Categorias
ENTRETERIMENTO

Post Malone anuncia que primeira filha nasceu


Rapper canta no Rock in Rio Lisboa no final do mês e no Rio em setembro. Post Malone canta durante show no Lollapalooza 2019
Fábio Tito/G1
Post Malone revelou, em entrevista ao programa “The Howard Stern Show”, que sua primeira filha nasceu.
O rapper de 26 anos soltou a informação no meio da conversa com Howard Stern, ao falar que antes de sair para ir para o estúdio deu um beijo em sua “baby girl”.
O apresentador pergunta se ele está se referindo a uma namorada ou a um bebê mesmo.
O rapper confirma que tem uma filha e brinca ao explicar porque não contou antes: “Eu quero que ela tome suas próprias decisões”.
O nome da mãe da criança não foi divulgado. Na entrevista, Malone também diz que está noivo.
Ele canta no Rock in Rio em Lisboa no dia 26 de junho, encerrando o Palco Mundo. Anitta, Jason Derulo e HMB também se apresentam no festival em Portugal.
Programação do Rock in Rio 2022: veja quem vai tocar no festival neste ano
Malone também é headliner do Rock in Rio em setembro, no Brasil. Tocam no mesmo dia o rapper Jason Derulo e os DJs Marshmello e Alok.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Avraham Yehoshua, escritor israelense, morre aos 85 anos


Em 1995, o escritor recebeu o prêmio de Israel das Letras, maior reconhecimento cultural do país, e o Médicis na França. Avraham Yehoshua, escritor israelense, morre aos 85 anos
Bertrand GUAY / AFP
O escritor Avraham Yehoshua, figura importante da esquerda israelense contrária à ocupação, faleceu aos 85 anos, nesta terça-feira (14). A informação foi divulgada pelo Hospital Ichilov de Tel Aviv.
Yehoshua nasceu em Jerusalém em dezembro de 1936. Filho de pais de origem grega e marroquina, ele publicou os primeiros contos em 1963 e desde então seus romances e peças de teatro foram traduzidos do hebraico para mais de 30 idiomas.
Ele é autor de romances como “O amante”, “Viagem ao fim do milênio” e O túnel”.
Em 1995, Yehoshua recebeu o prêmio de Israel das Letras, o maior reconhecimento cultural do país, e o Médicis na França.
“Foi o maior autor de Israel”, afirmou Nitza Ben-Dov, professora de Literatura da Universidade de Haifa.
“Ele passou de histórias surreais e oníricas, desconectadas do tempo e do espaço, para obras enraizadas na cultura israelense e no presente”, disse à AFP. Suas obras posteriores foram influenciadas pela Psicologia, em parte por sua esposa psicanalista, segundo Ben-Dov.
Defensor dos direitos dos palestinos, Yehoshua foi membro da B’Tselem, organização israelense de direitos humanos que rejeita a ocupação israelense.
A organização prestou homenagem a um homem que “dedicou seu tempo e energia à igualdade, à paz e aos direitos humanos para todos”.
O presidente israelense, Isaac Herzog, também prestou homenagem.
A obra do escritor “foi inspirada por nossa pátria e tesouros culturais de nosso povo, retratando-nos com uma imagem bela, fiel, de compaixão e às vezes dolorosa de nós mesmos”, afirmou em um comunicado.
“Evocou em nós um mosaico de sentimentos profundos”, acrescentou.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Blue Ivy e Jay-Z vão a jogo da NBA e reação da filha ao abraço do pai viraliza


Quando câmera foca no rapper, ele abraça a filha que logo se afasta. Semelhança com Beyoncé também chamou atenção na noite de segunda (13). Jay-Z e Blue Ivy assistem a jogo da NBA nesta segunda (13)
Thearon W. Henderson /Getty Images via AFP
Uma cena entre Jay-Z e Blue Ivy, no jogo de NBA desta segunda (13), tem chamado atenção nas redes sociais.
Quando o rapper foi anunciado na quadra, ele abraçou a filha que logo se esquivou da cena fofa transmitida no telão. O jogo aconteceu em São Francisco, na Califórnia.
“Para nós: Jay Z, a lenda do rap de todos os tempos… Para Blue Ivy: pai vergonhoso”, escreveu o jornalista Philip Lewis no Twitter em post que já acumula mais de 175 mil likes.
Initial plugin text
A semelhança com Beyoncé também está sendo muito comentada nas redes sociais.
Blue Ivy tem 10 anos e já ganhou um Grammy na categoria Melhor Clipe por “Brown Skin Girl”.
Ao ganhar a estatueta em 2021, aos 9 anos, ela se tornou a segunda mais jovem a vencer um Grammy na história da premiação.
Blue Ivy aparece segurando seu 1º Grammy
Reprodução/Instagram/Beyoncé

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Vestido icônico de Marilyn Monroe usado por Kim Kardashian no Met Gala 2022 aparece danificado


