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Kourtney Kardashian e Travis Barker se casam neste domingo (22), na Itália


Família está em Portofino para um fim de semana de programação de casamento. Esta é a terceira cerimônia do casal. Travis Barker e Kourtney Kardashian no VMA 2021
Evan Agostini/Invision/AP
O clã Kardashian está em peso na Itália, para o casamento de Kourtney Kardashian e Travis Barker. Segundo o site TMZ, esta é a terceira festa de casamento dos dois e deve acontecer neste domingo (22), em Portofino.
Kourtney Kardashian
Reprodução/Instagram/Kourtney Kardashian
Ainda de acordo com o site, a cerimônia será em um complexo à beira-mar, que pertence a Domenico Dolce e Stefano Gabbana, e onde toda a família Kardashian está hospedada. O casal também alugou o Castelo Brown, uma construção do século 16, para a recepção.
Kourtney e Barker organizaram um fim de semana inteiro de eventos em Portofino. De acordo com o site da revista “People”, na sexta-feira à noite (20), eles receberam seus convidados para um jantar e, no sábado (21), fizeram um almoço em um iate.
Kim Kardashian
Reprodução/Instagram/Kim Kardashian
A família chegou a caminhar até o porto para embarcar, quando foi fotografada por paparazzi e pelo público. Kim Kardashian estava acompanhada da filha North West, sem o namorado. O ator Pete Davidson fez a sua última apresentação no programa “Saturday Night Live”.
Kylie Kardashian e Stormi
Reprodução/Instagram/Kylie Kardashian
Kylie Jenner foi acompanhada da filha Stormi. Também estavam no passeio Reign e Penelope, filhos de Kourtney, Khloe Kardashian, Kendall Jenner e a matriarca Kris Jenner.
Kris Jenner
Reprodução/Instagram/Kris Jenner
Khloe Kardashian
Reprodução/Instagram/Khloe Kardashian

Fonte: G1 Entretenimento

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Xisto Medeiros reforça parceria com poeta Acilino Madeira no terceiro álbum solo, ‘Baile de pandeiro’


♪ Contrabaixista, compositor e produtor musical do Quinteto da Paraíba, Xisto Medeiros reforça a parceria com o poeta e compositor Acilino Madeira no terceiro álbum solo, Baile de pandeiro, programado para ser lançado na próxima sexta-feira, 27 de maio, em edição do selo Gota Sonora.
Iniciada em 2005, a parceria de Xisto – paraibano nascido na cidade de Patos (PB) – com o piauiense Acilino é ampliada no disco com títulos como A flor do gol, O vestido de Jemima e Oh! Salve a rainha, além da música-título Baile de pandeiro, composta em homenagem a Jackson do Pandeiro (1919 – 1982), um dos reis do ritmo na música do Brasil.
Com capa que expõe arte de Juan Medeiros, o álbum Baile de pandeiro tem as vozes de Flaira Ferro, João Cavalcanti e Vanessa Moreno, entre outros cantores.
Com regravação de Acauã (1952) – música do compositor Zé Dantas (1921 – 1962) lançada há 70 anos na voz de Luiz Gonzaga (1912 – 1989) – no repertório essencialmente autoral do disco, Baile de pandeiro sucede os álbuns Prana (2010) e Black Xistus (2013) na discografia solo de Xisto Medeiros.
Capa do álbum ‘Baile de pandeiro’, de Xisto Medeiros
Arte de Juan Medeiros

Fonte: G1 Entretenimento

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Letieres Leite põe o ‘dendê’ da Orkestra Rumpilezz nas ‘Coisas’ de Moacir Santos em álbum que traz Caetano Veloso e Raul de Souza


