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Black Pantera retrata passado, presente e futuro na capa do álbum ‘Continental’


Capa do álbum ‘Continental’, da banda Black Pantera
Arte de Ramon Álvaro (Beeboy)
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Gostei da capa do quinto álbum de estúdio da banda Black Pantera, “Continental”, assim que bati o olho na imagem. E acho que a função de uma capa de disco é essa mesma: capturar de imediato a atenção e o olho do ouvinte.
A capa de “Continental” – álbum programado para ser lançado em 21 de agosto com 13 músicas – é assinada por Ramon Álvaro, artista visual capixaba conhecido como Beeboy.
“A menina de costas. O futuro à frente, o sonho nas mãos. A ancestralidade soprando no ouvido”. Foi assim, com essa definição poética, que o trio mineiro explicou o conceito da capa de “Continental” ao revelar a imagem nas redes sociais do Black Pantera.
Passei a gostar ainda mais da capa do álbum quando me deparei com a interpretação da imagem pela banda. Mas o fato é que uma capa de disco – sim, eu ainda tenho mania de chamar de disco um álbum, EP ou single – é em essência uma obra de arte e, como tal, nem precisa explicação. É arte. E toda arte é passível de múltiplas interpretações. Ou mesmo nenhuma.
Assim como uma música pode soar sublime para uns e passar despercebida para outros, uma capa de álbum também pode gerar encanto ou mesmo indiferença. A capa do álbum “Continental” me encantou.
É uma imagem que tem poesia e que honra a tradição de grandes capas na discografia de estúdio do grupo, aumentando a expectativa para a audição do álbum que Black Pantera faz feats com Derrick Green, Duquesa e Sandra de Sá nas músicas “Obsoleto”, “Serotonina” e “Quando canto”, respectivamente.
Que venha, pois, “Continental” com essa capa tão bela quanto expressiva!

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Homem-Aranha: Um novo dia’ entra para top 10 de maiores bilheterias do cinema; veja lista


Há 9 anos, Tom Holland tentou enganar o g1. Ele continua o mesmo
“Homem-Aranha: Um novo dia” entrou para o top 10 dos filmes de maiores bilheterias de todos os tempos, ao arrecadar mais de US$ 1,7 bilhão (quase R$ 8,7 bilhões) em menos de três semanas em cartaz. A lista não leva em consideração valores ajustados para a inflação.
A quarta aventura do herói estrelada por Tom Holland tinha fechado o último fim de semana na 12ª posição, atrás de “Jurassic World” (2015), mas conseguiu passar também “Divertida mente 2” (2024) com as bilheterias de segunda-feira (10) e terça (11) nos Estados Unidos e no Canadá.
É possível até que a entrada no top 10 tenha acontecido antes, mas os estúdios ainda não divulgaram as arrecadações no resto do mundo nesses dois dias.
Dirigido por Destin Daniel Cretton (“Shang-Chi e a lenda dos dez anéis”), “Um novo dia” retrata um protagonista isolado após usar magia para apagar sua existência da memória do planeta — inclusive de seu melhor amigo (Jacob Batalon) e do amor de sua vida (Zendaya).
A nova parceria entre Sony e Marvel já é a maior arrecadação de 2026.
Veja as dez maiores bilheterias do cinema na história:
‘Avatar’ (2009) – US$ 2,9 bilhões
‘Vingadores: Ultimato’ (2019) – US$ 2,8 bilhões
‘Avatar: O caminho da água’ (2022) – US$ 2,3 bilhões
‘Ne Zha 2: O renascer da alma’ (2025) – US$ 2,27 bilhões
‘Titanic’ (1997) – US$ 2,26 bilhões
‘Star Wars: O despertar da Força’ (2015) – US$ 2,07 bilhões
‘Vingadores: Guerra Infinita’ (2018) – US$ 2,04 bilhões
‘Homem-Aranha: Sem volta para casa’ (2021) – US$ 1,9 bilhão
‘Zootopia 2’ (2025) – US$ 1,86 bilhão
‘Homem-Aranha: Um novo dia’ – US$ 1,7 bilhão
Tom Holland em cena de ‘Homem-Aranha: Um novo dia’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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MC Cabelinho volta às novelas em ‘Paraíso Perdido’, trama do Globoplay inspirada em Nelson Rodrigues


