Categorias
ENTRETERIMENTO

Jaime Alem e Nair de Cândia reeditam álbum raro, lançado em 1979 com participação de Gonzaguinha


♪ Embora tenha ficado mais conhecido depois que começou a trabalhar com Maria Bethânia, de quem foi maestro de 1985 a 2010, Jaime Alem iniciou a carreira nos anos 1970 ao lado da cantora Nair de Cândia, com quem também firmou parceria na vida.
A dupla debutou no mercado fonográfico com o álbum Jaime & Nair, lançado em 1974 pela gravadora CID. O segundo e último, Amanheceremos, veio ao mundo cinco anos depois, em 1979, com repertório altamente politizado composto por Jaime Alem de forma quase inteiramente solitária (somente uma das 12 músicas, Didática, trouxe também a assinatura de Walter Antônio Krausche).
É esse álbum Amanheceremos que Jaime e Nair de Cândia relançam em março, somente em edição digital, 43 anos após o lançamento do LP original.
Capa do álbum ‘Amanheceremos’, de Jaime Alem e Nair de Cândia
Reprodução
Gravado com os toques de músicos como Ari Piassarollo (guitarra), Jorjão (baixo) Jota Moraes (piano acústico e elétrico) e Jurim Moreira (bateria), além do próprio Jaime Alem ao violão, o álbum trouxe a voz do cantor Gonzaguinha (1945 – 1991) na música-título Amanheceremos.
Cinzel de ouro, O canto dos homens, Santo falso e Tesouros de César são outras músicas do álbum, título raro da discografia brasileira, nunca editado em CD.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘BBB22’ terá dois novos participantes


Homem e mulher que se juntarão a grupo dos Pipocas já estão confinados e casa de vidro será montada dentro da residência do reality show. Os Pipoca do ‘BBB22’ realizam jogo no primeiro dia da edição
Reprodução/Globo
A Globo anunciou nesta sexta-feira (4) que o “Big Brother Brasil 22” vai ganhar dois novos participantes. A identidade dos dois ainda não foi revelada, nem quando exatamente se juntarão aos demais, mas eles fazem parte do grupo dos Pipocas — ou seja, não são famosos — e são um homem e uma mulher.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Mayra Cardi lamenta perda de ‘tanque’ de Arthur Aguiar no ‘BBB’: ‘Onde vou lavar minhas calcinhas?’


Namorada critica alimentação e ganho de peso do ator no reality. Mayra Cardi repreendeu Arthur Aguiar após ator comer pão no BBB 22
Reprodução
Mayra Cardi, ex-BBB e namorada de Arthur Aguiar, participante da edição atual do reality, criticou o ganho de peso do ator no programa.
Ela mostrou uma foto que mostra que ele perdeu o “tanquinho” – barriga com músculos à mostra, sem gordura.
“Meu tanque está indo embora!”, lamentou a influenciadora. “Quero saber onde lavarei minhas calcinhas???”, ela brincou.
Mayra Cardi lamenta Arthur Aguiar sem ‘tanquinho
Reprodução / Instagram
Os comentários sobre a alimentação de Arthur feitos por Mayra, que não é nutricionista, têm sido criticados nas redes sociais pelo excesso de rigor. Ela já lamentou que ele tenha comido pão durante o programa.
Ao mesmo tempo, comentários de Arthur sobre o quanto ele comeu também viralizaram e se transformaram em brincadeira na edição do programa.
Leia mais:
Jejum elogiado por Mayra Cardi pode estimular transtorno alimentar em adolescentes, diz entidade
BBB 22 motiva debate sobre alimentação: entenda o que são os transtornos alimentares e como lidar
Arthur Aguiar foi o rebelde dos ‘Rebeldes’, mas carreira solo fica atrás de vídeos com Mayra Cardi

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Dying Light 2’ tem mundo apocalíptico feito para boa exploração e combate; mas faltou refinamento; g1 jogou


