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Sul-coreanos se trancam em cadeia para fugir da prisão do cotidiano

Para a maioria das pessoas, a prisão é um lugar do qual é preciso escapar. Mas para os sul-coreanos que precisam de uma pausa nas demandas da vida cotidiana, passar um dia ou dois em uma prisão falsa é a fuga.

“Esta prisão me dá uma sensação de liberdade”, disse Hye-ri Park, 28, funcionária de escritório que pagou US$ 90 (R$ 345) para passar 24 horas trancada em uma prisão simulada.

Desde 2013, a instalação “Prison Inside Me” (A Prisão Dentro de Mim) no nordeste de Hongcheon recebeu mais de 2.000 presos, muitos dos quais trabalhadores de escritório e estudantes que buscam alívio do trabalho exigente e da cultura acadêmica sul-coreana.

“Eu estava muito ocupada”, disse Park, sentando-se em uma cela de 5 metros quadrados. “Eu não deveria estar aqui agora, dado o trabalho que preciso fazer. Mas decidi fazer uma pausa e olhar para mim mesmo para uma vida melhor.”

As regras da prisão são rigorosas. Não pode conversar com outros presos. Não há telefones celulares ou relógios.

Os clientes recebem um uniforme azul da prisão, um tapete de ioga, um jogo de chá, uma caneta e um caderno. Eles dormem no chão. Há um pequeno banheiro dentro do quarto, mas nenhum espelho.

O menu inclui batata-doce ao vapor e vitamina de banana para o jantar, além de mingau de arroz no café da manhã.

A co-fundadora Ji-Hyang Noh disse que a prisão simulada foi inspirada por seu marido, que costuma fazer jornadas de 100 horas de trabalho por semana.

“Ele disse que prefere ficar em um confinamento solitário por uma semana para descansar e se sentir melhor”, disse ela. “Esse foi o começo.”

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Morre Stephen Hillenburg, criador do Bob Esponja, aos 57 anos

Stephen Hillenburg, criador do personagem Bob Esponja, morreu aos 57 anos de idade. De acordo com a Variety, ele sofria de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa do sistema nervoso, que acarreta paralisia motora progressiva e irreversível.

“Estamos incrivelmente tristes com a notícia da morte de Steve Hillenburg após sua batalha contra a ELA”, diz comunicado da Nickelodeon desta terça-feira (27). “Ele era um amigo querido e um parceiro criativo de todos. Bob Esponja tinha um senso de humor único e uma inocência que trouxe alegria para muitas gerações de crianças e famílias em todos os lugares”.

O animador deixa sua esposa, Karen Hillenburg, e um filho, Clay.

Hillenburg nasceu em 21 de agosto de 1961 em Oklahoma, nos Estados Unidos. Em 1984, ele se formou na faculdade, onde estudou biologia marinha e posteriormente deu aulas sobre o assunto na Orange County Marine Institute.

O interesse pela vida marinha e o amor pela ilustração fizeram com que unisse suas duas paixões na hora de criar personagens e desenhos. Em 1987, começou a estudar animação experimental e mergulhou no setor artístico.

Entre 1993 e 1996, ele trabalhou como diretor de criação da animação “A Vida Moderna de Rocko”. Com o fim do desenho, boa parte desta equipe se reuniria posteriormente para formar o time que idealizou Bob Esponja, cujo primeiro episódio de “Bob Esponja” foi ao ar nos Estados Unidos em 1º de Maio de 1999.

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“Aquaman” é melhor filme da DC desde “Cavaleiro das Trevas”, dizem críticos

As primeiras reações a “Aquaman” foram postadas por críticos norte-americanos nas redes sociais na noite da segunda-feira (26), e parece que o universo cinematográfico da DC finalmente conseguiu voltar às graças da imprensa especializada.

Anteriormente, a franquia inspirada nos quadrinhos da DC só angariou boas críticas com “Mulher-Maravilha” (2017). Títulos como “O Homem de Aço” (2013), “Batman vs. Superman” (2016), “Esquadrão Suicida” (2016) e “Liga da Justiça” (2017) não agradaram.

O jornalista Tom Jorgensen, do podcast da “IGN”, foi um dos mais empolgados: “‘Aquaman’ é o melhor filme da DC desde ‘O Cavaleiro das Trevas'”, escreveu, se referindo ao filme do Batman dirigido por Christopher Nolan em 2008.

“James Wan entrega um épico divertido, cheio de grandes emoções, incríveis visuais submarinos, ação excitante, e muitas risadas. A DC deveria entregar as rédeas do seu universo a ele, pois ele provou que pode endireitar esse barco”, completou.

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Revelação do verdadeiro filho de Luzia rende ótimas cenas em “Segundo Sol”

O clímax de “Segundo Sol” vem se descortinando no último mês da novela: a revelação de que Valentim (Danilo Mesquita) é o filho de Luzia e Beto (Giovanna Antonelli e Emílio Dantas) roubado por Karola (Deborah Secco), segredo que esta compartilha com Laureta e Rosa (Adriana Esteves e Letícia Colin).

Ótimas as cenas envolvendo esse imbróglio. O autor, João Emanuel Carneiro – até mesmo por uma questão de aproveitamento de tempo – tem guardado as revelações a cada personagem separadamente, por dia, para garantir a audiência. No sábado (13/10), houve a excelente sequência em que Rosa confessa a Ícaro que escondeu esse segredo em benefício próprio. Show dos jovens atores Chay Suede e Letícia Colin, os melhores da novela.

Na segunda-feira, Ícaro contou para a mãe Luzia. Uma sequência longa com Giovanna Antonelli, mas sem um terço da carga dramática da cena de sábado, com Chay e Letícia. E olha que a mãe é a mais prejudicada nessa história toda (juntamente com Valentim, claro). Foi um embate de dois extremos: Chay, com um dos melhores personagens da novela, e Antonelli, com um dos piores.

Na terça-feira foi a vez de Beto saber a verdade. Emílio Dantas mandou bem, em uma sequência rápida. No capítulo desta quarta-feira, será Valentim, a outra ponta interessada, a saber que foi enganado a vida toda por Karola, a falsa mãe. Prevejo cenas fortes. Danilo Mesquita está muito bem no papel do garoto mimado e chato, tanto que foi fácil garrar antipatia por seu personagem.

Chay Suede em cena com Letícia Colin (foto: reprodução)

“Segundo Sol” tem uma série de problemas (que serão apontados nesta coluna em breve), mas João Emanuel Carneiro soube, ao longo dos meses, fomentar a expectativa sobre o drama familiar envolvendo Luzia, Beto, Valentim e Karola. Uma verdadeira tragédia grega (como bem disse meu amigo @Haddefinir no Twitter). É chegada a hora da catarse. Vibremos!

O autor tem outros trunfos para a finalização de “Segundo Sol”. A ruína de Karola trará à tona os segredos que envolvem Laureta – o passado da cafetina e sua relação com Karola e Severo (Odilon Wagner). E ainda tem a volta Remy (Vladimir Brichta), o morto que foi sem nunca ter sido.

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‘Rompi com a Globo há mais de dez anos e estou feliz’, diz atriz de Segundo Sol

Embora soe contraditório justamente por estar no ar na principal novela da Globo, a atriz Maria Luísa Mendonça rompeu com a emissora há 13 anos. Ela optou por não renovar seu contrato de longa duração para poder aceitar convites para atuar em produções da TV paga. “Rompi com a Globo há mais de dez anos e estou muito feliz”, celebra a Karen de Segundo Sol.

“Fiz isso conscientemente. Estou lá [na Globo] neste momento, mas daqui a pouco estarei em outro lugar. Não vou julgar ninguém que está ali para sustentar os seus filhos. Mas isso é uma escolha que, num determinado momento da sua vida, é possível fazer. Isso é uma democracia, uma liberdade de escolha e não um aprisionamento”, avalia.

Maria Luísa atua na TV desde os 23 anos e estreou logo com um personagem polêmico, a hermafrodita Buba da novela Renascer (1993), papel que a marcou por muitos anos. Embora defenda o livre trânsito por outras empresas, a única emissora aberta em que ela trabalhou foi a Globo. Fora dela, somente produções na TV paga.

O passo rumo à independência foi ousado. Trocou a estabilidade por um papel em Mandrake (2005), primeira série feita pela HBO no Brasil. A produção fez tanto sucesso, com direito a indicações ao Emmy Internacional, que levou a gigante norte-americana a ampliar seu investimento em obras originais nacionais.

Após concluir os trabalhos na série, em 2007, ela voltou a ser convidada para trabalhos na Globo. Fora da emissora, atuou em Sessão de Terapia (GNT), Desnude (GNT), apresentou um programa na TV Brasil e agora encerra sua segunda passagem pela HBO com a terceira temporada de Magnífica 70.

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Revival dos anos 90, rappers em peso e surpresas: o que esperar do VMA 2018

A MTV exibe ao vivo nesta segunda-feira (20), a partir das 22h, o Video Music Awards. O VMA 2018 acontece no Radio City Music Hall, casa de shows em Nova York que em 1984 abrigou a primeira edição da mais famosa premiação do canal de música. Homenageada pela carreira, Jennifer Lopez deve ser um dos grandes destaques da noite. Destaque também para Ariana Grande, que fará sua primeira grande performance depois do lançamento do álbum “Sweetener”, e Cardi B, rapper que lidera em indicações.

Jennifer Lopez receberá o Michael Jackson Video Vanguard Award e aceitará o prêmio com uma performance em que recordará os principais momentos de sua carreira musical com um pout-porri. A cantora e atriz será homenageada por sua contribuição com a indústria do entretenimento como um todo.

“Uma estrela considerada uma lenda não apenas na indústria da música, mas também na indústria do entretenimento, como uma rara celebridade que nunca escolheu entre música ou cinema e prosperou tanto como cantora quanto como atriz por três décadas”, destaca a MTV sobre a escolha de J.Lo.

Scott Gries/ImageDirect/Getty Images
Jennifer Lopez e Ja Rule se apresentam no VMA 2001 Imagem: Scott Gries/ImageDirect/Getty Images

Apesar de ter participado como apresentadora e concorrido em outras ocasiões, Jennifer Lopez não subia ao palco do VMA para cantar desde 2001, quando fez uma performance bastante sensual ao lado do rapper Ja Rule.

A reaproximação com as grandes estrelas do final dos anos 90 e início dos anos 2000 não para por aí. A boy band Backstreet Boys foi convidada para apresentar um dos prêmios ao lado da estrela adolescente Millie Bobbie Brown, a Eleven de “Stranger Things”.

Vencedores de clipe do ano em 2006, o Panic! at the Disco também volta à premiação em 2018 para uma performance. O grupo liderado por Brendon Urie vai apresentar “High Hopes”, do disco “Pray For The Wicked”, lançado em junho. Eles ainda concorrem a melhor clipe de rock por “Say Amen (Saturday Night)”.

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Duda Nagle conta como usou efeitos especiais para ganhar papel em “(Des)Encontros”

Duda Nagle foi uma das principais estrelas da segunda temporada de “(Des)Encontros”, cujo final foi exibido no canal Sony na última segunda-feira (13). E o papel de Gus, um “digital influencer autocentrado”, como o próprio ator define, veio após um teste nada convencional feito por ele.

No primeiro teste que fez sozinho em casa, Duda abusou de alguns efeitos especiais caseiros. “Botei o iPad como teleprompter, com texto, e gravei com a câmera; coloquei um Targifor C [comprimido efervescente de vitamina C] em uma taça de champanhe”, contou ao UOL.

“Fiz de sacanagem, porque sabia que era uma comédia romântica. Resolvi brincar, botei som ambiente, pessoas falando, sonorizei. Falei: ‘Ninguém vai me chamar’. Aí passou um tempo e chamaram”.

Reprodução/Instagram/dudanagle
Duda Nagle e Chris Ubach nos bastidores de “(Des)Encontros” Imagem: Reprodução/Instagram/dudanagle

O personagem apareceu logo no primeiro episódio da série como um ex-namorado babaca de Elisa (Chris Ubach), um blogueiro fitness mais interessado em manter as aparências nas redes sociais do que em investir no relacionamento propriamente dito. Numa linguagem mais direta: um “boy lixo”.

“Hoje em dia você vai mexendo nas redes sociais e descobre um cara que você nunca viu na vida e tem milhões de seguidores. E aí ele vive espetacularizando o nada, porque tem muito isso hoje em dia”, disse Duda.

“(Des)Encontros” é a segunda série do ator só em 2018. Ele estreou também “Rio Heroes”, da Fox, e aprovou o formato, após anos trabalhando em novelas como “Malhação”, “América” e “Cúmplices de um Resgate”.

“Hoje em dia o mercado abriu muito, ficou muito rico. Você pode assistir coisas pelo celular, pelo computador, TV aberta, TV paga, é muita oferta. Acho que está todo mundo meio perdido nesse processo de transição na comunicação e no show business, então eu estou muito feliz de poder brincar em todas as áreas, porque sou o maior entusiasta dessas tecnologias, dos novos formatos. Eu assisto muito mais coisas pela internet do que pela TV; até o conteúdo da TV, eu assisto no aplicativo”.

Duda deve começar ainda neste mês a trabalhar na segunda temporada de “Rio Heroes”, cuja repercussão ainda o surpreende – a série estreou primeiro na plataforma de streaming da Fox antes de chegar à TV. “As pessoas não assistem todas ao mesmo tempo. Essa é uma experiência nova para mim. Foi uma estreia em várias plataformas, e até hoje encontro pessoas que acabaram de assistir e aí recebo um feedback do nada, inesperado, quando eu estou em táxi, no Uber, ou com um professor de artes marciais”.

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Indicar cópia de filmes americanos “ofende inteligência” no Oscar, diz produtor

Por mais que o cinema brasileiro tenha seus avanços em qualidade de conteúdo, as produções nacionais não têm conseguido, de forma geral, impressionar os estrangeiros, a ponto de voltar a disputar com força prêmios como o Oscar. Rodrigo Teixeira, produtor carioca que se divide entre trabalhos por aqui e projetos internacionais com nomes como Martin Scorsese e Brad Pitt, explica que, na opinião dele, o país vem sendo mal representado lá fora, com escolhas que muitas vezes são vistas pelos próprios estrangeiros como uma “ofensa à inteligência” deles.

Rodrigo está lançando nesta semana “O Animal Cordial”, filme de terror que estreia na quinta-feira e que explora muitas relações da sociedade brasileira em suas subcamadas, como machismo, racismo, homofobia e desigualdade social. Segundo ele, o que já foi cobrado por estrangeiros foi justamente esse tipo de retrato do Brasil, uma produção de filmes políticos, que mostrem a realidade e que não sejam mera cópia do que já existe no cinema norte-americano.

“O pessoal espera do Brasil filmes políticos, espera filmes que tenham vínculo com a realidade do país naquele momento. Mesmo que seja com o terror, mas que conte a realidade. O pessoal não quer uma cópia do filme americano. Não quer, não vai ver, não vai dar certo. Uma cópia do filme americano não é bem-vinda lá fora. Não precisa. Eles acham que isso ofende a inteligência deles quando a gente faz isso”, explicou Rodrigo, ao UOL.

Durante coletiva de imprensa para o lançamento de “O Animal Cordial”, o produtor foi questionado sobre chances de Oscar e riu, dizendo que não pensa nisso, até pelo fato de filmes de gênero não terem uma tradição de conseguirem indicações e estatuetas. Mas explicou que o tema é mais profundo, e criticou as escolhas de representantes brasileiros para o Oscar.

Divulgação
Cena do filme “O Animal Cordial”, com Murilo Benício Imagem: Divulgação

“Eu adoraria que nosso filme fosse indicado, mas há uma comissão que aprova o filme brasileiro que vai para o Oscar. Não estou aqui fazendo juízo crítico dos filmes, mas acho que em alguns anos recentes a gente teve chance de ver filmes mais fortes, com alguma possibilidade real de saírem de lá com vitória”, afirmou ele.

Rodrigo relatou uma conversa com o presidente da Academia, John Bailey. “Ele disse: ‘Vocês desafiam a minha inteligência, quando recebo filmes, eles são filmes que vejo todos os dias no cinema norte-americano, eu não vejo uma diferença entre o cinema norte-americano e o brasileiro’.”

O Brasil foi indicado pela última vez ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 1999, com Central do Brasil, quando Fernanda Montenegro foi indicada a melhor atriz. Em 2004, “Cidade de Deus” concorreu a quatro estatuetas (diretor, roteiro adaptado, fotografia e edição). A produção nacional mais recente a entrar entre os indicados foi “O Menino e o Mundo”, concorrendo como melhor animação.

Entre os filmes que entraram na lista para disputar o prêmio de melhor filme estrangeiro, o Brasil selecionou nos últimos anos: “Bingo: O Rei das Manhãs” (2018), “Pequeno Segredo” (2017), “Que Horas Ela Volta?” (2016) e “Hoje eu Quero Voltar Sozinho” (2015). As seleções frequentemente causam debates, como na de “Pequeno Segredo”, que venceu “Aquarius”, ou “O Ano Em Que Meus Pais…”, que competiu internamente com “Tropa de Elite”.
Outros projetos

Rodrigo Teixeira ficou conhecido pela produção de filmes como “A Bruxa”, “Me Chame Pelo Seu Nome” – indicado ao Oscar -, entre outros, além de ter um projeto com Martin Scorsese, em que criou um fundo para financiar filmes de novos diretores.

E há muito trabalho pela frente. O brasileiro está na produção de filmes como “The Lighthouse”, do diretor de “A Bruxa”, e “Sweet Vengeance”, com direção de Brian de Palma e Wagner Moura no elenco. Ele ainda vem trabalhando com Brad Pitt em “Ad Astra”, uma ficção científica.

Ele apenas lamenta que segue complicado se manter na ativa no cenário nacional. “Dos últimos 12 meses, passei 10 fora. É uma pena. Para produzir filmes, você precisa de uma frequência, eu consegui encontrar isso lá. Lá paga minhas contas, me dá estabilidade, retorno, reconhecimento. O que recebo lá, não recebi aqui. Eu amo fazer cinema no meu país. É algo por amor, porque a recompensa financeira é irrisória. Minha alternativa foi buscar a carreira internacional”, explicou ele.

Veja o trailer de “O Animal Cordial”:

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Simaria revela problemas de saúde além da tuberculose e diz que perdeu os dentes

Simaria, da dupla com Simone, se prepara para voltar aos palcos após uma pausa de quatro meses para cuidar da saúde. O retorno, marcado para esta quinta-feira (9) em um show no Espaço das Américas, só acontece por causa de uma liberação médica. A coleguinha pediu a compreensão dos fãs, já que ainda não está 100% e terá de cumprir mais dois meses de tratamento contra a tuberculose ganglionar diagnosticada após 18 dias de internação.

Ao receber a imprensa nesta terça-feira (7) para falar da volta da dupla, Simaria aproveitou também para contar detalhes de tudo o que enfrentou no período em que Simone tocou os shows sozinha. A cantora de 35 anos acabou revelando que a tuberculose não foi o único problema que a tirou dos palcos. Seu corpo já dava sinais de que algo não estava certo.

“Além da tuberculose, eu me lasquei de tudo o que é jeito. H. pylori (bactéria que pode causar câncer de estômago), anemia, joelhos machucados por conta do salto… Tive que fazer fisioterapia e estou fazendo fortalecimento com academia. E os dentes. Meu médico já tinha notado que eu não estava bem por causa de uma lentes antigas que eu tinha feito com um profissional que não era bom. Quando fui procurar um profissional de verdade, meus dentes estavam todos acabados.”

Francisco Cepeda/AgNews
Simaria, da dupla com a irmã Simone, durante coletiva em São Paulo Imagem: Francisco Cepeda/AgNews

Apesar do problema sério, a coleguinha relembrou a situação com seu já característico bom humor. “Estou igual uma vampira quando você arranca os dentes e fica só os fiapos. Se você me olhar sem dente você corre”, contou aos risos. Simone então interrompeu a irmã para lembrar que Giovanna, filha de Simaria, chorou de susto quando viu a mãe sem dentes.

“Meu médico novo disse que não faria lentes novamente enquanto não soubesse o que estava acontecendo com a minha boca. Ele só vai mexer quando eu estiver 100%. O dente que estou é provisório, mas ele é tão perfeito que parece de verdade”, explicou, mostrando o sorriso de perto para os fotógrafos presentes.
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Doença silenciosa

A coleguinha também falou sério. Feliz pelo retorno, mas ainda em tratamento, ela fez questão de alertar para a gravidade da “doença silenciosa”. Simaria, que chegou aos 42 kg no auge da doença, diz ter recuperado apenas 2,7 kg até agora. Voltando aos palcos perto dos 45 kg, ela diz que pretende chegar ao seu peso normal, entre 49 kg e 50 kg.

“Tuberculose ganglionar surgiu na guerra quando os soldados não se alimentavam bem e não tinham o descanso merecido acabavam contagiados por essa doença, porque a imunidade vai para o chão. Isso é muito sério. É uma doença silenciosa. É uma doença que você pode ter e às vezes não sabe que tem. Se você tiver se sentindo muito cansado, sem força, sem energia pra nada, se tiver febre no final da tarde, se estiver se sentindo esgotados é porque talvez você esteja com essa doença”, alertou a cantora.

Simaria diz que o exame que detectou a tuberculose dela é o mesmo usado para detectar câncer. “O médico notou que os problemas que eu estava tendo não eram comuns a uma mulher de 35 anos”, pontuou. “Só recuperei 2,7 kg. Eu não voltei. A gente põe uma roupinha e dá uma tapeada, mas meu corpo ainda não está do jeito que era para estar.”

O tratamento segue com muita atenção. Ela tem se alimentado de 2 em 2 horas e tomado muita água, hábito que admite que não tinha antes. “Ninguém está me obrigando. Coloquei na cabeça que meu corpo precisa de comida para eu ficar bem. Eu me conscientizei. A comida é um lance de cabeça. Se você não botar na cabeça que tem que comer por saúde, você não vai mudar sua saúde e continuará tendo problemas.”

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Novo Missão: Impossível é o melhor filme da carreira de Tom Cruise

O agente secreto Ethan Hunt tem aceitado missões no cinema há 22 anos, e é de causar espanto que sua sexta aventura calhe de ser a melhor. Mais ainda: Missão: Impossível – Efeito Fallout é o melhor filme da carreira de Tom Cruise, ainda o maior astro de cinema do planeta. E não que ele já não tenha décadas de superlativos no currículo, da comédia teen Negócio Arriscado (1983) à biografia explosiva Feito na América (2017), passando por uma coleção de títulos ecléticos e sensacionais como A Cor do Dinheiro, Rain Man, Jerry Maguire, Colateral e No Limite do Amanhã, só para salpicar a memória. Missão: Impossível, que marcou sua estreia como produtor em 1996, era a série para chamar de sua. Chegar com tamanho fôlego no sexto filme já é um feito e tanto. Mas temos de aplaudir de pé quando a mistura resulta em um colosso de charme, inteligência, velocidade e diversão, o melhor que o cinema pop pode oferecer.

O segredo deste sucesso pode ser resumido em um fator decisivo: menos ego. Desde sua concepção, a série Missão: Impossível tem sido criação de Cruise, colaborando sempre com um cineasta diferente. O plano era simples: manter a coesão com seu protagonista, mas criando uma aventura sempre diferente. O problema é que Cruise, o produtor, sempre foi um sujeito meio mandão, e sua visão não raro entrava em choque com seu diretor. Em 1996, suas brigas com Brian De Palma foram lendárias, a ponto de o filme ser rodado sem um roteiro final em mãos, construído em torno das cenas de ação boladas por De Palma – o fato de ele ser um gênio ajudou o conjunto a se segurar. Quatro anos depois foi a vez de John Woo assumir o leme, e mais uma vez um diretor foi podado repetidamente por seu astro. Existe uma versão lendária de três horas de M:I:2 que provavelmente o público jamais vai assistir, mas ainda é possível enxergar um pouco do estilo operístico de Woo em algumas sequências