Categorias
ENTRETERIMENTO

Gil do Vigor revela que vai receber bolsa de mais de R$ 1 milhão ao retornar para PhD: ‘Estou emocionado’


Em alguns posts no Twitter, ex-BBB e economista afirmou que retorna aos estudos em agosto. ‘Mas a bolsa é oferecida antes’. Gil do Vigor no aeroporto, a caminho dos EUA, em agosto de 2021
Reprodução/Instagram
Gil do Vigor revelou através de um post no Twitter que vai receber uma bolsa de mais de R$ 1 milhão ao retornar para o PhD.
“Estou retornando ao meu PhD e com bolsa! Estou emocionado, mais de um milhão de reais em bolsa para poder me dedicar ao que mais amo. É isso aí, a educação salva”, escreveu o ex-BBB e economista.
Em agosto de 2021, Gil desembarcou nos Estados Unidos para cursar PhD (pós-doutorado) em economia na Universidade da Califórnia em Davis.
Initial plugin text
Em outra postagem, ele respondeu uma seguidora informando que só retorna aos estudos em agosto, mas a bolsa já é oferecida antes. “Tô feliz demais.”
Gil também explicou aos seguidores que a bolsa “são valores recebidos pelo aluno para gastos com moradia, alimentação e vigores”.
Ele ainda falou sobre os comentários que surgiram há alguns meses de que teria abandonado o pós-doutorado.
“Eu faço assim com fake news! Agora, eles vão se retratar? Duvido. Mas serve de lição para que paremos de dar ouvidos a esses lugares que espalham mentiras.”
VÍDEO: Gil do Vigor chega aos EUA para cursar PhD

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Rodrigo Mussi tem alta e deixa UTI 20 dias após acidente, mas ex-BBB continuará internado em hospital de SP


Ex-participante de realitty show da Globo teve alta nesta quarta (20) da Unidade de Terapia Intensiva no Hospital das Clínicas. Ele está internado desde 31 de março, quando o carro por aplicativo em que estava bateu na traseira de um caminhão. Rodrigo teve fraturas na cabeça e na perna por causa do acidente e se recupera após cirurgias. Rodrigo Mussi já caminha no hospital e deve deixar UTI nos próximos dias
Rodrigo Mussi, de 36 anos, teve alta médica e deixou na manhã desta quarta-feira (20) a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 20 dias após sofrer um acidente de trânsito na capital paulista. Apesar disso, o ex-BBB continuará internado no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP), na enfermaria, dessa vez.
A informação foi divulgada à imprensa pelo advogado Diogo Mussi, 34 anos, irmão do ex-participante do realitty show da TV Globo. Rodrigo está internado no hospital desde o dia 31 de março, quando o carro por transporte de aplicativo onde ele estava bateu na traseira de um caminhão na Marginal Pinheiros, Zona Oeste da cidade.
Rodrigo chegou em estado gravíssimo ao HC, após ter tido uma parada cardiorrespiratória no local do acidente. O ex-BBB passou por uma cirurgia na cabeça e na perna direita e, desde então, está em observação. Os médicos colocaram um cateter para diminuir a pressão intracraniana e uma grade em volta da perna fraturada, que depois foi retirada.
No último domingo (17), Diogo afirmou que Rodrigo tinha sido extubado (respirando sem ajuda de aparelhos) na quarta-feira (13) e estava animado, falando e andando pelo hospital. O ex-BBB também iniciou a fisioterapia para se recuperar do acidente. E se alimenta já com comida pastosa e líquida.
Familiares de Rodrigo divulgaram uma nota nas redes sociais nesta segunda-feira (18) afirmando que o caso do ex-BBB é “ainda delicado” e que ele passará por exames no pulmão devido a tosse e catarro. Além disso, ele estava mais “agitado”.
De acordo com Diogo, Rodrigo ainda fala com dificuldade por conta da sensibilidade na traqueia após a retirada do tubo, e apresenta algumas falhas na memória.
“Ele lembra dos fãs. Hoje, pela primeira vez, ele pediu o celular. Eu dei meu celular pra ele, ele tentou fazer uma foto, tentou digitar uma coisa, não deu muito certo”, diz Diogo.
Rodrigo perguntou, por exemplo, sobre o pai, que morreu há mais de dez anos. Mas se lembra da avó. Ele também não se lembra do acidente nem do jogo entre São Paulo e Palmeiras ao qual assistiu antes da batida. Ele também tem memórias vagas sobre o BBB.
“Hoje ele viu a Viih Tube, lembrou que eles estavam no Lollapalooza, isso é muito bom. Ao que tudo indica, pelo histórico dele, pela idade, saudável etc, os médicos acreditam que isso [déficit de memória] vai ser transitório. Que no começo vai precisar de ajuda mais próxima, mas que depois vai ficando mais independente”, afirma o irmão.
Motorista diz que cochilou
Motorista Kaique Reis contou que chochilou e bateu seu carro por app na traseira de caminhão; ex-BBB Rodrigo Mussi estava no banco traseiro e se feriu no acidente em SP
Reprodução/TV Globo e Celso Tavares/g1
O motorista do veículo em que Mussi estava, Kaique Faustino Reis, de 24 anos, disse que cochilou ao volante antes de colidir com o caminhão, na Marginal Pinheiros, entre as pontes Cidade Universitária e Eusébio Matoso, na região do Butantã.
O condutor foi ouvido pela Polícia Civil e liberado. Ele acabou autuado no 51º Distrito Policial (DP), Rio Pequeno, por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (quando não há a intenção de causar o acidente). Kaique responde ao crime em liberdade.
Rodrigo Mussi já respira sem a ajuda de aparelhos, diz irmão
Kaique e o motorista do caminhão, Bruno Vieira Batista, de 37 anos, não sofreram ferimentos. Eles passaram por teste do bafômetro, que teve resultado negativo para o consumo de bebidas alcóolicas. Os dois foram liberados depois de irem à delegacia.
Vídeo gravou acidente
Vídeo mostra momento do acidente com ex-BBB Rodrigo Mussi em SP
Um vídeo gravado por câmera de segurança mostra o momento do acidente que deixou Rodrigo ferido com gravidade. Segundo o boletim de ocorrência do caso, o ex-BBB teve “traumatismo e diversas fraturas na face e membros inferiores”.
De acordo com policiais, no momento da batida do carro com o caminhão, a suspeita é a de que Rodrigo não estaria usando cinto de segurança no banco traseiro. Quando ele foi socorrido estava sem documentos. Sua identificação só foi feita após ser socorrido por uma ambulância.
Rodrigo é de São José dos Campos, interior paulista. Foi o segundo eliminado da edição 22 do BBB. Deixou o programa em fevereiro. Após o acidente que sofreu, outros ex-BBBs, artistas, famosos e amigos têm usado as redes sociais para pedir orações para sua recuperação.
Rodrigo Mussi
Reprodução/Redes sociais
VÍDEOS: Veja mais sobre SP e Região Metropolitana

