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Marisa Monte reina no mar de canções, sons e imagens fascinantes do show ‘Portas’


Artista estreia turnê mundial em São Paulo com requintado aparato visual e com banda que dá frescor a repertório sem músicas inéditas na voz da cantora. Marisa Monte em momento de beleza do show ‘Portas’
Leo Aversa / Divulgação
Resenha de show
Título: Portas
Artista: Marisa Monte
Local: Espaço das Américas (São Paulo, SP)
Data: 4 de fevereiro de 2022
Cotação: * * * * *
♪ Primeiro show solo de Marisa Monte em dez anos, Portas se abriu para o mundo em São Paulo (SP) na noite de ontem, 4 de fevereiro, com estética encantadora que remeteu ao aparato visual do anterior show solo da artista carioca, Verdade, uma ilusão (2012), estreado em Curitiba (PR) há uma década com base no álbum O que você quer saber de verdade (2011).
Diretor de arte de ambos os shows, Batman Zavareze projeta em Portas imagens – desenvolvidas a partir da série Fundos, da artista plástica Lúcia Koch – que criaram inebriantes efeitos visuais em caixa cênica arquitetada por Cláudio Torres para preencher toda a dimensão do palco. No caso, o palco amplo do Espaço das Américas, cenário da efetiva estreia da turnê mundial prevista inicialmente para ter chegado à cena em 19 de janeiro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), mas adiada pelos efeitos devastadores da variante ômicron no curso da pandemia de covid-19.
Assinando a direção e a concepção visual do show com Zavareze e com Torres, Marisa Monte reinou como a sereia que emergiu soberana em mar de canções, sons e imagens fascinantes que fizeram o show Portas fluir sem erros ao longo de duas horas.
O requinte visual do espetáculo redimiu o roteiro sem novidades na voz de uma cantora que sempre apresentava surpresa no repertório para o séquito que a segue ao longo de trajetória que soma 35 anos em 2022. A novidade, desta vez, reside mais na sonoridade que diferencia o show Portas do homônimo álbum lançado por Marisa Monte em 1º de julho de 2021, dia do 54º aniversário da cantora, compositora e instrumentista.
Em vez dos opulentos arranjos de cordas que embalaram com certa suntuosidade boa parte do repertório inteiramente autoral do disco Portas, um azeitado trio de sopros – formado por Antonio Neves (trombone e arranjos), Eduardo Santanna (trompete e flugelhorn) e Lessa (flauta e saxofone), músicos também presentes no álbum – bafejou grande parte das 32 músicas do roteiro quase totalmente autoral, garantindo frescor até a hits batidos como Velha infância (Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Pedro Baby e Davi Moraes, 2002).
Marisa Monte canta o samba-enredo da escola Império Serrano no show ‘Portas’
Leo Aversa / Divulgação
Marcantes ao longo do show, os metais garantiram a pulsação quente do samba-rock Você não liga (Marisa Monte e Marcelo Camelo, 2021) e, de certa forma, encobriram as presenças na banda de músicos excepcionais como o baterista Pupillo e Davi Moraes, guitarrista que ficou sob o holofote na execução de Eu sei (Marisa Monte, 1991) sem se destacar na banda.
Já Chico Brown – com quem Marisa abriu e firmou parceria no álbum Portas – sobressaiu ao se revezar entre teclados, guitarra, baixo e voz, bancando o guitar hero em Déjà vu (Marisa Monte e Chico Brown, 2021), pontuando no piano a latinidade de Seo Zé (Marisa Monte, Carlinhos Brown e Nando Reis, 1994) e se revelando legítimo herdeiro do pai, Carlinhos Brown, percussionista de musicalidade exuberante.
Ausente na criação do repertório do álbum Portas, Carlinhos Brown esteve presente no show como compositor de bem-vindas músicas antigas como Maria de verdade (1994) e Magamalabares (1996), fecho perfeito – antes do bis – para espetáculo de atmosfera onírica que fluiu como serenata moderna e vibrante, com o canto da sereia semeando paz.
Citando a letra de Brown, o séquito da cantora ouviu sininhos desde a abertura climática do show com a canção Pelo tempo que durar (2006), parceria de Marisa com a contemporânea Adriana Calcanhotto, colega de geração. Foi quando o palco abriu as portas da percepção com atmosfera visual que atingiu picos de encantamento com as imagens projetadas ao longo da música-título Portas (2021), canção de Marisa com Arnaldo Antunes e Dadi Carvalho, multi-instrumentista que representou porto seguro para a banda e a cantora nos toques do baixo, da guitarra e dos teclados.
Talvez por se reconhecer instrumentista meramente eficiente no toque do violão, da guitarra e do ukulele, uma artista cuja musicalidade pulsa em cena mais nas composições e no canto afinado e preciso, Marisa Monte sempre se cercou de grandes músicos como os que a rodeiam no show Portas.
Houve espaços e louvações para todos na estreia de Portas, mas quem imperou no centro do palco, absoluta, com figurinos que foram mudando ao longo da apresentação, foi a própria Marisa, arquiteta e diretora geral desse show que teve significado especial por marcar o reencontro da artista com o público em era pandêmica.
“Quanto tempo, né?”, sublinhou a cantora após cantar Quanto tempo (Marisa Monte e Chico Brown, 2021), uma das 11 músicas do repertório do disco Portas incluídas no roteiro do show – ao todo, são 17 músicas, se contabilizada a canção em português e espanhol Vento sardo (2021), lançada como single avulso em outubro após o álbum (há uma 18ª música na safra autoral do disco, Feliz e forte, ainda inédita).
Marisa Monte toca guitarra no show ‘Portas’
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Composta e gravada por Marisa com Jorge Drexler, Vento sardo espalhou beleza – com a voz e a imagem do cantor espanhol no telão e com Marisa simulando no figurino a saia rodada de Oyá citada na letra – em show pautado por costuras sutis do roteiro bem alinhavado com hits inevitáveis como Já sei namorar (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 1991), pop aditivado ao fim com o toque heavy de guitarras.
Ouvintes atentos perceberam que o reduto de paz retratado em Vilarejo (Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Pedro Baby, 2006) se afinou com a atmosfera de encantamento da música seguinte, A língua dos animais (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Dadi Carvalho, 2021).
