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20 hits em 20 anos: a história de ‘Razões e Emoções’, hino emo que ‘furou a bolha’ em 2007


No final dos anos 2000, ser emo era algo perigoso. Era preciso ter coragem para colocar uma munhequeira na mão e uma franja na cabeça. Diminutivo para hardcore e emotivo, “emo” era uma modinha forte. Mas ainda era meio nichado.
Até que veio uma música sobre um cara que sentia demais: “Razões e Emoções”, do NX Zero. Nela, Di Ferrero cantava assim no refrão:
“Entre razões e emoções, a saída
É fazer valer a pena
Se não agora, depois, não importa
Por você posso esperar”
Esta matéria faz parte da série “20 hits em 20 anos”, que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do “20 hits em 20 anos” para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop aqui!
NX Zero
Divulgação
“Razões e Emoções” foi a faixa que colocou o rock pela última vez no Top 10 das mais ouvidas do ano. Nunca mais o pop rock furou a bolha e bombou tanto.
A letra bem que poderia ser a de um hit sertanejo cheio de sofrência, mas é de um pop rock emotivo.
E a história dela é a seguinte:
Di Ferrero tinha uma namoradinha aos 19 anos. Mas eles deram um tempo e, aí, ela engravidou. Quando ele canta o trecho que diz “estou cantando agora pra você ouvir com outra pessoa”, o cantor está falando da moça ouvindo com o pai do filho dela.
Entre idas e vindas do NX Zero, o baterista Daniel Weksler fez parte da banda da Pitty, com quem ele teve uma filha. E o guitarrista Gee Rocha virou um produtor super requisitado do rap.
Depois que o NX Zero acabou em 2019. O vocalista Di Ferrero botou na cabeça que queria ser o Justin Timberlake brasileiro ou Lulu Santos da nova geração. Ele ainda não conseguiu, mas segue tentando.
E a gente fica na torcida para que ele faça outra “Razões e Emoções”, que é uma música colante, simples e sem medo de ser pop.
O grupo NXZero levou o prêmio de melhor música na votação popular
Ide Gomes/G1

Fonte: G1 Entretenimento

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Shakira lança música da Copa: os bastidores da gravação secreta de ‘Dai Dai’ no Maracanã


Os bastidores do vídeo de ‘Dai Dai’, música oficial da Copa, com o ‘Dance Maré’
A nova aposta de hit da FIFA para a Copa do Mundo de 2026, “Dai Dai”, chega oficialmente às plataformas nesta quinta-feira (14) unindo a estrela colombiana Shakira ao cantor nigeriano Burna Boy.
Com o Maracanã como cenário, o vídeo promocional da faixa foi gravado sob sigilo no fim de abril, estrelando o coletivo carioca Dance Maré — apenas dois dias antes de o grupo dividir o palco com a cantora no show histórico para 2 milhões de pessoas em Copacabana.
Ao g1, os integrantes do grupo liderado por Raphael Vicente detalharam os bastidores da produção internacional e a rotina de ensaios. Confira abaixo.
Convite, bastidores e mimos
Diferente do que se especulava, a produção no Maracanã não integra o videoclipe oficial da faixa, mas funciona como um material de divulgação estratégico para as redes sociais.
O convite surgiu de última hora, enquanto o grupo ensaiava para a apresentação de Copacabana.
Dance Maré revela bastidores de vídeo com Shakira no Maracanã: ‘Parecia que já a conhecíamos’
Divulgação
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O grupo chegou ao estádio no início da tarde para aprender novas sequências com as coreógrafas Liz e Darina, sob supervisão remota da própria Shakira.
“A gente gravava e enviava para ela ver se aprovava a formação e a proposta”, explicou a dançarina Maria Eduarda Reis, de 24 anos.
A cantora colombiana chegou ao set apenas à noite para gravar suas cenas com o grupo. Para o vídeo, o Dance Maré contou com o reforço de outros dez dançarinos convidados, totalizando 20 pessoas.
Ao fim das gravações, o coletivo presenteou Shakira com uma cesta repleta de lembrancinhas brasileras, incluindo sandálias e doces tradicionais como brigadeiro e cajuzinho.
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Um cover que mudou tudo
A história do Dance Maré com Shakira começou de forma despretensiosa. Foi durante a Copa de 2022, quando o grupo decidiu gravar um “remake” do clipe de “Waka Waka”.
Sem a intenção de alcançar a artista, o vídeo viralizou e, em uma semana, foi compartilhado pela própria colombiana em todas as suas redes sociais.
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O gesto abriu portas para uma sucessão de colaborações:
o grupo gravou um vídeo oficial para o remix de “Estoy Aquí” (parceria da cantora com Papatinho);
dançou para ela no palco do “Domingão com Huck”;
foi convidado para a performance histórica na Praia de Copacabana.
Apresentação para 2 milhões de pessoas
Para o Dance Maré, a participação no show de Shakira na Praia de Copacabana superou qualquer experiência anterior em grandes eventos.
O coletivo subiu ao palco já na reta final da apresentação para dançar “Waka Waka”, o hit que estabeleceu a primeira ponte entre eles e a colombiana.
“Quando vimos aquela multidão e depois a Shakira vindo abraçar a gente, percebemos que tinha acontecido. Saímos do palco muito emocionados, com todo mundo chorando, porque foi, de fato, a maior experiência de nossas vidas”, disse o dançarino João Victor Silva, de 25 anos.
Coletivo ‘Dance Maré’ nos bastidores do show de Shakira na Praia de Copacabana.
Divulgação
Começo de tudo
A trajetória do grupo começou em um ministério de dança de uma igreja local na Maré. Apesar disso, a inspiração inicial para formar o coletivo veio de um grupo de “global pop” chamado Now United.
“Fizemos um videocover de uma música deles, um clipe, e as pessoas da nossa bolha amaram. A partir dessa vontade de expor nossa arte para além da igreja, de forma externa, que nasce o Dance Maré”, conta Raphael Vicente.
Atualmente, os dez integrantes fixos — com idades entre 24 e 29 anos — conciliam o coletivo com profissões paralelas, atuando como instrutores de dança em academias, dançarinos profissionais, criadores de conteúdo e estudantes universitários.
Legado e o ‘Dance Maré Space’
A repercussão internacional conquistada ao lado de Shakira deve se transformar em impacto social permanente até o fim de 2026 com a inauguração do “Dance Maré Space”.
A sede própria, que já está em obras, funcionará como um centro de treinamento e escola de dança com preços sociais voltados exclusivamente para moradores da comunidade.