Game tem cidade vasta que permite explorar ao máximo em busca de recursos e traz bom combate que podem ser atrapalhados por alguns bugs. ‘Dying Light 2: Stay Human’: trailer do jogo
Sempre ouvimos que a “noite é uma criança” e que tudo pode acontecer. Em “Dying Light 2: Stay Human”, por outro lado, a noite vai ser o maior pesadelo do jogador, que vai precisar encontrar um local seguro esperar o dia raiar. Isso porque neste mundo pós-apocalíptico dominado por zumbis e outras monstruosidades, é durante a noite que os mortos-vivos ficam mais agitados e espécies mais fortes e poderosas dessas aberrações saem para caçar. E, claro, você é o prato principal.
E é óbvio que, para deixar o desafio ainda maior, o game do estúdio polonês Techland apresenta missões que acontecem no período noturno justamente para aumentar o desafio de sobreviver nesse mundo do futuro. Os inimigos mais fortes que aparecem sob a luz do luar não podem ser derrotados facilmente e a única alternativa é fugir por sua vida — e o desespero ao escutar os gritos de hordas de monstros atrás de você é desesperador.
Em ‘Dying Light 2: Star Human’, você precisa correr de monstros para sobreviver
Divulgação/Techland
Na história da sequência de “Diyng Light”, lançado em 2015, que chega nesta sexta-feira (4) para Xbox Series X/S, PlayStation 5, Xbox One, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC, um vírus extremamente contagioso infectou quase toda a população do planeta, transformando a todos em zumbis. Não é um enredo original, mas funciona bem para criar a ambientação deste universo. O mapa é aberto e denso, permitindo uma exploração robusta em busca de recursos e de melhorias como talvez nunca se viu antes em um game com zumbis. Este é o ponto forte do novo jogo: ter um cenário recheado do que fazer e com muito a descobrir em um verdadeiro “sandbox” (gênero de jogos onde o jogador pode fazer quase o que desejar como “GTA”, “Just Cause” ou “Minecraft”, por exemplo). Contudo, a história contada por meio das missões principais não chega a empolgar tanto. Isso não chega a surpreender já que outros títulos da Techland como “Dead Island”, também de infestação de zumbis, não tinha o endedo como ponto forte. O que se destacou era o combate e a luta por sobrevivência.
A promessa de mais de 500 horas de conteúdo de jogo, incluindo missões principais, secundárias e a exploração enquanto tentamos sobreviver às infestações de mortos-vivos é bastante audaciosa, mas ela é entregue. Como no primeiro game, a visão em primeira pessoa, focando na movimentação rápida do parkour e nos combates com armas brancas (bastões, porretes, facões, etc), aliado com um grande detalhamento visual deste mundo, são os pontos positivos. Remetendo muitas vezes ao antigo game “Mirror’s Edge”, você vai dar grandes saltos, ficar pendurado em beiradas de prédios, dar cambalhotas, deslizar por cabos presos em grandes alturas e muitas outras ações que dão aquele frio na barriga. Tudo como se fosse o seu ponto de vista.
História batida, mundo incrível
Na pele de Aiden, uma espécie de sobrevivente desse vírus que transforma a todos em zumbis, você deve partir em busca da sua irmã que estaria viva em algum lugar. Ao mesmo tempo, por o personagem ter o vírus no corpo, durante a noite, ele pode começar a se transformar em um morto-vivo, e precisa correr desesperadamente para encontrar uma fonte de luz UV, que consegue evitar essa mutação. Aliás, ao longo do game, nos momentos de perseguição, é apenas esse ponto iluminado azul que vai salvar o jogador, além da luz do sol ao amanhecer. Elas funcionam como um tipo de veneno para certos inimigos.
Um dos monstros que vai perseguir você à noite em ‘Dying Light 2’
Divulgação/Techland
O ciclo de dia e de noite é muito importante e você precisa ficar atento ao relógio. Durante o dia, há zumbis nas ruas, mas eles são fracos e pode ser facilmente eliminados. Usando suas habilidades de parkour, ficar por cima dos telhados ajuda a evitar confrontos desnecessários. Mas se você não for discreto, esses zumbis vão entrar em uma perseguição mortal e conseguem escalar os prédios em busca da sua carne fresca.
Durante a noite, os monstros mais poderosos saem da toca e vão perseguir Aiden implacavelmente se ele estiver dando bobeira na rua. Não há como serem eliminados, então, correr por sua vida é a única alternativa atrás de uma fonte de luz UV ou de um abrigo protegido. Além dos gritos assustadores, indicadores na tela ficam mostrando o quão perto eles estão de você.
