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Operação Narco Fluxo: como indústria musical era usada no esquema de lavagem de dinheiro envolvendo MC Ryan SP


MC Ryan desceu do palco e tirou foto com fãs na grade da Festa Junina de Votorantim (SP)
@danylomarttins-25/Festa Junina de Votorantim/Divulgação
O relatório da Polícia Federal que resultou na Operação Narco Fluxo aponta que MC Ryan SP utilizava a indústria da música (cachês, despesas de shows e pagamento de royalties) para lavar dinheiro proveniente de rifas e casas de apostas ilegais.
De acordo com o relatório da PF ao qual o g1 teve acesso, a indústria fonográfica ocupa um papel central no esquema. Segundo as investigações, é por meio dela que MC Ryan SP consegue misturar valores lícitos e ilícitos. Em suma, a operação seria:
Parte dos valores que entra nas contas das empresas do artista têm origem ilegal, como bets e rifas ilegais, e são responsáveis por custear despesas de equipe;
Também há valores de produtoras do funk, como a GR6, que realizou depósitos sem lastro contratual
Os valores ilegais se misturam no fluxo de quantias legais, como pagamentos feitos pela gravadora Sony, dando “credibilidade” para as movimentações;
Com as quantias lícitas e ilícitas misturadas, a última etapa da lavagem é a aquisição de bens de luxo para o patrimônio pessoal do cantor
No dia 15 de abril, a Operação Narco Fluxo cumpriu 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos.
Na quinta-feira (23), após idas e vindas, a Justiça converteu as prisões de Ryan, Poze e outros investigados em temporária — ou seja, sem prazo fixo para terminar.
🔍A prisão temporária é usada no começo das investigações, quando a polícia ainda está reunindo provas. Ela tem prazo definido, geralmente de 5 ou 30 dias, e pode ser prorrogada em alguns casos. Já a preventiva não tem um prazo fixo. Ela é determinada por um juiz quando há risco, por exemplo, de a pessoa atrapalhar as investigações, fugir ou continuar cometendo crimes.
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Justiça Federal aceita pedido da PF e decreta prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e criador da Choquei
Operação Narco Fluxo e a relação com a música
De acordo com as investigações da PF, o dinheiro sujo vem de rifas e bets ilegais. Esses valores, segundo a PF, estão entrando no ecossistema do MC Ryan SP e sendo direcionados para o pagamento de despesas corriqueiras de um artista, como fretamento de ônibus, diárias e alimentação da equipe.
Além disso, produtoras como a GR6 repassam dinheiro direto para a pessoa jurídica de MC Ryan. A polícia aponta que os valores, um deles na casa de R$ 1,5 milhão, não possuem lastro contratual verificável, sendo pagamentos fictícios ou, como diz a investigação, “simulação de despesas”.
Entre as quantias lícitas que entram no fluxo de movimentações de Ryan SP, estão os pagamentos de gravadoras. A polícia aponta, por exemplo, o repasse de R$ 114.243 da gravadora Sony para a produtora do cantor.
O funkeiro MC Ryan SP
Divulgação
Para a Polícia Federal, esses pagamentos da indústria fonográfica servem para dar “credibilidade” à conta, dissimulando os outros milhões ilícitos que passam por esse ecossistema.
Ainda segundo o relatório, a última etapa do processo de lavagem se dava com a compra de bens de alto luxo, como imóveis em condomínios fechados, veículos esportivos e joias. Depois de percorrer todo o fluxo, o dinheiro era diretamente destinado a esses bens.
Entenda a Operação Narco Fluxo
O MC Ryan SP, o MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’, das Redes Sociais.
Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais
A Operação Narco Fluxo foi resultado de uma investigação que começou muito antes dos mandados de busca e prisão.
Segundo a Polícia Federal, o ponto de partida foi a análise de arquivos armazenados no iCloud, sistema de armazenamento em nuvem da Apple, do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante uma operação anterior, a Narco Bet, que já era derivada da Operação Narco Vela, ambas deflagradas em 2025.
O g1 reuniu o que se sabe sobre o caso até agora.
Como a investigação começou?
O que dizem as defesas?
O que foi apreendido?
Qual era o papel dos influenciadores?
Quem eram os operadores do esquema?
Qual seria o papel de MC Poze do Rodo no esquema?
Qual seria o papel de MC Ryan SP no esquema?
Por que o iCloud foi importante?
Como a investigação começou?
Da esquerda para direita, MC Ryan SP, Poze do Rodo e Rodrigo Morgado
Reprodução/YouTube e Instagram
A investigação atual nasceu de provas reunidas durante a Operação Narco Bet, de outubro de 2025, instaurada após a Narco Vela, de abril do mesmo ano. As operações apuravam lavagem de dinheiro ligada a apostas, tráfico internacional de drogas, grandes quantias em espécie, transferências bancárias e criptoativos.
Segundo a decisão judicial, o núcleo de inteligência da PF analisou arquivos do iCloud de Rodrigo de Paula Morgado, identificado como contador e operador financeiro do grupo.
A partir disso, os investigadores encontraram indícios de uma organização criminosa voltada à lavagem de capitais, com agentes responsáveis pela captação, internalização, custódia e redistribuição de dinheiro em espécie.
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Como um backup no iCloud derrubou o esquema que levou à prisão de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Por que o iCloud foi importante?
Segundo investigadores, o material armazenado na nuvem permitiu cruzar extratos, comprovantes, conversas, registros societários, contratos, procurações e documentos financeiros.
Na prática, o backup do iCloud virou uma espécie de “mapa” da organização criminosa. Foi a partir dele que a PF conseguiu identificar a relação entre operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas. Rodrigo depositava grande confiança na segurança digital do iCloud, o que acabou permitindo à Polícia Federal mapear a organização
O próprio Rodrigo de Paula Morgado é apontado pela PF como peça-chave do grupo. Segundo a decisão, ele articulava transferências bancárias, auxiliava na proteção patrimonial de MC Ryan SP e fazia repasses em nome de terceiros, além de prestar serviços de gerenciamento financeiro, ocultação patrimonial e evasão fiscal.