Para o fundador do coletivo, a passagem pelos maiores palcos do mundo serve como validação do propósito central do grupo:
“Fazer com que as pessoas continuem vendo palcos cheios de gente da favela sendo talentosa”, finaliza.

Ensaio do coletivo ‘Dance Maré’, formado por 10 dançarinos ‘crias’ do Complexo.
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Com novo álbum, Os Garotin avisam que são pop: ‘Se Anitta falou, quem vai dizer que não?’


Os Garotin lançam ‘Força da Juventude’ nesta quinta (14)
Divulgação/Mateus Aguiar
Os Garotin lançam “Força da Juventude”, segundo álbum de estúdio do trio, nesta quinta (14). O álbum segue o bem-sucedido “Os Garotin de São Gonçalo”, dobrando a aposta no funk e no soul que os consolidaram. (E eles reforçam: é música pop.)
Com grande elenco, “Força da Juventude” inclui participações de Marina Sena, BK’, Liniker, Lenine e Arthur Verocai. Mas acima de tudo, é bem Os Garotin: o álbum brinca com essa “molecagem” dos músicos, que não se levam muito a sério — segundo os próprios, eles “vão ter 80 anos e ainda vão ser garotin”, mas com responsabilidade.
“A gente participou daquele protesto a favor da democracia e a gente vê artistas mais velhos ainda batalhando, lutando depois de já ter dedicado a vida toda a isso. Então, a gente precisa se levantar em prol de uma vida melhor pra nossa geração, pro nosso país”, diz Cupertino.
“A gente não pode se omitir, deixar essa energia que a gente tem passar. Esse nome ‘Força da Juventude’ é muito forte para a gente como responsabilidade. É a coisa de ser responsável, mas não se levar a sério, não achar que é o centro do mundo. A gente não pode abandonar essa essência jovem, assim como o Arthur Verocai não abandonou, assim como Lenine não abandonou”.
Ao g1, eles falam sobre o novo álbum, parcerias e relação com críticas. Veja:
Feat com Anitta e resposta às críticas
No primeiro disco do trio, Os Garotin já cantavam sobre uma mulher “pique Anitta”. Anos depois, em 2026, estão no álbum da própria, com a parceria “Caso de Amor”.
O encontro entre os artistas se deu quando Os Garotin foram convidados para o “camp” de composição na casa de Anitta, para o disco “Equilibrivm”.
Segundo Cupertino, “no meio da composição, Anitta foi vendo que a gente estava ali junto com ela, foi gostando do astral” e os convidou não só para compor, como para cantar com ela.
“A Anitta é a patroa mesmo do rolé, cara. Quando a gente tá com ela, é uma aula”, diz Leo.
“É muito foda fazer parte da curadoria do que a Anitta considera hoje, o que é a música pop brasileira. Marina Sena, Liniker… Ela olhou pra música brasileira e falou assim: ‘Eu quero essas pessoas aqui’. E pra gente fazer parte dessa curadoria do que é a maior artista do Brasil no mundo, é uma honra”.
Os Garotin lançam ‘Força da Juventude’ nesta quinta (14)
Divulgação/Mateus Aguiar
Os meninos também contam que, quando ganharam o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, foram muito criticados porque “não seriam pop”. Eles concorriam com Luísa Sonza (“Escândalo Íntimo”), Jão (“Super”), Iza (“Afrodhit”) e Melly (“Amaríssima”).
Por isso, o feat com Anitta seria mais uma consolidação de que Os Garotin são pop, sim, senhor.
“Teve uma galera aí que ficou falando: ‘Mas Os Garotin não são pop’. Se tinha alguém que falava que Os Garotin não é música pop, eu acho que essa pessoa tem que engolir para dentro, porque Os Garotin é pop sim. A Anitta falou que é pop, quem vai dizer que não é? Se Anitta falou que é, se eu fosse você, ficava quieto”.
“Esse assunto deixa a gente meio estressado. Porque a pessoa que falou para mim isso, eu tô c*gando literalmente para ela. Eu nem ouço nada dessa pessoa. Essa pessoa, para mim, nem existe. Aí veio a base de fãs… ‘Ah, porque Os Garotin não são pop’. Nosso som é maior legal. Pô, é popzinho style maneiro, tá ligado?”.
Foi um artista que falou isso sobre eles? “Não dá nem para dizer que é artista”, responde Léo, desconversando sobre quem seria.
Durante a entrevista, Léo chegou a mostrar o prêmio na tela. “Olha o que tá escrito aqui: Os Garotin, pop contemporâneo. É, quem falou isso não ganhou [o Grammy] nesse ano.”
Lenine ‘paizão’ e Verocai atemporal
“Força da Juventude” tem gente grande junto d’Os Garotin. Mas uma das músicas que mais se destaca é “Soul Brasileiro”, parceria com Lenine e o grande bandolinista Hamilton de Holanda.
A música cita “Jack Soul Brasileiro”, sucesso do pernambucano, e é um soul com jeitinho de samba, ou vice-versa.
Os Garotin e Lenine durante gravações de ‘Soul Brasileiro’
Divulgação/Matheus Yashi
Os Garotin consideram Lenine um “deus da rítmica”, mas contam que foi o ídolo quem os procurou.
“A gente tava no aeroporto. Aí o filho dele olhou a gente e falou: ‘Opa, meu pai quer falar com vocês. Meu pai quer falar com vocês’. Que legal, do nada, né? Não é todo dia que tem um Lenine querendo falar com você.”
O convite veio para se apresentar na homenagem a Lenine no Marco Zero, em Pernambuco. Mas a “coincidência danada”, nas palavras deles, é que eles já preparavam uma música inspirada pelo pernambucano, que já estava até gravada. Ficou fácil convidar Lenine para entrar no álbum.
“Não tem nada mais brasileiro do que o nordestino, né? Então é um sabor muito forte pra música que pintou muito. E e essa junção é do Nordeste com a gente ali, dos nossos sotaques diferentes cantando a canção, eu acho que deu mais sentido ainda pro ‘soul brasileiro'”, afirma Cupertino.
No fim do álbum, outro medalhão: Arthur Verocai comanda a orquestra de “Uma Noite Só”, faixa mais robusta do disco. Os músicos contam que Verocai elogiou a “imprevisibilidade harmônica” da canção, que não tem um tom definido e é cíclica, como um mantra.
Os Garotin: Cupertino (à esquerda), Leo Guima (ao centro) e Anchietx
Maria Vitória / Divulgação
Os Garotin não são os primeiros, nem os últimos a falar em Verocai. O compositor e maestro, na ativa desde os anos 60, virou figurinha carimbada entre artistas da nova geração — que o citam, sampleiam ou convidam para participar de seus trabalhos.
Para Os Garotin, garantir que o músico tenha seu trabalho revisitado é quase uma missão: “Se não prestaram atenção naquela época, opa, pera aí”.
“O atemporal da música do Verocai, se não prestaram atenção naquela época, opa, pera aí. Então agora, nada vai passar batido, sabe? O que é foda mesmo, o que é bom, não passa batido. A canção vem para o mundo numa missão, e esse propósito vai ser cumprido. E cara, a gente poder chamar o Verocai pro nosso álbum e colaborar para que mais pessoas vão ouvir os discos dele, poxa…”

