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Chappell Roan faz show de metal para crianças no Lolla, após confusão em hotel com enteada de jogador


Chappell Roan toca ‘Good Luck, Babe!’ no Lollapalooza
É estranho pensar que Chappell Roan lançou só um álbum e está em sua segunda turnê. Outras de seu ramo precisaram de muito, muito mais do que isso para conseguir um show tão potente, divertido e cheio de hits.
Na despedida de sua “The Visions of Damsels & Other Dangerous Things Tour”, Chappell provou que é uma performer indicada para multidões. A cantora americana de 28 anos é 100% capaz de comandar uma plateia de 85 mil pessoas, como neste sábado (21). Faz isso sem esforço, rimando teatralidade com naturalidade.
Só assistindo ao vivo para entender como uma artista pode emular um líder de banda de glam metal dos anos 80 e não fazer disso uma paródia barata.
Chappell Roan no segundo dia de Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
É exagero dizer que Chappell canta metal para crianças e jovens adultos? Provavelmente, mas não deixa de ter certo sentido. Uma certeza prevalece: ela é uma cantora pop que parece ter uns 10 anos de carreira e discografia extensa.
Tudo no show é exagerado, mas nada parece sobrar. Da presença de palco aos vocais afinados e menos genéricos do que o geral, Chappell constrói um espetáculo de figurinos, arranjos, cenários e gestos amplificados.
Não muito dada ao contato com fãs fora dos palcos (pergunte à filha de Jude Law e enteada de Jorginho), Chappell prefere usar apenas seu show para se conectar com seu público. Mas no palco ela se esquece dessas tretas, mesmo com fãs xingando o Flamengo durante uma parte do show.
Lolla 2026: Veja fotos do 2º dia
Jorginho, volante flamenguista, criticou a cantora após um desentendimento em um hotel neste sábado (21). O jogador relatou que seguranças da artista abordaram sua enteada de 11 anos de forma “extremamente agressiva” porque a criança a reconheceu no restaurante.
A única menção a algum esporte feita pela cantora foi a coreografia no estilo líder de torcida da fofinha “HOT TO GO!”. Em todo show, ela mistura certa extravagância visual, uma espontaneidade ligeiramente calculada e um verniz (bem) fininho de rock de arena.
Chappell Roan no segundo dia de Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
A geração “Guitar Hero” vibrou com a cover do hino hard rock “Barracuda”, do Heart. “Pink Pony Club” e “Good Luck, Babe!”, dois de seus maiores sucessos, aparecem no fim em versão mais pesada. Ela rasteja pelo palco, sacode seus cabelos, observa o público com cara de brava. Do nada, desfila para lá e para cá como uma modelo de uma linha de lingeries góticas.
Tudo é coordenado, ensaiado como um bom show pop. O clima de fim de turnê só dá as caras quando ela ri durante uma ou outra música (“The Giver”, por exemplo). Acompanhada por uma banda correta e por vozes de apoio gravadas, ela tira o microfone de perto da boca quando o vocal não é ao vivo.
“Eu vi o show da Lady Gaga no Rio… os leques”, disse, pedindo que os fãs fizessem barulhos com seus acessórios. Depois, disse que costumava ler todos os comentários de “please come to Brazil”, agradeceu o apoio dos fãs, reclamou do calor e dedicou o show à equipe, lembrando que a turnê estava prestes a terminar. “Obrigada aos meus seguranças”, disse, no final do agradecimento.
O carinho só é devolvido a eles por meio de discursos e músicas: ela não anda perto deles, não interage diretamente, não pega objetos arremessados ou qualquer expediente do tipo.
O negócio aqui parece ser intenso, mas com limites. Chappell só é do público por uma hora e 15 minutos. E, mesmo assim, com certo distanciamento. Para a maioria, pareceu ser o suficiente.
Chappell Roan no segundo dia de Lollapalooza 2026
Fábio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Em horário ingrato, RIIZE inaugura k-pop no Lollapalooza Brasil deixando boa impressão


