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Céu tem o impacto do primeiro álbum analisado, sob perspectiva histórica, em relevante título da série ‘O livro do disco’

Céu tem o primeiro álbum –lançado em 2005 – analisado pela jornalista Fabiane Pereira em título da série ‘O livro do disco’
Luiza Ananias / Divulgação
♫ CRÍTICA DE LIVRO
Título: O livro do disco – Céu
Autor: Fabiane Pereira
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ Existe uma particularidade em “O livro do disco – Céu” que torna instantaneamente relevante esse lançamento da editora Cobogó. Trata-se apenas do segundo título brasileiro da série “O livro do disco” dedicado a um álbum lançado no século XXI e, no caso, a um álbum que fez história, abrindo caminhos em 2005 para uma cena indie que se espraiou pela (nova) música brasileira ao longo dos últimos 20 anos.
Esse disco é “Céu”, primeiro álbum da cantora e compositora paulistana Maria do Céu Whitaker Poças, conhecida pelo nome artístico de Céu. Quem assina o texto de “O livro do disco – Céu” é Fabiane Pereira, jornalista e radialista de escritas e falas extremamente generosas com a geração de artistas projetados no embalo do êxito do álbum de estreia de Céu.
Se em título anterior da série a também jornalista e radialista Roberta Martinelli analisou “Letrux em noite de climão” (2017), disco que impulsionou a carreira solo da cantora e compositora Letícia Novaes sem provocar faíscas além do universo particular da artista carioca, Fabiane Pereira mostra o impacto global causado pelo álbum “Céu” por estar ambientado em atmosfera singular, mas conectado com uma cena.
O álbum “Céu” fez uma revolução silenciosa na música brasileira ao ser lançado em junho de 2005 – e o valor do livro está justamente em dimensionar essa revolução em perspectiva, já que o disco atravessou duas décadas sem perder a relevância, celebrada por Céu em turnê estreada em 2025 e ainda corrente neste ano de 2026.
O álbum “Céu” surgiu em decorrência de uma cena que já estava em ebulição no circuito alternativo da cidade de São Paulo (SP) e mostrou que havia um mercado e um público disposto a consumir um som distante das ainda vigentes fórmulas radiofônicas.
Rejeitando receitas já testadas, “Céu” chegou ao mundo em momento em que a indústria fonográfica ainda operava no modelo físico tradicional dos CDs, mas já se via forçada a abrir portas para o mundo digital por conta do surgimento do Napster.
Por ser jornalista especializada em música, Fabiane Pereira contextualiza muito bem esse momento da música brasileira – entre impressões pessoais sobre as primeiras audições do disco – antes de dissecar propriamente o álbum produzido por Beto Villares em parceria com a própria Céu e com a colaboração de Antônio Pinto na faixa “Ave cruz”.
A autora lembra que a ótima receptividade da crítica – e também de Caetano Veloso, ícone da MPB sempre de ouvidos abertos para o novo que sempre vem – ajudou a amealhar ouvintes para o álbum em tempo em que ainda não havia streaming e tampouco redes sociais, com exceção do Orkut, criado em 2004, mas sem importância determinante na difusão musical.
Outro ponto relevante na circulação do álbum foi a distribuição de “Céu” nos Estados Unidos, especificamente na rede de lojas Starbucks, passaporte para a entrada de Céu no circuito europeu de festivais.
Após essa brilhante contextualização histórica, que ocupa mais de 30 páginas, a autora refaz o percurso biográfico de Céu até o disco. A trajetória inclui temporada nos Estados Unidos, precisamente em Nova York (EUA), onde Céu travou maior contato com o reggae, gênero que se tornaria recorrente na discografia da artista, por vezes envolto em nuvens de dub, especialmente a partir do segundo álbum, “Vagarosa”, de 2009, mas que já estava presente no álbum de 2005, inclusive na regravação de “Concrete jungle” (Bob Marley, 1978).
No mercado desde agosto, o livro também descortina os bastidores da produção do álbum “Céu”, momento em que Antônio Pinto teve atuação decisiva ao incentivar a cantora a gravar a produção autoral como compositora. E Fabiane dá o devido crédito ao selo indie paulistano Urban Jungle, avalizador da liberdade estética com que a artista deu forma ao álbum.
E por falar em aval, toda a narrativa de “O livro do disco – Céu” é valorizada e legitimada pela própria Céu, cujos depoimentos inéditos a Fabiane são recorrentes no livro entre menções também recorrentes ao guitarrista, produtor e compositor Alec Haiat, parceiro de Céu em músicas como “Lenda” (composta com a adesão de Graziella Moretto), “Malemolência” e “10 contados”, curiosamente composições que sobressaíram na safra autoral inicial da artista.
A propósito, são de Céu os comentários sobre cada uma das 15 músicas do álbum no faixa-a-faixa alocado já perto do fim do livro, arrematado com dois capítulos – “2005: onde estávamos nós?” e “O legado do primeiro disco” – em que a autora volta a discorrer sobre o álbum “Céu” sob perspectiva histórica. É esse, aliás, o legado do livro. A tal nova música brasileira já tem um passado, ainda que recente. Fabiane Pereira olha para esse passado no livro com carinho, conhecimento de causa e a habitual generosidade.
Capa do livro ‘O livro do disco – Céu’, de Fabiane Pereira
Divulgação / Editora Cobogó