Fonte: G1 Entretenimento

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Gabi Brandt e Saulo Poncio reatam: veja linha do tempo do relacionamento e relembre tretas


A influenciadora Gabi Brandt e o cantor Saulo Poncio
Reprodução/Instagram
A influenciadora digital Gabi Brandt e o cantor Saulo Poncio reataram o relacionamento. Em um comunicado compartilhado com a revista “Quem”, o casal afirmou que a decisão foi tomada “em família”.
Gabi e Saulo iniciaram o relacionamento em 2019 e, em 2021, se separaram. Eles são pais de Davi, de seis anos, Henri, de cinco, e Beni, de três anos.
No comunicado enviado à “Quem”, o casal reforçou que eles têm amor um pelo outro e que os dois estão focados no futuro.
Vídeos em alta no g1
“A vida de uma família não se resume ao momento de maior exposição que ela já viveu. Não se trata de apagar nada. Trata-se de não parar o relógio num momento de maior tensão e tratá-lo como definitivo”.
O início
A influenciadora e o integrante do duo UM44K iniciaram o relacionamento em junho de 2018.
Eles se casaram oficialmente em janeiro de 2019, em cerimônia realizada no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. A grande estrela musical da noite foi o cantor Ed Motta.
“Meu casamento com a Gabi é como se eu tivesse confirmando em atitude tudo que a gente fala para o outro, todo o amor e comprometimento que eu sinto por ela e ela por mim”, disse o cantor à época.
Crises e traições
Já em 2019, começaram as especulações sobre traições por parte de Saulo Poncio.
Passou a circular nas redes sociais um vídeo no qual o cantor aparecia num momento íntimo com uma mulher durante uma festa no município de Búzios (RJ).
Nos meses seguintes, outros relatos de traições de Saulo surgiram. À época, Gabi disse que chegou a terminar o relacionamento por um período de quatro meses, mas acabou retomando o casamento.
Nas redes sociais, internautas apontavam que logo após uma polêmica envolvendo sua fidelidade, o cantor dava um presente caro à esposa.
Em entrevista ao podcast “Piranhaocast”, a influenciadora contou que não tinha certeza das traições e que seu marido sempre negava.
“Chegou um ponto que eu só tinha Deus. A internet inteira acabava comigo, achando que eu aceitava [as traições]. O Saulo sempre teve problema com isso, inclusive em outros relacionamentos. Ele foi a maior decepção da minha vida e a maior surpresa, de alegria e felicidade.”
Término com amizade – e a volta
Gabi Brandt e Saulo Pôncio terminam casamento
Reprodução/Instagram/Gabi Brandt
Em janeiro de 2022, Gabi Brandt anunciou nas redes sociais que o casal terminaria a relação. “Vou amá-lo pro resto da vida e em mim ele terá pra sempre uma companheira e eterna intercessora”, diz trecho do texto publicado.
Os dois mantiveram uma relação próxima após a separação. Gabi, inclusive, seguiu morando na casa com ex-companheiro e os filhos até 2023.
Em 2024, Saulo iniciou um processo mais intenso de reaproximação. Ele lançou a canção “Carta Para Gabi” e deu diversas declarações pedindo para voltar com a ex, o que acabou acontecendo nesta quarta-feira.

