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Eurovision: os favoritos, azarões e surpresas da maior competição musical da Europa neste ano


A 66ª edição do festival da canção pode dar à Itália um segundo título seguido após a vitória em 2021 do grupo de rock Måneskin. A dupla Mahmood e Blanco pode dar à Itália um novo bicampeonato no Eurovision
Getty Images via BBC
Em um show em Londres com ingressos esgotados, a multidão grita “Mahmood! Mahmood! Mahmood!”.
A estrela italiana faz nesta semana o penúltimo show de sua turnê europeia, antes de se apresentar no Eurovision, o tradicional festival europeu da canção.
“Eu esperei muito por esse momento”, disse o jovem de 29 anos à Radio 1 Newsbeat.
A competição começa em Turim (Itália) nesta terça-feira (10/05) e a grande final ocorre no próximo sábado.
“O melhor desse trabalho — escrever e compor música — é o resultado final. O resultado final é o show porque você recebe a energia das pessoas que ouvem sua música.”
Como todos os cantores, a pandemia forçou Mahmood a adiar sua turnê, o que significa que ele não conseguiu aproveitar o sucesso global que seu hit Soldi teve depois do segundo lugar no Eurovision de 2019.
Tocada mais de 200 milhões de vezes no Spotify (e praticamente o mesmo no YouTube), Soldi mudou a vida do artista, que é filho de um egípcio com uma italiana, e ajudou a formar uma base fiel de fãs.
Depois que o grupo de rock Måneskin venceu pela Itália no ano passado, a cidade de Turim foi escolhida como sede do concurso. A nova participação de Mahmood será um dueto com o cantor Blanco, de 19 anos, com a balada Brividi.
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Brividi já aparece como favorita e é uma das músicas mais tocadas no streaming entre os participantes deste ano. Mas foi Blanco quem sugeriu que ela deveria concorrer no Eurovision, em um programa de TV italiano que decide a canção que representará o país.
“O primeiro Eurovision que ele [Blanco[] viu foi em 2019, quando eu cantei Soldi”, diz Mahmood.
“Ele está superfeliz em fazer isso e estamos empolgados porque é uma grande oportunidade de mostrar a nossa música para muitas pessoas”.
VÍDEO: Måneskin: quem são eles?
Com as restrições sobre o coronavírus diminuindo em toda a Europa, muitos eventos paralelos na preparação para o Eurovision vem sendo realizados pela primeira vez em três anos – para alegria dos fãs.
No início de abril, Aaran, de 22 anos, foi a uma Eurovision Party em Londres com amigos que ele conheceu por causa do concurso.
“Estamos tão longe um do outro durante a maior parte do ano”, disse ele ao Newsbeat.
“Foi tão bom vê-los depois de muito tempo apenas pelo online.”
Aaran está atualmente estudando para provas – e brinca que o fato de o concurso ser em maio não é bom porque ele se distrai assistindo a vídeos relacionados ao concurso, como os ensaios dos artistas.
Ele conta que “a todo momento você está no bate-papo falando sobre o Eurovision”, mas “é em dezembro que começamos a realmente focar no próximo”.
“Entrei no Twitter e, no dia seguinte, fui adicionado a um bate-papo em grupo. De repente, havia tantas pessoas com quem eu nem sabia que podia falar e foi um momento uau, tipo: ‘Oh, meu Deus, não estou sozinho'”, diz.
Cornelia Jakobs teve que vencer o programa musical mais assistido da Suécia para ser convidado para representar o país no Eurovision
SVT via BBC
‘Uma loucura’
Para artistas como Cornelia Jakobs, tocar para fãs de toda a Europa é uma amostra de como será a atmosfera em Turim.
A audiência esperada para o Eurovision é de 200 milhões de espectadores em todo o mundo.
Apesar das apostas de que ela pode fazer a Suécia igualar o recorde de sete vitórias da Irlanda, a cantora de 30 anos diz que não está sentindo a pressão de ser comparada a superestrelas como Robyn ou Pink por causa do time ao seu redor.
“É uma loucura o tanto de trabalho envolvido para uma apresentação de três minutos. São semanas e até meses”, disse Jakobs ao Newsbeat.
Ela apresentará na competição sua música Hold Me Closer.
“Me sinto empolgado por ter a honra de representar a Suécia e às vezes penso: ‘Por que não fico mais nervosa com isso?'”
Alguns artistas e países levam a competição mais a sério do que outros. Equipes por trás de alguns dos maiores popstars do mundo são contratados para ajudar os competidores a apresentar uma performance marcante e que pode angariar mais votos.