A Justiça autorizou, inclusive, novas apreensões de dados armazenados em nuvem, como iCloud e Google Drive, além de celulares, HDs, notebooks e smartphones, com acesso imediato aos conteúdos durante as buscas.
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Funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo; e influencers Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira foram presos pela PF
Reprodução/Redes sociais
Operação da PF prende Mc Ryan SP e Poze do Rodo
Qual seria o papel de MC Ryan SP no esquema?
Segundo a decisão judicial, Ryan Santana dos Santos, nome de MC Ryan SP, foi identificado como líder e principal beneficiário econômico da engrenagem.
A PF afirma que ele usava empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais.
Ainda segundo a investigação, Ryan teria montado mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias para familiares e terceiros, além de usar operadores financeiros para afastar o dinheiro ilícito de sua pessoa física antes de reinseri-lo na economia formal.
Segundo a PF, os recursos eram reinvestidos em imóveis, carros de luxo, joias e outros ativos de alto valor. A Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil, joias, relógios, carros, motos, embarcações, aeronaves e outros itens de luxo encontrados com os investigados.
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Qual seria o papel de MC Poze do Rodo no esquema?
Segundo a decisão judicial, Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, nome de registro de MC Poze do Rodo, aparece vinculado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos oriundos de rifas digitais e apostas ilegais.
A investigação aponta que ele integrava a engrenagem financeira da organização ao lado de outros operadores e empresas usadas para captar, fragmentar e redistribuir dinheiro. Uma das empresas ligadas ao funkeiro e incluídas na lista de bloqueios judiciais é a EMPOZE – Editora, Gravadora e Prestação de Serviços Ltda.
Segundo a PF, Poze do Rodo foi preso em casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, e pode responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.
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Colar com imagem de Pablo Escobar e armas foram apreendidos pela PF contra MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Divulgação/PF
Quem eram os operadores do esquema?
A investigação descreve uma estrutura com funções bem definidas.
Tiago de Oliveira é apontado como braço-direito de MC Ryan SP, atuando como procurador e gestor financeiro do artista. Segundo a PF, ele centralizava recursos, redistribuía dinheiro a operadores e participava de negociações imobiliárias em favor do cantor.
Alexandre Paula de Sousa Santos, conhecido como Belga ou Xandex, teria feito a ponte entre plataformas de apostas e empresas ligadas a Ryan, recebendo dinheiro de processadoras de pagamento e repassando os valores para o núcleo do grupo. A PF afirma que ele realizava centenas de transferências fracionadas, prática conhecida como “smurfing”.
Outros investigados, como Arlindma Gomes dos Santos, Lucas Felipe Silva Martins e Sydney Wendemacher Junior, aparecem como operadores logísticos, “testas de ferro” e titulares formais de bens ligados ao cantor.
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Como funcionava o esquema?
Segundo a PF, o dinheiro tinha origem em bets ilegais, rifas clandestinas, estelionato digital e tráfico internacional de drogas.
Os recursos eram pulverizados em várias contas bancárias para dificultar o rastreamento. Depois, passavam por operadores financeiros, empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e criptomoedas.
A investigação aponta que o grupo usava técnicas típicas de lavagem de dinheiro, como fracionamento de depósitos, contas de passagem, empresas de fachada, laranjas, holdings, triangulação de receitas, criptoativos e evasão de divisas.
Segundo a Justiça, a organização operava com características de uma instituição financeira clandestina, usando mecanismos próprios de compensação, controle e registro.
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À esquerda, MC Ryan SP, apontado como líder da organização criminosa; à dir., Raphael Sousa Oliveira, dono da ‘Choquei’
Reprodução/ Redes sociais
Qual era o papel dos influenciadores?
A PF afirma que influenciadores e páginas de grande alcance eram usados para divulgar apostas, rifas e melhorar a imagem pública do grupo.
O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, é apontado na decisão como operador de mídia da organização. Segundo a PF, ele recebia valores diretamente de Ryan, Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior para divulgar conteúdos favoráveis ao cantor, promover plataformas de apostas e rifas e atuar na mitigação de crises de imagem.
Já a influenciadora Chrys Dias e outros nomes ligados a marketing digital aparecem na investigação como financiadores, divulgadores ou intermediários de valores oriundos de rifas digitais.
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O que foi apreendido?
Durante a operação, a PF apreendeu carros de luxo, relógios, joias, armas, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
Um dos itens que mais chamou atenção foi um colar com a imagem de Pablo Escobar dentro do mapa do estado de São Paulo, encontrado na casa de MC Ryan SP.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores até R$ 1,63 bilhão, além do bloqueio de criptomoedas em corretoras como Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance e Coinbase.
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O que dizem as defesas?
A defesa de MC Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso aos autos, que correm sob sigilo, mas declarou que todas as transações financeiras do cantor são lícitas e possuem origem comprovada.
Já a defesa de MC Poze do Rodo disse desconhecer o teor do mandado de prisão e afirmou que vai se manifestar na Justiça assim que tiver acesso ao processo.
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Familiares de MC Ryan vão à porta de presídio pedir liberdade para funkeiro após habeas corpus