Fonte: G1 Entretenimento

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Copa do Mundo 2026 terá show de intervalo com Madonna, Shakira e BTS

Madonna, Shakira e BTS serão as atrações principais do primeiro show do intervalo de uma final da Copa do Mundo da FIFA, no estádio de Nova York-Nova Jersey, em 19 de julho.
Com curadoria de Chris Martin, do Coldplay, e produção da Global Citizen, o show arrecadará fundos para o FIFA Global Citizen Education Fund, com foco em ampliar o acesso à educação de qualidade e ao futebol para crianças em todo o mundo.
O anúncio foi feito pelas redes sociais do Coldplay e da banda de K-Pop BTS.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Último filme da dupla de biografia de Bolsonaro arrecadou 33% do valor pago por Vorcaro para ‘Dark Horse’


Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
Os R$ 61 milhões financiados por Daniel Vorcaro para a realização de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, são o triplo do valor arrecado em bilheterias americanas pelo último filme realizado pelo ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.
Lançado em setembro de 2020 nos Estados Unidos, “Sequestro internacional” arrecadou pouco mais de R$ 20 milhões (US$ 4 milhões) no país, de acordo com o site Box Office Mojo. Na obra escrita e dirigida por Nowrasteh, Caviezel interpreta um homem sequestrado após viajar para o Egito.
“Dark Horse” é corroteirizado e dirigido por Nowrasteh. Nele, Caviezel interpreta o ex-presidente brasileiro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. Veja tudo o que se sabe sobre a cinebiografia.
Reportagem publicada pelo site Intercept Brasil nesta quarta-feira (13), o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pressionava pelos pagamentos.
Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em São Paulo, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça
O valor arrecadado por “Sequestro internacional” pode ser considerado baixo, mas depende também do orçamento da produção, que não foi divulgado.
“Som da liberdade” (2023), último sucesso de Caviezel, arrecadou mais de R$ 1,2 bilhão (US$ 250 milhões) ao redor do mundo. Já “O tesouro de Sarah” (2025), filme mais recente do diretor, conseguiu R$ 58 milhões (US$ 11,6 milhões).
A outra parceria da dupla arrecadou ainda menos. “O Apedrejamento de Soraya M.” (2008) fez menos de R$ 6 milhões ao redor do mundo (US$ 1,1 milhão).
O que se sabe sobre Vorcaro, Flávio Bolsonaro e ‘Dark Horse’
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro – e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
As informações foram reveladas pelo Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro de 2025.
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio.
Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O senador foi questionado na tarde desta quarta por repórteres sobre o tema ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF), mas apenas deixou a entrevista dizendo se tratar de “dinheiro privado”.
Mais tarde, o político divulgou um vídeo confirmando o pedido de dinheiro a Vorcaro, mas negando irregularidades. Ele afirmou ainda não ter “relações espúrias” com o banqueiro e defendeu a realização de uma CPI do Master.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP

Fonte: G1 Entretenimento

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Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh: quem são os artistas citados em áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro


Ouça áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Vorcaro em que ele chama banqueiro de ‘irmão’
O banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso pela Polícia Federal (PF) ajudou a financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado (ouça o áudio no vídeo acima).
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio.
No áudio de Flávio, ele cita nomes envolvidos na produção do filme:
“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.”
Abaixo, entenda quem são:
Veja quem são os nomes citados em áudio
Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
Jim Caviezel: ator que interpreta Jair Bolsonaro no filme.
O ator americano de 57 anos é mais conhecido por “A paixão de Cristo” (2004) e por ter participado de filmes mais conservadores nos últimos anos, como “Som da liberdade” (2023).
Cyrus Nowrasteh (citado no áudio como “Cyrus”): diretor do longa.
O ciineasta americano tem 69 anos trabalhou em filmes para a TV, como “Depois do atentado”, e para o cinema, como “O apedrejamento de Soraya M.”.
Ele já esteve envolvido em uma coprodução entre Estados Unidos e Brasil ao escrever o roteiro de “Jenipapo” (1995) com a diretora Monique Gardenberg.
O que se sabe sobre o filme
“Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um intruso controverso que ascende de um capitão de exército desconhecido a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e a alma de uma nação”, diz a sinopse oficial, segundo o site Deadline.
“Desde a sua concepção, quando Mario me trouxe a história de ‘Dark Horse’, foi pensado não como um retrato biográfico, mas como um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque, com significância cultural não apenas no Brasil, mas em todos os países”, afirmou o diretor ao Deadline.
“A história da ascensão improvável de Jair Bolsonaro e o atentado que sofreu em 2018 serviram de base para investigar até onde sistemas estabelecidos podem ir para se preservarem — e como um político pode se tornar o receptáculo das esperanças e medos de uma nação.”
Entenda o caso
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro – e as negociações envolveram contatos diretos com o filho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O senador foi questionado por repórteres sobre o tema ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF), mas apenas deixou a entrevista dizendo se tratar de “dinheiro privado”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Valor enviado por Vorcaro para filme sobre Bolsonaro é mais que o dobro do orçamento de ‘O Agente Secreto’


