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‘Sob Pressão’ ganha adaptação americana pelos produtores de ‘The Good Doctor’


Chega ao ar última temporada da série “Sob Pressão”
Globo/ Victor Pollak
A série médica brasileira “Sob Pressão” ganhará uma adaptação americana, segundo informações do site Deadline. Em inglês, a produção se chamará “Under Pressure”.
De acordo com a publicação, a versão será desenvolvida por três produtores executivos de “The Good Doctor”: David Shore, Jessica Grasl e Garrett Lerner. Shore também é o criador de “House”, série exibida entre 2004 e 2012 e uma das produções mais assistidas da TV americana no período.
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Escrita por Jessica Grasl e Garrett Lerner, “Under Pressure” é um drama médico ambientado no Hospital All Saints, uma unidade com falta de profissionais e poucos recursos em Savannah, no estado da Geórgia. No centro da história está Cam, um cirurgião e homem de fé profundamente comprometido com seus pacientes e com a comunidade. Além dos casos médicos, a série vai se concentrar em um complexo triângulo amoroso.
A série “Sob Pressão”, baseada no filme homônimo de 2016, que, por sua vez, foi inspirado no livro “Sob Pressão: A rotina de guerra de um médico brasileiro”, de Márcio Maranhão, estreou na TV Globo em 2017 e teve cinco temporadas, em uma coprodução entre a Conspiração Filmes e a TV Globo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Estrelas e público se despedem de Valentino em funeral em Roma


Funeral de Valentino Garavani acontece em Roma, na Itália
AP Photo/Andrew Medichini
Celebridades da moda internacional juntaram-se ao público, na manhã desta sexta-feira (23), para se despedir do icônico estilista Valentino, em seu funeral na Basílica de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires, em Roma.
O funeral marcou a última homenagem ao estilista, após dois dias de velório público, na quarta e quinta-feira, na sede da Fundação Valentino.
Os estilistas Tom Ford e Donatella Versace, bem como Anna Wintour, da revista Vogue, e a atriz Anne Hathaway estiveram presentes.
Anne Hathaway comparece ao funeral de Valentino, na Itália
AP Photo/Andrew Medichini
Anna Wintour comparece ao funeral de Valentino, na Itália
AP Photo/Andrew Medichini
Fãs e admiradores se reuniram do lado de fora da igreja, alguns vestidos de vermelho ou carregando acessórios vermelhos em uma última homenagem à cor característica do estilista.
Valentino Garavani faleceu aos 93 anos em sua residência em Roma na segunda-feira (19). Ele era adorado por gerações de membros da realeza, primeiras-damas e celebridades como Jackie Kennedy Onassis e Julia Roberts, que juravam que o estilista sempre as fazia se sentir e parecer o melhor possível.
Centenas de pessoas já haviam prestado suas homenagens ao “último imperador” da moda italiana durante a cerimônia pública. Valentino sempre manteve seu ateliê em Roma, embora apresentasse suas coleções principalmente em Paris.
Morre, aos 93 anos, estilista italiano Valentino Garavani
Seus suntuosos vestidos abrilhantaram inúmeras cerimônias do Oscar, notavelmente em 2001, quando Roberts usou um vestido coluna vintage preto e branco para receber sua estatueta de melhor atriz. Cate Blanchett também usou um Valentino de um ombro só em seda amarelo-manteiga quando ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2005.
“Quero agradecer a Valentino por me ensinar a beleza”, disse seu parceiro de longa data, Giancarlo Giammetti, em seu discurso de homenagem, com a voz embargada pela emoção.
“Foi uma beleza que nos acompanhou por toda a vida. Nos conhecemos quando crianças, sonhávamos com as mesmas coisas e conquistamos muitas delas. Nossa jornada sempre continuará”, acrescentou.

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre Donald Douglas, ator da trilogia ‘Bridget Jones’, aos 92 anos

O ator escocês Donald Douglas, conhecido por atuar nos três filmes da franquia “O Diário de Bridget Jones”, morreu aos 92 anos, no último dia 14 de janeiro. A informação foi confirmada pela família em um obituário. Ele faleceu em Albi, na França, após uma “doença de curta duração”, segundo os relatos.
Ao longo da carreira, Douglas construiu uma trajetória sólida no cinema e na televisão. Além do papel na trilogia estrelada por Renée Zellweger, ele participou de produções de destaque como Uma Ponte Longe Demais e Highlander: A Batalha Final.
Na TV, também deixou sua marca em séries conhecidas do público, como Doctor Who e Young Sherlock: The Mystery of the Manor House, ampliando seu reconhecimento internacional.
Fora das telas, Douglas era descrito por amigos como um artista multifacetado. De acordo com Meredith Wheeler, amiga do ator, ele trabalhava com diferentes formas de arte, incluindo escultura e pintura, e era especialista na restauração de cerâmicas. Ele também teve papel importante na cena cultural da região de Tarn, no sul da França, onde dirigiu e produziu um teatro de língua inglesa por vários anos.
Donald Douglas deixa a esposa, Emma, e três filhas: Amy, Liza e Jodie.

Fonte: G1 Entretenimento

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Como a imprensa internacional noticiou indicações de ‘O Agente Secreto’ ao Oscar: ‘Ano excepcional para latino-americanos’


“O Agente Secreto” recebe quatro indicações ao Oscar
As indicações de O Agente Secreto ao Oscar 2026 nesta quinta-feira (22/1) foram destaques na imprensa internacional e especializada, principalmente a inédita indicação de Wagner Moura como melhor ator e o desempenho do filme brasileiro nas categorias centrais.
Los Angeles Times destacou que Wagner Moura ‘faz história’
BBC
A revista Variety ressaltou o momento do ator no circuito internacional de prêmios. “O desempenho de Moura no circuito de premiações da crítica tem sido notável nesta temporada”, escreveu a publicação.
Para a revista, a indicação Moura ocorre em um contexto mais amplo de valorização do cinema internacional: “um ano excepcional para cineastas e artistas latino-americanos”, diz o veículo.
O Los Angeles Times destacou que Wagner Moura “faz história” ao ser o terceiro brasileiro indicado a um Oscar de atuação, ao lado de Fernanda Montenegro e Fernanda Torres.
A publicação observou que, caso vença a estatueta em 15 de março, ele será “o primeiro brasileiro a ganhar um Oscar em uma categoria de atuação”.
A dimensão histórica da indicação de Wagner Moura também foi abordada pelo espanhol El País, que conectou o momento do ator ao reconhecimento recente de artistas brasileiros.
“Wagner Moura segue os passos de sua compatriota Fernanda Torres, que ganhou o Globo de Ouro em 2025 por Ainda Estou Aqui”, escreveu o jornal, ao situar o brasileiro numa sequência de premiações internacionais.
O The Hollywood Reporter apontou O Agente Secreto como um dos favoritos ao prêmio de melhor filme internacional e destacou o peso histórico de uma eventual nova vitória brasileira.
“Caso o filme leve para casa o Oscar de melhor filme internacional em 2026, será a primeira vez em quase 40 anos que um país conquista vitórias consecutivas”, afirmou a revista.
A publicação acrescentou que “o reconhecimento global de ambos os filmes demonstra a força do cinema brasileiro, dinâmico e diversificado, que recentemente saiu de um período de repressão artística”.
Já o Deadline, site de notícias com foco na indústria do entretenimento, colocou o longa de Kleber Mendonça Filho entre os principais destaques internacionais da edição.
“Os títulos internacionais não apenas estiveram presentes, como dominaram as categorias nesta manhã”, escreveu o site, citando o filme ao lado do norueguês Valor Sentimental como as produções que lideraram as indicações fora de Hollywood.
O veículo também ressaltou o feito de Wagner Moura: “Wagner Moura se tornou o primeiro ator brasileiro a receber uma indicação ao Oscar de melhor ator”, observando ainda que 2026 estabeleceu um recorde de quatro atuações em idiomas não ingleses indicadas ao prêmio.
O Deadline também chamou atenção para a presença do filme brasileiro nas categorias principais. Segundo o site, O Agente Secreto e Valor Sentimental são “o 12º e o 13º filmes em língua não inglesa a serem indicados, no mesmo ano, tanto a melhor filme internacional quanto a melhor filme”, um grupo que inclui apenas um vencedor duplo até hoje, Parasita.
A nova categoria de melhor elenco também entrou na cobertura especializada. O site Gold Derby afirmou que “finalmente, o Oscar está celebrando o trabalho essencial dos diretores de elenco” e citou O Agente Secreto como um dos exemplos mais claros dessa mudança.
Para o portal, o fato de o filme ter recebido quatro indicações “demonstra como a Academia está avaliando especificamente esse trabalho”.
Entusiamo dos fãs brasileiros
A mobilização do público brasileiro durante o anúncio das indicações virou notícia na NBC News.
“Os fãs brasileiros de ‘O Agente Secreto’ e de seu astro, Wagner Moura, foram os que demonstraram mais entusiasmo no chat, inundando o espaço com bandeiras do Brasil”, escreveu o site.
A emissora acrescentou que “o país sul-americano tem um histórico de levar o Oscar a sério” e lembrou que, no ano anterior, a atuação de fãs nas redes ajudou a impulsionar Ainda Estou Aqui e Fernanda Torres ao reconhecimento internacional.
Quem também deu destaque à mobilização por likes da torcida brasileira foi o veículo argentino Infobae.
O site afirmou que o filme de Kleber Mendonça Filho amplia o caminho aberto por Ainda Estou Aqui — com as indicações dos dois filmes vividas no Brasil “como se fossem vitórias de futebol”, em referência à mobilização popular em torno das campanhas internacionais.
Segundo o texto, os dois longas — “cada um em seu estilo, o de Walter Salles mais estilizado e emotivo, o de Mendonça Filho mais potente e inquietante” — retomam a história recente do país a partir da memória da ditadura militar e são parte de um momento de “auge” do cinema brasileiro no cenário internacional.
“Com suas quatro indicações ao Oscar, O Agente Secreto potencializa o auge do cinema brasileiro em escala global”, escreveu o Infobae.
Mesmo sem indicação ao Oscar, a atriz Tânia Maria, que interpreta Dona Sebastiana, também recebeu atenção da imprensa estrangeira.
The New York Times descreveu a Tânia Maria como ‘o mais novo ícone do Brasil’
BBC
Em uma longa reportagem, o jornal americano The New York Times descreveu a atriz como “o mais novo ícone do Brasil” e destacou que “com apenas 11 minutos em cena, Tânia Maria conquistou críticos internacionais, manchetes de jornais e mais de 100 mil seguidores nas redes sociais”.
O jornal ressaltou ainda que a personagem “encarna uma parte familiar e querida da identidade cultural brasileira” e que a atriz “rouba a cena” no thriller político de Mendonça Filho.
O jornal lembrou ainda que O Agente Secreto chega ao Oscar um ano após Ainda Estou Aqui ter rendido ao Brasil sua primeira estatueta de melhor filme internacional.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Ferrugem segue os padrões musicais e emocionais do pagode romântico no fluxo linear do álbum ‘Sentimento’


Ferrugem lança o álbum ‘Sentimento’ com 12 músicas, mas uma faixa, ‘Amar ou odiar’, está bloqueada
Thaís Marques / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Sentimento
Artista: Ferrugem
Cotação: ★ ★ ★
♬ Na teoria, “Sentimento” – álbum lançado por Ferrugem na noite de ontem, 22 de janeiro – mistura o pagode com o soul em registro audiovisual filmado no Theatro Municipal de Niterói (RJ) com estética retrô, evocativa dos programas de TV dos anos 1970, década da disco music, simbolizada na capa do disco pelo globo espelhado exposto acima do artista na foto de Thais Marques.
Na prática, o álbum – gravado em estúdio e editado via Gold Records – reproduz os padrões emocionais e musicais do pagode romântico. Há, sim, algo do espírito do som black Rio no samba “Arrependidaço” (Cauique, Rodrigo Leite e Gabrielzinho, 2025), faixa previamente apresentada em single e clipe lançados em dezembro.
No entanto, após essa primeira promissora faixa, o álbum “Sentimento” segue por trilhas já pisadas por grupos e cantores de pagode como Belo. Uma sequência de quatro pagodes românticos assinados solitariamente pelo compositor Enry Castro – “Terapeuta”, “Arco e flecha”, “Rota do esquecimento” e “Efeito dominó” – rebobina clichês do gênero, remoendo dores de amores expiadas em letras de música desde que o samba é samba.
Ferrugem, cabe ressaltar, não dá (a bela) voz ao pagode mais pop e miscigenado dos correntes anos 2020. Sob tal prisma, o álbum “Sentimento” soa de fato vintage porque remete a um tipo de pagode que surgiu na década de 1990.
A matéria-prima do repertório – formatado em estúdio com produção musical de Lincoln de Lima – é o vaivém emocional que faz e desfaz casais entre paixões e traições. A propósito, “Casal do mal” é o pagode com maior potencial para virar hit. O refrão da composição de BG e Gabrielzinho resulta infalível.
Em essência, Ferrugem canta pagodes que versam sobre corações quebrados pela mágoa e pela saudade, mote de “Nada que lembre de nós” (Cleitinho Persona, Elizeu Henrique, Lucas Nage e Nagetta).
Com 12 músicas inéditas, mas com faixa bloqueada para lançamento posterior (“Amar ou odiar”), o álbum “Sentimento” vai soando linear à medida em avançam pagodes como “Não vai ter lágrima” (Cleitinho Personza e Elizeu Henrique), outro hit em potencial na safra peneirada por Ferrugem entre centenas de composições.
Ferrugem canta muito bem – e, não por acaso, o artista vai percorrer o Brasil em 2026 com Péricles em turnê com show inédito intitulado justamente “Vozes” – mas o ótimo desempenho vocal do intérprete jamais abafa as redundâncias de pagodes como “Amor gigante” (Cleitinho Persona, Elizeu Henrique Nego Branco).
Faltou mais variedade na seleção do repertório do álbum “Sentimento”. Faltou mais o alardeado soul no som retrô. De todo modo, para o ouvinte habituado aos padrões dos pagodes românticos, o disco vai descer bem, sem incômodos. “Dependente emocional” (Bruno Bys, Carlos Caramelo, Guga Nandes e Junior Garça), por exemplo, acerta em cheio o público-alvo do álbum “Sentimento”.
Desde que lançou em junho a primeira música do disco, “Apagar (Fundo raso)” (Enry Sanches, 2025), Ferrugem já apontou a trilha emocional que seguiria no álbum. E mal nenhum há nessa opção. A questão é que o discurso e o visual adotados pelo artista na promoção de “Sentimento” não batem exatamente com o som ouvido no álbum.
Capa do álbum ‘Sentimento’, de Ferrugem
Thaís Marques

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Se os brasileiros submetessem um sapato ao Oscar, todos votariam nele’, diz diretor de ‘Sirât’


“O Agente Secreto” recebe quatro indicações ao Oscar
Oliver Laxe, diretor do longa espanhol “Sirât”, que concorre ao Oscar nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Som, comentou sobre as indicações de “O Agente Secreto” na premiação.
“Na Academia há muitos brasileiros, nós gostamos muito deles, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse Laxe durante o talk show La Revuelta, da emissora pública espanhola TVE.
Oliver Laxe durante Film Independent Spirit Awards
Foto por RODIN ECKENROTH / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS, na sigla em inglês) é a associação responsável pelas indicações do Oscar. O grupo, composto por aproximadamente 10 mil pessoas, inclui brasileiros que já concorreram em outras premiações ou que foram convidados pela entidade.
Entre os brasileiros na lista estão Fernanda Montenegro, Maeve Jinkings, Carlos Saldanha, Petra Costa, Alice Braga, Sonia Braga, Rodrigo Santoro, Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura e Selton Mello.
O Oscar 2026 acontece em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Assim como em 2025, a 98ª edição da premiação americana contará com o comediante Conan O’Brien como apresentador.
‘O agente secreto’ recebe quatro indicações ao Oscar
“O agente secreto” recebeu quatro indicações ao Oscar 2026 e empatou com o recorde de “Cidade de Deus”, em 2004. O filme de Kleber Mendonça Filho concorre em:
Melhor seleção de elenco
Melhor filme internacional
Melhor ator para Wagner Moura
Melhor filme
Além de “O Agente Secreto”, um brasileiro também concorre em Melhor Fotografia. Adolpho Veloso é um dos favoritos na categoria por seu trabalho em “Sonhos de Trem”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Oscar 2026: Disputa em filme internacional se limita a ‘O agente secreto’ e ‘Valor sentimental’


‘O agente secreto’ recebe quatro indicações ao Oscar
Às vezes, o óbvio precisa ser dito. Apenas o brasileiro “O agente secreto” e o norueguês “Valor sentimental” continuam na disputa pela categoria de filme internacional a partir do anúncio dos indicados ao Oscar 2026, nesta quinta-feira (22).
Claro, outros três — o franco-iraniano “Foi apenas um acidente”, o tunísio “A voz de Hind Rajab” e o espanhol “Sirât” — ainda concorrem oficialmente, mas apenas os outros dois receberam indicações também na categoria principal, de melhor filme.
Pela lógica, isso coloca a dupla entre os dez melhores do ano para os mais de 10 mil membros membros votantes da Academia de Cinema de Hollywood, acima dos demais. Em especial, os separa de “Foi apenas um acidente”, que até esta quinta era visto por muitos como tão favorito quanto os dois.
Wagner Moura em cena de ‘O agente secreto’ e Stellan Skarsgård e Renate Reinsve em cena de ‘Valor Sentimental’
Divulgação
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A disputa direta promete ser árdua.
“Valor sentimental” tem o terceiro maior número de indicações do ano, empatado com “Frankenstein” e “Marty Supreme”, com nove cada.
Entre eles, concorre em categorias importantes como direção, com Joachim Trier, e roteiro original, além de ter quatro atores indicados.
Já “O agente secreto” entra no pelotão dos filmes com quatro indicações, junto de “Bugonia”, “F1” e “Sonhos de trem”.
A vitória sobre o rival na categoria equivalente no Globo de Ouro 2026 ajuda a manter vivo o sonho brasileiro, mas é importante lembrar que a premiação não tem membros votantes em comum com a Academia.
Dá para dizer, então, que o troféu elevou a visibilidade de “O agente secreto” na fase crucial da escolha dos indicados, mas não deve fazer muita diferença de agora em diante.
A votação dos vencedores começa na segunda-feira (26), às 14h (horário de Brasília), e termina em 5 março, às 22h (horário de Brasília).
Já o Oscar 2026 acontece em 15 de março, em Los Angeles. O comediante Conan O’Brien retorna como apresentador.
Fase final
Claro, a partir de agora começa uma nova campanha até o Oscar de fato — e ambos os filmes são distribuídos nos Estados Unidos pela mesma empresa, a Neon, o que pelo menos em teoria indica esforços iguais para cada um.
Uma novidade desta edição pode ajudar “O agente secreto”, mesmo com menos indicações. Em abril de 2025, a Academia anunciou que passaria a exigir que seus membros garantissem que tinham assistido a todos os indicados de uma categoria para poder votar nela.
Parece básico, mas muita gente admitia que mandava suas escolhas mesmo sem conseguir ter visto tudo.
Baseada em grande parte em um sistema de autodeclaração, a medida não garante que todo mundo assista a todos os concorrentes, mas coíbe quem não viu.
Isso pode favorecer “O agente secreto”. Pelo menos entre os votantes da categoria internacional, deve ser menor o número de pessoas que viram apenas o norueguês e não o brasileiro.
No fim do dia, a vantagem em indicações totais deve influenciar menos esse resultado específico.
“Ainda Estou Aqui”, Walter Salles, levou primeiro Oscar para o cinema brasileiro
Jordan Strauss/Invision/AP/dpa via DW
Mas e 2025?
Em 2025, o representante brasileiro viveu situação parecida, mas o contexto foi bem diferente. “Ainda estou aqui” tinha três indicações ao Oscar e “Emilia Pérez”, seu principal concorrente, era líder da edição, com 13.
Para piorar, o filme francês tinha saído vencedor no Globo de Ouro — na disputa direta e em uma das categorias principais, de melhor filme de comédia ou musical.
Porém, pouco depois, a descoberta de tuítes antigos racistas e xenofóbicos da atriz Karla Sofía Gascón tirou a campanha do filme totalmente do eixo. Como resultado, a obra francesa levou apenas dois Oscars para casa, e perdeu a categoria internacional para a brasileira.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Cidade de Deus’ no Oscar: Os bastidores da última vez em que um filme brasileiro teve 4 indicações


‘Douglas Silva em cena de Cidade de Deus’, de Fernando Meirelles
Divulgação
No Oscar 2004, “Cidade de Deus” recebeu quatro indicações inéditas para o Brasil. Nesta quinta-feira (22), pela primeira vez desde então uma produção nacional igualou o feito, quando “O agente secreto” foi anunciado pela Academia de Cinema americana como concorrente a melhor filme, filme internacional, ator e seleção de elenco.
O Oscar 2026 ainda vai ficar mais marcado como a edição mais brasileira da história, já o país ainda conseguiu mais uma indicação com Adolpho Veloso, diretor de fotografia de “Sonhos de trem”.
Mas como foi a história por trás das indicações pioneiras de “Cidade de Deus”? Lançado no Brasil em 2002, ele não conseguiu uma indicação em 2003 à categoria de melhor filme internacional – filme em idioma estrangeiro, na época.
E muita gente acha que isso aconteceu por causa de uma suposta esnobada da Academia brasileira.
Entenda como funciona a categoria de melhor filme internacional do Oscar
Isso não é verdade. O filme foi escolhido, sim, pelo país – quem não o selecionou foram os americanos. Para a surpresa de todos, a coisa mudou no ano seguinte. Em 2004, a produção recebeu quatro indicações:
direção (Fernando Meirelles);
roteiro adaptado (Bráulio Mantovani);
montagem (Daniel Rezende);
e fotografia (César Charlone).
Para comemorar o sucesso de “Ainda estou aqui” nos Estados Unidos no começo de 2025, o g1 conversou com Meirelles, Mantovani e o cineasta Guilherme de Almeida Prado, membro da comissão que escolheu o filme em 2003, para contar os bastidores desta reviravolta. Assista ao vídeo acima.
O que aconteceu, afinal?
Há 20 anos, ‘Cidade de Deus’ concorria a 4 Oscars depois de não ser indicado em 2003
Para poder ser indicado ao Oscar, um filme precisa ser selecionado por uma organização de seu país de origem. Atualmente, no Brasil, isso é tarefa da Academia Brasileira de Cinema.
Em 2002, quando “Cidade de Deus” estreou, a responsabilidade ainda era da Agência Nacional de Cinema (Ancine).
Ao contrário do que muitos lembram, a comissão – formada por Almeida Prado, Walter Lima Júnior, Zita Carvalhosa e Maria do Rosario Caetano – escolheu, sim, o filme dirigido por Meirelles em parceria com a cineasta Kátia Lund.
Diretor de filmes como “A dama do cine Shanghai” e “Perfume de Gardênia”, Almeida Prado diz que a decisão foi unânime.
“Eram umas cinco ou seis pessoas, no máximo. Eu lembro que o Walter Lima Júnior nem foi à reunião, porque disse que era tão óbvio o filme, que ele mandou escrito: ‘eu voto no ‘Cidade de Deus’ e não preciso ir à reunião porque eu tenho certeza que é o filme. Não vou perder tempo discutindo'”, conta o cineasta.
Fernando Meirelles durante as filmagens de ‘Cidade de Deus’
Divulgação/Miramax
O problema, no fim, foram os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Para Meirelles, o problema foi que o filme não agradou os americanos que selecionavam os indicados da categoria.
“O que eles falavam é que quem votava em filme estrangeiro era só aposentado. Só o público muito velho, que tinha disponibilidade para ir à tarde ao cinema assistir a dois filmes por dia”, fala o diretor.
Como era necessário assistir a um número mínimo de filmes representantes dos outros países, membros mais ativos da Academia não tinham tanto tempo livre para se dedicar à atividade.
“A faixa etária de votantes era de 50, 60 (anos). E o filme não agradou esse público mais velho.”
A esnobada americana não foi bem-recebida ao redor do mundo. Até hoje, a ausência entre os indicados de 2003 aparece em listas de maiores injustiças do Oscar. Para o cineasta, seu filme tinha grandes chances de levar o prêmio.
“O filme tinha ido muito bem em Cannes. Tinha tido uma crítica, no mundo inteiro, muito boa. Acho que o ‘Cidade de Deus’ ganhou 48 prêmios internacionais de melhor filme, então ele tinha um pedigree, assim.”
A volta dos que não foram
Capa de blu-ray da versão internacional de ‘Cidade de Deus’
Divulgação/Facebook do filme
No fim, a esnobada não foi a pior coisa do mundo. Para ser elegível à maior parte de suas categorias, a Academia exige que uma produção seja exibida por um período nos Estados Unidos no ano anterior à premiação. Uma das poucas exceções é a categoria de filme internacional.
No entanto, um filme indicado na categoria não pode voltar a ser indicado na edição seguinte em outras categorias. Ou seja, se “Cidade de Deus” tivesse entrado para a lista em 2003, não poderia ganhar suas quatro indicações em 2004.
“Acabei me dando muito bem, porque acabei tendo uma indicação pessoal de melhor diretor e isso certamente ajudou a minha carreira”, diz Meirelles.
Para ele, ter membros votantes mais jovens nas outras categorias ajudou. Mas não é possível justificar apenas com isso.
Cena de ‘Cidade de Deus’
Reprodução
A Miramax, distribuidora internacional do filme e fundada pelos irmãos Bob e Harvey Weinstein, investiu na campanha para que “Cidade de Deus” fosse considerado ao Oscar.
Atualmente cumprindo sentenças de 23 e 16 anos de prisão por diferentes casos de estupro, na época Harvey era considerado um dos homens mais poderosos de Hollywood – e um dos mais influentes nas premiações.
“Por que o ‘Cidade de Deus’ conseguiu aquelas quatro indicações? Porque o Harvey Weinstein investiu. Está em cana hoje. Não estou falando bem dele, não. Eu me senti encontrando com um mafioso quando conheci o cara lá em Los Angeles”, afirma Mantovani.
“Mas ele tinha ligado para o Fernando e dito: ‘Olha, Fernando. Vou te falar uma coisa. As pessoas estão vendo o filme e estão gostando. Eu acho que vai ser indicado para melhor montagem, melhor fotografia e melhor roteiro adaptado. Você não tem chance’. Foi a única coisa que ele errou.”