RIIZE no segundo dia de Lollapalooza 2026
Guilherme Lucio da Rocha/g1
O Lollapalooza Brasil teve na noite deste sábado (21) seu primeiro show de k-pop com a banda RIIZE. Mas poucas pessoas estiveram na plateia do Palco Flying Fish para acompanhar a apresentação.
Marcado para começar às 21h30, mesmo horário da atração principal do dia, Chappell Roan, estrela do Palco Budweiser, a performance do sexteto sul-coreano foi marcada por uma apresentação bem construída, com uma banda impecável, dança e flow encaixados, aliando uma mistura estética do pop e do rap.
Lolla 2026: Veja fotos do 2º dia
O grupo é “novato”, tendo debutado em 2023. O sexteto é formado por Wonbin, Anton, Shotaro, Sungchan, Eunseok e Sohee. Seu primeiro álbum completo, “ODYSSEY”, foi lançado em maio de 2025.
O RIIZE é uma das principais apostas da SM Entertainment, gigante da indústria do k-pop e que também é responsável por gerenciar a carreira de grupos como o NCT e o grupo formado apenas por mulheres, o aespa. Shotaro e Sungchan, inclusive, foram integrantes do NCT antes de se juntarem ao RIIZE.
RIIZE no segundo dia de Lollapalooza 2026
Guilherme Lucio da Rocha/g1
Durante o show, o sexteto gastou todo seu parco vocabulário em português. “Oi”, “Muito prazer”, “Galera linda” e “Estão se divertindo bastante” foram algumas das frases repetidas pelos integrantes.
O momento fofo ficou por conta de Anton (que se anunciou como Antônio). Ao agradecer o carinho dos fãs brasileiros, ele foi interrompido com um coro de “parabéns para você”, em comemoração aos seus 22 anos comemorados neste sábado. Mesmo sem entender a letra, ele pescou a melodia. “Ah, vocês estão cantando parabéns para você, né?”, disse.
Adaptado para um festival, o show teve momentos claros de aceleração. Faixas como “Show Me Love” e “Love 119” ficaram só no refrão.
Parte das letras do grupo são em coreano, o que está longe de ser uma barreira intransponível. Uma parte considerável do público estava cantando tudo — ou tentando pois é difícil precisar a qualidade do coreano cantado pelos fãs.
Shotaro perguntou para o público do Lolla quem esteve no side show da banda, realizado na quinta-feira (19), no Terra SP. Quase todos os presentes levantaram a mão. Foi quase como “cantar para convertidos”. Caso não estivessem concorrendo com Chappell, o RIIZE poderia mostrar seu bom k-pop para curiosos que estivessem rodando pelo festival.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Skrillex faz set ‘fritação’ com direito a funk, reggae e Whitney Houston