Fonte: G1 Entretenimento

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Ana Paula Renault comenta afastamento de Tia Milena após o ‘BBB 26’: ‘Prefiro não espetacularizar relações’

Ana Paula e Tia Milena no BBB 26
Globo
Ana Paula Renault foi a convidada da estreia do programa “Blogueirinha Entrevista” nesta segunda-feira (29). Na entrevista, a vencedora do “BBB 26” foi questionada sobre o afastamento de Tia Milena, participante com quem ela criou uma amizade durante o confinamento.
Durante a entrevista, a Blogueirinha perguntou em que momento Ana Paula teria decidido parar de responder a maior aliada no jogo, algo que a jornalista negou ter acontecido.
“Isso nunca aconteceu. A gente viveu algo muito intenso e eu respeito muito o que a gente viveu. A gente realmente teve uma conexão altamente genuína durante o programa. As pessoas assistiram, disse. “Ela sabe o que viveu e eu sei o que a gente viveu. Eu prefiro não espetacularizar relações”.
A Blogueirinha voltou a insistir e perguntou qual seria o real motivo que fez as duas se afastarem após o reality show. “Acho que nós temos que entender as reações das pessoas, mas não necessariamente eu tenho que corresponder a tudo que as pessoas pensam. A gente sai com uma série de compromissos e não dá. Não consegui me encontrar direito nem com as minhas irmãs, para se ter uma ideia”.
De desclassificada a protagonista: a jornada da heroína de Ana Paula Renault no ‘BBB 26’
Durante a conversa, a apresentadora relembrou que Tia Milena teria dito que ela e Ana Paula estariam em “patamares de carreira diferentes”. “Achei pesado, desnecessário. Eu vi a repercussão e cheguei à conclusão de que não foi boa para ninguém, porque foi uma conexão tão importante. Eu não fico respondendo mensagem o tempo todo, não sou a pessoa que liga, que visita. Acho que foram percepções diferentes mesmo”, falou a jornalista.
De desclassificada a protagonista: a jornada da heroína de Ana Paula Renault no ‘BBB 26’

Fonte: G1 Entretenimento

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Dennis Haskins, de ‘Uma Galera do Barulho’, morre aos 75 anos

Dennis Haskins em ‘Uma Galera do Barulho
Reprodução
Dennis Haskins, de ‘Uma Galera do Barulho’, morreu aos 75 anos. A informação foi confirmada pelo agente do ator para ABC News.
“É uma perda trágica. Todos adoravam o Sr. Belding e aqueles de nós que tiveram a oportunidade de conhecer Dennis, o amávamos ainda mais. Ele era uma ótima pessoa e amava, eu diria, amava muito seus fãs. Ele sempre tinha tempo para eles, não importava o quê”, disse o agente de Dennis, Jay Schachter. A causa da morte não foi revelada.
Ele interpretou o diretor Richard Belding em três séries diferentes. Primeiro, na série do Disney Channel “Good Morning, Miss Bliss”, em 1989, que mais tarde deu origem à série da NBC “Uma Galera do Barulho”. Ele participou das quatro temporadas da série, de 1989 a 1993, e mais tarde reprisou o papel em “Uma Galera do Barulho: Nova Geração”, que teve sete temporadas, de 1993 a 2000.
Outros trabalhos de Haskins na TV e no cinema incluem participações em “It’s Always Sunny in Philadelphia”, “A Million Ways to Die in the West”, “Men of a Certain Age”, “The Bold and the Beautiful”, “Victorious”, “Mad Men”, “How I Met Your Mother”, “New Girl” e “Hot In Cleveland”.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Caetano Veloso e Maria Bethânia são destaques do ‘line-up’ da quarta edição carioca do festival ‘Clássicos do Brasil’