MC Cabelinho no João Rock 2025
Igor do Vale/g1
O cantor MC Cabelinho participará da nova novela do Globoplay, “Paraíso Perdido”. O ator volta às novelas após o sucesso de Hugo, seu personagem em “Vai na Fé”.
Inspirada em quatro obras do escritor Nelson Rodrigues, a trama mergulhará em temas como desejo, culpa, ambição, ciúme, poder, hipocrisia e a eterna tensão entre aquilo que mostramos ao mundo e aquilo que tentamos esconder até de nós mesmos.
A novela é criada e escrita por George Moura e Sergio Goldenberg, autores de “Guerreiros do Sol” (2025), com direção artística de Joana Jabace.
Segundo a Globo, a preparação do elenco começou na segunda-feira (10).
“Criamos uma história em 40 capítulos, que mistura tramas originais e personagens encantadores e ambíguos do Nelson Rodrigues. Adoramos a dramaturgia dele e em ‘Paraíso Perdido’ fazemos um convite ao espectador para se divertir e refletir com os dramas de uma família brasileira, repleta de dilemas amorosos e éticos”, explica o autor George Moura.
Agora no g1
Ambientada no Rio de Janeiro contemporâneo, a história gira em torno da poderosa e influente família Werneck, liderada por seu obsessivo patriarca, interpretado por Alexandre Nero.
A fachada de perfeição do grupo rui quando a caçula, Maria Cecília (Alanis Guillen), desencadeia uma onda de crimes, mentiras e chantagens ao tentar realizar suas fantasias.
O elenco contará com nomes como Enrique Díaz, Eduardo Sterblitch, Carol Garcia, Larissa Bocchino e Juliano Floss.
Entre as obras de Nelson Rodrigues que serão usadas como referência estão: “Otto Lara Resende ou Bonitinha, Mas Ordinária”, “A Mulher Sem Pecado”, “Toda Nudez Será Castigada” e “Os Sete Gatinhos”.
MC Cabelinho está confirmado no Palco Favela do Rock in Rio. O cantor se apresenta com TZ da Coronel no dia 11 de setembro (sexta-feira).

Fonte: G1 Entretenimento

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Medulla volta como duo e apresenta o primeiro álbum em dez anos, ‘No dia que tudo mudou’, feito com Los Brasileros


Os irmãos gêmeos Keops & Raony formam o duo Medulla, que lança o álbum ‘No dia que tudo mudou’ nesta quinta-feira, 13 de agosto
Palu Bertissolli / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Primeiro álbum do Medulla em dez anos, “No dia que tudo mudou” chega ao mundo amanhã, quinta-feira, 13 de agosto, com oito faixas formatadas com produção musical de Los Brasileros em colaboração com o duo formado por Keops Andrade e Raony Andrade, irmãos gêmeos nascidos em Pernambuco e criados entre as cidades de Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
Medulla atualmente é uma dupla composta por Keops & Raony, mas cabe lembrar que nasceu como banda de rock e rap, surgida no mercado fonográfico há 21 anos com a edição do álbum “O fim da trégua” (2005).
Antecedido pelo single “Um móbile no furacão”, com gravação da música de Paulinho Moska que deu título ao disco lançado pelo cantor em 1999, o álbum “No dia que tudo mudou” é o quinto da discografia do Medulla, o primeiro desde “Deus e o átomo” (2016), lançado há uma década.
Os cantores Flor, Lirinha, Urias e Yego formam o naipe de convidados do Medulla no álbum “No dia que tudo mudou”. Urias participa da música “Não mente pra mim”.
Capa do álbum ‘No dia que tudo mudou’, de Medulla
Palu Bertissolli / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Atriz indiana beijada à força se pronuncia após episódio: ‘Apoio e empatia tocaram meu coração’