Capa do álbum ‘Moacir de todos os santos’, de Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz
João Atala
♪ O álbum Moacir de todos os santos é o derradeiro atestado da genialidade do maestro, arranjador, percussionista e saxofonista baiano Letieres dos Santos Leite (8 de dezembro de 1959 – 27 de outubro de 2021), morto no ano passado logo após a mixagem do disco.
No álbum lançado na quinta-feira, 19 de maio, Letieres põe o dendê da Orkestra Rumpilezz em Coisas do compositor, saxofonista, arranjador e maestro pernambucano Moacir Santos (1926 – 2006), outro gênio da música brasileira.
Em Moacir de todos os santos, Letieres orquestrou a Rumpilezz – big band soteropolitana criada pelo maestro em 2006 com mix de percussões e sopros para conectar o universo musical afro-brasileiro ao jazz – na abordagem de sete dos dez temas do álbum Coisas (1965), obra-prima da discografia de Moacir Santos.
O disco tem participações de Caetano Veloso – que canta Coisa nº 5 – Nanã (Moacir Santos e Mário Telles) na versão em inglês de Yanna Cotti – e de Raul de Souza (1934 – 2021), cujo trombone é ouvido em Coisa nº 4.
Gilberto Gil assina o texto da contracapa da edição em LP do álbum Moacir de todos os santos.
Letieres Leite recria sete dos dez temas do álbum ‘Coisas’, de Moacir Santos
João Atala / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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MC Livinho e Rennan da Penha caem na pista da afro house em single com angolano Deejay Telio


♪ Tendência que vem ditando o ritmo de várias pistas ao redor do mundo, nos últimos três anos, a afro house já se mistura com o batidão do funk carioca. Derivada da house music, mas também influenciada pelo kuduro, a afro house ganhou o mundo a partir de Angola, país onde é popular.
Atentos aos sinais, MC Livinho e Rennan da Penha se jogam na pista da afro house em single, Não falo nada, gravado com o angolano Deejay Telio e lançado na sexta-feira, 20 de maio.
A música é criação do trio, gerada a partir da conexão virtual entre Rennan e Telio. “Deejay Telio havia me enviado uma guia e, a partir dela, eu e Livinho criamos a música”, relata Rennan da Penha, DJ e produtor musical associado ao funk.
A gravação de Não falo nada originou clipe filmado pelo três artistas em casa de shows situada na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Capa do single ‘Não falo nada’, de MC Livinho, Rennan da Penha e Deejay Telio
Jamal Fotografia / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Gabriel Sater, João Carlos Martins, Cris Braun, Dois Lados e Flávia Ellen lançam singles com ‘Amor de índio’


Novela ‘Pantanal’ propaga canção que Beto Guedes lançou em 1978 com letra de Ronaldo Bastos. Capa do single ‘Amor de índio’, de Gabriel Sater e João Carlos Martins
Divulgação
♪ Tudo o que move o interesse popular é sagrado no mercado da música. Atendendo aos pedidos do público que segue com fervor a trama romântica de Jove (Jesuíta Barbosa) e Juma (Alanis Guillen) na saga épica de Pantanal, novela exibida às 21h pela TV Globo, Gabriel Sater lançou na sexta-feira, 21 de maio, o single em que canta Amor de índio, tema do casal.
Lançada em 1978 na voz de Beto Guedes, no álbum justamente intitulado Amor de índio, a canção de autoria de Beto com letra de Ronaldo Bastos foi gravada por Sater com o toque lapidar do piano do maestro João Carlos Martins.
A gravação foi feita para a novela sob direção de artística de Carlos Eduardo Martins, Paula Cunha – criadora da capa do single editado pela Indomável Produções Artísticas com distribuição da Valete’s Records – e do próprio Gabriel Sater.
Capa do single ‘Amor de índio’, de Cris Braun
Divulgação
Curiosamente, e coincidentemente, outra gravação de Amor de índio desembarcou nos players digitais no mesmo dia do single de Sater. Cris Braun desenterrou uma gravação de Amor de índio que fizera nos anos 2000, com produção musical e arranjo de Nilo Romero, e que permanecera inédita até então. A intenção foi imprimir ao registro da canção uma levada de “neobossa”.
Na gravação de Braun, editada em single via Dubas (gravadora de Ronaldo Bastos, letrista da canção), Amor de índio tem programações, baixo e guitarras de Nilo Romero, além do toque do berimbau do percussionista Ramiro Musotto (1963 – 2009).
Em atmosfera mais delicada, Amor de índio também surgiu um pouco antes, em single editado em homenagem ao Dia das Mães pelo duo Dois Lados – formado por Jeh Senhorini (synth, beats e voz) e Letícia Damaris (guitarra, synth e voz) – com a cantora mineira Flávia Ellen. Jeh Senhorini e Letícia Damaris assinam a produção musical e o arranjo da gravação editada em 28 de abril em single com capa criada por Jeh com fotos das artistas crianças ao lado das respectivas mães.
O amor nunca foi tão sagrado…
Capa do single ‘Amor de índio’, de Dois Lados e Flávia Ellen
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta diz que vai atrás de pessoas que estariam ameaçando seus fãs na internet: ‘Eles não andam sozinhos’


