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Brasil tem chance de ganhar Oscar pela 1ª vez; relembre ‘quases’ brasileiros na premiação


‘Onde eu moro’ concorre à estatueta de Curta Metragem. História do Brasil na premiação tem ‘vice’ de Carlinhos Brown e Sergio Mendes, além de várias vitórias indiretas. Veja perguntas e respostas. Fernanda Montenegro interpretou Dora no filme ‘Central do Brasil’, de 1998
Divulgação
Oficialmente, o Brasil nunca ganhou um Oscar, mas ficou no quase algumas vezes. Tem estatueta que até dá para chamar de brasileira. Mas só com extrema boa vontade. Neste texto, o g1 responde as seguintes perguntas sobre o Brasil no Oscar.
Qual o indicado do Brasil no Oscar 2022?
Quando o Brasil ficou mais perto de ganhar o Oscar?
Quantas vezes o Brasil foi indicado a Melhor Filme Internacional?
Quais brasileiros foram indicados em outras categorias?
Quais as estatuetas do Oscar são um pouco brasileiras?
Qual o indicado do Brasil no Oscar 2022?
Assista ao trailer de ‘Onde eu moro’
“Onde Eu Moro” (assista acima ao trailer) foi indicado como Documentário em Curta Metragem. O cineasta carioca Pedro Kos é o diretor do filme, ao lado do americano Jon Shenk.
O documentário de 40 minutos retrata três anos das vidas de pessoas sem teto em cidades como Los Angeles e San Francisco. “Foi uma jornada de transformação para nossa equipe”, disse Kos ao g1.
“Eles nos ensinaram que há mais coisas que nos unem do que nos separam e, generosamente, compartilharam suas histórias, lembrando-nos de que todos nós merecemos ter um lugar digno de ‘onde morar'”, comentou o diretor brasileiro.
“Onde Eu Moro” concorre com “Audible”, “The queen of basketball”, “Três canções para Benazir” e “When we were bullies”.
Quando o Brasil ficou mais perto de ganhar o Oscar?
Carlinhos Brown com certificado da academia do Oscar
Reprodução/ TVBA
Brasileiros de filmes oficialmente de outros países, como o diretor de animações Carlos Saldanha e o produtor Rodrigo Teixeira, já foram indicados, mas sequer eram favoritos.
Matematicamente falando, jamais houve melhor possibilidade para ganhar como no caso da música “Real in Rio”, da animação “Rio”, dirigida por Saldanha.
Carlinhos Brown e Sergio Mendes disputavam o Oscar contra um único concorrente. Mas ficaram com o “vice”. Eles perderam para “Man or muppet”, tema de “Os muppets”. Bret McKenzie, do duo Flight of the Conchords, levou o primeiro Oscar da Nova Zelândia.
O reconhecimento internacional de Fernanda Montenegro após “Central do Brasil”
Em 1999, Fernanda Montenegro foi indicada por “Central do Brasil”, mas perdeu para Gwyneth Paltrow (“Shakespeare Apaixonado”, da produtora Miramax, de Harvey Weinstein).
Hoje, a derrota da brasileira é citada como um dos exemplos de como o produtor usava de sua influência para ditar os rumos da premiação. O longa de Walter Salles também foi indicado a Filme Estrangeiro, mas perdeu para o italiano “A vida é bela”.
Quantas vezes o Brasil já foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional?
Leonardo Villar e Glória Menezes no filme ‘O pagador de promessas’, de 1962
Reprodução
Na categoria Melhor Filme Internacional, que antes se chamava Melhor Filme Estrangeiro, o Brasil já teve quatro indicados:
“O pagador de promessas” (1963);
“O quatrilho” (1996);
“O que é isso companheiro?” (1998);
“Central do Brasil” (1999).
Os maiores vencedores são Itália (14), França (12), Espanha (4), Japão (4) e Suécia (3). Na América do Sul, a Argentina tem dois prêmios nesta categoria e o Chile tem um.
Quais brasileiros foram indicados em outras categorias?
Em duas categorias, o Brasil só foi lembrado uma vez:
“Uma história de futebol”, de Paulo Machline, foi indicado a Melhor Curta, em 2001;
“O menino e o mundo”, de Alê Abreu, perdeu o Oscar de Melhor Animação para “Divertida Mente”, em 2016.
Em 1945, a primeira do Brasil no Oscar não foi de Ary Barroso (1903-1964). “Rio de Janeiro” entrou na disputa da estatueta de Melhor Canção Original pelo filme “Brazil”, uma produção americana.
Filme ‘Cidade de Deus’ faz 15 anos em meio a aumento da violência na comunidade
Em 2003, “Cidade de Deus” foi ignorado por Hollywood e ficou fora da disputa pelo Oscar de filme estrangeiro.
No ano seguinte, a Academia mudou de opinião e colocou “Cidade de Deus” para concorrer em quatro categorias: diretor (Fernando Meirelles), roteiro adaptado (Bráulio Mantovani), fotografia (César Charlone) e edição (Daniel Rezende).
Quais as estatuetas do Oscar são um pouco brasileiras?
Há estatuetas do Oscar que são indiretamente brasileiras. É o caso do prêmio de Melhor Ator para William Hurt por “O beijo da mulher aranha”, em 1986.
O filme é uma coprodução Brasil e Estados Unidos, dirigida pelo argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, com elenco cheio de brasileiros. O filme ainda foi lembrado como melhor filme, diretor e roteiro adaptado.
William Hurt em ‘O beijo da mulher aranha’
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Em 2005, o uruguaio Jorge Drexler ganhou o Oscar de Melhor Canção Original com “El outro lado del rio”. Ela está na trilha de “Diários de motocicleta”, do diretor brasileiro Walter Salles.
“Orfeu Negro” venceu o Oscar de Filme Estrangeiro em 1950, mas foi inscrito pela França. O longa do diretor francês Marcel Camus foi inspirado na peça “Orfeu da Conceição”, de Vinicius de Moraes (1913-1980).
Essa coprodução de França, Itália e Brasil contava a história da paixão do motorista Orfeu por Eurídice, e sua descida do “Olimpo da favela” para o “inferno do asfalto” em busca da amada. Vinicius viu o filme, mas disse não ter gostado muito. Sentiu falta das músicas originais.
A figurinista e artista Luciana Arrighi fala no Festival de Berlim em 2015
Brita Pedersen/AFP
Em 1993, Luciana Arrighi ganhou um Oscar de Melhor Direção de Arte por “Retorno a Howards End”, com Anthony Hopkins e Emma Thompson. Quem entra no site oficial da figurinista descobre que ela nasceu no Rio, em 1940.
“Eu tenho a nacionalidade australiana, mas pode dizer que o Oscar que eu ganhei é um pouco brasileiro”, disse Luciana ao g1.
Qual categoria já teve mais brasileiros indicados?
Em Melhor Documentário, cinco filmes com brasileiros na direção ou produção já foram lembrados (“El Salvador: Another Vietnam”, “Raoni”, “Lixo extraordinário”, “O Sal da Terra” e “Democracia em Vertigem”).
Mais recente documentário que representou o Brasil, “Democracia em vertigem” mostrava a visão pessoal da diretora Petra Costa sobre o processo de impeachment de Dilma e a crise política no Brasil.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘A gente é piranha, mas tem nossa autonomia’: Hyperanhas representam rap feminino do Brasil no Lolla


Conheça as únicas brasileiras rappers nesta edição do festival. Elas cantam sem censura sobre diversão e sexo, misturam trap e funk e dizem que festivais devem valorizar estilos ‘da quebrada’ Nath Fisher (esquerda) e Andressinha, do duo Hyperanhas
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Nath Fisher, 26 anos, e Andressinha, 22, estão acostumadas a entrarem em estúdios e palcos de rap rodeadas só de homens. No Lollapalooza 2022 não é diferente: as MCs do duo Hyperanhas são as únicas rappers brasileiras (há cantoras como Gloria Groove e Jup do Bairro, que passam pelo rap, mas são menos presas ao estilo).
As Hyperanhas participam do show de funk e rap comanadado pelo DJ WC no Beat (ao lado de vários outros homens, claro). As duas não se abalam. Pelo contrário: estão empolgadas por serem exemplos para outras meninas “criarem música, falarem o que pensam e fazerem o que querem”.
Foi com esse espírito que as duas se juntaram há três anos em meio a festas e batalhas de rima de São Paulo. A história é parecida: ambas foram morar na cidade no final da adolescência, vindas do interior do Estado – Nath de Araras, Andressa de São Carlos.
Veja a programação completa e horários do Lollapalooza 2022
Hyperanhas
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“Quando conheci a cultura do hip hop, do skate, da pichação, fiquei apaixonada pelo centro da cidade. Comecei a ir a muitos eventos. Já estava englobadaali, mas ainda não cantava, só escrevia rimas”, conta Nath, a amiga mais velha.
Quando Andressinha chegou à cidade, Nath foi seu norte: “Eu fui num cego, sem saber o que ia fazer da minha vida, o que seria dali para frente. Mas acabou que Deus colocou a Nati no meu caminho assim que eu cheguei a São Paulo.”
O início da dupla foi “natural”: “Nossas primeiras músicas a gente escreveu do nada. A gente estava em casa, colocamos um beat da internet e começamos a escrever sobre as nossas vivências. Assim fizemos ‘Gelo No Copo’ e ‘Baby o Que Cê Quer de Mim?'”, conta Nath.
Hyperanhas
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O nome da dupla já estava pronto. “A gente se conheceu numa casa em que eu morava com outra amiga, que já tinha esse nome de ‘Hyperanhas House’.”
“A gente deu esse nome de ‘brisa’, de falar que somos mulheres empoderadas, que a gente é piranha, mas a gente tem o nosso próprio ‘hype’, o nosso próprio dinheiro e a nossa própria autonomia. E se ser piranha é ser isso, tá tudo bem, nós somos piranhas mesmo”, diz Nath.
“Como a gente escreveu nossas músicas lá (na casa) e nos conhecemos lá, quando a gente foi colocar o nome, falou: nada mais justo do que Hyperanhas”, conclui a MC.
Hyperanhas
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“Gelo no copo” saiu em 2019 e foi um sucesso instantâneo – até hoje o maior delas, com 28 milhões de views no YouTube. Era uma época no Brasil que crescia a cena de trap, o estilo de batidas arrastadas e versos hedonistas que saiu do sul do EUA e virou o subgênero mais pop do rap.
Os ídolos do trap descrevem de um jeito meio anestesiado um mundo de festas, sexo, drogas e ostentação. Se a maioria masculina de MCs pode, as Hyperanhas não se reprimem. “Você vagabundo, eu semi-dama / Gelo no copo / Brisa na mente / Brilho nos dentes”, elas cantam em “Gelo no copo”
Elas também mergulharam de cara numa particularidade do trap brasileiro: a mistura frequente com o funk. “Na estética eles falam da ostentação da superação… Eles caminham muito lado a lado. Se você atingir um público do funk consegue atingir o do trap”, ensina Andressinha.
Hyperanhas
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Elas trombaram com machismo, mas dizem que “de um tempo para cá isso vem mudando e as mulheres estão se impondo e conseguindo entender o seu valor”. De todo jeito, o caminho ainda é longo para um trap igualitário. Andressinha, mordaz, tem uma explicação pra esse problema
“Tem vários homens que só se dizem hétero na hora de se relacionar com mulheres, porque fora disso, as únicas pessoas que eles admiram são outros homens.”
Hyperanhas
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A barreira não é só de gênero. As Hyperanhas representam uma música criada e consumida na periferia urbana, muito popular e influente no pop brasileiro, mas pouco presente em grandes festivais. Elas esperam que essa edição do Lolla ajude a abrir estas portas em outros eventos.
“Acho que é um certo tipo de preconceito…”, diz Andressinha. “… com cultura da periferia”, completa Nath, como se elas estivessem compondo em tempo real.
“Exatamente,” continua Andressinha. “Vem muito da galera talvez não não querer esse público num festival grande. Eu acho isso, para ser sincera, extremamente ‘zoado’. Porque os sons que estouram de verdade têm muita força das periferias, da galera ‘da quebrada’.”
“Se estiver tocando na favela, o Brasil inteiro vai ouvir, os playboys vão ouvir. Acho que falta nos festivais essa cultura, até como forma de gratidão.”
VÍDEOS: O QUE ESPERAR DE TODOS OS SHOWS DO LOLLA

Fonte: G1 Entretenimento

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‘BBB22’: Douglas Silva, Eliezer e Laís formam sexto paredão


Formação aconteceu na noite deste domingo (20). Trio disputa permanência na casa na terça-feira (22). Douglas Silva, Eliezer e Lais no nono Paredão
Globo
Douglas Silva, Eliezer e Laís estão no nono paredão do “BBB22”. A formação aconteceu na noite deste domingo (20).
Clique aqui para votar
Em dinâmica com os eliminados na quinta-feira (18), Gustavo foi o primeiro escolhido para ir para o paredão.
Laís foi parar na berlinda neste domingo por uma indicação direta do líder da semana, Arthur Aguiar. No contragolpe, a médica decidiu indicar Douglas Silva. Já Eliezer foi o mais votado da casa.
Na prova bate-volta, de sorte, Gustavo venceu e escapou do paredão.
O nono eliminado será conhecido no programa de terça-feira (22).

Fonte: G1 Entretenimento

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Fagner e Renato Teixeira lançam o segundo single do álbum ‘Naturezas’


♪ Gravado em novembro de 2021, o primeiro álbum de Renato Teixeira com Raimundo Fagner, Naturezas, tinha lançamento previsto para este mês de março de 2022, mas acabou adiado para o segundo trimestre do ano.
No entanto, um single entrou em rotação na sexta-feira, 18 de março, em edição da gravadora Kuarup, com a gravação da música Eu comigo mesmo, uma das oito parcerias dos artistas que compõem o repertório essencialmente inédito e autoral do disco.
Eu comigo mesmo é o segundo single do álbum Naturezas. O primeiro single foi lançado em 17 de dezembro com o registro da canção Tocando em frente (1990), feito pelos cantores com a participação de Almir Sater, parceiro de Renato Teixeira na composição da música apresentada na voz de Maria Bethânia.
Capa do single ‘Eu comigo mesmo’, de Renato Teixeira e Fagner
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Vanguart reforça onda de tributo a Tom Zé com o single ‘Amar’


♪ Música de Tom Zé, apresentada pelo autor no fecho do álbum The hips of tradition – The return of Tom Zé (1992), disco que marcou há 30 anos a reinserção do artista baiano no mercado fonográfico, Amar ganha o toque da banda Vanguart. O trio mato-grossense registrou Amar para o tributo Uma onda para Tom Zé, idealizado por Patrícia Palumbo.
Editada em single posto em rotação na sexta-feira, 18 de março, a gravação de Amar pelo Vanguart foi feita por Fernanda Kostchak (violino), Helio Flanders (voz, violão e piano rhodes) e Reginaldo Lincoln (voz, baixo, violão de 12 cordas e bateria) com o toque de Fabio Pinczowski (violão e órgão) em produção musical assinada por Pinczowski com Vanguart.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ludmilla evoca MC Beyoncé no título de EP em que canta funk com Akon


Cantora anuncia o lançamento de ‘Back to Be’, disco com seis músicas inéditas. ♪ O título do EP que Ludmilla lança na quarta-feira, 23 de março, Back to Be, alude ao nome artístico com que a artista fluminense entrou em cena há dez anos. Entre 2012 e 2013, Ludmilla era MC Beyoncé, assim batizada em referência à cantora norte-americana Beyoncé Knowles.
“Resgatar as nossas raízes é fortalecer os nossos passos. É impossível comemorar 10 anos de carreira sem resgatar a MC Beyoncé, que fez tudo isso acontecer. Ela tá voltando com tudo e no ritmo que a gente gosta”, anunciou Ludmilla nas redes sociais da artista ao noticiar o lançamento do EP.
Com seis músicas, o EP Back to Be evoca esse tempo em que a MC batalhava por lugar no mundo do funk. Aos dez anos de carreira, já entronizada como uma das rainhas do gênero, Ludmilla lança disco em que canta com o rapper norte-americano Akon uma das seis músicas de Back to Be, Putaria. O encontro de Ludmilla com Akon aconteceu em 2021, em estúdio de Los Angeles (EUA).
Foi comigo, Oh Bruna, Ai Maria e Downtown são outras músicas do EP Back to Be.

Fonte: G1 Entretenimento

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Nora Ney, voz noturna dos fracassados no amor, tem centenário de nascimento ignorado pelo Brasil


Cantora, que hoje faria 100 anos, está imortalizada pelo tom interiorizado com que difundiu sambas-canção como ‘Ninguém me ama’ em discografia que teve apogeu na década de 1950. ♪ MEMÓRIA – Quando Maria Bethânia reavivou Bar da noite (Bidu Reis e Haroldo Barbosa, 1953) no show Claros breus (2019), em lembrança perpetuada no álbum Noturno (2021), somente os ouvintes mais antenados sabiam que o samba-canção tinha sido apresentado ao Brasil em julho de 1953 na voz de Nora Ney.
Na certidão de nascimento, Nora Ney era Iracema de Souza Ferreira (20 de março de 1922 – 28 de outubro de 2033), cantora carioca que faria 100 anos neste domingo e cuja carreira fonográfica completa 70 anos em 2022.
O Brasil parece ter esquecido o centenário dessa cantora que marcou época nos anos 1950 como a voz noturna dos fracassados no amor. Uma voz grave de contralto que ajudou a popularizar o samba-canção com interpretações que, na contramão do estilo grandiloquente da maioria dos cantores do gênero, expressava o melodrama e as dores de amor em tons mais interiorizados, quase como se estivesse recitando, e não dizendo, os versos desiludidos dos poetas da música.
Pesquisadores musicais costumam destacar o fato de ter sido Nora Ney a primeira intérprete a gravar um rock no Brasil. De fato, em 1955, Nora gravou o seminal rock’n’roll Rock around the clock (Max Freedman e James Myers, 1954) – petardo disparado na voz do cantor norte-americano Bill Haley (1925 – 1981) no ano anterior – no original em inglês, ainda que a versão tivesse sido apresentada com o título em português de Ronda das horas no disco editado em dezembro daquele ano de 1955.
Contudo, em que pese esse fato tão curioso quanto acidental, Nora Ney passou mesmo para a história da música brasileira como intérprete refinada de sambas-canção como Menino grande (1952), joia de ternura antiga com o qual a cantora estreou em disco em 1952, há 70 anos, apresentando o compositor pernambucano Antônio Maria (1921 – 1964).
De Maria, Nora lançaria ainda no mesmo consagrador ano de 1952 outro blockbuster, Ninguém me ama (1952), samba-canção composto por Maria com o parceiro Fernando Lobo (1915 – 1996). O canto íntimo e quase sussurrante de Nora Ney a credenciava para dar voz a essas músicas vocacionadas para serem ouvidas no escurinho esfumaçado das boates e bares, redutos de mágoas afogadas em álcool.
Nora Ney em capa de álbum de 1958
Reprodução
É nesse universo que se ambienta De cigarro em cigarro, samba-canção de Luiz Bonfá (1922 – 2001) apresentado na voz de Nora Ney em disco de 78 rotações editado em março de 1953. Que outra voz era mais talhada para ruminar a impaciência e o ressentimento entranhados em Aves daninhas (1954), samba-canção de Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974), compositor cuja obra é pote-até-aqui-de-mágoa?
No áureo início de carreira fonográfica, Nora Ney também teve a voz veiculada em filmes como Carnaval Atlântida (1953) e Carnaval em Caxias (1954), como era praxe em época em que o cinema era também a plataforma audiovisual da música. E, seguindo o protocolo da época, também foi cantora do rádio.
Finda a década de 1950, marcada em 1958 pela revolução da Bossa Nova, a discografia de Nora Ney perdeu impulso. Talvez porque a cantora não tenha renovado o repertório com o fim da era de ouro do samba-canção.
Nora chegou a gravar um ou outro álbum, caso de Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor (1972), no qual deu voz a dois sambas amargurados de Nelson Cavaquinho (1911 1986) e Guilherme de Brito (1922 – 2006), entre revisitações do cancioneiro que lançara na primeira metade dos anos 1950.
A rigor, Nora Ney pareceu ter ficado musicalmente presa a um passado de glória, o que a impediu de alçar outros voos artísticos ao fim da era áurea. E assim foi até a cantora sair de cena em 2003, aos 81 anos.
Como esse passado é tão forte, a voz de Nora Ney está imortalizada na história da música popular do Brasil, país que jamais deveria deixar passar em branco o centenário de nascimento dessa memorável voz dos fracassados no amor.

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 ouviu #186 – Como será o Lollapalooza? Uma prévia do festival na voz dos artistas


Ouça guia do festival que acontece do dia 25 a 27 de março em SP em entrevistas com Foo Fighters, Black Pumas, Pabllo Vittar, Marina Sena, Gloria Groove, Alessia Cara, Fresno e outras estrelas do evento. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Foo Fighters vieram ao Brasil cinco vezes de 2001 pra cá; relembre em FOTOS


Banda comandada pelo vocalista Dave Grohl fez a estreia no país durante o Rock in Rio III, em 2001, e voltou a se apresentar anos depois com mais frequência. O vocalista Dave Grohl, do Foo Fighters, no Rock in Rio 3, em 2001, e na edição de 2019
L.C. Leite/Estadão Conteúdo/Arquivo; Marcelo Brandt/G1
O Foo Fighters não foi atração principal em sua primeira visita ao Brasil. No Rock in Rio 2001, eles abriram para o R.E.M. Onze anos e quatro discos depois, a moral era outra, como bem lembrou o g1 na retrospectiva de shows da banda no país.
No aquecimento dos fãs para a nova vinda da banda ao Brasil, relembre as passagens do grupo de Dave Grohl e Taylor Hawkins por aqui nesta galeria:
Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters, no Rock in Rio 2019
Marcelo Brandt/g1/Arquivo
Foo Fighters tocam no Rock in Rio 2019
Marcelo Brandt/g1/Arquivo
Dave Grohl abraça Júnior Bass Groovador nos bastidores do Rock in Rio 2019
Reprodução/TV Globo
Foo Fighters se apresentam como headliners do Rock in Rio 2019, em setembro daquele ano
Marcelo Brandt/g1/Arquivo
Dave Grohl acena para o público durante primeira apresentação do Foo Fighters em SP na turnê de 2018 pelo Brasil
Fábio Tito/g1/Arquivo
Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters, durante primeiro show da banda em São Paulo na turnê que passou pelo Brasil em fevereiro de 2018
Fábio Tito/g1/Arquivo
Fãs vibram com apresentação do Foo Fighters em fevereiro de 2018 em São Paulo
Fábio Tito/g1/Arquivo
Dave Grohl faz solo de guitarra durante primeira apresentação do Foo Fighters em SP na turnê de 2018 pelo Brasil
Fábio Tito/G1
Pat Smear, guitarrista e um dos fundadores do Foo Fighters, durante show da banda em São Paulo em fevereiro de 2018
Fábio Tito/g1/Arquivo
Fã com tatuagem do Foo Fighters aguarda apresentação da banda em SP em 2018
Fábio Tito/G1
Rami Jaffee, tecladista do Foo Fighters, durante show da banda em SP em 2018
Fábio Tito/G1
Com o baterista Taylor Hawkins ao fundo, Dave Grohl comanda o público do Foo Fighters durante show da banda no Estádio do Morumbi, em São Paulo, em janeiro de 2015
Fábio Tito/g1/Arquivo
Taylor Hawkings, baterista do Foo Fighters, durante show da banda no Estádio do Morumbi, em São Paulo, em janeiro de 2015
Fábio Tito/g1/Arquivo
Nate Mendel, baixista do Foo Fighters, durante show da banda no Estádio do Morumbi, em São Paulo, em janeiro de 2015
Fábio Tito/G1
Dave Grohl, do Foo Fighters, durante show no Morumbi, em São Paulo, em janeiro de 2015
Fábio Tito/g1/Arquivo
Dave Grohl durante show do Foo Fighters em Porto Alegre em janeiro de 2015
Duda Bairros/Time For Fun
Taylor Hawkins e Dave Grohl durante show do Foo Fighters em Porto Alegre em 2015
Duda Bairros/Time For Fun/Divulgação
Público curte o show do Foo Fighters em Porto Alegre em janeiro de 2015
Duda Bairros/Time For Fun/Divulgação
Dave Grohl durante show do Foo Fighters em Porto Alegre em janeiro de 2015
Duda Bairros/Time For Fun/Divulgação
Dave Grohl durante show do Foo Fighters no Lollapalooza 2012, em São Paulo
Flavio Moraes/g1/Arquivo
Foo Fighters canta com Joan Jett no Lollapalooza 2012
Reprodução/TV Globo
Dave Grohl durante show do Foo Fighters no Lollapalooza 2012, em São Paulo
Flavio Moraes/g1/Arquivo
Dave Grohl durante show do Foo Fighters no Lollapalooza 2012, em São Paulo
Flavio Moraes/g1/Arquivo
O vocalista e guitarrista Dave Grohl, do Foo Fighters, durante a apresentação do grupo no festival Rock in Rio III, no Palco Mundo da Cidade do Rock, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, em janeiro de 2001. Ao fundo, o baterista Taylor Hawkins
Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo
O vocalista e guitarrista Dave Grohl, do Foo Fighters, durante a apresentação do grupo no festival Rock in Rio III, no Palco Mundo da Cidade do Rock, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, em janeiro de 2001. Ao fundo, o baterista Taylor Hawkins
Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo

Fonte: G1 Entretenimento

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Funk no Lolla: WC no Beat diz que show com Kevin o Chris vai ‘quebrar barreira’ dos festivais


DJ capixaba de ‘trapfunk’ vai comandar show com vários MCs e diz que o estilo tem que ter mais destaque nos festivais brasileiros: ‘Todo mundo lá fora olha para cá a vê uma notoriedade no funk’. WC no Beat, Kevin o Chris, Haikaiss, PK, Felp 22, MC TH e Hyperanhas no Lolla: como será
Um portal vai se abrir no dia 26 de março, no Autódromo de Interlagos, quando o capixaba WC no Beat começar a tocar suas batidas que misturam rap e funk no Lollapalooza. Será só o começo, defende o DJ, da invasão funkeira e da valorização do estilo nos grandes festivais do país.
Ele tem um bonde reforçado para essa missão. O show tem participações dos funkeiros e rappers Kevin O Chris, Haikaiss, PK, Felp 22, MC TH e Hyperanhas. Saiba mais sobre o show no vídeo acima.
Veja a programação completa com horários do Lollapalooza 2022
O Lollapalooza tem uma curiosa história de funkeiros infiltrados a convite das estrelas gringas, e não do próprio evento. Em 2016, MC Bin Laden foi ovacionado com “Tá tranquilo, tá favorável” com Skrillex e Diplo. Em 2019, Kevin O Chris transformou Interlagos num Baile da Gaiola com Post Malone.
Por que são os artistas gringos que trazem o funk a festivais?
Agora que o festival abre finalmente o espaço próprio, WC no Beat não quer desperdiçar a chance. Ele falou ao g1 logo depois de um dia inteiro de ensaios com os convidados.
Vai ser tudo cronometrado e frenético, ele garante. “Não vai parar, tem time para um show ‘diretão’. Vai ser bem dinâmico , com as músicas que todo mundo conhece de cada artista dentro do set, vai ficar uma parada pesada e gigantesca”, ele se empolga.
WC no Beat
Divulgação / YouTube do artista
WC no Beat: técnico de ‘trapfunk’
Weslley Costa tem 26 anos e foi um pioneiro na mistura do funk com o trap – o estilo mais arrastado e “chapado” que veio do sul dos EUA. O pai do “trapfunk” brasileiro teve a sacada de misturar ídolos dos dois estilos, como vai fazer no palco do Lolla.
Ele comandou times de hits como “Meu Mundo”, com Cabelinho, PK, Mc Hariel e Orochi , “Deixa”, com MC TH e Xamã, “Repara”, com Rebecca e Kevin O Chris, “Sensacional”, com Matuê, Cacife Clandestino, Nego do Borel e Kevin o Chris e “Nossa Que Isso”, com Djonga, Karol Conká, MC Rebecca e MC Rogê.
O tem bastante espaço no Lolla há vários anos. Em 2022, há ídolos do trap como o cearense Matuê e o americano ASAP Rocky. WC acredita que esse é o destino do funk. “Todo mundo lá fora olha para cá a vê uma notoriedade no funk”, ele diz.
“No nosso próprio país ele ainda é marginalizado”, ele lamenta. “Mas é uma questão de tempo, porque a gente vê os números e vê que ele quebrou barreiras. O funk movimenta muita coisa, assim como o sertanejo ou o próprio trap”.
“Todo mundo canta, é uma parada que tá no coração, na mente, na nossa raiz. A gente sabe que a parada criminalizada. Mas, ao mesmo tempo, gera muita coisa. Ao trazer isso para um festival a gente vê que, querendo ou não, a gente está quebrando barreiras”.
VÍDEOS: SAIBA O QUE ESPERAR DE TODOS OS SHOWS DO LOLLA 2022

Fonte: G1 Entretenimento