‘Dark Horse’ e ‘O Agente Secreto’
Montagem/g1
O banqueiro Daniel Vorcaro destinou R$ 61 milhões para produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O envio se deu após contatos diretos com o filho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
O valor é duas vezes maior do que o orçamento do filme “O Agente Secreto”, que recebeu R$ 28 milhões e representou o Brasil no Oscar 2026 com quatro indicações.
Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em São Paulo, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça
As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio para o banqueiro em setembro de 2025.
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações a existência do áudio e do conteúdo da reportagem.
A Ancine informou que o orçamento para filmar “O Agente Secreto” foi de R$ 28 milhões, dividido entre Brasil, França, Alemanha e Holanda.
O filme estrelado por Wagner Moura e dirigido por Kleber Mendonça Filho foi indicado ao Oscar nas categorias de melhor seleção de elenco, melhor filme internacional, melhor filme e melhor ator.
O longa também foi destaque no Festival de Cannes, tendo vencido as categorias de melhor diretor e melhor ator.
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Detalhes sobre ‘Dark Horse’
A biografia é estrelada por Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O ator americano de 57 anos é mais conhecido por “A paixão de Cristo” (2004) e por ter participado de filmes mais conservadores nos últimos anos, como “Som da liberdade” (2023).
Na direção está Cyrus Nowrasteh, um cineasta americano de 69 anos de filmes para a TV, como “Depois do atentado”, e para o cinema, como “O apedrejamento de Soraya M.”. Ele já esteve envolvido em uma coprodução entre Estados Unidos e Brasil ao escrever o roteiro de “Jenipapo” (1995) com a diretora Minque Gardenberg.
Ele assina o roteiro de “Dark Horse” com Mark Nowrasteh, baseado em argumento escrito por Mario Frias, ator e ex-secretário da Cultura durante o governo de Bolsonaro.
O elenco ainda tem Esai Morales (“Missão: Impossível – O Acerto Final”), Lynn Collins (“The Walking Dead”), Camille Guaty (“Duster”) como Michelle Bolsonaro e Jeffrey Vincent Parise (“General Hospital”).
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Qual a trama do filme?
“Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um intruso controverso que ascende de um capitão de exército desconhecido a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e a alma de uma nação”, diz a sinopse oficial, segundo o site Deadline.
“Desde a sua concepção, quando Mario me trouxe a história de ‘Dark Horse’, foi pensado não como um retrato biográfico, mas como um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque, com significância cultural não apenas no Brasil, mas em todos os países”, afirmou o diretor ao Deadline.
“A história da ascensão improvável de Jair Bolsonaro e o atentado que sofreu em 2018 serviram de base para investigar até onde sistemas estabelecidos podem ir para se preservarem — e como um político pode se tornar o receptáculo das esperanças e medos de uma nação.”
Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro para filme sobre o pai, diz site
Quando estreia?
Em 7 de abril, Caviezel publicou no Instagram que o filme estreia em 11 de setembro de 2026, uma sexta-feira. No Brasil, filmes normalmente estreiam às quintas.
O Deadline, no entanto, publicou em 21 de abril que não há data de lançamento, “ao contrário de algumas especulações online”, e que os cineastas ainda procuram vender o projeto.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP

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‘Dark Horse’: o que se sabe sobre cinebiografia de Bolsonaro, para a qual Flavio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro


Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar a cinebiografia “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro – e as negociações envolveram contatos diretos com o filho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio para o banqueiro em setembro do ano passado (ouça áudio no vídeo acima).
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações a existência do áudio e do conteúdo da reportagem.
Vorcaro está preso, como parte de uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.
Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro para filme sobre o pai, diz site
O que se sabe sobre ‘Dark Horse’
A biografia é estrelada por Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O ator americano de 57 anos é mais conhecido por “A paixão de Cristo” (2004) e por ter participado de filmes mais conservadores nos últimos anos, como “Som da liberdade” (2023).
Na direção está Cyrus Nowrasteh, um cineasta americano de 69 anos de filmes para a TV, como “Depois do atentado”, e para o cinema, como “O apedrejamento de Soraya M.”. Ele já esteve envolvido em uma coprodução entre Estados Unidos e Brasil ao escrever o roteiro de “Jenipapo” (1995) com a diretora Minque Gardenberg.
Ele assina o roteiro de “Dark Horse” com Mark Nowrasteh, baseado em argumento escrito por Mario Frias, ator e ex-secretário da Cultura durante o governo de Bolsonaro.
“Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um intruso controverso que ascende de um capitão de exército desconhecido a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e a alma de uma nação”, diz a sinopse oficial, segundo o site Deadline.
O filme tem estreia prevista para 11 de setembro de 2026, segundo publicação de Jim Caviezel no Instagram. O Deadline, no entanto, afirma que não há data de lançamento e que os cineastas ainda procuram vender o projeto.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP

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Justiça manda soltar MC Ryan SP da cadeia, mas impõe medidas cautelares como entrega do passaporte