Skrillex toca Where Are Ü Now no Lollapalooza
Skrillex não é nenhum novato no Lollapalooza São Paulo, onde tocou neste sábado (21). Ele já veio como “novidade”, como parte do Jack Ü (projeto dele com Diplo) e até preencheu espaço após o cancelamento do Drake, em 2023.
Lolla 2026: Veja fotos do 2º dia
Ícone do dubstep, Skrillex é pioneiro de uma sonoridade mais agressiva. Ele já foi considerado “barulhento demais” para fãs do Lolla, festival que começou no indie rock (o próprio g1 já fez um questionário “Skrillex ou barulho de SP”, que é mais difícil que parece).
Mas os tempos mudaram e ele também. O DJ ficou mais polido e mainstream com o tempo, enquanto o público também o alcançou. Hoje, ele cabe bem no festival, reunindo uma multidão que inclui até fãs de pop.
Neste sábado, o DJ chegou bem equipado com luzes e muitos efeitos pirotécnicos. De modo geral, raramente desacelerou o beat, mantendo um ritmo frenético até o fim.
Entre faixas próprias como “Push” e “Move Ting”, ele fez um aceno ao Brasil, incluindo “Puta que Pariu”, música com MC Dricka.
Pode funk com dubstep? Claro que pode. Skrillex até incluiu “SYRINX”, colaboração com os brasileiros RHR e Me Jesmay, que entraram no palco pra dar uma dançadinha.
Ele é um DJ com humor. Tocou um remix “fritação” de “Good Feelin”, do Flo Rida, e mesclou “I Wanna Dance With Somebody”, de Whitney Houston, com “Where Are Ü Now”, de Justin Bieber com o Jack Ü.
Esse foi o tipo de momento em que o público respondeu com mais euforia, claro. Mas com as viradas quase imperceptíveis do DJ, a multidão dificilmente ficou parada.
Depois dos beats nervosos de Skrillex, ficou até anticlimático seguir para o pop radiofônico de Chappell Roan. Mas não é culpa do DJ: no que dependeu dele, o Lollapalooza virou o próprio after.
Skrillex se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Três horas para make, R$ 700 em roupas… Fãs de Chappell Roan investem em produção para show


Looks de fãs inspirados em Chappell Roan marcam 2º dia do Lollapalooza Brasil
Os fãs de Chappell Roan investiram tempo e dinheiro para a produção de todo o visual para acompanhar a cantora.
Foram meses para confeccionar o próprio look, horas para fazer a make antes do show e muitos reais gastos para a compra e produção das peças.
“Demorei em torno de três horas. E também teve toda a produção do look, que demorou aproximadamente uma semana e meia. Foi trabalho”, contou Roovie Fox, de 26 anos, ao g1.
Roovie Fox no show de Chapell Roan
Rafael Peixoto/g1
“Eu sou drag queen, trabalho com isso. E poder homenagear uma outra drag queen, lésbica, que ocupou tantos espaços, é superimportante pra toda a comunidade drag”, celebrou Roovie, que investiu cerca de R$ 700 na produção do look. “Mas vale a pena.”
Juan, de 15 anos, investiu quase o mesmo valor na produção – R$ 600. Tudo pago pela mãe, Deise, que acompanhou o filho ao festival. “Demorei uns três meses para produzir o look por conta das coisas que tem que comprar pela internet”, contou Juan, que disse ter levado alguns golpes na compra da peruca. “Mas a maquiagem fiz em menos de uma hora”.
Sósia de Chappell Roan, Violet Zoe demorou cerca de duas horas para a make. “Eu já trabalho como sósia dela. Inclusive ganhei um concurso de sósias pra estar aqui hoje, então estou meio que acostumada a fazer a maquiagem artística”, contou.
Violet Zoe, sósia de Chappell Roan
Rafael Peixoto/g1
Ela ainda deu a dica para tentar manter a maquiagem intacta até a hora da apresentação da artista. “Não sei se vai rolar, porque o sol está muito forte, estou suando muito. Mas o segredo é selar bem a pele com pó compacto, amido de milho ou talco.”
“Minha roupa foi mais cara do que minha estadia”, contou Isabela, de 19 anos. Ela conta que fez a própria maquiagem e a de um amigo. “Mas acho que a minha maquiagem foi mais ou menos uma hora. A pele branca é difícil de fazer. Mas estávamos preparados. Como sei que já demora, deixei tudo pronto, porque sabia que ia ser na correria.”
Isabela, fã de Chappell Roan
Rafael Peixoto/g1
Carol, de 18 anos, dobrou o tempo de produção de look durante o processo. Por isso, o investimento também acabou sendo dobrado: cerca de R$ 200.
“Para a roupa, eu comecei a fazer e demorou uns dois dias. Aí deu tudo errado, tive que comprar tudo de novo pra refazer. Aí foram mais uns dois dias. E hoje de manhã acordei super cedo pra fazer a maquiagem, que fui colando pedrinha por pedrinha. Cheguei aqui umas 15h, mas acordei às 8h pra me arrumar.”
Carol, fã de Chappell Roan
Rafael Peixoto/g1
Roovie Fox no show de Chappell Roan
Rafael Peixoto/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Confusão entre jogador Jorginho e Chappell Roan ganha repercussão internacional