Segundo publicação no Instagram de um colecionador, a peça está com o tecido esgarçado e alguns cristais faltando. Vestido icônico de Marilyn Monroe usado por Kim Kardashian no Met Gala 2022 aparece danificado
Reprodução/Instagram/The Marilyn Monroe Collection
O vestido icônico de Marilyn Monroe usado por Kim Kardashian no Met Gala 2022 apareceu danificado após o evento.
Segundo o perfil do Instagram The Marilyn Monroe Collection, página oficial do historiador e colecionador Scott Fortner, a peça está com o tecido esgarçado próximo ao zíper, além de ter alguns cristais faltando.
Fãs de Marilyn Monroe já haviam criticado o uso do vestido por Kim Kardashian no Met Gala. Ela disse ter perdido 7 quilos pra entrar na peça.
Monroe usou o longo 60 anos atrás, ao cantar “Happy Birthday” para o presidente John F. Kennedy.
O colecionador publicou algumas imagens do vestido antes e depois do Met Gala. E postou um vídeo feito em 2016 para rebater críticas de que as fotos atuais estariam em qualidade ruim. Na ocasião, segundo ele, o longo estava em exposição pela Julien’s Auctions.
Met Gala 2022: Veja os looks dos convidados
Kim Kardashian usado vestido de Marilyn Monroe no Met Gala 2022
Dimitrios Kambouris/Getty Images via AFP
Initial plugin text
Initial plugin text

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Sandra Oh revela que durante ‘Grey’s Anatomy’ ficou com o ‘corpo muito, muito doente’


Em entrevista com Jung Ho-yeon, de ‘Round 6’, atriz falou sobre desgaste e estresse durante período de gravações da série. Sandra Oh ficou em ‘Grey’s Anatomy’ por quase 10 anos
Divulgação
Sandra Oh revelou, em entrevista com Jung Ho-yeon, de “Round 6”, que durante “Grey’s Anatomy” ficou com o “corpo muito muito doente”.
A atriz interpretou a médica Cristina Yang por quase 10 anos, entre 2005 e 2014.
As duas conversavam sobre estar na mídia e a pressão de lidar com séries de grande sucesso quando Sandra começou a falar sobre a série médica, um dos trabalhos mais importantes da carreira.
“Quando ‘Grey’s Anatomy’ veio – minha vida mudou muito. E é difícil imaginar, porque isso foi há quase 20 anos, então o contexto é muito diferente, mas o estresse é o mesmo – ou a confusão é a mesma”.
“Por isso que minha pergunta para você é: como você está cuidando de si mesmo? Porque eu sinto que, honestamente, eu fiquei doente. Acho que todo o meu corpo estava muito, muito doente. E mesmo assim você tem que continuar trabalhando”, diz Sandra.
A atriz diz que, por conta da situação em que sentia dores nas cores e não conseguia dormir, entendeu que tinha que priorizar a saúde.
“Mas isso não é apenas o seu corpo, certo? Essa é a sua alma. Essa é definitivamente a sua mente. Você sabe o que eu quero dizer? Você não pode depender de mais ninguém. Você tem que de alguma forma encontrá-lo dentro de si mesmo”, explica.
A conversa aconteceu no quadro “Actors on Actors”, da revista americana “Variety”.
Semana Pop: como a pandemia afetou as produções de séries médicas

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Leila Diniz: os 50 anos da morte da atriz que desafiou conservadorismo e foi perseguida pela ditadura