MC Ryan SP
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A Justiça Federal concedeu habeas corpus e determinou a soltura do funkeiro MC Ryan SP, preso preventivamente desde abril na investigação da Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.
A decisão também beneficia Diogo Santos de Almeida e impõe medidas cautelares, como a proibição de deixar o país sem autorização judicial e a entrega do passaporte (leia mais abaixo).
A decisão foi assinada nesta quarta-feira (13) pela desembargadora Louise Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). A magistrada estendeu a MC Ryan SP os efeitos de outro habeas corpus já concedido pela 5ª Turma da corte a Henrique “Rato”, investigado no mesmo processo.
Segundo a investigação da Polícia Federal, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, contas de passagem, criptomoedas e remessas ao exterior. O inquérito aponta ainda suposta ligação com exploração de apostas ilegais, rifas clandestinas e lavagem de dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas.
No despacho, a desembargadora afirmou que a prisão preventiva não pode ser mantida sem que haja elementos suficientes sequer para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Federal. A magistrada destacou que, até o momento, nenhum dos investigados foi formalmente denunciado e que a PF pediu mais 90 dias para concluir diligências e perícias.
“É incongruente entender que não há provas para a formação da opinio delicti e manter a prisão preventiva”, escreveu a magistrada ao citar voto anterior da 5ª Turma do TRF-3.
A decisão também afirma que a prisão cautelar não pode ser usada como instrumento para facilitar investigações e que não havia demonstração concreta de que MC Ryan SP pudesse interferir na produção de provas. Segundo o documento, os equipamentos eletrônicos e materiais necessários para a apuração já haviam sido apreendidos pela Polícia Federal.
Os desembargadores ainda apontaram excesso de prazo na investigação. O entendimento foi o de que, mesmo considerando a complexidade do caso, os prazos previstos no Código de Processo Penal para conclusão do inquérito e oferecimento de denúncia não estavam sendo respeitados.
Apesar da soltura, MC Ryan SP terá de cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas estão:
Comparecer a todos os atos do processo;
Informar eventual mudança de endereço;
Comparecer mensalmente em juízo;
Não deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização judicial;
Não sair do país sem autorização da Justiça e entregar o passaporte, caso possua.
‘Narco Fluxo’
A Operação Narco Fluxo foi deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano. Na ocasião, a Justiça Federal aceitou o pedido da PF e decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP, do funkeiro MC Poze do Rodo, do empresário Raphael Sousa Oliveira — apontado como criador da página Choquei — e de outros investigados.
Segundo a PF, o esquema funcionaria por meio da movimentação de recursos ligados a apostas ilegais, rifas digitais e lavagem de capitais. As investigações apontam o uso de empresas de fachada, “laranjas”, operações com criptoativos e remessas internacionais para ocultar a origem do dinheiro.
No documento judicial, MC Ryan SP é apontado pela Polícia Federal como “beneficiário final” da estrutura investigada. A PF afirma que empresas ligadas ao setor musical e de entretenimento teriam sido usadas para misturar receitas lícitas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
A investigação também cita outros nomes apontados como integrantes da estrutura financeira do grupo, entre eles Tiago de Oliveira, Alexandre Paula de Sousa Santos, Rodrigo de Paula Morgado e Henrique Alexandre Barros Viana.
Justiça mantém prisão de funkeiros e influenciadores
A operação
A 5ª Vara da Justiça Federal em Santos, no estado de São Paulo, aceitou em 23 de abril o pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva do MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei e de outros investigados por envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
O pedido foi feito após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus. Com o avanço das investigações e a análise de provas apreendidas, a PF avaliou que há elementos suficientes para a conversão das prisões temporárias em preventivas.
Após a decisão judicial, a esposa de MC Ryan SP, Giovana Roque, foi vista deixando o Centro de Detenção Provisória de Belém, na Zona Leste de São Paulo, aos prantos. O cantor segue detido no local.
🔍A prisão temporária é usada no começo das investigações, quando a polícia ainda está reunindo provas. Ela tem prazo definido, geralmente de 5 ou 30 dias, e pode ser prorrogada em alguns casos. Já a preventiva não tem um prazo fixo. Ela é determinada por um juiz quando há risco, por exemplo, de a pessoa atrapalhar as investigações, fugir ou continuar cometendo crimes.
Os alvos tinham sido presos temporariamente no último dia 15 em uma operação da Polícia Federal. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas ao exterior.
A esposa do MC Ryan SP, Giovana Roque, sai aos prantos após saber que seu marido Mc Ryan continuará preso
Edu Araujo/Agnews
No habeas corpus, o ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, considerou ilegal o decreto de prisão temporária por 30 dias. Segundo ele, a própria Polícia Federal havia solicitado prazo de apenas cinco dias, período que já havia se encerrado.
Contudo, segundo a PF, a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos.
A PF também apontou risco de continuidade das atividades criminosas, além da possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.
Com a decisão judicial, 36 investigados tiveram suas prisões temporárias convertidas em prisões preventivas e 3 em prisões domiciliares. São eles:
Rodrigo de Paula Morgado: prisão preventiva. Apontado como contador e operador-chave;
Ryan Santana dos Santos: prisão preventiva. Conhecido como MC Ryan SP, apontado como líder e beneficiário final;
Tiago de Oliveira: prisão preventiva. Braço-direito e gestor financeiro de Ryan;
Alexandre Paula de Sousa Santos: prisão preventiva. Conhecido como “Belga” ou “Xandex”;
Lucas Felipe Silva Martins: prisão preventiva;
Sydney Wendemacher Junior: prisão preventiva;
Arlindma Gomes dos Santos: prisão preventiva. Vulgo “Nene Gomes”;
Raphael Sousa Oliveira: prisão preventiva. Criador da página “Choquei” e operador de mídia;
Marlon Brendon Coelho Couto da Silva: prisão preventiva;
Diogo Santos de Almeida: prisão preventiva;
Vinicius dos Reis Pitarelli: prisão preventiva;
Rodrigo Inacio de Lima Oliveira: prisão preventiva;
Luis Carlos Custodio: prisão preventiva;
Jose Ricardo dos Santos Junior: prisão preventiva;
Ellyton Rodrigues Feitosa: prisão preventiva;
Caroline Alves dos Santos: prisão preventiva;
Mateus Eduardo Magrini Santana: prisão preventiva;
Henrique Alexandre Barros Viana: prisão preventiva;
Mauro Jube de Assunção: prisão preventiva. Contador;
Chrystian Mateus Dias Ramos: prisão preventiva;
Luis Henrique Matos Maia: prisão preventiva;
Orlando Miguel da Silva: prisão preventiva;
Sun Chunyang: prisão preventiva;
Xizhangpeng Hao: prisão preventiva. Controlador da empresa Golden Cat;
Sergio Wegner de Vargas: prisão preventiva;
Thiago Barros Cabral: prisão preventiva;
Vitor Ferreira da Cruz Junior: prisão preventiva;
Yuri Camargo Francisco: prisão preventiva;
Leticia Feller Pereira: prisão preventiva;
Alex Lima da Fonseca: prisão preventiva;
Jiawei Lin: prisão preventiva;
Thadeu José Chagas Silveira: prisão preventiva;
Renan Costa da Mota: prisão preventiva;
Marcus Vinicius Rodrigues de Assis: prisão preventiva;
Guilherme Ricardo Fuhr: prisão preventiva;
Jonatas Cleiton de Almeida Santos: prisão preventiva;
Fernando de Sousa: prisão domiciliar;
Débora Vitória Paixão Ramos: prisão domiciliar;
Estefany Pereira da Silva: prisão domiciliar.
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De bets ilegais a contratos com influenciadores: como funcionava esquema que levou à prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo, segundo a PF
Em uma rede social, a defesa de MC Ryan SP comentou a solicitação da PF de mais tempo de prisão e disse que “causa perplexidade o caráter manifestamente extemporâneo do pedido”.
“Se presentes estivessem, desde antes, os requisitos da preventiva, por que não foi ela requerida no momento oportuno? Espera a defesa que a medida seja indeferida e a decisão do Superior Tribunal de Justiça efetivamente cumprida”, escreveu.
O MC Ryan SP, o MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’, das Redes Sociais.
Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais
Em nota, o advogado Felipe Cassimiro, que faz a defesa do MC Ryan SP, disse que a decisão reconhece a “ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo” e que “a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”.
Já o advogado de Poze do Rodo, Fernando Henrique Cardoso Neves, afirmou que o novo pedido feito pela PF não apresenta fatos novos e criticou a condução do caso.
A defesa de Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei, informa que vai recorrer imediatamente ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao Superior Tribunal de Justiça e, se necessário, ao Supremo Tribunal Federal, para restabelecer a Constituição.
O advogado criminalista Pedro Paulo de Medeiros afirma que a nova decisão repete vícios já apontados pela defesa desde a decretação da prisão temporária, especialmente pela ausência de fundamentação individualizada em relação a Raphael Sousa Oliveira, pois o juiz sequer menciona o nome dele na decisão.
Segundo a defesa, a decisão não apresenta elementos concretos e específicos que justifiquem a imposição da medida extrema em relação ao investigado.
Pedro Paulo de Medeiros sustenta que a decretação da prisão preventiva “mantém a mesma ausência de fundamentos concretos já questionada pela defesa e viola a exigência constitucional e legal de motivação das decisões que restringem a liberdade, sobretudo pela falta de individualização dos motivos atribuídos a Raphael Sousa Oliveira”.
“A defesa também argumenta que a decisão não demonstra, de forma específica, por que a prisão preventiva seria necessária no caso concreto, nem apresenta fundamentos individualizados que autorizem a custódia cautelar. Por isso, questionará imediatamente a decisão nas instâncias superiores”, afirmou o advogado, em nota.
Operação Narco Fluxo
A Operação Narco Fluxo foi resultado de uma investigação que começou muito antes dos mandados de busca e prisão.
Segundo a Polícia Federal, o ponto de partida foi a análise de arquivos armazenados no iCloud, sistema de armazenamento em nuvem da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante uma operação anterior, a Narco Bet, que já era derivada da Operação Narco Vela, ambas deflagradas em 2025.
O g1 reuniu o que se sabe sobre o caso até agora.
Como a investigação começou?
O que dizem as defesas?
O que foi apreendido?
Qual era o papel dos influenciadores?
Quem eram os operadores do esquema?
Qual seria o papel de MC Poze do Rodo no esquema?
Qual seria o papel de MC Ryan SP no esquema?
Por que o iCloud foi importante?
De bets ilegais a contratos com influenciadores: como funcionava esquema que levou à prisão de MCs Ryan SP e Poze do Rodo, segundo a PF
O que o iCloud armazena e como ele pode revelar a rotina do usuário
Como a investigação começou?
Da esquerda para direita, MC Ryan SP, Poze do Rodo e Rodrigo Morgado
Reprodução/YouTube e Instagram
A investigação atual nasceu de provas reunidas durante a Operação Narco Bet, de outubro de 2025, instaurada após a Narco Vela, de abril do mesmo ano. As operações apuravam lavagem de dinheiro ligada a apostas, tráfico internacional de drogas, grandes quantias em espécie, transferências bancárias e criptoativos.
Segundo a decisão judicial, o núcleo de inteligência da PF analisou arquivos do iCloud de Rodrigo de Paula Morgado, identificado como contador e operador financeiro do grupo.
A partir disso, os investigadores encontraram indícios de uma organização criminosa voltada à lavagem de capitais, com agentes responsáveis pela captação, internalização, custódia e redistribuição de dinheiro em espécie.
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Como um backup no iCloud derrubou o esquema que levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Por que o iCloud foi importante?
Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros.
Na prática, o backup do iCloud virou uma espécie de “mapa” da organização criminosa. Foi a partir dele que a PF conseguiu identificar a relação entre operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas. Rodrigo depositava grande confiança na segurança digital do iCloud, o que acabou permitindo à Polícia Federal mapear a organização