Jorginho, do Flamengo, critica Chappell Roan após confusão com criança
Reprodução/Instagram/Jordan Strauss/Invision/AP
A imprensa internacional repercutiu neste sábado (21) a confusão envolvendo o jogador Jorginho, do Flamengo, e a cantora Chappell Roan, ocorrida em um hotel de São Paulo (SP). O atleta criticou a postura da equipe da artista — headliner do Lollapalooza Brasil — após, segundo ele, integrantes do equipe destratarem a filha de 11 anos.
Veículos como Variety, TMZ e People destacaram o desconforto causado pela situação, que teria levado a criança às lágrimas. A revista “People” informou que solicitou um posicionamento de representantes de Roan e do Palácio Tangará, hotel onde o episódio ocorreu, mas não obteve resposta imediata.
Confusão entre jogador Jorginho e Chappell Roan ganha repercussão internacional
Reprodução
Confusão entre jogador Jorginho e Chappell Roan ganha repercussão internacional
Reprodução
Confusão entre jogador Jorginho e Chappell Roan ganha repercussão internacional
Reprodução
Entenda o caso
Segundo o atleta, sua filha de 11 anos e sua esposa, Catherine Harding, estão hospedadas no mesmo hotel que a estrela do pop e, ao encontrá-la no restaurante do local, “como qualquer criança, reconheceu e ficou empolgada’.
Jorginho diz que a jovem passou pela mesa da cantora, mas não abordou a cantora e foi sentar com Catherine para tomar café. Nesse momento, um segurança teria abordado as duas de forma “extremamente agressiva”, pedindo mais respeito pela cantora.
“Sinceramente, não sei em que momento passar por uma mesa e olhar para ver se é alguém é considerado assédio […]. É triste ver esse tipo de tratamento vindo de quem deveria entender o peso que os fãs têm. Sem os seus fãs você não seria ninguém”, escreveu.
Ainda de acordo com o jogador, o segurança de Chappell afirmou que faria uma reclamação ao hotel pelo comportamento da criança enquanto ela estava “chorando à mesa”.
Jorginho, do Flamengo, critica Chappell Roan após confusão com criança
reprodução/instagram
A relação de Chappell Roan com os fãs
Headliner do Lollapalooza Brasil deste sábado, Chappell era um nome relativamente desconhecido até 2024. Com um ano, a cantora já era considerada a grande revelação do pop, reunia um público gigantesco em seus shows e levava Grammys.
Apesar de estar realizando sonhos, a cantora não aceitou o sucesso incondicionalmente. Nos últimos anos, a cantora passou a impor limites nessa exposição – e tem conseguido resultado.
Com o tempo, Chappell vem “ensinando” fãs e mídia a repensar a forma que lidam com celebridades – sem se importar se é vista como “chata” por isso.
Com a ascensão brusca à fama, ela logo se impôs. “Eu não quero o que diabos você acha que tem direito sempre que vê uma celebridade. Eu não dou a mínima se você acha que é egoísmo da minha parte dizer não para uma foto ou para seu tempo ou para um abraço. Isso não é normal”, disse em vídeos nas redes sociais.
Chappell Roan fala sobre relação com fãs

Fonte: G1 Entretenimento

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Lewis Capaldi estreia no Brasil dividido entre boas piadinhas e ótimo pós-britpop sofrido