Fonte: G1 Entretenimento

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Francis Hime e Simone navegam juntos pelas águas do show ‘Embarcação’, atração do Rio nas terças-feiras de maio


Francis Hime e Simone fazem show juntos, pela primeira vez, no projeto ‘Terças no Ipanema’
Cláudia Brandão / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Como sinalizado nas redes sociais de Francis Hime no início de março, o compositor, pianista e maestro carioca se junta a Simone em show inédito, “Embarcação”, atração do mês de maio do projeto “Terças no Ipanema”, idealizado por Flávia Souza Lima para o Teatro Ipanema, palco tradicional da cidade do Rio de Janeiro (RJ) desde a década de 1970.
Serão somente quatro apresentações agendadas para 5, 12, 19 e 26 de maio. Dirigido por Olivia Hime, o show reproduz no título “Embarcação” o nome do samba de Francis Hime e Chico Buarque gravado por Simone no álbum “Corpo e alma” (1982).
Com Francis ao piano e os toques eventuais dos músicos Chico Lira nos teclados e Hugo Pilger no violoncelo, os cantores abordarão músicas do magistral cancioneiro de Francis – “Minha” (Francis Hime e Ruy Guerra, 1966), “Trocando em miúdos” (Francis Hime e Chico Buarque, 1975), “Gente carioca” (Francis Hime, 1997) e “Samba para Martinho” (Francis Hime, Geraldo Azevedo e Olivia Hime, 2025) – entre composições eternizadas na voz de Simone, casos de “O que será (À flor da terra)” (Chico Buarque, 1976), “Jura Secreta” (Sueli Costa e Abel Silva, 1977) e “Começar de novo” (Ivan Lns e Vitor Martins, 1979).
Idealizado para o projeto “Terças no Ipanema”, o show “Embarcação” reforça a conexão profissional de Simone com Francis Hime, iniciada em 1977, ano em que a cantora gravou pela primeira vez uma música do compositor – “Valsa rancho”, parceria de Francis com Chico Buarque. – no álbum “Face a face”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cantor D4vd, acusado de homicídio, guardava pornografia infantil no celular, diz TV


Cantor D4vd em área restrita a artistas no festival de música Coachella, em 18 de abril de 2025
AP Photo
O cantor D4vd, acusado de matar a jovem Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos, tinha uma grande quantidade de pornografia infantil salva na sua conta do iCloud. A informação foi revelada nesta quinta-feira (23), durante audiência do caso.
Segundo a rede de televisão norte-americana “NBC”, a promotora do caso, Beth Silverman, afirmou que, ao todo, o cantor (cujo nome real é David Anthony Burke) tinha 8 terabytes de arquivos salvos na nuvem.
Ao todo, os promotores conseguiram acessar 1 terabyte e parte desse conteúdo é de pornografia infantil.
Segundo a NBC, os advogados de D4vd terão acesso ao conteúdo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Resultado da autópsia
Celeste, a jovem de 14 anos que D4vd é acusado de matar, morreu devido a ferimentos penetrantes na parte superior do corpo, de acordo com um relatório de autópsia divulgado nesta quarta-feira (22).
Sua morte foi considerada como homicídio no relatório do Gabinete do Médico Legista do Condado de Los Angeles, que teve sua divulgação bloqueada por meses.
O exame revelou “duas feridas penetrantes no tronco com bordas lisas que podem representar ferimentos por objeto cortante”. Uma ferida na parte superior do abdômen perfurou o fígado. Outra, no lado esquerdo do tórax, danificou suas costelas. A blusa tomara que caia que ela usava parecia estar cortada em três lugares.
Um juiz havia ordenado que o relatório fosse mantido em sigilo no final do ano passado, a pedido das autoridades policiais, mas os promotores concordaram esta semana em permitir sua divulgação.
Foto do cantor D4vd exibida durante coletiva de imprensa em Los Angeles, nesta segunda-feira (20)
Frederic J. Brown/AFP
Relembre o caso
O cantor D4vd, de 21 anos , cujo nome verdadeiro é David Burke, foi acusado do assassinato na segunda-feira (20). Ele se declarou inocente das acusações de homicídio em primeiro grau, atos libidinosos com pessoa menor de 14 anos e mutilação de cadáver.
Os advogados de Burke afirmaram que ele não causou a morte de Rivas Hernandez e que defenderão vigorosamente sua inocência.
Os pais da jovem fizeram falaram sobre o caso noite de terça-feira (21), agradecendo aos investigadores pelo trabalho e aos moradores de sua cidade natal, Lake Elsinore, na Califórnia, pelo apoio.
“Celeste era uma menina linda e forte que adorava cantar e dançar. Toda sexta-feira à noite era noite de cinema e passávamos momentos maravilhosos juntos”, disseram Jesus Rivas e Mercedes Martinez. “Nós a amávamos muito e ela sempre nos dizia que nos amava. Sentimos muita falta dela. Tudo o que queremos é justiça para Celeste.”
Celeste Rivas Hernandez, a jovem que o cantor D4vd é acusado de matar
AP
Os promotores alegam que Burke matou Rivas Hernandez porque ela ameaçou denunciar o relacionamento sexual que tiveram quando ela tinha 13 anos, e ele temia que isso arruinasse sua carreira promissora.
Uma denúncia criminal alega que ele a matou com um objeto cortante e esquartejou o corpo cerca de duas semanas depois.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Meu coração está transbordando de alegria’: Giovanna Roque, que já foi agredida por MC Ryan, comemora soltura


