Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Sonhos de Trem’ se vale de belas imagens para compensar história pouco envolvente; g1 já viu


Assim que começa “Sonhos de Trem”, filme que já está disponível na Netflix desde 21 de novembro e chegou a ser exibido em alguns cinemas (para se tornar elegível para o Oscar), o seu ponto forte já fica claro logo na sua primeira cena: cada imagem é de uma beleza incrível e hipnótica que não dá para resistir. Dá para tirar um quadro do longa, pedir para emoldurar e colocar na parede da sala de estar ou num quarto que vai ficar ótimo.
O filme deslumbra do primeiro ao último fotograma, com belíssimos enquadramentos, ótimo uso de cores e uma iluminação utilizada sempre na intensidade adequada que as cenas exigem. Só que tanta beleza não é suficiente para esconder o fato de que o longa traz uma história que, apesar de interessante, é contada da maneira mais convencional possível.
Ambientada no ínicio do século 20, a trama é centrada em Robert Grainier (Joel Edgerton), um lenhador cuja vida se resume a trabalhar cortando árvores em diversas florestas, além de ajudar na construção de pontes para ferrovias. Até que, um dia, conhece Gladys Olding (Felicity Jones) e se apaixona por ela. Os dois se casam, têm uma filha e constroem uma casa à beira de um rio.
Assista ao trailer do filme “Sonhos de Trem”
Granier continua sua vida de lenhador e, volta e meia, deixa sua família para realizar seu ofício em outras regiões bem distantes de casa. Só que, devido a duas experiências inesperadas e traumáticas, Robert tem sua rotina alterada e passa a questionar a razão de sua existência
Conexão com a natureza
“Sonhos de Trem” adota uma condução mais cadenciada para fazer o espectador refletir sobre a relação entre o homem e a natureza. Por isso, o diretor Clint Bentley, roteirista de “Sing Sing”, se vale de takes mais lentos, onde a câmera se move mais devagar diante de seu elenco ou das belas locações que surgem no filme para causar uma maior contemplação do espectador diante de suas imagens.
O efeito lembra um pouco o cinema de Terrence Malick, de filmes como “A Árvore da Vida” ou “Além da Linha Vermelha”, que também busca discutir essa reflexão. Claro que há um abismo bem grande entre Bentley e Mallick em termos de talento. Mas, mesmo assim, o resultado é bem eficiente. Especialmente para quem gosta de pensar sobre o que fazemos enquanto estamos nesse mundo.
Gladys (Felicity Jones) e Robert (Joel Edgerton) passeiam com a filha numa das cenas de ‘Sonhos de Trem’
Divulgação
Tanto que Bentley, também autor do roteiro ao lado de Greg Kwedar (diretor de “Sing Sing”), discute como a natureza é explorada de forma predatória através de um personagem que trabalha ao lado do protagonista e demonstra não se importar em cortar árvores porque acredita que elas vão crescer novamente e renovar as que são derrubadas. A discussão é vista de maneira discreta na trama, porém revela o cuidado que o diretor-roteirista tem com assuntos como meio ambiente.
Outro ponto curioso é como o filme (adaptado de um livro do mesmo nome, escrito por Denis Johnson) mostra situações e eventos históricos do início do século 20 através do personagem vivido por Edgerton. Assim, as duas grandes guerras mundiais e a ida do homem ao espaço, por exemplo, são reveladas pelo olhar do protagonista, que tenta compreender as mudanças que estão acontecendo ao seu redor, ainda que de forma mais distanciada por sentir que não faz parte daquele universo.
Tudo isso é fortalecido pelo ótimo trabalho do diretor de fotografia, o brasileiro Adolpho Veloso. Ele cria imagens incríveis que, quando o espectador acha que certa cena é a mais bela do filme, Veloso surpreende e cria uma ainda mais bonita mais adiante na trama. Até uma sequência que resulta na morte de um dos personagens tem tanta beleza que é impossível não ficar impressionado com o que obteve nessa produção. Não é à toa que ele foi indicado ao Oscar 2026 de Melhor Fotografia. Se vencer, além de justa, será a primeira vez que um brasileiro ganha nessa categoria.
Só que, mesmo com tanta beleza, o filme falha em cativar além da parte técnica/estética. A direção e o roteiro não conseguem sair do lugar comum e as situações mostradas no longa são interessantes, porém pouco empolgam. Apenas imagens estonteantes não são o suficiente para construir uma boa obra cinematográfica. E seus realizadores pareceram não compreender isso.
Robert (Joel Edgerton) e Gladys (Felicity Jones) num momento romântico de ‘Sonhos de Trem’
Divulgação
Força do elenco
Pelo menos, “Sonhos de Trem” também chama a atenção pela reunião de ótimos atores e atrizes em seu elenco. O principal destaque é mesmo Joel Edgerton como o introvertido Robert Granier. O ator-diretor sabe como dar o tom certo para o homem rústico que se retrai em relação aos outros que passam por sua vida, mas que revela suas emoções apenas à mulher que ama e sua filha.
Edgerton sabe como construir personagens com esse perfil e já teve atuações até melhores, como em “Loving: Uma História de Amor” (2016). Mas ainda assim, ele dá conta do recado e consegue manter o espectador focado em seu desempenho.
Menos sorte teve Felicity Jones, que pouco tem a oferecer como Gladys. Embora convença como a esposa apaixonada pelo protagonista, a atriz fica praticamente presa num papel onde quase nada de excepcional acontece com ela. Pelo menos ela demonstra uma boa química com Edgerton.
William H. Macy vive um lenhador veterano no filme ‘Sonhos de Trem’
Divulgação
Quem aproveita bem o pouco tempo de tela que tem é Wiliam H. Macy. O ator de filmes como “Fargo”, “Magnólia” e “O Sobrevivente” tem alguns dos melhores momentos do filme como Arn Peeples, um veterano lenhador que se destaca pelo seu mau humor e por seus pensamentos a respeito do cuidado com a natureza. Suas cenas só comprovam ainda mais seu talento que vem mostrando ao longo dos anos.
Além de Macy, o filme também conta com a pequena, mas importante participação de Kerry Condon (“F1: O Filme”) como uma guarda florestal que se torna confidente do personagem de Edgerton.
Indicado a quatro Oscars (Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Canção Original e Melhor Fotografia – já citada anteriormente), “Sonhos de Trem” realmente arrebata com a força e a beleza de suas imagens. Só precisava ter um pouco mais de potência para se tornar mais relevante.
De qualquer forma, é uma produção sensível que pode deixar o espectador emocionado com o espetáculo visual que aparece na tela e com a mensagem de que a vida é como um trem. E que é preciso saber como apreciar a sua viagem antes do ponto de chegada.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Cillian Murphy retorna ao mundo de ‘Peaky Blinders’ com filme ambientado na Segunda Guerra


Cillian Murphy, estrela de “Peaky Blinders”
Caryn Mandabach Productions/Divulgação
O vencedor do Oscar Cillian Murphy, protagonista de “Peaky Blinders”, retorna ao universo da série com um novo filme que se passa durante a Segunda Guerra Mundial.
O ator irlandês reprisa o papel do gângster de Birmingham Thomas “Tommy” Shelby, líder da gangue Peaky Blinders, agora envelhecido e saindo da aposentadoria para impedir uma conspiração nazista na cidade inglesa de Birmingham.
“A ideia sempre me interessou. Estávamos desenvolvendo o roteiro há anos, apenas tentando acertar, ver se poderíamos justificar sua existência, porque é uma coisa diferente, como uma história de duas horas em vez de uma história de seis horas”, disse Murphy à Reuters, referindo-se à série “Peaky Blinders”.
A série foi ao ar pela primeira vez em 2013 e teve seis temporadas, cada uma com seis episódios. A primeira temporada foi ambientada em 1919.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O filme, intitulado “Peaky Blinders: O Homem Imortal”, apresenta novos membros do elenco, incluindo os atores Rebecca Ferguson, Tim Roth e Barry Keoghan, que interpreta o filho ilegítimo de Tommy, Duke Shelby. O relacionamento deles é o coração emocional da história.
“Quando começamos a entrar na história, ela se tornou apenas sobre família, sobre pai e filho”, disse Murphy. “A violência é o pano de fundo. Você olha para ‘Família Soprano’… são os momentos na cozinha. É tudo família”, acrescentou Keoghan.
O filme da Netflix foi escrito pelo criador da série, Steven Knight.
“Desde o final da primeira série, eu sempre quis encerrar essa parte da história com um filme, e também que o filme se passasse na Segunda Guerra Mundial. Sempre foi minha intenção terminá-la dessa forma”, disse Knight.
O diretor, que também está escrevendo o próximo filme de James Bond, abre “O Homem Imortal” recriando o bombardeio de 1940 da fábrica Birmingham Small Arms (BSA), onde sua mãe trabalhava.
“Minha mãe estava trabalhando na fábrica da BSA na época, colocando explosivos em projéteis de artilharia, mas ela não estava no turno naquela noite… ela sobreviveu. Sempre quis que a história de Peaky fosse baseada nesses tipos de histórias pessoais”.
“Peaky Blinders: O Homem Imortal” será lançado na Netflix em 20 de março.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Jorge Ben Jor é rei na abertura da novela ‘A nobreza do amor’ com a majestosa gravação original de ‘Zumbi’


Imagem da abertura da novela ‘A nobreza do amor’, próxima atração da Globo no horário das 18h, vista ao som de ‘Zumbi’ (Jorge Ben Jor, 1974)
Reprodução / Vídeo
♫ ANÁLISE
♬ Uma sensação de encantamento foi recorrente nas redes sociais desde que a TV Globo divulgou a abertura da próxima novela das 18h da emissora, “A nobreza do amor”, programada para estrear na próxima segunda-feira, 16 de março.
Em rotação desde o início da tarde de hoje, 12 de março, a abertura de “A nobreza do amor” está entre as mais belas da história da teledramaturgia brasileira, tendo sido construída inteiramente em animação.
Criada pela equipe de Will Nunes sob supervisão de Chris Calvet, a abertura expõe cores que remetem à África – ponto de partida da história, iniciada com golpe no fictício reino de Batanga – entre símbolos e referências da arte africana e da cultura afro-brasileira.
E tudo faz sentido quando a escolha da música de abertura é “Zumbi”, de Jorge Ben Jor. O cantor, compositor e músico carioca é um dos reis da música do Brasil desde os anos 1960, quando embutiu no toque do violão uma bossa negra ao apresentar em 1963 um samba feito em esquema realmente novo.
A música “Zumbi” é ouvida na abertura de “A nobreza do amor” na gravação original acústica feita por Ben Jor para um dos álbuns mais cultuados do artista, “A tábua de esmeraldas”, lançado em 1974. A partir do álbum seguinte, “Solta o pavão”, lançado em 1975, o alquimista deu início a um processo de eletrificação da obra em transição que seria concluída na segunda metade dos anos 1970.
No meio desse processo, Ben Jor regravaria “Zumbi” com mais peso em outro álbum antológico, sintomaticamente “África Brasil” (1976), mas a gravação original tem um charme que potencializa o encantamento da abertura da novela “A nobreza do amor” e que se afina com o mítico universo afro-brasileiro da história de Duca Rachid, Elísio Lopes Júnior e Júlio Fischer. Até porque a obra majestosa de Jorge Ben Jor nas décadas de 1960 e 1970 é um dos elos do Brasil com a África.
O cantor e compositor Jorge Ben Jor tem obra que se afina com a estética africana da novela ‘A nobreza do amor’
Divulgação / Fernando Young

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Como MC Danilo Boladão, que morreu aos 47 anos, rivalizou com Charlie Brown Jr. no auge


MC Danilo Boladão, um dos maiores nomes do funk de São Paulo
Divulgação
MC Danilo Boladão, grande nome do funk de São Paulo, morreu nesta quarta-feira (11), aos 47 anos. Nos últimos anos, diferentemente do gênero que hoje domina as plataformas de streaming, ele esteve longe dos holofotes. Mas já houve uma época em que o funkeiro rivalizava com Charlie Brown Jr.
Na segunda metade dos anos 1990, Danilo fez dupla com Fabinho e foi um dos grandes nomes do funk consciente nos primórdios do gênero em São Paulo. Em 2000, o funkeiro foi preso por relação com os chamados bondes (ou gangues de bairro) em Santos.
De dentro da penitenciária em São Vicente, Danilo e Fabinho lançaram dois álbuns produzidos pelo DJ carioca Grandmaster Raphael: “Junte-Se A Nós” e “Sempre Te Ter”. Eles se tornaram clássicos do estilo. Para se ter uma ideia, singles da dupla no YouTube têm milhões de visualizações.
LEIA MAIS: Quem era MC Danilo Boladão, referência do funk que morreu no litoral de SP
Veja os vídeos que estão em alta no g1
À época, o funk em São Paulo tinha como principais fontes de divulgação as rádios comunitárias e os camelôs, que vendiam CDs.
Graças a essas fontes, as músicas da dupla foram longe e se tornaram hinos do funk para além das fronteiras de Santos. O single “Última Reza”, por exemplo, virou sucesso em Minas Gerais e até hoje é cantada nos estádios pela principal torcida organizada do Atlético Mineiro, a Galoucura.
No entanto, Danilo ficou preso entre 2000 e 2004, e nesse meio tempo o público seguia aguardando para um show com os sucessos da dupla feitos na cadeia.
Em entrevista recente, Fabinho contou que vendedores chegaram a anunciar apresentações como se os dois MCs fossem estar presentes. “Tinha uns caras que, de má-fé, anunciavam Danilo e Fabinho nos bailes. E eu chegava nos bailes e o público perguntava: ‘e o Danilo?’. Foi difícil”, disse o MC Fabinho, em entrevista ao podcast “Magia do Funk 013”.
Mc Danilo Boladão está internado após passar por cirurgia para retirada de necrose
Arquivo pessoal
O grande show da volta aconteceu em meados de 2004, no Clube Atlético dos Portuários, em Santos, principal casa de shows da cidade no começo do século. Segundo registros da época, havia cerca de 15 mil pessoas no local. O número se tornou mais relevante dado o contexto da época. Também nascido em Santos, o Charlie Brown Jr. não conseguiram bater essa marca.
Depois do sucesso do álbum “Bocas Ordinárias”, o grupo liderado por Chorão (que também morou no BNH, mesmo bairro de Danilo) vinha do recém-lançado “Acústico MTV” e havia feito, no mesmo Portuários, um show histórico. Mas Danilo e Fabinho colocaram mais gente na casa.
“A gente bateu Roberto Carlos, Ivete Sangalo e um recorde do Charlie Brown. Quando a gente estava no camarim, uma galera da diretoria do Portuários nos entregou uma placa, falando que a gente tinha batido o recorde de público. A gente nem acreditava naquele tanto de gente”, disse MC Danilo Boladão ao g1 em 2015.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Francis Hime toca piano e canta com Pedro Miranda no primeiro álbum do coletivo carioca Forró da Gávea