O próprio Rodrigo de Paula Morgado é apontado pela PF como peça-chave do grupo. Segundo a decisão, ele articulava transferências bancárias, auxiliava na proteção patrimonial de MC Ryan SP e fazia repasses em nome de terceiros, além de prestar serviços de gerenciamento financeiro, ocultação patrimonial e evasão fiscal.
A Justiça autorizou, inclusive, novas apreensões de dados armazenados em nuvem, como iCloud e Google Drive, além de celulares, HDs, notebooks e smartphones, com acesso imediato aos conteúdos durante as buscas.
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Funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo; e influencers Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira foram presos pela PF
Reprodução/Redes sociais
Operação da PF prende Mc Ryan SP e Poze do Rodo
Qual seria o papel de MC Ryan SP no esquema?
Segundo a decisão judicial, Ryan Santana dos Santos, nome de MC Ryan SP, foi identificado como líder e principal beneficiário econômico da engrenagem.
A PF afirma que ele usava empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais.
Ainda segundo a investigação, Ryan teria montado mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias para familiares e terceiros, além de usar operadores financeiros para afastar o dinheiro ilícito de sua pessoa física antes de reinseri-lo na economia formal.
Segundo a PF, os recursos eram reinvestidos em imóveis, carros de luxo, joias e outros ativos de alto valor. A Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil, joias, relógios, carros, motos, embarcações, aeronaves e outros itens de luxo encontrados com os investigados.
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Qual seria o papel de MC Poze do Rodo no esquema?
Segundo a decisão judicial, Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, nome de registro de MC Poze do Rodo, aparece vinculado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos oriundos de rifas digitais e apostas ilegais.
A investigação aponta que ele integrava a engrenagem financeira da organização ao lado de outros operadores e empresas usadas para captar, fragmentar e redistribuir dinheiro. Uma das empresas ligadas ao funkeiro e incluídas na lista de bloqueios judiciais é a EMPOZE – Editora, Gravadora e Prestação de Serviços Ltda.
Segundo a PF, Poze do Rodo foi preso em casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, e pode responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.
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Colar com imagem de Pablo Escobar e armas foram apreendidos pela PF contra MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Divulgação/PF
Quem eram os operadores do esquema?
A investigação descreve uma estrutura com funções bem definidas.
Tiago de Oliveira é apontado como braço-direito de MC Ryan SP, atuando como procurador e gestor financeiro do artista. Segundo a PF, ele centralizava recursos, redistribuía dinheiro a operadores e participava de negociações imobiliárias em favor do cantor.
Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga ou Xandex, teria feito a ponte entre plataformas de apostas e empresas ligadas a Ryan, recebendo dinheiro de processadoras de pagamento e repassando os valores para o núcleo do grupo. A PF afirma que ele realizava centenas de transferências fracionadas, prática conhecida como “smurfing”.
Outros investigados, como Arlindma Gomes dos Santos, Lucas Felipe Silva Martins e Sydney Wendemacher Junior, aparecem como operadores logísticos, “testas de ferro” e titulares formais de bens ligados ao cantor.
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Como funcionava o esquema?
Segundo a PF, o dinheiro tinha origem em bets ilegais, rifas clandestinas, estelionato digital e tráfico internacional de drogas.
Os recursos eram pulverizados em várias contas bancárias para dificultar o rastreamento. Depois, passavam por operadores financeiros, empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e criptomoedas.
A investigação aponta que o grupo usava técnicas típicas de lavagem de dinheiro, como fracionamento de depósitos, contas de passagem, empresas de fachada, laranjas, holdings, triangulação de receitas, criptoativos e evasão de divisas.
Segundo a Justiça, a organização operava com características de uma instituição financeira clandestina, usando mecanismos próprios de compensação, controle e registro.
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À esquerda, MC Ryan SP, apontado como líder da organização criminosa; à dir., Raphael Sousa Oliveira, dono da ‘Choquei’
Reprodução/ Redes sociais
Qual era o papel dos influenciadores?
A PF afirma que influenciadores e páginas de grande alcance eram usados para divulgar apostas, rifas e melhorar a imagem pública do grupo.
O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, é apontado na decisão como operador de mídia da organização. Segundo a PF, ele recebia valores diretamente de Ryan, Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior para divulgar conteúdos favoráveis ao cantor, promover plataformas de apostas e rifas e atuar na mitigação de crises de imagem.
Já a influenciadora Chrys Dias e outros nomes ligados a marketing digital aparecem na investigação como financiadores, divulgadores ou intermediários de valores oriundos de rifas digitais.
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O que foi apreendido?
Durante a operação, a PF apreendeu carros de luxo, relógios, joias, armas, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
Um dos itens que mais chamou atenção foi um colar com a imagem de Pablo Escobar dentro do mapa do estado de São Paulo, encontrado na casa de MC Ryan SP.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até R$ 1,63 bilhão, além do bloqueio de criptomoedas em corretoras como Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance e Coinbase.
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O que dizem as defesas?
A defesa de MC Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso aos autos, que correm sob sigilo, mas declarou que todas as transações financeiras do cantor são lícitas e possuem origem comprovada.
Já a defesa de MC Poze do Rodo disse desconhecer o teor do mandado de prisão e afirmou que vai se manifestar na Justiça assim que tiver acesso ao processo.
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Familiares de MC Ryan vão à porta de presídio pedir liberdade para funkeiro após habeas corpus

Fonte: G1 Entretenimento