A espanhola Chanel se uniu a um dos coreógrafos mais requisitados do mundo, Kyle Hanagami, que já trabalhou com Jennifer Lopez, Blackpink e Ariana Grande.
“Ele perguntou se podia trabalhar comigo”, ela disse ao Newsbeat. “Ele me viu dançando no Instagram e pediu para coreografar SloMo.”
Chanel tem aproveitado a diminuição das restrições por causa da covid para conviver e observar outros artistas em bastidores.
É no concurso que ela espera lançar sua carreira internacionalmente, da mesma maneira que os vencedores do ano passado, o quarteto Måneskin, se tornaram uma sensação global.
Sua performance altamente produzida tem um passo de dança que foi reproduzida por quase 1 milhão de usuários do TikTok fazendo o #slomochanelchallenge.
Mas é o Reino Unido que conta com um dos competidores com mais seguidores no TikTok: Sam Ryder.
Depois de dois anos consecutivos chegando em último lugar (o Reino Unido não conseguiu um único ponto em 2021), alguns fãs acreditam que o representante britânico pode ganhar neste ano.
Outros concorrentes fizeram referência a Ryder durante as entrevistas. Dizem que conhecem o britânico pelos covers que divulga online e que planejam uma selfie ao lado dele.
“Estou muito grato que as pessoas da competição estão animadas por me ter a bordo”, diz Ryder ao Newsbeat, enquanto está a caminho de conhecer alguns dos artistas pela primeira vez.
“Estou incrivelmente empolgado para fazer alguns amigos, conversar um pouco sobre música e aproveitar cada momento dessa coisa linda e maluca”.
Sam Ryder conhece a vencedora da Áustria em 2014, Conchita Wurst.
É difícil uma música do Eurovision entrar em alta rotação na Rádio 1 da BBC, mas Sam quebrou a escrita com Space Man, o que vem gerando esperança na torcida britânica.
Já os candidatos da Noruega estão envoltos em mistério. Muitos espectadores vão se perguntar: ‘Quem está por trás da máscara?’
Entrevistar o Subwoolfer é difícil, pois os cantores mascarados gesticulam com sinais enquanto assistentes ao lado tentam traduzir as mensagens para os jornalistas.
Mas fãs estão seguindo pistas e, com base em um claro sotaque britânico no palco e algumas legendas enigmáticas do Instagram, há um suspeito.
Ben Adams, da boyband A1, do início dos anos 2000, mora na Noruega e esteve ausente de alguns shows recentes com a banda.
Espera-se que o Subwoolfer se saia bem na votação do público – que é 50% do resultado – com uma performance que chama a atenção.
Mas o público também deve votar em grande número para a Ucrânia. O país venceu o Eurovision seis anos atrás.
A ucraniana Kalush Orchestra conseguiu permissão especial para participar do Eurovision em vez de estar no front de batalha contra a Rússia
Getty Images via BBC
A Ucrânia teve um começo complicado para o Eurovision deste ano. O representante original do país se retirou da disputa enquanto era investigado por visitar a Crimeia, uma área que a Rússia assumiu o controle em 2014.
No mês seguinte, a Ucrânia foi invadida e os organizadores do concurso – com o apoio de emissoras participantes de todo o continente – proibiram a Rússia de participar. A ucraniana Kalush Orchestra, que mistura rap e elementos da música folclórica, tornou-se a favorita dos apostadores.
“Estávamos na quinta posição antes mesmo da guerra começar, o que prova que os europeus gostam da nossa música”, disse o vocalista Oleh Psiuk ao Newsbeat.
“Stefania foi escrita e dedicada à minha mãe, mas quando a guerra começou ganhou novos significados porque muitas pessoas começaram a ver a Ucrânia como sua mãe.”
Pode se tornar um hit com o público, mas não é garantido que seja a música mais votada pelos júris nacionais, que compõem metade dos votos e têm um acordo de votar de forma independente.
Uma vitória ucraniana teria um componente amargo: é altamente improvável que o país consiga sediar o concurso musical no próximo ano. A tradição é que a nação vencedora hospede o evento no ano seguinte.
Pela primeira vez desde 2019, o Eurovision terá eventos espalhados pela cidade-sede com uma atmosfera festiva entre artistas, jornalistas e fãs.
Estão programados eventos em Turim para os milhares de fãs que viajam para o concurso de músicas pela primeira vez desde 2019. A edição de 2020 foi cancelada e o concurso de 2021 ocorreu sob restrições.
Para o italiano Mahmood, porém, que está retornando ao seu país após sua turnê europeia, é principalmente animador dormir em sua própria cama, na casa de sua mãe, por uma semana.