Montagem com fotos dos 12 artistas que compõem o ‘line-up’ da quarta edição carioca do festival ‘Clássicos do Brasil’
Divulgação / Clássicos do Brasil
♫ NOTÍCIA
♬ Maria Bethânia é a atração de abertura da quarta edição carioca do festival “Clássicos do Brasil”, programada para acontecer em dois finais de semana – 28 e 29 de novembro e 5 e 6 de dezembro – na Marina da Glória, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
A cantora apresentará no festival o show que estreou em Vitória da Conquista (BA), na Bahia, em agosto. No mesmo dia da apresentação de Maria Bethânia, 28 de novembro, o público também verá shows de Alceu Valença e Vanessa da Mata. Já Caetano Veloso é a atração do dia de encerramento do “Clássicos do Brasil 2026”, 6 de dezembro, data também dos shows do grupo Paralamas do Sucesso e do cantor e guitarrista Pepeu Gomes.
O line-up da edição de 2026 também inclui Alexandre Pires, Fábio Jr. Ferrugem, Paulo Ricardo, Péricles e Roupa Nova.
Criado pela Peck, o festival “Clássicos do Brasil” tem como conceito a celebração de artistas brasileiros que já têm uma longa trajetória na música do Brasil. São nomes geralmente com 40, 50 ou mesmo 60 anos de carreira – casos de Caetano Veloso e Maria Bethânia. O único nome com menos tempo de carreira, dentre o line-up da edição de 2026, é o do cantor de pagode Ferrugem, em cena desde 2009, mas projetado nacionalmente a partir de 2014.
Na edição carioca de 2025, o mote do festival foi a celebração de grandes álbuns da música brasileira, como “A tábua de esmeralda” (Jorge Ben Jor, 1974) e “Olho de peixe” (Lenine e Marcos Suzano, 1993). Apresentado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) desde 2023, o festival “Clássicos do Brasil” também tem edições no Recife (PE) desde 2025.
♪ Eis, por dia, a programação da quarta edição carioca do festival “Clássicos do Brasil”:
♩ 28 de novembro – sábado
★ Maria Bethânia
★ Alceu Valença
★ Vanessa da Mata
♩ 29 de novembro – domingo
★ Péricles
★ Alexandre Pires
★ Ferrugem
♩ 5 de dezembro – sábado
★ Fábio Jr.
★ Paulo Ricardo
★ Roupa Nova
♩ 6 de dezembro – domingo
★ Caetano Veloso
★ Os Paralamas do Sucesso
★ Pepeu Gomes

Fonte: G1 Entretenimento

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Por que cantar mascando chiclete? A ciência por trás do hábito de Dave Grohl, Pavarotti e Lennon

Por que cantores mascam chiclete durante os shows?
No Rock in Rio, o show do Foo Fighters trouxe uma cena curiosa, mas familiar para quem acompanha a banda de perto: Dave Grohl mascando chiclete enquanto cantava. Ele não está sozinho nessa. Marcus Mumford, do Mumford & Sons, também tem esse costume e deu uma mascadinha no festival. Muito antes, Liam Gallagher no Oasis, Rob Halford no Judas Priest, John Lennon nos Beatles e até o tenor Luciano Pavarotti foram vistos com goma de mascar na boca.
Mas por que eles fazem isso? A ciência vocal mostra que o hábito tem fundamento. O médico austríaco Emil Froeschels, um dos pioneiros da fonoaudiologia, foi responsável por descrever e fundamentar cientificamente, no final dos anos 1940, o uso do método da mastigação como recurso terapêutico associado à fala e à voz.
O que dizem as especialistas?
Thays Vaiano, fonoaudióloga de cantores como Ludmilla e Iza, explica que a técnica de mastigação isoladamente não melhora a voz, mas pode deixar a articulação mais solta. Mastigar altera o padrão de ativação da musculatura do rosto, o que facilita uma configuração vocal menos rígida para o cantor.
Além da tensão muscular, há a questão da lubrificação. Janaína Pimenta, fonoaudióloga e coach vocal de Ivete Sangalo e Luan Santana, relata que muitos artistas sofrem com a boca seca devido ao nervosismo ou ao uso de remédios para dormir, ansiedade e pressão alta, que deixam a saliva mais grossa. Mascar gomas específicas ajuda a estimular a salivação.
Outro problema comum entre cantores é o refluxo gastroesofágico, causado pelo constante apoio diafragmático. O ácido que volta do estômago pode queimar as pregas vocais. Hoje, existem chicletes no mercado que ajudam a combater esse refluxo, protegendo a garganta de quem canta com muita intensidade.
Foo Fighters faz último show do primeiro dia de Rock in Rio 2026
Leo Franco/AgNews
De todos os cantores, o que mais fala sobre os benefícios do chiclete é Dave Grohl. O vocalista já explicou em entrevistas que a mastigação virou um hábito quase supersticioso, mas que começou por necessidade.
Como o líder do Foo Fighters passa grande parte do show gritando com força total, a goma ajuda a manter a garganta lubrificada para que ele não engasgue com o esforço extremo. Em outras ocasiões, associou o hábito ao uso de chiclete de nicotina.
Rob Halford tem uma abordagem diferente. Ele prefere chicletes de mentol e eucalipto, pois sente que os ingredientes ajudam a manter os seios da face e as vias respiratórias desobstruídos. É um uso bem particular, já que, no geral, chicletes de menta podem até prejudicar na hora de cantar.
Apesar dos benefícios, as especialistas fazem ressalvas. Cantar com algo na boca o tempo todo pode gerar um desconforto na mandíbula e dificultar os ajustes finos necessários para a articulação das palavras. É por isso que o uso deve ser comedido. O ideal é não passar o show inteiro mastigando de forma intensa, para não comprometer a dicção, a emissão e a projeção da voz.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lauren Jauregui fala sobre reunião do Fifth Harmony e Carnaval no Brasil: ‘Nunca vivi algo assim’