Da mesma forma, a alma soul da canção Ainda lembro (Marisa Monte e Nando Reis, 1991) – música há muito ausente dos shows de Marisa e incluída no show Portas a pedido dos fãs em enquete online – preparou o clima para a lembrança de um sucesso de Tim Maia (1942 – 1998), O que me importa (Cury, 1972), revivido por Marisa no álbum Memórias, crônicas e declarações de amor – Textos, provas e desmentidos (2000).
Entre músicas do disco Portas, como a envolvente Praia vermelha (Marisa Monte e Nando Reis, 2021), também reapareceram músicas abordadas pela cantora no primeiro álbum, MM (1989), gravado ao vivo. Uma delas foi Preciso me encontrar (Candeia, 1976), samba de atmosfera melancólica acentuada pelo sopro climático do trombone de Antônio Neves, ouvido entre o choro da cuíca de Pretinho da Serrinha.
Outra pérola pescada por Marisa do repertório do show de 1988 foi o samba-enredo Lendas das sereias, rainhas do mar (Vicente Mattos, Dinoel Sampaio e Arlindo Velloso, 1975), com o qual a escola Império Serrano desfilou no Carnaval de 1976. O canto da sereia fez o link com o samba de exaltação da Portela Elegante amanhecer (2021), parceria de Marisa com o imperial Pretinho da Serrinha, percussionista que evoluiu com Marisa pelo palco no passo desse samba de cepa nobre.
No bis, Marisa serviu Comida (Arnaldo Antunes, Marcelo Frommer e Sergio Britto, 1987), rock que deu o toque político de show que, se desviando das tensões do Brasil de 2022, ofereceu momentos de paz e otimismo, explicitado em Pra melhorar (Marisa Monte, Seu Jorge e Flor, 2021), tema contagiante, estrategicamente alocado após a música dos Titãs.
Marisa Monte à frente da banda na ‘caixa cênica’ do show ‘Portas’
Leo Aversa / Divulgação
Fiel à determinação de espalhar boas vibrações, Marisa Monte jogou o tempo todo para a galera anestesiada que ocupou as cadeiras do Espaço das Américas. “Mais uma para esse coralzão”, anunciou a cantora, antes de sapecar Beija eu (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Arto Lindsay, 1991) e após apresentar Ainda bem (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2011) com evocações do som mariachi e da música flamenca. Perto do fim, Não vá embora (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2000) foi outro aceno para o coralzão.
Na seara das canções românticas, a apaixonada balada Totalmente seu (Marisa Monte, Lucio Silva e Lucas Silva, 2021) se confirmou como possível futuro hit do álbum Portas enquanto Depois (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2011) reiterou o dom de Marisa para fazer aliciantes canções com os parceiros tribalistas, também coautores de Infinito particular (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2006).
Aliado ao canto da sereia, cujos gorjeios pavimentaram Na estrada (Marisa Monte, Carlinhos Brown e Nando Reis, 1994), o talento da compositora – dona de obra autoral construída a partir do segundo álbum, Mais (1991) – garantiu que o show Portas se abrisse para a total satisfação do público.
Para o séquito de Marisa Monte, nem o caráter dèjá vu do efetivo final do show – arrematado em um segundo bis com o canto a capella de Bem que se quis (E po’ che fà – Pino Danielle, 1982, em versão em português de Nelson Motta, 1989) em número encerrado somente com o coro do público, com a cantora já fora de cena – empanou o brilho de fato arrebatador do show Portas.
Para o séquito, Marisa Monte reiterou na estreia de Portas a soberania em mar de canções, sons e imagens fascinantes.
Marisa Monte alinha 32 músicas no roteiro do show ‘Portas’
Leo Aversa / Divulgação
♪ Eis as 32 músicas do roteiro seguido por Marisa Monte em 4 de fevereiro de 2022 na estreia da turnê internacional do show Portas no Espaço das Américas, na cidade de São Paulo (SP):
1. Intro – Pelo tempo que durar (Marisa Monte e Adriana Calcanhotto, 2006)
2. Portas (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Dadi Carvalho, 2021)
3. Quanto tempo (Marisa Monte e Chico Brown, 2021)
4. Maria de verdade (Carlinhos Brown, 1994)
5. Vilarejo (Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Pedro Baby, 2006)
6. A língua dos animais (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Dadi Carvalho, 2021)
7. Infinito particular (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2006)
8. Praia vermelha (Marisa Monte e Nando Reis, 2021)
9. Ainda bem (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2011)
10. Beija eu (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Arto Lindsay, 1991)
11. Totalmente seu (Marisa Monte, Lucio Silva e Lucas Silva, 2021)
12. Ainda lembro (Marisa Monte e Nando Reis, 1991)
13. O que me importa (Cury, 1972)
14. Preciso me encontrar (Candeia, 1976)
15. Vento sardo (Marisa Monte e Jorge Drexler, 2021)
16. A sua (Marisa Monte, 2001)
17. Déjà vu (Marisa Monte e Chico Brown, 2021)
18. Depois (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2011)
19. Calma (Marisa Monte e Chico Brown, 2021)
20. Eu sei (Marisa Monte, 1991)
21. Velha infância (Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Pedro Baby e Davi Moraes, 2002)
22. Seo Zé (Marisa Monte, Carlinhos Brown e Nando Reis, 1994)
23. Elegante amanhecer (Marisa Monte e Pretinho da Serrinha, 2021)
24. Lenda das sereias, rainhas do mar (Vicente Mattos, Dinoel Sampaio e Arlindo Velloso, 1975) – Samba-enredo da escola Império Serrano no Carnaval de 1976
25. Você não liga (Marisa Monte e Marcelo Camelo, 2021)
26. Na estrada (Marisa Monte, Carlinhos Brown e Nando Reis, 1994)
27. Não vá embora (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2000)
28. Magamabalares (Carlinhos Brown, 1996)
Bis:
29. Comida (Arnaldo Antunes, Marcelo Frommer e Sergio Britto, 1987)
30. Pra melhorar (Marisa Monte, Seu Jorge e Flor, 2021)
31. Já sei namorar (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 1991)
Bis 2:
32. Bem que se quis (E po’ che fà – Pino Danielle, 1982, em versão em português de Nelson Motta, 1989)
♪ O crítico e colunista Mauro Ferreira viajou a São Paulo (SP) a convite da produção de Marisa Monte.
Marisa Monte no show ‘Portas’
Leo Aversa / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Antes de Whindersson enfrentar Popó, outros artistas se arriscaram no boxe; veja histórias de famosos

Humorista arrancou empate do ex-campeão mundial e seguiu exemplos de nomes como Mickey Rourke, Paul Logan e Ruby Rose ao subir nos ringues. Semana Pop lembra outros exemplos. Semana Pop relembra artistas boxeadores além de Whindersson
Whindersson Nunes mostrou coragem ao enfrentar o ex-campeão mundial de boxe no último domingo (30), conseguindo até um empate. Mas o humorista não foi o primeiro famoso a vestir as luvas e subir no ringue para enfrentar algum pugilista profissional, tentar uma carreira no esporte ou até enfrentar desafetos. O Semana Pop deste sábado (5) lembra de outros exemplos, como Mickey Rourke e os irmãos Logan. Assista ao vídeo acima.
Veja todas as edições do programa
O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema que está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Kevin O Chris e Léo Santana unem Rio e Salvador no ‘Ritmo agressivo’ do produtor Rafinha RSQ


♪ Um é representante do funk fluminense de 150 BPM. O outro é uma das vozes sobressalentes do pagodão pop baiano. Juntos em Ritmo agressivo, single lançado na noite de quinta-feira, 3 de fevereiro, Kevin O Chris e Léo Santana misturam levadas de Rio de Janeiro (RJ) e de Salvador (BA) – como alardeia a letra dessa música inédita – em gravação feita com produção musical de Rafinha RSQ. Os versos de Ritmo agressivo alinham clichês das músicas autorreferentes de “jogação”.
Capa do single ‘Ritmo agressivo’, de Kevin O Chris e Léo Santana
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Bloco que virou banda, Rockália põe disco na rua com Digão e Nasi


Quarteto brasiliense reúne seis composições autorais no EP ‘Música para vender’. ♪ Quando Paulo Verissimo (voz e guitarra), Ivo Portela (voz e baixo), Paulo Thirso (teclados) e Maicon Vasconcelos (bateria) criaram a Rockália em 2019, a intenção era somente pôr nas ruas de Brasília (DF) um bloco de Carnaval para animar foliões roqueiros com sucessos de artistas associados à Tropicália, ao rock e ao soul.
Só que a pandemia de covid-19 atravessou o samba roqueiro e o caminho do bloco brasiliense. Sem poder ir para a rua, o bloco acabou virando banda e decidiu registrar repertório autoral em disco.
Com três singles já lançados, a Rockália põe EP no mundo digital a partir de quarta-feira, 9 de fevereiro, com seis músicas e com as participações de Digão (da banda brasiliense Raimundos), Nasi, Renato Azambuja, Sérgio Guizé, Thiago Hoover e Vanessa Oliveira.
O disco se chama Música para vender. Nasi figura como convidado da Rockália na inédita música-título. De saco cheio e Xau querida – faixas gravadas com a cantora recifense Vanessa Oliveira e com o guitarrista e cantor campinense Thiago Hoover – são as outras duas novidades do EP.
Candango (música gravada com Digão), Loki down (com Renato Azambuja, da banda brasiliense Surf Session) e Rockalizar são faixas já previamente apresentadas em singles.

Fonte: G1 Entretenimento

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Jaime Alem e Nair de Cândia reeditam álbum raro, lançado em 1979 com participação de Gonzaguinha


♪ Embora tenha ficado mais conhecido depois que começou a trabalhar com Maria Bethânia, de quem foi maestro de 1985 a 2010, Jaime Alem iniciou a carreira nos anos 1970 ao lado da cantora Nair de Cândia, com quem também firmou parceria na vida.
A dupla debutou no mercado fonográfico com o álbum Jaime & Nair, lançado em 1974 pela gravadora CID. O segundo e último, Amanheceremos, veio ao mundo cinco anos depois, em 1979, com repertório altamente politizado composto por Jaime Alem de forma quase inteiramente solitária (somente uma das 12 músicas, Didática, trouxe também a assinatura de Walter Antônio Krausche).
É esse álbum Amanheceremos que Jaime e Nair de Cândia relançam em março, somente em edição digital, 43 anos após o lançamento do LP original.
Capa do álbum ‘Amanheceremos’, de Jaime Alem e Nair de Cândia
Reprodução
Gravado com os toques de músicos como Ari Piassarollo (guitarra), Jorjão (baixo) Jota Moraes (piano acústico e elétrico) e Jurim Moreira (bateria), além do próprio Jaime Alem ao violão, o álbum trouxe a voz do cantor Gonzaguinha (1945 – 1991) na música-título Amanheceremos.
Cinzel de ouro, O canto dos homens, Santo falso e Tesouros de César são outras músicas do álbum, título raro da discografia brasileira, nunca editado em CD.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘BBB22’ terá dois novos participantes


Homem e mulher que se juntarão a grupo dos Pipocas já estão confinados e casa de vidro será montada dentro da residência do reality show. Os Pipoca do ‘BBB22’ realizam jogo no primeiro dia da edição
Reprodução/Globo
A Globo anunciou nesta sexta-feira (4) que o “Big Brother Brasil 22” vai ganhar dois novos participantes. A identidade dos dois ainda não foi revelada, nem quando exatamente se juntarão aos demais, mas eles fazem parte do grupo dos Pipocas — ou seja, não são famosos — e são um homem e uma mulher.

Fonte: G1 Entretenimento

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Mayra Cardi lamenta perda de ‘tanque’ de Arthur Aguiar no ‘BBB’: ‘Onde vou lavar minhas calcinhas?’