Então, é melhor ficar saindo só de dia e dormir à noite? Não. Os jogadores mais habilidosos vão querer explorar pontos específicos do mapa que servem de ninho dos monstros que só podem ser acessados à noite. De dia, os zumbis estão ativos lá dentro longe do sol. No período noturno, eles saem para caçar e é a chance de invadir esses locais e obter itens raríssimos que vão dar boas vantagens para Aiden. Essas vantagens incluem acessórios e armas melhores e itens que desbloqueiam novas habilidades. E, como foi dito, as missões principais e secundárias geralmente se encerram à noite justamente para causar uma sensação de desespero enquanto você precisa fugir dos monstros. Ouvir o som deles gritando atrás de você é digno de pesadelos.
Combates e elementos de RPG
Quando você precisa lutar, os combates de Diyng Light 2 funcionam muito bem. Por estarem nessa visão de primeira pessoa utilizando os movimentos do parkour, eles apresentam bastante intensidade. Além de usar os armamentos que você encontra pelo caminho (e pode melhorá-los conforme encontra sucata e outros itens), as habilidades de parkour permitem, por exemplo, usar inimigos para pegar impulso e dar uma bela voadora no adversário que está logo em frente. Vale destacar que, além dos mortos-vivos, neste mundo sem lei, onde os sobreviventes se organizaram em pequenas comunidades, há grupos armados que querem dominar territórios. Eles são bastante perigosos e usam as mesmas armas que Aiden para atacar. Contra eles, os reflexos de combate são bastante importantes para vencer.
Usando parkour para se movimentar, game apresenta cidade imensa e cheia de conteúdo
Divulgação/Techland
Ao longo do game, as habilidades são aprimoradas conforme você encontra os itens especiais à noite, entra em combate ou consegue comprar melhorias nas lojas espalhadas na cidade dentro de pequenas vilas fortificadas. Você pode fazer um escambo com o que você coletar pelo caminho e ir ajudando esses pequenos grupos de sobreviventes a crescer e melhorar suas vidas. E conforme você melhora o que Aiden pode fazer, você pode enfrentar grupos de adversários maiores e consegue alcançar locais de difícil acesso. Por isso, a exploração no game foi muito bem trabalhada e é o grande ponto de destaque.
Coletar os recursos para a criação de itens é outro elemento que faz com que o jogador explore a cidade. O sistema é simples para até os mais iniciantes criarem poções de vida e aprimoramentos nas armas. Aliás, elas são finitas: use-as demais e elas perdem sua função. Mais um motivo para explorar e encontrar armamentos mais poderosos. Tal qual alguns RPGs, as armas possuem níveis e você vai querer encontrar as mais raras e fortes para utilizar.
A cidade foi muito bem construída para proporcionar a exploração exigida pelo game, além de ser incrivelmente detalhada. Há prédios altos, casa mais baixas, plantações onde você encontra recursos, pontes, cordas e muito mais. Tudo com aquele tom de fim do mundo com plantas dominando as construções, carros abandonados pelas ruas e muito mais.
Por outro lado, por mais que o trabalho visual e de conteúdo de jogo esteja muito bem feito e deixa tudo muito divertido, a parte técnica deixa a desejar. Foram encontrados muitos bugs ao longo da aventura. Entre os mais comuns estão travamentos e o game encerrar sozinho — isso no meio de uma missão, obrigando a reiniciar o jogo e a começar tudo de novo. Outro erro que aconteceu foi atravessar e ficar preso em parece ou cair em um buraco infinito, também necessitando recomeçar o jogo. São falhas que incomodam e prejudicam a qualidade do game, mas que podem ser consertadas com uma atualização posterior. Um game tão bonito e com tanto conteúdo não merecia ter esse tipo de problemas.
Zumbis vão dar trabalho ao jogador em ‘Dying Light 2’
Divulgação/Techland
Ainda, nos videogames de nova geração (Xbox Series X e PlayStation 5), há três opções visuais. O modo resolução prioriza as imagens em 4K de definição. O modo qualidade coloca mais elementos na tela e ray tracing para sombras mais precisas, mas deixa o visual bastante borrado. Senti que precisava de óculos. Já o modo desempenho reduz a resolução mas prioriza uma taxa de 60 quadros por segundo, deixando a movimentação mais fluida. Seria perfeito para este tipo de jogo cheio de ação, mas, aparentemente, a qualidade visual perde muito. No teste, foi escolhido jogar no modo com resolução maior.
“Dying Light 2: Stay Human” consegue superar o antecessor em todos os quesitos. Mesmo com os problemas, é um game mais parrudo em conteúdo e visualmente mais bonito. Para quem gosta desse tipo de exploração nos mínimos detalhes, de procurar uma construção e fazer de tudo para conseguir subir nela, procurar pelos itens mais raros de todas as maneiras e ir expandindo as habilidades do personagem, o resultado final é satisfatório. Mas tenha em mente que os bugs estarão lá para aparecer quando menos se espera, tal qual os zumbis assustadores.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Com alta dos NFTs, Tesouro dos EUA alerta sobre lavagem de dinheiro por meio da arte