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Gabriel Aragão, voz da banda Selvagens à Procura de Lei, abre janela para carreira solo com EP e edição de trilha de filme em álbum


♪ Vocalista e guitarrista da banda Selvagens à Procura de Lei, Gabriel Aragão continua em cena com o grupo cearense de indie rock enquanto abre janela para a carreira solo.
Além de finalizar EP com canções autorais, Aragão lança em edição digital na sexta-feira, 22 de abril, álbum com a trilha sonora original do curta-metragem Malhada vermelha, filmado sob direção do cineasta cearense Lucas Dantas e estreado em 2014 no circuito de festivais.
Aragão compôs e produziu dez temas para a trilha sonora do documentário, cujo roteiro narra as consequências da retirada de 12 mil moradores da antiga cidade de Jaguaribara (CE), no interior do Ceará, para a construção do Açude Castanhão.
Ao orquestrar a produção musical da trilha de Malhada vermelha, Aragão mixou pífanos, sintetizadores e violões de 12 cordas em arranjos executados com os toques de músicos como o baixista Régis Damasceno, da banda Cidadão Instigado.
Embora resida há anos na cidade de São Paulo (SP), o artista fez conexões com artistas do Ceará natal ao longo do processo de criação e gravação dos dez temas reunidos no disco Malhada vermelha.
Cidade velha é assinada por Aragão com Caio Silvio Braz, compositor de músicas propagadas na voz de Raimundo Fagner.
Em A vida reina, faixa já previamente apresentada em single editado em maio de 2021, Gabriel Aragão se juntou, no canto e na composição da música, com Rodger Rogério, artista da mesma geração de Belchior (1946 – 2017) e Fagner.
Sozinho, Aragão assina temas como Amanhecer no sertão, Minhas raízes e Valsa do interior.
Capa do álbum com a trilha sonora original de ‘Malhada vermelha’, de Gabriel Aragão
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Eliminado do ‘BBB22’, Gustavo brinca com comentário de Laís sobre beijá-lo por estratégia de jogo: ‘Fui usado’


No ‘Mais Você’, ele falou sobre relação com Laís e brincou com comentário inicial da ex-sister. Brother deixou o jogo nesta terça-feira (19) após enfrentar paredão contra Eliezer e Paulo André. Gustavo participa do “Mais Você”
Reprodução/Globo
Após ser eliminado do “BBB22”, Gustavo participou do Café com Eliminado do “Mais Você”.
O brother deixou o jogo após receber 81,53% dos votos em um paredão contra Eliezer (16,08%) e Paulo André (2,39%).
Gustavo começou o café recebendo mensagens de jogadores do Palmeiras, time para o qual torce.
“Isso é uma das coisas que não tem preço. Saber que meus ídolos sabem de minha existência, me apoiaram durante o jogo. É uma das coisas que o dinheiro não paga de forma alguma, e que sou grato ao ‘BBB'”, celebrou o participante.
Em seguida, ele afirmou ter ficado surpreso com o resultado da eliminação. “Sinceramente, eu não esperava. Tinha muita confiança que meu jogo tinha agradado por já ter batido em tantos paredões e ter conseguido voltar.”
“Saí feliz com minha trajetória. Ficaria muito triste se não tivesse tempo de me mostrar”, disse Gustavo.
Ele ainda falou sobre os atritos que teve no jogo, em especial, aos participantes do quarto Lollipop.
“Não tenho nada contra nenhuma pessoa do jogo, nada contra nenhum dos participantes. Aliás, muitos dos lollipops que ‘cacei’, eu tinha boas relações. Aqui fora, amizade continua.”
Em seguida, Gustavo “cravou” o resultado da final do “BBB”.
“Arthur campeão, PA em segundo e Eli em terceiro”, afirmou o brother, embora torça pela vitória de Paulo André.
“Esses paredões, essa últimas eliminações, têm me mostrado que tem uma torcida que está tirado os personagens fortes do jogo. E acho que Eli fica no jogo”, apontou.
Gustavo ainda falou sobre o jogo de Arthur.
“O Arthur tem um negócio, personalidade dele, respeito, muito diferente da minha. Ele se isola dos outros e depois fala que está sozinho. É algo que ele mesmo provoca.”
“Ele se isola, gosta de ficar nessa posição de ‘estou sozinho’, jogo solitário, é o jeitão dele e está dando super certo. Acho que esse jogo já está ganho pra ele. É o jeito dele, bem diferente do meu.”
Relacionamento com Laís
Durante a conversa, Gustavo reviu a cena em que Laís diz que o beijaria por estratégia de jogo antes de eles começarem o relacionamento na casa.
“Fui usado”, brincou. “Mas gostei de ter sido usado. Pode me usar, use e abuse”, brincou.
Ana então perguntou ao brother se ele foi pego de surpresa pela relação ou tinha a intenção de viver um romance quando entrou no jogo.
“Eu considerava que entraria no jogo sem nenhum bloqueio. Estava muito livre nas minhas relações pessoais. Fui vivendo o jogo de forma muito intensa. Com a Laís não foi diferente.”
“Por mais que eu tenha sido usado no primeiro momento, quando fui conhecendo a pessoa, o jeito dela, ela é uma mulher sensacional. Não vou dizer que esperava, mas não duvidava que ia viver uma coisa assim.”
Gustavo também reviu a entrevista de Laís com Ana Maria na qual a médica revela que estava de olho nele desde a casa de vidro.
“E eu tava de olho nela desde de lá de casa mesmo”, disparou Gustavo, que entrou no reality quando o jogo já estava em andamento.
Em seguida, ele afirmou que conversou com Laís ainda na madrugada após a eliminação e disse que os dois já devem passar o carnaval juntos.
O que significa ‘hétero top’? Gíria surgiu de deboche e foi assumida por homens no BBB

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Fui obrigada a rezar para tirar o demônio’: o duro relato de transexual submetida à ‘cura gay’


As chamadas ‘terapia de conversão’ ou ‘cura gay’ ainda são comuns em diversos locais da América Latina e geram ‘traumas’ na comunidade LGBTQIA+. Danne Aro Belmont passou por procedimentos traumáticos porque pais não aceitavam sua sexualidade
Danne Aro Belmont via BBC
“Meus pais me levaram a uma igreja católica, onde passei por exorcismos que duraram horas e no final me perguntaram se eu ainda era gay”.
É assim que Danne Aro Belmont relembra sua experiência traumática na “terapia de conversão gay”, o processo pelo qual passou para tentar mudar sua orientação sexual ou identidade de gênero.
Por que os opostos se atraem cada vez menos no amor e no sexo
O que é autossexualidade?
“Jogaram cinzas em mim e me disseram que meu espírito estava marcado e precisava ser limpo”, diz a colombiana, hoje com 29 anos.
Danne afirma que seus pais a “tiraram do armário” aos 11 anos quando ela sequer sabia o que significava ser gay e era conhecida pelo nome masculino que recebeu ao nascer.
“Eu só sabia que gostava de outros garotos e que queria coisas diferentes daquelas que meus irmãos queriam”, diz em entrevista à BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC).
“Eles ouviram uma conversa que eu tive com um amigo, nos interromperam e logo começaram a fazer muitas perguntas”, completa.
Nova Zelândia proíbe terapias de conversão sexual e prevê pena de até 5 anos de prisão
Ao confirmar que o filho era homossexual, os pais de Danne começaram uma busca por informações sobre o tema e consultaram vários especialistas.
“Diziam para eles que a minha carga hormonal estava muito baixa e me fizeram tomar pílulas para aumentar meu nível de testosterona, ou diziam que era assim porque a minha mãe me mimava muito ou que talvez tivessem me estuprado, embora isso nunca tenha acontecido”, diz.
Após descartar diversas hipóteses, os pais dela aplicaram uma série de “processos de correção sexual” por meio da religião e da espiritualidade.
Uma psicóloga cristã foi a responsável por fornecer as informações iniciais sobre o tema aos pais de Danne.
Danne não sabia que havia sido submetida a uma terapia de conversão até começar a pesquisar sobre o tema
Danne Aro Belmont via BBC
Eles não entendiam muito bem em que consistiam os tratamentos, mas aceitaram a “ajuda” e foi aí que começou o martírio de Danne, que tinha 16 anos na época.
Ela é uma das muitas pessoas da comunidade LGBTQIA+ que foram forçadas a participar da chamada terapia de conversão, que ainda é realizada em muitos países, inclusive naqueles onde foi proibida.
No Brasil, há proibições dessa prática quando é relacionada à psicologia. A “cura gay”, como é conhecida por aqui, é proibida pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1999. Em 2020, o Supremo Tribunal de Justiça (STF) suspendeu uma decisão judicial que abria brecha para permitir que psicólogos praticassem esse tipo de intervenção.
A primeira terapia
Certa vez, diz Danne, os pais a chamaram para acompanhá-los em algumas tarefas de rotina. Ela ficou surpresa quando eles foram a uma igreja, pois sua família “nunca foi muito católica”.
“Os pastores já sabiam tudo sobre mim. Eles me levaram ao púlpito e começaram a orar por mim e por outras pessoas que estavam lá”, conta.
“Eu vi como os outros tocavam suas cabeças e as levavam para trás. Logo agarraram a minha cabeça também e tentaram puxá-la para trás, mas eu não tinha vontade de ir a nenhum lado. Foi muito estranho”, se recorda.
“Então eles me perguntaram se eu ainda era gay e se o espírito havia deixado meu corpo”.
Essa primeira “terapia” durou pouco mais de uma hora.
Ela lembra que a sessão a deixou muito cansada e que lhe explicaram que isso ocorreu porque “os espíritos haviam curado seu corpo e eliminaram os demônios”.
“É como uma lavagem cerebral. No final você acaba acreditando que há algo ruim dentro de você e que estão limpando você de alguma coisa”, explica.
Ela decidiu dizer a eles que não era mais gay.
“Eu menti para sair de lá. Eu sabia que, se dissesse que ainda era gay, o martírio duraria muito mais”, conta. Ela afirma que o nervosismo, a ansiedade e a pressão causados pelas pessoas que rezavam ao seu redor não deixaram outra opção.
Ela garante que naquela época não sabia nada sobre direitos humanos, na escola não tinha o apoio de nenhum professor e não tinha as ferramentas para dizer aos pais que o que estavam fazendo era errado.
Tudo isso desencadeou nela sintomas depressivos e várias tentativas de suicídio.
“Terapia de conversão” é um termo que descreve práticas pseudocientíficas usadas para tentar alterar a expressão de gênero, identidade de gênero ou orientação sexual de uma pessoa, variando de medicamentos prescritos a eletrochoques, internamento forçado em “clínicas” e exorcismos.
Uma pesquisa da Universidade de Coventry, no Reino Unido, publicada no ano passado, entrevistou dezenas de pessoas que haviam sido submetidas a essas “terapias de conversão” e não encontrou nenhuma evidência de que elas funcionem. Esse estudo apontou que isso pode ter um impacto negativo para a saúde mental das pessoas que passam por essas intervenções.
Um relatório elaborado em 2020 pelo Instituto Williams, da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia, apontou que homossexuais ou bissexuais – o levantamento não incluiu pessoas trans – que são submetidos a esse tipo de terapia de conversão têm quase o dobro de probabilidade de tentar ou pensar em suicídio em comparação com pessoas que não passaram por isso.
Getty Images via BBC
Um relatório elaborado em 2020 pelo Instituto Williams, da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia, apontou que homossexuais ou bissexuais – o levantamento não incluiu pessoas trans – que são submetidos a esse tipo de terapia de conversão têm quase o dobro de probabilidade de tentar ou pensar em suicídio em comparação com pessoas que não passaram por isso.
“Exorcismos”
Vários meses depois dessa primeira terapia, a colombiana que hoje se identifica como transexual foi submetida a uma segunda, ainda mais traumática, organizada pela mesma igreja onde foi batizada e seus pais se casaram.
“A minha irmã me acompanhou e disseram que seria um encontro de jovens, o que não me pareceu estranho porque eu já tinha ido a alguns encontros nas empresas em que os meus pais trabalhavam”.
Elas foram colocadas em um ônibus com outras famílias e, sem explicação, foram levadas a uma fazenda remota nos arredores de Bogotá.
O encontro tinha regras rígidas. Durante os “intermináveis” seis dias, ela repetia a mesma rotina: acordava muito cedo e logo mandavam rezar antes do café da manhã. “Depois tinha que ficar rezando o dia todo para tirar o ‘demônio’ de mim e se não obedecesse não conseguia comer nem dormir”, lembra ela.
“Eles fizeram exorcismos jogando água benta em mim. Eles colocaram velas em todos os lugares, fizeram cruzes com cinzas em mim e falaram sobre o que havia de errado comigo e a minha orientação sexual.”
À medida que as pessoas “se arrependiam de seus pecados”, elas tinham que falar sobre outras pessoas com quem haviam cometido o “pecado” para identificá-las.
Para poder ir para a cama, era necessário dizer primeiro que se sentia “livre de espíritos”.
Todos iam dormir, menos Danne, que não aceitava mentir novamente e não queria demonstrar arrependimento por ser gay.
No Brasil, procedimento popularmente conhecimento como ‘cura gay’ é proibido pelo Conselho Federal de Psicologia e STF também já se manifestou contra
Getty Images via BBC
Por isso, a colocaram como um exemplo de algo que “estava errado” e a faziam rezar rosários durante horas.
“Nas últimas noites, a minha irmã me disse que se sentia muito mal e me implorou para mudar. Ela também se sentia rejeitada por ser irmã de um gay”, explica Danne.
‘Não queria continuar lutando’
Chegou um momento em que ela decidiu ceder e, assim como fez depois da primeira terapia, disse que havia deixado de ser gay.
No caminho para casa, sua família perguntou se ela estava bem e se sentia alguma mudança.
“A princípio, disse que havia mudado. Não queria seguir lutando e se eu dissesse que me sentia o mesmo de sempre, as terapias continuariam, o que não era saudável pra mim”.
Danne explica que quando sai de uma terapia de conversão, você se sente “perdido”, porque o que dizem nesses lugares é “muito diferente” do que você realmente sente. “Você quer mudar e ser ‘normal’, porque te fazem acreditar que é errado ser você”, reflete.
“Eles fazem você sentir que se você é gay, sua única opção na vida é ser cabeleireiro ou prostituta e eu não queria isso, queria estudar astronomia”.
Após essas experiências, Danne começou a investigar o que havia acontecido com ela e o que significava ser gay.
Pouco depois, muito mais informada, Danne se abriu para os pais.
Ela confirmou que continuava sendo gay, falou para eles sobre os direitos humanos, decidiu se envolver no ativismo LGBTQIA+ e começou a participar de manifestações e eventos sobre a temática.
Na escola, ela começou a falar sobre diversidade e foi expulsa por isso.
Anos depois, seus pais se desculparam, agora a apoiam e a acompanham nas passeatas do orgulho gay.
Hoje, Danne trabalha como diretora da Fundação Gaat, um grupo de ação e apoio à comunidade trans, que denuncia que “as terapias de conversão continuam sendo muito comuns” tanto na Colômbia como no resto da América Latina e que o problema é “normalizado e internalizado”.
“Eu não sabia que havia passado por terapia de conversão até começar a investigar o que era isso”, diz ela.
Atualmente, Danne trabalha como diretora de fundação de apoio para a população trans na Colômbia
Danne Aro Belmont via BBC
“Eu só dizia na escola em tom de brincadeira que haviam feito exorcismo em mim, que não havia funcionado e eu continuava sendo gay”.
Após as terapias às quais foi submetida, Danne passou por um processo de autoconhecimento como pessoa trans que ela classifica como longo e permeado por muitas “práticas e reavaliações” sobre o que sentia.
Um tema ‘complexo’
Andrés Forero, gerente de campanha do All Out, um movimento global de direitos LGBTQIA+, diz que há muito pouca informação sobre essas terapias que prometem a cura gay.
“A questão na América Latina é complexa porque não tem sido prioritária e as leis variam muito”, diz à BBC Mundo.
Em alguns países, como aqui no Brasil, existem proibições que impedem os psicólogos de fazer terapia de conversão, mas é uma medida “que não é muito útil”, segundo Forero.
Isso porque “não são os psicólogos que mais fazem essas práticas, geralmente são organizações religiosas”, argumenta.
Ele diz que “infelizmente” as terapias de conversão são “bastante normalizadas” na cultura latino-americana.
“Quando eu disse ao meu pai que eu era gay, sua primeira reação foi dizer: ‘Bem, vamos ver se há algum tipo de terapia ou algo que possamos fazer para curá-lo”, conta Forero.
Vazio na legislação
No século 20, não era incomum que alguns terapeutas propusessem a mudança de orientação sexual por meio de psicanálise intensa e, em alguns casos, terapia de eletrochoque.
Mas em 1973, a Associação de Psicologia dos Estados Unidos deixou de considerar a homossexualidade como um transtorno. Em 1990, também foi retirada da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A OMS e outras organizações médicas em todo o mundo alertam que todas as formas de terapia de conversão são antiéticas e potencialmente prejudiciais.
Até o início de 2022, cinco países latino-americanos proibiam explicitamente essa prática: Argentina, Brasil, Equador, Uruguai e Porto Rico, embora na maioria dos casos as leis não abranjam o tema de maneira suficientemente ampla. No restante da América Latina, há um vazio na legislação sobre o tema.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Ex-secretário de Fomento à Cultura recomenda uso de R$ 1,2 bilhão da Rouanet para projetos pró-armas

O ex-secretário de Fomento e Incentivo à Cultura André Porciúncula fez um discurso em uma convenção de um grupo pró-armas no qual recomendou que os participantes usassem R$ 1,2 bilhão de recursos da Lei Rouanet para produzir conteúdo a favor da política armamentista.
A Lei Rouanet é a mais importante ferramenta de estímulo à cultura no país. Por meio dela, artistas e empresas podem captar patrocínios e doações para produções culturais.O dinheiro não sai diretamente dos cofres públicos, mas de doadores e patrocinadores, que podem deduzir o investimento no imposto de renda.
Porciúncula deixou o cargo no fim do mês passado, para disputar as eleições. O órgão que ele chefiava é ligado à Secretaria Nacional de Cultura, que faz parte do Ministério do Turismo. Ele era o número dois do ex-secretário Mario Frias, que também vai concorrer no pleito de outubro.
Um vídeo revelado pela Agência Pública mostra Porciúncula discursando na convenção, no dia 28 de março. Ele argumenta que os projetos culturais sobre armas são necessários para “trazer a pauta” para dentro de um “discurso de imaginário”. Porciúncula defende filmes, podcasts, webséries que exaltem “a importância do armamento” para a “liberdade humana”.
“Um bilhão e duzentos milhões de reais estamos lançando agora de linha audiovisual. Que vocês podem usar para fazer documentário, filmes, webseries, podcasts. Para quê? Para trazer a pauta do armamento dentro de um discurso de imaginário. Trazer filmes sobre o armamento, da importância do armamento para a civilização, a importância do armamento para garantir a liberdade humana”, afirmou o ex-secretário.
No mesmo evento, ele defendeu o uso de armas de fogo contra o que chamou de “criminalidade praticada pelo Estado”. E afirmou que, pela primeira vez, a secretaria de cultura estava aplicando recursos da lei rouanet em eventos favoráveis às armas.
“Precisamos construir uma narrativa que vai muito além da arma de fogo para combater o bandidinho da esquina. precisamos entender a arma de fogo como um processo de garantia civilização. estamos lançando na secretaria especial de cultura dois megaventos em que a princesa do evento é a arma de fogo, o presidente da república vai estar. então pela primeira vez vamos colocar dinheiro da rouanet em um evento de arma de fogo”, comemora.
Armas e violência
Para o jurista Walter Maierovitch, a defesa do uso de armas contra o que o então secretário chamou de criminalidade de Estado é uma irresponsabilidade.
“Primeiro lugar, é uma irresponsabilidade. Um agente do próprio Estado pregar contra a democracia, contra o Estado de Direito, em propor um armamento que a população se arme, sabendo que a arma é sinônimo de violência e dizendo que pode existir um Estado criminoso, um Estado terrorista, que para a população se defender tem de estar armado. Isso é o absurdo do absurdo e da irresponsabilidade”, afirmou o jurista.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Fãs formam longas filas e dormem em calçada para comprar ingresso para show do Justin Bieber em SP


Cantor irá se apresentar em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 14 de setembro. Ingressos estão sendo vendidos no Memorial da América Latina. Fila em frente ao Memorial da América Latina, local de venda de ingressos, na manhã desta quarta-feira, 20 de abril
Rodrigo Rodrigues/g1
Fãs do Justin Bieber formam longas filas e chegam a dormir na calçada para tentar comprar ingresso para o show do cantor. Ele vai se apresentar em São Paulo, no Allianz Parque, no dia 14 de setembro.
Os ingressos estão sendo vendidos presencialmente no Memorial da América Latina desde segunda-feira (18). Por volta das 8h desta quarta-feira (20), a fila começava na altura do Metrô Barra Funda, da Linha Vermelha, e ia até a Alameda Olga – cerca de 800 metros de fila. Os portões da bilheteria abrem às 10h.
O cantor também é uma as principais atrações do palco mundo, no Rock in Rio, que também acontece em setembro. O show é no dia 4 de setembro e os ingressos estão esgotados.
As apresentações fazem parte da turnê do álbum “Justice”, o sexto da carreira do cantor, lançado em março do ano passado. LEIA MAIS SOBRE DISCO AQUI.
Qual o local e os valores dos ingressos?
Data: 14 de setembro de 2022 (quarta-feira)
Local: Allianz Parque – Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, São Paulo
Ingressos: de R$ 350 (cadeira superior) a R$ 1 mil (pistas premium)
Venda de ingressos pelo site Justinbiebersp22.
Justin Bieber em São Paulo
Reprodução/Instagram/T4F

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Afasia progressiva primária: entenda doença que afeta cartunista Angeli


Doença, que ainda não tem cura, afeta a linguagem e faz parte das doenças demenciais, assim como Alzheimer. Cartunista Angeli
Flavio Moraes/G1
O cartunista Angeli, de 65 anos, anunciou o fim da carreira como cartunista após o diagnóstico de afasia progressiva primária (APP).
A doença é a mesma que, no ano passado, causou a morte da promoter de eventos Alicinha Cavalcanti. O ator Bruce Willis também foi diagnosticado com uma forma de afasia em março.
Ainda sem cura, a APP é uma doença demencial mais agressiva que o Alzheimer. Seus sintomas se manifestam inicialmente nas funções relacionadas à linguagem e à neurodegeneração.
“É uma doença que ainda não tem tratamento e não tem cura. A verdade é que nós ainda estamos entendendo a doença”, explicou Diogo Haddad, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em entrevista ao g1.
Abaixo, veja as respostas para as principais perguntas referentes à APP.