Namorada critica alimentação e ganho de peso do ator no reality. Mayra Cardi repreendeu Arthur Aguiar após ator comer pão no BBB 22
Reprodução
Mayra Cardi, ex-BBB e namorada de Arthur Aguiar, participante da edição atual do reality, criticou o ganho de peso do ator no programa.
Ela mostrou uma foto que mostra que ele perdeu o “tanquinho” – barriga com músculos à mostra, sem gordura.
“Meu tanque está indo embora!”, lamentou a influenciadora. “Quero saber onde lavarei minhas calcinhas???”, ela brincou.
Mayra Cardi lamenta Arthur Aguiar sem ‘tanquinho
Reprodução / Instagram
Os comentários sobre a alimentação de Arthur feitos por Mayra, que não é nutricionista, têm sido criticados nas redes sociais pelo excesso de rigor. Ela já lamentou que ele tenha comido pão durante o programa.
Ao mesmo tempo, comentários de Arthur sobre o quanto ele comeu também viralizaram e se transformaram em brincadeira na edição do programa.
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Arthur Aguiar foi o rebelde dos ‘Rebeldes’, mas carreira solo fica atrás de vídeos com Mayra Cardi

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Dying Light 2’ tem mundo apocalíptico feito para boa exploração e combate; mas faltou refinamento; g1 jogou