Estudo divulgado nesta sexta-feira (4) aponta para necessidade de tomar medidas mais duras para dificultar crimes financeiros por meio do novo mercado de arte. NFT: 5 pontos sobre a tecnologia que torna um arquivo digital ‘único’
O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu nesta sexta-feira (4) um conjunto de recomendações para combater o financiamento ilícito no mercado de arte de alto valor e alertou que o mercado emergente de arte digital, como os tokens não fungíveis (NFTs), pode apresentar novos riscos.
NFT: como funciona o registro de coleções digitais que já valem milhões de dólares
O estudo também disse que dependendo da estrutura e incentivos do mercado, o mercado de arte digital, como os NFTs, pode apresentar novos riscos, uma vez que suas características o tornam vulnerável à lavagem de dinheiro.
Em um estudo publicado nesta sexta-feira, o Tesouro concluiu que há algumas evidências de risco de lavagem de dinheiro no mercado de arte de alto valor, mas evidências limitadas de risco de financiamento do terrorismo, disse o órgão em comunicado.
A pesquisa mostra que os mais vulneráveis no mercado são empresas que oferecem serviços financeiros que não estão comprometidos com o combate à lavagem de dinheiro ou financiamento ao terrorismo, alertando que empréstimos baseados em ativos “podem ser usados para disfarçar a fonte original de fundos e fornecer liquidez a criminosos”.
Uma autoridade sênior do Tesouro norte-americano disse que entre os próximos passos está obter um retorno das partes interessadas, como as do Congresso. Ele disse que o Tesouro espera que o estudo incentive as indústrias a adotarem medidas adicionais para dificultar a lavagem de dinheiro por meio do mercado de arte.
A autoridade acrescentou que o Tesouro pensará mais sobre se são necessárias medidas regulatórias adicionais neste mercado.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Mães paralelas’ mistura maternidade e questões políticas com sensibilidade; g1 já viu


Novo filme de Pedro Almodóvar marca sua sétima parceria com Penélope Cruz. Cineasta resgata episódio histórico ocorrido durante a Guerra Civil Espanhola, na década de 1930 O mais incrível sobre Pedro Almodóvar é o fato de que, mesmo realizando diversas obras cujo principal tema tem se repetido há alguns anos (no caso, a maternidade), ele sempre encontra variações que nunca demonstram cansaço e obtém o objetivo de emocionar o público.
Em seu mais recente trabalho, “Mães paralelas”, ele insere um novo elemento, relacionado a eventos históricos e políticos na Espanha, que se interliga com o assunto principal de maneira criativa e contundente. O filme estreou nos cinemas nesta quinta-feira (3) e chega à Netflix no dia 18.
Assista ao trailer legendado do filme “Mães Paralelas”
A trama é centrada em Janis (Penélope Cruz), uma fotógrafa profissional que pede ao arqueólogo Arturo (Israel Elejalde), que consiga encontrar os restos mortais de familiares assassinados pela Falange Espanhola, grupo de inspiração fascista que atuou durante a Guerra Civil ocorrida na década de 1930. Os dois acabam se envolvendo, mas o caso termina quando Janis se descobre grávida.
Apesar de ficar sozinha, a fotógrafa se anima com a gravidez e leva a gestação até o fim. Quando está prestes a dar a luz, Janis conhece a jovem Ana (Milena Smit), com quem compartilha o quarto no hospital e também engravidou por acidente. Ao contrário de Janis, Ana não está tão contente de ser mãe, ainda mais com os conflitos que tem com a própria matriarca, Teresa (Aitana Sánchez-Gijón), uma veterana atriz de teatro.
Mesmo com os sentimentos contraditórios em relação à maternidade, Janis e Ana se tornam grandes amigas e, com o passar do tempo, confidentes em relação aos seus conflitos pessoais. Mas inesperadas reviravoltas surgem para mudar a vida dessas duas mulheres de uma maneira que elas jamais imaginariam.
Penélope Cruz e Milena Smit numa cena de “Mães Paralelas”
Divulgação
Amor de mãe
A ideia de fazer “Mães paralelas” não é recente. Almodóvar, que além de dirigir, assina o roteiro, tinha a intenção de realizar esse filme há mais de uma década. Tanto que criou um pôster que aparece em uma cena de “Abraços partidos”, de 2009, também estrelado por Penélope Cruz.
O tempo foi crucial para que Almodóvar aprimorasse seu texto e entregasse uma obra sublime em vários aspectos, seja na direção, na fotografia, trilha sonora (mais uma vez assinada pelo parceiro de longa data, Alberto Iglesias) ou no elenco. Mas o que mais chama a atenção foi a maneira que o cineasta espanhol escolheu para misturar dois assuntos complexos numa mesma história e conseguir torná-los igualmente tocantes.
Ana (Milena Smit) não se dá muito bem com a mãe, Teresa (Aitana Sánchez-Gijón) em “Mães paralelas”
Divulgação
Na questão da maternidade, “Mães paralelas” comove por mostrar as transformações sentidas por Janis, que inicialmente se apresenta como uma mulher extrovertida e bem resolvida com a vida que escolheu e, que, com a gravidez, percebe que também possui um grande sentimento materno pela filha Cecília, que cresce com o passar do tempo.
Ao conhecer Ana, Janis acaba passando para a jovem parte desse amor e faz com que ela tenha uma visão mais positiva de sua condição e até possa se tornar uma mãe melhor, apesar da pouca idade.
Assim, Almodóvar faz com que o público (principalmente o feminino) tenha uma boa identificação com os conflitos das protagonistas e possa até relacionar o que acontece com elas com fatos que acontecem na vida real das pessoas. Isso é um dos maiores méritos dessa nova realização do cineasta espanhol.
‘Madres Paralelas’, novo filme de Pedro Almodóvar com Penélope Cruz
Divulgação
Memória viva
A outra questão que Almodóvar levanta em “Mães Paralelas” está no resgate de um episódio triste e doloroso da Espanha que não é muito divulgado, que é a perseguição e morte de pessoas durante o período em que a Falange Espanhola agiu naquele país. Através do desejo de Janis de resgatar os restos mortais de seus familiares, o filme discute aspectos sobre memória, legado e aprendizado.
Pode parecer até estranho um filme misturar dois assuntos tão distintos quanto esses. Mas Almodóvar prova que é realmente um realizador diferenciado e não perde o foco em lidar com uma proposta tão complexa quanto essa. Algo que talvez não ficasse tão impactante nas mãos de outro diretor, que também não saberia tratar as reviravoltas da história com o cuidado e delicadeza necessárias para o filme.
Janis (Penélope Cruz) e Ana (Milena Smit) acabam unidas pelo destino em “Mães paralelas”
Divulgação
Em sua sétima colaboração com Almodóvar, Penélope Cruz entrega mais uma grande atuação em sua carreira como Janis. A atriz trabalha bem as camadas de sua personagem, além de criar uma ótima sintonia com a co-estrela Milena Smit, também excelente em seu papel.
No elenco, vale destacar a participação de atrizes que se notabilizaram em trabalhos anteriores do diretor, como Julieta Serrano (“Dor e Glória”) e Rossy de Palma (“Mulheres à beira de um ataque de nervos”), que não atuava em um filme do diretor desde “Julieta”, de 2016.
Exibido na abertura do Festival do Rio de 2021 e com grandes chances de ser lembrado nas principais premiações do cinema, “Mães Paralelas” é uma obra terna, sensível e impactante. Como os melhores trabalhos de Pedro Almodóvar são capazes de oferecer.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

station eleven, girls5eva, yellowjackets, a volta de sex and the city: 2022 até agora


Eis um compilado do que tenho visto, de bom e não tão bom, neste difícil começo de 2022:
Station Eleven (HBO Max)
Mackenzie Davis em cena de “Station Eleven”
Divulgação/HBO Max
A não ser que a gente tenha o melhor ano das últimas décadas em matéria de  série boas, não tem a menor chance de “Station Eleven” (ou “Estação Onze”, na HBO Max) não aparecer no meu top 3 de séries deste 2022 (sim, eu sei que estreou no finalzinho de 2021). Porque, olha: que série maravilhosa.
De dar vontade de rever tudo, de ficar apegada aos personagens, de terminar episódios chorando abraçando a TV (talvez eu tenha feito isso). Adaptação de livro igualmente excelente – ousaria dizer que a série supera o livro -, conta a história de um grupo de pessoas que sobrevivem a uma, hã, sim, a uma pandemia que dizimou 99% da população mundial.  
Mas a série não é sobre a pandemia, que é só o ponto de partida para a história. É muito mais sobre a vida depois do fim do mundo, sobre esperança, recomeços e várias palavrinhas clichê que aqui fogem completamente do óbvio para entregar uma história linda, maluca, profunda e delicada. 
A série vai e volta no tempo e é centrada em Kristen (Matilda Lawler criança, Mackenzie Davis adulta, ambas sensacionais), uma menina que atuava como atriz mirim numa peça de Shakespeare  e é uma das sobreviventes da pandemia graças à ajuda de um desconhecido. Vinte anos depois, ela é parte de uma trupe de atores e músicos que faz anualmente uma turnê pelos, digamos, povoados formados por quem sobreviveu à tragédia.
“Station Eleven” fala de arte e civilização, de amizade, medo, amor. Tem personagens ótimos, atuações maravilhosas e uma história bem inesperada. Por favor: veja.  E nada de desistir depois de dois episódios. Acredita em mim, nunca te pedi nada. (Vou falar uma coisa para quem é leitor mais antigo deste blog: essa série é nível “The Leftovers”, inclusive é escrita por um de seus roteiristas.)
Girls5Eva (Globoplay)
Busy Philipps, Renée Elise Goldsberry, Sara Bareilles e Paula Pell em cena de “Girls5Eva”, do Globoplay
Divulgação/Globoplay
Quatro ex-integrantes de uma banda tipo Spicy Girls que só teve um grande sucesso, 20 anos atrás, se reencontram – e começam a querer relançar a banda – depois que uma de suas músicas é sampleada por um rapper badalado. Essa é a premissa da melhor estreia deste 2022 no streaming brasileiro até agora  (a série é do ano passado e demorou demais pra estar entre nós, mas enfim chegou, tks Globoplay).  
“Girls5Eva” é aquela série com tanta piada e tanta referência que vale ver e rever para poder rir em vários níveis.  Não é para menos: é escrita por uma ex-SNL, Meredith Scardino,  produzida pelos gênios Tina Fey (minha ídola suprema) e Robert Cartlock, as mentes brilhantes por trás de “30 Rock” e “Unbreakable Kimmy Schmidt”, e ainda tem as músicas – nada menos que geniais – escritas por Jeff Richmond (não por acaso marido da Tina Fey). 
Como toda comédia, é sempre bom lembrar, demora um pouquinho para achar o tom e engatar, tanto a história quanto as personagens – menos a maravilhosa Renée Elise Goldsberry (de “Hamilton”), que brilha do começo ao fim (ok, Sara Bareilles e sua Dawn está ótima desde o começo; Busy Philipps demora pra achar o tom de sua loira burra, e Gloria, personagem de Paula Pell, fica meio presa nas mesmas piadas. Nada grave).
Mesmo com alguns poucos defeitinhos iniciais, já no terceiro episódio a série atinge a perfeição com o produtor sueco e o drama do New York lonely boy. Vou usar de novo a palavra genial, porque meu vocabulário pra séries geniais é meio limitado, mas é isso aí. Vai com fé. É genial. 
Yellowjackets (Paramount +) 
Cena de ‘Yellowjackets’
Divulgação/Paramount+
Essa é a série feita sob medida para quem tem aquela saudade louca de “Lost”: um grupo de estudantes, de um time de futebol feminino, sobrevive a uma queda de avião e passa meses no meio do mato (e, aqui, num frio extremo), com pouca comida e coisas bem estranhas acontecendo.  
Como em “Lost”, a série se passa em dois tempos distintos: no presente, com as sobreviventes já adultas tendo que lidar com traumas e segredos 20 anos depois, e no passado, com as adolescentes tentando sobreviver enquanto esperam um resgate que demora mais de um ano pra chegar.
E, como em “Lost”, a gente sabe que não tem muito jeito de a história terminar de um jeito satisfatório. Mas estou ansiosa pela segunda temporada, preciso dizer.  Ah, a série tem no elenco nomes como Juliette Lewis e Cristina Ricci. 
And Just Like That, a volta de Sex and the city (HBO Max)
Cynthia Nixon, Sarah Jessica Parker e Kristin Davis em cena de And just like that, continuação de Sex and the City
Divulgação/HBO Max
Só pelo trailer a gente já tinha noção de que essa volta não ia ser boa, né. Pelo trailer e pela ausência da Samantha. Dito e feito: a nova temporada da série que foi um marco na TV no começo dos anos 2000 é sofrível. Eu assisti, claro, até porque queria ver como estavam hoje as personagens de quem eu tanto gostava lá atrás. Não foi fácil, desisti já no meio do primeiro episódio (que é ruim demais) e voltei depois que me convenceram que o episódio terminava bem (é verdade).
Os problemas aqui são vários. Como em 2021 ninguém mais tem licença para só ter personagens brancos e héteros numa série, ainda bem, a galera correu para colocar, hã, diversidade. Mas tudo aparece de um jeito quase sempre artificial demais (Charlotte e o marido aparentemente nunca tinha visto casais negros, Miranda aparentemente nunca tinha interagido com uma pessoa negra na vida, sem falar nas discussões bem artificiais sobre gênero e afins. Mas vale dizer que foi legal ver Sara Ramirez como Che).
Tirando que os diálogos são completamente forçados, de um jeito que quase nada ali parece dito por pessoas de verdade. Tudo, absolutamente tudo, envolve um trocadilho, uma resposta muito espertinha demais, uma citação a alguma coisa. Tão cansativo. Ah, e as atuações são ruins. E as roupas da Carrie já parecem meio over demais da conta. Enfim. 
Mas se você, como eu, era fã de “Sex and the City”,  talvez seja o caso de assistir, em nome do passado. Ou não.
*
Tirando isso estou ficando levemente cansada da Rue drogadona sem ninguém perceber em “Euphoria” e torcendo para a nova temporada da outrora sensacional “Search Party” seja melhor que o fraquinho quarto ano (ambas HBO Max), ficando bem apegada a “Superstore”, bela série good vibe pra ver sem compromisso (que tem tanto na Netflix quanto na Amazon Prime Video) e amando de paixão embora com atraso a segunda temporada de “Better Things” (Starplus). 

