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A busca urgente por cápsula radioativa com césio-137 perdida na Austrália


O objeto minúsculo – menor do que uma moeda de 10 centavos – contém césio-137 suficiente para causar graves problemas de saúde. A cápsula minúscula contém material radioativo suficiente para causar sérios problemas de saúde.
Getty Images
Autoridades australianas estão fazendo uma busca urgente por uma cápsula minúscula que foi perdida e que contém uma substância radioativa extremamente perigosa.
A cápsula abriga uma pequena – mas mortal- quantidade de césio 137, que pode causar sérios problemas de saúde em seres vivos, incluindo humanos.
O objeto tem apenas 6mm por 8mm – é menor do que uma moeda de dez centavos. Ele foi perdido neste mês de janeiro entre um campo de mineração ao norte da cidade de Newman e a cidade de Perth, que estão a uma distância de 1400 km uma da outra. O material estava sendo transportado em um caminhão.
O césio-137 é uma substância usada com frequência em atividades de mineração.
O Departamento de Serviços de Emergência e Incêndios da Austrália afirma que o material não pode ser usado para a produção de armas, mas que representa um sério risco à saúde.
A cápsula contém césio suficiente para causar queimaduras por radioatividade e outros problemas no longo prazo, como câncer.
“A nossa preocupação é que alguém pegue o objeto por não saber o que é”, afirma Andrew Robertson, coordenador de saúde do estado.
“Alguém pode achar que é algo interessante e guardar – no quarto, no carro – ou mesmo dar para outra pessoa”, afirma ele.
A cápsula é minúscula, mas emite uma grande quantidade de radiação.
2. DFES/Divulgação
Os locais onde o transporte começou e onde deveria ter terminado foram vasculhados. As autoridades também estão tentando mapear o caminho exato que foi feito e as paradas para restringir o campo de busca.
As autoridades australianas alertam que qualquer pessoa que vir o objeto deve ligar para os serviços de emergência e procurar assistência médica imediata caso entre em contato com ele.
Tragédia no Brasil
O césio-137 causou um dos piores desastres nucleares do mundo no Brasil em 1987, quando uma clínica com uma máquina de radioterapia foi abandonada e o material não foi descartado corretamente.
O material foi encontrado em Goiânia por dois catadores de lixo, que o venderam a um ferro velho. Sem saber o que o “pó brilhante” era, dezenas de pessoas tiveram contato direto com o material radioativo, incluindo crianças. A contaminação atingiu 249 pessoas, muitas das quais morreram pouco tempo depois.
Este texto foi publicado originalmente em bbc.com/portuguese/internacional-64441894
Arquivo N: os 30 anos da tragédia do Césio-137

Fonte: G1 Mundo

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Usain Bolt comenta ‘situação estressante’ por US$ 12,7 milhões perdidos, mas garante que não está ‘quebrado’


Atleta jamaicano ícone do atletismo descobriu este mês que quantia desapareceu de sua conta em uma empresa de investimentos jamaicana. Ele disse ainda que demitiu seu gerente de negócios, e que não foi uma separação amigável. Usain Bolt, em imagem de dezembro de 2022
Hiro Komae/AP/Arquivo
O recordista mundial dos 100 e 200 metros Usain Bolt disse na sexta-feira (27) que está sendo uma “situação estressante” tentar recuperar os mais de US$ 12,7 milhões (o equivalente a R$ 64,9 milhões) que desapareceram de sua conta em uma empresa de investimentos jamaicana. A informação é da agência Reuters.
Aos 36 anos, Bolt foi informado no início deste mês que o saldo de sua conta na Stocks and Securities Ltd (SSL), com sede em Kingston, Jamaica, inexplicavelmente diminuiu para apenas US$ 12 mil, segundo o advogado Linton Gordon disse à Reuters em 17 de janeiro.
Segundo a Associated Press, ao ser questionado se o prejuízo o havia deixado “quebrado”, o atleta deu risada.
“Não estou quebrado, mas definitivamente me deixou abatido. [O dinheiro] era para o meu futuro. Todo mundo sabe que eu tenho três filhos. Ainda estou cuidando dos meus pais, e eu ainda quero viver muito bem”, afirmou Bolt.
Ele disse ainda que demitiu seu gerente de negócios, acrescentando que não foi uma separação amigável.
“É difícil, você sabe, mas acho que, ao longo dos anos em que competi, isso me ajudou a entender e focar no que importa”, disse Bolt a repórteres na sexta-feira.
As falas foi durante entrevista no lançamento do Gibson McCook Relays, evento de atletismo na Jamaica em que Bolt foi apresentado como embaixador.
“Vou deixar o assunto nas mãos do meu advogado e focar na minha família, tentar não pensar muito nisso, porque é uma situação estressante”, acrescentou o 11 vezes campeão mundial.
A empresa de investimentos disse em uma declaração de 12 de janeiro que tomou conhecimento da atividade fraudulenta de um ex-funcionário e encaminhou o assunto para a polícia, acrescentando que tomou medidas para proteger os ativos.
Autoridades jamaicanas disseram que equipes de investigação financeira e de fraude estão investigando “supostas atividades fraudulentas na [empresa de investimentos] SSL que supostamente afetaram as contas do Sr. Usain Bolt, entre outros indivíduos”.
A conta de Bolt deveria servir de reserva para o futuro do oito vezes campeão olímpico e para seus pais, disse o advogado do atleta.
Bolt se aposentou em 2017 depois de dominar a cena global por uma década, revivendo um esporte atormentado por escândalos de doping e chegando a ser comparado com Pelé e Muhammad Ali.