Lauren Jauregui fala sobre Brasil, Fifth Harmony e álbum de estreia
A cantora Lauren Jauregui, ex-Fifth Harmony, passou pelo Brasil no fim de setembro com os shows “One Night”, que passaram por São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A série de apresentações intimistas foi a forma que a cantora encontrou de se manter próxima dos fãs, mesmo antes do seu álbum de estreia.
Sim, álbum de estreia: desde que o grupo entrou em hiato, em 2018, Lauren não lançou um disco de estúdio completo, somente EPs. Segundo a artista, foram “muitos obstáculos” até que ela pudesse finalmente criar um álbum para chamar de seu (ainda não há nome, nem data, mas ela garante que vem aí).
Nesse meio tempo, a cantora cubano-americana fez parcerias de sucesso e até abriu seu próprio selo, a Attunement Records. Também veio ao Brasil algumas vezes, inclusive neste ano, para curtir o Carnaval no Rio — de quebra, foi vista na casita (setor para convidados) durante o show do Bad Bunny, experiência que ela definiu como “a cereja do bolo” da viagem.
Ao g1, ela falou sobre o processo de criação do disco, a vinda ao Brasil e a reunião do Fifth Harmony em um show dos Jonas Brothers, no ano passado. Veja abaixo:
Lauren Jauregui passou pelo Brasil com os shows ‘One Night’
Divulgação
g1: Você está preparando seu álbum de estreia, né? O que é interessante, porque demorou um pouco, você teve alguns EPs no meio tempo… Então, por que demorou tanto e quem é a Lauren neste álbum?
Lauren: Demorou tanto porque houve muitas descobertas a serem feitas sobre mim mesma como artista e também muita coisa de bastidores que vocês nunca vão saber sobre…
g1: Não quer contar pra gente?
Lauren: Ainda não. Vocês vão ter que esperar pelo meu livro de memórias, desculpa. Mas, sim, muita m*rda e muitos obstáculos que impediram as coisas de fluírem da maneira que planejei, mas o que aprendi mais com tudo isso é que o que você planeja, Deus [planeja outra coisa].
Então eu sigo o fluxo agora. Mas agora toda a música está pronta, preparada e estou num dos melhores lugares da minha vida, fundamentalmente. Então, a programação de Deus é melhor do que a minha.
g1: Já tem uma data para o álbum?
Lauren: Não, ainda não, mas está a caminho.
g1: Você criou a sua própria gravadora, imagino que isso seja consequência dessas coisas que você mencionou… O que você ganhou saindo do sistema tradicional de gravadoras e o que acha que teve de abrir mão?
Lauren: Bom, eu ganhei a propriedade da minha PI [propriedade intelectual], que é o que os artistas criam quando entram num estúdio, fazem shows e criam mercadorias… tudo isso é propriedade intelectual. E em qualquer outro negócio ou indústria, nem se discute quem é o dono do quê: se você cria a PI, você é dono da PI, é assim que funciona.
Então, eu consegui a minha PI, sou dona das minhas masters e, além disso, tenho controle criativo total, então ninguém me diz “isso não é um hit, isso não vai funcionar, eu não gosto disso”. É tipo: “Ok, querida, não quero saber, eu gosto. Então eu faço acontecer”. E isso é o melhor. Essas são as duas coisas que ganhei: a liberdade, a liberdade de me expressar autenticamente e não deixar ninguém me silenciar e cortar meus recursos.
Mas, ao mesmo tempo, o que perdi foram recursos da indústria, porque a indústria… a indústria é implacável, cara. Eles querem quem eles querem, e você vai ver quem eles querem porque há milhões e milhões de dólares por trás disso, sabe?
Então, a maior parte do meu material é bem “faça você mesmo”, feito com muita intenção, muito amor e muita criatividade com pouquíssimos recursos. Mas isso vai mudar.
g1: Você sempre foi muito sincera sobre suas crenças e causas. Isso te atrapalhou em algum momento?
Lauren: Tenho certeza de que sim, olá! Todos nós vivemos no mundo em que vivemos e sabemos como é.
g1: Então, você também veio este ano, para o Carnaval… E também vi você na tela porque você estava na Casita no show do Bad Bunny. Conta um pouco sobre como isso aconteceu.
Lauren: Meu Deus! Bom, eu tenho uma equipe maravilhosa que consegue me conectar e fazer coisas incríveis aqui e ali, sabe? E essa é definitivamente uma das coisas mais incríveis que já pude fazer: estar na Casita. Então, sim, consegui ir à Casita com a minha amiga Nyla, estávamos juntas no Brasil, e eu aproveitei tanto o Carnaval!
Lauren Jauregui no Carnaval do Rio de Janeiro em 2026
Reprodução/Instagram
A Casita do Bad Bunny foi literalmente a cereja no topo do bolo de toda a situação, porque tive uma experiência tão linda no Rio para o Carnaval. Foi lindo. E foi tão legal ver a vibração do Brasil durante o Carnaval… nunca tinha vivido algo assim, onde o país inteiro celebra junto, tão conectado e tão livre, sabe? É tão lindo.
É uma experiência tão especial. Se nunca foi ao Carnaval, vá ao Carnaval, faça isso. Uma experiência única na vida.
g1: Você já veio ao Brasil algumas vezes. Alguma memória favorita específica?
Lauren: Meu Deus, tenho tantas memórias lindas aqui. Acho que uma das minhas favoritas foi quando vim da última vez, fui a uma praia à noite no Rio, e éramos só eu e as pessoas com quem vim, estávamos no oceano à noite, e ir à água à noite é uma das minhas coisas favoritas, por isso foi tão divertido.
E é uma praia onde se vai à noite, por isso há luzes e as pessoas continuam a conviver e tal, e foi muito legal, muito divertido. Acho que essa foi uma das mais divertidas. E, obviamente, me apresentar para os meus fãs, essa é a parte mais divertida de todas. É isso que realmente importa.
Fifth Harmony volta após sete anos de hiato
Reprodução/TikTok
g1: Você também se reuniu com o Fifth Harmony no ano passado para uma apresentação. Como você se sentiu? Gostaria de saber se foi algo de uma vez só… ou se podemos esperar mais alguma coisa.
Lauren: Pareceu muito surreal em muitos aspectos e também muito familiar e fácil em muitos aspectos, porque já tinham se passado sete anos desde a última vez que estivemos juntas nos apresentando, sabe? Por isso foi muito emocional para todas nós, eu acho. Mas foi uma experiência tão bonita e nós somos tão poderosas juntas, e é tão divertido fazer coisas juntas, sabe, quando temos a oportunidade e quando conseguimos alinhar isso. Mas, por enquanto, fica por aí.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sem saber, moradores filmaram helicóptero em que estava Rick instantes antes do acidente: ‘Chamou atenção’