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Kanye West critica Kim Kardashian por permitir que filha deles de 8 anos faça vídeos no TikTok


North West tem mais de 5 milhões de seguidores na rede social. Ex-marido diz que perfil foi criado contra vontade dele; mãe diz que supervisiona filha e que é a principal cuidadora. Kanye West postou imagem da filha dele, North West, para dizer que o perfil no TikTok foi criado contra sua vontade e criticar a ex-mulher, Kim Kardashian
Reprodução / Instagram Kanye West
Kanye West criticou publicamente a ex-mulher dele, Kim Kardashian, por permitir que a filha dos dois, North West, de 8 anos, faça vídeos no TikTok. Ela tem um perfil no app de vídeos com mais de 5 milhões de seguidores.
O rapper que mudou recentemente o nome artístico para Ye reproduziu uma imagem do perfil da filha no app e escreveu: “Já que este é meu primeiro divórcio, eu preciso saber o que eu posso fazer contra a minha filha ser colocada no TikTok contra a minha vontade?”.
LEIA MAIS:
Muito além do ‘zap’, teorias da conspiração ganham roupagem ‘teen’ e crescem no TikTok
TikTok é processado no Reino Unido por coletar dados pessoais de crianças
Initial plugin text
Kim Kardashian respondeu ao ex-marido com um texto publicado no Instagram: “Os constantes ataques de Kanye em entrevistas e nas redes sociais machuca mais do que qualquer TikTok que North possa criar.”
“Eu estou fazendo o melhor para proteger minha filha, e também permito que ela explore a criatividade no meio que ela quer, com supervisão de um adulto.”
“Isso a traz felicidade. O divórcio é difícil o bastante para as nossas crianças e a obsessão de Kanye com controle está só nos machucando mais”, completou Kim.
Kim Kardashian, North West e Kris Jenner em campanha da Fendi
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Conheça o adolescente que ganhou as redes sociais com suas tiradas: ‘Minha vivência está no trabalho’


O pernambucano Pedro Vinicio tem apenas 16 anos, mas demonstra maturidade ao utilizar traços infantis para traduzir sentimentos complexos. Conheça o adolescente que está bombando no Instagram
Com doses de sinceridade e maturidade, o humor sarcástico do ilustrador Pedro Vinicio, de 16 anos, ganhou as redes sociais. Seu perfil no Instagram reúne quase 250 mil seguidores, entre eles uma galera famosa, como Fafá de Belém e as atrizes Thaís Araújo e Mônica Iozzi.
Apesar da pouca idade, o pernambucano da cidade de Garanhuns demonstra maturidade ao utilizar traços infantis para traduzir sentimentos complexos.
“O trabalho é a pessoa, a vivência da pessoa. Por exemplo, a minha vivência está no trabalho, porque eu venho da escola, vejo um casal de velhos conversando, to ligado. To na biblioteca, to ligado”, explica o artista.
O Segue o Fio bateu um papo com o artista (assista ao vídeo acima).
Ilustração do pernambucano Pedro Vinicio, de 16 anos
Pedro Vinicio
Siga o canal oficial do g1 no YouTube
Como se inscrever
Para seguir o g1 no YouTube é simples, basta clicar neste link.
Ou você ainda pode acessar o canal do g1 no YouTube. Fazer o login e clicar no botão inscrever-se que fica no topo da página no lado direito.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Vídeo mostra momento em que cantor Safadão e a mulher furam fila da vacina em Fortaleza


