ele que vai brincar com o cachorro”, ele descreve.
As lhamas são deliciosamente calmas, tranquilas e fáceis. Eu acredito que a questão seja toda relacionada ao tamanho e quanto que come. Como todo ruminante, fica na grama e precisa ter um espaço adequado.
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O podcast ‘Bichos Na Escuta’ está disponível no G1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o ‘Bichos na Escuta’ na sua plataforma preferida. Toda quinta-feira tem episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘A Suspeita’ é bom drama policial com atuação impecável de Glória Pires; g1 já viu


Atriz, também produtora do filme, foi premiada no Festival de Gramado de 2021 por seu trabalho como policial com Alzheimer. Filme marca estreia de Pedro Peregrino na direção de longas. Dona de personagens marcantes na TV e no cinema, Glória Pires adiciona mais um relevante em sua carreira graças a seu impecável trabalho em “A Suspeita”. A atriz de 58 anos interpreta uma policial que investiga um esquema de corrupção, mas que sofre com graves problemas de saúde. O filme estreia nesta quinta-feira (16).
Assista ao trailer do filme “A Suspeita”
No longa, Lúcia é uma condecorada comissária da Polícia Civil. Ao lado do parceiro Paulão (Alexandre Rosa Moreno), ela tenta descobrir o paradeiro do traficante Beto (Daniel Bouzas) por meio de escutas. No meio da investigação, a policial descobre que o bandido está ligado a um esquema de corrupção do qual pode fazer parte alguns de seus colegas.
O problema é que Lúcia foi diagnosticada com Mal de Alzheimer e sua memória começa a falhar, complicando ainda mais o seu trabalho e deixando sua vida em perigo. Mas a policial resolve correr contra o tempo para resolver aquele que pode ser o último caso de sua carreira antes que o pior aconteça.
Lúcia (Glória Pires) é uma policial sofrendo de Alzheimer no filme “A Suspeita”
Desireé do Valle/Divulgação
Jogo da Memória
“A Suspeita” marca a estreia de Glória Pires como produtora e de Pedro Peregrino como diretor no cinema. Em seu primeiro trabalho em longas, o cineasta mostra competência para construir boas cenas dramáticas e de ação.
Amparado por uma edição interessante, assinada por Joana Collier, Peregrino busca fazer o espectador se sentir como se estivesse na mente da protagonista, especialmente quando ela tem momentos de confusão e não consegue ter certeza o que está vendo ou com quem está falando.
O resultado, embora não seja espetacular como o mostrado em “Meu Pai” (que deu o Oscar a Anthony Hopkins), deixa a clara a competência da dupla.
Lúcia (Glória Pires) investiga um esquema de corrupção em “A Suspeita”
Desireé do Valle/Divulgação
Além disso, vale destacar a boa fotografia de Fabrício Tadeu. Ele consegue mostrar de maneira eficiente como as imagens na mente de Lúcia vão ficando lentamente desfocadas e distorcidas.
É clara a sensação de que algo vai se perdendo à medida que a doença avança e demonstra como a comissária se esforça para não se esquecer do que está vendo. Essa espécie de jogo da memória é essencial para que ela consiga concluir sua investigação, mesmo com sua saúde debilitada.
A parte menos inspirada do filme é o roteiro, de Thiago Dottori, sem desenvolver bem a trama policial e sem criar surpresas ou reviravoltas mais impactantes. A história segue um curso normal e não fica muito difícil descobrir quem está por trás do esquema de corrupção que Lúcia investiga. As questões envolvendo os efeitos do Alzheimer na protagonista é que se tornam o grande destaque do filme. Mas a trama criminal poderia ser melhor desenvolvida.
Talento inesquecível
Gustavo Machado e Glória Pires numa cena de “A Suspeita”
Desireé do Valle/Divulgação
Glória Pires brilha como a comissária de “A Suspeita” e consegue transmitir muito bem o sofrimento de sua personagem por saber que não pode confiar na própria memória. Ela está prestes a se tornar uma sombra da policial exemplar que se tornou por causa de sua doença.
A atriz também convence nas cenas em que percebe as coisas que perdeu por se dedicar ao trabalho, como construir uma família, o que lhe causa uma angústia mostrada de forma genuína.
Por sua performance, Glória levou o Kikito de Melhor Atriz do Festival de Gramado de 2021. O restante do elenco, como Gustavo Machado (o delegado Gouveia, amigo de Lúcia), Charles Fricks (o chefe da Polícia Civil), e Genézio de Barros (Padre Walter, tio da comissária) estão bem em seus papéis. Dão bom apoio para a protagonista.
“A Suspeita” se revela como um bem-acabado filme nacional, sem apelar para clichês ao mostrar os efeitos do Alzheimer. E isso é um grande mérito.
Lúcia (Glória Pires) luta contra doença para investigar crime em “A Suspeita”
Desireé do Valle/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

‘Lightyear’: Marcos Mion conta sonho de dublar herói da Pixar e que não aceitaria substituir Guilherme Briggs


Em entrevista ao g1, apresentador fala sobre transição do dublador original do boneco de ‘Toy Story’ para o seu trabalho na animação, que conta história do personagem fictício no qual brinquedo foi inspirado. Marcos Mion fala sobre dublagem em ‘Lightyear’
Quando foi anunciado que o protagonista de “Lightyear” seria dublado no Brasil por Marcos Mion, a reação dos fãs de “Toy Story” não foi das mais positivas. Por isso, um dos maiores desafios do apresentador no projeto foi mostrar que ele não assumiria o lugar de Guilherme Briggs, dublador do boneco original desde 1995.
Afinal, são dois personagens bem diferentes, por mais que um seja baseado no outro – o difícil é determinar exatamente a ordem.
“Eu nunca ia querer ver o boneco, Buzz, com outra voz que não fosse a do Briggs”, diz Mion em entrevista ao g1. Assista ao vídeo acima.
“Se fosse um convite para substituir o Briggs eu teria falado não. É bom deixar isso muito claro.”
A animação que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros tenta ajudar a situação de seu principal dublador logo no começo.
Antes mesmo da primeira cena, um letreiro explica que este é o filme (fictício) sobre o herói que inspirou o boneco da franquia.
“Não é uma troca de dublador, mas é uma transição para um outro personagem e os dois coexistem. E quem já assistiu ao filme sabe que é muito legal, porque eles não só coexistem, mas esse é o filme que o Andy assistiu quando foi ao cinema e queria comprar o boneco”, diz o apresentador do “Caldeirão”.
Cena de ‘Lightyear’
Divulgação
A origem de Buzz
A história acompanha o patrulheiro espacial Buzz Lightyear em sua tentativa de salvar toda uma colônia humana após a queda em um planeta hostil, situação causada claramente pela arrogância do próprio.
Para isso, ele mergulha em uma jornada por redenção constituída por diversas viagens próximas à velocidade da luz, em busca de um motor para levar todos a salvo para seu destino.
Enquanto a relatividade faz com que cada um dos voos dure minutos para o piloto e anos para aqueles na superfície, o patrulheiro espacial se mostra cada vez mais obcecado em consertar tudo sozinho – mas descobre que a ajuda pode vir dos lugares mais inesperados.
Com uma cena de um beijo homoafetivo, o filme dirigido por Angus MacLane (codiretor de “Procurando Dory”), foi vetado em 14 países – uma reação homofóbica que o dublador em inglês do protagonista, Chris Evans (o Capitão América, dos filmes da Marvel), classificou como “idiota” em entrevistas durante o lançamento.
Cena de ‘Lightyear’
Divulgação
Mion atrás do sonho
A reação negativa era esperada. Afinal, em um país tão acostumado à dublagem, com profissionais elevados à categoria de ídolos de alguns fãs, não seria a primeira vez que o público não recebe bem a notícia de um famoso de outra área realizando a voz de um protagonista.
E Buzz Lightyear não é exatamente um personagem qualquer, assim como Briggs, famoso por dublar, além do boneco em quatro filmes, os heróis animados de “Freakazoid” e “Samurai Jack”.
“Era um sonho meu, ter um personagem icônico da Disney, da Pixar, ao qual as pessoas remetessem a mim e com o qual eu poderia me identificar”, diz Mion, que não é um completo estranho no mundo da dublagem com a Pixar depois de ter dublado um dos coadjuvantes de “Operação Big Hero” (2014).
Desde então, o apresentador (e ator também, já que um de seus primeiros trabalhos foi na primeira temporada da série “Sandy & Junior”, em 1999) de 42 anos manteve contato com o estúdio em busca desse desejo primordial.
“Alguns personagens muito legais bateram na trave. Eu não consegui fazer por conta de agenda ou por estar fora. A minha vida é uma loucura, graças a Deus. E também foi ótimo terem batido na trave, porque olha quem chegou. Chegou a hora do mais legal de todos.”
Cena de ‘Lightyear’
Divulgação
Não foi uma substituição, mas existiu uma troca
Se o filme e o estúdio deixam claro que não houve exatamente uma substituição de dubladores, afinal não se tratam dos mesmos personagens e em nenhum lugar do mundo a voz do boneco seria a mesma do patrulheiro espacial, isso não quer dizer exatamente que não existiu uma troca.
Quem assistiu aos primeiros trailers dublados, lançados antes do anúncio da entrada Mion no projeto em abril, ouviu uma voz diferente saindo da boca do herói.
Nessas prévias, o responsável por interpretar o protagonista em português foi Duda Espinoza, dublador de Chris Evans (que dá vida a Buzz em “Lightyear” nos Estados Unidos) como o Capitão América no Brasil.
“A gente recebeu a primeira versão do filme e do trailer e etc., se não me engano em setembro de 2021. Eu estou trabalhando nele há muito tempo”, conta o diretor de dublagem nacional da produção, Thiago Longo.
Depois de reuniões, que envolveram a própria equipe da Pixar e o diretor do filme, Angus MacLane, a empresa decidiu investir em um nome mais famoso para interpretar o protagonista. O que não significa, no entanto, que Mion conseguiu o papel automaticamente.
“A gente já sabia que não seria o Briggs. Nesse primeiro momento, quando a gente viu o filme, sabíamos que era o Chris Evans e a escolha óbvia seria que o Duda fizesse. E aí começam as conversas e etc. Coisas que também fogem ao nosso controle. Da direção, do estúdio. É uma coisa do cliente. E no caso a gente fez testes. O Mion pegou o teste, porque foi super bem.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Chico Buarque pergunta ‘Que tal um samba?’ na volta ao disco e aos palcos


♪ Eis Chico Buarque na praça outra vez! Com imagem enigmática postada em rede social na noite desta quarta-feira, 15 de junho, a gravadora Biscoito Fino sinalizou que vem por aí um single de Chico Buarque.
A música é inédita, tem letra política e se chamaria Que tal um samba? – como indicado na imagem. O single anuncia oficialmente a volta do cantor e compositor carioca ao disco e aos palcos, com show que percorrerá o Brasil, tendo Mônica Salmaso como convidada oficial da turnê.
O último álbum de músicas inéditas de Chico Buarque, Caravanas (2017), foi lançado há cinco anos.
Imagem postada em rede social da gravadora Biscoito Fino
Reprodução / Instagram Biscoito Fino

Fonte: G1 Entretenimento