Atriz indiana é beijada à força por fã durante evento
A atriz indiana Nikita Rawal participava de um evento na Índia quando foi atacada por uma fã. Em seu perfil no Instagram, Rawal agradeceu todas as mensagens de apoio que recebeu após o episódio de assédio.
“Nos últimos dias, recebi milhares de mensagens de toda a Índia e de várias partes do mundo. Obrigada a todos que reservaram um momento para saber como eu estava, enviar carinho, compartilhar palavras gentis e permanecer ao meu lado. O apoio, a empatia e o respeito de vocês realmente tocaram meu coração. Talvez eu não consiga responder pessoalmente a cada mensagem, mas saibam que li muitas delas e sou grata por cada uma. Obrigada por estarem comigo. Nikita Rawal”, escreveu.
Nikita Rawal se pronuncia após episódio: ‘Apoio e empatia tocaram meu coração’
Reprodução
Entenda o caso
A atriz indiana Nikita Rawal participava do evento Bright OTT & Style Awards neste sábado (08), em um hotel de Mumbai, na Índia, quando sofreu assédio de uma fã.
Segundo informações do jornal “El Heraldo de México”, ela posava para os paparazzi quando uma fã se aproximou para tirar fotos e a beijou à força. No vídeo que viralizou nas redes sociais, a atriz tenta se desvencilhar da mulher e aparece visivelmente constrangida após o beijo forçado.
De acordo com o jornal, os seguranças imediatamente afastaram a fã para impedi-la de se aproximar da atriz novamente. Abalada, a atriz não conteve as lágrimas e foi amparada por integrantes de sua equipe.
Atriz indiana é beijada à força por fã durante evento
Reprodução/X

Fonte: G1 Entretenimento

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Titãs falam sobre versão de ‘Bichos Escrotos’ gravada por Anitta para o filme ‘Corrida dos Bichos’


Elenco do filme “Corrida dos Bichos”
Divulgação
Integrantes do Titãs se manifestaram sobre a versão de “Bichos Escrotos” gravada por Anitta para o filme “Corrida dos Bichos”.
A faixa, que integra o filme de Fernando Meirelles, viralizou após geração Z ficar surpresa com o fato de que a música não é de Anitta. E, sim, da banda de rock brasileira.
Composta por Arnaldo Antunes, Sérgio Britto e Nando Reis, “Bichos Escrotos” integra o álbum “Cabeça Dinossauro”, lançado em 1986. Mas foi escrita anos antes e já integrava o repertório do grupo antes mesmo da chegada do disco.
“A gente fez há muitos anos, antes mesmo de gravar o primeiro disco dos Titãs. É uma ode, um elogio, a tudo o que é mal visto pela sociedade, pelo status quo”, explica Sergio Britto em uma postagem nas redes sociais.
“Curiosamente, vejo pontos de contato com o que se faz com o funk, porque é uma linguagem muito direta, mas é surpreendente e anárquica. Então acho que essa versão que fizeram agora para o filme do Meirelles, apesar de ser radicalmente diferente da nossa, tem ali uma leitura pertinente daquilo que a gente quis dizer.”
Britto ainda elogiou o trabalho de Anitta citando que ela é uma artista incrível, que está sempre se reinventando. “Fora a parte técnica dela como cantora. Uma pessoa também extremamente carismática, articulada e tudo mais”, completou.
O titã ainda celebrou a nova leitura da música por parte dos ouvintes. E a chegada de novas pessoas, que ainda não conheciam o trabalho do grupo.
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“Acho muito bacana o que está acontecendo com a música e essa leitura que as pessoas estão fazendo do significado que ela tem. Cada um faz o seu.”
“Eu lembro que teve um tempo em que as pessoas viam esses bichos escrotos como se a gente tivesse mandando esses bichos escrotos se f****. Políticos corruptos, pessoas inescrupulosas, e por aí vai. Quando não era bem esse o sentido. Então é bacana que a música ganhe o mundo, tenha versões diferentes. E pessoas que não conheciam nosso trabalho possam conhecer.”
Em entrevista ao portal Popline, Paulo Miklos, que integrou o Titãs até 2016, também comentou a nova versão da faixa.
“Adorei a versão da Anitta com Tropkillaz para Bichos Escrotos. Sempre foi uma música muito divertida, ao mesmo tempo que um questionamento ao paladar refinado do homem civilizado. Anitta cantou com essa ironia fina e deu o recado.”
Lançado em agosto de 2026, o filme “Corrida dos Bichos” conta a história de um jovem destemido que se inspira no universo da loteria animal brasileira para vencer uma corrida mortal e salvar sua irmã em um futuro distópico onde cada animal do jogo agora representado por um corredor que disputa um prêmio.
Com direção de Fernando Meirelles, Rodrigo Pesavento e Ernesto Solis, o longa trás Anitta, Grazi Massafera, Rodrigo Santoro, Isis Valverde, Matheus Abreu, João Guilherme, entre outras estrelas em seu elenco.

Fonte: G1 Entretenimento

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É bonito de se ver o show em que Dori Caymmi canta e honra a própria família


Dori Caymmi apresenta o show ‘Em família’ no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), ao longo das terças-feiras de agosto
Rodrigo Goffredo
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Dori Caymmi em família
Artista: Dori Caymmi
Data e local: 11 de agosto de 2026 no Teatro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ “Ficou bonito, mas é estranho”, avaliou Dori Caymmi ao fim do número em que cantou “Andança” (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, 1968) – o maior sucesso do cancioneiro do irmão caçula Danilo – em andamento classificado pelo próprio Dori como “deprimente”.
Com humor demolidor, o cantor, compositor e violonista carioca já tinha usado o mesmo adjetivo “deprimente” para qualificar a abordagem jazzy do samba-exaltação “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso, 1939) com que abriu na noite de ontem, 11 de agosto, o show que o trouxe de volta ao palco do Teatro Ipanema quatro meses após ter participado do projeto “Terças no Ipanema”, orquestrado com curadoria de Flávia Souza Lima.
Se Dori se apresentou sozinho com o próprio violão na temporada de abril, o artista agora divide o palco com virtuoso trio formado por Itamar Assiere (assombroso ao piano que muitas vezes valeu por uma orquestra), Jorge Helder (baixo) e Jurim Moreira (bateria) ao longo de quatro apresentações agendadas para as terças-feiras deste mês de agosto de 2026.
O título do show também é outro, “Dori Caymmi em família”. Para amenizar o clima de déjà vu, o show tem como mote homenagens do artista ao pai, um certo gênio Dorival Caymmi (1914 – 2008), e aos irmãos Danilo Caymmi e Nana Caymmi (1941 – 2025).
Não fosse por medley com singelas cantigas compostas por Nana na infância, por volta dos sete anos, o set em tributo à irmã teria soado sem novidade, pois Dori já cantou em abril o samba-canção “Se queres saber” (Peter Pan, 1947) e o bolero “Resposta ao tempo” (Cristovão Bastos e Aldir Blanc, 1998), grandes sucessos dessa cantora magistral que Dori soube trazer para o próprio universo com absoluto respeito às composições.
Como Dori também sempre cantou Dorival Caymmi, lembrado com “João Valentão” (1953) e com os sambas “Acontece que eu sou baiano” (1944) e “Você já foi à Bahia?” (1941), a grande novidade do show foi a incursão de Dori pelo repertório do irmão Danilo.
Única parceria de Danilo Caymmi com Hermínio Bello de Carvalho, apresentada na voz de Nana Caymmi no álbum “Mudança dos ventos” (1980), “Rama de nuvens” pareceu talhada para o canto denso de Dori. Bela canção que marcou pico de popularidade na trajetória de Danilo Caymmi como cantor por ter sido incluída na série “Riacho doce” (1990), sendo parceria do artista com Dudu Falcão, “O bem e o mal” (1990) soou como encanto doce na voz de Dori. Ficou bonito, e não ficou estranho…
Dori Caymmi se apresenta com o pianista Itamar Assiere, o baterista Jurim Moreira e o baixista Jorge Helder no projeto ‘Terças no Ipanema’
