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Festival Turá anuncia line-up com Zeca Pagodinho, Duda Beat e Alceu Valença


Novo festival de música brasileira acontece nos dias 2 e 3 de julho no Parque Ibirapuera, em SP. Vendas começam nesta quarta-feira (16). Turá, novo festival em SP, anuncia line-up com Zeca Pagodinho, Duda Beat e Alceu Valença
Divulgação/ Guto Costa; Divulgação/FernandoThomaz; Divulgação/LeoAversa
Turá, o novo festival produzido pela produtora T4F, receberá shows de Zeca Pagodinho, Marina Sena, Duda Beat e Alceu Valença.
A primeira edição do evento está marcada para os dias 2 e 3 de julho, no gramado do Auditório do Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Dedicado à música brasileira, o festival vai ter mais de vinte artistas na programação dos dois dias.
Por enquanto, foram anunciados Alceu Valença, Baco Exu do Blues, BaianaSystem, Banda Baby, Duda Beat, Emicida, Illy, Lagum, Luísa e os Alquimistas, Marina Sena, Mart’nália, Roberta Sá, Xamã e Zeca Pagodinho.
As vendas começam nesta quarta-feira (16), no site oficial, com ingressos a partir de R$ 120.
Programação do Turá por dia
Sábado, dia 2 de julho
Emicida
Zeca Pagodinho
Duda Beat
Lagum
Xamã
Roberta Sá
Domingo, dia 3 de julho
Baiana System
Alceu Valença
Baco Exu do Blues convida Marina Sena & Illy
Mart’nália
Luísa e os Alquimistas
Baby
Festival Turá vai acontecer pela primeira vez em SP em julho; evento é dedicado à música brasileira
Reprodução/Twitter

Fonte: G1 Entretenimento

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Duo Música de Interior faz ressoar ‘Velha viola’ ao anunciar o EP ‘Pés na terra’ para 2023


♪ Em cena desde 2019, ano em que começou a percorrer o circuito de festivais, o duo paulista Música de Interior planeja a edição do EP Pés na terra para o primeiro trimestre de 2023.
Antes da edição desse EP que sucede os álbuns Interior (2021) e Música de Interior (2021) na discografia da dupla formada por Aniela Rovani (voz) e Rafael Cardoso (viola caipira, violão e voz), a gravadora Galeão põe no mundo digital um série de singles previstos para serem lançados ao longo de 2022.
O primeiro single, Velha viola, chega ao mercado fonográfico em 25 de março com capa que expõe, na ilustração de Paulo Coruja, a intenção do duo de levar adiante o legado caipira brasileiro que vem passando de geração em geração, ecoando sons de um Brasil rural, ainda apegado às tradições, festas e religiosidades.
Velha viola é música inédita composta por Rafael Cardoso em parceria com Gilson Clemente, tendo sido gravada com produção musical e arranjo do próprio duo. A gravação de Velha viola foi mixada por Edu Rangel e masterizada por Tico Prates.
O duo Música de Interior estende para a música a parceria que o casal Aniela Rovani e Rafael Cardoso já firmaram na vida.
Capa do single ‘Velha viola’, do duo Música de Interior
Arte de Paulo Coruja

Fonte: G1 Entretenimento

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Vyni nega que sente algo a mais por Eli: ‘Era simplesmente uma grande amizade’


Vinicius saiu do ‘BBB22’ com 55,8% dos votos na terça em paredão com Gustavo (39%,51%) e Pedro Scooby (4,62%). Vinicius, o Vyni, participou do ‘Mais Você’ nesta quarta (16) para falar sobre a participação no ‘BBB22’
Reprodução/TVGlobo
Vinicius, o Vyni, participou do “Mais Você” nesta quarta (16) para falar sobre a participação no “BBB22”. Ele foi eliminado do reality com 55,8% dos votos na terça.
Um dos primeiros temas abordados na conversa com Ana Maria Braga foi a relação que o brother estabeleceu com Eli.
Vyni afirmou que foi pego de surpresa ao sair da casa e ver que as pessoas achavam que ele sentia algo pelo designer carioca.
“Depois que saí, vi que existia uma ideia, uma interpretação meio que equivocada da amizade que eu tinha com ela, como se existisse algum tipo de interesse, além da amizade, interesse físico, interesse amoroso”.
“Não ia nada além disso, era simplesmente uma grande amizade que a gente tinha. Sempre faço isso com meus amigos, sempre me entrego demais, isso em tudo”, explicou o cearense.
“Tendo sempre a me entregar de corpo e alma, a me doar, a cuidar muito, ser muito generoso, acolher de verdade e fazer um pouquinho de raiva”.
No entanto, no “BBB”, Vyni chegou a se declarar para Eli há uma semana, no dia 9 de março: “Eu amo você. E eu não espero que você diga de volta. Eu sei que é difícil para você fazer isso. Eu não me sinto mais magoado ou menos pelo fato de você dizer não”.
Eli chorou bastante quando Tadeu anunciou que Vyni estava eliminado.
Oitavo eliminado
Vyni no ‘BBB22’
Reprodução/Globo
Vinicius, o Vyni, foi o oitavo eliminado no paredão do “Big Brother Brasil 22”, com com 55,87% dos votos. A disputa pela eliminação do “BBB22” desta terça-feira (15) tinha ainda Gustavo (39%,51%) e Pedro Scooby (4,62%).
Veja lista completa dos 20 participantes iniciais
O paredão foi formado neste domingo (13). Gustavo foi escolhido por Eliezer, que tinha sido vetado da prova do líder na quinta-feira (10).
Com direito de um contragolpe, o paranaense indicou Vyni. Pedro Scooby completou a disputa por indicação do líder da semana, Lucas.
Douglas Silva, o mais votado da casa, conseguiu escapar na prova bate-volta.
Eliminação da semana passada
Antes de Vinícius, a eliminada da semana passada foi Jade Picon, influenciadora digital que entrou na casa no grupo Camarote. Jade saiu com quase 85% dos votos. Depois de mais de dois meses de confinamento, ela fez um passeio com equipe do Fantástico pelo Rio de Janeiro. Assista à reportagem no vídeo abaixo:
Jade Picon recebe o Fantástico em casa, revela sua torcida no BBB e fala sobre o sonho de ser atriz
Vinicius no ‘BBB22’
Reprodução/Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Após retorno aos palcos, Calcinha Preta relança música ‘Paulinha’ para homenagear a artista


A canção, criada através da carta de um fã após o anúncio do primeiro casamento de Paulinha Abelha, foi um marco para a banda. Nova versão de ‘Paulinha’ será lançada pela Calcinha Preta
Divulgação
Uma nova versão da música ‘Paulinha’ será relançada pela banda Calcinha Preta, nesta quinta-feira (17), em áudio e vídeo, como forma de homenagem à artista que dá o nome à canção. Paulinha Abelha morreu no dia 23 de fevereiro, em decorrência de meningoencefalite, hipertensão craniana, insuficiência renal aguda e hepatite.
A novidade estará em todas as plataformas digitais e trará imagens inéditas da artista com a banda, em um show gravado em Belém. De acordo com o empresário da banda, DiAssis, o DVD completo do show deve ser lançado entre o fim de março e o início de abril.
A música, criada através da carta de um fã após o anúncio do primeiro casamento de Paulinha, foi um marco para a banda. Sob o refrão “Paulinha, me diz o que eu faço…”, cantado pelo colega Daniel Diau, a artista desfilava com visual de gala e cabelo esvoaçante.
A canção foi entoada repetidamente por familiares, amigos e fãs durante a despedida à cantora em Sergipe.
Outra forma de lembrar a cantora foi mudar a logo da banda, acrescentando, uma abelha e o bordão criado pela artista ‘Como não amar’.
Banda Calcinha Preta tem logomarca em homenagem à Paulinha Abelha
Divulgação/Banda Calcinha Preta/Arquivo
Retorno aos palcos
A Calcinha Preta retornou aos palcos no último dia 11, na cidade de Mata Roma, no Maranhão. No dia seguinte, se apresentaram em Palmares (PE). Os shows foram marcados por homenagens à Paulinha Abelha.
“A banda está voltando ao ritmo aos poucos e fazendo show por todo o Brasil. Nesse fim de semana estaremos em Pernambuco e Rio Grande do Norte. Tem sido emocionante e muito difícil, mas ao mesmo tempo, quando a gente sabe que era aquilo que ela gostava de fazer, estar com o público, superamos a dor”, diz DiAssis.
Show da banda Calcinha Preta em Mata Roma (MA)
Daved Ferreira/Assessoria da banda
Quem foi Paulinha Abelha
Quem é Paulinha Abelha, vocalista da Calcinha Preta
Paulinha Abelha teve uma trajetória de idas e vindas na banda e se consagrou como voz importante do forró eletrônico e ajudou a renovar o ritmo no Calcinha Preta.
Ela foi uma das maiores vozes do forró eletrônico ao cantar na banda por quase 20 anos.
O movimento que renovou o forró com uma roupagem pop há três décadas não seria o mesmo sem o poder de hinos como “Você Não Vale Nada”, “Louca Por Ti” e “Ainda Te amo”.
Natural de Simão Dias, em Sergipe, Paula de Menezes Nascimento Leça Viana começou a cantar ainda na infância em bandas do interior do estado. Ela fez parte dos grupos Flor de Mel e Panela de Barro.
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Veja FOTOS da carreira de Paulinha
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O destaque nacional passou a acontecer quando ela entrou para a Calcinha em 1998 e se tornou umas das principais vozes do grupo.
A história na banda teve idas e vindas, mas começou no final dos anos 90, quando o empresário Gilton Andrade a descobriu.
Paulinha Abelha se apresenta com a Banda Calcinha Preta
Ela teve três passagens pela Calcinha Preta. Entrou em 1998 e ficou por 12 anos, período de maior sucesso do grupo, quando gravou os hits “Você Não Vale Nada”, “Louca Por Ti”, “Ainda Te amo” , “Baby Doll” e “Liga Para Mim”.
Paulinha saiu para tentar projetos com outros integrantes da Calcinha em 2010, mas não teve grande destaque na cena do forró. Ela voltou em 2014, mas ficou só dois anos.
Desde 2018, ela estava à frente da banda com Silvânia Aquino, Bell Oliver e Daniel Diau. Paulinha participou do Podcast g1 ouviu para falar sobre os 30 anos do forró eletrônico; ouça abaixo.
A Calcinha Preta gravou um DVD de 25 anos em fevereiro de 2020 e retornava à rotina de shows após meses sem apresentações por conta da pandemia.
Até a internação de Paulinha no dia 11, o último compromisso do grupo foi a gravação do podcast Podpah, em São Paulo, no dia 8 de fevereiro.
Carta de fã virou música
No meio de tantos sucessos, “Paulinha” é uma das músicas que mais marcam a cantora sergipana.
“Paulinha, me diz o que é que eu faço? Paulinha, por que se casou?”, são versos cantados por Daniel Diau.
A letra é uma carta de um fã logo após a cantora se casar. Ela contou a história no podcast g1 ouviu sobre forró eletrônico.
“Essa música é de 2007, eu era recém-casada. O fã mandou uma carta e o empresário teve essa ideia de fazer uma versão. Na verdade, é paródia, mas a gente chama de versão”, contou Paulinha.
A música é uma versão de “Without You”, da Mariah Carey, seguindo uma tendência forte no forró da época de criar versões brasileiras para hits internacionais.
Além dessa, a Calcinha Preta fez “Como fui me apaixonar”, a partir de “Halo”, da Beyoncé, e “Louca por Ti”, de “Dust in the Wind”, do Kansas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Pintura de Francis Bacon com papa gritando é exibida pela primeira vez