Amigos e autores relembram trajetória de uma das atrizes mais famosas e polêmicas de sua época. Proibida de trabalhar como atriz, Leila Diniz abriu uma butique
Acervo Pessoal via BBC
O cineasta Luiz Carlos Lacerda, de 76 anos, zarpava para um passeio de barco pelo litoral de Paraty, cidade histórica do litoral fluminense, quando, do cais, uma mulher acenou em sua direção. Curioso, resolveu voltar para o porto. Ela, então, contou que, infeliz no casamento, tinha acabado de assistir ao recém-lançado Leila Diniz (1987) e saiu da sessão decidida a dar um rumo à sua vida. “Ao chegar em casa, mandou o marido às favas. Deu um fim àquele casamento horroroso e, dali em diante, levou uma vida mais feliz”, recorda Bigode. “Quando decido rodar um filme, não penso no sucesso que vai fazer ou na grana que pode dar. O importante é o reconhecimento do público”.
Noutra ocasião, um rapaz lhe confidenciou que, depois de conhecer melhor a história de Leila Diniz (1945-1972), interpretada no cinema por Louise Cardoso, resolveu assumir sua homossexualidade para a família. “O mérito não é meu ou do filme. O mérito é todo da Leila!”, garante o diretor. “A história dela é muito forte. Foi uma revolucionária de costumes. Uma mulher que mudou o comportamento das mulheres. Grávida, dessacralizou a maternidade ao botar um biquíni e ir à praia, sem proteger a barriga com uma bata, como era costume. Mas, ela não queria levantar bandeiras ou chocar a sociedade. Fazia apenas o que achava que era o melhor para a vida dela”.
Leila e Bigode se conheceram em fevereiro de 1959, no bar Jangadeiro, em Ipanema, Zona Sul do Rio. E, logo, se tornaram grandes amigos. Tinham, aliás, a mesma idade: 14 anos. Trabalharam juntos, quase dez anos depois, em Fome de Amor (1968), de Nelson Pereira dos Santos (1928-2018) — Leila como atriz e Bigode como assistente de direção. Dessa vez, não se desgrudaram mais. Voltaram a dividir o set em Azyllo Muito Louco (1969), também dirigido por Nelson, e em Mãos Vazias (1970), estreia de Bigode na direção.
“Leila costumava dizer que tanto fazia interpretar William Shakespeare ou Glória Magadan. O importante era a patota”, explica Bigode que, no mesmo ano de lançamento do filme, publicou a biografia Leila Para Sempre Diniz (Record). “Era uma pessoa divertida, mas não era ‘porra-louca’. Pelo contrário. No set, era muito responsável. Podia passar a noite na farra. Mas, na manhã seguinte, tomava banho gelado e estava pronta para filmar, sempre com o texto decorado. Levava o trabalho muito a sério”.
Foi graças a Mãos Vazias que Leila foi convidada a participar de um festival de cinema em Adelaide, na Austrália, em 1972. Na volta para casa, Leila, Bigode, Arduíno Colasanti (1936-2014) e Ana Miranda resolveram passar uns dias em Kuala Lumpur, na Malásia, e outros em Bangkok, na Tailândia. De lá, a trupe seguiria para a Índia. Leila, com saudade da filha Janaína, de apenas sete meses, que ficou no Rio aos cuidados da amiga Ana Maria Magalhães, resolveu voltar para o Brasil.
O jato DC-8 da Japan Airlines, que faria escalas em Nova Délhi, Teerã, Cairo, Roma e Londres, antes de seguir para o Rio, nunca chegou ao destino. Na tarde do dia 14 de junho, a poucos minutos de aterrissar no aeroporto de Nova Délhi, a aeronave caiu, matando 78 passageiros e onze tripulantes. “A Leila, quando viajou para a Austrália, estava repensando sua vida. Não conseguia mais trabalhar como atriz porque estava proibida. Abriu uma butique, a loja Doze, com a Vera Barreto Leite, mas não era bem o que ela queria. Chegou a cogitar a hipótese de abrir uma escolinha. Infelizmente, não deu tempo para nada…”, lamenta Bigode.
Leila Diniz ganhou, post-mortem, o prêmio de melhor atriz no Festival de Adelaide.
Últimas palavras
A notícia da morte de Leila, com apenas 27 anos, pegou a todos de surpresa. “Toda vez que me lembro do que aconteceu, sinto uma dor no peito”, confessa Marieta Severo, de 75 anos. Ela e Leila se conheceram nos estúdios da TV Globo, durante as gravações da novela O Sheik de Agadir (1966). Na trama de Glória Magadan (1920-2001), uma escritora cubana radicada no Brasil, Marieta interpretou uma princesa árabe — sob a alcunha de Rato, entrou para a História como a primeira ‘serial killer’ da teledramaturgia brasileira — e Leila, uma espiã nazista.
Na TV, atuou em 12 novelas: cinco na Globo, três na Excelsior, duas na Paulista, uma na Record e outra na Tupi. “Em Anastácia, a Mulher Sem Destino (1967), Leila Diniz alcançou seu maior destaque ao interpretar a personagem-título e, depois de uma passagem de tempo, também a filha dela”, recorda o consultor e pesquisador Mauro Alencar, doutor em Teledramaturgia pela USP e autor de A Hollywood Brasileira — Panorama da Telenovela no Brasil (SENAC Rio). “Quando Glória Magadan mudou de emissora, convidou Leila, uma de suas atrizes favoritas, para atuar em Nós, Aonde Vamos? (1970). Sua trajetória foi breve, porém marcante”.
Marieta Severo conta que, por ocasião de seu exílio na Itália, em 1969, Leila foi uma das pessoas que mais lhe escreveram cartas, mandando notícias do Brasil. “Para mim, Leila era imortal. Nunca imaginei que pudesse morrer tão jovem. Quando regressei ao Brasil, com a Silvinha pequena, não pude trazer tudo. Com 23 anos, você não dá valor às coisas que tem. Então, me desfiz de tudo. Tinha certeza de que, quando chegasse em casa, ela me contaria tudo de novo. Hoje em dia, guardo tudo. Até bilhete em guardanapo”, explica a atriz.
Durante anos, Marieta guardou os escritos de Leila. Segundo a atriz, a amiga tinha dois hobbies: escrever diários e nadar na praia.
“As saudades de Janaína são muitas. Será que estou sendo a mãe que ela merece? A babá tem ficado mais tempo com ela do que eu. Desse jeito, a mãe acabará babá e a babá, mãe”, escreveu Leila, a bordo do DC-8 da Japan Airlines, em seu diário.
“Estamos chegando em Nova Déli. Segundo anunciam, a temperatura local é quase a do inferno. Quente paca! Agora está acontecendo uma coisa es…”. O inquérito que apurou a causa do acidente concluiu que o avião caiu por falha humana.
“Mamãe-canguru”
O diário em que redigiu suas últimas palavras foi encontrado, chamuscado, pelo cunhado, o advogado Marcelo Cerqueira. Suas cinzas foram sepultadas no cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio.
“Os diários da Leila ficaram comigo por muitos anos. No entanto, nunca li, nem quis publicar. Por diversas vezes, tentei entregá-los para a Janaína. Mas, ela pedia para ficar comigo. Até que chegou uma hora, há alguns anos, que ela aceitou enfrentar os diários da mãe”, relata Marieta.
Com os sete diários em mãos, a diretora, produtora e roteirista Janaina Diniz Guerra, filha da atriz com o cineasta moçambicano Ruy Guerra, pretende rodar um filme, Despedaços, e uma série documental, Toda Mulher É Meio Leila Diniz.
Das lembranças que guarda, um cartão-postal da Austrália, assinado: “Mamãe-canguru”.
“Tô com muita saudade. Hoje, fui ver os cangurus, as mães e os filhotes. Daqui a uns dois anos, quero voltar para cá, nós duas, ver você correndo por um desses parques daqui, toda colorida e coradinha num lugar como este, com muitos bichos e muito oxigênio vindo dos verdes. Já fiz amizade com um canguru que me seguiu o tempo todo. Volto logo, amor, mais bonita e mais feliz, acho”, escreveu.
Homenagens póstumas
Leila Diniz e Luiz Carlos Lacerda durante a filmagem de Mãos vazias em Paraty, 1970
Rogério Noel via BBC
Homenagens, Leila recebeu muitas: crônica de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), biografia de Joaquim Ferreira dos Santos, doutorado da antropóloga Mirian Goldenberg… Só música, foram quatro: Memória Livre de Leila (1972), de Taiguara (1945-1996); Um Cafuné na Cabeça, Malandro, Eu Quero Até de Macaco (1980), de Milton Nascimento; Leila Diniz (1987), de Martinho da Vila; e Todas as Mulheres do Mundo (1993), de Rita Lee.
A mais recente delas, o documentário Já que Ninguém me Tira pra Dançar, foi uma iniciativa da atriz e cineasta Ana Maria Magalhães, de 72 anos. Quando saíam para beber, Leila, depois de alguns copos de chope, costumava dizer à amiga: “Já que ninguém me tira pra dançar, vou dar uma mijadinha!”. O documentário começou a ser gravado em 1982 e, por falta de verba, só foi concluído em 2021.
Entre outros depoimentos, traz entrevistas inéditas com parentes, colegas e amigos de Leila Diniz, como sua irmã, a socióloga Eli Diniz; o primeiro namorado, o psicanalista Luiz Eduardo Prado; e o ex-marido, o cineasta Domingos Oliveira (1936-2019), diretor de Todas as Mulheres do Mundo (1966), seu maior sucesso no cinema. À época, Leila Diniz ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília. O cineasta Luiz Carlos Lacerda, o Bigode, define a amiga de adolescência como uma mistura de Marilyn Monroe (1926-1962) e Dercy Gonçalves (1907-2008). “Feminina como a Marilyn, irreverente como a Dercy”, completa.
Uma imagem rara mostra Leila e Ana Maria cantando e dançando ao som de Urucubaca (1970), do The Fevers. A cena faz parte de uma comédia que nunca chegou a ser concluída: As Bandidas, de Gustavo Dahl (1938-2011). “Quero apresentar a Leila às novas gerações como uma mulher que abriu a estrada da revolução sexual no Brasil. Provocou as mulheres a conquistar autonomia e igualdade sem jamais perder a ternura. Num mundo cada vez mais agressivo, seu legado de amor e alegria pode nos tornar pessoas melhores”, acredita.
Lei anti-palavrão
Leila recebeu muitas homenagens: crônica de Carlos Drummond de Andrade e músicas de Taiguara, Milton Nascimento, Martinho da Vila e Rita Lee
Acervo pessoa/Ana Maria Magalhães via BBC
No documentário, o jornalista Tarso de Castro (1941-1991) fala da entrevista que Leila deu ao Pasquim na edição de 20 de novembro de 1969. “Eu não leio críticas. Eles vão ficar (*) comigo, mas não leio”, “De uns três meses pra cá, eu ando muito (*) porque a Excelsior se (*) e eu junto” e “Se eu quisesse fazer (*), estava rica”.
Foram tantos os palavrões (72, ao todo!) que os editores acharam melhor substituí-los por asteriscos. “Pouco tempo depois, seria instaurada a censura prévia aos meios de comunicação no país. Uma nova Lei da Imprensa que ficaria popularmente conhecida pelo nome da atriz”, explica o jornalista Marcio Pinheiro, autor de Rato de Redação — Sig e a História do Pasquim (Matrix), referindo-se ao decreto-lei 1.077, de 26 de janeiro de 1970.
A edição com a entrevista com Leila Diniz, a de número 22, foi a terceira mais vendida da história do Pasquim: 117 mil exemplares. Atrás apenas da edição de número 27, que vendeu 200 mil exemplares, e a de número 23, 140 mil. “Naquele período, o Pasquim vendia mais do que Manchete e Veja, dois dos fenômenos editoriais da época”.
Tão polêmica quanto a entrevista dada ao Pasquim só a sessão de fotos que Leila Diniz aceitou fazer, grávida de cinco meses, para a revista Cláudia. A atriz posou de barriga de fora, dentro d’água e com um chapéu de palha, para a câmera do fotógrafo Joel Maia na ilha de Paquetá.
Exílio na serra
Em outro trecho do documentário, o advogado Marcelo Cerqueira lembra da perseguição que a cunhada sofreu na ditadura. Sob o argumento de que Leila ameaçava a moral e os bons costumes, chegou a ser expedido um mandado de prisão.
Em janeiro de 1971, dois policiais compareceram aos estúdios da TV Tupi, no antigo Cassino da Urca, para cumprir a determinação judicial. Para evitar a prisão de sua jurada, o apresentador Flávio Cavalcanti (1923-1986) aconselhou Leila a ir ao banheiro assim que o programa voltasse do intervalo comercial.
Nos bastidores, Leila trocou de vestido com Laudelina Maria Alves, a Nenê, sua secretária, e fugiu, em um carro da produção, para Petrópolis, região serrana do Rio.
Enquanto isso, Cerqueira e Nenê, disfarçada de Leila Diniz, eram interceptados pelos agentes da lei em frente ao número 204 da avenida Epitácio Pessoa, onde a atriz morava, em Ipanema.
“Leila andava assustada. Tinha medo que os fanáticos do regime militar, que a consideravam imoral e subversiva, conseguissem prendê-la”, recorda o filho do apresentador, Flávio Cavalcanti Júnior, autor de Senhor TV (Matrix). “O velho, então, a convidou para passar uns dias conosco. Leila conquistou a todos com seu alto astral”.
O então ministro da Justiça, Alfredo Buzaid (1914-1991), concordou em suspender a ordem de prisão de Leila Diniz, mas impôs uma condição ao advogado Marcelo Cerqueira: a atriz teria que assinar um termo de responsabilidade, se comprometendo a não falar mais palavrões em público.
Se o avião em que Leila Diniz viajava não tivesse caído na tarde de 14 de junho de 1972, Leila Roque Diniz estaria hoje com 77 anos. O que ela estaria fazendo? Na biografia Leila Diniz — Uma Revolução na Praia (Cia das Letras), o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos dá algumas pistas ao citar seus sonhos mais recorrentes: “abrir uma escola”, “escrever um roteiro com o título Todos os Homens do Mundo” e “partir para a produção de espetáculos”.
Difícil dizer, admitem seus amigos. “Imaginar o que Leila estaria fazendo hoje, penso eu, é impossível. Certamente, não estaria fazendo nada daquilo que a gente imagina. Leila sempre foi uma figura absolutamente surpreendente”, derrama-se Bigode. Algo, porém, é certo.
“Estaria de mãos dadas com todo mundo que está lutando contra esse retrocesso de costumes”, acredita Marieta.
“Certamente, lutaria do seu jeito espontâneo e divertido contra o autoritarismo, a censura e os horrores do atual governo”, completa Ana Maria.
Relembre crônica de Rubem Braga sobre Leila Diniz em 1979:
Jornal Hoje: Crônica de Rubem Braga sobre Leila Diniz (1979)