Rodrigo Goffredo
E o que foi mesmo bonito de se ver, beirando o sublime, foi o canto de “Quebra-mar” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2009) com o trio tocando magistralmente um arranjo que evoca sons de ondas quebrando na praia e do vento estremecendo a vela da jangada na tela azul do mar.
Aliás e a propósito, Dori Caymmi nem precisa cantar Dorival para celebrar o pai porque a própria obra singular de Dori já é, em si, uma grande homenagem ao patriarca dessa dinastia que desbravou mares habitados por três gerações da família, já que Alice Caymmi, sobrinha de Dori, corre o Brasil neste ano de 2026 com show em que traz a correnteza de Dorival para a praia do século XXI.
Em apresentação marcada pela devoção ao clã, fez todo sentido Dori dar voz à canção “Delicadeza” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 2009), composta sob a emoção da perda quase simultânea dos pais, já que Dorival Caymmi e Stella Maris (1922 – 2008) partiram com intervalo de 11 dias, como Dori contou ao público que lotou o Teatro Ipanema.
Infelizmente, o brilho do show foi (um pouco) empanado na parte final por um problema humano no toque do violão que deixou o artista visivelmente desconfortável com a própria performance instrumental. “A mão esquerda engasgou”, sintetizou Dori, que, violão à parte, já mostrara certa dificuldade vocal para acompanhar o passo ágil do frevo “Ninho de vespa” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 1990), número no qual o trio deu show de entrosamento.
Ainda assim, sem poder tocar o violão que gostaria de tocar, Dori presenteou a plateia com envolvente abordagem de “Desenredo” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 1976), canção lançada há 50 anos na voz de Nana Caymmi antes de virar emblema do repertório do próprio Dori.
Na sequência, Dori então chegou a “Porto” (1975) – tema composto pelo artista e gravado pelo grupo MPB4 para a novela “Gabriela” (TV Globo) – e, no bis, sem sair do palco pela dificuldade de locomoção, cantou outra obra-prima, “Rio Amazonas” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, 1990), tema caudaloso que mostrou, mais uma vez, como Dori Caymmi vem honrando o pai na própria praia.
“Rio Amazonas” encerraria o show, mas cantor e banda puxaram “Canção da partida” (1957), tema da suíte “Histórias de pescadores”, e o show terminou com a plateia cantando sozinha os versos da canção enquanto os músicos se retiravam de cena e as cortinas fechavam.
Entre refinados números “deprimentes” ou “estranhos” e entre canções entoadas com a encorpada “voz de mágoa”, Dori Caymmi fez um show bonito de se ver em homenagem a uma família musical da qual ele próprio faz parte, merecendo todas as reverências.
Dori Caymmi canta músicas como ‘Andança’, ‘Rama de nuvens’, ‘Se queres saber’, ‘João Valentão’ e ‘Desenredo’ no show ‘Em família’
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Candidatas ao Miss Universo no Canadá pedem desculpas por usar trajes indígenas