PF pede prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e criador da Choquei
Giovana Roque, namorada de MC Ryan SP, comemorou nas redes sociais a soltura do funkeiro na manhã desta quinta-feira (23). “Meu coração está transbordando de alegria e gratidão”, escreveu a influencer em suas redes sociais.
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Na mesma publicação, Giovana também escreveu: “Foram muitos dias subindo ao monte, suplicando e orando juntos, e Deus ouviu cada clamor. Nem sempre foi fácil, nem sempre entendi os caminhos, mas hoje eu reconheço: foi a mão de Deus em cada detalhe.”
O MC foi preso no último dia 15 por fazer parte de um grupo suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas ao exterior.
Em 2024, Giovana foi vítima de agressão de Ryan SP, quando vazaram vídeos do MC dando chutes em sua cabeça. Na ocasião, o episódio teria acontecido por conta de uma briga após o término do namoro — que foi reatado posteriormente.
MC Ryan SP e Giovanna Roque
Reprodução/Instagram
À época, Giovana relatou que quebrou o telefone de Ryan e foi “para cima” dele. Segundo ela, o MC reagiu com agressividade.
“Quebrei o telefone dele, fui para cima dele. E aí, ele ficou muito nervoso por conta dessas coisas e acabou vindo para cima de mim também, porque ele perdeu a cabeça. A gente deu abertura pro inimigo”, escreveu em um post na época do ocorrido.
LEIA MAIS: Agressão à namorada e prisão por ‘cavalo de pau’: relembre polêmicas de MC Ryan
Polícia Federal pede prisão preventiva de Ryan SP
Apesar da comemoração pela liberdade do funkeiro, a Polícia Federal solicitou também quinta a prisão preventiva de Ryan e outros investigados, como MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei.
No habeas corpus, o ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, considerou ilegal o decreto de prisão temporária por 30 dias. Segundo ele, a própria Polícia Federal havia solicitado prazo de apenas cinco dias, período que já havia se encerrado.
O MC Ryan SP, o MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil ‘Choquei’, das Redes Sociais.
Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais
Agora, com o avanço das investigações e a análise de provas apreendidas, como dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros, a PF avalia que há elementos suficientes para a conversão das prisões em preventivas.
Segundo a PF, a medida é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos. A PF também aponta risco de continuidade das atividades criminosas, além da possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.
MC Ryan está no Centro de Detenção Provisória Belém, na Zona Leste de São Paulo. Procurada, a Secretaria de Administração Penitenciária não informou quando ele será solto.
Saiba mais sobre a Operação Narco Fluxo, que prendeu os MC’s
Em nota, o advogado Felipe Cassimiro, que faz a defesa do MC Ryan SP, disse que a decisão reconhece a “ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo” e que “a consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Acionistas da Warner aprovam venda para a Paramount; veja os números


Paramount faz proposta para comprar Warner
Eric Gaillard/Reuters e Reprodução
A megafusão bilionária entre a Warner Bros. Discovery e Paramount está cada vez mais próxima de ser concluída. Nesta quinta-feira (23), o acordo recebeu a aprovação da maioria dos acionistas da Warner, favoráveis à venda integral da gigante do entretenimento.
O aval ocorre após a assinatura da proposta, em fevereiro deste ano, ao fim de meses de disputa que também envolveu a Netflix —- a empresa optou por não aumentar sua proposta e deixou a negociação.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Ao todo, incluindo dívidas, a oferta da Paramount — comandada por David Ellison — chega a cerca de US$ 110 bilhões (cerca de R$ 545 bilhões), com pagamento de US$ 31 por ação.
A operação deve criar um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, reunindo marcas como HBO, DC Comics, “Harry Potter” e “Game of Thrones”, além de uma base estimada de cerca de 200 milhões de assinantes e potencial para redesenhar o mercado global de entretenimento e streaming.
O g1 preparou um infográfico que compara o tamanho das duas empresas e mostra como a operação pode alterar o equilíbrio de forças no setor.
Veja os números da junção entre Warner e Paramount
Arte/g1
A disputa pela Warner
Antes, a Warner havia informado que a nova oferta da Paramount, de US$ 31 por ação, era superior ao acordo em vigor com a Netflix.
Com isso, a plataforma de streaming teria quatro dias úteis para apresentar uma contraproposta ou abandonar a disputa — o que acabou ocorrendo após o anúncio da Warner.
“A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”, afirmaram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado.
A oferta da Paramount avalia a Warner em cerca de US$ 110 bilhões, incluindo a dívida, enquanto a proposta da Netflix somava US$ 83 bilhões e excluía ativos como CNN e Discovery.
A disputa começou em dezembro de 2025, quando a Netflix firmou um acordo para comprar parte dos ativos da Warner, com foco nos negócios de estúdio e streaming.
Em seguida, a Paramount entrou na negociação com uma proposta concorrente para adquirir a empresa inteira, incluindo os canais tradicionais.
Pouco depois, a Warner classificou a nova oferta da Paramount como “superior” e deu prazo para que a Netflix cobrisse o valor — o que não aconteceu.
A proposta da Paramount prevê o pagamento de US$ 31 por ação e inclui a dívida da Warner. A empresa também se comprometeu a pagar uma multa maior caso o negócio seja barrado por autoridades regulatórias, numa tentativa de tornar a oferta mais atrativa para os acionistas.
O que está em jogo
O impacto da operação vai além do valor bilionário. A Warner concentra algumas das marcas mais valiosas da indústria do entretenimento, enquanto a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.
💰 Ao contrário da Netflix, a proposta da Paramount envolve todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV a cabo.
🗞️ Caso a operação seja aprovada, a família Ellison passará a controlar algumas das principais marcas do jornalismo nos EUA, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.
Com a incorporação dos ativos da Warner, a Paramount também ampliaria sua base de assinantes e fortaleceria sua presença em cinema, TV e plataformas digitais.
Analistas avaliam que o movimento pode criar um grupo com catálogo mais robusto, maior poder de negociação e mais recursos para produção de conteúdo.
Embora a Warner tenha classificado a oferta da Paramount como superior à da Netflix, a operação depende de etapas formais, como a assinatura dos contratos definitivos e o aval dos órgãos reguladores dos Estados Unidos, que vão avaliar os impactos sobre concorrência e concentração no setor de mídia.