Lewis Capaldi canta Someone You Loved no Lollapalooza
Lewis Capaldi já passou por maus bocados, mas seu show no Lollapalooza neste sábado (21) foi prova de que ele está bem. O cantor transformou seu repertório de baladas confessionais em uma apresentação que uniu bom humor e potência vocal.
Lolla 2026: Veja fotos do 2º dia
“É minha primeira vez no Brasil, então esse tanto de gente aqui é demais. Pra quem não sabe, meu show só tem baladas. Então, eu vou cantá-las e daí caio fora”, ele avisou. Com som bem equalizado e arranjos minimalistas, o que se ouviu foi um bom show de pós-britpop emocionado e romântico.
O escocês de 29 anos passou pelo Autódromo de Interlagos, em São Paulo, em mais um show da turnê que começou após uma pausa de dois anos. Ele precisou interromper a carreira em junho de 2023 para tratar a síndrome de Tourette.
O ponto de virada foi o Festival Glastonbury daquele ano, quando movimentos e sons involuntários o impediram de encerrar a apresentação. O público cantou junto, como fez em outras vezes, mas a ajuda não foi o suficiente para ele seguir naquela noite.
Após o diagnóstico e o afastamento para se recuperar, seu retorno aos palcos no ano passado simbolizou um recomeço pautado pela transparência sobre os limites do próprio corpo.
Lewis Capaldi se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
A adaptação à rotina envolveu um tratamento com injeções de toxina botulínica para conter contrações musculares, uso de medicamentos e terapia. Essa nova fase ficou refletida no EP “Survivor”, lançado no final de 2025, no qual ele explora a vida com sua condição neurológica crônica.
O humor no show ajuda a quebrar certa solenidade das baladas, que fazem lembrar (com alguma boa vontade) o começo da carreira do Coldplay.
Comentários ligeiramente autodepreciativos nada têm a ver com suas letras emocionadas como a de “Survive”, a primeira do setlist.
“Juro por Deus que eu vou sobreviver / E se isso me matar / Vou me levantar e tentar novamente”, ele canta. Capaldi volta a falar da morte mais adiante, em “The Day That I Die”, quando o piano duela com os riffs de guitarra que emulam “Yellow”, do Coldplay. “No dia que eu morrer / Diga à minha mãe que eu estava sorrindo.”
“Tive que dar um tempo, não estava com uma boa saúde mental… pensei que não voltaria mais a fazer isso, estão obrigado a vocês e ao Lollapalooza. Essa música é desse período que não estava bem”, disse, ao anunciar essa música de letra intensa.
O medo de morrer deu lugar ao medo de amar na música mais cantada do repertório, “Someone you loved”, primeiro hit da carreira. A canção de 2019 resume bem o repertório de Capaldi. Temos aqui mais um dono de baladas emocionadas feitas sob medida para rádios no estilo Alpha FM ou Antena 1.
Ouvir uma playlist muito extensa dessas canções, sozinho ou sozinha em casa, pode não ser muito indicado. Mas o chororô coletivo no Lolla pareceu ser uma experiência interessante. Arroz com feijão pós-britpop pode, sim, ser uma refeição digna.
Lewis Capaldi se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Cacique Raoni fala sobre a importância da Amazônia antes de show de Lewis Capaldi no Lolla