Duas candidatas ao concurso Miss Universo Canadá pediram desculpas por terem usado itens indígenas em um desfile.
“Se algum traje causou ofensa, mágoa ou mal-entendido, saibam que essa nunca foi nossa intenção”, afirmou a organização do concurso em comunicado.
Elas tinham sido criticadas por uma ex-vencedora do mesmo concurso, de origem indígena, que apresentou uma etapa da competição e as acusou de apropriação cultural indevida.
Os itens foram usados durante uma etapa da competição em que as candidatas devem usar trajes típicos do Canadá.
A participante Karisa Haverkamp usou um cocar de penas — item tradicionalmente usado por líderes indígenas na América do Norte.
Ela também exibia uma marca de mão vermelha pintada no rosto, um símbolo que representa a solidariedade ao movimento das Mulheres Indígenas Desaparecidas e Assassinadas (MMIW, na sigla em inglês).
“Reconheço e admito que minha roupa para [a etapa do] o traje nacional magoou e ofendeu pessoas da comunidade indígena”, escreveu Haverkamp em uma publicação no Instagram.
“Agradeço pelo que aprendi com essa experiência.”
Outra participante, Jasleen Kaily, usou uma roupa com o tema “Beleza Ártica”, que incluía um vestido e botas de pele, conhecidos como mukluks, e duas tranças.
Trançar o cabelo pode ter um profundo significado para os povos originários.
Kaily também pediu desculpas, dizendo que sua intenção “nunca foi desrespeitar ou deturpar a cultura indígena”, mas sim “reconhecer e celebrar um dos povos originários do Canadá”.
Ashley Callingbull, a mulher de origem indígena que já venceu o Miss Universo Canadá e fez as críticas, tinha assistido ao desfile delas e abordou o assunto quando apresentava outra etapa do concurso: “Estamos em 2026, deveríamos saber mais sobre isso.”
“Houve apropriação cultural em relação aos povos indígenas”, acrescentou ela, esclarecendo que não estava presente quando os trajes indígenas foram usados, mas que viu o ocorrido em um vídeo posteriormente.
Callingbull faz parte do povo enoch cree.
A organização do Miss Universo Canadá anunciou que vai criar um “guia de trajes completo” que “estabelecerá diretrizes e padrões claros para todas as etapas futuras do concurso, garantindo que cada apresentação seja cuidadosa e respeitosa”.
O diretor da competição, Sonny Borrelli, disse que também convidou Callingbull, a primeira indígena a vencer a competição canadense, para ser a coordenadora da etapa de trajes típicos daqui para frente.
Borrelli estava ao lado de Callingbull durante a final de sábado (08/08), quando ela criticou a organização do evento por não ter se desculpado de forma mais direta na declaração sobre os itens usados por Jasleen Kaily e Karisa Haverkamp.
Depois, Borrelli afirmou que o Miss Universo Canadá assume “total responsabilidade” pelo erro.
“Vamos aprender com isso, vamos melhorar, vamos consertar”, disse ele.
Callingbull agradeceu aos organizadores do concurso por terem sido receptivos quando ela entrou em contato para falar do ocorrido.
“Parte da reconciliação é educar, aprender, compreender e seguir em frente a partir dessas situações de uma forma positiva”, disse ela. “Vamos garantir que todos sejam respeitados e honrados como merecem.”
Callingbull também falou com a rede CBC Indigenous sobre sua reação ao ver os figurinos.
“Isso não pode ser real. Eu simplesmente não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo”, disse ela. “Quem permitiu isso no palco? Quem aprovou isso?”
“Nada do que é tradicional ou sagrado deveria ser permitido [na competição]. Fiquei muito, muito chateada.”
Não é a primeira vez que o Miss Universo Canadá é criticado por apropriação cultural.
Em 2015, a organização afirmou que houve um “mal-entendido” em relação à participante Paola Nunuz Valdez, que usou uma fantasia de totem durante o desfile de trajes típicos.
Tanto ela quanto a organização disseram que a intenção era fazer referência à sua herança dominicana.
Na época, Callingbull afirmou ter recomendado que a Miss Universo Canadá analisasse a possibilidade de contratar um consultor para assuntos culturais.

Fonte: G1 Entretenimento

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Vanessa Moreno joga outra luz sobre ‘Esfinge’ de Djavan no álbum em que canta nove músicas do compositor


Vanessa Moreno lança álbum com registro parcial do show que faz com o percussionista Felipe Roseno e o guitarrista Tarcísio Santos
Rapha Moraes – O Filme Produções / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Disco que expandiu a popularidade e as vendas de Djavan em 1982, por conta da explosão de músicas como “Samurai”, “Sina”, “Pétala”, “Açaí” – esta apresentada no ano anterior na voz de Gal Costa (1945 – 2022) em gravação feita para o álbum “Fantasia” (1981) – e “Capim”, o álbum “Luz” ainda guarda pérolas.
Embora tenha sido incluída na trilha sonora da novela “Sol de verão” (TV Globo, 1982 / 1983) e tenha merecido algumas regravações, como a do grupo Moreno + 2 em 2000 e a do cantor Augusto Martins em 2002, “Esfinge” se conserva rara e é uma das pérolas pescadas por Vanessa Moreno no baú de Djavan para o show em que a cantora dá voz e suingue ao cancioneiro do compositor com os músicos Felipe Roseno (percussão acústica e eletrônica) e Tarcísio Santos (guitarra e efeitos).
Em cena desde 2025, o show “Vanessa Moreno visita Djavan” virou disco gravado pelo trio no estúdio Gargolândia, em São Paulo (SP), nos dias 28 e 29 de outubro de 2025, com produção musical de Fi Maróstica. E a música escolhida para ser o primeiro single do álbum é justamente “Esfinge”. O single “Esfinge” tem lançamento programado para 21 de agosto, uma semana antes do álbum, agendado para 29 de agosto.
No álbum “Vanessa Moreno visita Djavan”, a cantora paulista interpreta nove músicas do compositor alagoano. Pela ordem como as faixas estão dispostas no disco, o repertório do álbum “Vanessa Moreno visita Djavan” é composto pelas músicas “Lilás” (1984), “Açaí” (1981), “Oceano” (1989), “Aquele um” (Djavan e Aldir Blanc, 1980), “Cigano” (1989), “Milagreiro” (2001, com palmas de Alice Moreno Maróstica), “Sim ou não” (1980), “Boa noite” (1992) e “Esfinge” (1982).
“Esfinge” é a última faixa do disco, mas primeiro single desse álbum que, assim como “Luz” fez com Djavan em 1982, pode expandir a popularidade de Vanessa Moreno, grande cantora do Brasil, dentro dos nichos em que a MPB é cultuada no universo pop em 2026.
Capa do single ‘Esfinge’, de Vanessa Moreno
Rapha Moraes – O Filme Produções / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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De endometriose a câncer no sangue: as questões de saúde da cantora Halsey


Halsey
Divulgação
“The End”, balada acústica lançada por Halsey em seu quinto álbum, o “Great Impersonator”, dá um pouco do tom da vida da cantora.
A artista americana de 31 anos lançou a faixa em 2024 citando que tinha sorte em estar viva. E, na música, ela canta que:
“A cada dois anos, mais ou menos, um médico diz que estou doente
Tira da cartola um truque novo e joga tudo em cima de mim
No começo era o meu cérebro, depois um esqueleto sentindo dor
E eu não gosto de reclamar, mas peço desculpas.”
Halsey não exagera no relato. E ainda encontra espaço para falar sobre o amor e sua importância na luta contra suas dores físicas e batalhas emocionais.
Nos últimos anos, Halsey já revelou sofrer com:
Distúrbio bipolar;
Endometriose;
Síndrome de Ehlers-Danlos;
Síndrome de Sjögren;
Síndrome de ativação de mastócitos;
Síndrome postural ortostática taquicardizante;
Lúpus;
Distúrbio linfoproliferativo raro de células T.
Um de seus últimos relatos sobre algumas de suas doenças aconteceu em 2025, quando ela afirmou que havia colocado um cateter e realizado algumas sessões de quimioterapia como parte do tratamento.
A cantora se apresenta no dia 13 de setembro, no Palco Mundo do Rock in Rio. (Veja programação completa.)
A saúde emocional de Halsey
Halsey posa com os prêmios de Melhor Cantora de Pop e Melhor Look no MTV EMA neste domingo (3), em Sevilha
Cristina Quicler/AFP
Aos 17 anos, Halsey foi diagnosticada com transtorno bipolar após uma tentativa de suicídio. Ao longo dos anos, a cantora aprendeu a lidar com suas crises e a se antecipar às oscilações de humor causadas por episódios maníaco-depressivos.
Em entrevista à revista Rolling Stone, em 2019, Halsey revelou que sua bem sucedida carreira a ajudou a se tornar mais consciente de suas responsabilidades. Inclusive sobre sua saúde mental.
“Fui internada duas vezes desde que me tornei a Halsey, e ninguém ficou sabendo. Mas não tenho vergonha de falar sobre isso agora”, afirmou a artista, que tem como nome de batismo Ashley Nicolette Frangipane.
Ela ainda lembrou que a escolha pela internação foi dela mesma e que comunicou seu empresário.
“Eu disse para ele: ‘Olha, não vou fazer nada de ruim agora, mas estou chegando a um ponto em que tenho medo de acabar fazendo, então preciso ir cuidar disso’. Isso ainda acontece no meu corpo. Eu só sei quando agir antes que a situação se agrave.”
Aborto no palco
Halsey revelou passar por tratamento para doença
Reprodução/Instagram/iamhalsey
Em 2017, Halsey compartilhou seu diagnóstico de endometriose. No ano seguinte, quando estava com 23 anos, ela revelou que estava no processo de congelamento de óvulos.
“Ter uma reserva de óvulos é importante para mim porque sou sortuda o bastante para ter isso como opção”, declarou ao programa televisivo médico “The Doctors”.
Na mesma época, a cantora revelou que sofreu um aborto espontâneo no meio de um show quando nem sabia que estava grávida.
Halsey falou da “sensação de olhar na cara de centenas de adolescentes enquanto você está sangrando pela roupa e ter que continuar fazendo o show”.
Em 2021, Halsey deu à luz seu primeiro filho, Ender.
Diagnóstico de síndromes raras
Apesar da alegria com a maternidade, Halsey declarou, em 2022, que sua saúde mudou muito desde que engravidou. “Comecei a ficar muito, muito doente”, revelou a cantora.
Halsey comentou que vinha apresentando quadros alérgicos com grande frequência. E, na busca por um diagnóstico, descobriu algumas síndromes consideradas raras:
Síndrome de Ehlers-Danlos [condição que gera “pele elástica” e hipermobilidade], Síndrome de Sjögren [que afeta as glândulas salivares e lacrimais], Síndrome de ativação de mastócitos [que libera mediadores inflamatórios de forma desregulada], e Síndrome postural ortostática taquicardizante [condição que provoca arritmia benigna].
“Ainda estou buscando por respostas para a causa de algumas dessas coisas, que pode ser algum outro tipo de doença autoimune. E eu sei que tive problemas autoimunes a maior parte da minha vida, principalmente por ter endometriose, mas tem sido exaustivo”, contou a artista.
Assim como na faixa “The End”, a cantora afirmou que estava confiante em seu tratamento. Mas foi nesta época qu a cantora fez uma pausa na carreira para cuidar da saúde.
Halsey
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Em seu extenso relato sobre sua saúde, Halsey revelou, em 2024, ter sido diagnosticada com lúpus e com um distúrbio linfoproliferativo raro de células. A doença é uma forma de câncer no sangue e é caracterizada pelo crescimento descontrolado de células T (célula que tem como seu principal objetivo identificar e matar patógenos ou células infectadas).
Segundo a cantora, as duas doenças estão sendo gerenciados e tratados. “Provavelmente terei ambas durante toda a minha vida”.
“Em resumo, tenho sorte de estar viva. Alongando o resumo, escrevi um disco”, afirmou Halsey, em 2024, ao falar sobre algumas de suas questões de saúde em um vídeo publicado nas redes.
Na mesma postagem, ela afirmou:
“Eu disse a mim mesma que me daria mais dois anos para ficar doente. Quando eu fizer 30 anos, vou renascer e não estarei mais doente. Vou ficar com um visual incrível, ter muita energia e poder reviver meus vinte e poucos anos agora na casa dos trinta.”
Halsey retorna ao Brasil após dez anos e prestes a completar 32 anos (ela faz aniversário em 29 de setembro).

Fonte: G1 Entretenimento