Game tem cidade vasta que permite explorar ao máximo em busca de recursos e traz bom combate que podem ser atrapalhados por alguns bugs. ‘Dying Light 2: Stay Human’: trailer do jogo
Sempre ouvimos que a “noite é uma criança” e que tudo pode acontecer. Em “Dying Light 2: Stay Human”, por outro lado, a noite vai ser o maior pesadelo do jogador, que vai precisar encontrar um local seguro esperar o dia raiar. Isso porque neste mundo pós-apocalíptico dominado por zumbis e outras monstruosidades, é durante a noite que os mortos-vivos ficam mais agitados e espécies mais fortes e poderosas dessas aberrações saem para caçar. E, claro, você é o prato principal.
E é óbvio que, para deixar o desafio ainda maior, o game do estúdio polonês Techland apresenta missões que acontecem no período noturno justamente para aumentar o desafio de sobreviver nesse mundo do futuro. Os inimigos mais fortes que aparecem sob a luz do luar não podem ser derrotados facilmente e a única alternativa é fugir por sua vida — e o desespero ao escutar os gritos de hordas de monstros atrás de você é desesperador.
Em ‘Dying Light 2: Star Human’, você precisa correr de monstros para sobreviver
Divulgação/Techland
Na história da sequência de “Diyng Light”, lançado em 2015, que chega nesta sexta-feira (4) para Xbox Series X/S, PlayStation 5, Xbox One, PlayStation 4, Nintendo Switch e PC, um vírus extremamente contagioso infectou quase toda a população do planeta, transformando a todos em zumbis. Não é um enredo original, mas funciona bem para criar a ambientação deste universo. O mapa é aberto e denso, permitindo uma exploração robusta em busca de recursos e de melhorias como talvez nunca se viu antes em um game com zumbis. Este é o ponto forte do novo jogo: ter um cenário recheado do que fazer e com muito a descobrir em um verdadeiro “sandbox” (gênero de jogos onde o jogador pode fazer quase o que desejar como “GTA”, “Just Cause” ou “Minecraft”, por exemplo). Contudo, a história contada por meio das missões principais não chega a empolgar tanto. Isso não chega a surpreender já que outros títulos da Techland como “Dead Island”, também de infestação de zumbis, não tinha o endedo como ponto forte. O que se destacou era o combate e a luta por sobrevivência.
A promessa de mais de 500 horas de conteúdo de jogo, incluindo missões principais, secundárias e a exploração enquanto tentamos sobreviver às infestações de mortos-vivos é bastante audaciosa, mas ela é entregue. Como no primeiro game, a visão em primeira pessoa, focando na movimentação rápida do parkour e nos combates com armas brancas (bastões, porretes, facões, etc), aliado com um grande detalhamento visual deste mundo, são os pontos positivos. Remetendo muitas vezes ao antigo game “Mirror’s Edge”, você vai dar grandes saltos, ficar pendurado em beiradas de prédios, dar cambalhotas, deslizar por cabos presos em grandes alturas e muitas outras ações que dão aquele frio na barriga. Tudo como se fosse o seu ponto de vista.
História batida, mundo incrível
Na pele de Aiden, uma espécie de sobrevivente desse vírus que transforma a todos em zumbis, você deve partir em busca da sua irmã que estaria viva em algum lugar. Ao mesmo tempo, por o personagem ter o vírus no corpo, durante a noite, ele pode começar a se transformar em um morto-vivo, e precisa correr desesperadamente para encontrar uma fonte de luz UV, que consegue evitar essa mutação. Aliás, ao longo do game, nos momentos de perseguição, é apenas esse ponto iluminado azul que vai salvar o jogador, além da luz do sol ao amanhecer. Elas funcionam como um tipo de veneno para certos inimigos.
Um dos monstros que vai perseguir você à noite em ‘Dying Light 2’
Divulgação/Techland
O ciclo de dia e de noite é muito importante e você precisa ficar atento ao relógio. Durante o dia, há zumbis nas ruas, mas eles são fracos e pode ser facilmente eliminados. Usando suas habilidades de parkour, ficar por cima dos telhados ajuda a evitar confrontos desnecessários. Mas se você não for discreto, esses zumbis vão entrar em uma perseguição mortal e conseguem escalar os prédios em busca da sua carne fresca.
Durante a noite, os monstros mais poderosos saem da toca e vão perseguir Aiden implacavelmente se ele estiver dando bobeira na rua. Não há como serem eliminados, então, correr por sua vida é a única alternativa atrás de uma fonte de luz UV ou de um abrigo protegido. Além dos gritos assustadores, indicadores na tela ficam mostrando o quão perto eles estão de você.
Então, é melhor ficar saindo só de dia e dormir à noite? Não. Os jogadores mais habilidosos vão querer explorar pontos específicos do mapa que servem de ninho dos monstros que só podem ser acessados à noite. De dia, os zumbis estão ativos lá dentro longe do sol. No período noturno, eles saem para caçar e é a chance de invadir esses locais e obter itens raríssimos que vão dar boas vantagens para Aiden. Essas vantagens incluem acessórios e armas melhores e itens que desbloqueiam novas habilidades. E, como foi dito, as missões principais e secundárias geralmente se encerram à noite justamente para causar uma sensação de desespero enquanto você precisa fugir dos monstros. Ouvir o som deles gritando atrás de você é digno de pesadelos.
Combates e elementos de RPG
Quando você precisa lutar, os combates de Diyng Light 2 funcionam muito bem. Por estarem nessa visão de primeira pessoa utilizando os movimentos do parkour, eles apresentam bastante intensidade. Além de usar os armamentos que você encontra pelo caminho (e pode melhorá-los conforme encontra sucata e outros itens), as habilidades de parkour permitem, por exemplo, usar inimigos para pegar impulso e dar uma bela voadora no adversário que está logo em frente. Vale destacar que, além dos mortos-vivos, neste mundo sem lei, onde os sobreviventes se organizaram em pequenas comunidades, há grupos armados que querem dominar territórios. Eles são bastante perigosos e usam as mesmas armas que Aiden para atacar. Contra eles, os reflexos de combate são bastante importantes para vencer.
Usando parkour para se movimentar, game apresenta cidade imensa e cheia de conteúdo
Divulgação/Techland
Ao longo do game, as habilidades são aprimoradas conforme você encontra os itens especiais à noite, entra em combate ou consegue comprar melhorias nas lojas espalhadas na cidade dentro de pequenas vilas fortificadas. Você pode fazer um escambo com o que você coletar pelo caminho e ir ajudando esses pequenos grupos de sobreviventes a crescer e melhorar suas vidas. E conforme você melhora o que Aiden pode fazer, você pode enfrentar grupos de adversários maiores e consegue alcançar locais de difícil acesso. Por isso, a exploração no game foi muito bem trabalhada e é o grande ponto de destaque.
Coletar os recursos para a criação de itens é outro elemento que faz com que o jogador explore a cidade. O sistema é simples para até os mais iniciantes criarem poções de vida e aprimoramentos nas armas. Aliás, elas são finitas: use-as demais e elas perdem sua função. Mais um motivo para explorar e encontrar armamentos mais poderosos. Tal qual alguns RPGs, as armas possuem níveis e você vai querer encontrar as mais raras e fortes para utilizar.
A cidade foi muito bem construída para proporcionar a exploração exigida pelo game, além de ser incrivelmente detalhada. Há prédios altos, casa mais baixas, plantações onde você encontra recursos, pontes, cordas e muito mais. Tudo com aquele tom de fim do mundo com plantas dominando as construções, carros abandonados pelas ruas e muito mais.
Por outro lado, por mais que o trabalho visual e de conteúdo de jogo esteja muito bem feito e deixa tudo muito divertido, a parte técnica deixa a desejar. Foram encontrados muitos bugs ao longo da aventura. Entre os mais comuns estão travamentos e o game encerrar sozinho — isso no meio de uma missão, obrigando a reiniciar o jogo e a começar tudo de novo. Outro erro que aconteceu foi atravessar e ficar preso em parece ou cair em um buraco infinito, também necessitando recomeçar o jogo. São falhas que incomodam e prejudicam a qualidade do game, mas que podem ser consertadas com uma atualização posterior. Um game tão bonito e com tanto conteúdo não merecia ter esse tipo de problemas.
Zumbis vão dar trabalho ao jogador em ‘Dying Light 2’
Divulgação/Techland
Ainda, nos videogames de nova geração (Xbox Series X e PlayStation 5), há três opções visuais. O modo resolução prioriza as imagens em 4K de definição. O modo qualidade coloca mais elementos na tela e ray tracing para sombras mais precisas, mas deixa o visual bastante borrado. Senti que precisava de óculos. Já o modo desempenho reduz a resolução mas prioriza uma taxa de 60 quadros por segundo, deixando a movimentação mais fluida. Seria perfeito para este tipo de jogo cheio de ação, mas, aparentemente, a qualidade visual perde muito. No teste, foi escolhido jogar no modo com resolução maior.
“Dying Light 2: Stay Human” consegue superar o antecessor em todos os quesitos. Mesmo com os problemas, é um game mais parrudo em conteúdo e visualmente mais bonito. Para quem gosta desse tipo de exploração nos mínimos detalhes, de procurar uma construção e fazer de tudo para conseguir subir nela, procurar pelos itens mais raros de todas as maneiras e ir expandindo as habilidades do personagem, o resultado final é satisfatório. Mas tenha em mente que os bugs estarão lá para aparecer quando menos se espera, tal qual os zumbis assustadores.

Fonte: G1 Entretenimento

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Com alta dos NFTs, Tesouro dos EUA alerta sobre lavagem de dinheiro por meio da arte

Estudo divulgado nesta sexta-feira (4) aponta para necessidade de tomar medidas mais duras para dificultar crimes financeiros por meio do novo mercado de arte. NFT: 5 pontos sobre a tecnologia que torna um arquivo digital ‘único’
O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu nesta sexta-feira (4) um conjunto de recomendações para combater o financiamento ilícito no mercado de arte de alto valor e alertou que o mercado emergente de arte digital, como os tokens não fungíveis (NFTs), pode apresentar novos riscos.
NFT: como funciona o registro de coleções digitais que já valem milhões de dólares
O estudo também disse que dependendo da estrutura e incentivos do mercado, o mercado de arte digital, como os NFTs, pode apresentar novos riscos, uma vez que suas características o tornam vulnerável à lavagem de dinheiro.
Em um estudo publicado nesta sexta-feira, o Tesouro concluiu que há algumas evidências de risco de lavagem de dinheiro no mercado de arte de alto valor, mas evidências limitadas de risco de financiamento do terrorismo, disse o órgão em comunicado.
A pesquisa mostra que os mais vulneráveis no mercado são empresas que oferecem serviços financeiros que não estão comprometidos com o combate à lavagem de dinheiro ou financiamento ao terrorismo, alertando que empréstimos baseados em ativos “podem ser usados para disfarçar a fonte original de fundos e fornecer liquidez a criminosos”.
Uma autoridade sênior do Tesouro norte-americano disse que entre os próximos passos está obter um retorno das partes interessadas, como as do Congresso. Ele disse que o Tesouro espera que o estudo incentive as indústrias a adotarem medidas adicionais para dificultar a lavagem de dinheiro por meio do mercado de arte.
A autoridade acrescentou que o Tesouro pensará mais sobre se são necessárias medidas regulatórias adicionais neste mercado.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Mães paralelas’ mistura maternidade e questões políticas com sensibilidade; g1 já viu


Novo filme de Pedro Almodóvar marca sua sétima parceria com Penélope Cruz. Cineasta resgata episódio histórico ocorrido durante a Guerra Civil Espanhola, na década de 1930 O mais incrível sobre Pedro Almodóvar é o fato de que, mesmo realizando diversas obras cujo principal tema tem se repetido há alguns anos (no caso, a maternidade), ele sempre encontra variações que nunca demonstram cansaço e obtém o objetivo de emocionar o público.
Em seu mais recente trabalho, “Mães paralelas”, ele insere um novo elemento, relacionado a eventos históricos e políticos na Espanha, que se interliga com o assunto principal de maneira criativa e contundente. O filme estreou nos cinemas nesta quinta-feira (3) e chega à Netflix no dia 18.
Assista ao trailer legendado do filme “Mães Paralelas”
A trama é centrada em Janis (Penélope Cruz), uma fotógrafa profissional que pede ao arqueólogo Arturo (Israel Elejalde), que consiga encontrar os restos mortais de familiares assassinados pela Falange Espanhola, grupo de inspiração fascista que atuou durante a Guerra Civil ocorrida na década de 1930. Os dois acabam se envolvendo, mas o caso termina quando Janis se descobre grávida.
Apesar de ficar sozinha, a fotógrafa se anima com a gravidez e leva a gestação até o fim. Quando está prestes a dar a luz, Janis conhece a jovem Ana (Milena Smit), com quem compartilha o quarto no hospital e também engravidou por acidente. Ao contrário de Janis, Ana não está tão contente de ser mãe, ainda mais com os conflitos que tem com a própria matriarca, Teresa (Aitana Sánchez-Gijón), uma veterana atriz de teatro.
Mesmo com os sentimentos contraditórios em relação à maternidade, Janis e Ana se tornam grandes amigas e, com o passar do tempo, confidentes em relação aos seus conflitos pessoais. Mas inesperadas reviravoltas surgem para mudar a vida dessas duas mulheres de uma maneira que elas jamais imaginariam.
Penélope Cruz e Milena Smit numa cena de “Mães Paralelas”
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Amor de mãe
A ideia de fazer “Mães paralelas” não é recente. Almodóvar, que além de dirigir, assina o roteiro, tinha a intenção de realizar esse filme há mais de uma década. Tanto que criou um pôster que aparece em uma cena de “Abraços partidos”, de 2009, também estrelado por Penélope Cruz.
O tempo foi crucial para que Almodóvar aprimorasse seu texto e entregasse uma obra sublime em vários aspectos, seja na direção, na fotografia, trilha sonora (mais uma vez assinada pelo parceiro de longa data, Alberto Iglesias) ou no elenco. Mas o que mais chama a atenção foi a maneira que o cineasta espanhol escolheu para misturar dois assuntos complexos numa mesma história e conseguir torná-los igualmente tocantes.
Ana (Milena Smit) não se dá muito bem com a mãe, Teresa (Aitana Sánchez-Gijón) em “Mães paralelas”
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Na questão da maternidade, “Mães paralelas” comove por mostrar as transformações sentidas por Janis, que inicialmente se apresenta como uma mulher extrovertida e bem resolvida com a vida que escolheu e, que, com a gravidez, percebe que também possui um grande sentimento materno pela filha Cecília, que cresce com o passar do tempo.
Ao conhecer Ana, Janis acaba passando para a jovem parte desse amor e faz com que ela tenha uma visão mais positiva de sua condição e até possa se tornar uma mãe melhor, apesar da pouca idade.
Assim, Almodóvar faz com que o público (principalmente o feminino) tenha uma boa identificação com os conflitos das protagonistas e possa até relacionar o que acontece com elas com fatos que acontecem na vida real das pessoas. Isso é um dos maiores méritos dessa nova realização do cineasta espanhol.
‘Madres Paralelas’, novo filme de Pedro Almodóvar com Penélope Cruz
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Memória viva
A outra questão que Almodóvar levanta em “Mães Paralelas” está no resgate de um episódio triste e doloroso da Espanha que não é muito divulgado, que é a perseguição e morte de pessoas durante o período em que a Falange Espanhola agiu naquele país. Através do desejo de Janis de resgatar os restos mortais de seus familiares, o filme discute aspectos sobre memória, legado e aprendizado.
Pode parecer até estranho um filme misturar dois assuntos tão distintos quanto esses. Mas Almodóvar prova que é realmente um realizador diferenciado e não perde o foco em lidar com uma proposta tão complexa quanto essa. Algo que talvez não ficasse tão impactante nas mãos de outro diretor, que também não saberia tratar as reviravoltas da história com o cuidado e delicadeza necessárias para o filme.
Janis (Penélope Cruz) e Ana (Milena Smit) acabam unidas pelo destino em “Mães paralelas”
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Em sua sétima colaboração com Almodóvar, Penélope Cruz entrega mais uma grande atuação em sua carreira como Janis. A atriz trabalha bem as camadas de sua personagem, além de criar uma ótima sintonia com a co-estrela Milena Smit, também excelente em seu papel.
No elenco, vale destacar a participação de atrizes que se notabilizaram em trabalhos anteriores do diretor, como Julieta Serrano (“Dor e Glória”) e Rossy de Palma (“Mulheres à beira de um ataque de nervos”), que não atuava em um filme do diretor desde “Julieta”, de 2016.
Exibido na abertura do Festival do Rio de 2021 e com grandes chances de ser lembrado nas principais premiações do cinema, “Mães Paralelas” é uma obra terna, sensível e impactante. Como os melhores trabalhos de Pedro Almodóvar são capazes de oferecer.

Fonte: G1 Entretenimento