Segundo cantora, seus fãs estariam sendo perseguidos por algumas pessoas na internet. Anitta afirmou que estava indo em busca do IP [código do computador] destas pessoas. Anitta diz que ‘vai atrás’ das pessoas que ameaçaram seus fãs
Reprodução/Internet
A cantora Anitta afirmou no Twitter que está “indo atrás” das pessoas que estariam perseguindo e ameaçando os seus fãs. Ela fez uma publicação neste sábado (21) marcando as pessoas que supostamente estariam cometendo o crime.
“Estão brincando de ameaçar meus fãs, bonitinhos? Pois eles não andam sozinhos não, que eu já estou atrás do IP de vocês. Aí quem sabe quando vocês tiverem que explicar na polícia porque tão buscando endereço, conta e documento de quem é meu fã e mandando print no privado para eles terem cuidado, aí vão ter uma ocupação na vida e vão parar de gracinha”, afirmou a cantora em sua conta.
O Código Penal prevê detenção de um a seis meses para quem é condenado pelo crime de ameaça.
LEIA TAMBÉM:
‘Stalking’: saiba quando a perseguição na internet se torna crime
Anitta durante apresentação no Coachella 2022, em Indio, Califórnia
Amy Harris/Invision/AP
A cantora afirmou ainda que não se importa com as críticas de haters na internet. No entanto, ponderou que ameaçar terceiros configura um crime.
Ela disse ainda que prefere que continuem fazendo “montagens” sobre ela a realizar qualquer tipo de ameaça ou perseguição. As pessoas que estariam cometendo esses crimes, segundo Anitta, tentavam reunir informações sobre os fãs da cantora para ameaça-los.
“Jogar hate em mim muda um total de zero na minha vida. Agora, ameaçar os outros até onde eu saiba é crime, viu. Depois não adianta com defesinha (sic) de ‘são só crianças brincando na Internet’, não. Que, embora a idade mental realmente não seja muito avançada, criança que é criança não vai atrás de documento, endereço e foto da casa dos outros no Google pra mandar ninguém tomar cuidado. Melhor continuar brincando de fazer montagem minha e falar babaquice que ganha mais”, concluiu Anitta.

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 ouviu #195 – Criolo: o luto e os bastidores de ‘Sobre Viver’


Rapper paulistano lança primeiro álbum de inéditas em 5 anos. Morte da irmã por Covid, crítica social e esperança pautam volta ao rap após disco de samba. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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O que os autorretratos de Van Gogh revelam sobre sua vida e sua obra

Poucos artistas pintaram tantos autorretratos quanto ele — 35 durante os últimos três anos e meio de sua breve carreira. “Sempre acho as fotografias abomináveis e não gosto de tê-las ao meu redor, especialmente das pessoas que conheço e amo”, escreveu certa vez Vincent van Gogh à sua irmã Wil.
“As fotos se desvanecem muito antes de nós, enquanto os retratos pintados são algo que se sente, que fazemos com amor ou respeito pelo ser humano sendo retratado”, completou.
Mas, no fim da vida, Van Gogh mudou de opinião: “Ah, que obras poderíamos fazer com a fotografia e a pintura!”, afirmou.
Seu desdém inicial pelo o que era, na época, um recente avanço tecnológico talvez explique por que abrimos esta reportagem mostrando a única fotografia conhecida do genial pintor holandês do século 19.
Mas seu rosto é familiar para nós por ter sido um dos artistas que mais pintaram autorretratos (35, ao todo) —ainda que, para ele, fosse um desafio, como confessou ao seu irmão Theo: “É difícil conhecer-se a si mesmo, mas também não é fácil pintar [seu próprio retrato]”.
“Entre os grandes predecessores de Vincent, somente seu compatriota Rembrandt pintou mais autorretratos que ele (40), mas isso durante uma carreira quatro vezes mais longa”, relata à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC) Martin Bailey, autor do livro Van Gogh’s Finale: Auvers and the Artist’s Rise to Fame (O fim de van Gogh: Auvers e a ascensão do artista para a fama, em tradução livre), que não tem edição brasileira.
Auvers é uma pequena cidade ao norte da França, onde Van Gogh passou seus últimos dois meses de vida.
É por isso que muitos de nós temos uma imagem tão clara deste homem de olhos claros e barba ruiva, que reconheceríamos sem titubear em meio a uma multidão. Ou será que não?
Este é Van Gogh
“O que mais me surpreendeu foi como eles são distintos”, afirma Karen Serres, doutora em artes e curadora que, pela primeira vez na história, reuniu 16 autorretratos do pintor na galeria do Instituto de Arte Courtauld, em Londres.
“Foi muito interessante porque eu havia visto as obras separadamente e pensei que, ao reuni-las, encontraria uma mesma pessoa olhando para mim em todas as paredes. Mas são tão diferentes… parecem mais membros de uma mesma família”, afirma.
“Foi simplesmente reconfortante, pois me fez lembrar que ele era um artista incrivelmente variado e não fazia sempre a mesma coisa.”
Estas duas obras a seguir são uma amostra da sua versatilidade.
O mais incrível é que apenas um ano separa as duas obras.
Van Gogh só decidiu dedicar-se à arte com 27 anos, depois de trabalhar como marchand em Haia e Londres, como professor de escola na Inglaterra, livreiro em Dordrecht e pastor na Bélgica.
Quando finalmente encontrou sua vocação, embora tivesse alguma formação, ele foi se desenvolvendo como pintor a partir da observação, da prática e da busca por sua forma de expressão. Foi esta busca que, em parte, produziu retratos tão distintos entre si.
“O primeiro retrato é tão bonito e encanta pelo pouco de azul na tela, já que o azul contra a barba ruiva é um contraste de cores realmente interessante”, destaca Serres.
“Já o segundo é o que seus amigos chamavam de ‘o rosto fogoso de van Gogh’ e foi pintado depois de suas experiências com o pontilhismo. Os pontos foram convertidos em pinceladas, que parecem irradiar do centro do rosto.”
Autorretrato Como Pintor, provavelmente o último que finalizou durante sua estadia de dois anos em Paris, “mostra seu progresso assombroso”, destaca Bailey.
O artista escreveu que estava procurando “uma semelhança mais profunda que a do fotógrafo”. A esposa do seu irmão Theo elogiou o quadro como sendo o autorretrato “mais parecido com ele”.
Razões e revelações
Van Gogh pintou seus 35 autorretratos conhecidos em seus últimos três anos e meio de vida.
Neles, pode-se vê-lo com ou sem chapéu; com ou sem barba; com cabelo curto, raspado ou despenteado; com bochechas profundas (ele teve 10 dentes arrancados em Antuérpia, na Bélgica, o que fez com que parecesse ter mais de 30 anos, sua idade na época) ou com sua dentadura postiça de borracha vulcanizada; com roupas de pintor ou com traje formal…
Será que estes retratos fornecem alguma indicação do seu bem-estar, sua autoimagem ou seu estado psicológico?
“Acredito que é quase inevitável pensar no seu suicídio e na sua luta contra a doença mental quando admiramos suas obras”, afirma Serres. “Desde sua morte, tudo se tornou uma coisa só: sua vida e sua arte.”
“Mas exatamente uma das coisas que queríamos fazer era mostrar que ele usava os autorretratos por muitas razões diferentes. A introspecção era uma pequena parte delas, que aparece somente no final”, segundo a curadora.
Assim como em algumas ocasiões ele pintava autorretratos para testar diversas abordagens técnicas, como contrastes de cores ou pinceladas, em outras ele o fazia por falta de modelos, pois não tinha dinheiro para pagá-los e “parecia ter uma aversão generalizada a pintar amigos próximos e familiares”, de acordo com Bailey.
“Sem modelos, a forma mais simples de desenvolvimento como retratista é pintar a si mesmo, o que só exige o uso de um espelho”, destaca Bailey, que é especialista em Van Gogh e escritor da publicação The Art Newspaper.