Fonte: G1 Mundo

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Premiê de Israel diz que resposta ao ataque terrorista em sinagoga de Jerusalém será ‘forte, rápida e precisa’


Benjamin Netanyahu fez a declaração ao convocar seu gabinete de segurança sobre o ataque de sexta-feira. Ataque terrorista em sinagoga deixa 7 mortos em Jerusalém
A resposta de Israel a um ataque terrorista de um atirador palestino que matou sete pessoas em uma sinagoga nos arredores de Jerusalém será “forte, rápida e precisa”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu neste sábado (28).
“Nossa resposta será forte, rápida e precisa”, declarou Netanyahu antes de uma reunião com seu gabinete de segurança nacional.
“Não estamos buscando uma escalada, mas estamos preparados para qualquer cenário”, acrescentou.
Profissionais do serviço de emergência perto de mortos em Jerusalém, em 27 de janeiro de 2023
Ahmad Gharabli / AFP

Fonte: G1 Mundo

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Vídeos mostram policiais dos EUA chutando e agredindo o motorista negro Tyre Nichols, que não reage


A morte de Nichols é o mais recente exemplo de policiais acusados de força excessiva que culminou na morte de pessoas negras nos Estados Unidos. Policiais são acusados de homicídio doloso nos EUA
Os três vídeos da câmera corporal e um de uma câmera na rua mostram claramente uma escalada agressiva de violência contra Tyre Nichols, motorista que foi parado em 7 de janeiro por um motivo que, segundo o chefe da polícia, não tinha fundamento.
As imagens divulgadas na sexta-feira (27) mostram que em nenhum momento Tyre Nichols é agressivo com os policiais, que começam a abordagem com violência desde o começo. Algumas frases de Nichols são muito marcantes:
“Não estou fazendo nada”
“OK, estou no chão”
“Estou apenas tentando ir para casa”
“Mãe! Mãe!”
Tyre Nichols morreu 3 dias depois em um hospital. A morte de Nichols é o mais recente exemplo de policiais acusados de força excessiva que culminou na morte de pessoas negras e outras minorias nos últimos anos nos EUA.
O que os vídeos mostram
Os vídeos são cheios de momentos violentos que mostram os policiais perseguindo Nichols e deixando-o na calçada apoiados contra uma viatura enquanto celebram seus feitos.
Depois que o primeiro oficial puxa Nichols para fora de um carro, Nichols pode ser ouvido dizendo: “Eu não fiz nada”, enquanto um grupo de policiais começa a lutar com ele no chão.
Um oficial é ouvido gritando: “Dá um choque nele!”, se referindo ao uso de arma de choque.
Nichols calmamente diz: “OK, estou no chão”.
“Vocês estão realmente fazendo muito agora”, diz Nichols. “Estou apenas tentando ir para casa.”
“Pare, eu não estou fazendo nada!” ele grita momentos depois.
Nichols pode então ser visto correndo enquanto um oficial dispara uma arma de choque contra ele. Os oficiais então começam a perseguir Nichols.
Outros policiais são chamados e uma busca se segue antes que Nichols seja pego em outro cruzamento. Os policiais o espancaram com um cassetete, o chutaram e o socaram.
Imagens de câmeras de segurança mostram três policiais cercando Nichols enquanto ele está deitado na rua encurralado entre carros de polícia, com um quarto policial nas proximidades.
Dois oficiais seguram Nichols no chão, então o terceiro parece chutá-lo na cabeça. Nichols fica caído na calçada com os três policiais ao seu redor. O mesmo oficial o chuta novamente.
O quarto oficial então caminha, puxa um bastão e o segura na altura dos ombros enquanto dois oficiais seguram Nichols na vertical, como se ele estivesse sentado.
“Eu vou bater em você”, um oficial pode ser ouvido dizendo. Sua câmera corporal mostra ele levantando o bastão enquanto outro oficial segura Nichols. O oficial ataca Nichols nas costas com o bastão três vezes seguidas.
Os outros oficiais então parecem tentar levantar Nichols, mas ele mal consegue ficar de pé.
Pela câmera corporal de um dos policiais é possível ver que eles usam spray de pimenta, ao que Nichols reage gritando muito e chamando pela mãe.
Um oficial então lhe dá um soco no rosto, enquanto o oficial com o bastão continua a ameaçá-lo.
Nichols tropeça e se vira, ainda segurado por dois oficiais. O policial que o socou então caminha até a frente de Nichols e o soca mais quatro vezes. Então Nichols entra em colapso.
Dois oficiais podem então ser vistos por cima de Nichols no chão, com um terceiro nas proximidades, por cerca de 40 segundos. Mais três oficiais então correm para cima, e um pode ser visto chutando Nichols no chão.
Nichols fica caído contra um carro e nenhum dos policiais presta socorro.
Leva mais de 20 minutos para que qualquer tipo de atendimento médico seja fornecido, mesmo que dois oficiais do corpo de bombeiros tenham chegado ao local em 10 minutos, com equipamento médico.
Imagem de policiais com Tyre Nichols, encostado na roda do carro
Reprodução/Polícia de Memphis
Revolta nos Estados Unidos
A chefe de polícia de Memphis, Cerelyn Davis, disse que os vídeos mostraram comportamentos de policias que “desafiam a humanidade”.
O advogado de direitos civis, Ben Crump, representando a família de Nichols, cobrou que o departamento de polícia desmembrasse a unidade SCORPIONS, uma equipe que supostamente se concentra em crimes violentos nas ruas e à qual pelo menos alguns dos policiais envolvidos foram designados.
“Nenhuma mãe deveria perder seu filho da maneira violenta como a que eu perdi meu filho”, disse a mãe de Nichols, RowVaughn Wells.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que estava “revoltado” e “profundamente triste” após ver um dos vídeos. Biden falou com a mãe RowVaughn Wells e padrasto Rodney Wells, na sexta-feira (27), para expressar condolências, disse a Casa Branca.
O procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, anunciou na sexta-feira uma investigação federal de direitos civis sobre a morte de Nichols.
Os registros mostram que os ex-policiais Justin Smith, Desmond Mills Jr., Emmitt Martin III, Demetrius Haley e Tadarrius Bean foram soltos sob fiança após serem autuados pela prisão no Condado de Shelby na manhã de quinta-feira.
Cartaz diz: “Pare a guerra na América Negra”, durante protesto em Nova York após divulgação de um vídeo que mostra a polícia de Memphis espancando Tyre Nichols
Andrew Kelly/Reuters
Cronologia do caso
Veja abaixo uma cronologia do caso de Tyre Nichols:
7 de janeiro: Os policiais param Nichols sob suspeita de direção imprudente por volta das 20h30. Em um comunicado, a polícia disse que houve uma discussão, Nichols fugiu a pé, foi perseguido por policiais e outra discussão ocorreu. Posteriormente, Nichols “queixou-se de falta de ar”, disse o comunicado. Uma ambulância foi chamada, e Nichols foi levado para o hospital.
8 de janeiro: O promotor distrital do condado de Shelby, Steve Mulroy, pede para que a agência de investigação do estado conduza uma investigação sobre uso da força na prisão.
10 de janeiro: Nichols morre.
14 de janeiro: A família de Nichols realiza um evento memorial no qual exibe uma fotografia de Nichols que o mostra entubado e com o rosto espancado. Há um protesto em frente a uma delegacia de polícia.
16 de janeiro: A família contrata o advogado de direitos civis Ben Crump, conhecido por representar famílias em alguns dos casos mais difíceis dos EUA. Crump pede a divulgação do vídeo do encontro de Nichols capturado pelas câmeras de vídeo dos uniformes dos policiais e pelas câmeras do painel do veículo.
20 de janeiro: O Departamento de Polícia de Memphis demite os cinco policiais envolvidos.
23 de janeiro: Crump e a família de Nichols assistem ao vídeo da polícia. Crump diz mais tarde que o lembrou do vídeo da surra de Rodney King, um caso histórico do começo dos anos 1990.
24 de janeiro: A cidade de Memphis anunciou que dois bombeiros envolvidos no incidente foram dispensados ​​de suas funções enquanto se aguarda uma investigação interna.
25 de janeiro: O chefe da polícia de Memphis, Cerelyn Davis, divulga uma declaração em vídeo chamando o tratamento de Nichols de “falta de humanidade básica”.
26 de janeiro: Os cinco policiais são acusados ​​de assassinato em segundo grau.
27 de janeiro: O vídeo do incidente feito pela polícia é divulgado ao público.

Fonte: G1 Mundo

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Caso Tyre Nichols: relembre outras vítimas de violência policial contra negros nos EUA

Estados Unidos registra onda de protestos após a morte de Nichols. Nos últimos anos, diversos casos semelhantes de violência policial foram registrados no país, como a morte de George Floyd. Vídeo mostra o jovem negro Tyre Nichols sendo espancado por policiais nos EUA dias antes de morrer
A morte de Tyre Nichols após ser agredido por policiais em Memphis, nos Estados Unidos, não é somente um caso isolado de violência policial contra negros no país. Nos últimos anos, diversas outras ocorrências do tipo foram registradas, inclusive com mortes. Relembre os casos a seguir.
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▶️ George Floyd: um dos casos de maior repercussão, a morte de Floyd aconteceu em maio de 2020 e levou milhões às ruas nos EUA e no mundo, incluindo no Brasil. A frase “I can’t breath (eu não consigo respirar)” virou lema dos protestos contra a violência policial.
O homem negro foi morto na cidade de Mineápolis, em 25 de maio de 2020.
Floyd teve o pescoço pressionado pelo joelho do policial Derek Chauvin por quase 10 minutos.
A polícia disse que foi chamada ao local porque Floyd teria tentado pagar uma conta com uma nota falsa de US$ 20.
A abordagem policial foi gravada, e as imagens mostram que Floyd não resistiu aos policiais. Veja no vídeo abaixo.
Quatro policiais envolvidos na morte foram presos, sendo que Derek Chauvin foi condenado a mais de 20 anos de prisão.
VÍDEO: Novas imagens mostram George Floyd implorando a policiais antes de ser morto
▶️ Rayshard Brooks: o homem foi morto a tiros em junho de 2020, poucos dias depois do assassinato de George Floyd, e também teve grande repercussão mundial.
O caso aconteceu em Atlanta, em 12 de junho de 2020, após a polícia ser acionada por uma rede de restaurantes.
O estabelecimento se queixou que um homem havia dormido no próprio carro e estava bloqueando a pista do drive-thru.
Brooks foi abordado pela polícia e confirmou que tinha bebido durante uma festa de aniversário. Ele aceitou fazer o teste de bafômetro, que confirmou a ingestão de álcool.
Depois do teste, os policiais quiseram algemar Brooks, mas ele tentou fugir. O homem e os policiais acabaram caindo no chão, e Brooks tomou uma arma de choque de um dos agentes.
Após correr, Brooks apontou a arma de choque para um policial que o perseguia. O agente sacou uma arma de fogo e disparou três vezes contra o homem negro. Veja no vídeo abaixo.
Com a repercussão da morte, dias depois, manifestantes incendiaram o restaurante onde o caso aconteceu. Além disso, um policial foi demitido, e a chefe de polícia de Atlanta renunciou ao cargo.
Mais um jovem negro é morto por policiais brancos nos EUA
▶️ Jacob Blake: o homem ficou gravemente ferido após ser baleado por um policial branco em agosto de 2020. O caso intensificou protestos contra o racismo e violência policial contra negros, nos EUA.
Jacob Blake foi baleado na cidade de Kenosha, no dia 23 de agosto de 2020.
A família dele afirma que ele foi abordado pelos policiais por estar tentando separar uma briga doméstica. Já a Associação de Policiais Profissionais de Kenosha afirmou que Blake estava tentando roubar um carro.
Um vídeo gravado por testemunhas mostra Blake sendo levado até um carro, enquanto é seguido por dois policiais armados. Ele foi baleado várias vezes após abrir a porta do veículo. Veja no vídeo abaixo.
A associação de policiais chegou a dizer que, antes dos tiros, Blake deu um mata-leão em um policial e estava com uma faca. No entanto, testemunhas disseram que o rapaz não segurava nenhum objeto.
Blake sobreviveu aos tiros, mas perdeu o movimento das pernas. O policial que atirou contra ele não foi denunciado criminalmente.
Imagens inéditas mostram ação da polícia que alvejou Jacob Blake pelas costas
▶️ Daniel Prude: em setembro de 2020, um vídeo que mostra policiais encapuzando um homem negro após uma abordagem repercutiu no mundo inteiro. Apesar de a imagem ter sido divulgada naquele mês, o caso aconteceu em março de 2020. O rapaz morreu.
O caso aconteceu em Rochester, no dia 23 de março de 2020.
A divulgação das imagens, cinco meses após a morte, foi feita no contexto das manifestações contra o racismo pela morte de George Floyd e violência contra Jacob Blake.
Segundo as investigações, a morte de Prude aconteceu depois que a polícia foi acionada pela família do rapaz, que pedia ajuda por causa de supostos problemas mentais do homem.
As imagens da ocorrência mostram Prude algemado e sentado no chão. Em determinado momento ele começa a se contorcer e gritar para que os policiais o liberassem. Veja no vídeo abaixo.
Em seguida, os agentes colocaram um capuz na cabeça do jovem. À época, a medida era padrão por causa da pandemia de Covid-19.
Prude continuou se debatendo, e um dos policiais segurou a cabeça do rapaz sobre o asfalto, apertando o capuz, enquanto o outro agente de segurança se ajoelhou sobre as costas da vítima.
Sem ar, Prude parou de gritar. Ele foi socorrido, mas morreu uma semana depois.
Em fevereiro de 2021, a Justiça decidiu não indiciar nenhum policial envolvido na morte.
Homem negro morre em mais um caso de abordagem violenta da polícia nos EUA
Morte de Tyre Nichols
Tyre Nichols tinha 29 anos e foi parado por cinco policiais, no dia 7 de janeiro. Toda a ação foi registrada por câmeras nos uniformes dos agentes de segurança.
▶️ Por que Tyre Nichols foi morto? O jovem foi parado enquanto dirigia sob a alegação de imprudência no trânsito.
A polícia disse em um comunicado que houve uma discussão com Nichols e que ele tentou fugir a pé.
O rapaz foi novamente alcançado por policiais e foi brutalmente espancado. As câmeras dos uniformes registraram as agressões.
Nichols foi socorrido por uma ambulância e morreu três dias após as agressões, em 10 de janeiro.
As imagens das agressões foram divulgadas recentemente e causaram uma onda de protestos.
Os cinco policiais envolvidos no caso foram demitidos e acusados de assassinato em segundo grau, agressão, sequestro, má conduta e opressão.
O presidente Joe Biden afirmou estar indignado com o caso.
VÍDEOS: mais assistidos do g1

Fonte: G1 Mundo

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Situação da batalha é ‘extremamente aguda’, diz presidente da Ucrânia

