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Onde foram parar principais obras da Semana de Arte Moderna? G1 vai atrás de peças que mudaram a cultura brasileira


Quadros, esculturas e poemas de principais nomes do movimento estão espalhados por museus paulistanos. Mas muita coisa exposta em 1922 desapareceu. Semana de Arte Moderna de 22 reuniu, quadros, esculturas, projetos e apresentações de dança, música e poesia
Reprodução
A Semana de Arte Moderna chocou os visitantes do Theatro Municipal de São Paulo entre 13 e 17 de fevereiro de 1922.
O público não entendia as formas e cores não tradicionais de Anitta Malfatti e Di Cavalcanti, ou os versos livres dos textos de Manuel Bandeira e Mario de Andrade. E achou um acinte que Heitor Villa-Lobos regesse uma orquestra calçando chinelos.
Mas as obras expostas e apresentadas ali foram o abre-alas para o modernismo brasileiro que aflorou nos anos seguintes e serviram como inspiração para diversos outros movimentos artísticos nas próximas décadas.
Hoje, 100 anos depois da festa modernista, ainda é possível ver, ouvir e ler a maior parte do que a formou em museus e casas oficiais de São Paulo. Mas também há obras que se perderam misteriosamente e intrigam herdeiros.
Sandra Brecheret Pellegrini, filha do escultor Victor Brecheret, contou ao g1 que, das 13 obras expostas pelo pai na Semana, oito “simplesmente sumiram logo após o evento”.
“Brecheret estava na França e não participou pessoalmente. São conhecidas apenas três ou quatro, que estão em minha propriedade, e uma com colecionador. Venho investigando sobre isto há muito tempo, porém sempre dá no mesmo”, conta a herdeira.
Há peças e projetos do escultor italiano no acervo do Museu de Arte Moderna (MAM) e no Museu de Arte Contemporânea (MAC) de São Paulo, mas nenhuma delas faz parte da exposição de 1922.
Da lista de 13 esculturas, apenas quatro estão expostas: “Cabeça de Cristo” e “Vitória” estão no acervo do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), “Soror Dolorosa” está no Museu casa Guilherme de Almeida, e “Cabeça de Mulher” está na Pinacoteca.
A escultura ‘Cabeça de Cristo’, de Victor Brecheret
Reprodução/IEB USP
O mesmo aconteceu com as obras de Di Cavalcanti foram. De 11 que ele expôs, só uma tem paradeiro conhecido: “Amigos (Boêmios)”, parte do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Alguns dos quadros que mais chamaram a atenção na época, como “Café Turco”, “Retrato”, “O Homem do Mar” e “A Piedade da Inerte”, se perderam.
‘Amigos’, de Di Cavalcanti
Reprodução
Pintores menos conhecidos da semana como Zina Aita e Vitório do Rego Monteiro não têm o trabalho da Semana catalogado. Das 10 obras expostas por Monteiro, sabe-se que “Retrato de e Ronald de Carvalho” está no acervo do MAM e “Cabeças de Negras” é parte de coleção particular.
‘Cabeças negras’, de Vitório do Rego Monteiro
Reprodução
Onde achar peças da Semana
Foto oficial do grupo da Semana de Arte Moderna: Mário de Andrade, de terno escuro e óculos, está à esquerda
Reprodução Casa Mário de Andrade
Livros e ensaios de Mario de Andrade e quadros de Anita Malfatti são mais fáceis de encontrar. O acervo do escritor foi inteiramente adquirido pelo IEB-USP em 1968, após negociação do Instituto com sua família. São mais de 30 mil documentos, livros e coleção de artes visuais.
Além disso, todas as obras do escritor entraram em domínio público em 2016. Assim, é possível ler, de graça, contos de sua antologia “Pauliceia Desvairada” que tiraram conservadores do sério em 22, ou “A escrava que não é Isaura”.
O Homem Amarelo
Anita Malfatti
Grandes quadros de Anita expostos na Semana fazem parte do acervo de Mario no IEB: “A estudante russa”, “O homem amarelo” e “O japonês”. Outro emblemático, “O homem das sete cores”, está no acervo do Museu de Arte Brasileira da FAAP. “A Ventania” se encontra no Palácio dos Bandeirantes, também em São Paulo.
Já “O Farol” faz parte da Coleção Gilberto Chateaubriand no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro.
Anita Malfatti – A ventania, 1915. Óleo sobre tela
Divulgação/ Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo

Fonte: G1 Entretenimento

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Semana de Arte Moderna foi cheia de polêmicas, guiou Drummond e influenciou tropicalismo; relembre controvérsias e legado