O próprio Van Gogh escreveu para Theo em 1989: “Estou trabalhando em dois retratos de mim mesmo neste momento, na falta de outro modelo, porque está mais do que na hora de fazer algum trabalho sobre figuras”.
“De fato, ele só pintava quando se sentia bem ou quando tentava usar a pintura para sentir-se melhor”, afirma Serres.
“Em suas cartas, disse certa vez: ‘Se eu me recuperar, será graças à minha arte’.”
“Para mim, parece muito corajoso e ambicioso que ele simplesmente seguisse adiante sem remoer sua dor.”
Bailey acrescenta que “a maioria dos seus autorretratos foram pintados antes da doença se manifestar”.
E, exceto por alguns poucos, “os demais autorretratos não a representam, e acredito ser muito arriscado tirar conclusões sobre o seu estado mental a partir deles”.
“Ele certamente aparece muito sério nos seus autorretratos, mas é algo que geralmente acontece, já que é preciso ficar olhando para o espelho e, a menos que você se obrigue a dar um sorriso forçado, como fazemos às vezes hoje em dia, você está concentrado e tentando capturar seus traços”, observa Bailey.
O especialista também lembra que pintar leva muito tempo: “Você não consegue ficar sorrindo por três horas!”
Por isso, ao vermos um autorretrato com feições tristes, nunca saberemos se Van Gogh estava assim quando começou a pintar ou se ficou triste no final — o que é maravilhoso, não porque nos permite ver sua tristeza, mas porque ele pintou algo repleto de expressão.
Se há algo que os rostos de Van Gogh revelam é o seu desenvolvimento estilístico, mas é difícil concluir algo mais sobre sua personalidade ou até sua aparência, “exceto pela cor da sua barba”, conforme destaca Bailey.
Mas há um porém…
Karen Serres confessa que, embora “quiséssemos, com a exposição, desafiar um pouco esse nosso instinto de procurar nas suas obras o que sabemos da sua vida, é claro que não é possível evitar completamente o assunto”.
A primeira grande crise de saúde mental de Van Gogh ocorreu em 23 de dezembro de 1888, quando ele cortou grande parte da sua orelha esquerda, após uma discussão com seu amigo e colega artista Paul Gauguin.
“O Autorretrato com a orelha cortada é muito interessante porque foi deliberadamente pintado três semanas depois da mutilação, de forma que é uma clara reflexão do seu estado mental”, afirma Bailey.
Apesar da frágil saúde do pintor, o Autorretrato com a Orelha Cortada é uma imagem composta com muito cuidado e certamente não é o trabalho impulsivo de um “louco”.
E está repleto de incógnitas, segundo o especialista.
“Por que ele o pintou? Qual é a sua mensagem?”
“Pode ser interpretado como uma determinação otimista de voltar a pintar e desafiar seus problemas, como um pedido de ajuda ou ambos. Nunca saberemos o que estava na sua mente, mas, como toda obra de arte, ele apresenta questões interessantes.”
A internação e o fim
Após uma série de recaídas, em 8 de maio de 1889, Van Gogh deu entrada voluntariamente no hospício de Saint-Paul-de-Mausole, localizado em um antigo monastério perto de Saint-Rémy, na França. Ele permaneceu lá por um ano e, durante este período, sua saúde mental apresentou flutuações significativas.
Durante sua estada, Van Gogh pintou dois autorretratos com apenas uma semana de diferença: o primeiro, quando ainda estava em meio à grave crise de saúde mental que havia sofrido em meados de julho; e o segundo, enquanto se recuperava. Estes retratos nunca haviam sido expostos lado a lado até a exposição no Instituto de Arte Courtauld.
“Ver estas obras juntas é uma experiência incrivelmente comovente, a encarnação da resiliência e da coragem de Van Gogh frente às adversidades pessoais”, ressalta Serres.
“Elas mostram o que a pintura significou para ele e para sua recuperação, e como ele foi capaz de criar, nas circunstâncias mais difíceis, obras que continuam sendo incrivelmente poderosas, mais de um século depois.”
O primeiro quadro “é um autorretrato muito perturbador e parece mostrar alguém com problemas de saúde mental”, explica Bailey.
Mas Van Gogh, “em pouco mais de uma semana, conseguiu passar desta obra tão dolorosa e diferente do que ele normalmente fazia (pois ele usou a espátula para raspar a pintura) para a [pintura] otimista de alguns dias depois”, observa Serres.
“Para mim, o fato de no segundo quadro ele ter se retratado com a paleta — algo que fez em apenas três dos seus 35 autorretratos — é como se estivesse recuperando seu senso de identidade. É uma espécie de reafirmação: ele até aparece com seu maravilhoso blusão azul de pintor”, completa.
E Bailey concorda: “Este autorretrato era uma mensagem para seu médico, para seus companheiros de hospício, para o seu irmão Theo e, o mais importante, para si mesmo: depois de sair de outra crise, ele estava totalmente decidido a seguir sua vocação como artista”.
E assim o fez, com grande esforço. Mas sua recuperação durou pouco.
Menos de um ano depois, Vincent van Gogh deu um tiro no próprio peito em meio a um campo de trigo, regressou cambaleando para o seu quarto no hotel Auberge Ravoux, em Auvers, e morreu em 29 de julho de 1890.
Seu legado só foi amplamente reconhecido após a sua morte.