Artista criou a pintura, conhecida como ‘Paisagem com Papa/Ditador’ em 1946, quando vivia em Mônaco. Assistente de galeria do lado de quadro de Francis Bancon em Londres
Reuters/Hannah McKay
Um quadro de Francis Bacon de um papa gritando, considerado o primeiro de uma série de representações papais do artista, entrou em exibição em Londres nesta terça-feira (15), a primeira vez que a obra de arte foi exposta ao público.
O artista de Dublin criou a pintura, conhecida como “Landscape with Pope/Dictator” (Paisagem com Papa/Ditador) em 1946, quando vivia em Mônaco.
Ele mostra uma pessoa em imagem borrada, com a boca aberta, vestindo um barrete, tradicional chapéu dos clérigos católicos, e camisa e gravata, combinação comum a políticos. Um microfone está à sua frente, com flores abaixo.
A galeria de arte Gagosian, que está mostrando a obra na Davies Street de Londres, disse que é o “primeiro tratamento de Bacon da imagem papal”. Ela ficará em exibição até 23 de abril.
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“Aqui temos uma espécie de figura híbrida de um tipo de imagem papal clériga, mas ao mesmo tempo, vestida com gravata e terno seculares”, disse o diretor e curador da galeria Gagosian, Richard Calvocoressi.
“Então a fusão dessas duas figuras de autoridade… de um lado o papa, do outro lado, o ditador, a figura autoritária, é algo que ele buscou e seguiu… por mais 20 anos, voltando a essa ideia.”
A pintura foi recentemente descoberta quando o historiador da arte britânico e curador Martin Harrison compilou um catálogo do trabalho de Bacon. A lista foi publicada em 2016.

Fonte: G1 Entretenimento

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Quem é Diebedo Francis Kere, ganhador do Pritzker 2022, considerado o ‘Nobel da arquitetura’


Primeiro negro a receber o prêmio, Kere é conhecido por construir escolas e centros de saúde em países como Moçambique, Quênia e Togo. Diébédo Francis Kéré
Odd Andersen/AFP
O prêmio Pritzker, a mais alta distinção do mundo da arquitetura, foi entregue, nesta terça-feira (15), ao arquiteto burquinês Diebedo Francis Kere, anunciaram os organizadores. Ele é a primeira pessoa negra a receber o prêmio.
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Kere foi premiado pelos seu desenhos “pioneiros” que são “sustentáveis para a Terra e para seus habitantes em terrenos de extrema escassez”, disse Tom Pritzker, presidente da la Hyatt Foundation que patrocina o evento.
Com dupla cidadania de Burquina Faso e Alemanha, Kere é o 51º recebedor do prêmio.
Conhecido por construir escolas, centros de saúde, habitações, edifícios e espaços públicos em muitos países da África, entre eles Benin, Burquina Faso, Mali, Togo, Quênia, Moçambique e Sudão.
“É tanto um arquiteto como um servidor, pois melhora a vida e as experiências de inúmeros cidadãos em uma região do mundo, às vezes, esquecida”, disse Pritzker.
O texto acrescenta que Kere “empodera e transforma as comunidades por meio da arquitetura”, desenhando edifícios “onde os recursos são frágeis e a colaboração é vital”
“Por meio do seu compromisso com a justiça social e o uso inteligente de materiais locais para conectar-se e responder ao clima natural, trabalha em países marginalizados cheios de limitações e adversidades, onde a arquitetura e a infraestrutura estão ausentes, disse os organizadores.
Kere foi elogiado por um projeto para uma escola primária em Burquina Faso e realizou exposições individuais nos museus de Munique e Filadélfia.
Também foi um dos arquitetos que trabalhou no Museu Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho de Genebra.
Em 2017, Kere se consagrou como o primeiro arquiteto africano a desenhar um painel temporário no Hyde Park de Londres, uma prestigiosa tarefa que um arquiteto de fama mundial assina a cada ano.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jão: ídolo do ‘pop sofrência’ chega ao Lolla no auge e com ‘Idiota’ no alto das paradas


Conheça a trajetória do artista que lota shows solo e agora estreia no festival, cantando amor livre com ecos de Cazuza a ‘N Sync. Quem é Jão e como será o show no Lollapalooza 2022
Jão tem lotado os shows da turnê do seu 3º álbum, “Pirata”. Um dos artistas pop brasileiros que mais vende ingressos hoje enfrenta agora outro teste, diante de uma plateia que não tem só seus fãs aguerridos: o festival Lollapalooza. Ele leva como trunfo a música “Idiota”, em alta nas paradas atuais.
Fazer música pop simples, redondinha, pode ser uma tarefa mais espinhosa do que parece. João Vitor Romania Balbino, 26 anos, reduziu o nome artístico para Jão e lançou três álbuns com um pop emotivo que rendeu contrato com gravadora e fãs dedicados.
Antes de lançar o terceiro, “Pirata”, ele apontava ao podcast g1 ouviu um álbum um pouco mais leve, menos sofrido, com influência de ‘N Sync na faixa “Coringa”.
Ele também contou ao podcast já se “intoxicou” em reuniões buscando uma fórmula fácil de sucesso na música “Louquinho”. ‘Por que estou cantando essa b*sta?’ ele se perguntou. Hoje, tenta usar a lição aprendida: “Para fazer sucesso, funciona quando sou direto e verdadeiro”. Ouça snsico.
Trajetória de Jão
A verdade passa pela pequena América Brasiliense, no interior de SP. Lá, Jãozinho ouvia Marisa Monte e se imaginava no palco. Ele tinha desejos simples (como uma internet a cabo que a cidade não tinha) e lunáticos (como ir para os EUA vender açaí). Acabou indo para a São Paulo estudar publicidade.
Essa figura do cara de fora, que nunca se encaixou direito, está em letras amargas dos primeiros discos (“Me sinto só desde criança, mesmo com gente ao meu redor”, ele canta em “Monstros”). Isso ajudou fãs a se identificarem com ele, mas deixou Jão numa espécie de limbo no pop brasileiro.
O som até lembra o de artistas que ganham terreno no meio da monocultura sertaneja das rádios. Mas ele não está nem na turma “good vibes”, na nova MPB levinha de Melim e Anavitória, nem entra na dança do “pop pistão”, como ele diz, de Pabllo Vittar, Luisa Sonza e outras.
Nesse perfil difícil de encaixar também está a bissexualidade estampada em cenas de romances com homens e mulheres nos clipes. No início da carreira, a conversa sobre o assunto foi truncada.
Jão (ao fundo) no clipe de ‘Coringa’
Divulgação
No fim de 2018, saiu o clipe de “Me beija com raiva”, cheio de tensão sexual com um homem. Mas fãs criticaram a falta da cena do beijo citado no título . “Se tem beijo: oooo pink money. Se não tem beijo: ooooo arregão. AAAA me deixa fazer meus clipes caral*o”, ele escreveu com raiva no Twitter.
Atritos à parte, há também uma expectativa da indústria musical pelo seu sucesso, como mostra a escolha do cantor para homenagear Cazuza, um dos seus ídolos, no último Prêmio Multishow.
VÍDEOS: CONHEÇA TODAS AS ATRAÇÕES DO LOLLAPALOOZA 2022
Hoje, Jão está mais calmo, sem o desejo “tóxico” pela fórmula pop nem preocupação em se encaixar. “Estou muito bem em transitar sozinho”, diz. Mas quem ouve “Coringa” entende que ele continua em busca da batida pop perfeita.
Jão no clipe de ‘Coringa’
Divulgação
Ele admite que ser verdadeiro não significa “não pensar no mainstream, não pensar no sucesso e não pensar em rádio”. O caminho para o sucesso, no fim das contas, é uma corda bamba na qual ele já tem mais habilidade em caminhar após tombos e êxitos, que ele descreveu ao G1. Leia o resumo abaixo:
G1 – Em ‘Coringa’ você parece mais leve, assim, menos ácido. É só impressão?
Jão – Não é impressão. É uma boa perspectiva. É um retrato de como me sinto. Calhou que os dois primeiros discos foram mais ácidos. Acho que estou me sentindo mais confortável, mais dono do meu lugar na música, mais confiante, certo do que estou cantando, gravando, produzindo.
G1 – E com essa confiança, conta na prática como foi a criação da música.
Jão – Cantei em cima de um beat que criei. Era mais latino. Quando levei aos produtores, a gente ainda estava num momento de entender a sonoridade e os caminhos do disco. Eu e o Zebu [que já produziu Pabllo Vittar, Luiza Sonza e mais] sempre quisemos fazer uma música com inspiração anos 2000.
É uma era que eu gosto muito, a explosão da música pop do novo milênio, do começo dos anos 2000. A gente sempre tentou encaixar em alguma música. Ele sempre mandava uma música do ‘N Sync, e falava: vamos fazer uma assim. Calhou que foi “Coringa” (ouça no podcast a construção da faixa).
Capa do single ‘Coringa’, de Jão
Divulgação
G1 – Você mesmo faz a base para suas demos?
Jão – Faço. Quando comecei não tinha estrutura nenhuma nem ajuda de ninguém. Estava cansado de ficar procurando beat na internet. Então tive que aprender na marra a produzir minhas coisas.
Foi muito importante para mim. Quando me deparei com um estúdio pela primeira vez, e entrei em contato com músico, com produtor, já estava muito mais familiarizado. Sei muito mais o que quero para a minha música por conta disso.
(“Coringa”) era um pouco mais para baixo. Eu queria que fosse mais para cima e não sabia como chegar nesse lugar, porque eu não queria que ela fosse uma música de balada, de pista. Mas que fosse uma música pop “up”. É sempre um desafio chegar nesse meio termo, sabe?
G1 – O seu som lembra o de outros artistas do “pop good vibes” do Brasil, mas as letras eram mais amargas. “Coringa” não é. Eu queria saber se você consegue se encaixar melhor nesse grupo com essa música. Você vê isso como uma possibilidade dessa música?
Jão – Eu não busco me encaixar nesse grupo. Não busco me encaixar em grupos. Busco fazer o trabalho que reflete melhor o que eu quero dizer e cantar. Sempre me considerei um artista pop, cantei narrativas pop, sonoridades pop. Nuances pop.
Eu não tenho uma gana de me encaixar numa cena ou outra. E não sei se eu estou muito bem dentro ou fora. Acho que é uma mistura de tudo. Eu tenho a minha vertente. E às vezes eu tenho um pouco de sentimento que eu também caminho sozinho.
Tem o “pop pistão”, “pra frentão”, dançante. Tem a galera mais good vibes, MPB. Essa cena é muito bem formada, distinguível. E não sei se eu me encaixo em nem uma e nem outra. Acho que eu transito ali. E estou muito bem em transitar sozinho.
Jão
Divulgação
G1 – Acha que isso te traz um público mais fiel, mas ao mesmo tempo te torna estranho para as rádios?
Jão – Acho que eu sempre soube que seria um desafio. O que eu quis fazer é ser fiel ao que eu queria escrever, e colocar no papel, na produção, na minha música, que eu estivesse sentindo. E calhou que as minhas músicas até então surgiram dessa maneira e eu nunca me impedi de fazer isso.
E quando eu me impedi de fazer isso, quando eu quis me encaixar, quando eu quis me conformar com alguma coisa que eu acho que esperavam de mim, com alguma regra de uma música mais fácil, para mim foi muito frustrante, porque eu me senti completamente… Não gosto da música que eu criei, não acho que me representa. Ficou muito claro para mim.
Mas foi ótimo acontecer porque eu entendi que o meu lugar é ser verdadeiro comigo. Isso não significa não pensar no mainstream, não pensar no sucesso e não pensar em rádio. Inclusive para fazer sucesso, para entrar na rádio, funciona quando eu sou direto e verdadeiro.
Tenho pouco tempo de carreira, ainda não tive uma grande exposição em rádio. Para o tamanho de show que faço, o tipo de fã que tenho, essa galera tão fiel que me acompanha, acho que seria muito diferente se eu tentasse fazer uma música que não fosse verdadeira, ou que fosse menos corajosa.
G1 – É ‘Louquinho’ o single que você achou que não foi muito…
Jão – Sim, exatamente.
Capa do single ‘Louquinho’, de Jão
Reprodução
G1 – Você se sentiu desconfortável depois?
Jão – Eu me senti bem desconfortável até bem antes de lançar.
Eu achei que eu tivesse que fazer uma música mais fácil possível para ser a coisa mais aceita possível. E foi ótimo ela ter acontecido, foi espetacular. Foi quando eu ouvi e falei: que me*da é essa? Por que que eu estou cantando essa b*sta? Por quê? Isso não sou eu. Esse clipe não sou eu.
E isso é muito importante para um artista. Ter esses momentos de lucidez em meio a um trabalho ruim. Aí foi isso, foi uma experiência ótima nesse sentido.
G1 – Você conseguiu fazer um contrato em que você tem controle? Ou tem uma conversa grande para decidir as coisas? Como é a relação com a gravadora (Universal) sendo um artista nesse esquema em que você conseguiu as coisas?
Jão – Tenho liberdade completa para fazer o que eu quiser. Isso para mim é muito importante, um pré requisito. Eu era um pouco arrogante para conversar com gravadora. Deixava bem claro que as coisas tinham que ser do meu jeito. E que se fosse para abraçar o projeto seria dessa forma. Então a galera me apoia demais, dá liberdade para escrever o que eu quero, lançar quando eu quero, fazer o clipe da forma que eu quero, têm bastante confiança nas coisas que eu faço.
G1 – Louquinho’, então, foi uma coisa que você achou que você deveria fazer?
Jão – Exato. Não só achei sozinho, mas estou numa indústria, né? Converso com outras pessoas. Estou no estúdio com outras pessoas, converso com muita gente, tenho contato com muita gente. Tenho reunião com muitas pessoas. Então uma hora isso te intoxica, sabe? Uma hora você começa a tentar entender: o que as pessoas querem de mim, o que toca na rádio, não sei que lá… Qual é a fórmula. E foi nesse caminho que essa música surgiu.
Mas eu não desgosto dela completamente. Hoje eu fiz as pazes com ela. E eu canto no show. E é um dos momentos mais legais até. Eu aceitei que ela existe, que ela é assim mesmo. E a galera também curte. Hoje eu acho engraçado e foda cantar no show.
Blog do Mauro Ferreira (2019): Jão começa a perder a identidade como compositor com o single ‘Louquinho’
G1 – O ‘New York Times’ fez um perfil do Troye Sivan que diz: ‘O cantor de 22 anos esta subindo nas paradas enquanto demonstra que sua orientação sexual faz parte disso e ao mesmo tempo não é a questão’. Você se encaixa nessa geração?
Jão – Acho que sim. Eu nunca defini e nunca foi importante definir o gênero da pessoa com quem eu me relaciono. E eu trato isso com a naturalidade que isso merece ser tratado.
Se você escutar meu trabalho, ver meus clipes, tudo que acontece, sempre foi com muita naturalidade que tratei isso. E meu público entende. Acho que o mundo está entendendo de forma muito mais aberta. É assim que flui minha carreira, minha música, minha arte, minhas letras, e sigo assim.
G1 – Tem uma música sua que eu gosto que é ‘Monstros’, com o verso ‘me sinto só desde criança mesmo com gente a meu redor’. Você tem essa coisa do ‘outsider’.
Jão – Um pouco. Eu sou do interior de São Paulo. Nunca me faltou nada, nunca passei fome nem nada do tipo. Mas foi uma infância muito humilde, sem acesso a muita coisa. Uma cidade de 30 mil habitantes. Então eu me apaixonei por música, por arte. Não lembro quem foram as pessoas que me apresentaram, mas eu não tinha muitas referências.
Eu era meio que a criança que gostava de ouvir música, de jogar. Eu brincava bastante na rua com minha irmã, com meus primos, com meus amigos. Mas eu queria alguém para falar sobre música, sobre arte, sobre criatividade. E não era uma coisa muito explorada nos ambientes onde eu vivia.
A música me trouxe muitos momentos de aprendizado mesmo assim, de sentar no meu quarto e ouvir, entender. Eu queria muito cantar e ser aquelas pessoas. Eu ouvia a Marisa Monte, minha mãe tinha um disco dela. E imaginava ela cantando para uma multidão. Eu queria ser aquilo. Queria entender o que era estar em cima do palco e cantar.
Jão se apresenta no Theatro Pedro II em Ribeirão Preto (SP)
Luan Porto/G1
G1 – Por ser de uma cidade pequena, talvez conservadora, a questão da orientação sexual no começo te fez pensar duas vezes? Te assustou falar sobre isso por causa dessa origem?
Jão – Acho que não era muito sobre sexualidade. Eu saí de casa muito novo. Isso não era tanto uma questão. Eu já me sentia diferente, eu já sabia que essa não definição talvez fosse algo inerente. Mas acho que era mais questão de encontrar uma galera que falasse sobre música e criatividade.
Eu fantasiava as coisas. Assistia filmes sobre pessoas que saíam da cidade pequena e iam para a cidade grande conquistar as coisas. Isso me seduzia muito. Hoje sou apaixonado pelo interior. Vejo referências dentro de mim de música sertaneja que ouvia muito. E de família, de cidade, sinto muita falta. Eu me identifico muito com o interior, com a inocência, com as coisas que aprendi lá.
Mas naquela época, criança, eu falava: eu preciso ir para onde tem internet. Tinha uma época que a internet era só discada. Não tinha chegado ainda o modem na minha cidade.
Acho que na 8ª série encanei que eu queria ir para os Estados Unidos trabalhar como vendedor de açaí, uma coisa assim. Aí eu e um amigo encontramos um site em que a gente se inscrevia para vender açaí nos Estados Unidos. Uma completa loucura.
Eu comprava muito esses discursos de vencer. Batalhar e vencer na vida. Acho que isso criou uma ambição em mim. Eu não encontrava pessoas que tinham essa mesma ambição, sabe?
G1 – Você conseguiu juntar um público grande que se identifica com isso, talvez por ter sentido o mesmo.
Jão – Acho que sim, a identificação é uma parada que move muito as pessoas. Ainda mais quando alguém traduz isso para você. Ah, eu me sinto assim também.
É quando eu me sinto quando ouço algum artista de quem eu gosto e leio algo que ele fala que eu não conseguiria dizer.
Quando as pessoas compareceram aos meus shows cada vez mais, e eu percebia que estava cantando nas mesmas casas do que pessoas que estavam há muito mais tempo que eu na estrada, que são muito mais famosas do que eu, isso validou muito meu trabalho, me deu confiança de continuar fazendo e acreditando.
G1 – Parece que você está mais em paz.
Jão – Estou, eu não vejo a hora de, quando chega a minha folga, ir para a minha casa no interior. Não faço nada, fico só abraçado com a minha mãe, comendo, e é ótimo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ministério da Justiça muda classificação indicativa do filme ‘Como se tornar o pior aluno da escola’


Decisão ocorre após o governo Bolsonaro censurar comédia de 2017 dias após cena viralizar. No trecho, dois meninos são assediados e chantageados por um vilão, interpretado por Fábio Porchat. O ator destacou que o filme é uma ficção, com mocinho e vilão. O Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa da comédia “Como se tornar o pior aluno da escola”, de 2017. Citando “tendências de indicação como coação sexual; estupro, ato de pedofilia e situação sexual complexa”, a recomendação etária passa de 14 para 18 anos. O despacho, assinado pelo secretário José Vicente Santini, foi publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (16).
O texto também recomenda que o filme seja exibido após as 23h em televisão aberta. A nova classificação etária, com os devidos descritores de conteúdo, deve ser utilizada em qualquer plataforma ou canal de exibição de conteúdo classificável em até cinco dias corridos.
A comédia “Como se tornar o pior aluno da escola” foi censurada pelo governo Bolsonaro sob alegação de pedofilia nesta terça-feira (15). A decisão, tomada pelo Ministério da Justiça, foi divulgada depois de a produção ficcional ser atacada por bolsonaristas nas redes sociais por conta de uma cena em que crianças sofrem assédio sexual de um personagem adulto.
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça argumenta que a suspensão busca “a necessária proteção à criança e ao adolescente” e prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento. Em 2017, a pasta havia liberado o filme com a classificação indicativa de não recomendado para menores de 14 anos.
A determinação foi aplicada a Netflix, Globo (dona das plataformas Telecine e Globoplay), Google (YouTube) , Apple e Amazon (veja, abaixo, o que as plataformas disseram).
Ao jornal O Globo, o ator Fabio Porchat – que interpreta o adulto que assedia sexualmente dois alunos de uma escola – ressaltou que o filme é uma peça de ficção.
“Como funciona um filme de ficção? Alguém escreve um roteiro e pessoas são contratadas para atuarem nesse filme. Geralmente, o filme tem o mocinho e o vilão. O vilão é um personagem mau. Que faz coisas horríveis. O vilão pode ser um nazista, um racista, um pedófilo, um agressor, pode matar e torturar pessoas…”, disse.
“Quando o vilão faz coisas horríveis no filme, isso não é apologia ou incentivo àquilo que ele pratica, isso é o mundo perverso daquele personagem sendo revelado. Às vezes, é duro de assistir, verdade”, continua.
Juristas ouvidos pelo g1 afirmaram que a ordem do Ministério da Justiça fere o inciso 9 do artigo 5 da Constituição. O inciso 9 diz que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Eventuais limites da liberdade de expressão só podem ser discutidos pelo judiciário.
O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu em uma ação direta de inconstitucionalidade que nem mesmo a exibição de um programa em horário diverso ao da classificação indicativa poderia resultar em penalidade, o que demonstra como a proibição da exibição do filme contraria a jurisprudência.
“Neste caso, o Ministério da Justiça está ultrapassando os limites de suas competências. E mais, é uma contradição lógica entre uma decisão, que considera o filme apto para qualquer pessoa com mais de 14 anos, e, em uma segunda decisão, atuando fora do âmbito das competências do Ministério da Justiça, resolve proibir o filme em um ato típico da ditadura militar”, afirma o jurista e especialista em direito constitucional Gustavo Binenbojm, professor titular da Faculdade de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Fábio Porchat em cena de ‘Como se Tornar o Pior Aluno da Escola’
Divulgação
Bolsonaro, Gentili e Feliciano
“Como se tornar o pior aluno da escola” é baseado no livro de mesmo nome escrito pelo humorista Danilo Gentili e lançado em 2009. Ele atua e é um dos roteiristas do filme.
No passado, o humorista era bem visto pelos bolsonaristas. Em 2016, ele havia criticado a deputada Maria do Rosário (PT-RS) no episódio em que o então deputado Jair Bolsonaro disse que ela não merecia ser estuprada.
Em 2019, já presidente, Bolsonaro manifestou solidariedade a Gentili quando o humorista foi condenado por injúria contra a deputada.
“Me solidarizo com o apresentador e comediante Danilo Gentili ao exercer seu direito de livre expressão e sua profissão, da qual, por vezes, eu mesmo sou alvo, mas compreendo que são piadas e faz parte do jogo, algo que infelizmente vale para uns e não para outros”, escreveu o presidente da República no Twitter na ocasião.
O próprio filme agora censurado pelo governo Bolsonaro foi elogiado pelo deputado federal bolsonarista Marco Feliciano (PL-SP) – que já se intitulou “soldado de Bolsonaro”, foi expulso de um partido por apoiá-lo na eleição de 2018 e participou do evento de filiação do presidente ao PL, no ano passado.
Em 2017, na época do lançamento, Feliciano postou no Twitter uma foto ao lado do cartaz de “Como se tornar o pior aluno da escola” com os dizeres “Parabéns, @DaniloGentili – há tempos não ria tanto”.
Em postagem de 2017, deputado Marco Feliciano (PL-SP) elogia o filme ‘Como se tornar o pior aluno da sala’
Reprodução/Twitter
Desde a eleição de Bolsonaro, porém, Gentili tem criticado de maneira recorrente o governo Bolsonaro. Em novembro, por exemplo, chamou de otários os apoiadores do presidente que ainda o defendem.
E, nos últimos dias, quase 5 anos após o lançamento, foram os bolsonaristas que capitanearam os ataques ao filme “Como se tornar o pior aluno da sala”. Na tarde de segunda-feira (14), o deputado Marco Feliciano disse que se juntaria a outros parlamentares para fazer uma “ação coordenada” em relação ao filme.
O parlamentar também apagou o tuíte em que elogiava a produção e parabenizava Gentili. “Confesso que ñ me recordo da cena q faz apologia à pedofilia, devo ter saído para atender o telefone”, justificou o parlamentar.
No último domingo, após os ataques ao filme, Gentili escreveu: “O maior orgulho que tenho na minha carreira é que consegui desagradar com a mesma intensidade tanto petista quanto bolsonarista. Os chiliques, o falso moralismo e o patrulhamento vieram fortes contra mim dos dois lados. Nenhum comediante desagradou tanto quanto eu. Sigo rindo”.
Como é a cena?
Danilo Gentili em ‘Como se Tornar o Pior Aluno da Escola’ (2007)
Divulgação
No filme, Pedro (vivido pelo ator Daniel Pimentel) encontra um caderno com técnicas sobre como colar em provas e como fazer bagunça na escola. Como ele está com chances de ser reprovado, ele decide encontrar o autor do livro, em busca de mentoria.
A etiqueta colada no caderno diz “Cristiano A. Vidal”. Ele e o amigo, Bernardo (Bruno Munhoz), encontram o endereço de Cristiano, interpretado por Fábio Porchat.
Na verdade, Cristiano não é o autor do caderno. O personagem de Porchat diz que teve o caderno roubado e que sofria bullying do autor do caderno (Danilo Gentili) quando estava na escola.
Ele ameaça ligar para os pais dos meninos para avisar que eles querem trapacear. Os meninos começam a discutir entre eles, e começa a cena que viralizou. O trecho criticado mostra Cristiano chantageando os garotos: “A gente esquece o que aconteceu e em troca vocês batem uma punheta para o tio”.
Os garotos jogam desodorante em Cristiano para se desvencilhar dele e saem correndo. Na cena seguinte, os meninos conversam sobre o ocorrido. “Foi mal mesmo, cara. Eu não queria que você pegasse no pinto”, diz Pedro para Bernardo, na fila da cantina.
Cristiano reaparece no fim do filme. Ele é escolhido para ser diretor da escola.
O que dizem as plataformas
Em nota, o Globoplay e o Telecine informaram que estão atento às críticas ao filme, mas que a decisão de retirá-lo do ar configura censura.
Apple, Google e Netflix e Amazon não se manifestaram até a última atualização desta reportagem.
Leia a íntegra da nota do Globoplay e do Telecine:
O Globoplay e o Telecine estão atentos às críticas de indivíduos e famílias que consideraram inadequados ou de mau gosto trechos do filme Como Se Tornar O Pior Aluno Da Escola mas entendem que a decisão administrativa do Ministério da Justiça de mandar suspender a sua disponibilização é censura. A decisão ofende o princípio da liberdade de expressão, é inconstitucional e, portanto, não pode ser cumprida.
As plataformas respeitam todos os pontos de vista mas destacam que o consumo de conteúdo em um serviço de streaming é, sobretudo, uma decisão do assinante – e cabe a cada família decidir o que deve ou não assistir.
O filme em questão foi classificado, em 2017, como apropriado para adultos e adolescentes a partir de 14 anos pelo mesmo Ministério da Justiça que hoje manda suspender a veiculação da obra.

Fonte: G1 Entretenimento

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Poodle volta a ser uma das raças mais queridas nos Estados Unidos; labrador lidera


Levantamento foi feito por clube que monitora e registra raças puras. Entram também nas lista bulldogue e pastor-alemão. Poodle durante competição entre raças de cachorros
John Minchillo/AP
Os poodles voltaram a ficar entre as cinco raças favoritas de cães nos Estados Unidos depois de 24 anos. Os dados são do American Kennel Club, que monitora e faz registro genealógico de cães de raça no mundo. As informações são da agência de notícias Associated Press.
Segundo o levantamento do clube, os labradores retrievers continuam na liderança nos corações dos americanos. Veja o top 5:
Labrador
Golden Retriever
Pastor-alemão
Buldogue
Poodle
Brownie: conheça cachorro do presidente do Chile, sucesso nas redes sociais
O ranking é baseado em um levantamento em uma base de mais de 800 mil cachorros, filhotes e adultos, registrados no clube, o maior e mais antigo nos Estados Unidos.
Labrador
John Minchillo/AP
Das 197 raças reconhecidas pelo clube, os labradores lideram a lista há 31 anos. Os poodles reinaram no topo do ranking entre os anos de 1960 e 1982, depois perderam popularidade e angariaram a quinta posição, marca que não alcançavam desde 1997.
Segundo Page Hinds-Athan, que possui exemplares e vez ou outra cria a raça, por causa de sua postura e sua tosa mais pomposa, os poodles ganharam uma fama de serem “froufrou”. “Mas são mais do que isso”, explica.
Ainda de acordo com Hinds-Athan, a raça é extremamente inteligente e historicamente usada para caça, em especial, na água. São obedientes e podem servir como cão-guia. Além disso, outras raças são descendentes dos poodles.
Golder Retriever
John Minchillo
Entre as dez raças mais queridas, depois do labrador, entram bulldogue francês, golden retriever, pastor-alemão, poodles, buldogue, beagle, rottweilers, braco alemão de pêlo curto (german shorthaired pointers) e dachshunds.
Aparecem também o biewer terrier, estreante no ranking e ocupante da 82ª posição, e o curioso pelado-mexicano, no 119º lugar.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lollapalooza terá coxinha de espinafre e de jaca e hambúrguer de cogumelo entre as opções ao público


Um dos diversos restaurantes presentes terá versões para o público vegano do festival com recriações de coxinhas e hambúrguer. Festival terá 2 áreas de alimentação e vários food trucks. Coxinha de espinafre que será servida no Lollapalooza 2022
Divulgação / Ana Branco
Entre as diversas opções de alimentação no Lollapalooza 2022, o festival terá coxinhas de jaca e de espinafre, hambúrguer de cogumelo e espetinho de soja para o público vegano.
VEJA A PROGRAMAÇÃO E O HORÁRIO DOS SHOWS
Um dos restaurantes que vão fazer parte do complexo culinário com duas áreas de alimentação e diversos food trucks espalhados pelo Autódromo de Interlagos será o “Açougue vegano”.
Lollapalooza deve movimentar mais de R$ 100 milhões na economia de SP
Hambúrguer de shiitake com molho cheddar e cebolas marinadas no shoyo que será servido no Lollapalooza
Divulgação / Ana Branco
O combo de hambúrguer + coxinha vai sair por R$ 35,00 cada.
O festival conhecido pela diversidade culinária, que inclui várias opções com e sem carne, terá neste ano 2 áreas especiais de alimentação, o Chefstage e o Burger House, e food trucks, com pratos da pizza ao hambúrguer, do veggie ao vegan, do sorvete ao churros.
O festival acontece no último final de semana de março, em São Paulo, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, depois de ser adiado em 2020 e 2021 por conta da pandemia.
Na sexta-feira (25), The Strokes e Doja Cat fecham a primeira noite de shows. No sábado (26), Miley Cyrus e A$AP Rocky encerram a segunda noite de apresentações. Já o domingo (27), tem Foo Fighters e Martin Garrix fechando o line-up do evento.
Coxinha de jaca que será servida no Lollapalooza
Divulgação / Ana Branco
VÍDEOS: CONHEÇA TODAS AS ATRAÇÕES DO LOLLAPALOOZA 2022

Fonte: G1 Entretenimento