Fonte: G1 Entretenimento

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A incrível história do japonês escondido na selva por 30 anos sem saber do fim da 2ª Guerra


Hiroo Onoda foi recebido como herói após sair do isolamento, mas seu grupo é acusado de atos de violência e atrocidades nas Filipinas. Cena do filme ‘Onoda: 10 Mil Noites na Selva’
Bathysphere/BBC
Dezembro de 1944. Nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, um tenente do Exército japonês chamado Hiroo Onoda foi transferido para Lubang, uma minúscula ilha nas Filipinas.
Semanas após sua chegada, um ataque americano forçou os combatentes japoneses a se refugiar na floresta. Mas, diferentemente da maioria dos seus companheiros, Onoda permaneceu escondido na ilha por cerca de 30 anos.
O governo japonês declarou Onoda como morto em 1959, mas, na verdade, ele estava vivo — e se dedicando a uma missão secreta confiada a ele: de proteger a ilha até o retorno do exército imperial. Ele estava convencido, todo o tempo, de que a guerra não havia acabado.
Quando voltou ao Japão, em 1974, Onoda foi recebido como herói. Ele foi o último soldado japonês a voltar da guerra para casa. Seu livro de memórias, publicado pouco depois, foi um best-seller.
Agora, sua experiência foi contada no filme épico, com três horas de duração, “Onoda: 10 Mil Noites na Selva”, de Arthur Harari, que foi aclamado pela crítica e é motivo de polêmica desde sua estreia no Festival de Cinema de Cannes, na França, em 2021. O filme entrou em cartaz no Reino Unido e na Irlanda em 15 de abril, e sua estreia no Brasil está prevista para agosto de 2022.
Nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, o tenente japonês Hiroo Onoda (foto tirada por volta de 1944), foi transferido para a ilha de Lubang, nas Filipinas
Getty Images/BBC
Com a produção deste filme, mais o romance baseado na história de Onoda a ser publicado em junho pelo cineasta alemão Werner Herzog e o documentário da cinegrafista filipino-americana Mia Stewart que será lançado ainda em 2022, fica claro que Onoda é um personagem fascinante.
E agora que os temas de guerra, nacionalismo e fake news são mais relevantes do que nunca, sua história permanece tão envolvente e controversa como na época do seu reaparecimento, quase 50 anos atrás.
Onoda foi recrutado pelo exército japonês em 1942 e selecionado para treinamento de combate de guerrilha.
Na unidade da Escola Militar Nakano em Futamata, seu treinamento desafiou as instruções do código militar Senjinkun, amplamente distribuídas aos soldados. O código proibia os combatentes japoneses de serem tomados prisioneiros e os instruía a morrer lutando ou por autossacrifício.
“Você está terminantemente proibido de morrer pelas próprias mãos”, disseram a Onoda ao embarcar para Lubang, no final de 1944, segundo o relato de suas memórias publicadas em 1974, “No Surrender: My Thirty-Year War” (“Sem Render-me: Minha Guerra de 30 anos”, em tradução livre).
“Sob nenhuma circunstância você deverá entregar sua vida voluntariamente.”
A missão de Onoda era destruir a pista de pouso e um cais no porto de Lubang, além de eventuais aviões ou tripulações inimigas que tentassem desembarcar. Mas ele fracassou e, enquanto as forças inimigas assumiam o controle da ilha, ele e seus colegas se refugiaram na floresta.
A guerra acabou logo em seguida, mas Onoda e outros três recrutas que permaneciam ao seu lado não acreditaram nas notícias, dando como falsos os folhetos lançados sobre Lubang para informar os militares isolados sobre a rendição do Japão em 15 de agosto de 1945.
Eles continuaram escondidos na selva, entre cobras e formigas, alimentando-se de cascas de banana, cocos e arroz roubado para sobreviver, convencidos de que o inimigo estava tentando matá-los de fome.
Equipes de busca tentaram encontrá-los, mas Onoda acreditava que eram prisioneiros japoneses, forçados a achá-los contra a sua vontade. Também acreditou que fotografias dos seus familiares haviam sido retocadas, já que não sabia que sua cidade-natal havia sido bombardeada e reconstruída.
O filme de Arthur Harari foi aclamado e gerou polêmica desde sua estreia, no Festival de Cinema de Cannes de 2021
Bathysphere/BBC
Ele acreditava que os jatos que ouvia sobrevoando a região durante a Guerra da Coreia (1950-1953) fossem uma contraofensiva japonesa — e que os jornais lançados sobre a ilha informando sobre o conflito fossem “propaganda ianque”.
Onoda escreveu nas suas memórias que, até 1959, ele e seu companheiro Kinshichi Kozuka haviam “desenvolvido tantas ideias fixas que éramos incapazes de compreender qualquer coisa que não se adaptasse a elas”.
Kozuka acabou morto por tiros disparados pela polícia local em outubro de 1972, mas Onoda permaneceu sozinho na ilha por mais 18 meses, até que um encontro com um excêntrico explorador japonês de nome Norio Suzuki resultou em um acordo. Se Suzuki conseguisse trazer o comandante de Onoda para Lubang com ordens diretas para que ele depusesse as armas, ele obedeceria.
A missão de Suzuki foi um sucesso, e a guerra de Onoda chegou ao fim em 9 de março de 1974.
Resistência e ilusão
O diretor francês de “Onoda: 10 Mil Noites na Selva”, Arthur Harari, inicialmente queria fazer um filme de “aventura”, inspirado por escritores como os britânicos Joseph Conrad e Robert Louis Stevenson.
Depois de conhecer a história de Onoda e ler o livro jornalístico de Bernard Cendron e Gérard Chenu “Onoda: Seul en Guerre dans la Jungle – 1944-1974” (“Onoda: Sozinho na Guerra dentro da Selva – 1944-1974”, em tradução livre) — publicado em 2020, com informações colhidas a partir de entrevistas com Onoda, sua família, seu comandante (o major Taniguchi), Norio Suzuki e visitas dos autores a Lubang — Harari percebeu que havia encontrado a fonte perfeita.