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Shows e desfiles de moda voltam à Venezuela, mas apenas para quem tem dinheiro


Movimentação no show business volta a acontecer pela primeira vez em mais de sete anos. Pessoas assistem a festival de música urbana no estacionamento de um shopping em Caracas, Venezuela
Reuters/Leonardo Fernandez Viloria
Fãs venezuelanos de pop e reggaeton que podem pagar o equivalente ao salário mínimo mensal do país por um ingresso estão lotando os shows pela primeira vez em mais de sete anos para ver seus artistas nacionais e internacionais favoritos.
Um abrandamento parcial dos problemas econômicos do país, que continua marcado por desigualdades extremas, tem incentivado o retorno dos eventos musicais em Caracas e outras cidades.
Desde março, cantores como a dominicana Natti Natasha, a banda colombiana Morat e o grupo Il Divo se apresentam em locais de todo o país.
“Muitos artistas decidiram não vir para a Venezuela (por anos)”, disse Felix Colmenares, produtor de eventos, observando que muitos de seus colegas deixaram o país em meio a um êxodo contínuo com seis milhões de venezuelanos migrando desde 2015.
Os eventos, em sua maioria acomodando apenas alguns milhares de espectadores, tendem a esgotar os ingressos, incluindo um festival de música urbana que aconteceu no início deste mês no estacionamento de um shopping center de Caracas.
A próspera situação de shows é um dos vários sinais recentes de uma melhora superficial na economia da Venezuela desde o relaxamento dos controles cambiais em 2019 e a adoção mais ampla do dólar norte-americano, permitindo o surgimento de mais restaurantes sofisticados, cafés e até cassinos, que foram legalizados em 2020.
Uma semana de moda local foi retomada no final de abril dentro de um hotel de luxo em Valência, capital do Estado de Carabobo, apresentando 27 criações de estilistas locais, em um esforço para reviver a indústria têxtil do país.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Treta da batatinha, ‘medo’ de revolta e ‘fuga’ em avião: Metal Open Air na visão das bandas


Festival começou sem palcos e terminou com debandada de equipe técnica por medo de apanhar. Integrantes do Korzus e do Shaman contam ao g1 como foi fazer parte do evento. O Metal Open Air tinha tudo para mudar a cena do metal no Brasil, mas terminou virando o Fyre Festival brasileiro. Fyre Festival antes de o original acontecer, porque o evento em São Luís, no Maranhão, completou uma década e segue fazendo parte do folclore da cena do metal brasileiro.
Metal Open Air, 10 anos do fracasso… repórter relembra cobertura
Fyre Festival: festa nas Bahamas com ingressos de até R$ 28 mil virou sinônimo de mico
Além de 47 shows, o festival prometia área de camping e uma superestrutura nos dias 20, 21 e 22 abril de 2012. Não foi o que se viu.
O g1 conversou com duas das principais atrações nacionais do Metal Open Air (as bandas paulistanas Korzus e Shaman) para entender como foi acompanhar a derrocada do evento diretamente dos palcos e bastidores. Veja e ouça trechos dos depoimentos no podcast acima e no vídeo abaixo.
Metal Open Air, 10 anos do fracasso… repórter relembra cobertura do festival no Maranhão
Shaman e o caso das batatinhas
Thiago Bianchi, então vocalista do Shaman, viu uma cena na área de camarins que chamou atenção dele:
“Um amigo nosso que estava trabalhando com o Megadeth passou segurando uma garrafa de vinho e deu um grito muito alto no corredor falando o Dave Mustaine disse que queria a porra das batatinhas dele. E jogou uma garrafa de vidro no chão”, relata o cantor, hoje vocalista do Noturnall. No fim do relato, ele fez um som estridente imitando o estrondo da garrafa quebrada.
“Todo mundo olhou assim, né? Porra! Três horas para ver uma batatinha frita… ‘O cara disse que ele vai subir no palco, se ele tiver batatinha frita, eu não sei o que’. Eu não sei se isso procedia porque eu sei que a pessoa que trabalhava direto com ele e duvido muito que o cara fizesse isso a troco de nada também, mas o cara deu um chilique lá, porque não tinha vindo as batatinhas fritas do Dave Mustaine.”
Bianchi entende que as tais batatinhas podem parecer um mero detalhe, mas havia muito mais por trás da ausência delas no camarim do vocalista do Megadeth.
“Isso pode ser muito sério, porque se você não consegue entregar uma batatinha frita para o maior músico daquela da sua noite… algo está muito errado. Isso ligou a nossa a nossa luz vermelha. Ficou todo mundo ‘Caralho, mano, será que esse evento vai dar merda? Daí começou a todo mundo ligar as anteninhas. Todo mundo começou a ficar cabreiro.”
Tudo um caos, tudo ‘normal’
Show do Shaman no Metal Open Air, em abril de 2012
Reprodução/Facebook/Edson Cortez
Antes disso, o vocalista diz que estava achando tudo normal antes, mesmo com o fato de as passagens terem chegado somente um dia antes do embarque. Era um “caos”, mas normal para os padrões do heavy metal, nas palavras dele.
“Público, banda, crew, todo mundo que vive o metal brasileiro, seja lá em qual área seja, sabe que não é exatamente um primor sobre o ponto de vista de organização, né?”, explica. “A gente ainda sofre muito e eu noto que isso acontece não só aqui no país, né? A gente viaja o mundo inteiro, tem países desorganizados.”
Foi com emoção, mas as passagens chegaram. O cachê também caiu na conta e eles tocaram no Metal Open Air na sexta-feira, primeiro dia de evento.
“Nosso show foi ótimo, não cortamos músicas nenhuma. A gente passou o sono no horário, nosso som estava ótimo. Eu lembro que a produção estava caótica, eu vi os caras correndo para lá e para cá, mas eu nunca vi um show um festival com todo mundo cantando kumbaya e dando as mãos, nunca vi. Todo mundo está sempre correndo para lá e para cá.”
As bandas Destruction, Anvil e Megadeth tocam no Metal Open Air, em São Luís, em 2012
Alex Trinta/G1
Thiago ficou sabendo do perrengue que o público estava passando no Metal Open Air quando foi dar autógrafos depois do show.
“Tava aquela ‘muvuquinha’, mas um cara conseguiu furar a segurança e veio até mim ele estava coberto de lama. Ele falou ‘cara, eu vim aqui te falar para pedir ajuda para organização do evento’. Porque você não sabe o que está acontecendo na área de camping.”
O camping oficial do evento ficava em um estábulo, com apenas um chuveiro para centenas de fãs acampados. O odor incômodo deveu-se ao fato de o Parque Independência, em São Luís, ser utilizado para sediar a Exposição Agropecuária do Maranhão (Expoema).
“O cara começou a me relatar tudo que estava acontecendo e eu falei ‘Cacete, sério?’ Claro que eu falei ‘Não espera aí!’ e eu fui atrás do Felipe Negri [produtor do evento]. E nessa hora ele tinha sumido”, relembra. Thiago não conseguiu apurar o que estava acontecendo, mesmo perguntando para seguranças e para produtores do festival.
Depois que o show do Megadeth terminou, o vocalista do Shaman falou para os amigos de banda que era hora de ir embora. Para ele, o festival não tinha mais chance de “dar certo”. Eles conseguiram lugares em um voo que estava saindo de São Luís com várias bandas “fugindo” antes do previsto.
“Era um clima de todo mundo ser testemunha de um atropelamento. Todo mundo estava pensando ‘Nossa cara, você viu?’. Ninguém conseguia se sentar, não foi um voo com todo mundo dormindo”, recorda.
Ele testemunhou conversas entre integrantes do Anthrax e do Megadeth sobre os problemas na estrutura do festival. Segundo eles, os perrengues eram parecidos com os que viveram nos anos 80 nos Estados Unidos.
“Todo mundo sabia que a história estava acontecendo diante dos nossos olhos e que nós estávamos fazendo parte de um evento que ficaria para a história do Metal brasileiro. Infelizmente de uma forma negativa, né?”, completa Thiago.
Korzus e o show final
Marcello Pompeu, vocalista do Korzus, durante show no Metal Open Air, em 2012, em São Luís, no Maranhão
Acervo Pessoal/Dick
O line-up deveria ter 47 bandas, mas só 14 tocaram. Cada show, então, era comemorado como se fosse único, fosse ele de uma banda famosa ou de uma banda qualquer.
O Korzus, que não é uma banda qualquer, fez o último show do sábado. Acabou sendo o último show do festival, porque não houve evento no domingo. O Korzus acabou fazendo a trilha do fim do caos. Foi uma proeza o grupo paulista ter feito o grande show que fez.
Há de se considerar que a equipe de iluminação tinha debandado. Antes do show do Korzus, a maior parte da equipe técnica já havia parado de trabalhar. Os camarins, por exemplo, já estavam desmontados.
Marcello Pompeu, vocalista do Korzus, lembra bem do que viveu no Metal Open Air. Ao g1, ele diz que tinha conhecimento das confusões e da precariedade do evento antes do show, mas já havia recebido o cachê.
“A questão de subir no palco tocar foi uma decisão da banda”, ele resume. “Tinha muita gente no show e a gente foi remunerado. Tava pago, tudo certinho. Como assim ir embora, né? Ao mesmo tempo, outras pessoas ficaram colocando muito medo na gente: ‘se vocês forem, a galera vai subir vai quebrar tudo, vai pegar vocês, dar um pau em vocês’. Então, você via que era uma briga entre produtores.”
Dick e Marcello Pompeu no show da Korzus no Metal Open Air, em 2012
Arquivo Pessoal/Dick
Ele garante que ouviu versões diferentes sobre o que estava acontecendo. Produtores ligados à Lamparina Produções Artísticas diziam uma coisa; pessoas da Negri Produções Artísticas diziam outra coisa. Ele não deixa claro qual das duas tentou convencê-los a não tocar, por causa do medo da reação dos fãs.
“Não podemos receber o dinheiro de um trabalho e ir embora, porque algumas bandas gringas receberam o cachê, mas por causa de uma caixa de guitarra ou por causa de um bumbo de bateria deram meia volta, volver.”
Ele disse que a falta de estrutura e o clima de despedida do evento não atrapalharam a performance. “São poucas vezes que a gente goza de uma estrutura tão boa como aquela para fazer um show. Um palco bacana, uma galera bombado ali.”
“A gente fica muito triste com isso, mas fora essas coisas aí, para nós do Korzus foi sensacional, porque a gente fez um show monstruoso. Eu fiquei até sem voz. De tantas músicas além do que a gente tinha se proposto a fazer para poder de alguma forma é suprir, né? Essa decepção que os headbangers estavam tendo lá.”
Os fãs foram ressarcidos?
Público no sábado do festival Metal Open Air, em 2012, o dia mais cheio do evento em São Luís
Alex Trinta/g1
As duas produtoras trocaram acusações entre si, durante o evento e depois dele. Em 2018, a Justiça condenou que os organizadores pagassem uma indenização de R$ 3.541,83 por danos morais para cada um dos fãs.
Após a defesa do festival recorrer, o Ministério Público pediu a suspeição do juiz do caso, o que ainda não foi decidido pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. Não há previsão para retomada do processo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Lightyear’ mostra Pixar cada vez mais acomodada ao seguir fórmula de aventuras espaciais; g1 já viu