Movimento que tomou o Theatro Municipal entre 13 e 17 de fevereiro de 1922 para romper com a arte conservadora brasileira completa 100 anos. Semana de Arte Moderna de 22 reuniu, quadros, esculturas, projetos e apresentações de dança, música e poesia
Reprodução
A Semana de Arte Moderna encheu o Theatro Municipal de obras que gritavam por liberdade entre 13 e 17 de fevereiro de 1922.
Foram apenas três noites de festa, música, dança exposição de quadros, esculturas, projetos de arquitetura, leituras de poemas e palestras com nomes que se imortalizaram na cultura brasileira: Mário e Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Heitor Villa-Lobos, Victor Brecheret, Manuel Bandeira, e outros artistas corajosos.
A semana sintetizou um processo de mais uma década de articulação de jovens artistas que se inspiravam nos movimentos vanguardistas europeus para propor uma arte livre, que rompesse com os padrões engessados e conservadores da época em São Paulo.
Mas ela passou bem longe de ser uma unanimidade, atraiu críticas de intelectuais e artistas da época preocupados com os tais “ideais futuristas” importados, e teve também treta interna no grupo diverso que idealizou o modernismo no Brasil.
E, mesmo anos depois, foi o empurrãozinho ou a inspiração de grandes artistas e movimentos: Carlos Drummond de Andrade escreveu seu primeiro livro inspirado no Modernismo; Zé Celso Martinez montou “O rei da vela”, peça de Oswald de Andrade e marco no Teatro Oficina; e respingou no tropicalismo.
“Essa semana é a grande festa que um grupo de artistas em São Paulo, a quem depois se juntaram artistas do Rio. Eles já vinham, há alguns anos, tentando uma ruptura com a arte tradicional no Brasil em toda a década de 1910. A proposta já estava pronta em 1920. E em fevereiro de 22 foi a festa”, explica José di Nicola, professor e pesquisador do modernismo no Brasil.
O g1 conversou com o professor e também com o historiador Lucas de Nicola, autores do livro “Semana de 22 – Antes do começo, depois do fim”, para entender os bastidores e o legado do evento no país.
Tretas internas e críticas públicas
Foto oficial do grupo da Semana de Arte Moderna: Mário de Andrade, de terno escuro e óculos, está à esquerda
Reprodução Casa Mário de Andrade
Brigas, divergências e polêmicas acompanharam o movimento desde sua concepção.
“O termo futurismo era muito debatido em artigos da imprensa. Muita gente contra esses jovens modernistas que fariam a semana. E o próprio futurismo era um movimento que gerava controvérsia porque, desde o fim da primeira guerra mundial, o Marinetti, criador do futurismo, se aproxima do Mussolini no momento em que o fascismo estava surgindo na Itália. Então os modernistas se diziam futuristas, mas não de Marinetti”, conta José.
O professor se refere a Filippo Tommaso Marinetti, escritor e poeta italiano e autor do Manifesto Futurista.
Os modernistas tiveram muitos críticos, entre eles estrelas da arte brasileira. O escritor Monteiro Lobato, por exemplo, foi um dos mais eloquentes. Ele escrevia artigos e não perdia a oportunidade de alfinetar o trabalho dos colegas. Em 1917, em crítica a uma exposição de Anita Malfatti, ele chegou a publicar que as obras modernistas eram frutos de “cérebros transtornados por psicoses”.
Grandes editores de jornais, que ditavam a opinião na época, também escreviam artigos ridicularizando as formas das obras.
O público que foi ao Theatro ver o futuro não gostou muito do que viu e ouviu e grandes vaias eram ecoadas durante as apresentações.
Já as brigas internas nasceram de todos os lados. Anita Malfatti foi criticada dentro do grupo porque passou a fazer uma arte “menos inovadora”, Menotti del Picchia se desentendeu com Mário de Andrade; Mario e Oswald encerraram a amizade e a relação cortês; e até houve uma rixa entre Anitta e Tarsila do Amaral.
Respingos do furacão na arte brasileira
Semana de Arte Moderna influenciou movimentos e artistas brasileiros
Divulgação/MASP; Luiz Alphonsus/Arquivo pessoal; Reprodução; reprodução/GoogleMaps
Tarsila do Amaral, Carlos Drummond de Andrade, José Celso Martinez, Caetano e Gil são alguns dos artistas que se inspiraram na Semana para ousarem em suas produções artísticas.
Tarsila foi a filha imediata da Semana. Ela vivia na França no começo de 1922, mas retornou ao Brasil no meio do ano e conheceu, só aqui, a estética moderna.
“Até aquele momento, ela tinha sido ligada à estética acadêmica. Foi por meio das cartas com a Anita e da convivência com o grupo e Oswald de Andrade, que ela começou a estudar cubismo e a produção das vanguardas. No final de 1923, ela produz ‘A Negra’, ‘A Cuca’, obras com temática nacional”, conta Lucas.
“Carlos Drummond de Andrade, na época da semana, era um jovem poeta ainda desconhecido em Minas Gerais que também se sentia incomodado e tinha vontade de fazer suas ousadias estéticas, mas não tinha coragem de divulgar pro mundo. Ele diz, em cartas, que foi a partir das leituras, sobretudo do Mário de Andrade, que se sentiu motivado a continuar ousando e publicar o que fazia”, explica o historiador. Seu primeiro livro, “Alguma poesia”, é dedicado a Mário de Andrade.
Oswald de Andrade também foi a fonte de inspiração de várias manifestações. “O modernismo influenciou o Movimento da Poesia Concreta, nos anos 1950”, exemplifica José.
Uma inspiração musical bem popular viria na década seguinte “O movimento tropicalista tem uma nítida inspiração no Oswald de Andrade.”
O teatro também se alimentou do modernismo na mesma época. “Em 1967, Zé Celso monta, no Teatro Oficina, ‘O Rei da Vela’. A peça foi escrita no início da década de 1930. O peso e a montagem do Zé Celso abrem novas perspectivas para a arte moderna no Brasil, foi uma montagem absolutamente revolucionária. O texto do Oswald era revolucionário mais de 30 anos depois e esse foi um espetáculo que marcou o Oficina”, explica José.
Os tropicalistas, nos anos 1960, beberam do Manifesto Antropofágico, de Oswald, e em seus conceitos de apropriação de manifestações culturais com elementos nacionais, para criar o tropicalismo. Em um capítulo do seu livro “Verdade tropical”, Caetano Veloso conta que conheceu a obra de Oswald por meio de “O rei da vela”. Depois disso, foi estudar o legado dos modernistas e a obra do escritor paulista.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rapper Kodak Black é baleado após show de Justin Bieber nos EUA

O rapper Kodak Black e mais três pessoas foram baleadas em uma festa após um show do cantor Justin Bieber na madrugada deste sábado (12), do lado de fora de um restaurante em West Hollywood, na Califórnia.
Segundo a Polícia de Los Angeles, não está claro como a briga começou, mas as pessoas que foram baleadas não estavam participando dela. Eles teriam sido feridos ao saírem do restaurante Nice Guy, onde também funciona uma casa noturna, para ver o que estava acontecendo.
Kodak Black, de 24 anos, cujo nome verdadeiro é Bill Kapri, foi levado a um hospital juntamente com mais uma das vítimas, e outras duas, com ferimentos mais superficiais, foram atendidas no próprio local.
Ninguém se feriu gravemente e todos estão estáveis, ainda segundo a polícia, que procurar um suspeito que fugiu.
À emissora de TV NBC, o dono do Nice Guy, John Terzian, confirmou que no momento do incidente o cantor Justin Bieber estava recebendo pessoas em uma festa após um show.
Imagens de câmeras de segurança, obtidas pelo site TMZ, mostram que Kodak Black, acompanhado pelo também rapper Gunna e outros amigos, estavam saindo do restaurante e posavam para fotos com fãs quando aconteceram os disparos.
Vídeos: Os mais assistidos do g1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Entretenimento

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Polícia busca há 4 dias por Carlinhos Mendigo, humorista foragido da Justiça após prisão decretada por dívida de pensão


Artista conhecido pelo personagem Mendigo no programa Pânico no rádio e na TV deve mais de R$ 90 mil de pensão alimentícia para filho que teve com a ex-bailarina Aline Hauck. Polícia Civil de São Paulo o procura desde quarta (9). Carlinhos Silva em foto de outubro de 2014
Celso Tavares/g1
Neste sábado (12), a polícia completa 4 dias de buscas por Carlos Alberto da Silva, de 42 anos, conhecido como Carlinhos Mendigo. Ele é foragido da Justiça e procurado por policiais civis na capital de São Paulo e em Salvador, na Bahia, possíveis locais onde estaria escondido. Até a última atualização desta reportagem ele não havia se entregado, nem sido localizado ou preso.
Procurada nesta sexta-feira (11) pelo g1 a defesa para comentar o assunto, a defesa de Carlinhos Mendigo informou que “não comentamos casos em andamento de nossos clientes.”
O humorista, que ficou conhecido na TV e no rádio pelo personagem Mendigo no programa Pânico, é foragido depois que teve a prisão temporária decretada pela Justiça de São Paulo, na semana passada, por causa de uma dívida de pensão alimentícia que deve ao filho que teve com a ex-bailarina e empresária Aline Hauck, de 31. O garoto tem aproximadamente 11 anos e mora com a mãe. Carlinhos Mendigo deve mais de R$ 90 mil à criança (saiba mais abaixo).
Quem é Carlinhos Mendigo, humorista que deve mais de R$ 90 mil de pensão e está foragido
Apesar disso, o mandado de prisão contra ele só chegou à Divisão de Capturas da Polícia Civil de São Paulo na última quarta-feira (9), quando as equipes foram aos endereços onde o artista estaria morando, mas não o encontraram nos locais. Um dos lugares visitados foi um apartamento na cobertura de um prédio no Morumbi, na Zona Sul da capital paulista. Mas ele já havia se mudado do local.
Policiais civis de São Paulo informaram que entrariam em contato com a Polícia Civil da Bahia para ajudar nas buscas a Carlinhos Mendigo. Agentes disseram que o humorista poderia ter ido a Salvador. Endereços de pessoas ligadas ao artista também serão verificadas para saber se ele teria fugido e se escondido em algum desses lugares.
Mandado de prisão
Cópia do mandado de prisão contra Carlinhos Mendigo
Reprodução
A juíza Luciana Simon de Paula Leite, da 5ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional 1 de Santana, na Zona Norte da capital paulista, havia decretado a prisão do artista no último dia 3 de fevereiro. O mandado de prisão temporária de 30 dias contra o artista tem de ser cumprido até 2025.
Procurada pelo g1 para comentar o assunto, a advogada de Aline, Betania Costa, se limitou a dizer que o mandado de prisão contra Carlinhos Mendigo havia sido decretado.
“Confirmo que teve expedição de mandado de prisão civil decorrente de dívida de alimentos”, disse Betania na quinta-feira (10).
De acordo com a advogada, o caso está em segredo de Justiça e, por esse motivo, ela não poderia dar mais detalhes.
Documento da Justiça informa que Carlinhos Mendigo deve mais de R$ 90 mil para o filho
Reprodução
O g1 teve acesso a cópia do mandado de prisão contra Carlinhos Mendigo. O documento informa que a dívida dele com o filho se refere ao período de dezembro de 2017. Segundo fontes da reportagem, o humorista deixou de pagar a pensão até 2019.
Em fevereiro de 2021, o valor total da pensão alimentícia que Carlinhos Mendigo não pagou à criança já somava R$ 91.882,00. De acordo com a Justiça, esse montante terá de ser atualizado e corrigido pela inflação quando for pago.
Fontes do g1 disseram ainda que o humorista também responde a outros processos judiciais de períodos diferentes por falta de pagamento de pensão ao filho. O valor somado de todas as dívidas pode chegar a R$ 600 mil se forem corrigidos em 2022. Além disso, Aline, mãe de seu filho, tem uma medida protetiva em seu favor contra Carlinhos Mendigo. O artista não pode se aproximar dela.
Transfobia
Humorista e radialista Carlinhos Mendigo
Redes Sociais/reprodução
Carlinhos Mendigo também responde a mais processos na Justiça. Em 2021, ele se tornou réu pelo crime de transfobia no processo no qual foi acusado de incitação ao preconceito a transexuais por meio das redes sociais.
Segundo o Ministério Público (MP), em 2020 o humorista postou nas suas redes sociais palavras de cunho homofóbico para ironizar a participação do vereador Thammy Miranda, que é um homem transexual, em uma campanha publicitária.
Famosos enviam mensagem de apoio a Thammy Miranda após ataques por campanha de Dia dos Pais
“Prefiro ser órfão do que ser adotado por uma mulher operada que se passa por homem para ter o privilégio de adotar uma criança. Prefiro ser também órfão do que ser criado por homem operado se passando também por mulher para querer ser mãe hahaha. É melhor estar sozinho nos braços de Deus do que sempre rodeado e acompanhado, mas no colo do capeta”, escreveu Carlinhos Mendigo no stories no Instagram, de acordo como MP.
Thammy Miranda se manifesta após ataques por estrelar propaganda de Dia dos Pais
Reprodução/Instagram
Carlinhos Mendigo teria dito ainda que seria “uma afronta” que Thammy, que é trans, “pudesse ser pai e ele não”, pois o humorista briga na Justiça com a ex-esposa pela guarda do filho.
Durante seu interrogatório, o artista alegou que suas declarações se tratavam de liberdade de opinião, por ser cristão e que “não quis ofender o público LGBT com suas palavras”.
A Polícia Civil pediu informações ao Facebook e ao Twitter sobre a procedência das postagens, para confirmar se foram feitas pelo humorista.
Pelo caso envolvendo Thammy Miranda, Carlinhos Mendigo foi denunciado pelo crime de discriminação racial já que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, em 2019, a criminalização da homofobia e da transfobia com base na lei que pune como crime ações por preconceito racial ou de cor.
À época, como ele morava em Salvador, no estado da Bahia, a Justiça de São Paulo ainda decidiria se o processo seria encaminhado para lá.

Fonte: G1 Entretenimento

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Zé Bigode Orquestra agrega BNegão, Curumin e Thiago França no álbum ‘Clube da fumaça’


♪ Em cena desde julho de 2016, tendo sido criada por iniciativa do guitarrista José Roberto Rocha, a big band carioca Zé Bigode Orquestra lança o segundo álbum, Clube da fumaça, posto em rotação na sexta-feira, 11 de fevereiro, pelo selo Peneira Musical.
A novidade em relação ao álbum antecessor, Fluxo (2017), são as letras e os vocais que desviam Zé Bigode do trilho essencialmente instrumental do início da trajetória da orquestra. Das dez músicas do álbum Clube da fumaça, oito têm versos e são cantadas.
Ao longo do disco, Daniel Bento (baixo), Eric Brandão (bateria), José Roberto Rocha (guitarra), Luana Karoo (voz), Pedro Petrutes (teclados), Thiago Garcia (trompete), Victor Hugo (percussão) e Victor Lemos (saxofone tenor) recebem convidados como o rapper carioca BNegão (em Eles querem o poder), o baterista paulistano Curumin (em Golpe no vazio), a cantora fluminense Luciane Dom (em Assombrasil), o pianista e cantor mineiro Pedro Guinu (em Alfazema y Guiné) e o saxofonista paulistano Thiago França (na faixa final Mercúrio).
Letras à parte, o som da Zé Bigode Orquestra transita por reggae e afrobeat – com toques de MPB, jazz e R&B – em Clube da fumaça, álbum de espírito gregário cujo título alude intencionalmente ao movimento musical Clube da Esquina.
Capa do álbum ‘Clube da fumaça’, de Zé Bigode Orquestra
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Quarteto em Cy comunica saída de Sonia Ferreira e anuncia ‘novos projetos musicais’


♪ Postado nas redes sociais na noite de ontem, 11 de fevereiro, comunicado assinado por Cynara de Sá Leite Faria e Cyva Ribeiro de Sá Leite – fundadoras remanescentes do Quarteto em Cy – anunciou o desligamento pacífico da cantora Sonia Ferreira do grupo vocal baiano, cuja origem remonta ao ano de 1959.
Carioca, Sonia Ferreira – à direita na foto de Marcelo Castello Branco – entrou no grupo em 1968, substituindo Cybele Ribeiro (1940 – 2014) e, entre idas e vindas, cantou no Quarteto em Cy ao longo de 54 anos.
A decisão de sair do grupo foi da própria Sonia Ferreira, como informa o comunicado e como foi ressaltado pela cantora carioca no breve texto pessoal que também postou em rede social.
No comunicado do Quarteto em Cy, Cynara e Cyva afirmam que o grupo entra em “nova fase” e que em breve anunciará a nova integrante. Ainda de acordo com Cynara e Cyva, “novos projetos musicais” do Quarteto em Cy estão na pauta para este ano de 2022.

Fonte: G1 Entretenimento

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Septeto vocal Ordinarius lança em março álbum com músicas de Aldir Blanc


Grupo carioca também louva a memória de Pixinguinha em single com Nilze Carvalho. ♪ Blanc é o título do sexto álbum do septeto vocal Ordinarius. Cinco anos após celebrar o pioneirismo de Carmen Miranda (1909 – 1955) no álbum Notável (2017) e dois anos depois de dar vozes a cantoras que abriram caminhos na música brasileira, mote do disco Paralelas (2020), o grupo carioca aborda a obra do compositor carioca Aldir Blanc (2 de setembro de 1946 – 4 de maio de 2020), letrista de sintaxe singular na MPB.
O álbum Blanc tem lançamento previsto para março. Boa parte do repertório já foi apresentada em singles editados por Antonia Medeiros, Augusto Ordine (arranjos e direção musical), Beatriz Coimbra, Fabiano Salek, Maíra Martins, Mateus Xavier e Matias Corrêa ao longo de 2021.
No álbum Blanc, o Ordinarius aborda músicas do alto quilate de Dois pra lá, dois pra cá (João Bosco e Aldir Blanc, 1974), Incompatibilidade de gênios (João Bosco e Aldir Blanc, 1976), O ronco da cuíca (João Bosco e Aldir Blanc, 1975), Saudades da Guanabara (Moacyr Luz, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro, 1989), Mandingueiro (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1992), Baião de Lacan (Guinga e Aldir Blanc, 1993) e Resposta ao tempo (Cristovão Bastos e Aldir Blanc, 1998).
Parceiro determinante para a projeção e ascensão de Aldir Blanc na MPB da década de 1970, João Bosco se junta ao Ordinarius no samba Incompatibilidade de gênios em gravação que também traz o toque do bandolim de Hamilton de Holanda.
Capa do single ‘Carinhoso’, do grupo Ordinarius com Nilze Carvalho
Divulgação
♪ Enquanto aguarda o lançamento do álbum Blanc, o grupo Ordinarius louva a memória de outro gênio musical carioca, Alfredo da Rocha Vianna Filho (23 de abril de 1897 – 17 de fevereiro de 1973), o compositor, saxofonista, flautista e maestro imortalizado com o nome artístico de Pixinguinha.
Na quarta-feira, 17 de fevereiro, dia em que a morte do artista completa 49 anos, o septeto lança single com registro do choro-canção Carinhoso (Pixinguinha, 1917 – com letra posterior de Braguinha, 1937).
Com arranjo de Augusto Ordine, fundador e diretor musical do grupo, a inédita gravação de Carinhoso foi feita com a colaboração de Nilze Carvalho.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rodrigo Lima surfa em onda carioca no samba ‘Espelho solar’, single com a voz de Ithamara Koorax


♪ Violonista, guitarrista, compositor e ator carioca cujo currículo inclui criações de várias trilhas sonoras para teatro, cinema e TV, Rodrigo Lima retoma a discografia autoral com o single Espelho solar.
Oito anos após a edição de Saga (2014), álbum duplo instrumental, o artista apresenta samba composto em parceria com João Cavalcanti, autor da letra que versa sobre a onda carioca da altinha, jogo bastante praticado nas praias da cidade do Rio de Janeiro (RJ) nestes tempos pandêmicos.
Espelho solar descende do samba Altinho, um dos 17 temas reunidos por Rodrigo Lima no álbum Saga, disco feito com produção musical orquestrada pelo mesmo Arnaldo DeSouteiro que deu forma ao single Espelho solar.
Capa do single ‘Espelho solar’, de Rodrigo Lima com Ithamara Koorax
Divulgação
Programado para chegar ao mundo digital na terça-feira, 15 de fevereiro, em edição do selo JSR, o single Espelho solar é cantado. Quem dá voz aos versos escritos por João Cavalcanti – também letrista do Samba da mistura (2014), tema do álbum Saga – é a cantora carioca Ithamara Koorax, com quem Rodrigo Lima vem trabalhando em discos e shows feitos nos últimos dez anos.
A levada de Espelho solar procura refletir a influência da cadência de sambas praieiros de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), como Surfboard (1965) e Wave (1967).

Fonte: G1 Entretenimento

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São Paulo dos modernistas: como era o Centro na época da Semana de 22 e como está 100 anos depois


Conheça os lugares do Centro que os artistas da Semana de Arte Moderna frequentavam, e veja como a região se transformou. Theatro Municipal, que foi palco do evento e provocou o primeiro congestionamento da cidade em sua inauguração, agora tem brunch e bar ‘hipster’. Em uma segunda-feira de verão de 1922, o Theatro Municipal de São Paulo viu seu palco e salões serem ocupados por obras de artistas como Anita Malfatti e Di Cavalcanti, sob o som do maestro Heitor Villa-Lobos e da voz do poeta Manuel Bandeira.
No entorno, integrantes da elite paulistana chegavam às escadarias do teatro – o público, maior do que o esperado, se espantou ao ser apresentado a um novo modelo de arte que visava substituir os valores estéticos importados da Europa pela valorização da cultura nacional.
Semana de Arte Moderna: onde ver, ler e ouvir obras de 1922
Theatro Municipal tem programação especial da Semana de 22
Depois da Semana de Arte Moderna, que completa 100 anos neste domingo (13), nada mais foi o mesmo na arte brasileira – e o Centro de São Paulo, epicentro desse movimento artístico, teve papel relevante em muitas dessas transformações.
O Theatro Municipal de São Paulo também viu seu entorno, o Centro da capital, sofrer drásticas mudanças entre 1922 e os tempos atuais. Se hoje roubos de celulares, trânsito intenso e aumento na população de rua são alguns dos problemas dos arredores do teatro, na década de 1920 a região vivia um boom econômico, que acompanhava o ainda recente processo de urbanização da cidade.
Os artistas que organizaram a Semana de 1922 participavam ativamente da cena cultural do Centro. A Praça Antônio Prado, onde hoje se ergue o Edifício Altino Arantes, também conhecido como Banespão, era ponto de encontro de intelectuais, que se cruzavam nos cafés e nas redações de jornais como o Estado de São Paulo e o Correio Paulistano.
Veja abaixo a história de diversos marcos da região central, como eles mudaram com o tempo e a relação deles com a Semana de Arte Moderna de 1922:
Os artistas e o centro
“Não tem como a gente falar de modernismo sem falar das transformações do Centro da cidade, porque esses artistas vieram justamente nessa transição que a cidade vivia no final do século 19 para o 20.”
É desta forma que a guia de turismo Tereza Cristina Batista descreve a região central da capital paulista na época em que os modernistas circulavam por lá. Às 10h30 dos sábados deste mês de fevereiro, ela organiza tours guiados pela região com a temática da Semana de 22. Os passeios, patrocinados pelo shopping Pátio Metrô São Bento, são gratuitos.
Próxima ao ponto de encontro do tour, a Praça Antônio Prado tinha diversos cafés que eram considerados pontos de encontro de intelectuais da década de 1920, dentre eles os próprios modernistas.
O Centro de SP na Semana de Arte Moderna de 1922
Kayan Albertin/g1
Ali perto, na Rua Quinze de Novembro, estava o grande centro financeiro e cultural da cidade. “Era a rua com as melhores lojas também, um lugar de elite”, conta Tereza Batista.
Na Quinze de Novembro ficava a primeira unidade do Mappin no Brasil, inaugurada em 1913. Além de funcionar como loja de departamentos, o espaço também era uma espécie de centro cultural, e foi palco da primeira exposição individual de Anita Malfatti – uma das grandes personalidades femininas da Semana de 22 – em 1914. No ano anterior, Lasar Segall também tinha realizado sua estreia ali nas proximidades, na Rua São Bento.
Folheto da primeira exposição individual de Anita Malfatti
Reprodução/Enciclopédia Itaú Cultural
A segunda exibição artística de Anita ocorreu três anos mais tarde, no Palacete de Antônio de Toledo Lara, o Conde Lara, no número 332 da Rua Líbero Badaró. Inspirada nas técnicas do expressionismo alemão que aprendeu no período em que passou estudando em Berlim, na Alemanha, e Nova York, nos Estados Unidos, a jovem pintora impactou o público ainda tradicional da capital paulista e foi duramente criticada por Monteiro Lobato. Hoje, no térreo do palacete do Conde Lara, há uma lanchonete, e os andares superiores são ocupados por escritórios.
Por volta de 1917, Oswald de Andrade adquiriu uma garçonnière – apartamento de homens solteiros utilizados para encontros amorosos – também na Líbero Badaró, próximo à faculdade de Direito do Lago São Francisco, e transformou o espaço em um local para realização de discussões intelectuais, segundo a guia turística.
Desses encontros participavam nomes como Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida, Inácio Ferreira (Ferrignac) e Monteiro Lobato. Segundo Tereza Cristina, as reuniões fazem parte do “pré-movimento” modernista, uma vez que já havia trocas de ideias similares às da Semana de 22, mas os envolvidos ainda não se consideravam de tal forma.
Também no Centro da capital, na Rua Barão de Itapetininga, próximo à atual estação República da Linha 3-Vermelha do Metrô, ficava o escritório de advocacia do também autor Guilherme de Almeida, outro participante da Semana de Arte Moderna.
Na mesma rua, a Confeitaria Vienense servia um tradicional chá das cinco ao som de piano e violinos. De acordo com a guia turística, a doceria era um dos locais favoritos para reuniões do Grupo dos 5 – formado por Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia.
Próximo ao Theatro Municipal, palco do evento que completa 100 anos, já se encontrava o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde Mário de Andrade dava aulas de piano para jovens moças da elite paulistana.
O local também abrigava eventos como concertos, sarais e encontros literários, nos quais havia muitas discussões que serviram de base para as proposições do modernismo. Atualmente, o espaço faz parte do complexo do Paço das Artes, que pertence à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.
Perfil da cidade
A São Paulo dos anos 1920 estava crescendo rapidamente. Se em 1900 a população da capital era de 239.820 pessoas, em 1920 o número chegou a 579.033 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) organizados pela Prefeitura de São Paulo.
Nesta época, boa parte da população da cidade era estrangeira, de acordo com o censo de 1920. Dos 579 mil habitantes da capital, 372 mil eram brasileiros natos, enquanto outros 205 mil eram estrangeiros, além de outros 1.412 moradores que não declararam a nacionalidade. A influência estrangeira, especialmente europeia, podia ser observada no Centro de São Paulo, onde lojas de “artigos finos para senhoras” vendiam produtos importados para uma clientela elitizada.
Diante do crescimento da população, chácaras ao redor do centro eram loteadas e se transformavam rapidamente em novos bairros. Entre 1915 e 1929, a mancha urbana se espalhou e alcançou regiões onde hoje estão bairros como Pinheiros, Mooca, Penha e Casa Verde.
No entanto, bairros como Butantã e Ipiranga ainda eram pouco povoados. A expansão ocorreu primeiro em direção às zonas Leste e Sul, em detrimento da Zona Oeste e Norte (veja no mapa abaixo).
Mapa da urbanização da cidade de São Paulo de 1914 a 1929
Kayan Albertin/g1
Até a Semana de 1922, as transformações urbanas no Centro também ocorriam sob forte influência europeia. O período de 1910 até 1930 foi marcado por grandes obras no Centro da cidade, e as reformas não eram apenas técnicas, mas também ligadas à estética e ao embelezamento da região de acordo com os modelos adotados em cidades como Paris e Buenos Aires.
Em 1911, mesmo ano em que foi inaugurado o Theatro Municipal, o urbanista francês Joseph-Antoine Bouvard foi contratado para realizar um novo projeto para o Vale do Anhangabaú. O paisagista desenvolveu um grande projeto de arborização do vale, que se transformou em parque. A obra só foi possível porque antes, em 1904, um projeto de canalização de rios cobriu o leito do Rio Anhangabaú.
As obra sugeridas por Bouvard para entorno do vale só foram concluídas nos anos 1920, com a criação de uma praça no início do Viaduto do Chá, a Praça do Patriarca.
No outro extremo do viaduto, dois teatros pontuavam as esquinas da via: o Theatro Municipal, inaugurado em 1911, e o Theatro São José, aberto em 1909 no terreno onde hoje está o Shopping Light.
Entretanto, a coexistência dos teatros durou pouco, já que após a inauguração do Municipal, o Theatro São José passou por um período de decadência porque as principais montagens passaram a ocorrer no concorrente da esquina oposta. A casa de espetáculos foi desativada em 1919 e, em 1924, o edifício foi demolido para a construção da sede da Light São Paulo, posteriormente ocupada pela Eletropaulo e pelo Shopping Light.
O Theatro
Fachada do Theatro Municipal de São Paulo
Celso Tavares/G1
A inauguração do Theatro Municipal ocorreu em setembro de 1911, pouco mais de uma década antes da Semana de 22. Jornais da época destacaram a grande fila de carros que se formou no entorno do teatro em sua noite de abertura. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, da frota de 300 carros daquele ano, cem foram à ópera Hamlet, apresentada na noite de estreia.
Inspirada na Ópera de Paris, a construção era muito aguardada pela elite paulistana. Também causou frenesi a inauguração de um prédio todo iluminado por energia elétrica, que ainda era uma novidade na época.
A escolha do Municipal como palco para a Semana de 1922 chegou a ser interpretada como uma suposta “democratização” do programa do teatro, que era criticado por favorecer artistas estrangeiros.
Abaporu, obra da artista modernista Tarsila do Amaral em frente ao Theatro Municipal de SP, durante comemorações do aniversário da cidade de São paulo
Fábio Tito/G1
No entanto, especialistas como a socióloga Maria Arminda do Nascimento Arruda, ex-diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), refutam essa tese.
Em entrevista ao Jornal da USP no centenário do Municipal, a professora defendeu que o evento foi feito pela elite para a elite. Para ela, a Semana de 22 não representou uma popularização do teatro, embora o movimento modernista propusesse, de fato, uma renovação cultural.
Se durante o evento o Municipal não chegou a ter um público democrática, ao longo dos seus mais de 110 anos o teatro diversificou o programa e recebeu artistas de diferentes estilos, como o rapper Emicida e as cantoras Elza Soares e Elba Ramalho.
O rapper Emicida durante show no Theatro Municipal de São Paulo, registrado no documentário AmarElo
Reprodução/Amarelo
Desde sua construção, o prédio foi alvo de três grandes reformas. A primeira, entre 1952 e 1955, promoveu a troca das cadeiras, além de outras peças do mobiliário, que foram substituídos por peças revestidas em veludo vermelho. Segundo a administração do Theatro, a reforma da década de 1950 também ampliou a Sala de Espetáculos retirando as frisas do fundo, bem como quase todos os camarotes, dos quais restaram os oito ainda existentes reservados a autoridades. Anos depois, em 1969, no lugar dos camarotes demolidos foi instalado o órgão de uma empresa italiana.
A segunda obra de peso ocorreu nos anos 1980 e promoveu a restauração de toda a fachada do prédio, desta vez com grande preocupação em manter as características originais da construção. Além disso, o palco foi modernizado com novos equipamento para cenografia e controle de iluminação.
Em outra grande reforma, entre 2008 e 2011, técnicos refizeram toda a estrutura de sonorização, acústica, mecânica cênica e tratamento acústico do fosso da orquestra. O palco, pinturas antigas e mais de 14 mil vitrais também foram restaurados na ocasião.
Mas as transformações mais recentes no prédio datam de 2018 e incluem a criação de um bar no subsolo do edifício e a adaptação do chamado Salão Dourado para um restaurante especializado em brunch.
Ambiente do Bar dos Arcos, no subsolo do Theatro Municipal de São Paulo
Divulgação/Bar dos Arcos
Inaugurado há pouco mais de três anos, o Bar dos Arcos ocupa um espaço sombrio que, antes, funcionava como uma passagem de ar para a climatização do teatro. Sob as arcadas que sustentam o teatro há mesas altas, salas privativas e até um bar secreto.
O espaço chegou a ter também uma piscina de bolinha escondida, mas, durante a pandemia de Covid-19, este ambiente foi reformado e passou a abrigar uma sala privada com luz vermelha.
Salão Dourado do Theatro Municipal de São Paulo
Reprodução/Bar dos Arcos
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Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Adrilles e Jovem Pan são investigados pelo MP-SP e podem pagar indenização por suposto gesto nazista


Comentarista e empresa passaram a ser investigados em inquérito cível também pela Promotoria de Direitos Humanos por gesto feito durante programa de TV. Comentarista já era investigado em outro inquérito, mas criminal do Ministério Público de São Paulo. Adrilles Jorge, comentarista da rádio Jovem Pan, durante transmissão nesta terça-feira (8)
Reprodução
Adrilles Reis Jorge e a Jovem Pan passaram a ser investigados nesta sexta-feira (11) num novo inquérito do Ministério Público (MP) de São Paulo: Esse na esfera cível, por suspeita de apologia do nazismo e dano social e moral coletivo contra a comunidade judaica. O ex-comentarista e a empresa poderão pagar indenizações caso sejam condenados pela Justiça pelos crimes. O dinheiro seria destinado a entidades que combatem discriminação e ódio.
Adrilles Reis Jorge e a emissora Jovem Pan passaram a ser investigados nessa semana em um novo inquérito do Ministério Público de São Paulo, agora, na esfera cível, por suspeita de apologia do nazismo e dano social e moral coletivo contra a comunidade judaica. Caso condenados, o comentarista e a empresa podem vir a pagar indenizações. O dinheiro seria destinado a entidades que combatem discriminação e ódio.
O g1 não conseguiu localizar Adrilles ou a Jovem Pan para comentarem o assunto até a última atualização desta reportagem.
Na última terça-feira (8), Adrilles, fez um gesto comparado a saudação nazista durante sua participação como comentarista no programa ao vivo da TV Jovem Pan News. Ele debatia com outro comentarista e um apresentador as declarações do influencer Bruno Aib, conhecido como Monark, que um dia antes foi demitido do Flow Podcast, canal de entrevistas na internet, por defender que existisse um partido nazista, o que é proibido por lei.
O gesto de Adrilles ao se despedir, com a mão direita espalmada similar ao “sieg heil” (“salve a vitória” numa tradução do alemão para português) adotado pelo então líder nazista Adolf Hitler, repercutiu nas redes sociais e ofendeu a Confederação Israelita do Brasil (Conib). Ela emitiu um comunicado no qual “condena estarrecida o gesto repugnante de saudação nazista feito pelo apresentador Adrilles Jorge em programa da Jovem Pan.”
Na quarta-feira (9), a Jovem Pan demitiu Adrilles alegando que “repudia qualquer manifestação em defesa do nazismo”. O ex-comentarista usou suas redes sociais para se defender e alegou que havia dado “um tchau” que foi “deturpado por canceladores”.
Quem é Adrilles, comentarista investigado pelo MP por suposta saudação nazista
Na mesma quarta-feira, o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Inteligência (Gecradi) do Ministério Público abriu um inquérito, no âmbito criminal, para investigar Adrilles por apologia do nazismo. Se vir a ser condenado na Justiça, o ex-comentarista pode receber uma pena de 1 a 5 anos de prisão ou pagamento de multa (saiba mais abaixo).
Na sexta-feira, a Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público abriu um inquérito civil contra Adrilles e a Jovem Pan. O ex-comentarista e os responsáveis pela empresa são investigados por “possível apologia ao nazismo” pelo “gesto nazista” feito durante transmissão na TV, o que é uma “conduta proibida pelo ordenamento jurídico brasileiro”, principalmente pelo que ele representa, que é a “discriminação contra judeus” e outras minorias.
“Há indícios da prática de gesto nazista por parte Adrilles Reis Jorge, reconhecido, inclusive, pela sua empregadora”, escreveu o promotor Reynaldo Mapelli Júnior na portaria que instaurou o inquérito. “Esse gesto pode representar apologia ao nazismo o que teria, em si, conteúdo racista, antissemita e altamente discriminatório contra diversas minorias, uma vez que, como bem se sabe, o regime nazista também perseguiu pessoas com deficiência, LGBTQIA+, ciganos e outros.”
Ainda segundo o promotor, a Jovem Pan deve aperfeiçoar o controle interno para capacitar os colaboradores e evitar esse tipo de coisa. “Necessidade de a Jovem Pan prestar esclarecimentos e indicar quais as medidas internas realizadas para impedir a promoção de discursos de ódio através de seus canais (compliance em direitos humanos)”, escreveu o representante do MP.
A portaria ainda pede que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) da Polícia Civil abra inquérito para investigar Adrilles e os responsáveis pela Jovem Pan pelo crime de apologia do nazismo.
Esfera criminal
O que a lei brasileira diz sobre apologia ao nazismo
Até o momento, somente Adrilles é investigado na esfera criminal pelo Ministério Público. Na portaria que abriu a investigação contra o ex-comentarista, a promotora Maria Fernanda Balsalobre Pinto determinou que a Jovem Pan somente encaminhasse “a mídia integral do programa indicado, por meio digital, no prazo de dez dias” e que seus responsáveis “identifiquem, com função, e-mail e telefone de contato, todos os presentes no estúdio quando do encerramento do programa”.
A saudação, símbolos e apologia do nazismo são crimes previstos na lei brasileira nº 7.716/1989. Ela criminaliza qualquer forma de discriminação ou preconceito. Na mesma legislação, em seu artigo 20, há menção ao crime de divulgação e criação de grupos nazistas.
A lei citada pelo Ministério Público define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, e afirma que é crime “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”.
Adrilles Jorge tem 47 anos é escritor, poeta e jornalista. Na Jovem Pan, ele era um dos comentaristas do programa “Morning Show”, além de escrever sobre política, cultura e comportamento. O ex-comentarista foi um dos participantes do “BBB15” da TV Globo.
Monark e Flow Podcast
Monark pede desculpa e diz que estava bêbado quando defendeu existência de partido nazista
Monark e os responsáveis pelo Flow Podcast, veiculado no YouTube, podem pagar indenizações e até ser presos caso sejam condenados pela Justiça por apologia do nazismo e discriminação contra judeus durante o programa ao vivo realizado na última segunda-feira (7), quando os deputados federais Kim Kataguiri (DEM-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) eram entrevistados.
Monark é desligado do Flow Podcast após fala sobre nazismo e apaga vídeo do canal
Saiba quem é Monark e veja declarações dele que viraram alvo de críticas
O Ministério Público de São Paulo apura o caso envolvendo o influencer e o programa em duas esferas: a cível e a criminal. Em sua defesa, Monark alegou que estava “bêbado” quando deu as declarações.
MPF
Monark e Kim Kataguiri
Reprodução/YouTube/FlowPodcast; Marina Ramos/Câmara dos Deputados
O Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, também investiga Monark por apologia ao nazismo após determinação do procurador-geral Augusto Aras. Mas além do influencer, a Procuradoria apura se Kim cometeu o mesmo crime por entender que ele fez declarações de cunho neonazista ao responder Tabata que a Alemanha não deveria ter criminalizado o nazismo.
Nesta sexta, o deputado usou sus redes para se desculpar pelo que disse: “Eu errei, eu disse algo que ofende a comunidade judaica.”
Secretaria de Justiça
Monark, Kataguiri e Adrilles
Montagem/g1
A Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania de São Paulo também abriu um processo administrativo para apurar a conduta de Monark, de Kim e Adrilles. Cada um deles pode ser multado em até R$ 95 mil.

Fonte: G1 Entretenimento