O governo ucraniano afirmou que os combates mostram que o país precisa de mais armas para repelir os invasores. A Ucrânia travou na sexta-feira (27) batalhas contra tropas russas que tentavam penetrar em suas linhas de defesa no leste e nordeste do país antes de Kiev receber tanques de aliados ocidentais. O governo ucraniano afirmou que os combates mostram que o país precisa de mais armas para repelir os invasores.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, descreveu a situação no front como “extremamente aguda”, particularmente na região leste de Donetsk, onde a Rússia está intensificando uma ofensiva.
Zelenskiy relatou grandes batalhas por Vuhledar, a sudoeste da capital regional de Donetsk, e Bakhmut, a nordeste. Bakhmut foi em grande parte pulverizada por repetidos ataques russos e está praticamente sem água, luz e gás.
Batalha
Três pessoas morreram e duas ficaram feridas neste sábado (28) em um bombardeio russo na cidade de Konstantinovka, leste da Ucrânia, anunciou o governador regional.
“Os russos atiraram contra um bairro residencial, atingiram edifícios de quatro andares, um hotel, garagens e veículos civis”, afirmou o governador da região de Donetsk, Pavlo Kirilenko. “Três civis morreram e pelo menos dois ficaram feridos”, acrescentou.
A Rússia acusou neste sábado o exército ucraniano de ter bombardeado um hospital da região separatista pró-Moscou de Lugansk, no leste da Ucrânia, em um ataque que deixou 14 mortos e 24 feridos.
“As Forças Armadas ucranianas bombardearam deliberadamente o edifício do hospital com lança-foguetes HIMARS” na localidade de Novoaidar, na região de Lugansk, afirmou o exército russo em um comunicado.
Os médicos do estabelecimento atendiam “civis e militares” há vários meses, afirma o comunicado. “Um bombardeio intencional contra um estabelecimento médico civil constitui, sem margem para dúvida, um grave crime de guerra cometido pelo regime de Kiev”, acrescenta.
Armas
A Ucrânia recebeu a promessa de entrega de 321 tanques pesados ​​de vários países, disse o embaixador ucraniano na França na sexta-feira.
A Polônia enviará 60 tanques adicionais para a Ucrânia além dos 14 tanques Leopard 2 de fabricação alemã que já prometeu, disse o primeiro-ministro polonês em entrevista à televisão canadense na quinta-feira.
Diplomacia
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, terá uma reunião com Lynne Tracy, a nova embaixadora dos EUA em Moscou, no início da próxima semana, informou a agência de notícias RIA neste sábado.
Um importante assessor presidencial ucraniano criticou o Comitê Olímpico Internacional por ficar do lado da Rússia dias depois de dizer que o Conselho Olímpico da Ásia havia oferecido aos atletas russos e bielorrussos uma chance de se classificarem para as Olimpíadas de Paris 2024.
A Ucrânia lançará uma campanha internacional para impedir que atletas russos possam competir nas Olimpíadas de 2024, disse Zelenskiy na sexta-feira.
A Ucrânia convocará o embaixador da Hungria para reclamar sobre comentários “completamente inaceitáveis” que o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, fez sobre a Ucrânia, disse Kiev na sexta-feira. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Oleg Nikolenko, escrevendo no Facebook, disse que Orban disse a jornalistas que a Ucrânia era uma terra de ninguém e a comparou ao Afeganistão.
Crianças na guerra
A Rússia está violando os “princípios fundamentais de proteção à criança” em tempos de guerra ao dar às crianças ucranianas passaportes russos e colocá-las para adoção, disse o chefe da agência de refugiados da ONU à Reuters.
Sanções
O principal responsável por sanções no Departamento do Tesouro dos EUA em uma viagem à Turquia e ao Oriente Médio na próxima semana alertará os países e empresas de que eles podem perder o acesso ao mercado dos EUA se fizerem negócios com entidades sujeitas às restrições dos EUA, enquanto Washington reprime as tentativas russas de evasão das sanções.
O Japão reforçou as sanções contra a Rússia na sexta-feira após sua última onda de ataques com mísseis na Ucrânia, acrescentando mercadorias a uma lista de proibições de exportação e congelando os bens de autoridades e entidades russas. A Rússia disse que as sanções do Japão não são motivo de preocupação e que está se adaptando à vida sob tais restrições.

Fonte: G1 Mundo

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Presidente do Peru pede ao Congresso que abandone interesses e antecipe eleições


Proposta apresentada pelo congressista fujimorista Hernando Guerra García, do partido de direita Fuerza Popular (FP), foi derrotada por 65 votos a 45, por isso está mantido o projeto de realizar o pleito em abril de 2024. Dina Boluarte, presidente do Peru
Reprodução
A presidente do Peru, Dina Boluarte, lamentou neste sábado (28) a rejeição do Congresso ao adiantamento das eleições para este ano e pediu ao Poder Legislativo que deixasse de lado seus interesses pessoais e partidários para “abrir o caminho para uma saída da crise”.
“Lamentamos que o Congresso da República não tenha conseguido chegar a um acordo para definir a data das de eleições gerais, nas quais peruanas e peruanos possam escolher livre e democraticamente as novas autoridades”, escreveu Boluarte no Twitter.
“Exortamos as bancadas a deixarem de lado os seus interesses partidários e a priorizarem os interesses do Peru”, acrescentou a presidente, em sua primeira reação desde que o Parlamento fracassou, na madrugada deste sábado, na ideia de antecipar as eleições gerais para este ano como ela mesmo havia pedido na sexta-feira.
A proposta apresentada pelo congressista fujimorista Hernando Guerra García, do partido de direita Fuerza Popular (FP), foi derrotada por 65 votos a 45, por isso está mantido o projeto de realizar o pleito em abril de 2024.
Boluarte tinha pedido ontem que as eleições fossem adiantadas para dezembro deste ano, como uma forma de sair mais rápido do “atoleiro” em que o país se encontra, com bloqueios de estradas, escassez de mantimentos e episódios de violência em diferentes regiões do Peru.
A esquerda, no entanto, insistiu que a proposta também deveria incluir um referendo sobre a Assembleia Constituinte, que é rechaçada por um amplo espectro da política peruana, e outros partidos denunciaram uma suposta manobra para tirar proveito eleitoral por parte do Fuerza Popular, legenda da ex-candidata presidencial Keiko Fujimori.
O projeto votado na madrugada deste sábado será submetido à reconsideração do Congresso na segunda-feira, a pedido do fujimorismo, mas os analistas consideram improvável uma reversão do resultado.
Boluarte descarta renunciar, mas garante que não tem o interesse de se aferrar ao poder. Ela tomou posse em 7 de dezembro, quando, como vice-presidente, substituiu Pedro Castillo, que foi destituído pelo Congresso após uma tentativa de fechar o parlamento e governar por decreto.
Desde então, diversas partes do país, em especial o sul andino, lar de comunidades quíchuas e aimarás historicamente marginalizadas, permanecem em pé de guerra exigindo a renúncia de Boluarte e a realização de eleições.