Acidente com Rick: perícia usa drone especial e scanner 3D para mapear local da queda
Moradores da Serra Catarinense registraram em vídeo a passagem do helicóptero que caiu e matou o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, e outras quatro pessoas. As imagens, exibidas pelo Fantástico, foram feitas pouco antes do acidente e agora ajudam a reconstruir os momentos finais do voo.
Fantástico refaz trajeto até local onde caiu helicóptero em que estava cantor Rick
Um dos registros foi feito pelo morador Rodrigo Afonso. Ao relembrar o momento, ele contou que o helicóptero chamou atenção por estar mais baixo do que o habitual ao passar pela região. “Ele saiu daquele morro que fica aqui pra trás, então ele já saiu meio que na altura, mais baixo do que o normal. Isso chamou a atenção da gente”, afirmou.
Outro vídeo foi gravado pelo artesão Israel Rosa, que estava a menos de três quilômetros do local onde a aeronave cairia pouco depois. Segundo ele, nada indicava que havia um problema em curso. “Não percebi nada de pane. Não tinha fumaça, o barulho constante normal, a velocidade também”, relatou.
Rick: do menino que vendia picolés ao ícone sertanejo
As gravações mostram os momentos finais do Bell 430, helicóptero que decolou de Porto Belo com destino a São Joaquim. A bordo estavam o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar, o produtor de vídeos Paulo Soares, o comandante Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.
Além dos relatos dos moradores, a investigação reúne outros elementos para tentar reconstruir a dinâmica do acidente. A Polícia Científica utiliza drones e scanner tridimensional para mapear a área da queda, enquanto especialistas analisam vestígios encontrados entre os destroços e dados extraídos da aeronave.
As condições meteorológicas também estão entre os fatores examinados. Mensagens trocadas entre integrantes da tripulação antes da decolagem mostram preocupação com o avanço de uma frente fria na região serrana. Naquela manhã, a Defesa Civil havia emitido alerta para tempestades severas, com previsão de granizo, ventos fortes e descargas elétricas.
Enquanto os laudos não ficam prontos, os vídeos feitos por moradores ganharam relevância por registrarem os últimos momentos conhecidos do helicóptero antes da tragédia que abalou fãs, familiares e amigos das cinco vítimas.
Sem saber, moradores filmaram helicóptero em que estava Rick instantes antes do acidente: ‘Chamou atenção’
Reprodução/TV Globo
Cinco pessoas morreram
Estavam a bordo o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar, o produtor de vídeos Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. O Bell 430 tinha capacidade para até sete passageiros e, segundo a ANAC, estava com a documentação em dia e autorizado para voos noturnos e por instrumentos.
As equipes de resgate levaram mais de 20 horas para localizar a aeronave. O helicóptero caiu em uma área de difícil acesso, em meio à mata fechada, em um trecho da Serra Catarinense a cerca de 1.700 metros de altitude. Para chegar ao local, a equipe do Fantástico refez um trajeto que levou cerca de duas horas e meia de caminhada.
Perícia investiga causas da queda
Imagens obtidas pelo Fantástico mostram os destroços espalhados pela mata. A Polícia Científica utiliza drones e um scanner tridimensional para reconstruir a cena da colisão e analisar a trajetória da aeronave.
Segundo o perito criminal Fernando Henrique Ponzetti, a tecnologia permite simular a entrada do helicóptero na área de mata e analisar características da aeronave e dos destroços. Dos mais de 15 metros de comprimento do Bell 430, restaram pouco mais de três metros após o impacto.
O engenheiro aeronáutico e professor da Poli-USP Jorge Eduardo Leal Medeiros afirmou à reportagem que, pelas características do helicóptero, uma falha mecânica não seria a primeira hipótese analisada. Ele também citou a possibilidade de influência das condições meteorológicas.
Entre os fenômenos que podem ocorrer em regiões montanhosas está o downdraft, ou corrente descendente, quando o ar desce pela encosta e pode empurrar a aeronave para baixo.
O especialista também levantou, de forma preliminar, a possibilidade de falha humana associada ao mau tempo. A hipótese ainda não é uma conclusão sobre as causas do acidente.
A investigação continua. Os responsáveis pelo caso buscam informações na caixa-preta do Bell 430, enquanto a Polícia Científica trabalha na reconstrução da dinâmica da queda.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Saúl, do Flamengo, descobriu as músicas mais pornográficas do Brasil e decidiu usá-las nas redes

Saúl, atleta do Flamengo
Gilvan de Souza/Flamengo
O jogador espanhol Saúl foi anunciado como contratação do Flamengo em julho de 2025. Desde então, vem chamando a atenção não só pelas atuações dentro de campo, mas pela seleção de músicas “proibidonas” nas redes sociais.
A cada foto escolhida, o meio-campista faz questão de também selecionar um sucesso da música brasileira. Porém, a maioria das canções têm letras pornográficas (com maior ou menor intensidade, digamos assim).
Nesta segunda-feira (28), o atleta recebeu a sugestão de conhecer melhor a obra de Leno Braga, conhecido por letras com trocadilhos e/ou conotação sexual. Ele parece ter gostado da dica e publicou uma foto com a canção “Trepada em Cuiabá”, que tem o seguinte refrão.
Agora no g1
“Meu pinto é uma alavanca, meu saco é uma marreta / Vou até o fim do mundo por causa de uma buceta”
A postagem do jogador do Flamengo fez com que algumas pessoas descobrissem a obra do cantor e fossems até o YouTube para elogiar trabalho.
A playlist de Saúl
O g1 analisou todas as postagens de Saúl desde sua chegado ao clube carioca (veja a playlist completa no final deste texto).
Ao todo, foram 28 fotos solo do atleta (não contando colaborações com patrocinadores ou próprio clube). Nessas, ele selecionou 26 músicas diferentes – as repetições foram com “Famosinha”, do Rodrigo do CN, e “Six Seven”, DE “Laurinha Costa”.
Em entrevista ao ge, o jogador classificou como “mistério” a seleção específica de cada canção, mas revelou sua estratégia.
“Eu não escuto as músicas, mas compreendo o que estão falando mais ou menos. Sei que é viral. Tenho uma pessoa que me ajuda com as redes desde que cheguei ao Rio, para que eu compreenda a torcida e ela me compreenda.”
Saúl também contou que seu gênero preferido é pagode e inclusive, à época, sua canção preferido era “P do Pecado”, do grupo Menos é Mais.
Aleatoriedade completa
A explicação de Saúl sobre a escolha das músicas faz sentido ao ,se observar a seleção. A esmagadora maioria das canções são brega-funk, ritmo em alta nos paredões e nas redes sociais.
E, sabendo que o espanhol entende as letras em português, fica mais compreensível não só a escolha das canções, mas os trechos específicos escolhidos – sempre os mais chocantes.
As últimas três escolhas chocaram (ainda mais) quem já tinha ficado de boca aberta com a playlist do craque.
Entre elas está a paródia de “Uni, Duni, Tê”, do grupo infantil brasileiro Trem da Alegria. Mas, em vez do clássico refrão com “salamê minguê” e “sonho encantado”, a versão para adultos ficou:
“Uni duni tê, ooo / Vem aqui me comer / Ooo tô doida pra fuder / Mas só quero se for eu e você.”
Initial plugin text
Outro “hit” compartilhado pelo jogador foi uma versão de “Chora, Me Liga”, da dupla sertaneja João Bosco & Vinícius.
“A minha pica parece um morango do amor / Vem sentir o sabor / Tome cuidado para não se engasgar.”
Mas nem só de músicas +18 vive o atleta. Em fotos com a família, ele costuma ser mais conservador, seja colocando “Brinda Aê”, sucesso do Menos é Mais, ou até mesmo “Galinha Pintadinha”.
Se Saúl conta com a ajuda de profissionais, a impressão é que em alguns momentos ele tenta se arriscar – ou o profissional também não entende muito da música brasileira e só digita uma palavra e escolhe a primeira música.
Em 15 de novembro do ano passado, ao comemorar o aniversário do Flamengo, o atleta rubro-negro compartilhou a canção “Parabéns Pra Você”, do grupo Fundo de Quintal.
Initial plugin text
Diferentemente do que o nome do samba sugere, a letra fala de um relacionamento amoroso que não deu certo.
No fim das contas, entre erros e acertos, Saúl vem descobrindo (e apresentando) uma playlist muito diversa.
Veja a playlist de Saúl nas redes sociais:
“MC Nau” – Better Call Saúl
“Bellini” – Samba do Brasil
“Eu Já Saí da Casinha” – Gordinho Bolado
“Até Quebrar a Cama” – MC Morena
“Parabéns Pra Você” – Fundo de Quintal
“Passa o teu bigode” – Lukão Mec, DJ Adah
“Garçom” – Reginaldo Rossi
“Coração Partido” – Menos é Mais
“Bandida Fora do Normal” – Dellon
“Posso Até Não Te Dar Flores” – MC Ryan SP
“Famosinha” – Rodrigo da CN
“Coração Está em Pedaços” – Zezé di Camargo e Luciano
“Taca Nela” – Vilão no Beat
“Fogo no Puteiro” – MC GW
“Jogadinha do Paquetá” – MC RF
“Six Seven” – Laurinha Costa
“Brinda Aê” – Menos É Mais
“Não se esconde” – Os Mídias
“Se eu pedir tu joga dentro” – MC Rica, Pop Na Batida e Caio da Nova Geração
“Chuva de Xereca” – Lekinho no Beat, MC Mari
“Eu não sou cachorro não” – Waldick Soriano
“Upa, cavalinho” – Galinha Pintadinha
Paródia de ‘Chora, Me Liga’
Paródia de ‘Celular do Vovô

Fonte: G1 Entretenimento

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Marilyn Manson: Além de Slipknot, quem segue sendo parceiro do cantor após acusações de agressões sexuais

Marilyn Manson, em foto de dezembro de 2019
Richard Shotwell/Invision/AP/Arquivo
O anúncio de Marilyn Manson como uma das atrações do The Town 2027 gerou uma onda de críticas nas redes sociais.
Segundo o festival, a apresentação de Manson faz parte da turnê mundial do Slipknot, que também inclui shows com o artista em Londres e em países da América Latina.
A reação negativa do público está ligada à série de acusações de abuso e assédio contra o cantor que vieram a público a partir de 2021.
No entanto, mesmo diante das críticas e das investigações por parte da Justiça, Manson, cujo nome verdadeiro é Brian Warner, não deixou de circular pelos estúdios nos últimos anos.
Agora no g1
Seu principal “parceiro” musical nos últimos anos foi Kanye West (ou Ye), artista com quem o cantor construiu uma relação pública, inclusive.
Em agosto de 2021, Ye e Manson lançaram “Jail pt 2”, faixa que integra o disco “Donda”, do rapper. Naquele mesmo período, o músico chegou a subir ao palco em uma das audições do álbum organizadas por Kanye West.
Em 2025, Manson voltou a colaborar com Ye, participando como vocalista e atuando na produção da faixa “Pablo”, no projeto “Donda 2”.
Os dois artistas, inclusive, já estiveram envolvidos em polêmicas ligadas ao nazismo. O rapper fez comentários em que elogiava Hitler, lançou uma música intitulada “Heil Hitler” e vendeu, em seu site, camisetas com uma suástica. Já o roqueiro foi acusado por um ex-membro da sua banda de comprar objetos com alusões ao nazismo, como azulejos com suásticas.
Marilyn Manson também encontrou espaço no rock. Em 2023, ele participou da música “God Is a Weapon”, da banda Falling in Reverse, e também esteve no videoclipe.
No ano seguinte, em 2024, ele gravou os vocais da canção “The Tailor”, presente em “Hollow”, disco solo de Billy Morrison, guitarrista de Billy Idol e Camp Freddy.
Mais recentemente, em 2026, Manson voltou aos holofotes alternativos ao dividir os vocais na faixa “Drug Like You”, da banda Fences.
Slipknot e Marilyn Manson estarão no The Town 2027
Flávio Moraes/G1 e AP
Entenda o caso
Manson enfrenta desde 2021 uma série de acusações feitas por várias mulheres, que relatam episódios de abuso físico, sexual, psicológico e controle coercitivo tanto em relações afetivas quanto profissionais.
Entre as pessoas que acusaram o cantor, estão as atrizes Esme Bianco, Evan Rachel Wood e outras quatro mulheres. Ele nega as acusações.
Em janeiro de 2025, após quatro anos de investigações, a promotoria de Los Angeles decidiu não apresentar acusações criminais contra o cantor. Promotores alegaram que parte das denúncias estava prescrita e que algumas não foram comprovadas. Outros processos continuam em andamento.
Neste ano, a ex-assistente do cantor teve o processo reaberto, aproveitando uma nova janela legal da Califórnia para casos antigos de violência sexual, e a ação continua tramitando. O julgamento está marcado para novembro de 2027.
Procurado pelo g1, o The Town afirmou que repudia qualquer manifestação de violência, agressão e assédio e que cabe aos órgãos competentes avaliar as acusações e determinar eventuais responsabilidades.

Fonte: G1 Entretenimento

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Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações

Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações
As brasileiras estão tendo menos filhos, investindo mais nos estudos e conquistando maior independência ao longo das gerações. O Globo Repórter mostrou histórias de famílias reunindo avós, mães e filhas que mostram como as mudanças sociais das últimas décadas transformaram expectativas sobre casamento, maternidade, carreira e envelhecimento.
A diferença aparece tanto nas estatísticas quanto nas experiências pessoais. Quando tinha 17 anos, a baby boomer Maria se casou e vivia sob regras rígidas da época. “Era namorar na frente do pai e da mãe na sala e sob os olhares deles e dos irmãos também”, relembrou.
Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações
Reprodução/TV Globo
Já a filha, Lilian, da geração X, seguiu outro caminho. O foco era construir uma carreira profissional. “Era trabalhar. Era estudar e investir na minha carreira”, contou. Ela decidiu adiar a maternidade e teve a primeira filha aos 34 anos, algo que já era considerado tardio na época. Hoje, observa, mulheres têm filhos mais tarde e isso se tornou mais comum.
Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações
Reprodução/TV Globo
Segundo pesquisadores citados na reportagem, a transformação é visível na formação das famílias. Há menos casamentos, mais pessoas morando sozinhas ou com os pais e menos filhos nas novas gerações.
Os números ajudam a explicar a mudança. Até a década de 1960, as mulheres brasileiras tinham, em média, mais de seis filhos. Em 2022, esse índice caiu para 1,55 filho por mulher, segundo dados do IBGE mencionados na reportagem.
A trajetória de Vilma e sua filha ilustra essa transformação. Enquanto uma bisavó da família teve 19 filhos, Vilma teve apenas uma filha. A escolha permitiu ampliar oportunidades para a geração seguinte. Vilma concluiu o ensino médio; já a filha alcançou o pós-doutorado e se tornou professora da USP. “Tenho muito orgulho dessa história. Eu criei ela sozinha”, afirmou.
Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações
Reprodução/TV Globo
Para os especialistas, a ampliação do acesso à educação teve papel central nesse processo. As novas gerações passaram mais tempo estudando e ganharam mais possibilidades de escolha em relação às gerações anteriores.
As mudanças também chegaram à forma como as mulheres enxergam relacionamentos e autonomia. Divorciada, Lilian vive uma união estável, mas mora em uma casa diferente da do companheiro. Ela avalia que a pressão para casar e ter filhos diminuiu ao longo do tempo. “O essencial era buscar uma certa independência, buscar estudar, tentar equilibrar mais e não só que a mulher foi feita para casar e ter filhos”, disse.
Filhos mais tarde, mais estudo e mais independência: o que mudou na vida das mulheres em gerações
Reprodução/TV Globo
O envelhecimento feminino também ganhou novos significados. Maria, que se formou em fisioterapia depois de ter filhos, descobriu o turismo de aventura após ficar viúva. Hoje, viaja sozinha de carro por diferentes países e estados brasileiros. “Era pouco para você?”, perguntou a repórter sobre a vida dedicada apenas à casa, aos filhos e ao marido. “Muito pouquinho. Nossa, aquilo me deixava insatisfeitíssima”, respondeu.
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Reprodução/TV Globo
As histórias revelam que, embora persistam desafios e desigualdades, cada geração ampliou as possibilidades da seguinte. Entre menos filhos, mais anos de estudo e maior autonomia para decidir os rumos da própria vida, as mulheres brasileiras vêm redesenhando o significado de família, trabalho e independência.
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Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Entretenimento