Fonte: G1 Entretenimento

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Logan Long, estrela pornô, morre aos 34 anos

Ator estava internado com pneumonia em Los Angeles. Durante a carreira, ele filmou mais de mil cenas em produções adultas. o ator Logan Long, conhecido artista da indústria pornográfica, morreu aos 34 anos, na quarta-feira (18). A informação foi confirmada pelo amigo Fallon West, que conversou com a revista “Adult Video News (AVN)”.
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O ator estava internado em Los Angeles com pneumonia e não resistiu. Não foi informado se ele estava com Covid ou se tinha alguma doença que pudesse comprometer sua imunidade.
Segundo o site do jornal Daily Mail, Logan nasceu na Califórnia, era empresário e, em 2016, entrou para a indústria de entretenimento adulto. Em entrevista à “AVN”, em 2017, ele disse que parecia ser um mercado empolgante.
“Sempre soube que esta é uma boa profissão para mim. Já tive duas empresas no passado, e realmente não tinha mais vontade de fazer isso. Só queria algo na minha vida cotidiana normal, que é sexo”, disse ele. “E eu senti vontade de ser pago por isso enquanto faço isso.”
Em seis anos de carreira, Long esteve em mais de 1 mil cenas de produções para o público adulto. Em 2019, o ator ganhou o prêmio AVN de Melhor Ator Coadjuvante em 2019 por seu papel em “The Seduction of Heidi” da Adam & Eve Pictures.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cannes entra na era do metaverso para atingir o público jovem