O músico, a mulher e mais duas pessoas foram denunciados por corrupção passiva e peculato por furarem a fila da vacina. Wesley Safadão se vacinou fora do local agendado para receber o imunizante Janssen; e a mulher recebeu a vacina antes da data prevista para a idade dela, conforme o Ministério Público. Vídeo mostra momento em que Safadão fura a fila da vacinação em Fortaleza
Um vídeo de câmeras de segurança mostra o momento em que o cantor Wesley Safadão e a mulher dele, Thyane Dantas, furam a fila da vacinação contra a Covid-19 em Fortaleza. O vídeo foi exibido durante o depoimento de Thyane ao Ministério Público sobre o caso. O casal e mais duas pessoas foram denunciados por corrupção passiva e peculato.
Compartilhe esta notícia no WhatsApp
Compartilhe esta notícia no Telegram
Conforme o Ministério Público, “Wesley e Thyane chegam à praça de alimentação [do shopping onde era aplicada a vacinação] na companhia de Marcelo [amigo apontado pelo MP. Este vai até a mesa onde está sentada Ellen, que levanta e cumprimenta Wesley e Thyane. Em seguida, Ellen direciona o casal, que adentra o espaço sem qualquer checagem e sem ser submetido a qualquer verificação preliminar”
Ainda segundo a denúncia do Ministério Público, Safadão escolheu um local onde era aplicada dose da Janssen, vacina que garante imunização com apenas uma aplicação; e a mulher dele se vacinou antes da data prevista para a idade dela.
Em depoimento, Thyane é questionada por que eles receberam “tratamento diferenciado”. Ela responde: “Eu acredito porque somos pessoas diferentes. No sentido de ser público e ter esse cuidado de não aglomerar. Talvez se ele [Wesley] sentasse ali na fila, ia ter pedido de foto. Eu acredito que, por isso, que ele teve esse cuidado de colocar ali na frente”.
Denúncia por corrupção e peculato
Segundo Ministério Público, Wesley Safadão e a mulher furaram fila de vacinação em shopping de Fortaleza; eles foram denunciados por corrupção passiva e peculato
MPCE/Reprodução
O cantor Wesley Safadão, a mulher dele, Thyane Dantas, a produtora Sabrina Tavares e uma servidora da Secretaria de Saúde de Fortaleza foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelos crimes de peculato e corrupção passiva privilegiada na investigação sobre a vacinação.
O documento foi protocolado no Poder Judiciário na manhã desta sexta-feira (5), dois dias após o Tribunal de Justiça do Ceará decidir pela liberação das investigações relativas a esses dois crimes – paralisadas por força de um habeas corpus impetrado pelo cantor em novembro de 2021 -, mas a apuração sobre crime contra a saúde pública foi arquivada.
LEIA TAMBÉM:
Safadão diz que não chegou a acordo porque teria de declarar culpa e pagar cerca de R$ 1 mi
Justiça manda suspender investigação contra Wesley Safadão por furar fila da vacina
Vacinação de Safadão: Justiça tranca investigação de crime contra saúde pública, mas mantém apuração de peculato e corrupção
Thyane Dantas, mulher de Wesley Safadão, foi vacinada em Fortaleza mesmo estando fora da faixa etária e sem agendamento.
Reprodução/Instagram
A denúncia é assinada por oito promotores de Justiça e resulta de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado em julho de 2021, um dia após o casal e a produtora do cantor receberem doses de imunizante contra o coronavírus, em descompasso com o calendário público ou local previamente divulgados.
Safadão nega acordo com Ministério Público
Segundo as investigações, o esquema contou com a participação de servidores efetivos e terceirizados da Secretaria de Saúde de Fortaleza, além de assessores e amigos do cantor.
Continuação da investigação
Nesta quarta-feira (2), a 2ª Câmara Criminal do órgão, que reúne quatro desembargadores, julgou o mérito e definiu que a investigação de peculato e corrupção passiva poderia continuar, caso fosse o entendimento do MPCE. Ambos são crimes contra a administração pública.
Esses tipos penais são específicos a funcionários públicos. Contudo, há entendimentos em tribunais brasileiros que imputam esses crimes a pessoas que não atuam no serviço público. Nesses casos, o crime pôde ser voltado ao investigado que não é servidor, mas teria atuado com funcionários públicos e sabia que eles trabalhavam em funções públicas.
Veja trecho do acórdão que trata sobre esta decisão:
“Crimes contra a administração Pública. Peculato-desvio e corrupção passiva. Atipicidade das condutas não demonstrada. Fatos que se amoldam, em tese, aos tipos penais imputados. Delitos cometidos por servidores públicos ou equiparados. Desvio de doses de imunizante em proveito alheio. Prática de ato de ofício com infração a dever funcional cedendo a pedido ou por influência de outrem. Pacientes que não são funcionários públicos. Agentes que, contudo, teriam supostamente concorrido na condição de partícipes. Possibilidade, em tese, conforme aplicação do art. 30 do código penal. Comunicabilidade das condições de caráter pessoal elementares do crime. Indemonstrada manifesta atipicidade. Contornos fáticos concretos que devem ser estabelecidos, sendo o caso, em eventual denúncia”
A assessoria de imprensa do cantor disse, em nota, que “o Tribunal, no entanto, autorizou o MP cearense a prosseguir com a apuração da conduta dos servidores, com base no artigo 312 do Código Penal, que prevê o crime de peculato”. A defesa afirmou que irá recorrer desta decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Assista às notícias do Ceará no g1 em 1 Minuto:
a

Fonte: G1 Entretenimento