“Toda a história era fascinante”, declarou Harari à BBC. “Não tem como não se impressionar com ela.”
Os eventos mencionados no livro de Cendron e Chenu (e que também são detalhados nas memórias de Onoda) ganharam vida no filme de Harari, com experiências íntimas — como a tensa política de arroz do acampamento e os rituais de Ano Novo — magnificamente intercaladas com cenas de conflitos violentos e lembranças da doutrinação do tenente na escola militar.
A ilha de Lubang tem tanta importância no filme quanto Onoda (interpretado pelos atores Yuya Endo e Kanji Tsuda). Cenas impressionantes mostram o fluxo dos córregos, selvas verdejantes e flores roxas desabrochando, enquanto imagens de palmeiras no litoral arenoso são tão atraentes quanto os sons do vento, da chuva e dos insetos silvestres.
Atos de violência e atrocidades dos quais o grupo é acusado foram omitidos das memórias de Onoda e reduzidos no filme de Harari
Bathysphere/BBC
“Onoda: 10 Mil Noites na Selva” é uma história cativante de resistência e ilusão. O filme ganhou o prêmio César (o mais importante do cinema francês) de melhor roteiro original em fevereiro de 2022 e o prêmio de melhor filme da Associação Francesa de Críticos Cinematográficos.
Mas a ampla aclamação recebida pelo filme não foi unânime. A revista britânica “Sight & Sound” mostrou-se especialmente crítica à retratação de Onoda por Harari e à significativa omissão de pontos de vista filipinos.
“Com o sentimento nacionalista novamente em crescimento no Japão”, escreveu o crítico James Lattimer pouco depois da estreia do filme em Cannes, “fazer um filme que essencialmente celebra alguém que pareceu assimilar totalmente suas ambições imperialistas é, no mínimo, ingênuo e, na pior das hipóteses, um insulto; o que está sendo dito aqui é que os filipinos que aparecem são pouco mais que bucha de canhão.”
De fato, tem se alegado que o pequeno grupo de Onoda cometeu atrocidades violentas nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial. Estas ações foram flagrantemente omitidas nas memórias de Onoda e relativamente reduzidas no filme de Harari.
Há relatos de até 30 assassinatos de moradores da ilha de Lubang, “não apenas causados por armas de fogo”, segundo a cineasta Mia Stewart declarou à BBC, mas também por ferimentos horríveis infligidos “por espadas ou facas de cozinha”.
No documentário “The Last Surrender” (“A Última Rendição”, em tradução livre), dirigido por Jonathan Hacker em 2001 para a BBC, um fazendeiro chamado Fernando Poblete descreve a assustadora descoberta do cadáver de um vizinho: “o corpo foi encontrado em um lugar e a cabeça, em outro”.
Harari admite que esperava que seu filme fosse polêmico — e, embora não defenda as ações de Onoda, ele justifica sua surpreendente tomada de decisão.
O objetivo do filme, segundo ele, é “apresentar [Onoda] como um membro do seu grupo”, para poder compreender a experiência de um soldado “totalmente aprisionado” no seu ponto de vista. Harari traça um paralelo com as teorias da conspiração, negação e fanatismo observadas atualmente pelo mundo e as ações perigosas que muitas vezes as acompanham.
Assumir este ponto de vista não significa concordar com Onoda, segundo Harari, que ressalta as cenas de semificção incluídas no filme, nas quais moradores locais são mortos a sangue frio como resultado das ações perpetradas por Onoda.
“Tentei mostrar que a violência vivida [pelos filipinos] é ultrajante e nada pode justificá-la… [mas] é uma posição perigosa e muito difícil para a direção do filme, já que tentei gerenciar os dois sentimentos”, afirma.
Naoko Seriu, professora de Estudos Estrangeiros da Universidade de Tóquio, no Japão, e autora do ensaio “Le retour du soldat Onoda et sés résonances” (“O retorno do soldado Onoda e suas repercussões”, em tradução livre), elogia a inclusão das cenas, que contribuem para o que ela entende como uma interpretação não tão heroica do personagem.
“O filme mostra que Onoda era temido e odiado pelos habitantes”, declarou ela à BBC Culture, “[e embora] essas cenas não correspondam à crueldade dos fatos, elas podem levantar dúvidas, perturbar o público e, quem sabe, convidar à reflexão.”
Como enfatiza o filme de Harari, Onoda ainda era muito jovem — tinha apenas 23 anos — na época da rendição do seu país e provavelmente bastante doutrinado pela ideologia imortalizada pelo Japão durante a guerra.
“Esperava-se que os soldados morressem pela causa”, escreveu Onoda em suas memórias (o que é confirmado pelo fato de o país ter treinado até cinco mil combatentes kamikaze na Segunda Guerra Mundial), e o soldado que abandonasse certas tarefas ou deixasse de adotar padrões tradicionais enfrentava severas consequências.
“Mesmo se a pena de morte não fosse levado a cabo, [um soldado em desgraça] sofria o ostracismo completo dos demais, como se tivesse sido morto”, segundo Onoda.
Para complicar ainda mais, as ordens secretas recebidas por Onoda para que sobrevivesse usando todos os meios necessários, protegendo o território até o retorno do exército imperial, acabaram por isolá-lo dos seus companheiros. E teria pesado muito sobre ele o fato de já ter fracassado em sua missão de destruir o cais e a pista de pouso de Lubang.
“A ideologia de não se render durante a guerra era poderosa”, segundo Beatrice Trefalt, professora de estudos japoneses da Universidade Monash, na Austrália. Mas ela dificilmente explica a tamanha dedicação de Onoda.
“É claro que há muitas pessoas que se suicidam ou entram em batalhas perdidas como um último esforço desesperado, sabendo que vão morrer. Mas, se a ideologia dos tempos de guerra era tão poderosa e todos eram fanáticos, como eles deixaram de ser fanáticos em 1945? A resposta é que não era, e eles não eram, de forma que a rendição foi muito bem recebida pela maioria das pessoas”, segundo a professora.