Fonte: G1 Entretenimento

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Acionistas da Warner Bros aprovam a aquisição pela Paramount


Foto ilustrativa mostra logotipos da Paramount e da Warner Bros
Reuters
Uma megafusão de US$ 81 bilhões entre Warner e Paramount recebeu o aval dos acionistas, aproximando da linha de chegada um acordo que pode remodelar profundamente Hollywood e o setor de mídia como um todo.
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Segundo uma contagem preliminar de votos nesta quinta-feira, a esmagadora maioria dos acionistas da Warner Bros. Discovery votou a favor da venda de toda a empresa para a Paramount por US$ 31 por ação, informou a companhia. Incluindo dívidas, o negócio é avaliado em quase US$ 111 bilhões.
A Paramount, controlada pela Skydance, quer comprar toda a Warner. Isso significa que HBO Max, títulos cult como “Harry Potter” e até a CNN podem em breve ficar sob o mesmo teto que a CBS, “Top Gun” e o serviço de streaming Paramount+. O aval dos acionistas aumenta a probabilidade de que isso se concretize.
Mas o acordo ainda enfrenta análises regulatórias em andamento, incluindo pelo Departamento de Justiça dos EUA. A Warner disse esperar concluir a operação em algum momento do terceiro trimestre fiscal.
Governo Trump aprova fusão da Paramount e nova empresa afirma que não terá iniciativas de diversidade
A tentativa da Paramount de adquirir a Warner esteve longe de ser tranquila. E, embora o conselho da Warner agora apoie a fusão, nem sempre esteve disposto a esse casamento.
No fim do ano passado, a Warner rejeitou as investidas da Paramount para fechar um acordo de US$ 72 bilhões com a Netflix envolvendo estúdios e streaming. A Paramount, por sua vez, foi diretamente aos acionistas com uma oferta hostil para assumir toda a empresa, incluindo o negócio de TV a cabo que a Netflix não queria.
As três companhias passaram meses disputando publicamente quem tinha a melhor proposta. O conselho da Warner apoiou repetidamente a oferta da Netflix. Mas, no fim, a Paramount ofereceu mais dinheiro e a Netflix desistiu da disputa em vez de prolongar a briga.
Esse drama corporativo pode ter chegado ao fim, mas as implicações permanecem. Milhares de atores, diretores, roteiristas e outros profissionais da indústria manifestaram “oposição inequívoca” ao acordo, em uma carta que argumenta que mais concentração levará à perda de empregos e a menos opções para cineastas e público.
Alguns parlamentares também estão em alerta.
“O que está em jogo claramente não é apenas um acordo corporativo, mas quem controla as notícias, quem controla o entretenimento, quem controla as narrativas”, disse o senador democrata Cory Booker em uma audiência realizada em Washington na semana passada. “Trata-se da concentração e consolidação do poder cultural.”
A fusão reuniria dois dos cinco grandes estúdios tradicionais restantes de Hollywood. Também uniria duas grandes plataformas de streaming — Paramount+ e HBO Max — e dois nomes importantes do jornalismo televisivo nos EUA — CBS e CNN — além de uma série de outras marcas e redes de entretenimento.
Executivos das empresas afirmam que isso será positivo para os consumidores, que teriam acesso a catálogos maiores, especialmente se HBO Max e Paramount+ se tornarem um único serviço.
O CEO da Paramount, David Ellison, também tentou tranquilizar cineastas com a promessa de uma janela de exibição nos cinemas de 45 dias e a meta de lançar 30 filmes por ano entre Paramount e Warner, que, segundo ele, permanecerão como operações separadas dentro da empresa combinada.
“Eu amo o cinema e amo o filme”, disse Ellison na CinemaCon na semana passada. “Podem contar com nosso total compromisso.”
Mas o novo controlador também buscará cortar custos. Documentos regulatórios já indicam que isso incluiria demissões e redução de operações sobrepostas. Críticos também são céticos quanto aos benefícios ao consumidor, alertando para possíveis aumentos de preços no streaming e menor diversidade de conteúdo no futuro.
Há ainda a questão do jornalismo. Desde que passou ao controle da Skydance há menos de um ano, a CBS, pertencente à Paramount, já passou por mudanças editoriais significativas, incluindo a nomeação da fundadora da Free Press, Bari Weiss, como editora-chefe da CBS News. Se a aquisição da Warner for concluída, muitos esperam mudanças semelhantes na CNN, que há tempos é alvo de críticas do presidente Donald Trump.
Outras dúvidas sobre influência política também surgiram. O Departamento de Justiça e a liderança das empresas afirmam que a política não terá papel no processo regulatório — mas o próprio Trump já comentou publicamente o futuro da Warner em algumas ocasiões. Ele também mantém relação próxima com a família Ellison, especialmente com o bilionário fundador da Oracle, Larry Ellison, que está financiando com bilhões de dólares a proposta da empresa de seu filho.
Enquanto isso, a Paramount garantiu recursos de diversos fundos soberanos — incluindo o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, além de fundos dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, segundo documentos regulatórios. Esses investidores, porém, não terão direito a voto na futura empresa combinada, segundo os registros. A Paramount não detalhou publicamente quanto cada um está investindo.
Outros países, incluindo reguladores europeus, também estão analisando o acordo — e estados americanos podem tentar contestá-lo. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, tem sido especialmente crítico da operação e afirmou que o estado está investigando o caso.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ju Dorotea lança o primeiro álbum, ‘Oh nóis aqui’, para reforçar o time feminino do hip hop com ‘grito de resistência’