Francis Hime (à esquerda) faz dueto com Pedro Miranda em ‘Passaredo’ para o primeiro álbum do grupo Forró da Gávea
Thomás / Instagram Pedro Miranda
♫ NOTÍCIA
♬ Coletivo carioca criado por Pedro Miranda em junho de 2018 para tocar forró em baile-show, com apego às tradições do gênero e com paradoxal liberdade para ir além dos padrões do universo musical nordestino, o Forró da Gávea chega enfim ao primeiro álbum após oito anos e algumas participações em discos de Miranda.
Em fase de gravação no estúdio da gravadora Biscoito Fino, no Rio de Janeiro (RJ), com produção musical do violonista Rafael dos Anjos, o álbum do Forró da Gávea tem a participação de Francis Hime.
Do alto dos 86 anos e do posto de um maiores compositores e arranjadores do Brasil (e do mundo), Hime foi ao estúdio tocar piano e cantar – fazendo a segunda voz, em feat com Pedro Miranda – na gravação de uma das músicas mais conhecidas do cancioneiro autoral do compositor, “Passaredo”, música de então incomum temática ambientalista apresentada pelo grupo MPB4 em álbum de 1975, há 51 anos.
Detalhe luxuoso: Francis citou dois standards da bossa nova, “O barquinho” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1961) e “Garota de Ipanema” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962), no segundo take da gravação.
“Sanfona, zabumba, triangulo e… piano de cauda!”, celebrou Pedro Miranda em rede social ao noticiar a ida de Francis ao estúdio. Além de Francis Hime, o álbum do Forró da Gávea está sendo gravado com adesões de sanfoneiros do naipe de Adelson Viana, Kiko Horta, Marcelo Caldi, Nandinho Barros e Rafael Meninão.
Gabriel de Aquino também já gravou participação no álbum, tocando guitarra em levada apropriada para o xote. “Estamos trazendo para o disco o espírito dos nossos bailes, onde adoramos receber os amigos pra bater aquela bolinha com a gente”, contextualiza Pedro Miranda.
Além de Miranda, o núcleo central do Forró da Gávea é formado pelos músicos Durval Pereira (zabumba), Pedro Aune (baixo), Rafael dos Anjos (violão) e Rodrigo Ramalho (sanfona).
Francis Hime (ao centro) entre Pedro Miranda (à direita) e o violonista e produtor musical Rafael dos Anjos
Thomás / Instagram Pedro Miranda

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘O Agente Secreto’ bate ‘gigantes de Hollywood’ e lidera bilheteria entre indicados ao Oscar no Brasil


Filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho.
Reprodução/Redes sociais
Mesmo competindo com orçamentos milionários de Hollywood, “O Agente Secreto” consolidou-se como o filme mais assistido no Brasil entre todos os dez indicados ao Oscar de Melhor Filme.
O longa já soma 2.464.071 ingressos vendidos, superando com folga títulos como “F1” e “Pecadores”.
Entre os indicados à estatueta principal da Academia, o longa de Kleber Mendonça Filho possui o menor orçamento da lista.

Veja lista das maiores bilheterias no Brasil
Hermila Guedes, Licínio Januário, Wagner Moura, João Vitor Silva e Isabél Zuaa em cena de ‘O agente secreto’
Divulgação
No topo do ranking, apenas “O Agente Secreto” e “F1 – O Filme” romperam a barreira do milhão de espectadores no Brasil. O levantamento é da “Filme B Box Office Brasil”, atualizado até esta terça-feira (10).

1) “O agente secreto” – 2.464.071
2) “F1” – 1.428.094
3) “Pecadores” (Warner) – 866.571
4) “Hamnet: A vida antes de Hamlet” – 499.180
5) “Marty Supreme” – 407.091
6) “Uma batalha após a outra” – 403.808
7) “Valor sentimental” – 195.725
8) “Bugonia” – 74.216
CONFIRA: Lista dos indicados ao Oscar 2026.
Apesar da liderança isolada do “Agente”, o volume total de público dos indicados deste ano (6 milhões) é menor que o ciclo anterior.
Em 2025, o fenômeno foi impulsionado por uma tríade de sucessos formada por “Ainda Estou Aqui”, “Wicked” e “Duna 2”, que juntos levaram mais de 10 milhões de brasileiros às salas.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Ataques danificam locais históricos no Irã e geram alerta sobre impacto da guerra no patrimônio cultural


Danos causados ​​por ataques dos EUA e de Israel são visíveis na fachada do Palácio Golestan, da era Qajar, em Teerã, Irã, em 3 de março de 2026.
ISNA via AP
Ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã danificaram pelo menos quatro locais culturais e históricos, incluindo palácios e uma antiga mesquita. O caso gerou preocupação sobre o impacto da guerra em expansão em patrimônios protegidos importantes para a identidade iraniana e para a história mundial.
Diante da rapidez e da extensão dos danos, Irã e Líbano pediram nesta semana à agência cultural da ONU, a UNESCO, que inclua mais locais em sua lista de proteção reforçada.
A UNESCO confirmou danos ao Golestan Palace, um palácio luxuoso da era Qajar localizado em Teerã. Também houve estragos no Chehel Sotoun, do século XVII, e na Masjed-e Jāme, considerada a mesquita de oração de sexta-feira mais antiga do país — ambos na cidade de Isfahan.
Danos também foram confirmados em construções próximas ao Khorramabad Valley, área que reúne cinco cavernas pré-históricas e um abrigo rochoso com evidências de presença humana que remontam a cerca de 63 mil anos antes de Cristo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Imagens gravadas pela Associated Press em 3 de março mostram que, no Palácio Golestan, vidros quebrados dos tetos espelhados cobriram o chão. Arcos danificados, janelas destruídas e molduras espalhadas foram vistos abaixo das paredes decoradas com mosaicos de vidro.
A UNESCO afirmou que havia fornecido previamente a todas as partes envolvidas no conflito as coordenadas geográficas dos patrimônios culturais, para que tomassem “todas as precauções possíveis” e evitassem danos.
O impacto em locais históricos não se limita ao Irã. A agência também monitora danos em outros pontos do Oriente Médio, como a White City, em Israel, e em Tyre, no Lebanon.
A destruição de patrimônios culturais tem sido recorrente em guerras nas últimas décadas, incluindo conflitos entre Russia e Ukraine e entre Israel e o grupo Hamas, nos quais dezenas de locais foram danificados ou destruídos.
Segundo o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, os conflitos modernos têm provocado impactos amplos sobre civis e patrimônio cultural.
“É claro para todos: nesses conflitos cada vez mais modernos, são os civis que pagam o preço, é a infraestrutura civil que paga o preço, e todos vimos a destruição de patrimônios históricos inestimáveis”, disse.
Danos causados ​​por ataques dos EUA e de Israel são visíveis na fachada do Palácio Golestan, da era Qajar, em Teerã, Irã, em 3 de março de 2026.
ISNA via AP
Patrimônio histórico ameaçado
Defensores de direitos humanos alertam que a guerra no Irã não apenas deixou mais de mil mortos, mas também abalou instituições e lugares históricos importantes para as comunidades.
Segundo Bonnie Docherty, pesquisadora da divisão de armas da Human Rights Watch, a destruição desses locais afeta diretamente a população.
“Isso causa danos aos civis porque destrói ou danifica uma parte da história deles, que pode ser significativa tanto para o mundo quanto para uma comunidade específica”, afirmou. “Também enfraquece a identidade compartilhada de uma comunidade local.”
O analista político Arash Azizi, que cresceu no Irã antes de se mudar para os Estados Unidos, disse que conheceu a história e a identidade cultural do país visitando locais históricos com a família.
“Quando crianças são mortas e vidas humanas estão em risco, algumas pessoas podem pensar: ‘o que importa alguns azulejos ou vidros quebrados?’”, disse.
“Mas essa é a atitude errada. Precisamos de um contexto cultural. Precisamos saber quem somos, de onde viemos e o que tudo isso significa”, afirmou.
Danos causados ​​por ataques dos EUA e de Israel são visíveis na fachada do Palácio Golestan, da era Qajar, em Teerã, Irã, em 3 de março de 2026.
ISNA via AP
Danos também têm impacto pessoal
Para Shabnam Emdadi, uma iraniana-americana de 35 anos que vive em Nova York, os danos ao Palácio Chehel Sotoun têm um significado pessoal.
Ela visitou o local com o pai poucos anos antes da morte dele.
“As viagens ao Irã com ele são minhas lembranças mais queridas, quando ele parecia mais feliz e em casa”, disse. “Por isso, quando vejo os danos a esses lugares que fazem parte das minhas memórias, sinto como se também estivesse perdendo um pedaço dele.”
Ainda não está claro se os danos foram causados por ataques dos Estados Unidos ou de Israel. O Pentágono não comentou o assunto, e as Forças de Defesa de Israel disseram não ter conhecimento das alegações.
Especialistas também destacaram declarações do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que afirmou na semana passada que a estratégia americana na guerra não incluiria “regras de engajamento estúpidas”.
Para Patty Gerstenblith, presidente do U.S. Committee of the Blue Shield, essas regras são justamente as que incorporam o direito humanitário internacional.
“Elas protegem não apenas o patrimônio cultural, mas também toda a população civil e estruturas como hospitais e escolas”, afirmou.
Proteção da UNESCO
Os locais afetados fazem parte de cerca de 30 patrimônios iranianos listados pela UNESCO como áreas de proteção especial dentro do programa de Patrimônio Mundial.
Entre outros locais famosos incluídos nessa lista estão a Great Wall of China, as Egyptian Pyramids, o Taj Mahal e a Statue of Liberty.
O comitê da organização avalia anualmente locais considerados de “valor excepcional para a humanidade” e intervém quando esses patrimônios correm risco de destruição ou danos.
O programa também oferece assistência técnica e treinamento profissional para ajudar países a preservar esses locais históricos.
O governo do ex-presidente Donald Trump anunciou em julho do ano passado que os Estados Unidos voltarão a se retirar da UNESCO, como parte do distanciamento do país de algumas organizações internacionais.
A decisão, que cita acusações de discurso anti-Israel dentro da agência, deve entrar em vigor em dezembro.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Oscar 2026: falas sobre balé, gatos e brasileiros deixam indicados em apuros; relembre polêmicas


Oliver Laxe, Jessie Buckley e Timothée Chalamet ficaram no centro de polêmicas do Oscar 2026
Montagem/g1
A corrida pelo Oscar costuma colocar os artistas em alguma saia justa, seja por comentários que repercutem mal, caras fechadas nas premiações ou brigas públicas que ganham destaque na mídia e acabam respingando na disputa pelos votos da Academia. Neste ano, não foi diferente.
A cerimônia do Oscar 2026 acontece neste domingo. A TV Globo transmite a premiação a partir das 20h, e você também pode acompanhar a cobertura completa pelo g1.
Relembre as polêmicas que marcaram a edição de 2026:
Timothée Chalamet e o balé
Indicado ao Oscar de Melhor Ator ao lado de Wagner Moura, o ator de ‘Marty Supreme’ afirmou que balé e ópera estão “em declínio” e que “ninguém se importa” mais com estas áreas.
A declaração foi dada em evento promovido pela revista americana “Variety” e pela emissora CNN. Embora tenha garantido, logo em seguida, ter “todo o respeito pelos profissionais da área”, o comentário reverberou negativamente entre instituições e críticos. “Marty Supreme” concorre em 9 categorias no Oscar 2026.
Crítica: ‘Marty Supreme’ se empolga com começo incrível e insiste em repetir confusões cansativas
O programa foi exibido no dia 21 de fevereiro, cerca de duas semanas antes do prazo final para a votação da Academia.
A bailarina Misty Copelans, que participou da campanha do filme “Marty Supreme”, criticou publicamente Timothée Chalamet em um evento, afirmando que “ele não seria ator se não fosse pelo balé e pela ópera”. Casas de ópera e academias clássicas de dança também fizeram publicações em redes sociais criticando a fala.
Assista ao trailer de ‘Marty Supreme’
Oliver Laxe e os brasileiros
Durante um comentário sobre os votantes brasileiros na Academia, o diretor de “Sirât” afirmou que “se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”.
Quem é Óliver Laxe, diretor que disse que brasileiros votariam em um sapato no Oscar
A fala gerou uma onda de críticas e emojis de sapato nas redes sociais do filme e de sua distribuidora. O diretor se desculpou da fala e disse que os brasileiros “não entenderam o contexto” de humor.
“Era um programa radicalmente irônico e de humor, não nos levamos a sério”, disse.
“Sirât” concorre ao Oscar nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Som.
Diretor de ‘Sirât’ faz comentário polêmico sobre indicações de “O Agente Secreto”
Jessie Buckley e os ‘gateiros’
Uma das favoritas ao Oscar de Melhor Atriz por “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, Jessie Buckley contou em um podcast que, no início do relacionamento com o marido, pediu que ele se desfizesse de dois gatos porque, segundo ela, os animais a odiavam. “Gatos são malvados”, disse, em tom de brincadeira.
Crítica: ‘Hamnet’, vencedor do Globo de Ouro, impressiona com drama emocionante e envolvente
O comentário provocou a fúria da internet, especialmente entre os amantes dos felinos. Diante da repercussão, a atriz tentou esclarecer a história no programa de Jimmy Fallon, afirmando que foi um “equívoco” dizer que detesta gatos.
“Eu amo gatos. Acordei esta manhã pensando: será que o mundo acha que eu realmente não amo gatos? E isso me incomodou o dia todo. Me senti mal”, declarou.
Para se redimir com os “gateiros”, Buckley também contou que chegou a fazer teste para participar do musical “Cats”.
Caso do BAFTA
Outra premiação também foi alvo de polêmica. John Davidson, que inspirou o filme “I Swear”, proferiu uma ofensa racista em meio a um tique vocal involuntário durante o BAFTA. O episódio ocorreu em 22 de fevereiro, durante a cerimônia.
O longa, que narra a história de um jovem com Síndrome de Tourette, foi destaque na premiação e desbancou indicados ao Oscar: Robert Aramayo venceu na categoria de Melhor Ator, e Lauren Evans conquistou o prêmio de Melhor Direção de Elenco.
Davidson gritou da plateia enquanto os atores Michael B. Jordan e Delroy Lindo, do filme “Sinners”, estavam no palco.
Diagnosticado aos 25 anos, John Davidson apresenta tiques vocais e explosões involuntárias que frequentemente incluem palavrões. Depois do episódio, disse estar “mortificado” com a possibilidade de que suas vocalizações tenham sido interpretadas como algo intencional.
O momento não foi cortado da transmissão. A organização do BAFTA pediu desculpas a Michael B. Jordan e Delroy Lindo e declarou assumir total responsabilidade pelo ocorrido.
Robert Aramayo, ator que interpreta John Davidson em “I Swear”, venceu nas categorias Melhor Ator e Estrela em ascensão no BAFTA
JUSTIN TALLIS / AFP

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

5 vezes Kleber Mendonça Filho: todos os filmes do diretor, do pior para o melhor


Todos os filmes de Kleber Mendonça Filho do pior para o melhor
Kleber Mendonça Filho desembarca no Oscar deste domingo (15) com o peso de uma filmografia premiada. Desde 2012, o cineasta lançou cinco longas-metragens e somou mais de 150 vitórias em premiações pelo mundo.
O levantamento cruzou os dados de três dos principais agregadores de crítica da internet: Letterboxd, IMDb e Rotten Tomatoes.
Para medir o impacto dessa trajetória, o g1 mergulhou na obra do diretor e montou um ranking da sua obra.

Além dos dados globais, o portal também atribuiu uma nota de 0 a 10 para cada produção.
E os curtas?
Muito antes de cair nas graças de Hollywood, Kleber lapidou seu olhar em curtas-metragens fundamentais, como “Vinil Verde” (2004) e “Recife Frio” (2009). As produções seguem repercutindo até os dias de hoje.
Mas g1 levou em consideração apenas os longas-metragens.

Veja lista em ordem cronológica do lançamento.

“O Som ao Redor” (2012);
“Aquarius” (2016);
“Bacurau” (2019);
“Retratos Fantasmas” (2023)
“O Agente Secreto” (2025).
Critérios de análise
Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho nos bastidores de ‘O Agente Secreto’
Divulgação/Victor Jucá
Para tentar dar conta de vozes tão distintas (críticos, cinéfilos, fãs e haters), o g1 converteu todas as métricas para uma escala de 0 a 10.
O cálculo equilibra o índice de aprovação da crítica especializada (Rotten Tomatoes), a média aritmética do público (IMDb) e o engajamento da comunidade cinéfila (Letterboxd), além da nota atribuída pelo portal.
Veja abaixo o ranking, a análise detalhada de cada produção e os destaques de direção e roteiro.
5º) O Som ao Redor (2012)
Sinopse: Moradores de classe média são atormentados por trombadinhas, roubos de som de carro e um cachorro que não para de latir. Tudo muda quando uma empresa de segurança privada, chefiada por Clodoaldo (Irandhir Santos), passa a policiar a região.

Minicrítica: O filme vale muito pelas cenas da reunião de condomínio, do “banho de sangue” na cachoeira e da revelação nos minutos finais. Embora os diálogos sejam propositalmente banais, não cativam tanto.
A direção/o roteiro: Em seu longa de estreia, KMF faz do bairro onde cresceu, Setúbal, no Recife, um microcosmos do Brasil pós-ascensão da classe média. Mesmo em uma crônica urbana polida, o diretor já dava indícios do desejo de se experimentar num cinema mais sujo e chocante.
ONDE ASSISTIR? Globoplay e Netflix.
Os feitos
Eleito um dos dez melhores filmes do mundo pelo “The New York Times” em 2013.
Escolhido como representante brasileiro na disputa pela indicação ao Oscar de 2014 (não foi indicado).
4º) Aquarius (2016)
Sinopse: Aposentada, viúva e livre, Clara (Sônia Braga) não quer arredar o pé do apartamento onde morou a vida inteira. Diego (Humberto Carrão) e o avô trabalham numa dessas construtoras-incorporadoras de nome em inglês e fazem de tudo para tentar convencê-la do contrário.
Minicrítica: Trilha sonora e direção de arte lindíssimas. Passaria horas e horas assistindo Sônia Braga dançar em gafieiras e peitar dono de construtora miserável. Mas poderia chocar ainda mais.
A direção/o roteiro: Kleber acerta em construir um vilão que foge do caricato: um herdeiro de sorriso amarelo que é a personificação do neoliberalismo cordial. Os zooms lentos e planos abertos brilham.
ONDE ASSISTIR? Globoplay e Netflix.
Os feitos
Concorreu à Palma de Ouro no 69ª Festival de Cannes.
Levou mais de 350 mil pessoas aos cinemas.
3º) Retratos Fantasmas (2023)
Sinopse: Pesquisa para “O Agente Secreto”, o documentário remonta a cidade do Recife do século XX com a presença dos cinemas de rua e de calçada que, segundo o diretor, “são tão importantes para a formação de público espectador”.

Minicrítica: Quando a arte se dispõe a virar um documento de registro. É um daqueles filmes que vão ficando mais importantes à medida que o tempo vai passando.
A direção/o roteiro: A narração em primeira pessoa de Kleber guia e se destaca. Um salve para a equipe de pesquisa e montagem.
ONDE ASSISTIR? Globoplay e Netflix.
Os feitos
Representante brasileiro na disputa ao Oscar de 2024 (não foi indicado).
Exibido em sessão especial no Festival de Cannes de 2023.
2º) Bacurau (2019)
Sinopse: Após descobrir que o povoado foi apagado dos mapas e está sendo atacado por um bando de gringos pistoleiros, uma comunidade no interior de Pernambuco decide reagir. A entrada de Lunga (Silvério Pereira) em cena com uma enxada e um mullet muda tudo.
Minicrítica: Violento e lindo. Bacurau é bicho grande, brabo e que não está em extinção. Ótimo para rever em ano de eleição e sempre.
A direção/o roteiro: Em parceria com Juliano Dornelles, Kleber cavuca a identidade do nordestino do interior. Tem drone, psicotrópico e puteiro. Nesta distopia sertaneja de gente do bem que reage, todos os personagens são interessantíssimos.
ONDE ASSISTIR? Nos cinemas e na Netflix.
Os feitos
Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019.
Levou mais de 800 mil pessoas aos cinemas.
1º) O Agente Secreto (2025)
Sinopse: Professor universitário, Marcelo (Wagner Moura) busca refúgio em um condomínio de exilados durante a Ditadura Militar. Apesar disso, é Carnaval. Agonia e folia se misturam neste thriller político de suspense e humor.
Minicrítica: Tem muita gente e é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, o que poderia ser ruim, mas aqui não é. Quando Tânia Maria sai de cena, dá saudades. Mas ela é só uma das (muitas) partes boas.
A direção/o roteiro: Busca por memória, rinha entre regiões, corrupção, o papel da imprensa, luta de classes, força da juventude… Pior que é aquele clichezão: a impressão que dá é a de que todos os filmes de Kleber o levaram até esse aqui.
ONDE ASSISTIR? Nos cinemas e na Netflix.
Os feitos
Indicado em quatro categorias no Oscar 2026.
Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator (Wagner Moura) no Globo de Ouro 2026.
Melhor Diretor (Kleber Mendonça Filho) e Melhor Ator (Wagner Moura) no Festival de Cannes 2026.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Oscar 2026: Favoritismo de ‘Uma batalha após a outra’ é ameaçado por ‘Pecadores’, indicam principais ‘termômetros’


Cenas de ‘Uma batalha após a outra’ (à esq.) e ‘Pecadores’ (à dir.)
Divulgação
Só “Pecadores” ainda pode frustrar o grande favoritismo de “Uma batalha após a outra” na disputa à categoria de melhor filme do Oscar 2026 — pelo menos é o que indicam as maiores premiações de sindicatos de classes de Hollywood, que servem como os principais “termômetros” da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas americana.
A maior premiação do cinema acontece neste domingo (15), em Los Angeles, com apresentação do comediante Conan O’Brien pelo segundo ano seguido — e transmissão ao vivo da TV Globo.
Os prêmios dos sindicatos são considerados bons indicadores para suas respectivas categorias do Oscar por compartilharem muitos membros com a Academia. Ou seja, muita gente vota em um e, depois, no outro.
Os quatro grandes
São quatro organizações principais que podem ser consideradas indicadoras de como pensa a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, organizadora do Oscar:
PGA: Sindicato dos Produtores da América
DGA: Sindicato dos Diretores da América
SAG: Sindicato dos Atores
WGA: Sindicato dos Roteiristas da América (que premia original e adaptado)
*as siglas vêm do inglês

Arte g1
Corrida de dois cavalos
Se “Uma batalha após a outra” começou a temporada de premiações como o grande favorito à categoria principal do Oscar, os sindicatos confirmaram esse status.
Desde 2005, 15 filmes foram os preferidos do PGA e do DGA. Deles, 12 saíram ganhadores da Academia — uma taxa de 80%, que incluiu os últimos três grandes vencedores da Academia.
As exceções, no entanto, dão um pouco de esperança aos fãs de “Pecadores”. Afinal de contas, os três vencedores dos dois sindicatos que não ganharam o Oscar foram superados exatamente por ganhadores do prêmio de roteiro original do WGA.
Muita gente gosta de comparar a situação de 2026 com a vitória de “Moonlight” sobre “La la land”, em 2017.
A situação era muito mais parecida, no entanto, em 2006. Naquele ano, “O segredo de Brokeback Mountain” chegou como favorito por ganhar os mesmos prêmios de “Uma batalha após a outra”. No fim, perdeu para “Crash – No limite”, preferido dos sindicatos nas mesmas categorias de “Pecadores”.
Para os demais indicados, a montanha é quase intransponível. Nenhum filme jamais venceu a categoria principal da Academia sem pelo menos um prêmio dos quatro sindicatos.
Diretor e roteirista de “Uma batalha após a outra”, Paul Thomas Anderson deve ganhar o primeiro Oscar da carreira após 14 indicações desde 1998 — e não deve parar no primeiro.
Mesmo que não confirme o favoritismo na categoria de roteiro adaptado, já que a correlação com ganhadores do WGA não é tão confiável por causa das regras do sindicato, ele deve levar em melhor direção. Em 78 edições, 66 vencedores do DGA ganharam a estatueta — uma taxa de 84,6%.
Ele ainda pode vencer uma como um dos produtores do próprio filme.
Jogo aberto
Michael B. Jordan vence melhor ator por ‘Pecadores’ no Actors Awards
Reprodução/AP Photo/Chris Pizzello
Apenas uma das quatro categorias de atuação é considerada já fechada. Nas demais, o SAG serviu apenas para trazer mais incertezas — e, em um dos casos abrir uma disputa que também parecia resolvida.
Jessie Buckley, de “Hamnet: A vida antes de Hamlet”, é provavelmente a aposta mais segura da noite entre as atrizes principais, um status que mantém desde o começo da temporada e que só reforçou desde então. A irlandesa ganhou o Bafta, o SAG, e até premiações menores, como o Globo de Ouro e o Critics’ Choice.
Até hoje, apenas Russell Crowe não venceu o Oscar após ser celebrado nos quatro eventos pelo mesmo papel. Em 2002, o australiano ganhou tudo com “Uma mente brilhante”, mas perdeu a estatueta dourada para Denzel Washington, de “Dia de treinamento”.
Entre os atores principais, SAG e BAFTA bagunçaram a corrida ao ignorar Timothée Chalamet (“Marty Supreme”), que vinha vencendo tudo até então. Com isso, o ganhador do sindicato, Michael B. Jordan (“Pecadores”), assume o favoritismo. Se ele não ganhar, vai ser apenas o sétimo preferido do SAG a não levar o Oscar.
Curiosamente, a última vez que isso não aconteceu foi em 2025. Sabe com quem? Ele mesmo, Timothée Chalamet.
Entre os coadjuvantes, as taxas de conversão entre SAG e Academia não são tão altas — justamente em categorias das mais imprevisíveis.
Sean Penn (“Uma batalha após a outra”) até parece ser o nome a ser batido em sua categoria após vencer o sindicato (que prevê cerca de 68% das vezes o escolhido da Academia) e o Bafta, mas foi ignorado por Globo de Ouro e Critics’ Choice após começar a temporada na frente.
Já Amy Madigan (“A hora do mal”) goza de chances maiores após ganhar o SAG (uma taxa de 74%), o Critics’ Choice e o Bafta — mas é também extremamente raro que duas atrizes do mesmo filme concorram ao Oscar depois de nem receberem indicações do sindicato, como é o caso de Inga Ibsdotter Lilleaas e Elle Fanning, ambas de “Valor sentimental”.
Como Madigan é também a única representante de um filme com apenas uma indicação, enquanto suas concorrentes vêm de filmes com presença em múltiplas categorias, é difícil dar à veterana todo o favoritismo — mas que ele existe, existe.

Fonte: G1 Entretenimento