Fonte: G1 Mundo

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Agressão, morte, investigação, protestos: veja linha do tempo do caso Tyre Nichols


Norte-americano, negro, foi morto após ser espancado por policiais em uma abordagem em Memphis, nos Estados Unidos. Caso gerou revolta e manifestações. Policiais são acusados de homicídio doloso nos EUA
Tyre Nichols, um homem negro, estava dirigindo no dia 7 de janeiro em Memphis, nos Estados Unidos, quando foi parado por cinco policiais. Durante a abordagem, ele foi espancado pelos policiais e, três dias depois, morreu em um hospital.
A divulgação de vídeos gravados pelas câmeras dos uniformes dos policiais que participaram da ação revoltou o país e gerou a mais recente onda de manifestações.
Confira uma linha do tempo do caso, que desencadeou investigações estaduais e federais sobre a brutalidade policial e levou ao assassinato e outras acusações contra os cinco policiais envolvidos em sua prisão neste mês:
7 de janeiro
Tyre Nichols é parado pela polícia por uma suposta infração de trânsito depois de fotografar um pôr do sol, de acordo com relatos que sua família daria mais tarde. Segue-se um confronto e ele é brutalmente espancado por cinco policiais de Memphis. A ação é registrada por câmeras corporais da polícia.
8 de janeiro
A polícia de Memphis diz em um comunicado que os policiais tentaram parar um homem por direção imprudente em 7 de janeiro e ele foi levado a um hospital em estado crítico após dois confrontos.
A primeira descrição do ocorrido diz que houve um confronto quando os policiais abordaram o veículo, e o suspeito fugiu a pé.
Os policiais o perseguiram, e outro confronto ocorreu quando o prenderam, disse a polícia. A vítima reclamou de falta de ar e foi encaminhada ao hospital. Devido à sua condição, a polícia contatou o Gabinete do Procurador-Geral do Condado de Shelby, que pediu ao escritório de investigações do estado do Tennessee para conduzir uma investigação.
10 de janeiro
O escritório de investigações diz que o homem envolvido na briga com os policiais de Memphis “sucumbiu aos ferimentos” e o identifica como Tire D. Nichols, de 29 anos, um homem negro.
14 de janeiro
Família, amigos e apoiadores de Nichols protestam em frente a uma delegacia de polícia de Memphis e pedem que a polícia libere o vídeo da câmera corporal da prisão. O padrasto de Nichols, Rodney Wells, disse à mídia local que seu enteado sofreu uma parada cardíaca e insuficiência renal por causa de uma surra de policiais.
15 de janeiro
A chefe de polícia Cerelyn Davis diz que revisou as informações sobre o encontro e decidiu tomar medidas imediatas notificando as violações da política aos policiais envolvidos.
16 de janeiro
O advogado de direitos civis Ben Crump anuncia que está representando a família de Nichols e pede à polícia que libere a câmera corporal e o vídeo de vigilância da parada de trânsito. Enquanto isso, os manifestantes se reúnem no Museu dos Direitos Civis para pressionar pela divulgação do vídeo da polícia e pedir que os policiais sejam indiciados.
18 de janeiro
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anuncia que abriu uma investigação de direitos civis.
20 de janeiro
Demetrius Haley, Desmond Mills, Jr., Emmitt Martin III, Justin Smith e Tadarrius Bean, policiais que foram presos em Memphis
Reuters
Os cinco policiais envolvidos na prisão são demitidos depois que uma investigação interna descobriu que eles usaram força excessiva, não intervieram e não prestaram ajuda. Eles são identificados como Tadarrius Bean, Demetrius Haley, Emmitt Martin III, Desmond Mills Jr. e Justin Smith. Todos os cinco são negros.
23 de janeiro
A família de Nichols vê o vídeo da polícia com seus advogados, que dizem que mostra Nichols sendo espancado por três minutos em um encontro “selvagem” que lembra o infame espancamento policial de 1991 contra o motorista Rodney King de Los Angeles.
O vídeo mostra que Nichols ficou chocado, com spray de pimenta e contido depois que ele foi parado minutos de sua casa enquanto voltava de um parque suburbano onde havia tirado fotos do pôr do sol. Crump diz que a família concordou com o pedido dos investigadores para adiar a divulgação do vídeo para não comprometer a investigação criminal.
24 de janeiro
Manifestantes protestam contra morte de Tyre Nichols nos EUA
Alyssa Pointer/Reuters
O promotor distrital do condado de Shelby, Steve Mulroy, diz que a divulgação do vídeo da polícia será cuidadosamente cronometrada para evitar a chance de que suspeitos ou testemunhas adaptem suas declarações ao que viram e pede paciência ao público.
O cronograma irrita os ativistas que esperavam que o vídeo fosse lançado depois que a família de Nichols o assistiu.
Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros de Memphis diz que dois funcionários envolvidos no atendimento inicial de Nichols na noite de sua prisão foram afastados do serviço enquanto a agência conduz uma investigação.
26 de janeiro
Os cinco policiais são acusados ​​de assassinato, agressão agravada, sequestro agravado, má conduta oficial e opressão oficial. Mulroy diz que cada um desempenhou papéis diferentes no assassinato, mas “todos são responsáveis”. Mulroy também anuncia que o vídeo da parada de trânsito será divulgado ao público na noite seguinte.
Os pais de Nichols dizem que estão satisfeitos com as acusações contra os policiais. Em uma vigília noturna à luz de velas, a mãe de Nichols pede aos apoiadores que “protestem em paz” quando o vídeo “horrível” for divulgado.
27 de janeiro
As autoridades de Memphis divulgam imagens de vídeo mostrando Nichols sendo espancado por cinco policiais que repetidamente o golpeiam com os punhos, botas e cassetetes enquanto ele grita por sua mãe.
O vídeo (veja acima) é repleto de momentos violentos mostrando os policiais, que também são negros, perseguindo e esmurrando Nichols e deixando-o na calçada encostado em uma viatura enquanto eles batem os punhos e comemoram suas ações.
Os manifestantes se reúnem para manifestações pacíficas em várias cidades, incluindo Memphis, Nova York e Washington.

Fonte: G1 Mundo

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Rússia transforma presidiários em ‘heróis’ de guerra contra Ucrânia


Por anos, o grupo mercenário russo Wagner ficou fora dos holofotes e era negado pela elite governante. Depois do início da guerra na Ucrânia, para a qual contribuiu com o recrutamento de ex-prisioneiros, a organização foi alçada ao prestígio. Vladimir Putin entrega honraria a Aikom Gasparyan, membro do grupo Wagner
KREMLIN.RU
Por anos, o grupo mercenário russo Wagner, fundado pelo empresário Yevgeny Prigozhin, ficou fora dos holofotes. A elite governante negava a sua existência. Mas, com a invasão da Ucrânia, o grupo passou a desempenhar um papel cada vez mais importante para a Rússia no campo de batalha.
No último dia de 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, viajou para entregar as medalhas mais importantes do país a combatentes que lutaram na Ucrânia. Um deles era um jovem barbudo com um uniforme diferente do restante do grupo. Era do tipo usado pelos mercenários russos.
Um de 40.000 homens
O jovem foi identificado como Aikom Gasparyan, um fã de artes marciais que foi preso em outubro de 2019 por tentativa de roubo em um café de Moscou. Ele foi condenado a sete anos de prisão.
Mas, em dezembro passado, o jovem foi visto em um vídeo no Telegram, postado em uma conta ligada ao grupo Wagner. Nas imagens, Gasparyan dizia que havia deixado a prisão na cidade de Ryazan e estava lutando na Ucrânia.
Ele se tornou um dos 40.000 ex-prisioneiros russos que, segundo estimativas dos Estados Unidos, estão atuando na Ucrânia. Eles lutam ao lado de 10.000 agentes contratados regulares do grupo.
O escritório do grupo Wagner em São Petersburgo
Reuters
Segundo o jornal americano Washington Post, esses dados foram coletados pelo grupo de direitos humanos “Russia Behind Bars”, que está rastreando o envolvimento dos prisioneiros na guerra.
O fundador do grupo, Yevgeny Prigozhin, fez rodadas de recrutamento no sistema penitenciário russo no ano passado. Ele prometeu uma ficha criminal limpa aos condenados que se juntaram à sua organização e foram enviados à guerra na Ucrânia. Mais tarde, descobriu-se que esses homens foram enviados para os pontos mais perigosos da linha de frente e muitos foram mortos.
O exército ucraniano afirmou que os ex-presidiários afiliados ao Wagner foram usados como bucha de canhão e que a grande maioria deles morreu.
Alto salário e promessa de aventura
O grupo nem sempre contou com prisioneiros para preencher suas fileiras.
Fundada em 2014 e cada vez mais ativa entre 2015 e 2016, a organização mercenária foi criada para ajudar os separatistas apoiados pela Rússia no leste da Ucrânia.
Yevgeny Prigozhin se despede de ex-presidiários que lutaram na Ucrânia e retornaram à Rússia. Não se sabe se as condenações deles realmente foram perdoadas
T.ME/PRIGOZHIN_HAT
Suas operações rapidamente se estenderam além da Europa Oriental: mercenários do Wagner foram vistos no Sudão, Síria, Líbia e em todo o continente africano.
Para atrair recrutas, o grupo prometia altos salários e aventuras. Como um ex-combatente disse à BBC, “homens que são românticos de coração se juntaram a esta organização para defender os interesses da Rússia além de suas fronteiras”.
A maioria dos homens que se juntava ao grupo antes da guerra na Ucrânia vinha de cidades pequenas, onde as perspectivas de encontrar um emprego bem remunerado eram limitadas.
Um agente trabalhando para o grupo Wagner poderia receber cerca de US$ 1.500 por mês, ou até US$ 2.000 se fosse em combate. E frequentemente era combate: os mercenários da organização lutaram ao lado das tropas do presidente Assad na Síria e contra o governo apoiado pelas Nações Unidas na Líbia, dando apoio ao general Haftar.
Ainda que se estime que, entre 2014 e 2021, até 15.000 homens tenham sido contratados pelo grupo, esse número ainda era limitado. Na Rússia, muitas pessoas não conheciam a organização mercenária. Sua influência e status aumentaram com o início da invasão russa em grande escala na Ucrânia.
Yevgeny Prigozhin
Antes da guerra, funcionários do governo russo negavam a existência de Wagner. Relatos de que Moscou estava usando mercenários para ampliar sua influência em outras partes do mundo foram veementemente rejeitados. As autoridades diziam que mercenários eram proibidos na Rússia e que ingressar em organizações dessa natureza poderia configurar crime.
O empresário Yevgeny Prigozhin processou muitos jornalistas por apontarem que ele era ligado ao grupo.
Em 2019, quando questionado sobre os combatentes russos na Síria, o presidente Putin disse que tinha conhecimento de algumas empresas de segurança privada que atuavam lá, mas que elas não estavam ligadas ao Estado russo. O presidente fez declarações semelhantes quando questionado sobre mercenários russos na Líbia em 2020.
Yevgeny Prigozhin foi visto em um vídeo conversando com prisioneiros na Rússia
BBC
Depois que a Rússia atacou a Ucrânia, isso mudou. Como o exército russo não conseguiu atingir seus objetivos na Ucrânia rapidamente, Yevgeny Prigozhin se tornou um crítico do comando militar e passou a se abrir mais sobre suas conexões com o grupo Wagner. Finalmente, em setembro do ano passado, ele admitiu que havia fundado a organização em 2014.
Mais recentemente, ele insistiu que os combatentes do Wagner foram os responsáveis pela tomada da cidade ucraniana de Soledar, duramente disputada. Começaram a circular na internet vídeos gravados por mercenários atacando o general Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior russo e atual comandante da operação na Ucrânia.
Para especialistas, a imagem de um agente do grupo Wagner recebendo um prêmio e apertando a mão do presidente Putin não apenas causou ondas de entusiasmo entre os seguidores da organização, como representou uma tentativa de normalizar esse grupo sombrio — acusado de crimes de guerra na Ucrânia e, anteriormente, na Líbia e na República Centro-Africana.
Heróis glorificados
Em agosto passado, a TV estatal russa transmitiu uma reportagem sobre um homem “que implorou para ir para a linha de frente” e acabou sendo morto na Ucrânia. A matéria descreveu um herói que se explodiu, matando três soldados ucranianos com ele.
A reportagem afirmou que o homem morto era Konstantin Tulinov, de 26 anos, que tinha condenações anteriores por “roubo de carro, assalto e drogas” e estava na prisão quando a guerra começou. Segundo a TV estatal, ele implorou para ir para a guerra, mesmo não tendo experiência militar.
Segundo TV estatal russa, Konstantin Tulinov teria implorado para ir para a guerra
BESOGON TV
Em 2019, o site de direitos humanos Gulagu.net publicou um vídeo vazado da prisão no qual Tulinov é visto abusando outro prisioneiro.
A BBC pediu posicionamento da prisão em que Tulinov estava, mas não recebeu resposta.
Nesta foto e em alguns vídeos, Tulinov (à dir.) não esconde seus laços com a administração de seu centro de detenção
GULAGU.NET
A BBC conversou com a mãe de Tulinov, que confirmou estar ciente de que seu filho se ofereceu para ir à guerra.
“Sim, ele me disse que iria defender nossa pátria, que escolheu se juntar a esta guerra, a esta operação especial.”
‘O exército mais experiente do mundo’
Quando Yevgeny Prigozhin, até então um empresário russo da cidade natal do presidente Putin, São Petersburgo, admitiu que fundou o grupo Wagner, alegou que o fez para “defender os russos”. Para ele, a organização criada era “um pilar da Rússia”.
No início de outubro, o Kremlin descreveu Prigozhin como um verdadeiro cidadão e um homem cujo coração doía pela Rússia.
Um mês depois, um escritório do grupo Wagner abriu em São Petersburgo. Trata-se de um complexo de escritórios de alto padrão no qual são realizados cursos e eventos para crianças e jovens “na esfera da tecnologia da informação, mídia e treinamento militar básico, visando aumentar a capacidade de combate da Rússia”.
As agências de notícias estatais russas não costumavam se referir ao grupo Wagner, mas agora o fazem várias vezes ao dia. A mídia estatal também aborda abertamente o recrutamento de prisioneiros. O canal estatal NTV publicou recentemente uma reportagem afirmando que o grupo é “o exército mais experiente do mundo”.
Na semana passada, Yevgeny Prigozhin escreveu uma carta ao presidente do parlamento russo, Vyacheslav Volodin, reclamando de jornalistas que estão “procurando informações inúteis sobre os prisioneiros recrutados, apresentando-os como criminosos”.
Prigozhin sugeriu endurecer ainda mais a lei e proibir a mídia de escrever sobre o passado criminoso dos novos recrutas do Wagner.
Volodin aceitou a sugestão e pediu que comissões parlamentares examinem possíveis emendas ao código penal russo.
“Todos os que estão defendendo nosso país — militares, voluntários, novos recrutas, membros do grupo Wagner — são heróis”, disse o chefe do parlamento russo.
Reportagem publicada originalmente em- https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64434556

Fonte: G1 Mundo

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Ao menos três pessoas morrem em mais um tiroteio em massa na Califórnia

Este é o quarto tiroteio em massa na Califórnia este mês. Ao menos três pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas em mais um tiroteio na Califórnia no início da manhã deste sábado (28), informa a agência AFP.
Segundo a agência, o sargento Frank Preciado, do Departamento de Polícia de Los Angeles, confirmou que o tiroteio aconteceu em Beverly Crest, um bairro nobre de Los Angeles.
Os três mortos estavam em um veículo, enquanto as quatro restantes estavam do lado de fora. As informações iniciais são de que os feridos foram levados para um hospital e estão em estado crítico.
Por enquanto, a identidade de nenhuma das vítimas não foi divulgada. A polícia ainda investiga a motivação dos disparos.
Este é o quarto tiroteio em massa na Califórnia este mês.

Fonte: G1 Mundo