Os organizadores do festival também firmaram uma parceria com o jogo ‘Fortnite’ para recriar o Palais des Festivals, centro de convenções que abriga o evento. Metaverso é ambiente de realidade virtual planejado pelo Facebook
Reprodução/Facebook
O metaverso e seus desdobramentos são o tema de duas revistas francesas esta semana. Enquanto a “L’Obs” explora a entrada do icônico Festival de Cannes neste “novo mundo”, “Le Point” entrevista o “rei” do metaverso, Andrew Bosworth, diretor tecnológico da Meta –  empresa que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – que pretende converter 1 bilhão de pessoas para seu mundo paralelo até 2030.
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Este ano, o Festival de Cinema de Cannes se abre às novas tecnologias, ao lado de seu novo parceiro para esta 75ª edição, a mídia online Brut.
“O mundo do cinema está determinado a pular no trem do metaverso em movimento”, escreve L’Obs. Com a mídia Brut como nova parceira, o festival tem a ambição de integrar o fenômeno dos games “Fortnite”, mas também está se voltando para os NFTs.
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O que é o metaverso, apontado por Mark Zuckerberg como o futuro do Facebook
75ª edição do Festival de Cannes começa nesta terça-feira (17)
LOIC VENANCE / AFP
Dentre as novidades do festival este ano há também uma parceria com o Youtube, a reinvenção de Cannes na mídia graças às redes sociais e a entrada no mundo dos videogames.
O universo de “Fortnite”, um dos videogames mais populares do mundo desenvolvido pela empresa americana Epic Games, já havia recebido shows virtuais de artistas como Ariana Grande ou Travis Scott, que reuniram mais de 12 milhões de espectadores.
Desta vez é o mundo do cinema que o videogame procura recriar. No ambiente virtual, tem palmeiras, tendas brancas e o icônico Palais des Festivals, tudo parece pronto para compartilhar o evento cinematográfico do ano com jogadores de todo o mundo.
‘Fortnite’ recebe sua primeira exposição de arte com o americano Kaws
Disputa em Cannes fica mais acirrada com entrada em cena de dois premiados com a Palma de Ouro
Com mais de 350 milhões de jogadores em 2020, segundo o portal de estatísticas Statista, o fenômeno é uma das melhores formas de atingir o alvo privilegiado desta edição: os jovens.
O estúdio francês Vysena, especializado no desenvolvimento de experiências no Fortnite Creative desde abril de 2021, se encarregou da recriação do Palais des Festivals e seus arredores no metaverso do jogo.
Esta não é a primeira aposta da equipe em termos de modelagem realista, pois vários de seus membros já haviam participado da reconstrução de um evento centrado no famoso discurso de Martin Luther King, “I have A Dream” (Eu tenho um sonho).
Converter 1 bilhão de terráqueos ao metaverso 
Já a revista Le Point conversa com o “rei” do metaverso, Andrew Bosworth, diretor tecnológico da Meta. Ex-professor de Inteligência Artificial de Mark Zuckerberg, também diplomado por Harvard, Bosworth assumiu recentemente o posto.
Ele é o craque deste mundo imersivo que está na origem da mudança do nome do Facebook para Meta e constitui a aposta mais arriscada para a rede social desde a sua criação, em 2004.
Andrew Bosworth é o diretor de tecnologia da Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp
Divulgação/Meta
Mark Zuckerberg tem como objetivo converter 1 bilhão de terráqueos ao seu mundo paralelo até 2030 e essa ambição já lhe custou US$ 13 bilhões, informa a Reuters. 
Enquanto o faturamento do Facebook tende a estagnar, Andrew Bosworth afirma se preparar para a “era pós-celular”, em que as pessoas acessarão a rede por meio de acessórios que vão desde pulseiras conectadas tipo CTRL-Labs até óculos Ray-Ban Stories, que permitem o compartilhamento de vídeos capturados ao vivo nas redes sociais, passando pelo capacete de realidade virtual Oculus Quest.
O fã de “Star Trek”, que se destacou como arquiteto do feed de notícias do Facebook, será julgado pelo sucesso dessa revolução do metaverso.
Em dezembro de 2021, a plataforma social de realidade virtual Horizon Worlds foi lançada nos Estados Unidos e Canadá pela Meta. E, há poucos dias, Zuckerberg entregou uma prévia do projeto Cambria, que facilitará o acesso a esse mundo paralelo: um capacete que, aliado a um novo software, permite ao usuário pegar objetos virtuais apertando os dedos ou ver um treinador de ginástica aparecer à sua frente capaz de levar em conta os movimentos de pernas e braços.

Fonte: G1 Entretenimento