Trefalt conclui que Onoda provavelmente era “uma pessoa muito intransigente” que se recusou a abandonar seus princípios.
“Esta recusa custou a vida não apenas de dois de seus amigos/companheiros, mas de muitos civis em Lubang. Por isso, quando se deparou com o fim, Onoda pode ter achado mais fácil convencer-se de que não sabia [que a guerra havia terminado], em vez de enfrentar a destruição engendrada pela estupidez do seu próprio orgulho.”
Onoda não foi o único soldado que teve dificuldade de acreditar que a guerra havia terminado. Na verdade, vários grupos japoneses continuaram lutando por muito tempo depois da rendição do país.
Em 1951, por exemplo, 21 soldados foram cercados na ilha de Anatahan, nas Marianas do Norte. O soldado nipo-taiwanês Teruo Nakamura permaneceu na floresta por 29 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, na ilha de Morotai (hoje pertencente à Indonésia). E Shoichi Yokoi ficou escondido na selva da ilha de Guam até 1972, quando revelou que sabia que a guerra havia acabado há mais de 20 anos — mas estava muito assustado para se entregar.
A principal diferença, segundo Seriu, é que muitos outros soldados japoneses remanescentes da guerra “encontraram formas de viver no país anteriormente ocupado” e chegaram até a formar família, em alguns casos. Já Onoda “recusou-se a viver em colaboração com os habitantes [de Lubang]”.
Após a morte do seu colega Kinshichi Kozuka, Onoda permaneceu escondido, sozinho, por mais 18 meses
Bathysphere/BBC
Recebido como herói?
Quando Onoda retornou ao Japão, em 1974, ele foi saudado por uma multidão de cerca de oito mil pessoas — com transmissão ao vivo pela televisão pública japonesa, NHK.
Naquela época, o Japão vivia seu pior desempenho econômico em duas décadas, enquanto visões mais progressistas da guerra — que incluíam compensações pelos crimes — eram cada vez mais defendidas.
Onoda ofereceu um lembrete oportuno das virtudes japonesas tradicionais de bravura, lealdade, orgulho e comprometimento, que haviam sido difundidos no tempo da guerra. Seu reaparecimento forneceu um instrumento de propaganda útil para os poderosos conservadores do país — ou, pelo menos, uma boa distração.
“Ele se aliou com a facção dos poderosos e desempenhou o papel que permitiu a ele conseguir os maiores benefícios”, segundo Trefalt.
“O dinheiro que ele ganhou com o frenesi da imprensa sempre foi maior que a mísera pensão de veterano de guerra.”
Em seu livro, “Japanese Army Stragglers and Memories of the War in Japan, 1950-1975” (“Os Soldados Isolados do Exército Japonês e Memórias da Guerra no Japão, 1950-1975”, em tradução livre), Trefalt descreve as polêmicas geradas pelo livro de memórias best-seller de Onoda.
Em um dos incidentes, veteranos de guerra confrontaram Onoda em um evento público de lançamento do livro, “questionando seu relato em voz alta… e acusando-o de inventar um monte de mentiras”, segundo ela.
Dois anos mais tarde, o ghostwriter das memórias, Ikeda Shin, publicou seu próprio relato, intitulado “Fantasy Hero” (“Herói de Fantasia”, em tradução livre), acreditando que era sua responsabilidade informar ao público que ele acreditava que Onoda não foi um herói, nem soldado, e tampouco um homem corajoso.
“Onoda foi saudado como herói”, afirma Naoko Seriu sobre a amplitude de interpretações do seu caráter, “mas, ao mesmo tempo, ele era considerado vítima e criticado como a materialização do militarismo”. A recepção de Onoda, segundo ela, “nunca foi unânime”.
Hiroo Onoda, deixando a floresta de Lubang em 1974, onde ficou escondido por cerca de 30 anos
Getty Images/BBC
‘Robinson Crusoé’
Se a nova versão da história de Onoda por Harari (um filme de “ficção”, mas que é bastante fiel aos relatos factuais subjetivos) é ingenuamente romântica, ela não está sozinha.
A editora Penguin Random House enfatiza este ponto na sua descrição do romance de Werner Herzog a ser lançado, “O crepúsculo do mundo”, parcialmente baseado nas conversas mantidas por Herzog com Onoda antes da morte do tenente, em 2014.
“Parte documentário, parte poesia e parte sonho… uma espécie de conto de Robinson Crusoé dos tempos modernos”, diz a descrição da editora. Evidentemente, os elementos fantásticos da saga de Onoda são tão atraentes quanto suas controversas verdades.
Mia Stewart, que está terminando um documentário que oferece o ponto de vista filipino dos acontecimentos, concorda. Na página de captação de recursos de “Search for Onoda” (“Em busca de Onoda”, em tradução livre), Stewart descreve como sua própria mãe cresceu em Lubang ouvindo as histórias de um “soldado lendário” que se escondia perto da sua aldeia e machucaria quem se aproximasse.
“É fácil romantizar o soldado viajante do tempo que se recusa a se render, o espírito samurai, o sobrevivente”, relata Stewart. “Eu [também] admirei Onoda quando ouvi sobre ele pela primeira vez.”
Mas o trailer do filme de Stewart mostra a importante verdade que talvez seja menosprezada pelos outros relatos da mesma história. A guerra não terminou em 1945 para Onoda — mas ela também não acabou ali para os filipinos em Lubang. E a voz do povo filipino precisa ser ouvida, “para opor-se à imagem de Onoda como herói e chamar a atenção e fazer justiça para as vítimas e suas famílias”, afirma ela.
Stewart incentiva a todos os que assistirem ao filme de Harari ou lerem o livro de Herzog que procurem o seu documentário. E, para uma história tão complexa, envolvente e controversa como a de Onoda, uma conclusão simples talvez seja a mais lógica. Em toda história, há vários lados — e a verdade, por mais bizarra, fantástica ou terrível que seja, exige que todos estes lados sejam levados em consideração.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Anos dourados’ estreia no Globoplay: relembre minissérie de 1986 com Malu Mader e Felipe Camargo


História de amor nos anos 1950, escrita por Gilberto Braga, retratava choque de classes, hipocrisia moral e repressão sexual da época. A minissérie “Anos dourados” estreia nesta segunda-feira (9) no Globoplay. Exibida em 1986 e escrita por Gilberto Braga, a história de amor nos 1950 era estrelada por Malu Mader e Felipe Camargo.
Para quem quer rever a produção, que retratou choque de classes, hipocrisia moral e repressão sexual da época, ou para aqueles que vão assistir pela primeira vez, o g1 relembra alguns dos principais momentos, além de curiosidades dos bastidores, com dados do Memória Globo.
Em “Anos dourados”, Malu e Felipe interpretam Lurdinha e Marcos, um casal que se apaixonam à primeira vista.
O jovem é filho de pais desquitados – a mãe, Glória (Betty Faria), trabalha como caixa num clube noturno e vive uma forte paixão com o Major Dornelles (José de Abreu), um homem casado e militar em uma carreira em ascensão.
Isso é motivo para a família de Lurdinha, extremamente conservadora, não ver com bons olhos o relacionamento dos dois jovens.
Webdoc minissérie – Anos Dourados (1986)
“Os personagens de ‘Anos Dourados’ são tipicamente de classe média, não tem nada do mundo dos ricos. É tipicamente a classe média tijucana, que é de onde eu venho, e eu gosto”, afirmou Braga ao Memória Globo.
“‘Anos Dourados’ é o maior sucesso, em termos de repercussão, que eu tive. Há coisas do sucesso de ‘Anos Dourados’ que poucos escritores viveram. Um dia uma mulher na Vieira Souto [Ipanema, na Zona Sul do Rio] bateu com o carro porque me viu. Deixou o carro lá batido e falou: ‘Ah, não faz mal, eu queria dar um beijo em você porque eu estou adorando Anos Dourados’. Umas coisas meio malucas de repercussão.”
Em depoimento, Malu contou que foi convidada por telefone pelo autor, e que se identificou com a história por ser romântica.
“Quando fui gravar ‘Anos Dourados’, foi a glória em vida, porque mesmo antes de ir ao ar a gente já sentia que havia ali alguma coisa de especial. O texto era brilhante, tudo no lugar, um bordado. A direção estava inspiradíssima, o Roberto Talma estava literalmente bailando com a gente em todas aquelas festas, as meninas com aqueles vestidos. Tudo era perfeito. O elenco de apoio, todos eram meus amigos da época de Tablado, então reencontrei toda a minha turma. Fiz grandes amigos.”
Curiosidades
‘Anos Dourados’ marca a estreia na TV Globo de Felipe Camargo, que recebeu inúmeros elogios pelo seu trabalho como o doce e apaixonado Marcos. O desempenho como Lurdinha também rendeu elogios à atriz Malu Mader;
A série foi reapresentada duas vezes: em outubro de 1988 e em agosto de 1990, no Festival 25 anos da Rede Globo. Em 1990, a minissérie foi compactada e lançada em vídeo e, em 2003, ganhou uma versão em DVD, editada pelo próprio Gilberto Braga;
‘Anos Dourados’ foi vendida para mais de 20 países, entre eles Albânia, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, Turquia, Uruguai e Venezuela.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tiee canta com Leandro Lehart, Péricles e Xande de Pilares em gravação de álbum ao vivo


♪ Os cantores Xande de Pilares, Leandro Lehart, Péricles e Vitinho estão entre os convidados arregimentados por Tiee para a realização do segundo registro audiovisual de show do artista fluminense.
Intitulado Samba pro meu povo, o álbum ao vivo será gravado em show apresentado por Tiee em 19 de maio na casa Via Music Hall, em São João de Meriti (RJ), município da Baixada Fluminense.
Além de Xande, Lehart, Péricles e Vitinho, Tiee vai cantar com Carica, Fala Comigo, Gaab e Menos é Mais ao longo da gravação ao vivo. No repertório do álbum Samba pro meu povo, Tiee apresenta sambas inéditos e autorais como 1% e Passarinho.

Fonte: G1 Entretenimento

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Balenciaga lança tênis com aparência de ‘destruído’ e sujo


‘Uma campanha vai mostrar os sapatos extremamente gastos, gastos e sujos’, diz site oficial da marca sobre o Paris Sneaker. Balenciaga lança tênis com aparência de ‘destruído’
Reprodução
A Balenciaga lançou, nesta segunda (9), um tênis com aparência de destruído, rasgado e sujo.
No texto de lançamento do Paris Sneaker, a marca de luxo destaca as características dos novos produtos.
“Um design clássico reformulado interpreta o atletismo de meados do século e o desgaste casual atemporal em preto, branco ou vermelho, com sola e biqueira de borracha branca. É finalizado com tela desgastada e bordas ásperas, criando uma aparência pré-usada. O tênis Balenciaga Paris vem em estilos com cadarço, seja de cano alto ou mule sem costas”.
Há opções de tênis em cano alto por 625 dólares, cerca de R$ 3,2 mil, e cano baixo por 495 dólares, cerca de R$ 2,5 mil, segundo o site Hypebeast.
Novo tênis da Balenciaga tem aspecto ‘destruído’
Reprodução/Balenciaga

Fonte: G1 Entretenimento

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Grupo SaGrama e Gonzaga Leal seguem a trilha da missão de Mário de Andrade em álbum que sai em junho


Artistas pernambucanos reapresentam o repertório recolhido pelo pesquisador paulistano em 1938 em viagem antropológica pelo norte e nordeste do Brasil. ♪ Grupo pernambucano criado em 1995 pelo flautista e maestro Sérgio Campelo, com inspiração na música armorial e nas manifestações da cultura popular do estado, SaGrama se une ao cantor conterrâneo Gonzaga Leal no álbum Na trilha de uma missão.
Previsto para ser lançado em junho, o disco tem repertório selecionado a partir dos registros feitos pelo escritor, poeta e pesquisador paulistano Mário de Andrade (1893 –1945), durante a viagem pelo norte e nordeste do Brasil para realizar a Missão de pesquisas folclóricas (1938), projeto de caráter antropológico.
Nessa viagem, o pesquisador recolheu cânticos afro-brasileiros, cantorias de viola, cocos, músicas indígenas da tribo dos Pankararu, toadas do sertão, cantigas de roda e outros temas do chamado Brasil profundo.
No álbum Na trilha de uma missão, SaGrama – grupo formado por dez instrumentistas – e Gonzaga Leal reapresentam o repertório da expedição com arranjos inéditos.
Capa do álbum ‘Na trilha de uma missão’, de SaGrama e Gonzaga Leal
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Reino Unido inaugura o Queer Britain, seu primeiro museu LGTBQ+


Espaço é financiado inteiramente por doações privadas e tem o objetivo de celebrar a história e a cultura ‘queer’. Londres ganha museu Queer Britain
Daniel LEAL / AFP
O primeiro museu LGTBQ+ do Reino Unido abriu esta semana em Londres com o objetivo de celebrar a história e a cultura ‘queer’ e torná-la conhecida por “todos”.
Instalado em um prédio de tijolos do século 19 em Granary Square, norte de Londres, o Queer Britain – financiado inteiramente por doações privadas – abriu suas portas na quinta-feira(5).
Uma grande exposição de fotografias, obras de arte e roupas está planejada para o verão, mas os visitantes já podem encontrar imagens que exploram a história e a diversidade da comunidade britânica LGTBQ+, de travestis da era vitoriana a marchas do orgulho gay nos últimos anos.
Os pioneiros incluem Roberta Cowell, piloto de corridas e a primeira mulher trans britânica conhecida a passar por uma cirurgia de mudança de sexo, e Justin Fashanu, o primeiro jogador de futebol a se assumir publicamente como gay em 1990.
Este museu “é um lugar permanente para celebrar quem somos, as incríveis contribuições que fizemos à história e educar a nação para que também conheça essas contribuições”, disse à AFP Stephanie Stevens, uma das gerentes do museu.
Elisha Pearce, uma jovem de 21 anos, aprecia uma foto de soldados da Primeira Guerra Mundial vestidos como mulheres e admite que “não imaginava que esse tipo de foto existisse”.
“É importante que entendamos como nossa história evoluiu e como chegamos onde estamos hoje”, disse.
As fotografias em exibição também mostram até onde chegou, por exemplo, a aceitação do gays em cargos eleitos.
Em 1977, o Partido Trabalhista recusou-se a investir Maureen Colquhoun, a primeira deputada trabalhista abertamente lésbica. A decisão foi revertida um ano depois pela liderança do partido.
Décadas depois, Ruth Davidson, uma política abertamente gay, tornou-se uma líder popular dos conservadores escoceses até sua saída em 2019.
Além disso, o deputado conservador Jamie Wallis, que se assumiu abertamente transgênero em março deste ano, recebeu mensagens de apoio de todo o espectro político, incluindo o primeiro-ministro Boris Johnson.
A homossexualidade deixou de ser crime na Inglaterra e no País de Gales em 1967. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido desde 2014 na Inglaterra, Escócia e País de Gales, mas apenas desde 2020 na Irlanda do Norte, onde os unionistas ultraconservadores no poder se opuseram ferozmente.
No entanto, a comunidade LGTBQ+ ainda tem várias batalhas pendentes. No mês passado, precisou se mobilizar quando o governo britânico quis retirar uma proibição a terapias de conversão com o objetivo de mudar a orientação sexual.
Visitantes do museu Queer Britain observam obras “David Hoyle”, de Sadie Lee, e “Cock of the Rock”, de Paul Harfleet
Daniel LEAL / AFP

Fonte: G1 Entretenimento

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Filho de Nick Cave, Jethro Lazenby, morre aos 31 anos


Morte foi confirmada pelo cantor. Jethro era modelo e tinha sido condenado por agredir sua mãe em março. ‘Ficaríamos gratos pela privacidade da família neste momento’, disse Cave. Jethro Lazenby, filho de Nick Cave
Divulgação
O filho do cantor Nick Cave, Jethro Lazenby, morreu aos 31 anos. A informação foi confirmada por Cave em um breve comunicado, segundo o jornal “The Guardian”.
“Com muita tristeza, posso confirmar que meu filho, Jethro, faleceu. Ficaríamos gratos pela privacidade da família neste momento”, disse ele.
Cave já tinha perdido um filho, Arthur, em 2015. Ele morreu depois de cair de um penhasco perto de Brighton (sul da Inglaterra), aos 15 anos.
Jethro nasceu em Melbourne, na Austrália, em 1991, e só conheceu o pai quando tinha 7 ou 8 anos de idade. Em 2008, Cave chegou a declarar em entrevista que não o ter conhecido quando pequeno é um dos arrependimentos que carrega, mas que mantém um bom relacionamento com o filho.
O rapaz chegou a morar na Inglaterra onde trabalhou como modelo para marcas como Versace e Balenciaga.
Em abril, ele foi considerado culpado de agressão ilegal, depois de agredir fisicamente sua mãe, Beau, em março.
Seu advogado anunciou que ele havia sido diagnosticado com esquizofrenia. Ele foi preso e liberado no último final de semana. Ele já tinha sido condenado por agressão em 2018, contra sua então namorada.

Fonte: G1 Entretenimento

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Pitty e Nando Reis programam parcerias no roteiro do inédito show ‘As suas, as minhas e as nossas’


Artistas se unem em turnê que percorre o Brasil a partir de agosto após prévia em festival agendado para junho. ♪ Quando Pitty e Nando Reis dispararam Um tiro no coração em single apresentado em junho do ano passado, com gravação inédita de canção de Nando lançada em 2000 na vozes de Cássia Eller (1962 – 2001) e Sandra de Sá, os artistas iniciaram conexão que será ampliada neste ano de 2022.
A partir de agosto, Pitty e Nando saem juntos em turnê pelo Brasil com show inédito intitulado As minhas, as suas e as nossas. O título do show já alude às inclusões de parcerias inéditas dos compositores no roteiro calcado em sucessos de ambos.
Para quem não quiser esperar até agosto pela estreia oficial da turnê nacional, Pitty e Nando Reis farão prévia do show As minhas, as suas e as nossas em 11 de junho dentro da programação do festival João Rock em Ribeirão Preto (SP).

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Doutor Estranho’ arrecada R$ 61,9 milhões na estreia e lidera bilheteria nacional


Dez filmes mais vistos entre 5 a 8 de maio somaram, juntos, R$ 67,9 milhões. ‘Sonic 2 – O Filme’ e ‘Animais Fantásticos’ completam top 3. Benedict Cumberbatch fala sobre ‘Doutor Estranho no multiverso da loucura’
Só deu “Doutor Estranho no multiverso da loucura” nas cinemas no último final de semana.
O filme com Benedict Cumberbatch estreou na quinta (5) e arrecadou, sozinho, R$ 61,9 milhões após ser visto por 2,8 milhões de pessoas nos cinemas até domingo (8).
Com os números expressivos do estreante, “Animais Fantásticos – Os Segredos de Dumbledore” caiu para terceira posição. Já “Sonic 2” subiu para a segunda.
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No período de 5 a 8 de maio, 3,17 milhões de pessoas foram aos cinemas, segundo dados da ComScore. No total, os dez filmes mais vistos no período somaram R$ 67,9 milhões em bilheteria.
Confira, abaixo, os dados de bilheteria coletados pela ComScore entre os dias 5 a 8 de maio:
“Doutor Estranho no multiverso da loucura” – R$ 61,9 milhões
“Sonic 2 – O Filme” – R$ 1,8 milhão
“Animais Fantásticos – Os Segredos de Dumbledore” – R$ 1,6 milhão
“Cidade Perdida ” – R$ 714 mil
“Jujutsu Kaise 0″ – R$ 702 mil
” Detetives do Prédio Azul 3 – Uma Aventura no fim do mundo” – R$ 532 mil
“Medida Provisória” – R$ 374 mil
“Downton Abbey II: Uma Nova Era” – R$ 95 mil
“A Pior Pessoa do Mundo” – R$ 28,2 mil
“A Fratura” – R$ 24 mil
Benedict Cumberbatch numa cena de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento