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Gracindo Jr., ator e diretor que participou da inauguração da TV Globo, morre no Rio aos 83 anos


Como uma Onda: Fernando conhece a filha
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na manhã desta quarta-feira (2) em casa, no Rio de Janeiro. Ele tinha 83 anos e mais de 50 anos dedicados à arte no teatro, TV, rádio e cinema.
A informação do falecimento foi confirmada pelo filho do artista, Pedro Gracindo. A causa da morte não foi divulgada.
Epaminondas Xavier Gracindo nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1943, e participou da inauguração da TV Globo, em 1965. Ele atuou em novelas e programas que fizeram história na emissora e era filho de outro ator consagrado, Paulo Gracindo (1911-1995).
A trajetória artística começou cedo. Em 1959, aos 15 anos, fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional, onde atuou como ator e redator. Embora tenha cursado Psicologia, nunca exerceu a profissão, optando por se dedicar integralmente à arte.
Gracindo Jr.
Acervo/ TV Globo
Gracindo Jr. estreou no teatro na peça A Escada, de Oswald de Andrade.
Nos primeiros anos da TV Globo, participou de novelas como “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração”, “Os Ossos do Barão” e “Supermanoela”.
Gracindo Jr. dividiu a tela da TV com Paulo Gracindo na novela “O Bem Amado”, de Dias Gomes. Ele atuou com o pai em outro sucesso: “O Casarão”, de Lauro César Muniz. Os dois interpretaram as versões jovem e idosa do protagonista da trama.
Ele atuou também em sucessos como “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Deus nos Acuda”, “Explode Coração”, “Anjo de Mim”, “Esplendor” e “Celebridade”.
O artista também se consagrou como diretor. Ele dirigiu produções de sucesso como a novela “Marron-Glacé” e, em 1983, dirigiu o programa “Os Trapalhões”.
Gracindo Jr. também participou da criação e apresentação dos primeiros videoclipes de artistas brasileiros exibidos pelo programa “Fantástico”.
Esta reportagem está em atualização.

Fonte: G1 Entretenimento

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Mark Ruffalo briga com Paramount, é acusado de antissemitismo e recebe apoio de artistas judeus


Mark Ruffalo
Divulgação
O ator americano Mark Ruffalo, de 58 anos, recebeu o apoio público de mais de 180 figuras judaicas da indústria do entretenimento e de outros setores.
Eles assinaram uma carta em defesa do ator após a Paramount acusá-lo de antissemitismo.
Entre os signatários estão Joaquin Phoenix, Jonathan Glazer, Joel Coen, Todd Haynes e Hannah Einbinder. As informações foram divulgadas pela revista americana Variety nesta quarta-feira (1º).
Entenda o que aconteceu
Agora no g1
Ruffalo entrou em uma disputa pública com a Paramount após criticar a proposta de fusão da empresa com a Warner Bros. Discovery.
Em uma publicação nas redes sociais em 21 de agosto, o ator questionou os possíveis efeitos do negócio para Hollywood. Ele também criticou os vínculos da família Ellison, ligada à Oracle e à Paramount, com Israel, e relacionou esses negócios à situação dos palestinos em Gaza.
Em resposta, um porta-voz da Paramount acusou Ruffalo de invocar “estereótipos antissemitas” em meio ao debate sobre a operação empresarial.
Mark Ruffalo viveu o advogado Duncan Wedderburn em ‘Pobres Criaturas’
Divulgação
As declarações também provocaram reações de organizações e profissionais do setor. O Simon Wiesenthal Center e a Creative Community for Peace condenaram os comentários do ator.
Haim Saban, Teddy Schwarzman e Lawrence Bender também se manifestaram. Eles afirmaram ser inadequado associar uma negociação empresarial a questões envolvendo judeus, antissionismo e antissemitismo.
Ruffalo rebateu as críticas. O ator classificou a acusação como “terrível e fundamentalmente desonesta” e afirmou que criticar o governo israelense, contratos de tecnologia militar ou executivos envolvidos nesses negócios não significa atacar o povo judeu.
O que diz a carta
O diretor Jonathan Glazer recebe Oscar de Melhor Filme internacional por ‘Zona de Interesse’
REUTERS/Mike Blake
Na carta divulgada pela Variety, os mais de 180 signatários classificam as acusações contra Ruffalo como uma “campanha difamatória”.
“Apontar as conexões cruciais entre o que está acontecendo em Gaza e o que está acontecendo em Hollywood é exatamente o oposto do antissemitismo”, afirma o documento.
Os autores também criticam a concentração de poder na indústria de mídia e questionam os negócios de Larry Ellison, fundador da Oracle e uma das figuras centrais na operação envolvendo a Paramount.
Joaquin Phoenix está entre os artistas judeus que assinaram carta em defesa de Mark Ruffalo após o ator ser acusado de antissemitismo.
Divulgação
Além de assinar a carta, Jonathan Glazer divulgou uma declaração em defesa de Ruffalo. Segundo o cineasta, acusar o ator de antissemitismo por questionar uma grande fusão corporativa seria uma forma de silenciar críticas legítimas.
O dramaturgo e cineasta Kenneth Lonergan, por sua vez, classificou como “flagrantemente absurda” a acusação de antissemitismo contra Ruffalo. Hannah Einbinder também já havia manifestado apoio ao ator.
Hannah Einbinder vence como melhor atriz coadjuvante em comédia por ‘Hacks’ no Emmy 2025
Chris Pizzello/AP Photo
Leia na íntegra (tradução livre):
A fusão proposta entre a Paramount e a Warner Brothers Discovery não é uma mera combinação de duas grandes empresas multinacionais.
Sim, ela destruirá milhares e milhares de empregos. Sim, ela consolidará ainda mais o controle oligárquico sobre a nossa mídia (basta ver o desmantelamento da CBS News). Sim, ela sufocará a competição e a criatividade na produção e distribuição de filmes e programas de televisão.
Mas tudo isso e muito mais será feito como parte de um projeto maior de dominação tecnológica, um projeto que Larry Ellison e seus parceiros nunca hesitaram em alardear — e que eles próprios vincularam explicitamente ao seu apoio às depredações contínuas infligidas ao povo palestino e ao silenciamento dos críticos desses horrores. T
odos vimos isso após a aquisição do TikTok, intermediada por Trump — uma aquisição que eles declararam abertamente ter sido motivada, em grande parte, pelo desejo de impulsionar a propaganda pró-Israel. Larry Ellison, pessoalmente, com seus impressionantes US$ 350 milhões em financiamento e promessas de doação ao Instituto Tony Blair para a Mudança Global, tem sido o principal apoiador de Blair, que assume um papel influente na tomada de Gaza, arquitetada por Trump, através do “Conselho da Paz”, um território que se tornou um laboratório a céu aberto para tecnologias de controle e assassinato baseadas em inteligência artificial, como as celebradas pela ex-CEO da Oracle (e atual membro do conselho da Oracle e da Paramount), Safra Catz.
O caminho da IA ​​para a WarnerMount passa por Gaza, e Ellison frequentemente nos alerta sobre o mundo orwelliano que ele preparou para nós, enquanto consolida o controle sobre o que assistimos e como assistimos, sabendo que, enquanto assistimos, ele e sua comitiva corrupta estarão sempre nos observando: “Os cidadãos se comportarão da melhor maneira possível porque estamos constantemente gravando e relatando.”
Apontar as conexões cruciais entre o que está acontecendo em Gaza e o que está acontecendo em Hollywood é exatamente o oposto do antissemitismo. É, para nós, a própria essência do dever ético judaico.
De acordo com uma pesquisa recente do Washington Post, 61% dos judeus americanos agora concordam que Israel está cometendo crimes de guerra em Gaza; e quatro em cada dez concordam que esses crimes equivalem a genocídio.
Será que aqueles que atacam Mark Ruffalo como antissemita realmente acreditam que todos esses judeus americanos também são antissemitas? Ou que não vemos a conexão entre, por um lado, a impunidade criminosa que levou os EUA e Israel a um desastre sem fim e, por outro, as manobras oligárquicas de poder dos Musks, Ellisons, Thiels e outros que estão trabalhando para desmantelar nossa democracia?
Mas a virulência e a falsidade das calúnias que dirigem aos seus críticos evidenciam a crescente fragilidade da sua posição, baseada em insinuações.
Hoje, cada vez mais pessoas de consciência unem-se para proclamar, em voz alta e unívoca:
Acabou o tempo de se recorrer a acusações espúrias de antissemitismo, desta vez em defesa da guerra, da oligarquia e da dominação da inteligência artificial. Essa estratégia desgastada já não funciona mais.
Apoiamos com orgulho Mark Ruffalo e todas as pessoas decentes que estão corajosamente se levantando e dizendo a verdade ao poder.

Fonte: G1 Entretenimento

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João Bosco, ‘garoto de 80 anos’, saúda a amizade e o diálogo ao receber a Medalha UBC em evento musical no Rio


João Bosco faz pocket show para convidados ao receber a Medalha UBC em evento no Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, 1º de setembro
Mauro Ferreira / g1
♫ CRÔNICA
♬ “Garoto de 80 anos”, como caracterizou Marcelo Castello Branco, diretor executivo da União Brasileira de Compositores, ao saudar João Bosco na entrega da Medalha UBC ao artista, o mineiro já octogenário apontou para o futuro ao receber a honraria em evento para convidados na Casa UBC na noite de ontem, terça-feira, 1º de setembro, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Ao receber de Wilson Simoninha (diretor-presidente da UBC) e da filha Julia Bosco a medalha de honra pelos grandes erviços prestados à música brasileira, Bosco agradeceu e disse que a distinção era um prêmio pela estrada percorrida – ao lado de parceiros como Aldir Blanc (1946 – 2020), destacado pelo artista – e também um estímulo para continuar trabalhando como compositor.
O discurso de Bosco também abarcou a amizade, mote do álbum de duetos com que comemora os 80 anos feitos em 13 de julho, “Amigos novos e antigos”, programado para ser lançado na íntegra em 25 de setembro.
“A amizade é uma forma de amor, de perdão, de diálogo, de chegar a algum lugar que somente tem sentido se a gente chegar junto”, pregou João Bosco antes de pegar o violão e desfiar alguns standards do cancioneiro com a super banda arregimentada sob a direção musical do pianista e arranjador Julinho Teixeira.
A amizade se manifestou nas presenças de cada um dos seis artistas convidados a interpretar músicas de João Bosco em números que se afinaram pela alta qualidade, inclusive pela presença de instrumentistas do naipe do violonista Rogério Caetano e do baixista Guto Wirtti.
Mineira de Belo Horizonte (MG) residente no Rio de Janeiro, a cantora Laura de Castro abriu o roteiro coeso com interpretação ritualística do samba “De frente pro crime” (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) em registro que tangenciou o épico e soou repleto de tensão, potencializada pela marcação da percussão de Leonardo Reis e da bateria de Herivelto Silva, sobretudo na primeira parte do número, antes de a cantora cair no suingue desse samba que espoca flash da violência urbana.
Na sequência, Pedro Luís reviveu outro samba da parceria de João Bosco com Aldir Blanc, “Kid cavaquinho”, também lançado em 1974. Como Pedro Luís contou à plateia de convidados em que estavam nomes como Zeca Pagodinho, amigo de Bosco, “Kid cavaquinho” é samba da memória afetiva de Pedro, que o ouvia no Bar do João, point da boemia carioca.
Em seguida, Joyce Alane cantou “Papel machê” (João Bosco e José Carlos Capinan, 1984) e, ao fim, convidou Juliana Linhares para subir ao palco da Casa UBC.
Confirmando ser o grande nome da música brasileira em 2026, a cantora potiguar fez “O ronco da cuíca” (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) ressoar com swingueira vibrante. Juliana Linhares somente não fez o grande número da noite porque, na sequência, Badi Assad quebrou tudo ao cantar o samba “Linha de passe” (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1979) em número inebriante.
O canto em sequência de “Nação” (João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, 1982), “Incompatibilidade de gênios” (João Bosco e Aldir Blanc, 1976), “Corsário” (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) e “O bêbado e a equilibrista” (João Bosco e Aldir Blanc, 1979) – samba revivido com todos os convidados no palco – na voz do próprio João Bosco ratificou a maestria do compositor e despertou na plateia a torcida para que o garoto de 80 anos continue a fazer música por muito tempo ainda.

Fonte: G1 Entretenimento

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Aldir Blanc, que faria 80 anos, foi um afiado letrista que enfiou a navalha na carne do Brasil com versos corrosivos


O compositor carioca Aldir Blanc (1946 – 2020), parceiro letrista de João Bosco e Guinga, faria 80 anos hoje, quarta-feira, 2 de setembro
Divulgação
♫ MEMÓRIA
♬ Um dos 716.238 brasileiros mortos em decorrência da pandemia de covid-19, de acordo com as estatísticas oficiais, o compositor e poeta carioca Aldir Blanc Mendes (2 de setembro de 1946 – 4 de maio de 2020) está tão eternizado na música brasileira – pela força da obra que construiu como letrista com parceiros fundamentais como João Bosco, Guinga e Moacyr Luz – que, numa licença poética, pode-se dizer que Aldir faz 80 anos hoje, quarta-feira.
A rigor, o bardo carioca faria 80 anos, pois saiu de cena há seis anos e quatro meses, aos 73 anos. Mas canta-se tanto a música de Aldir Blanc que, sim, o verbo pode ser conjugado no presente.
Arquiteto de letras engenhosas, imagéticas e por vezes surrealistas que pareciam delírios cariocas, ou coisas de cinema, prontas para serem filmadas para gerar um clipe ou um curta-metragem, Aldir Blanc foi compositor de sintaxe própria e inimitável na escrita da MPB.
Como letrista afiado, o poeta enfiou a navalha na carne do Brasil com versos corrosivos que fizeram a crônica de um país tão violento quanto sensual. Foi como se a obra de Aldir Blanc tivesse sido um samba anti-exaltação do Brasil, a exemplo da obra-prima “Nação” (1982), parceria com Bosco e Paulo Emilio apresentada ao país do Carnaval na voz iluminada da cantora Clara Nunes (1942 – 1983).
Com a sina verde e amarela, o poeta escarrou o sangue das vítimas de um Brasil que vive em (não declarado) estado de guerra civil em letras que normalmente seguiram a cadência do samba, entre eventuais incursões pelo bolero, ritmo de “Dois pra lá, dois pra cá” (1974), e por outros gêneros musicais.
Cronista lapidar das querelas do Brasil, Aldir Blanc foi letrista que escreveu no fio da navalha, singrando mares da saudosa Guanabara como mestre-sala de versos que reportaram páginas infelizes da história do Brasil e da privacidade de lares nem sempre doces. O controvertido samba “Gol anulado” (1976), alvo de recentes discussões nas redes sociais por retratar a violência doméstica contra a mulher em dia de jogo de futebol, exemplifica a virulência da pena do cronista.
No cancioneiro de Aldir, o sangue esguichou tanto do corpo estendido no chão em “De frente pro crime” (1974)– samba que expôs a violência cotidiana da cidade do Rio de Janeiro (RJ) – como do coração pisoteado por ingratidões e desilusões amorosas.
Se Aldir veio ao mundo a fórceps, tirado com aflição da barriga da mãe em parto alongado que deixaria sequelas na mãe e (talvez de forma inconsciente) no filho, a entrada no universo da música se deu com naturalidade. Promissor baterista que chegou a integrar o grupo GB-4, Aldir acabou se tornando um letrista cheio de ritmo que caiu no suingue das melodias para as quais escreveu versos.
A primeira parceria, com Sílvio da Silva Júnior, foi aberta em 1964 e, seis anos depois, gerou o primeiro sucesso do cancioneiro de Aldir, “Amigo é pra essas coisas” (1970), samba de melancólica letra escrita em 1968 em forma de diálogo, difundido nas vozes do grupo MPB4.
A partir de 1969, Aldir desenvolveu parceria com César Costa Filho, compositor do qual foi colega no Movimento Artístico Universitário (MAU). Através da parceria com César, os versos de Aldir ganharam as vozes de cantoras como a supracitada Clara Nunes, Maysa (1936 – 1977) e Elis Regina (1945 – 1982) – esta a partir de 1972 a grande intérprete da parceria de Aldir com João Bosco, a quem Aldir foi apresentado naquele mesmo ano de 1969 por amigo comum.
Lançada em 1972 com a música “Agnus sei” no “Disco de Bolso” do jornal “O Pasquim”, a parceria de Aldir Blanc com João Bosco encorpou a trilha sonora da luta contra a repressão. Compositores que formaram uma das duplas fundamentais da MPB dos anos 1970, João Bosco e Aldir Blanc construíram obra que caiu como um viaduto sobre a ditadura brasileira. Como parceiros, Bosco e Blanc se aliaram ao povo nas lutas inglórias de quem tentou sobreviver na pátria mãe nada gentil dos anos 1970 quando a cuíca já roncava tanto de fome quanto de medo.
Da trincheira carioca, por exemplo, Aldir disparou “Tiro de misericórdia”, em 1977 com artilharia que acertou premonitoriamente na violência que dominaria as comunidades da cidade partida retratada com lirismo, mas longe dos cartões-postais. Dois anos depois, em 1979, a dupla compôs o hino da abertura, “O bêbado e a equilibrista”, lançado na voz recorrente de Elis.
Já nas cotidianas batalha conjugais, assuntos de sambas como “Incompatibilidade de gênios” (1976) e “A nível de…” (1982), o cronista poeta ficou do lado da espirituosidade com que retratou sem piedade a alma humana.
Médico que abandonou o ofício após a morte das filhas gêmeas em janeiro de 1974, tragédia que traumatizou Aldir Blanc e potencializou as estranhezas do temperamento arredio de um artista desde então cada vez mais recluso, o letrista nunca parou no tempo.
Na sequência da dissolução do elo musical com João Bosco, desfeito sintomaticamente no meio dos anos 1980 quando a ditadura começou a agonizar, Aldir firmou parceria expressiva com o vizinho Moacyr Luz – carioca orgulhosamente suburbano e tijucano como o letrista – a partir da segunda metade dos anos 1980.
Depois, com Guinga, o letrista construiu uma das obras mais sofisticadas da música brasileira da década de 1990, gerando cancioneiro que encantou os maiores intérpretes da MPB, sobretudo a cantora Leila Pinheiro, que dedicou há 30 anos um álbum ao repertório da dupla, “Catavento e girassol” (1996).
Um ano antes de sair de cena, Aldir Blanc afiou a pena ao letrar “Valhacouto” (2019) na abertura da parceria com o sambista paulistano Douglas Germano.
Salgueirense boêmio, o letrista radiografou o Rio e o Brasil com poesia crua que conciliou lirismo e aguda consciência social. Em qualquer trincheira e com qualquer parceiro, o letrista bamba sempre situou a escrita fina no lado certo da história. É por isso que, em bela resposta ao tempo, a obra do bardo já octogenário vive firme e forte. Aldir Blanc presente!

Fonte: G1 Entretenimento

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De Adele a Beyoncé: Quais artistas o Rock in Rio ainda sonha em levar para o festival?


Zé Ricardo fala de estratégia para ‘pais não sofrerem’ em dia jovem no Rock in Rio
Quem são as estrelas que o Rock in Rio ainda sonha em trazer para o festival? Apesar de já ter levado milhares de artistas para seus palcos ao longo dos anos, o festival ainda tem sua lista de desejos. Seja para estreias ou para retorno.
“É tanta gente. Adele, Beyoncé, Rihanna… Tem muita gente. Mas pelo menos esse top 3 aí, são artistas que a gente tem muita vontade de trazer, que a gente batalha muito e que também querem tocar no festival, mas que precisa de muita logística”, afirma Zé Ricardo, vice-presidente Artístico da Rock World (empresa que criou, organiza e produz o Rock in Rio e o The Town).
Beyoncé e Rihanna não seriam apresentações inéditas no festival, já que a primeira esteve no evento em 2013, enquanto a segunda, subiu ao palco do festival de 2015.
“Adele falta ainda. Mas Adele não sei se ela quer”, diz Zé, que ainda sonha com a presença de Paul McCartney.
Adele, Paul McCartney, Beyoncé e Rihanna estão na lista dos sonhos do Rock in Rio para se apresentar no festival
Reuters/AFP
“É um cara que a gente sempre sonhou trazer e que sempre fica perto por dias, por meses. A gente já fez com ele em Lisboa, mas no Brasil ainda não.”
O cantor britânico esteve no festival português em 2004.
Curadoria cirúrgica
Ao falar sobre a curadoria o festival, Zé Ricardo explica que ela é feita “cirurgicamente” e que tudo “tem uma narrativa e uma mensagem subliminar por trás”.
“Às vezes a gente consegue chegar no objetivo, às vezes a gente fica perto, às vezes a gente tenta. Mas a ideia é sempre propor.”
“Então estou propondo coisas para que o público que venha para o Rock in Rio saia com uma coisa que eles não tinham antes. Isso é muito importante. Se você comprar um ingresso e sair daqui com a mesma coisa que você tinha, meu trabalho foi ruim.”
Em 2026, um desses planejamentos de palco que soma o fator proposta com a engenharia cirúrgica na curadoria envolve o dia 11 de setembro.
Nesta data, os headliners dos palcos Mundo e Sunset, respectivamente, são Stray Kids e Jamiroquai. Apesar de curiosa, a escolha de artistas de gêneros tão diferentes não foi por acaso.
E envolve dois pontos. O primeiro, é sobre uma proposta de trazer experiências diferentes nos dois palcos principais do festival.
VEJA HORÁRIOS E PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO ROCK IN RIO 2026
Sexto dia de Rock in Rio
Thaís Espírito Santo/g1
“Nesse dia, o Sunset é construído para ter um tipo de diálogo dedicado a Soul Music. E, o Palco Mundo, para ter um diálogo mais voltado para o K-pop. E ainda com a presença do Alok, que é um artista que encanta qualquer tipo de público. Ele aproxima”, explica Zé.
O segundo ponto envolve o fator “família”. E veio com aprendizado de outra edição: a de 2024, quando o Rock in Rio trouxe Travis Scott.
“Quando eu fiz uma noite só de trap, os pais sofreram um pouco realmente. Eles ficaram sem um porto seguro. Aí eu repeti o Travis Scott no The Town por conta da imensa demanda que ele teve. E aí coloquei a Lauryn Hill no The One, foi uma alegria.”
“Os pais deixavam de falar: ‘Pô, vou ter que levar meu filho para ver o Travis’ e falavam: ‘E aí, filho, não quer ir ver o Travis, eu quero ver a Lauryn Hill’.”
“Então, esse diálogo também existe. A gente sempre tenta trazer coisas que possam abraçar. Principalmente quando a gente tá falando com um time adolescente.”
Travis Scott se apresenta no Rock in Rio 2024
Stephanie Rodrigues/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Diogo Defante estreia no Rock in Rio: ‘No humor, preciso fazer rir. Na música, eu é que me divirto’


Diogo Defante durante apresentação.
Reprodução/@fredinhonml.jpg
A música apareceu na vida de Diogo Defante muito antes do humor.
Aos 13 anos, o menino de Realengo (RJ) aprendeu a tocar bateria por conta própria. Orgulhoso de si mesmo e animado com a ideia de “se sentir vivo em cima de um palco”, ele formou a banda “Let’s Go” com um grupinho de amigos.
Juntos, eles tocaram covers de clássicos do rock em vários aniversários por aí, ainda sem ganhar muito dinheiro, mas com a esperança de, em algum momento, conseguir se destacar na cena hardcore brasileira. A empreitada durou 9 anos. Não conseguiram.
Agora, aos 35 e já carregando nas costas a fama de ser o “Repórter Doidão” das entrevistas virais, Defante chega ao Rock in Rio para fechar o palco Supernova no dia 4 de setembro, por volta das 20h10.
O criador de conteúdo com mais de 5 milhões de seguidores (só no Instagram) confessa que só agora pôde, finalmente, se entregar a antiga paixão do jeito que gostaria: rendido pelo prazer, sem a obrigação do sucesso.
“Quando comecei a ter certa repercussão com comédia no YouTube, foi uma queda livre. Eu tinha que fazer aquelas pessoas rirem. A música é a minha válvula de escape, minha terapia. Eu é que quero me divertir”, resumiu em entrevista ao g1.
Diogo Defante durante apresentação.
Divulgação/@rafaelstrabelli.jpg
Em 2023, Defante lançou o EP “Robson” e, no ano seguinte, apresentou o álbum “Tífane”, com oito faixas.
Agora, aproveitando o timing de sua apresentação no RIR, o artista dá continuidade à fase mais recente de sua carreira com “Humanoide”, faixa que aborda a relação entre seres humanos e inteligência artificial e que já ganhou clipe.
Seu som mistura rock, punk e referências do movimento contracultural manguebeat. Suas músicas lembram esquetes de humor, com letras que apostam no nonsense e no duplo sentido, como “Pelo” (2023), em que canta sobre pelos pubianos e depilação.
Um pentelho em desabafo
Se queixou dos fundilhos anais
Dos terríveis odores que ele atura
A rosca ninguém raspa, só as partes frontais 🎶
Ele cita o grupo de humor Hermes e Renato e os Mamonas Assassinas entre suas principais referências. Em seu repertório, há ainda espaço para um cover de Perlla (“Tremendo Vacilão”) e uma homenagem ao rei do brega, Reginaldo Rossi (“Garçom”).
Ao g1, ele relembra como a internet o afastou temporariamente da música, fala sobre o período em que trabalhou com Felipe Neto, revela como descobriu e retirou um tumor e detalha a preparação para o maior show de sua carreira. Confira:
Agora no g1
g1 — A música é na verdade sua primeira paixão, e não o humor. Como se deu isso?
Diogo Defante — Comecei a tocar bateria aos 13 anos. Depois, a gente começou a fazer alguns shows e a banda foi tomando um rumo meio profissional. Eu era muito novo mas já estava preocupado com tudo: “Temos que gravar um álbum, como vamos fazer esse lançamento?”. Na época era Orkut, MySpace… Eu ficava no Ctrl+C, Ctrl+V: “Maria, José, ouve aí meu som”. Fazia essa divulgação braçal e conseguia converter umas dez pessoas para ir ao show cantar nossas músicas.
g1 — E vocês chegaram a viver da música em algum momento?
Defante — A gente chegou a morar em São Paulo por um ano e meio. Mas ganhar dinheiro mesmo era muito difícil. O autoral é muito ingrato nesse sentido. A oportunidade que a gente tinha era abrir shows de bandas grandes, mas não tinha produtor que pagasse para uma banda autoral desconhecida que não vendia ingresso como a gente.
Diogo Defante durante apresentação.
Divulgação/@nandaariasfotografia
g1 — Por causa disso você resolveu apostar na internet?
Defante — Eu peguei uma outra estrada artística. Já vinha ficando meio triste com a cena do rock, que estava morrendo, já não tinha muito show para fazer. A coisa foi dando uma desmotivada e a gente colocou um ponto final no projeto. Foi meio triste, porque foi praticamente um casamento. Fiquei num luto por um tempo. E quem me deu uma revigorada foi um amigo, o Lucas Paz, que me convidou para fazer vídeos no YouTube.
g1 — Foi aí que o humor começou a querer aparecer?
Defante — Sim. Eu já tinha uma coisa meio performática na banda. Saía da bateria, falava besteira no microfone, queria que o público estivesse olhando para a gente mesmo quando não estava tocando. O Lucas percebeu isso e falou: “Você é um moleque engraçado. Não quer fazer uns vídeos de comédia comigo?”. Eu já tinha feito publicidade e propaganda e tinha experiência com audiovisual, então comecei a editar também. Me senti muito vivo com aquilo.
Diogo Defante dançando lambadão em Cuiabá
Redes sociais
g1 — E como foi o período em que você trabalhou com Felipe Neto?
Diogo Defante — Montei um projeto chamado Canal Foco, e fui parar na Paramaker, onde fui contratado para trabalhar nesse canal. Na época, tivemos uma reunião com o Felipe Neto, que era dono da Paramaker. Ficamos muito felizes porque a coisa começou a andar. Pensei: “Caraca, é possível ganhar dinheiro com uma parada artística”. Depois de um tempo, o Felipe Neto mudou um pouco a trajetória da Paramaker e, cerca de um ano e meio depois, já não estávamos mais em parceria com eles. Foi quando decidi fazer meu próprio canal. Pensei: “Ah, quer saber? Vou fazer a minha parada, do meu jeito”.
g1 — E quando você percebeu que o Repórter Doidão poderia virar um fenômeno?
Defante — Demorou. O quadro ficou uns dois anos sem visualização nenhuma. Eu mostrava para os amigos e tinha aquela gana de fazer por fazer. Até que um corte de uma entrevista viralizou no Facebook. A galera começou a perguntar: “De onde é isso? Quem é esse cara?”. Quando chegava ao canal, já tinha uns dez, 15 vídeos de Repórter Doidão. Aí fidelizou um público. Pensei: “Vou continuar”.
g1 — E a música ficou onde nesse período?
Defante — Meu coração ficou inundado daquela novidade de outra forma de arte. Mas, se você pegar os primórdios do meu canal, tem vídeos meus tocando bateria e tentando implementar um pouco da música. Eu sempre voltava um pouquinho. Na pandemia, como não podia mais fazer o Repórter Doidão na rua, comecei a fazer lives musicais. Foi quando mostrei músicas minhas antigas, como “Jerry” e “Padeiro”, e o pessoal que já me seguia começou a falar: “Você tem que gravar isso, fazer show”.
g1 — E aí você decidiu voltar.
Defante — Exatamente. Falei: “Vamos gravar essas cinco musiquinhas e ver qual é”. De repente rola show, de repente não rola. E aí fiz o primeiro trabalho, conseguimos show até no Circo Voador. Eu não acreditava que ia dar público, de verdade. Choveu muito naquele dia e pensei: “Não vai vir ninguém”. Mas fizemos praticamente para a casa lotada. Foi arrepiador. Meu pai estava assistindo. Ali eu pensei: “Funcionou”.
Diogo Defante aposta no humor e no deboche também na carreira musical.
@felipe.alberto.s
g1 — Você também passou por uma cirurgia para retirar um tumor nesta mesma época, né? Como foi esse período?
Diogo Defante — Eu tinha uma ptose palpebral adquirida. Não nasci com isso: minha pálpebra começou a cair por conta de um inchaço. Depois descobri que era um tumor benigno que estava inflamando o olho, a ponto de enfraquecer o tendão e fazer a pálpebra cair. A galera já tinha se acostumado com aquilo, porque era uma característica que eu tinha há algum tempo. Decidi operar porque a situação estava piorando. Eu estava acompanhando com o médico, e ele falou: “Daqui a pouco o tendão perde a força, então é melhor corrigir isso logo”. Depois, com a idade, a recuperação poderia ficar mais difícil. Eu falei: “Mano, vou ter que resolver isso. Vou ter que entrar na faca, não vai ter jeito”. Foi minha primeira cirurgia.
Diogo Defante no Planeta
Agência Preview/Divulgação
g1 — E o que você prioriza hoje? A música é um plano B?
Defante — Plano B, não. Eu chamo de plano A. Já está tão forte na minha vida que considero que está caminhando junto. O entretenimento, o meu programa, o Rango e esse projeto musical. Óbvio que não consigo ter uma agenda de shows tão cheia por causa do trabalho que faço de entretenimento… mas tudo está sendo feito em paralelo.
g1 — Você acha que o seu trabalho como cantor é levado a sério?
Defante — O Mamonas Assassinas me deu a consciência de que é possível fazer uma música com galhofa, com besteirol, e ainda assim ser levado a sério. Estar no mercado da música, ser convidado para programas, vender ingresso, estar em palcos grandes. Não acho que uma música precisa ter uma letra séria para ser considerada música.
g1 — E o que você quer que o público leve de um show seu?
Defante — Quero que as pessoas se divirtam. Para mim, subir no palco é tipo: “Agora eu vou brincar”. Acho que isso traz uma leveza para as pessoas. É um monte de coisa maluca para elas cantarem junto e lavarem a alma, no sentido de sair um pouco da realidade. Acho que esse é o meu objetivo.
g1 — E agora vem o Rock in Rio. É o maior show da sua carreira?
Defante — Com certeza. Com o lançamento do meu novo single, “Humanoide”, pensei em trabalhar no show uma temática meio futurista, que converse com tecnologia e inteligência artificial. A gente está trabalhando em um telão específico para isso, com uma possível invasão cibernética de um robô interagindo com o público.
Também estamos preparando figurinos para a banda, uma coisa que ainda não tivemos, mas que acho que merece. Quero um uniforme meio futurista, dedicado a essa temática. E quero fazer uma entrada triunfal de um robô humanoide. Acho que vai ser maneiro e chamar a atenção, principalmente porque muita gente talvez nem saiba que eu tenho um projeto musical ou nunca tenha ido a um show meu.
g1 — Tá ansioso?
Diogo Defante — Moleque, só consigo pensar nisso. Só consigo pensar nisso, meu irmão. Hoje eu estava vendo que precisamos ter um iluminador e que ele precisa vir aos ensaios para pensarmos a luz juntos, em cima do repertório. Quero que a iluminação fique casadinha com o show.
g1 — E tem alguma atração do festival que você quer muito ver?
Diogo Defante — Eu quero ver o Foo Fighters. Muito. Vou dar meu jeito, moleque. Inclusive, vou arrastar meu pai, que não é muito do rock. Acho que vai ser engraçado viver essa experiência com ele do lado. A gente chegou a fazer cover do Foo Fighters também, na Let’s Go. Tocávamos “The Pretender” e “All My Life”. Eram duas músicas que a gente tocava muito.
Diogo Defante no clipe de “Humanoide”, single que aborda a relação entre humanos e inteligência artificial.
Divulgação.
g1 — Você tem essa personalidade de experimentar e testar coisas diferentes na música, nos clipes, no palco, nos vídeos… Quando pensa em você como artista, onde quer chegar?
Diogo Defante — Não tem isso assim. É meio que só pelo prazer. O tesão está no palco e você não pensa em sonhos nesse sentido, em metas. Mas eu quero muito que mais gente goste do som. A caminhada é árdua, então ainda vão existir situações em que vamos passar por dificuldades, como não ter um público suficiente para pagar as contas desse projeto. Quero conseguir crescer mais e mais, a ponto de pelo menos a coisa se equilibrar financeiramente para eu continuar fazendo isso pelo resto da minha vida, pelo tesão de estar no palco, de fazer isso até velhinho. Então pretendo ter esse público que me acompanhe eternamente, bom, não eternamente mas até enquanto eu durar.
g1 — Mas tem aquele clichê de que ser artista é a única maneira de viver para sempre. Você não pensa assim?
Diogo Defante — É verdade. Como estou ouvindo um monte de bandas antigas, às vezes de músicos que já se foram, é muito foda pensar que os caras já morreram, mas, de alguma forma, despertaram alguma coisa criativa em mim para eu criar também. A arte é muito compartilhada. Acho isso muito foda. Realmente, é verdade, é eterno.

Fonte: G1 Entretenimento

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Segue a líder: Ivete Sangalo é recordista de apresentações no Rock in Rio; veja ranking


Ivete Sangalo em uma de suas participações no Rock in Rio
Marcelo Brnadt/G1
Nenhuma outra artista subiu tanto ao palco do Rock in Rio quanto Ivete Sangalo. A baiana lidera com folga a lista de nomes que mais vezes se apresentaram no festival. Em 2026, ela chegará à marca de 20 shows, somando participações nas edições realizadas em Portugal, Espanha, Estados Unidos e, claro, no Brasil.
A primeira participação aconteceu em 2004, na edição inaugural do Rock in Rio Lisboa. Desde então, a cantora se tornou uma presença constante no evento. Foi apenas em 2011, porém, que Ivete subiu ao palco da versão brasileira do festival pela primeira vez.
Veja o ranking:
Campeões do Rock in Rio
arte/g1
Os cinco melhores shows das edições dos últimos 15 anos do Rock in Rio
Estreia no Brasil
Ela já tinha cinco apresentações no festival (quatro em Lisboa e uma em Madri) na sua estreia no Brasil. Quando o nome de Ivete Sangalo foi anunciado no Rock in Rio, muitos reclamaram da escolha e batizaram o festival de “Axé in Rio”. Isso, porém, não a desanimou. Na época, Ivete afirmou que os roqueiros estenderam um tapete vermelho para ela se apresentar e por isso ela resolveu retribuir no palco.
“Nada mais justo que fazer um carinho a essas pessoas. Todo carinho reverte em carinho. É um dever nosso perpetuar as boas energias. Eu fiz um carinho para o público do rock, que me acolheu muito bem. ‘More than words’, do Extreme, eu decidi tocar no palco. Foi na hora”.
Salvou o Rock in Rio
Ivete Sangalo ‘sobrevoa’ show no Rock in Rio 2024
Stephanie Rodrigues/g1
Em 2022, Ivete voltou a ser alvo de críticas por sua presença constante no line-up do festival. Em entrevista ao jornal O Globo naquele ano, a diretora artística nacional do Palco Mundo, Marisa Menezes, saiu em defesa da cantora ao explicar sua importância para o evento.
“Ela nos salvou quando a Ariana Grande perdeu a voz e cancelou o show. Usou sua popularidade em Portugal e todo o seu carisma e habilidade para entreter um público que, originalmente, não tinha ido lá para vê-la. Ela é da família para sempre”, disse
A declaração faz referência ao Rock in Rio Lisboa de 2016, quando Ivete Sangalo substituiu Ariana Grande após a cantora americana cancelar sua apresentação devido a uma infecção na garganta.
Ao longo das participações, a baiana já levou tombo, anunciou o sexo de suas filhas gêmeas no palco, voou sobre a plateia e fez um dueto com Shakira. Este ano, ela retorna ao Rock in Rio, depois de rodar o país com a turnê “Ivete Clareou”, projeto dedicado ao samba e ao pagode.
Outros campeões
Xutos & Pontapés e Metallica
divulgação/g1
Em segundo lugar no ranking aparecem os Xutos & Pontapés, presentes em todas as edições do festival em Lisboa e também na edição do Rio de Janeiro, em 2011. A banda portuguesa divide a posição com o Sepultura, que chegou a liderar o ranking de participações no Rock in Rio antes de ser ultrapassado por Ivete Sangalo.
Ainda estão na lista, Capital Inicial com 10 apresentações, Frejat, com oito, contabilizando sozinho e com o Barão Vermelho, além do Metallica, com sete.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Homem-Aranha: Um novo dia’ vira 3ª maior bilheteria da história; veja lista


Há 9 anos, Tom Holland tentou enganar o g1. Ele continua o mesmo
“Homem-Aranha: Um novo dia” já acumula a terceira maior arrecadação em bilheterias da história do cinema, com mais de US$ 2,335 bilhões. A lista não leva em consideração valores ajustados para a inflação.
Com o valor, a quarta aventura do herói estrelada por Tom Holland ultrapassa (por pouco) “Avatar: O caminho da água” (2022) e fica atrás apenas de “Vingadores: Ultimato” (2019) e do primeiro “Avatar” (2009), dono absoluto do recorde.
Dirigido por Destin Daniel Cretton (“Shang-Chi e a lenda dos dez anéis”), “Um novo dia” retrata um protagonista isolado após usar magia para apagar sua existência da memória do planeta — inclusive de seu melhor amigo (Jacob Batalon) e do amor de sua vida (Zendaya).
A nova parceria entre Sony e Marvel já é a maior arrecadação de 2026.
Veja as dez maiores bilheterias do cinema na história:
‘Avatar’ (2009) – US$ 2,9 bilhões
‘Vingadores: Ultimato’ (2019) – US$ 2,8 bilhões
‘Homem-Aranha: Um novo dia’ – US$ 2,335 bilhões
‘Avatar: O caminho da água’ (2022) – US$ 2,334 bilhões
‘Ne Zha 2: O renascer da alma’ (2025) – US$ 2,27 bilhões
‘Titanic’ (1997) – US$ 2,26 bilhões
‘Star Wars: O despertar da Força’ (2015) – US$ 2,07 bilhões
‘Vingadores: Guerra Infinita’ (2018) – US$ 2,04 bilhões
‘Homem-Aranha: Sem volta para casa’ (2021) – US$ 1,9 bilhão
‘Zootopia 2’ (2025) – US$ 1,86 bilhão
Tom Holland em cena de ‘Homem-Aranha: Um novo dia’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Lionel Richie: médicos suspeitam de problema cardíaco no cantor, que segue na UTI


Lionel Richie durante apresentação no show de coroação do Rei Charles III, em Londres, em 7 de maio de 2023
Chris Jackson/Pool via Reuters
Lionel Richie, de 77 anos, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após passar mal durante um show nos EUA. Segundo o site TMZ, o cantor passa por uma bateria de exames por conta de problemas cardíacos.
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Segundo o TMZ, após dar entrada em um hospital local para realizar exames, os médicos investigam uma possível desidratação e a previsão era de alta nesta terça-feira (2).
No entanto, os médicos decidiram investigar como estava o coração do cantor. A previsão de alta foi alterada para esta quarta-feira (3).
Veja os vídeos em alta do g1
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Testemunhas que estavam no show relataram ao TMZ que Lionel aparentou ter dificuldades no fim da apresentação. Durante a última música, “All Night Long”, ele pediu à equipe que levasse uma cadeira ao palco para que pudesse se sentar enquanto cantava.
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Em junho, o cantor passou por outro susto. Após passar mal em um show na cidade de Saint Paul, ele foi levado às pressas para um hospital.
No dia, ele disse à plateia que estava “tonto” e “estranho”.
Lionel Richie, nascido em 1949 no Alabama, é um dos maiores nomes do pop e do soul dos Estados Unidos. Ficou famoso nos anos 1970 como vocalista dos Commodores e depois seguiu carreira solo. Vendeu mais de 90 milhões de discos e ganhou quatro Grammys.
Entre os seus maiores hits estão “All Night Long (All Night)”, “Hello” e “Say You, Say Me”. Foi com esta última, tema do filme “O Sol da Meia-Noite”, que Richie levou o Oscar de melhor canção original, em 1986. Ele também é jurado do programa “American Idol”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Artistas processam plataforma de IA Suno por clonar vozes e estilos musicais sem autorização


Suno é uma das plataformas usadas para geração de músicas por IA
Reprodução
Um grupo de músicos, incluindo o cantor e compositor Jason Isbell, entrou com uma ação coletiva contra a Suno, plataforma geradora de música por inteligência artificial, em um tribunal federal de Massachusetts, nos EUA, por suposta violação de direitos de imagem e identidade.
A ação foi movida na segunda-feira (31), alegando que a Suno usou as identidades dos artistas sem permissão para permitir que os usuários criassem faixas com estilo característico.
O processo envolve, além de Isbell, o cantor David Lowery, das bandas de rock Cracker e Camper Van Beethoven, o músico de blues Guy Forsyth e o saxofonista Eduardo Calle.
O caso é o mais recente de uma série de disputas jurídicas movidas contra empresas de tecnologia por autores, editores e veículos de comunicação devido ao uso de suas obras no treinamento de sistemas de IA.
Agora no g1
Ao contrário da maioria dos processos judiciais do setor musical movidos por gravadoras, que tratam do suposto uso indevido de composições e gravações sonoras sob as leis de direitos autorais, a ação coletiva dos artistas contra a Suno foca na proteção de seus direitos de nome, imagem e semelhança.
“Muitos músicos vendem os direitos de suas gravações específicas. No entanto, o direito de identidade pertence ao artista, independentemente de quem detenha os direitos autorais da gravação original”, afirma o processo.
“Esta ação judicial busca recuperar o valor dessas identidades apropriadas indevidamente e impedir sua exploração comercial contínua.”
Representantes da Suno não responderam à agência Reuters a um pedido de comentário na terça-feira (1). Um advogado dos músicos também preferiu não se manifestar sobre o caso.
A queixa sustenta ainda que a Suno afirma de maneira equivocada que seus usuários não conseguem inserir nomes de músicos nos comandos.
“Na realidade, a Suno não apenas aceita nomes, mas também responde ao comando com um resultado baseado na identidade daquele músico”, diz a denúncia.
O documento cita que a plataforma gerou, após um comando com o nome de Jason Isbell, uma canção do gênero americana intitulada “Paper Bell”, que reproduz com precisão os vocais masculinos e o sotaque country característicos do cantor. A ação aponta imitações semelhantes com nomes como Carly Simon, Buddy Guy e os rappers Common e Chief Keef.
Os músicos solicitam uma indenização financeira de valor não revelado e uma ordem judicial para impedir a Suno de continuar usando suas identidades e estilos.

Fonte: G1 Entretenimento