Estúdio abandona busca por inovações em animação previsível. Filme conta história do herói fictício que inspirou boneco de ‘Toy Story’. Por muitos anos desde que lançou o primeiro “Toy Story” (1995), a Pixar conquistou o público com uma busca marcante por inovações artísticas e narrativas. “Lightyear”, filme derivado do grande clássico, é a antítese da marca do estúdio – e deveria servir de alerta para uma empresa cada vez mais acomodada em seu sucesso.
A animação que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros segue tanto fórmulas de aventuras espaciais e da própria Pixar que mesmo seus melhores momentos não escapam do previsível.
No fim, o Buzz que finalmente estrela o próprio filme está a tantos anos-luz do carisma de seu boneco da franquia original que parece uma cópia genérica – e pouco justifica a existência de mais uma história de origem.
Assista ao teaser de ‘Lightyear’
O favorito de Andy
Antes mesmo da primeira cena, “Lightyear” tenta se explicar. Em “Toy Story”, o garoto Andy ficou muito feliz por ganhar um boneco baseado em um de seus filmes favoritos. A nova animação é, em teoria, este filme.
Por isso, o protagonista não é o mesmo personagem que o boneco (“buzzneco”, se preferir). Até os dubladores foram mudados (nos EUA, Tim Allen dá lugar a Chris Evans, o Capitão América. No Brasil, Guilherme Briggs passa o capacete para Marcos Mion).
A história acompanha o patrulheiro espacial Buzz Lightyear em sua tentativa de salvar toda uma colônia humana após a queda em um planeta hostil, situação causada claramente pela arrogância do próprio.
Cena de ‘Lightyear’
Divulgação
Para isso, ele mergulha em uma jornada por redenção constituída por diversas viagens próximas à velocidade da luz, em busca de um motor para levar todos a salvo para seu destino.
Infelizmente, a relatividade faz com que cada um dos voos dure minutos para o piloto e anos para aqueles na superfície.
Enquanto vê todos os amigos e colegas envelhecerem e viverem suas vidas nas frações de tempo que passa com eles, Buzz se mostra cada vez mais obcecado em consertar tudo sozinho – sem tempo para analisar se sua missão sequer faz sentido.
Cena de ‘Lightyear’
Divulgação
Infinito faltando
Se tivesse sido lançado no começo dos anos 1990, “Lightyear” talvez realmente fosse algo minimamente inovador. No entanto, pega emprestado tantas referências e sequências de filmes das décadas anteriores e posteriores que termina um tanto quanto datado.
Mais do que isso. A animação seria uma ótima oportunidade para explicar o que, exatamente, fazem os patrulheiros espaciais, organização que traz tanto orgulho ao brinquedo original. Ou então, quem sabe, de onde vem o ego sem tamanho que ambos compartilham.
Seria, mas aos poucos o filme se mostra uma sucessão de boas chances perdidas. A maior delas é o sentimento de que talvez a história da melhor amiga de Buzz, mulher que comanda a colônia ao longo dos anos e vive uma vida completa e realizada, seria muito mais interessante.
A frustração se equilibra com inúmeras situações inexplicáveis – como Buzz não sabia que cada teste duraria anos? – e referências tão óbvias que soam como uma mistura apressada de todos os filmes de aventura espacial dos últimos anos.
Cena de ‘Lightyear’
Divulgação
Acorda, Pixar
O gosto ruim, é claro, é muito mais resultado de uma expectativa alta em público acostumado à excelência dos criadores de “Toy Story”, “Wall-E” (2008) e “Viva – A vida é uma festa” (2017).
“Lightyear” não é ruim, apenas é terrivelmente mediano. Há alguns vislumbres da inventividade da Pixar, como um assistente pessoal no corpo de um gato robótico que rouba todas as suas cenas, mas elas não vão muito longe.
Talvez o estúdio esteja satisfeito com o conforto da liderança sem riscos, enquanto vê novatos como a Sony (responsável por “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a melhor animação dos últimos anos) assumirem a vanguarda das inovações.
Mas, para quem cresceu com a lembrança de ver “Toy Story” pela primeira vez no cinema e gostaria de passar a mesma sensação para os filhos, é muito pouco.
Cena de ‘Lightyear’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Amber Heard desabafa sobre ‘ódio e hostilidade’ nas redes sociais após julgamento contra Depp


Atriz concedeu a sua primeira entrevista após perder julgamento contra o ex-marido, o ator Johnny Depp. Amber Heard foi condenada por difamação e terá que pagar US$ 10 milhões a Jhonny Depp
Evelyn Hockstein/Pool/Reuters
“Não me importo com o que pensam de mim, ou que julgamentos eles querem fazer sobre o que aconteceu na privacidade da minha própria casa, no meu casamento, a portas fechadas.”
A atriz americana Amber Heard diz que não espera que o público entenda o que ela viveu em seu casamento com o ator Johnny Depp, relacionamento que terminou em 2017 e recentemente chamou a atenção após ações judiciais movidas por ambos que levaram a um julgamento midiático.
“Não presumo que a pessoa comum deva saber dessas coisas. Portanto, não levo para o lado pessoal”, disse à rede norte-americana NBC, na primeira entrevista após perder um julgamento contra Depp nos Estados Unidos.
Johnny Depp abre conta no TikTok e consegue mais de 4,6 milhões de seguidores em um dia
VÍDEO Ator é aplaudido em show na Inglaterra
A atriz de 36 anos considera que “o ódio e a hostilidade” que recebeu na internet durante a sua batalha judicial é um sinal de que não houve um “retrato justo” do caso nas redes sociais.
Depp a processou por difamação depois que Heard publicou um artigo em 2018 no The Washington Post no qual falava – sem nomear o ator – da violência física e emocional que experimentou em um de seus relacionamentos.
O júri considerou Heard culpada e concedeu uma indenização de mais de US$ 10 milhões a Depp por danos ao determinar que a atriz havia difamado o ex na questão central do abuso doméstico.
Heard disse que vai recorrer. Um processo contra os advogados de Depp lhe deu direito a uma indenização de US$ 2 milhões em reparação de danos.
‘Eu não os culpo’
Depp agradeceu ao tribunal por ter “devolvido” sua vida após a decisão a seu favor
Getty Images/Via BBC
Em uma prévia da entrevista publicada pela NBC, a atriz americana disse que não leva os julgamentos públicos para o lado pessoal.
“Mas mesmo alguém que tem certeza de que eu mereço todo esse ódio e hostilidade, mesmo que alguém pense que estou mentindo, não poderia me olhar nos olhos e me dizer que acha que houve um retrato justo [do caso ] nas redes sociais”, disse.
“Você não pode me dizer que pensa que isso foi justo”, completou.
A atriz disse que não culpou os sete jurados por decidirem contra ela, pois considerou que eles foram influenciados pela notoriedade pública de Depp, assim como pelo trabalho dos advogados dele para retratá-la como “uma pessoa sem credibilidade”.
“Como eles não chegariam a essa conclusão? Se haviam sentado naqueles assentos e escutaram durante três semanas os testemunhos incessantes e implacáveis de funcionários pagos”, disse.
“Não os culpo. Na verdade, eu entendo. Ele é um personagem querido e as pessoas sentem que o conhecem. É um ator fantástico.”
Semana Pop mostra raio-x da vida financeira de Johnny Depp e Amber Heard
Ao ser questionada sobre o fato de que o trabalho dos jurados não era se deslumbrar com as figuras que tinham à frente, mas examinar fatos e provas, e que ao final não acreditavam no que ela havia dito, Heard insistiu em seu posicionamento.
“Novamente: como poderiam, depois de escutar três semanas e meia de testemunhos sobre como eu era uma pessoa sem credibilidade, acreditar em uma palavra que saísse da minha boca?”, questionou.
A entrevista será exibida na sexta-feira (17/06) pela NBC nos Estados Unidos, mas a emissora adiantou que haverá mais prévias ao longo da semana.

Fonte: G1 Entretenimento