Cacique Raoni fala sobre a importância da Amazônia antes de show de Lewis Capaldi no Lolla
Globo
Uma das vozes mais influentes do mundo na defesa dos povos indígenas, o cacique Raoni Metuktire, liderança do povo Kayapó, fez uma participação especial no Lollapalooza 2026, neste sábado (21), antes do show do cantor escocês Lewis Capaldi.
Raoni foi apresentado por Perry Farrell, criador do Lollapalooza e líder da banda Jane’s Addiction. “Depois do Lollapalooza Brasil 2025, minha família foi convidada para viver em uma comunidade indígena na Amazônia. O chefe e me disse que as pessoas estavam colocando fogo no vilarejo. Esse ano, convidei ele para nos visitar e é uma honra apresentá-lo para vocês”, disse.
A presença do líder indígena foi recebida com forte comoção, e ele foi ovacionado pela plateia do festival. Durante a fala, Raoni destacou a importância da Amazônia e das árvores, ressaltando que os mais jovens precisam se preocupar com o meio ambiente.
Ele agradeceu a atenção do público que aguardava o show de Lewis Capaldi e recebeu aplausos, acompanhados de palmas e balançadas de leques. Ao final, fez uma oração e, mais uma vez, foi ovacionado pela plateia.
O cacique fez seu discurso em seu idioma, o Kayapó, e contou com tradução de seu neto, Beptuk Metuktire. No telão do palco, um QR code direcionava para doações para a Fundo de Legado Cacique Raoni, da organização Sitawi Finanças do Bem.
Quanto custa comer no Lolla?
Uma das maiores lideranças indígenas do Brasil
O cacique Raoni Metuktire, que recebeu do presidente Lula o título de Grão-Mestre da Ordem Nacional do Mérito, a mais alta honraria do país, é uma das maiores lideranças indígenas do Brasil. Ele ficou reconhecido internacionalmente após participar de uma turnê com o ex-baixista Sting da banda inglesa The Police, para destacar a luta pela defesa dos povos originários e do meio ambiente.
O cacique iniciou seu ativismo em 1954. Aprendeu português e começou a entender sobre exploração e como isso poderia afetar o meio ambiente e destruir a moradia dos povos originários. Ele foi uma voz importante para o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas na Constituição de 1988.
Raoni também é o responsável por criar o evento anual ‘Em defesa da Terra’, que reúne centenas de indígenas, de diversas etnias do país, em um só lugar junto a líderes políticos e outras autoridades para discutir temas como demarcação de áreas indígenas e mudanças climáticas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Setlist de Chappell Roan no Lolla: veja como pode ser o show da cantora no festival


Chappell Roan canta ‘Pink Pony Club’ no Grammy 2025
KEVIN WINTER / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Chappell Roan é um dos nomes principais deste sábado (21) no Lollapalooza. O show marca a estreia da cantora no Brasil, além de ser o último da turnê. Ela se apresenta a partir das 21h30.
O repertório deve incluir sucessos do disco “The Rise and Fall of a Midwest Princess”, como “Pink Pony Club” e “Red Wine Supernova”. Além disso, Chappell costuma aproveitar para cantar uma versão de “Barracuda”, da banda Heart. Veja, abaixo, o provável setlist:
Possível setlist de Chappell Roan no Lolla
Super Graphic Ultra Modern Girl
Femininomenon
After Midnight
Naked in Manhattan
Casual
The Subway
HOT TO GO!
Barracuda (cover da banda Heart)
Picture You
Love Me Anyway
The Giver
Red Wine Supernova
Coffee
Good Luck, Babe!
My Kink Is Karma
Pink Pony Club
Chappell Roan fala sobre relação com fãs

Fonte: G1 Entretenimento

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Com molho latino, Cypress Hill pega público no laço para show com rap e hardcore no Lolla 2026