O que é afasia progressiva primária?
Como uma síndrome que afeta a linguagem pode ser tão grave?
Quais são os sintomas iniciais?
Quais são as semelhanças e as diferenças entre a APP e o Alzheimer?
Quais os tratamentos para APP?
Qual o tempo de evolução da doença?

1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2×1.5x2x

1. O que é afasia progressiva primária?
É uma doença degenerativa que atinge a linguagem e se encontra dentro do conceito de doenças demenciais, como o Alzheimer.
“É uma síndrome demencial que se encaixa dentro de algumas variantes da doença de Alzheimer e dentro das demências que chamamos de frontotemporais”, afirma Haddad.
De acordo com ele, existem três subtipos de afasias progressivas primárias: Afasia Progressiva Primária Agramática (APPA), Afasia Progressiva Primária Semântica (APPS) e Afasia Progressiva Primária Logopênica (APPL).
“Todos esses subtipos da APP se manifestam com alterações de linguagem, seja na fala, alteração na comunicação e na verbalização”, afirma Haddad.
Contudo, é necessário atenção para não confundir afasia progressiva primária, que é uma doença, com a afasia em si, que é o nome dado a toda e qualquer alteração de linguagem e pode ser sintoma de outras doenças, como um AVC ou uma lesão neurológica.
VÍDEO: Alicinha Cavalcanti morre em São Paulo
2. Como uma síndrome que afeta a linguagem pode ser tão grave?
“Linguagem para o ser humano é uma coisa extremamente importante.Dentro da neurologia a gente define linguagem como a consistência cognitiva que nós temos em falar, entender, ler, escrever, nomear e compreender”, explica Haddad.
Além disso, a doença pode evoluir progressivamente e causar alterações que não se restringem apenas a parte da linguagem, como a memória e funções executivas, causando uma neurodegeneração que, no final, leva à morte do paciente.
3. Quais são os sintomas iniciais?
Os primeiros sintomas a serem identificados são as alterações na linguagem, que podem se manifestar tanto na hora em que uma pessoa vai escrever algo, como durante a leitura ou a fala.
Contudo, Haddad explica que é normal as pessoas se esquecerem de algumas palavras durante o dia.
“Várias vezes ao longo do dia é normal que a gente esqueça ou não encontre as palavras, e isso não classifica um quadro neurodegenerativo. Agora, se nós estamos percebendo alterações que estão vindo progressivamente dentro da nossa funcionalidade, isso merece investigação”, alerta o especialista.
4. Quais são as semelhanças e as diferenças entre a APP e o Alzheimer ?
A afasia progressiva primária está dentro das doenças demenciais, assim como o Alzheimer. Contudo, há muitas diferenças entre as doenças.
De modo geral, o Alzheimer atinge inicialmente pessoas já muito idosas, enquanto que a APP pode se manifestar em pacientes considerados jovens, a partir dos 50 anos de idade.
Além disso, os quadros mais tradicionais de Alzheimer são caracterizados por alterações na memória, podendo com o tempo evoluir para alterações na linguagem. Já no caso da APP, a doença se inicia com alterações de linguagem para depois apresentar modificações na memória e no comportamento.
Por fim, a progressão do Alzheimer é mais lenta, se comparada com a APP, que é mais agressiva e mais rápida.
5. Quais os tratamentos para APP?
Segundo Haddad, a doença ainda não foi completamente compreendida pela ciência e, por isso, ainda não há tratamento ou cura para a afasia progressiva primária.
“O que temos, em sua maior parte, é voltado à reabilitação. Existem estudos mostrando que a própria habilitação cognitiva e a reabilitação com fonoaudiologia especializada diminui o tempo de evolução da doença ao longo do tempo. O tratamento medicamentoso ainda é bastante controverso”, explica Haddad.
6. Qual o tempo de evolução da doença?
“Quando se trata da APP, ao contrário do Alzheimer que leva até 20 anos de evolução, a progressão da doença tende a acontecer nos 10 primeiros anos, mas nós temos que ter cuidado ao afirmar isso como regra”, diz Haddad.
Segundo ele, há fatores comportamentais e fisiológicos que podem agravar e acelerar a evolução da doença, como a presença de outras comorbidades, tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas.
Veja vídeos:
de. O ator Bruce Willis também foi diagnosticado com uma forma de afasia em março e

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Angeli anuncia fim da carreira como cartunista, diz jornal


O cartunista, que tem 65 anos e era colaborador da Folha de S.Paulo, recebeu diagnóstico de afasia. Cartunista Angeli
Flavio Moraes/G1
O cartunista Angeli, colaborador do jornal “Folha de S.Paulo” por mais de 40 anos, anunciou o fim da carreira. A informação foi publicada pelo jornal nesta quarta-feira (20).
Angeli, que tem 65 anos, recebeu o diagnóstico de afasia.
A afasia é o nome dado a toda e qualquer alteração de linguagem, afetando as seguintes funções:
Capacidade de falar ou se expressar verbalmente
Compreensão da linguagem verbal
Compreensão da linguagem escrita (leitura)
Capacidade de escrever
Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBF), esse comprometimento ocorre após um dano cerebral. A causa mais comum é o AVC, mas também pode ocorrer após um traumatismo cranioencefálico (TCE), tumor cerebral, aneurisma, infecções cerebrais e alguns tipos de demência.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Como passado nazista de cantor do Ace of Base fez a banda viver momentos de tensão


Maior hit do grupo sueco, ‘All That She Wants’ faz 30 anos em 2022. Ao g1, cantora diz que Ulf Ekberg teve que usar colete à prova de balas em shows: ‘Foi difícil, mas nunca tive nada a ver com isso’. Capa do disco ‘Uffe was a Nazi’, com músicas da banda Commit Suicide, que tinha Ulf Ekberg, do Ace of Base
Reprodução
Entre 1992 e 1993, o Ace of Base foi a maior banda do mundo. “All That She Wants”, maior hit deles, completa 30 anos em 2022. Esse e outros sucessos fizeram o quarteto sueco vender mais de 25 milhões de cópias do primeiro álbum.
Mas a história de sucesso da banda ficou marcada por uma polêmica que nada tem a ver com letras cantas em inglês simples, dancinhas, sorrisos, batidas hipnóticas e solos de saxofone. No início do Ace of Base, um dos integrantes teve o passado neonazista revelado.
Em pausa desde 2012, o Ace of Base tinha na formação original com três irmãos (Jenny, Linn e Jonas Berggren) e um amigo (Ulf Ekberg).
Ekberg foi acusado de ter uma banda com letras racistas, defendendo a supremacia branca e a xenofobia. Isso, é claro, causou muita tensão na banda. Ele pediu desculpas e disse que essa versão dele não existe desde 1987.
Quando eu hitei: Ace of Base fez todo mundo dançar, mas viveu tensão
Antes do Ace of Base, Ekberg tinha uma banda chamada Commit Suicide. Em 1998, uma pequena gravadora sueca chamada Flashback Records lançou uma coletânea com cinco músicas atribuídas a este grupo punk. A capa tinha Ulf fazendo a saudação nazista.
No encarte do disco, ele posa vestido com camisa do grupo supremacista branco Ku Klux Klan e outra camisa com uma suástica. Há letras que descrevem em detalhes chacinas de pessoas negras e imigrantes: “Povo nórdico, acorde agora! Atirem, atirem, atirem”.
Ao g1 (veja no vídeo acima), Jenny Berggren disse que isso afetou não só a banda, mas ela também:
“Eu me lembro de quando eu estava em um dos meus primeiros shows e ele tinha um colete à prova de balas nele, porque ele tinha realmente muita dificuldade em provar que não fazia mais essas coisas. E adivinha quem estava na frente dele, cantando no primeiro show dela? E eu não tinha um colete à prova de balas.”
Ulf Ekberg, Jenny, Linn e Jonas Berggren: o Ace of Base no começo dos anos 90
Divulgação
Ulf disse que esse passado dele nada tem a ver com o Ace of Base. Há quem afirme que letras da banda tenham referências ao nazismo. “The Sign” seria sobre um sinal nazista, mas a música não tem Ekberg entre os compositores. Todos da banda negam as acusações de que há mensagens desse tipo nas letras.
“Foi difícil, mas nunca tive nada a ver com isso, com minha mãe sendo uma professora de imigrantes. A gente tinha alunos de todas as partes do mundo, dormindo nos nossos sofás, morando nas nossas casas. Uma cultura integrada”, diz Jenny.
Mesmo assim, como a banda lidou com o fato de Ulf ter um passado neonazista comprovado por fotos e músicas?
“Eu acredito no perdão”, responde Jenny. “Você pode dar passos errados quando é jovem e acredito que isso não deve destruir a vida inteira de uma pessoa, só porque você algo errado. Temos que aprender com as pessoas e foi o que fiz. As pessoas são lindas, pessoas normais. Ulf é normal, ele é incrível, ele é fantástico, mas ele é outra pessoa hoje.”
Ekberg divulgou um comunicado em que diz sentir muito “por qualquer mágoa e decepção que isso tenha causado”. “Quero deixar bem claro que Ace of Base nunca compartilhou nenhuma dessas opiniões”, disse ele.
VÍDEOS: Quando eu Hitei

Fonte: G1 Entretenimento