Fonte: G1 Entretenimento

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O Agente Secreto e o mais brasileiro dos Oscars – O Assunto #1645


A edição 2026 do Oscar registra um recorde para o cinema brasileiro: cinco indicações na premiação. “O Agente Secreto”, filme escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, concorre a quatro estatuetas. E o diretor de fotografia Adolpho Veloso foi indicado por “Sonhos de Trem” – trabalho filmado quase inteiramente com luz natural, que vem sendo muito elogiado pela crítica internacional.
“O Agente Secreto” é o filme brasileiro com o maior número de indicações em todos os tempos, empatado com “Cidade de Deus”, em 2004. O longa concorre nas categorias Melhor Elenco (criada pela Academia nesta edição), Melhor Filme Internacional (a mesma que “Ainda Estou Aqui” venceu em 2025), Melhor Ator (com Wagner Moura, que é o primeiro ator brasileiro a entrar na lista final) e na principal, a de Melhor Filme.
Com isso, o Brasil reforça sua posição de força ascendente nas telas de cinema e nas premiações internacionais – ainda este ano, o longa de Kleber Mendonça Filho já havia conquistado duas estatuetas no Globo de Ouro. Em um relato exclusivo para O Assunto, o cineasta fala sobre o poder da memória em sua obra.
A respeito das chances que o Brasil tem de vencer no Oscar, Natuza Nery conversa com Waldemar Dalenogare, crítico de cinema e doutor em História. Ele, que foi o primeiro sul-americano a entrar para a Critics Choice Association, comenta também porque os filmes brasileiros passaram a atrair atenção internacional e avalia o que deve ser feito para nossa indústria cinematográfica aproveitar este momento.
Convidado: Waldemar Dalenogare, crítico de cinema e doutor em História. Ele foi o primeiro sul-americano a entrar para a Critics Choice Association, a maior organização de críticos de cinema e televisão dos EUA e Canadá.
O que você precisa saber:
OSCAR 2026: ‘O agente secreto’ recebe quatro indicações e iguala recorde de ‘Cidade de Deus’
O MAIS BRASILEIRO: País bate recorde nacional com 5 indicações no mesmo ano
ENTENDA: Indicado ao Oscar de melhor filme, ‘O Agente Secreto’ recebeu investimentos públicos e privados
BRASILEIRO: Adolpho Veloso, diretor de fotografia de ‘Sonhos de Trem’, é indicado ao Oscar 2026
QUEM LIDERA? Oscar 2026: veja lista completa de indicados; ‘Pecadores’ lidera com 16 indicações
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva e Carlos Catelan. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo. Apresentação: Natuza Nery.
O Brasil tem chances de vencer o Oscar?
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Indicação de O Agente Secreto ao Oscar de Melhor Filme
Mario Anzuoni/Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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Diretor de elenco brasileiro indicado ao Oscar explica como escolheu atores para ‘O agente secreto’


O diretor de elenco de “O agente secreto”, Gabriel Domingues, explicou que escolheu atores que pudessem ajudar a recriar o Recife dos anos 70 de forma crível para o público. Em entrevista à GloboNews, ele definiu o elenco do longa-metragem, que teve quatro indicações ao Oscar, como “brilhante”.
O longa de Kléber Mendonça Filho obteve a inédita indicação brasileira em direção de elenco, categoria que entrou oficialmente na disputa em 2024.
Domingues, que tem 11 anos de carreira, declarou que escalou um elenco diverso para reconstruir o país da época retratada no longa-metragem. “Tive muitas conversas com o Kleber sobre como compor um elenco que tivesse a vibração dessa época”.
Um dos destaques é a atriz potiguar Tânia Maria, que faz a personagem Dona Sebastiana. “Ela é uma estrela”, definiu Domingues. Segundo ele, a escalação dela ocorreu porque Mendonça já conhecia e admirava o trabalho de Tânia e a indicou, pois trabalharam juntos em “Bacurau”, onde ela fez uma pequena participação como figurante.
Ele ressaltou que após ter acesso ao roteiro escrito por Mendonça e várias conversas sobre as características dos personagens, foi atrás dos atores nordestinos que poderiam participar do longa, que se passa em Recife (PE). “Eu fiz coisa pra caramba (na profissão), já tenho um repertório de pessoas”.
O Agente Secreto foi indicado a quatro categorias do Oscar
Reprodução/TV Globo/Conexão Globonews
Depois das escolhas, ele diz que foi fundamental que o elenco pudesse ensaiar junto, para que fosse criada sinergia entre os atores. “São muitos talentos de seus respectivos Estados, que construíram suas carreiras.”
Domingues afirmou que está muito emocionado com a indicação e sequer chegou a pensar em um possível discurso da vitória. “Hoje é dia de digerir a indicação, que já é grande o suficiente. Até a premiação as águas vão rolar e até lá penso no discurso”, comentou.
“Foi um processo muito rico, foi muito bom trabalhar com o Kleber”, pontuou. “Felizmente, o Kleber é um diretor que tem muito interesse, muita curiosidade e paixão pelo humano”, acrescentou.
“Nos Estados Unidos, durante a pré-campanha (do Oscar), muitas pessoas ficavam muito impressionadas com a diversidade das expressões do filme'”.

Fonte: G1 Entretenimento