Cypress Hill se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026
Fabio Tito/g1
Cypress Hill iniciou os shows noturnos do Lollapalooza Brasil neste sábado (21) com uma apresentação que mistura o melhor do hip-hop com rock — ou raprockandrollpsicodeliahardcoregga, como diriam seus irmãos brasileiros do Planet Hemp.
Lolla 2026: Veja fotos do 2º dia
Iniciado com o sol já baixando, o quarteto formado por B-Real, Sen Dog, Eric Bobo e DJ Lord subiu ao palco com pouca gente na plateia — boa parte do público presente no Lolla já estava posicionado para a atração principal do dia, Chappell Roan.
Com o passar do tempo a plateia foi crescendo, o show foi encorpando e ganhando em energia.
O grupo californiano e que tem grande influência de países ao sul dos EUA, principalmente o México, traz muitos bons elementos dessa mistura no show. Além de músicas com letra em inglês e espanhol, como “Tequila Sunrise”, existem canções que abordam a cultura de rua que moldou o grupo, caso de “Lowrider”.
No meio da apresentação, eles pediram licença ao público para apresentar uma canção inédita. A música deve integrar o novo álbum do grupo, que não tem data de lançamento confirmada, mas terá músicas inéditas cantadas apenas em espanhol.
Depois de uma jam entre o percussionista Eric Bobo e o DJ Lord (que também integra o time do Public Enemy), B-Real questionou: vocês querem um pouco de hardcore? Com o aceite da galera começou a tocar “Can’t Get The Best of Me” e foi para galera participar do mosh pit. Na sequência, ele voltou ao palco para cantar “Bombtrack”, do Rage Against The Machine, e “How I Just Killed A Man”, sucesso do Cypress Hill regravado pela banda de Zack de La Rocha e Tom Morello.
A banda orgulhosamente maconheira (assim como parte do público que acompanhou o show com um cigarro na mão e a cabeça balançando) conseguiu vencer o desafio de um show que não estava lotado, mas a entrega do grupo preencheu o espaço.
Quanto custa comer no Lolla?
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Marina faz show que diverte público do Lollapalooza, mas única grande novidade foi deixar hits de fora


Marina se apresenta no Lollapalooza 2026
Fabio Tito/g1
Figurinha carimbada no Lollapalooza Brasil, Marina (ex-and the Diamonds) fez seu terceiro show no festival brasileiro neste sábado (21).
Lolla 2026: Veja fotos do 2º dia
Foi um nítido acerto de curadoria. A artista galesa subiu no palco principal à tarde, horas antes de Chappell Roan, e foi recebida por uma multidão alegre e dançante.
Marina entrou de conjuntinho florido (é a flor nacional brasileira, segundo ela) entoando “Princess of Power”, enquanto a multidão empunhando leques fez a percussão.
A artista estava sorridente e, de cara, deu pra ver que a voz e os visuais estavam intactos. Parece que o tempo não passou para ela, no bom e no mau sentidos.
Marina é uma espécie de Katy Perry para usuários do Tumblr: teve seu auge no pop alternativo nos anos 2010 mas, desde então, não conseguiu se atualizar muito nem expandir seu público (em 2016, Marina foi headliner do Lolla; hoje, se apresentou à tarde). Mas tem fãs fiéis no Brasil, hoje e sempre.
Assim como Katy, aliás, Marina tem feito shows na temática videogame – o telão começa com uma animação de “carregando” e termina em “Game Over”.
O show deste Lolla privilegiou “Princess of Power”, disco atual, com a sonoridade que a consolidou. Tem o canto agudo meio operístico, os sintetizadores, o repertório dançante.
Também entraram sucessos mais antigos como “Bubblegum Bitch” e “Froot”, que entusiasmaram mais a plateia.
Quanto custa comer no Lolla?
A única música com arranjo “surpresa” foi “Metallic Stallion”, do álbum novo, que ela emendou uma versão de “Hung Up”, da Madonna.
“Queria saber falar português”, disse a artista, que já veio algumas vezes ao Brasil, mas não saiu do “obrigada”.
Para além do repertório novo e adornos no pedestal, o show teve o formatinho de sempre. Marina não saiu muito da receitinha de bolo pra engajar o bom público presente, mas não precisou.
Ela até ousou tirar sucessos da setlist: não rolou “How to be a Heartbreaker” nem “Oh No”. O destaque ficou com “Primadonna”, penúltima faixa, com gostinho de última.
Foi um show divertido, que deixou os fãs animados para a headliner mais tarde. Mas a impressão geral é que, se você já foi a algum show de Marina, já viu o que tinha pra ver. A grande diferença desta vez foi ficar sem alguns hits.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento