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Neal Adams, quadrinista que revitalizou o Batman, morre aos 80 anos


Ele foi um dos artistas mais influentes das HQs ao modernizar figura do Batman nos anos 60, tornando os traços menos infantis e mais realista, e introduzindo novos vilões. Neal Adams em exposição de ilustrações
Divulgação/Site oficial
O quadrinista Neal Adams, que revitalizou o Batman e outros personagens, morreu aos 80 anos. Sua esposa, Marilyn Adams, disse ao site da revista “The Hollywood Reporter” que ele morreu na quinta-feira (28), em sua casa em Nova York, por conta de uma infecção generalizada.
Neal Adams começou a carreira na DC nos anos 1960 desenhando o personagem Deadman. Depois ele passou a trabalhar com o Batman e ajudou a modernizar sua figura, tornando-o menos infantil e mais realista e elaborado, e introduzindo novos vilões.
Ele também trabalhou com personagens como o Arqueiro Verde e o Lanterna Verde, e criou um dos primeiros heróis negros da DC, John Stewart.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tiago Leifert vai narrar jogos da Copa do Mundo em transmissões exclusivas no sportv e no Globoplay


Novidade foi anunciada por Renato Ribeiro, diretor de Esportes da Globo, no Rio2C nesta sexta-feira (29). ‘Estava louco de vontade de fazer alguma coisa na Copa do Mundo’, conta Leifert. Tiago Leifert
Globo/João Cotta
Tiago Leifert vai narrar jogos da Copa do Mundo no sportv e no Globoplay. A novidade foi anunciada por Renato Ribeiro, diretor de Esportes da Globo, no evento Rio2C nesta sexta (29).
O apresentador fará a narração de um jogo por dia, com pré e pós horas, ao lado de outros grandes nomes ligados ao futebol e ao entretenimento, que ainda serão anunciados.
As transmissões serão exibidas pelo sportv2 e estarão abertas no Globoplay para não-assinantes.
“Eu amo a Copa do Mundo. Decidi ser jornalista e seguir carreira na televisão aos 14 anos, na Copa de 1994. Depois, na Copa de 2010, a ‘Central da Copa’ mudou a minha vida e, por causa dela, eu segui caminho no entretenimento”, comenta Leifert.
“A Copa é muito importante pra mim, pessoal e profissionalmente. Eu estava louco de vontade de fazer alguma coisa na Copa do Mundo e estou muito de feliz de estar de volta, pelo menos durante o Mundial”.
Leifert começou no esporte na Globo em 2008, e, anos depois, seguiu para o entretenimento ao apresentar programas como “The Voice Brasil”, “The Voice Kids Brasil” e “Big Brother Brasil”. Ele deixou a emissora após 15 anos em 2021.
Copa do Mundo em 4K
A Copa do Mundo do Catar acontece entre os dias 21 de novembro a 18 de dezembro e terá transmissão ao vivo em resolução 4K pelo sportv de todas as partidas do evento.
O sinal 4K será disponibilizado de modo complementar aos três canais regulares do sportv e poderá ser acessado pelos assinantes do Globoplay + canais ao vivo e pelos assinantes de operadoras parceiras de distribuição do sportv na TV por assinatura.
Os assinantes terão acesso ainda a toda a cobertura da TV Globo e do sportv, que exibem a competição com exclusividade na TV.
A cobertura será híbrida, com cerca de 80 pessoas no Catar e uma grande equipe no Brasil se complementando para trazer os momentos mais importantes do Mundial.
O Brasil está no Grupo G, com Suíça, Sérvia e Camarões, e estreia no dia 24 de novembro às 16h. Veja como ficaram os grupos após sorteio da Fifa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Chico Pinheiro deixa a TV Globo em comum acordo após 32 anos; relembre bordões e momentos da carreira


Nesta semana, Carlos Tramontina também deixou a TV em comum acordo após 43 anos. Chico Pinheiro deixou a TV Globo em comum acordo após 32 anos. Ele começou a trabalhar na Globo no final de 1977, no cargo de chefe de reportagem.
“Naquela época o chefe de reportagem fazia tudo. Você tinha que armar a pauta do dia seguinte, fazer a escala das equipes, distribuir os equipamentos, marcar as entrevistas, apurar as notícias”, contou Chico ao site Memória Globo.
Nesta semana, Carlos Tramontina também deixou a TV em comum acordo após 43 anos. O jornalista entrou para a Globo em 1978. Ele foi apresentador e editor-chefe do Bom Dia São Paulo, Globo Notícia e Antena Paulista. Também foi o âncora do SP2 por 24 anos.
A carreira de Chico Pinheiro
Chico Pinheiro no Bom dia Brasil, em 2022
Bom Dia Brasil/Divulgação
Filho do topógrafo Antônio Oscar Pinheiro e da professora Ester Gontijo Melo Pinheiro, Francisco de Assis Pinheiro foi criado em Minas Gerais, chegou a estudar engenharia na Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), mas abandonou o curso no quarto ano. Formou-se em jornalismo pela mesma universidade em 1976.
Começou a trabalhar no Diário de Minas, como estagiário, em 1971, primeiro na editoria Geral, depois na de Esportes. Ainda não havia se formado quando conseguiu uma vaga na sucursal mineira do Jornal do Brasil.
Em 1980, obteve uma bolsa de estudos na Universidade de Navarra e, em seguida, mudou-se para a Espanha. De volta à Globo no ano seguinte, foi repórter do Jornal Nacional em Belo Horizonte. Dois anos depois, voltou a deixar a emissora, dessa vez para ser professor de jornalismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
De sua primeira passagem pela Globo, o jornalista se lembra de duas entrevistas marcantes: a primeira foi com Ulysses Guimarães, então líder do MDB, e a outra, com o então ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel. Na ocasião, perguntou ao ministro quem eram os responsáveis pelo atentado ocorrido naquele dia no Riocentro, e não esquece o que ouviu dele: “Os responsáveis por esse atentado são os bolsões sinceros, mas radicais; são os pescadores de águas turvas”. No entanto, era época de vigência da Censura Federal, e essa declaração nunca foi para o ar.
Ainda na década de 1980, trabalhou na Quilombo, produtora que cuidava da carreira artística do compositor Milton Nascimento, prestando serviços de assessoria de imprensa, e editou o jornal Trem Azul. Também foi chefe de gabinete do secretário de Saúde do Governo de Minas Gerais e comandou um programa de debates na TV Minas, chamado Alta Tensão.
No final de 1989, transferiu-se para São Paulo, contratado pela TV Bandeirantes. Inicialmente, editou e apresentou diariamente o programa Canal Livre, então de perfil comunitário, além de fazer comentários políticos no telejornal local noturno da emissora. Em 1992, coordenou a cobertura da segunda visita do Papa João Paulo II ao Brasil e foi premiado pela cobertura do impeachment de Fernando Collor. Ainda na Bandeirantes, foi âncora do Jornal da Noite (1992-1993), do Jornal de Domingo (1993) e do Jornal da Bandeirantes (1993-1995).
Em 1995, Chico Pinheiro assumiu o cargo de diretor de jornalismo da TV Record e âncora do Jornal da Record, principal telejornal da emissora. No dia 12 de outubro, o pastor da Igreja Universal Sergio von Helde chutou uma imagem de Nossa Senhora da Aparecida durante um programa da Record. O episódio levou Chico Pinheiro a entrar em desacordo com a direção da rede, o que resultou na sua demissão. Logo em seguida, em 1996, transferiu-se para a Rádio CBN, ocupando o cargo de apresentador do Jornal da CBN. Permaneceu na rádio até 1997.
Antes disso, ainda em 1996, Chico Pinheiro foi convidado a retornar à Globo, agora nos postos de apresentador do Bom Dia São Paulo e editor do Bom Dia Brasil. Desde então, passou a apresentar também, eventualmente, o Jornal Nacional e o Jornal da Globo.
“Fui participar do projeto de criação e implantação do Bom Dia Brasil, ancorado pelo Renato Machado, editor-chefe, e do novo Bom Dia São Paulo. E encontrei uma emissora completamente diferente, tanto do ponto de vista de qualidade técnica quanto de conteúdo editorial. E fui descobrir a extrema importância que o jornalismo tem na Globo para a mudança substancial e necessária do país, das comunidades, da sociedade”, disse Chico ao Memória Globo.
Chico Pinheiro foi premiado duas vezes pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA): em 1992, pela cobertura do impeachment de Fernando Collor, e em 1997, por seu trabalho como apresentador do Bom Dia São Paulo.
Chico apresentou ainda o telejornal local SPTV, na Globo, e o programa Espaço Aberto, na GloboNews, em 1998. No Espaço Aberto, entrevistou grandes nomes da música popular brasileira, como Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara e Milton Nascimento, além de atores como Walmor Chagas e Nathalia Timberg. Em 2007, o programa foi reformulado e ganhou novo nome, Sarau. Em 2013, o programa ganhou uma nova versão, o Sarau Itinerante, quando o apresentador percorre diferentes cidades brasileiras para mostrar o trabalho de artistas locais. Na estreia, o Sarau Itinerante homenageou o manguebeat, ritmo desenvolvido em Pernambuco.
Em março de 2000, durante a cobertura dos escândalos da prefeitura de São Paulo, conseguiu uma entrevista exclusiva com Nicéia Pitta, na qual a ex-mulher do então prefeito Celso Pitta relatava os principais detalhes do sistema de corrupção da administração paulista.
O jornalista ficou também conhecido por bordões como:
“É, vida que segue…”
“Graças a Deus, é sexta-feira!”
“Coragem! Porque é segunda-feira.”
A carreira de Tramontina
Carlos Tramontina durante mediação de debate
Matheus Castro/Rede Amazônica
Filho de professores, formou-se em jornalismo pela Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo, em 1977. No terceiro ano de faculdade, conseguiu um estágio no departamento de imprensa da Volkswagen em São Bernardo do Campo. Estagiava de dia e estudava à noite. Ao final do estágio, ainda estudando, não podia ser contratado, e foi “bater às portas das empresas de comunicação”. Conseguiu outro estágio, agora na Globo no início de 1978. Era um período de investimento muito forte da emissora no jornalismo em São Paulo, segundo Tramontina, e ele foi logo contratado. Sua carteira foi assinada no dia 1º de junho de 1978.
“Entrei como repórter, para cobrir o chamado buraco de rua, matérias feitas na periferia – em tese, mais simples; ao mesmo tempo, mais trabalhosas, porque você tinha de ir para os lugares mais distantes e mais problemáticos”, conta. “Eu fazia isso para o Bom Dia São Paulo, que não tinha os mesmos critérios de tratamento estético das matérias que os outros telejornais, digamos, e um repórter iniciante podia experimentar um pouco mais ali”, disse ao site Memória Globo.
Logo passou a fazer um quadro chamado Café da Manhã, gravado na casa de pessoas que eram notícia naquele dia por algum motivo. Tomou café da manhã com Elis Regina, Raul Cortez, muitos artistas e autoridades, mas também com pessoas comuns.
Com mais experiência, passou a fazer matérias de meio ambiente e a integrar a equipe de repórteres da rede. Nessa época, em Cubatão, na Baixada Santista, havia um índice muito grande de crianças nascendo com má-formação cerebral, supostamente por causa dos altos índices de poluição, e a região ganhou o apelido de Vale da Morte. Durante quase um ano, o repórter fez muitas matérias sobre o problema, inclusive para o Jornal Nacional. A correlação nunca foi estabelecida cientificamente, mas providências foram tomadas: reduziu-se a poluição e os índices de má-formação cerebral também caíram.
A partir daí, Tramontina passou a fazer matérias de política, muitas transmissões ao vivo e também alguns comentários de política para os telejornais locais. A primeira experiência do Bom Dia São Paulo ocorreu quando ele ainda era repórter.
Começou a apresentar regularmente o Bom Dia São Paulo no final de 1986 e ficou por sete anos – dois anos como subeditor e cinco como editor-chefe. A estrutura do jornal era pequena, e Tramontina deixava todos os textos da cobertura esportiva do domingo para gravar na segunda-feira. Os dez anos do jornal, em 1987, já com Tramontina no comando, foram comemorados em grande estilo.
No aniversário da cidade de São Paulo, em 1990, Tramontina e sua equipe fizeram o primeiro telejornal ancorado fora do estúdio: o Bom Dia São Paulo foi transmitido direto do Parque do Ibirapuera. A ousadia foi repetida dois anos depois, na comemoração dos 15 anos do telejornal, em 1992.
No aniversário de 15 anos do telejornal Bom Dia São Paulo, em 1992, o apresentador e editor-chefe Carlos Tramontina realizou algo inédito na televisão brasileira: ancorou o jornal direto de um helicóptero, ao vivo, sobrevoando a cidade de São Paulo.
Em 1995, Tramontina voltou a produzir reportagens para os telejornais de rede. Três anos depois, assumiu a função de apresentador da segunda edição do SPTV. No mesmo ano, convidado pela Globo News, tornou-se apresentador do N de Notícias, programa que discutia a principal notícia da semana sob a ótica do jornalismo.
Em 2000, assumiu interinamente a apresentação do Jornal da Globo. Em seguida, voltou a apresentar a segunda edição do SPTV e tornou-se apresentador e editor do Antena Paulista, programa exibido aos domingos com noticiário e reportagens especiais sobre São Paulo. Entre 2011 e 2014, Tramontina apresentou também o Globo Notícia São Paulo.
Carlos Tramontina foi afastado da bancada do SP2 em março de 2020, devido à pandemia da Covid-19. Continuou, em home office, a fazer o Antena Paulista. Com o afastamento de Tramontina, o SP2 passou a ser apresentado por Christiane Pelajo e Márcio Gomes e, a partir de outubro de 2020, foi comandado por Alan Severiano. Em agosto de 2021, Carlos Tramontina voltou a apresentar o jornal após ter recebido duas doses da vacina contra a Covid-19.
Depois de 24 anos à frente do SP2, Tramontina apresentou o jornal pela última vez em 26 de abrila de 2022 e deixou a Globo, onde colaborou por 43 anos.
Veja a íntegra dos comunicados de Ali Kamel, diretor-geral de jornalismo:
“Chico Pinheiro conquista de imediato o público em casa e seus colegas no trabalho com duas características marcantes: a língua afiada contra as mazelas do Brasil e uma simpatia contagiante. Este mineiro, cujo amor pelo jornalismo só encontra paralelo na paixão pelo Galo, não é mineiro. Nasceu em Santa Maria da Boca Monte, cidadezinha do Rio Grande do Sul. Mas foi criado em Minas Gerais, conquistou o coração dos paulistas e fez grandes amigos no Rio. Para nossa sorte, desistiu do curso de engenharia na UFMG depois de quatro anos e se formou em jornalismo na PUC-MG em 1976 (mas já estagiava em redações desde 1971, primeiro no Diário de Minas e, depois, na sucursal mineira do Jornal do Brasil). Em 1977, veio para a Globo Minas como chefe de reportagem a convite de Eduardo Simbalista, com quem trabalhara no JB. Inquieto, foi para Navarra fazer uma pós-graduação e, na volta, tornou-se repórter em Belo Horizonte do Jornal Nacional. Fez entrevistas de que se orgulha: entre muitas, com Doutor Ulysses Guimarães e o então ministro da Justiça Ibrahim Abi-Ackel, essa última censurada pela ditadura militar.
A mudança para São Paulo foi em 1989 para apresentar o Jornal da Band, o carro-chefe da emissora. Lá foi premiado pela cobertura do impeachment de Fernando Collor e ancorou os principais telejornais da Band até 1995. O retorno à Globo, em 1996, foi como apresentador do Bom dia São Paulo, com participação no Bom dia Brasil, e os plantões na bancada do JN. Logo depois, Chico conquistou os corações paulistanos no SPTV – uma bancada onde brilhou por 13 anos.
Dessa época, se destaca a entrevista histórica com Niceia Pitta, ex-mulher do então prefeito Celso Pitta, sucessor de Paulo Maluf. Niceia revelou para Chico as entranhas do esquema de corrupção e pagamento de propina na prefeitura numa reportagem exibida num Globo Repórter especial sobre o caso.
Chico é sempre atento a causas sociais. Na Globo, desenvolveu o movimento “Sou da Paz”, pelo desarmamento, que se transformaria depois no instituto de mesmo nome com forte influência no que viria a ser o Estatuto do Desarmamento. É também conselheiro do movimento Todos Pela Educaçao e do Instituto Ayrton Senna. Graças ao trabalho no jornalismo comunitário da em SP, recebeu o título de Cidadão Honorário da capital paulista. Depois, foi agraciado com o título de cidadão honorário de Águas de Lindóia, terra de sua mulher, a jornalista, Leda Rielli, nossa colega, terra onde pretende viver um dia.
Chico cobriu as visitas ao Brasil dos Papas João Paulo II, Bento XVI e seu xará Francisco. Dessa última, tenho uma lembrança muito afetuosa, pois fui testemunha do carinho que sempre teve pelo pai, seu Antônio, católico fervoroso que gostaria de receber uma benção de Francisco. O Papa receberia convidados de pessoas ligados de alguma forma aos organizadores da Jornada da Juventude, que a Globo apoiou. Era tudo muito restrito, mas o empenho de Chico era tão comovente que consegui um convite para o seu Antônio. Ocorre que Chico estava preocupado com o bem-estar do pai, já idoso, que chegara muito cedo ao Palácio São Joaquim. Apesar de saber que ele seria bem cuidado, Chico não não conseguia descansar: queria estar por perto para cuidar do pai, algo quase impossível, mesmo para ele. De repente, quando olho para o lado, lá estava Chico, ao lado do pai. Como ele entrou? Ele gosta de dizer que fez como a água, que sempre encontra um caminho por onde passar.
Em sua trajetória, entrevistou grandes nomes das artes no Espaço Aberto da Globonews, como Dona Ivone Lara, Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Walmor Chagas, Nathalia Timberg e tantos talentos dos palcos. Dessa experiência, nasceu o Sarau, programa que é ainda hoje um dos maiores arquivos de gênios de nossa música, entrevistados com habilidade, elegância, deixando sempre o convidado se sentindo em casa.
A competência e a popularidade trouxeram Chico para o Rio em 2011, para assumir a bancada no Bom Dia Brasil. Chico já participava do programa entrando de São Paulo e passou a ancorar o telejornal, primeiro ao lado de Renata Vasconcellos e depois de Ana Paula Araújo. No Bom Dia, cobriu eleições presidenciais no Brasil, as manifestações de 2013, Copas, Olimpíadas, guerras, desastres e tudo mais que tenha sido notícia nesses onze anos.
Sem perder o sotaque mineiro nem o bom humor, Chico saúda o início das semanas com um entusiasmado “Coragem!”! E a chegada do fim de semana com “Graças a Deus, hoje é sexta-feira”. Este carisma transborda para a equipe, que sempre para, atenta a suas histórias.
Depois de 51 anos de jornalismo diário, 32 deles na Globo, em comum acordo com a emissora, Chico decidiu deixar o dia a dia da vida de repórter, como ele faz questão de se definir. Pretende se dar um sabático e, mais adiante, se dedicar a atividades num ritmo mais espaçado. E combinou comigo que esperaria o fim de mais uma brilhante transmissão do Carnaval, a que se dedica há vinte anos, para que esse anúncio fosse feito, numa sexta-feira. Talvez para poder dizer com força o seu bordão, cuja origem, apesar do significado mais ligeiro, ele explicou assim, numa entrevista: “As pessoas me perguntam por que eu digo isso, me perguntam se eu não gosto de trabalhar. O motivo na verdade é outro. Na sexta, a gente cumpriu o dever, a gente navegou pela vida durante a semana, conhecendo coisas, aprendendo coisas e procurando melhorar. E sexta-feira, claro, é o começo de estar mais com os amigos, de estar mais relaxado e de se sentar à mesa para partilhar o que foi vivido durante a semana com o companheiro, aquele com quem como o pão, aqueles com quem divido a minha mesa. Essa alegria do encontro, em geral, acontece na sexta-feira”.
De nós, seus colegas e amigos, fica o reconhecimento de ter convivido na redação com um dos grandes jornalistas que a televisão brasileira já produziu e uma das pessoas “boa gente” com quem já compartilhamos histórias e experiências.
Entre mim e Chico fica carinho e amizade, e muitas sextas feiras por vir.
A ele, agradeço em nome da Globo por toda a contribuição que deu ao nosso jornalismo.
Ali Kamel”
“O ano era 1978. Um estudante de jornalismo chegava à velha sede da Globo, na Praça Marechal, em busca de estágio, sem saber que aquele movimento definiria a sua vida profissional. Ele começou observando o trabalho da redação e quando algum repórter faltava, ganhava a chance de substituir. A primeira reportagem, sobre o aumento na tarifa de táxi, foi feita em filme, ainda em preto e branco.
Lembrar a história de Carlos Tramontina é viajar pelas transformações tecnológicas e pelos acontecimentos mais importantes da história recente de São Paulo e, em muitos momentos, do país. Na década de 1980, ainda como um jovem repórter, ele cobriu as greves dos metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. Saiu de uma delas, no Estádio da Vila Euclides, escoltado pelas lideranças sindicais que o protegeram de um grupo mais exaltado. Estava na sede do governo paulista, o Palácio dos Bandeirantes, quando cinco mil pessoas sem emprego derrubaram as grades, forçando uma invasão. Era um tempo de turbulência, de muita gente na rua. Tempo em que o Brasil reaprendia a viver em democracia.
Da primeira eleição direta para governador, depois da ditadura, em 1982, à mais recente, ele cobriu todas as campanhas eleitorais. Foram oito governadores eleitos, dez eleições municipais.
Profissional meticuloso, sempre gostou de escrever, com caligrafia perfeita, em pequenos cadernos, as informações que colhia para entrevistar os candidatos e depois prefeitos. A lista dos que passaram pelo escrutínio de Tramontina é grande: Jânio Quadros, Erundina, Maluf, Marta Suplicy, Serra, Kassab, Haddad e Bruno Covas.
Em 1985, veio, se não o primeiro, o mais marcante plantão em rede. O país acompanhava agoniado a evolução da doença do recém-eleito, e ainda não empossado, presidente Tancredo Neves. Na porta do Instituto do Coração, entre os repórteres que se revezaram numa longa cobertura, estava Carlos Tramontina. Por 42 dias, aquele foi o seu local de trabalho, e ele gosta de contar que ali entendeu a importância de traduzir de forma simples, temas complexos. As pessoas esperavam os telejornais para saber os detalhes médicos dos quais dependiam a vida de Tancredo e o futuro do país. E às 10h23 da noite, de um domingo, 21 de abril, coube a ele entrar ao vivo para noticiar que o porta-voz Antonio Brito faria um pronunciamento, o anúncio da morte do presidente eleito (eu me recordo vivamente desse momento porque foi a senha para que eu corresse para a Rádio Jornal do Brasil, onde passei a noite ajudando na edição seguinte do “Jornal do Brasil Informa”, que iria ao ar às seis e meia da manhã, e, também, finalizando, com outros colegas, o obituário que estava sendo preparado desde que a doença se agravara).
Foi uma cobertura histórica e desafiadora, num tempo em que entrar ao vivo não era algo trivial. Não só porque era necessário um caminhão, mas pelo desafio de encontrar entre prédios, e mesmo árvores, uma brecha para que a antena parabólica erguida ficasse em linha com a torre de transmissão da Globo.
Quarenta e três anos de trabalho em TV significam estrear a cor (no jornalismo), o vídeo tape, a alta definição. De depender de câmeras grandes, que precisavam de um equipamento em separado para a gravação, à possiblidade de usar apenas um celular. Dessa trajetória, Tramontina carrega alguns orgulhos, o de ancorar o primeiro jornal fora de um estúdio, na Globo, a edição do Bom Dia São Paulo que comemorou o aniversário da cidade, em 1990. Dois anos depois, para marcar os 15 anos do Bom Dia São Paulo, outro feito, a primeira ancoragem de telejornal feita a bordo de um helicóptero, no Brasil. E mais recentemente, quando veio a pandemia, e por segurança se recolheu em casa, aprendeu a gravar sozinho e fez da varanda do seu apartamento o cenário para ancoragem do Antena Paulista, com um resultado que mereceu aplausos da equipe técnica.
Tramontina foi o rosto do Bom Dia São Paulo por sete anos. Âncora do SPTV Segunda Edição desde 1998. Em 2000, passou a apresentar também o Antena Paulista, aos domingos.
Com a voz dele, os paulistas acompanharam a visita dos papas João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Se chocaram com casos policiais, como o do maníaco do parque, o sequestro de Silvio Santos, , o ataque do PCC, em 2006, o assassinato de Isabela Nardoni, em 2008. Em longas transmissões, que aconteciam do chão ou pelo ar, o público também chorou a despedida a Elis Regina, Airton Senna, Mamonas Assassinas e Mario Covas.
Na metrópole de clima caprichoso e acontecimentos imprevisíveis viu cair dois aviões. Em 1996, logo após a decolagem, o Fokker 100 da TAM, com 93 mortes. Em 2007, no pouso, o voo da TAM, vindo de Porto Alegre, com 224 pessoas a bordo. Ocasiões em que a notícia era chocante a ponto de merecer uma edição inteira do SPTV. Foi assim na explosão do shopping de Osasco, no dia dos namorados de 1996 e os dias que se seguiram ao incêndio do Edifício do Largo Paissandu, ocupado por 117 famílias, em maio de 2018.
Os colegas da redação de São Paulo aprenderam a ver nele um profissional generoso ao dividir seu conhecimento com os mais jovens, detalhista e muito rigoroso com a apuração e a qualidade técnica. Um torcedor discreto e apaixonado pelo Palmeiras, que se permitia a pequena transgressão de vestir uma gravata verde toda vez que seu time ganhava.
Nesses 21 anos de convivência, pude confirmar a impressão de todos os que trabalham com ele. Tramontina é um profissional de excelência, de dedicado, atento aos detalhes.
Tramontina deixa hoje a Globo, uma saída em comum acordo. Quis se despedir com duas bonitas ancoragens do SP2, no Sambódromo, e a transmissão da apuração das Escolas de Samba de São Paulo. Ele deseja dedicar mais tempo para a mulher, os dois filhos e a neta Alice, que nasceu em março. Correr agora não será mais atrás da notícia, mas apenas para manter a forma, como sempre gostou.
Para ancorar o SP2, no lugar de Carlos Tramontina, convidamos José Roberto Burnier. Os dois dividem uma trajetória parecida e uma amizade que atravessa décadas. Burnier começou na EPTV, em Campinas. A convite do Globo Rural, se mudou pra São Paulo. Ficou no programa por cinco anos. Em 1988, se juntou ao time de repórteres dos jornais diários.
Assim como Tramontina viu pelas lentes da reportagem a redemocratização do país. Burnier cobriu as repercussões da Assembleia Constituinte, a eleição presidencial de 89 e todas as que se seguiram até se mudar para Buenos Aires, como correspondente, em 2004. Nesse mesmo ano, entrevistou Hugo Chaves para o Jornal Nacional e depois, em outras coberturas, viajou para quase todos os países da América do Sul.
De volta ao Brasil, seguiu como repórter do Jornal Nacional até 2018, quando a GloboNews criou o Em Ponto e o escolheu como âncora. No ano passado, passou a ser o apresentador de São Paulo, no Conexão.
À frente do SP2, vai exercitar suas qualidades de âncora na TV aberta, função que ele teve apenas brevemente na primeira metade da década de 90.
Ao Tramontina, agradeço toda a contribuição que deu ao jornalismo brasileiro e ao da Globo em especial e desejo que realize tudo o que deseja.
Ao Burnier, desejo toda sorte do mundo na substituição desse seu contemporâneo, uma grife do nosso jornalismo.
Ali Kamel”

Fonte: G1 Entretenimento

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Assucena, voz do extinto trio As Baías, costura referências e temas autorais em atraente show solo


Artista canta músicas dos repertórios de Gal Costa e Elis Regina entre composições de lavra própria em apresentação no Rio de Janeiro com o toque do violonista e guitarrita Rafael Acerbi. Resenha de show
Título: Minha voz e eu
Artista: Assucena
Local: Manouche (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 28 de abril de 2022
Cotação: * * * *
♪ Agora Assucena é uma estrela que conta somente com o próprio brilho para atrair atenções e ouvintes, devidamente conquistados na estreia carioca do show Minha voz e eu no palco do clube Manouche na noite de ontem, 28 de abril.
Após a dissolução do trio paulistano As Baías (2015 – 2021) em setembro, por dissonâncias artísticas, a cantora e compositora baiana começou a pavimentar carreira solo. O ponto de partida foi a estreia em São Paulo (SP), em dezembro, do show Rio e também posso chorar – Fatal 50 (2021), tributo aos 50 anos do emblemático álbum ao vivo Gal a todo vapor – Fa-Tal, gravado em 1971 por Gal Costa, referência assumida de Assucena.
Na sequência, já neste ano de 2022, Assucena iniciou a discografia solo em janeiro com o single autoral Parti do alto, ao qual se seguiu um segundo single, Ela, apresentado em 22 de abril com regravação da música de César Costa Filho e Aldir Blanc (1946 – 2020) que deu nome ao álbum lançado por Elis Regina (1945 – 1982) em 1971.
Feito por Assucena na companhia do guitarrista e violonista Rafael Acerbi, colega da cantora no extinto trio As Baías, o show Minha voz e eu costurou as trilhas e referências da vida da artista com temas autorais em roteiro aberto com Saudade de Itapuã (Dorival Caymmi, 1948), referência à origem baiana da artista nascida na interiorana cidade de Vitória da Conquista (BA).
Já nesse número inicial ficou claro que Assucena sabe interpretar uma música, impressão corroborada ao longo da apresentação.
A potência da voz foi usada a serviço das canções, dando o recado dos compositores e, por vezes, adicionando um sentido próprio às letras alheias, como em Pérola negra (1971), balada bluesy de Luiz Melodia (1951 – 2017) que adquiriu carga emocional específica no canto de Assucena porque, como a artista ressaltou em cena, versos como “Tente usar a roupa que eu estou usando” e “Tente entender tudo mais sobre o sexo” têm significado profundo na vida de transexuais e travestis. Cantada sobre base eletrônica que soou como mantra de efeito hipnótico, Pérola negra apareceu já na parte final do show.
O roteiro partiu das origens da artista. Após balançar o vento de Caymmi para expiar a saudade que faz de Itapuã uma paisagem tão melancólica quanto nostálgica, a cantora partiu para a caatinga, remoendo Esperança no Cafundó (Assucena, 2015) no tom árido do sertão baiano.
Por ser de lá, na certa por isso mesmo, Assucena soube expressar todo o paladar nordestino de O gosto do amor (1978), composição forrozeira de Gonzaguinha (1945 – 1991), apresentada por Gal Costa em gravação feita com o autor para o álbum Água viva (1978). Entre a aridez e a malícia, Assucena brilhou ao reviver O gosto do amor com interpretação teatral que terminou orgiástica com a elevação da voz em tons agudos evocativos do canto matricial de Gal em sincronia com o solo da guitarra de Rafael Acerbi.
Na sequência, no mesmo clima quente, a cantora deu o toque político de Sua tez (Assucena, 2017) ao cantar a composição autoral em que denuncia a proibição dos desejos manifestados fora da ordem heteronormativa.
Seguindo em linha confessional, Assucena deu voz ao samba O nome da coisa (Assucena, 2019) na abertura de bloco de violão, tocado por Rafael Acerbi ao lado da artista. Nesse bloco, a cantora também caiu marota no samba Pica pau (Assucena, 2017), sublinhando com olhares e gestos todo o duplo sentido dos versos de erotismo explícito.
Entre um samba e outro, a interpretação de Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959) mostrou que Assucena é cantora para ser levada a sério e, por isso mesmo, seria salutar que, em cena, a intérprete procurasse minimizar a incontinência verbal para manter a fluência do show.
Até porque não é toda cantora que consegue transmitir a densidade da narrativa de Ela, samba-canção que reapareceu no bis em cadência mais dançante, evocativa da levada do samba-rock, em arranjo que pôs em segundo plano a letra, devidamente interpretada por Assucena na primeira abordagem, com citação de A menina dança (Moraes Moreira e Luiz Galvão, 1972). Ela também adquiriu sentido político na voz de Assucena por enfatizar pronome feminino na voz de cantora trans.
Com toque flamenco no arranjo, A isca (Assucena, 2017) fisgou atenções antes de a cantora realçar, em suave tom agridoce, o desalento de Como 2 e 2 (Caetano Veloso, 1971), número herdado do show Rio e também posso chorar – Fatal 50.
Em mais incursões pelo repertório das Baías, trio que deixou os bons álbuns Mulher (2015) e Bixa (2017), além do terceiro e irregular Tarântula (2019), a cantora fez Fumaça (Assucena, 2017) e cantou a balada-blues Das estrelas (Assucena, 2019) em ritmo de reggae antes de encerrar o show com Parti do alto (Assucena, 2022).
Corajosa ao se lançar solo em show cujo roteiro enfatizou a produção autoral da compositora, opção reiterada no bis com a abordagem de Uma canção para você (Jaqueta amarela) (Assucena, 2015), Assucena mostrou que tem voz, obra e habilidade como intérprete. Ou seja, tem tudo para se tornar uma estrela solo.
Basta se mirar no exemplo de Gal e Maria Bethânia – referências nominadas em cena – e dosar os comentários entre um número e outro para deixar que o canto, pleno de sentidos e emoções, fale por si só.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ressurgimento dos cinemas nos EUA pode beneficiar Netflix, diz executivo na CinemaCon


John Fithian, chefe da associação que agrupa os cinemas dos Estados Unidos, falou sobre relação das salas de exibição com as plataformas de streaming. Sala de cinema em João Pessoa, na Paraíba
Mano de Carvalho/Fest Aruanda/Divulgação
Os avanços da Netflix semearam por anos dúvidas sobre o futuro das salas de cinema. Mas o gigante do streaming, que registra uma perda progressiva de assinantes, pode se beneficiar do crescente retorno dos cinéfilos às poltronas, de acordo com John Fithian, chefe da associação que agrupa os cinemas dos Estados Unidos.
“As portas das salas de cinema sempre estiveram abertas para os filmes da Netflix”, declarou Fithian em entrevista à agência France Presse durante a CinemaCon, convenção anual que reúne em Las Vegas os grandes nomes da indústria audiovisual.
Fithian, chefe da Associação Nacional de Proprietários de Salas de Espetáculos dos EUA, disse que teve “várias discussões” com o diretor de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, pedindo para que “veja se as produções funcionam nos cinemas”.
“Não estou olhando para os preços das ações. Só focando nos dados. Você pode fazer mais dinheiro, inclusive sendo um streamer, se exibe seus melhores filmes nas salas de cinema primeiro”, afirmou.
Estrear os filmes primeiro nas telonas, antes de disponibilizá-los nas plataformas de conteúdo, vai na contramão do exitoso modelo de negócios da Netflix, que fez gigantes como Disney e Warner se mexerem em meio à chamada “guerra do streaming”.
Jane Campion leva Oscar de melhor direção por “Ataque dos cães”, filme do Netflix
Brian Snyder/Reuters
A plataforma revolucionou Hollywood e a forma como o público consome narrativas audiovisuais, investindo enormes quantidades de dinheiro para “roubar” as estrelas dos estúdios tradicionais e mantendo os espectadores no sofá de casa.
Porém, a perda de 200 mil assinantes – 0,1% do total – no primeiro semestre, anunciada na semana passada, assustou o mercado e derrubou as ações da Netflix em mais de 30% em um só dia.
A empresa anunciou várias estratégias novas, entre elas assinaturas mais baratas com publicidade.
Algumas de suas principais produções já são projetadas nas salas de cinema de forma limitada, para que possam concorrer ao Oscar, mas a pergunta que surge é se poderia considerar uma atenção maior às telonas.
“Acredito que o modelo da Netflix pode evoluir nessa direção. Esperamos que aconteça”, disse Fithian.
Isso proporcionaria a um filme um “destaque maior”, apontou o executivo, que acrescentou que “filmes que vão direto para os serviços de streaming se perdem”.
Novas tendências do mercado
O ambiente está mais animado na edição deste ano da CinemaCon, em comparação com 2021, que foi afetada por uma das variantes da covid-19, que seguia espantando o público e obrigando os estúdios a pular as salas de cinema e estrear seus conteúdos online.
Esta semana, Fithian disse que estava “morta” a tendência de lançar filmes de forma simultânea nos cinemas e nas plataformas digitais.
“Isso não saiu do nada, veio de consultas com vários de nossos estúdios parceiros sobre o que pensam a respeito de como vão lançar suas produções”, explicou à AFP.
Os grandes estúdios de Hollywood recentemente entusiasmaram donos de cinemas ao voltar a implementar a janela de exclusividade na qual os longas são projetados apenas nas salas. No entanto, a janela atual de 45 dias ou menos é inferior à de 90 dias de antes da pandemia.
“A discussão é mais sobre a extensão dessa janela, não sobre se deveria ou não existir uma”, ressaltou Fithian.
Mas há motivos de preocupação na indústria. Entre eles o modelo de negócios da Amazon Prime, que, segundo Fithian, “não está tentando fazer dinheiro com os filmes”, mas sim atrair consumidores para “fazer compras e usar seus serviços de entrega”.
O Prime, serviço de assinatura da gigante Amazon, adquiriu o tradicional estúdio MGM ao fechar negócio por US$ 8,5 bilhões no mês passado.
“Se estão comprando empresas para retirar filmes da linha de fornecimento aos cinemas, para lançá-los apenas no digital, estão reduzindo as escolhas do consumidor e a competição”, afirmou o executivo.
Além disso, Fithian indicou que existem preocupações sobre o Oscar. No mês passado, a Apple TV+ se tornou a primeira plataforma de streaming a levar a estatueta de melhor filme, enquanto enormes sucessos de bilheteria como “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” ficaram de fora das principais categorias da premiação.
A indústria audiovisual também está atenta ao impacto nos cinemas da Rússia do embargo imposto por Hollywood em resposta à invasão militar da Ucrânia.
“Esse mercado não foi abandonado. Trata-se de uma pausa até que haja paz, até que seja o momento adequado de voltar”, disse Fithian, que descreveu o último ano como “muito estranho”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tom Cruise apresenta sequência de ‘Top Gun’ em pleno voo


Ator falou do filme durante a convenção CinemaCon, em Las Vegas, apresentando a aguardada sequência a bordo de um avião bimotor. Tom Cruise em cena do filme ‘Top Gun: Maverick’
Divulgação
Tom Cruise realizou nesta quinta-feira a primeira projeção mundial de “Top Gun: Maverick”, durante a convenção CinemaCon, em Las Vegas, apresentando a aguardada sequência a bordo de um avião bimotor.
A estreia do filme, que retoma a história de “Maverick” e seus colegas pilotos mais de três décadas depois da produção original, estava prevista para 2020, mas foi adiada várias vezes devido à pandemia.
Famoso por executar muitas das acrobacias de seus personagens, Cruise apresentou o filme à indústria cinematográfica por meio de uma mensagem de vídeo gravada da fuselagem de um avião que sobrevoava a África do Sul.
“Olá a todos, gostaria de estar aí com vocês. Desculpem o barulho”, gritou Cruise, referindo-se ao barulho do motor e à ventania. “Como podem ver, estamos filmando a parte final de ‘Missão Impossível’.”
Trailer de ‘Top gun: Maverick’
“Tom faz tudo em velocidade máxima e ninguém pode pará-lo. Ele vai fazer as coisas, não importa o que aconteça”, brincou na convenção o produtor Jerry Bruckheimer, que trabalhou no primeiro filme.
Os detalhes da trama estão embargados até que o filme estreie oficialmente no Festival de Cannes, no próximo mês, mas Top Gun: Maverick recebeu uma onda de elogios nas redes sociais por parte dos jornalistas presentes no evento dos estúdios Paramount na CinemaCon.
Tony Scott, diretor do primeiro filme, morreu em 2012, mas Joseph Kosinki assumiu a sequência. Ele disse que se inspirou em imagens disponíveis no YouTube gravadas em câmeras de ação por pilotos durante seu treinamento na Marinha dos EUA. “Eu as mostrei a Tom e lhe disse que isso estava disponível gratuitamente na internet. Se não conseguirmos superar isso, não fará sentido produzir este filme. E ele concordou.”
Com o apoio de engenheiros da Marinha, os cineastas instalaram seis câmeras nas cabines dos aviões. A sequência do filme de ação contou com o acesso à secreta Estação de Armas Aéreas Navais de China Lake, no deserto de Mojave, Califórnia, disse o diretor.
As filmagens também contaram com a participação de Val Kilmer, que interpretou “Iceman” no filme original e que perdeu a voz como resultado de um tratamento contra um câncer de garganta.
“Val se sentiu confortável fazendo isso. Foi muito emocionante”, comentou Jerry Bruckheimer. “Ele ainda é uma pessoa e ator incrível”, disse o produtor. “Tom, na verdade, disse: ‘Não farei este filme a menos que Val participe’.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Psy retorna com novo álbum e música ao lado de Suga do BTS


Cantor sul-coreano ficou famoso com a faixa ‘Gangnam Style’. Nesta sexta-feira (29), o artista lançou ‘PSY 9th’ e o clipe da música ‘That that’. Psy e Suga
Reprodução/Psy
O cantor sul-coreano Psy, que ficou conhecido no mundo com o hit ‘Gangam Style’, em 2012, retornou à carreira musical depois de cinco anos. Nesta sexta-feira (29), ele lançou o álbum “PSY 9th”, com a faixa “That that”, que teve a participação do BTS Suga.
‘SentaDONA’: como funk gravado em celular por DJ mineiro estourou em remix feminino de Luísa Sonza
O rapper também estreou o MV (o clipe) de “That that”, em clima de faroeste, com Psy e Suga duelando entre si, com direito a muitas coreografias. O integrante do BTS também participou da composição da música, que, celebra enaltece o fim da pandemia.
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O último trabalho do artista de 44 anos foi em 2017, com o álbum ‘4×2=8’. Psy fez história em 2012 com a música “Gangnam Style”. Foi o primeiro vídeo no YouTube a bater a marca de 1 bilhão de visualizações ainda em 2012. Atualmente, o clipe tem mais de 4 bilhões de visualizações.
No ano seguinte, veio outro recorde: o vídeo de “Gentleman” alcançou 20 milhões de acesso nas primeiras 24 horas de lançamento. Ele ultrapassou o cantor Justin Bieber, que detinha o recorde com 8 milhões de visualizações em 24 horas, pelo clipe de “Boyfriend”.
Psy ainda atingiria outra marca em 2014. O vídeo de “Hangover”, ao lado do rapper Snoop Dogg, passou 50 milhões de visualizações no YouTube, apenas seis dias depois de ser lançado.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Dia 101’ do ‘BBB22’ tem jogo da discórdia, desabafo de Arthur, choro de Bárbara e beijo de ‘Jadré’


No reencontro entre os 21 participantes, Tadeu fez questionamentos aos brothers e também apertou o botão de desistência, mas explicou que era apenas uma brincadeira. ‘Possibilidade de eu desistir do BBB é zero.’ Participantes do ‘BBB 22’ se reúnem com Tadeu Schmidt na gravação do Dia 101
Divulgação
Após a grande final do “BBB22”, o “Dia 101” do programa reuniu 21 dos 22 participantes do programa. Rodrigo ainda se recupera do acidente de carro que sofreu há quase um mês e recebeu uma salva de palmas e o apoio dos colegas de confinamento.
“Esse aí eu queria ter jogado junto aqui dentro”, afirmou Gustavo após alguns gritos de “força, Rodrigo” entre o grupo.
Leia também: Rodrigo Mussi tem alta de hospital em SP e vai seguir tratamento em clínica ligada ao HC, diz família
Campeão do reality, Arthur Aguiar foi questionado pelo apresentador Tadeu Schmidt sobre parecer voltar “um pouco sentido” para casa apesar do título de campeão.
“Eu tô cansado. Emocionalmente, estou no meu limite. Muito mesmo, esgotado emocionalmente.”
Ouvi muitos comentários das pessoas, ‘isso, aquilo’, minimizando, mas só eu se o quanto foi desgastante todos os jogos da discórdia”, desabafou o campeão.
“As pessoas podem falar o que elas quiserem, porque quando eu tava aqui, isso ativou muitos gatilhos emocionais dentro da minha cabeça. Pra mim, foi muito difícil. Eu pensei várias vezes em desistir.”
“Eu não desisti por causa da minha família e por causa das pessoas que estavam torcendo por mim. Eu sabia que eu tava entrando nesse buraco, mas eu não sabia como sair desse buraco”, afirmou Arthur.
Arthur Aguiar, Eslovênia e Natália na gravação do ‘BBB Dia 101’
Divulgação/Globo
O ator também preferiu não se manifestar após fala de Jessi depois de a professora citar o nome de Arthur ao ser questionada por Tadeu sobre quem não mereceu chegar onde chegou.
“Acho que o Arthur. É o que já venho falando lá fora, não só pelo contexto do jogo, porque acho que tudo o que aconteceu aqui favoreceu o Arthur pra que ele tivesse se tornado favorito. Ele levantou várias vezes bandeira sobre ele ir várias vezes pro paredão. DG foi 8 vezes pro paredão, conseguiu chegar na final e mesmo assim não foi campeão. Uma história que acho que foi muito mais relevante e participativa do que a história do Arthur. Mas como a torcida dele era muito forte, acabou eliminando pessoas que eram muito fortes também, como Lina, Gustavo, eu, Scooby…”.
Tadeu questiona Arthur se ele quer falar algo após o comentário de Jessi e ele nega: “Desnecessário. É a opinião dela, tá tudo certo.”
“Gostou do resultado?”
Tadeu seguiu o jogo da discórdia fazendo alguns questionamentos para os brothers. Para Gustavo, o apresentador perguntou se ele gostou do resultado do reality.
“Não gostei”, disparou.
“Por vários motivos. Não é só porque não ganhei, não. Muitas pessoas que saíram antes do programa deveriam estar no programa. A Lina não poderia sair com 77% de ‘rejeição’ como ela saiu. Eu tô procurando meus 81% de rejeição também, porque onde encontro todo mundo só fala que elogiou, que fui o cara que joguei melhor, que realmente entrou pra jogar o jogou de forma ativa.”
“Mas eu, como jogador, aceito que um jogador ganhou. Óbvio que eu queria que o PA ou o DG ganhassem, mas em relação a jogo, eu entendo que o Arthur jogou mais.”
Nayara Azevedo, Jessi, Linn da Quebrada e Natália na gravação do ‘BBB Dia 101’
Divulgação/Globo
Amizades
Tadeu fez algumas perguntas sobre amizade e parcerias. Para Pedro Scooby, ele perguntou com quem o surfista não faria questão de manter amizade.
“Não sei, mais difícil de manter a amizade… O [Lucas] Bissoli. Não é por nada, mas gostos diferentes. Larissa, por ter me conectado pouco com ela.”
Já para Naiara Azevedo, a pergunta foi sobre com quem a cantora quer manter a amizade.
“Amizade é uma palavra muito forte, concorda? Amizade vou quere manter com Vini, posso começar uma com Larissa, podemos reconectar com a Maria , tenho uma amizade com a Lina, a Jessi é minha amiga”, enumerou a cantora, que ainda disse que amava PA, DG, Scooby, Arthur e Natália.
“Naiara tá bem disponível”, disparou Jessi após a resposta da cantora.
Tadeu ainda reuniu o grupo das “comadres” na xepa para um cafezinho e perguntou para Lina, Jessi, Naiara e Natália se elas gostariam de ter se aproximado dos membros do quarto Lollipop.
“No início, sim. Porque a gente acabou sendo as únicas meninas do quarto. Os meninos parecem turma de sexto ano, e aí a gente acaba deslocada. Então de certa forma, a gente acaba querendo ir pra lá pra socializar mais”, explica Jessi.
Leia também: Paulo André e Douglas Silva participam do ‘Mais Você’ após final do ‘BBB22’ e falam de amizade com Pedro Scooby
Choro e beijo
Bárbara chorou bastante durante o reencontro e foi consolada com um abraço de Tadeu, que perguntou o motivo das lágrimas. Em um dos desabafos, ela comentou sobre seu sentimento ao ver comentários negativos sobre pessoas que manteve amizade na casa.
“Laís ser pintada de vilã, que é uma pessoa super próxima a mim, que me fez muito bem, que sei o quanto ela é carinhosa. Ver ela ser pintada como pessoa que não era, isso me machucava”, disse.
O reencontro do grupo também teve um momento de emoção com o reencontro de Paulo André e Jade, que trocaram muitos olhares, como faziam antes de se relacionarem na casa. O esperado beijo entre os dois participantes também rolou, para alegria dos fãs que shippam o casal apelidado de “Jadré”.
Jade Picon e Paulo André na gravação do ‘BBB Dia 101’
Divulgação/Globo
Apertou o botão
No encerramento do programa, Tadeu apertou o botão de desistência do jogo e se despediu dos participantes: “Foi muito bom ficar com vocês”.
Já do lado de fora, o apresentador explicou:
“Eu nem precisava dizer, mas que fique claro que apertar esse botão foi evidentemente uma brincadeira. A possibilidade de eu desistir do ‘BBB’ é zero.”
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Fonte: G1 Entretenimento

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Advogado da família de diretora de fotografia de ‘Rust’ faz objeção à divulgação de vídeo


Em carta, Brian Panish disse que as autoridades causaram ‘dano irreparável’. Xerife afirmou que seu departamento precisava divulgar por causa pedidos de registros públicos. Halyna Hutchins
Sonia Recchia/Getty Images/AFP
Um advogado da família da diretora de fotografia, Halyna Hutchins, disse que as autoridades haviam causado “dano irreparável” ao divulgar ao público um vídeo dela recebendo tratamento após ser atingida por uma bala no set de filmagem do filme “Rust”, de Alec Baldwin.
Responsável por armas em set de ‘Rust’ disse ter arruinado sua carreira momentos após morte de diretora
Na terça-feira (26), o xerife do condado de Santa Fé, Adan Mendoza, disse ao programa “Good Morning America” da emissora ABC que o seu departamento precisava divulgar informações em resposta a pedidos por registros públicos.
O advogado Brian Panish, em uma carta enviada ao xerife com data de quarta-feira (27), disse que o marido de Hutchins, Matthew, viu pela primeira vez as “imagens perturbadoras de sua esposa morrendo” no site de celebridades RadarOnline.
Imagens mostram atendimento dos feridos por disparo de arma no set do filme ‘Rust’
“O dano que o seu gabinete cometeu é irreparável”, disse, na carta, que foi vista pela Reuters.
O vídeo, enviado aos veículos de imprensa pelo gabinete do xerife na segunda-feira (25), mostrava Hutchins no chão com equipe de emergência trabalhando para salvar sua vida após ela ser atingida no set do filme “Rust” em outubro do ano passado. Ela foi declarada morta no fim daquele dia no hospital.
Vídeo com Alec Baldwin na gravação de ‘Rust’ é divulgado
Hutchins, de 42 anos, foi morta durante a filmagem nos arredores de Santa Fé, Novo México, quando o revólver que Alec Baldiwn estava segurando disparou munição real contra o seu peito. O diretor Joel Souza também foi atingido pela bala e sobreviveu.
O porta-voz do departamento do xerife não respondeu imediatamente aos pedidos por comentários nesta quinta-feira (28).
A polícia também divulgou um vídeo no qual o diretor do filme, Joel Souza, que também foi atingido no ombro pelo disparo, dá depoimento a um policial no hospital. Ele diz que a armeira da produção, Hannah Gutierrez-Reed, entregou a arma a Baldwin e falou que ela estava ou “fria” ou “limpa” (ou seja, tinha apenas balas de festim, não de verdade).
Entre o material também está um resumo de 204 páginas da investigação, que está em andamento e que ainda não resultou em nenhuma acusação.
Na semana passada, o órgão regulador da segurança do estado do Novo México que aplicaria a multa mais alta possível (US$ 139 mil) para a empresa produtora do filme “Rust”, por negligência de segurança que resultou na morte.

Fonte: G1 Entretenimento

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Raça de cachorro não é bom indicador de seu comportamento, diz estudo


Pesquisa nos Estados Unidos analisou mais de 2 mil cachorros e recolheu informações cedidas por aproximadamente 200 mil tutores. Cachorro, pet, animal de estimação
Justin Veenema/Unsplash
Um novo estudo genético que levou em consideração mais de 2 mil cachorros apontou que a raça do cachorro, sozinha, não é um bom fator para indicar o comportamento canino.
FOTOS: Filhote de gato é resgatado após cair em poço de 7 metros no sul da Bahia
Clonagem de pets: por que tem gente pagando até R$ 200 mil para ter um clone do seu bichinho?
A pesquisa foi conduzida por professores, estudantes e pesquisadores da Faculdade de Medicina Chan, da Universidade de Massachusetts, e deve ser publicada pela revista científica “Science”.
A descoberta do estudo vai contra as crenças populares de que a raça determina o quanto o bichinho será agressivo, obediente ou afetuoso. Segundo a pesquisa, esses estereótipos levam a legislações específicas para as raças como restrições e proibições de circulação de alguns cães, como pit bulls e pastores alemães.
Poodle durante competição entre raças de cachorros
John Minchillo/AP
Os autores do estudo, entre eles Kathleen Morril, escrevem que apesar das suposições aceitas, faltam pesquisas genéticas que mostrem essa ligação entre raça e comportamento.
Para desvendar tudo isso, os especialistas usaram a associação de todo o genoma para procurar variações genéticas comuns que poderiam prever características comportamentais específicas em 2155 cães de raça pura e mestiços.
Eles combinaram esses dados com 18.385 pesquisas feitas com tutores de animais de estimação do banco de dados chamado Darwin’s Ark, com informações sobre características e comportamentos relatados por esses donos.
Ao todo, foram incluídos dados de 78 raças. Os pesquisadores identificaram 11 locais nos cromossomos com genes fortemente associados ao comportamento. No entanto, nenhum deles era específico de uma raça.
De acordo com os pesquisadores, entre os comportamentos mais fortes previstos pela genética estava a capacidade de entrega dos cães, do quanto eles respondem às direções humanas.
Ainda segundo os resultados apresentados pelo estudo, a raça explica apenas 9% da variação comportamental em cães, sendo que a idade e o sexo foram melhores indicadores de comportamento.
Os pesquisadores explicam que as raças modernas surgiram há cerca de 200 anos. Segundo eles, antigamente, elas eram definidas por seus papéis funcionais, como caça, guarda ou pastoreio. Foi só em 1800 que os humanos passaram a selecioná-las de acordo com características físicas e estéticas.
“A maioria dos comportamentos que consideramos como características de raças específicas de cães modernos provavelmente surgiram de milhares de anos de evolução, do lobo canino selvagem ao cão domesticado, e, finalmente, até as raças modernas”, diz Elinor Karlsson, uma das autoras do estudo. “Essas características hereditárias são anteriores ao nosso conceito de raças modernas de cães.”

Fonte: G1 Entretenimento