A rapper paulista Ju Dorotea lança amanhã, 24 de abril, o álbum ‘Oh nóis aqui’
Priscila Martinho / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Nascida em São José dos Campos (SP), cidade onde formou nos anos 2010 a dupla Quitéria Rap, a cantora e compositora paulista Ju Dorotea chega ao primeiro álbum, “Oh nóis aqui”, dez anos após a edição do primeiro EP solo da artista, “Sincronia” (2016).
No mundo a partir de amanhã, 24 de abril, com sete faixas orquestradas sob direção musical da própria Ju Dorotea em parceria com DJ Josafá, o álbum “Oh nóis aqui” vem com estética afro-latina e a intenção de ser um manifesto de existência e resistência, reforçando o time feminino do hip hip brasileiro.
O protagonismo feminino é um dos pilares do álbum construído pela rapper ao longo de três anos com base nas vivências da artista, inclusive em Volta Redonda (RJ), cidade onde Ju morou durante anos, vendo fogo e fumaça acinzentarem a paisagem do munícipio fluminense. A propósito, o fogo é o combustível que impulsiona “Mira el fuego”, parceria da artista com Ramiro Mart.
Das sete faixas do álbum “Oh nóis aqui”, quatro foram formatadas com batidas criadas por mulheres beatmakers. O time de beatmakers do álbum é formado por Ardlez, Celly IDD, Laura Lima, Lastra, Scooby, Rodrigo Tuchê.
Ju Dorotea alia os beats dançantes ao discurso afiado de letras que alvejam estruturas sociais decadentes. Em “Agoji”, por exemplo, mix de trap com funk, a rapper versa sobre o sistema opressor do povo negro.
“Pique negona”, “Vou ficar bem”, “Raven” – música apresentada pela artista em single editado em 2023 – e “Wall Streert” são faixas que compõem o álbum de estreia de Ju Dorotea, gravado no Rio de Janeiro (RJ).
“O álbum ‘Oh nóis aqui’ nasceu como um grito de resistência. Com o tempo, esse grito virou também a minha história. O álbum demorou, pausou, mudou comigo entre maternidade, trabalho, cansaço e renascimentos. Mas não se perdeu!”, celebra a rapper, firme e forte nas batalhas da cena independente.
Capa do álbum ‘Oh nóis aqui’, de Ju Dorotea
Priscila Martinho

Fonte: G1 Entretenimento

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Drake instala ‘palácio de gelo’ no Canadá para divulgar álbum e bombeiros intervêm por segurança


Cantor Drake instala ‘palácio de gelo’ em Toronto para divulgar data de lançamento de novo projeto.
Redes sociais
Uma ação de marketing do rapper Drake mobilizou o Corpo de Bombeiros e a polícia de Toronto, no Canadá, na manhã da última quarta-feira (22).
A instalação de uma estrutura de gelo de 7 metros de altura, erguida para promover o álbum “Iceman”, precisou ser desmontada pelas autoridades após se tornar um risco à segurança pública.
O “palácio de gelo” atraiu centenas de fãs que utilizaram maçaricos e marretas para tentar descobrir a data de lançamento do disco.
Entenda o caso
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Desde a montagem da estrutura, na segunda-feira (20), multidões de fãs, curiosos e influenciadores digitais ocuparam o local.
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A situação “saiu do controle” quando grupos começaram a escalar o gelo e a utilizar líquidos inflamáveis e maçaricos para tentar derreter os blocos.
O objetivo era encontrar uma pasta que revelaria a data de lançamento do disco, escondida no centro da escultura.
‘Ameaça imediata à vida’
De acordo com as autoridades locais, os bombeiros foram acionados pela primeira vez às 23h30 de terça-feira (21) para iniciar o desmantelamento.
“As queixas referiam-se a indivíduos que iniciaram incêndios usando chamas abertas e que subiram na estrutura escorregadia com picaretas”, informou um porta-voz da prefeitura por e-mail.
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Em declaração à imprensa na quarta-feira, a prefeita de Toronto, Olivia Chow, reforçou seu apoio à operação.
“O chefe dos bombeiros tomou a decisão e eu a apoio. A responsabilidade dele é garantir a segurança das pessoas. Eu as vi fazendo todo tipo de coisa [na estrutura]”, afirmou Chow.
As equipes de emergência deixaram o local por volta das 14h de quarta-feira (22), após reduzirem o bloco de gelo a uma pilha de fragmentos segura.
Segundo veículos canadenses, a prefeitura repassou a responsabilidade pela limpeza final para a equipe de Drake.
Mistério revelado
Apesar da intervenção das autoridades, a missão dos fãs foi cumprida. Na tarde de terça-feira (21), uma pessoa conseguiu localizar uma pasta azul dentro de um dos blocos.
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O documento revelou que “Iceman” será lançado no dia 15 de maio, informação que foi confirmada pelo próprio Drake em suas redes sociais horas depois.

Fonte: G1 Entretenimento

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Músicas e texto de Chico Buarque movem com precisão a remontagem de ‘Gota d’água’ em cena em São Paulo


A atriz Georgette Fadel interpreta Joana e dirige o espetáculo ‘Gota d’água – No tempo’ em parceria com Cristiano Tomiossi, ator que vive Jasão
Bárbara Campos / Divulgação
♫ CRÍTICA DE MUSICAL DE TEATRO
Título: Gota d’água – No tempo
Dramaturgia: Chico Buarque e Paulo Pontes
Direção: Georgette Fadel
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ Em determinado momento da encenação de “Gota d’água – No tempo”, musical em cartaz até 3 de maio no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, em São Paulo (SP), ouve-se sutil citação instrumental de “Cálice” (1973), a censurada parceria de Chico Buarque e Gilberto Gil. O comentário musical é sagaz porque, em essência, o texto de “Gota d’água” é sobre a tentativa do sistema de calar uma mulher, Joana, personagem da atriz Georgette Fadel.
Nome respeitado em palcos paulistanos, Fadel é também diretora do espetáculo codirigido e coestrelado por Cristiano Tomiossi na pele de Jasão, o homem que abandona e desespera Joana ao sucumbir ao poder capitalista representado por Creonte (José Eduardo Rennó), o mandatário da fictícia comunidade carioca Vila do Meio-Dia.
Além de sagazes, as citações instrumentais de músicas do cancioneiro de Chico Buarque – como “Atrás da porta” (parceria com Francis Hime de 1972), ilustração sonora do desespero de Joana – são pertinentes porque “Gota d’água – No tempo” se alimenta e se movimenta com as palavras precisas do compositor e dramaturgo carioca.
Chico é o autor do texto original de “Gota d’água”, escrito com o dramaturgo Paulo Pontes (1940 – 1976) com inspiração na tragédia de “Medéia”, peça do dramaturgo grego Eurípedes (480 a.C. – 406 a.C.), atribuída ao ano de 431 a.C.
Com a ação deslocada pelos autores para uma comunidade carioca dos anos 1970 e encenado originalmente em 1975, com a atriz Bibi Ferreira (1922 – 2019) na pele de Joana em montagem antológica erguida sob a direção de Gianni Ratto (1916 – 2005), o texto de “Gota d’água” atravessou bem os últimos 50 anos, sob o prisma capitalista, porque a estrutura opressiva do poder permaneceu imaculada, corroendo a sociedade e calando o povo.
Contudo, sob prisma social e feminino, o texto envelheceu mal porque uma mulher de 44 anos, como Joana, já não é considerada “acabada”, “velha” numa palavra, como no texto de 1975. Daí a sábia decisão de manter a ação situada nos anos 1970.
“Gota d’água – No tempo” é a releitura da releitura encenada em 2006, há 20 anos, pelos mesmos Cristiano Tomiossi e Georgette Fadel, com o título “Gota d’água – Breviário”, espetáculo que simbolizou ponto de virada na trajetória da atriz e diretora paulistana.
A montagem atual é crua, despojada, com uma cadeira erguida ao fundo do palco como representação do corrosivo poder capitalista. Antes mesmo do início da ação, o público é transportado para o ambiente da fictícia Vila do Meio-Dia através de roda de samba armada na beira do palco com os músicos do espetáculo, orquestrado sob a direção musical de Marco França, e boa parte do elenco.
Não há microfones em cena. Georgette Fadel sustenta o canto de músicas como “Basta um dia” e “Bem querer” – compostas por Chico Buarque para a trilha sonora original de “Gota d’água” – na voz amplificada somente pela agonia e pelo desalento da personagem a que a atriz dá vida.
Entre temas da trilha, como “Flor da idade”, ouvido em canto coletivo como numa quadrilha, e citações instrumentais de outras músicas de Chico Buarque, como o lírico tristonho samba-canção “Carolina” (1967), a palavra escrita e a palavra cantada do dramaturgo e compositor vão entranhando o espectador em uma ação arrebatadora, de intensidade crescente na medida em que o cerco se fecha para Joana, com as comadres da personagem simbolizando o coro grego com comentários por vezes ácidos que expõem o ideário do geralmente subserviente povo brasileiro.
Só que Joana não é Maria vai com as outras e desarticula o coro. Em essência, “Gota d’água – No tempo” ecoa o grito desesperado e solitário de uma mulher tragada pelo sistema que se nutre da injustiça social.
Tudo está encadeado na natureza da música e do texto de Chico Buarque, em perfeito movimento que faz do palco uma representação fidedigna da praça do povo onde tudo acaba em samba, mesmo quando Joanas, Josés e Marias são jogados aos leões quando não se calam.

Fonte: G1 Entretenimento

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Novo show com réplica de tubarão e mais artistas na empresa: os planos de MC Ryan SP antes da prisão


Bololo Restaurant, do MC Ryan SP, é alvo de operação da PF
Reprodução YouTube
Antes de ser preso pela Polícia Federal por integrar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão, MC Ryan SP planejava mudanças importantes para sua carreira.
O artista buscava comemorar o fato de ser o artista mais ouvido do Brasil no Spotify com um show repaginado.
Isso porque, após ser flagrado agredindo a sua companheira, Ryan teve shows cancelados e teve sua agenda afetada por uma diminuição considerável de shows.
Investigação aponta pagamento R$ 400 mil por dia a MC Ryan por posts de jogos ilegais
Para 2026, ele queria investir em um espetáculo com maior duração, com, pelo menos, 1h de duração e uma estética grandiosa para os padrões do funk.
A ideia do cantor era se apresentar em casas que conseguissem dar suporte a um palco maior, levando pelo Brasil uma réplica da cabeça de um tubarão, animal que virou apelido do funkeiro.
Ele chegou a fazer uma espécie de “show teste” em Brasília (DF), segundo pessoas ouvidas pelo g1, ele estava animado com a ideia de replicar o show em casas maiores pelo Brasil.
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Novos talentos na Bololô Records
Outro ponto que Ryan pretendia investir era na revelação de novos talentos para sua produtora recém-criada, a Bololô Records.
Após o sucesso de “Posso Até Não Te Dar Flores”, que alavancou a carreira do MC Meno K e do DJ Japa NK, o funkeiro já mapeava novos nomes pelo Brasil.
Com microfone na mão, Ryan SP faz música com DJ Japa NK na Bololô Records
Fábio Tito/g1
Uma das revelações da empresa é o MC Black da Penha, cantor carioca que foi “garimpado” por Ryan nos bailes do RJ, passando a integrar o hall de artistas da Bololô Records.
O artista/empresário também buscava investir em nomes que já tinham sucessos no catálogo, mas precisavam de novidades. Era o caso de MC Luuky, cantor empresariado por Ryan e que trabalhava em um novo álbum vinculado a um projeto audiovisual.
O esquema
Operação da PF contra transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão prende MC Ryan SP e Poze do Rodo
A Polícia Federal revelou que o esquema de uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão utilizava uma estrutura complexa, com empresas, influenciadores digitais e operações financeiras sofisticadas para ocultar a origem de recursos ilícitos.
No total, foram cumpridos 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos.
Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, que tem quase 15 milhões de seguidores, também foram presos na operação, além de outros produtores de conteúdo.
Como funcionava o esquema bilionário
MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Reprodução/Redes sociais
💰 Origem do dinheiro
Em coletiva de imprensa, o delegado Marcelo Maceira explicou que o dinheiro usado no esquema teria como origem apostas em bets ilegais, rifas digitais clandestinas e tráfico internacional de drogas.
Segundo as investigações, o esquema começava com a captação de valores por meio de plataformas de apostas não regulamentadas e rifas ilegais, que arrecadavam dinheiro de milhares de pessoas. Esses recursos eram inicialmente pulverizados em diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento.
🔄 Rede de operadores
Depois de arrecadado, o dinheiro passava por uma rede estruturada de operadores financeiros, empresas e intermediários responsáveis por centralizar e redistribuir os valores.
A decisão judicial, obtida pela TV Globo, descreve um sistema com funções bem definidas, incluindo responsáveis por captação, armazenamento, circulação e reinserção dos recursos no sistema financeiro formal.
“Dentro desse esquema, eles usavam algumas processadoras de pagamento para circular um montante relevante de dinheiro. Através delas, conseguiram partir para as fases finais de lavagem que era a descentralização desses recursos, a utilização de laranjas para que esse dinheiro não chamasse a atenção de autoridades e ficasse mais difícil fazer o rastreio disso”, explicou o delegado.
🧩 Fragmentação e ocultação
Para esconder a origem ilícita, o grupo utilizava técnicas típicas de lavagem de dinheiro, como o fracionamento de transferências — prática conhecida como “smurfing” — além do uso de criptomoedas e movimentações entre empresas e contas de terceiros.
Também foram identificados indícios do uso de “laranjas” e da transferência de bens e empresas para familiares ou pessoas interpostas, como forma de dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários.
🎤 Empresas e imagem pública
Um dos pontos centrais do esquema era o uso de empresas ligadas ao setor artístico e de entretenimento para dar aparência legal ao dinheiro. Os valores ilícitos eram utilizados para custear despesas da carreira artística de alguns investigados pela PF, incluindo cachê de shows.
Influenciadores e páginas de grande alcance nas redes sociais também eram contratadas para fazer a divulgação de plataformas de apostas e rifas, contribuindo tanto para a entrada de novos recursos quanto para a legitimação das operações.
Um dos alvos da operação é, justamente, Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, conhecida pelas publicações de fofoca e entretenimento.
“Essas pessoas públicas com muitos seguidores conseguem movimentar grandes quantias sem chamar atenção dos sistemas de compliance das autoridades e dos bancos. Então, eles são muito úteis e facilmente recrutáveis por essas organizações”, afirma Maceira.
Carros apreendidos em operação da PF contra organização criminosa por lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão
Divulgação/PF
🏠 Dinheiro convertido em patrimônio
Após passar por essas etapas, os influenciadores e artistas investigados acumularam patrimônios milionários por meio da compra de imóveis, veículos de luxo, joias e outros bens de alto valor. Os itens de luxo eram ostentados nas redes sociais.
Para a Polícia Federal, essa fase representa a etapa final da lavagem, quando os recursos já aparecem como aparentemente legais e podem ser utilizados sem levantar suspeitas imediatas.
As investigações continuam, e os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
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Quem é MC Ryan SP, funkeiro preso em operação da PF contra lavagem de dinheiro
Quem é MC Poze, preso pela PF em operação contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro
Operação
Operação da PF mira organização criminosa por lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão
Divulgação/PF
Batizada de Operação Narco Fluxo, a ação é um desdobramento da Operação Narco Bet, deflagrada no ano passado.
Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Policiais também encontraram armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo.
O que dizem as defesas
Abaixo, leia a íntegra da da defesa de MC Ryan:
“A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.
Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.
A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada.”
Abaixo, leia a íntegra da da defesa de MC Poze do Rodo:
“A Defesa de Marlon Brandon desconhece os autos ou teor do mandado de prisão. Com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário.”

Fonte: G1 Entretenimento