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‘Merece aumento’: comissário de bordo segura mão de passageira nervosa em voo nos EUA e foto viraliza


Floyd Dean-Shannon, de 44 anos, sentou no chão e preparou um coquetel para acalmar a passageira. O comissário Floyd Dean-Shannon ajudando a passageira durante o voo para NY
Reprodução/Facebook Molly Simonson Lee
O comissário de bordo americano Floyd Dean-Shannon, de 44 anos, ganhou muitos elogios nas redes sociais após uma foto sua segurando as mãos de uma passageira com medo viralizar.
O clique foi feito em 14 de janeiro em um voo da Delta que partiu de Charlotte, na Carolina do Norte, para a cidade de Nova York, nos Estados Unidos.
“Confira essa joia de comissário de bordo que estava em nosso voo de CLT para JFK. Esta mulher estava muito nervosa por voar, então ele explicou cada som e solavanco e até sentou aqui segurando a mão dela quando [tudo] ainda era demais para ela. @delta, Floyd Dean-Shannon merece um aumento!”, escreveu Molly Simonson Lee em uma postagem no Facebook.
Em entrevista à ABC News, Dean-Shannon disse que notou imediatamente que a passageira estava desconfortável. “O olhar dela parecia dizer: ‘eu não quero estar aqui’. Ela estava nervosa”, contou o comissário.
Ele, então, deu a mão para a passageira e explicou os procedimentos usuais da aeronave para ela. Depois, Dean-Shannon trouxe um coquetel para ajudá-la a relaxar. “Estou feliz por ter feito uma mimosa [coquetel] para ela, deixou ela confortável”, contou ele.
Embora tenha apreciado o reconhecimento, Dean-Shannon disse que, no fim das contas, estava apenas fazendo seu trabalho.
“Quando você entra em uma aeronave, não é sobre nós, é sobre você. E se você não estiver se sentindo bem, quero estar lá para dizer: ‘Ei, o que há de errado? Há algo que eu possa fazer?'”, explicou o comissário.

Fonte: G1 Mundo

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Fernández e Scholz reafirmam importância de um ‘rápido’ acordo UE-Mercosul


Na segunda-feira, o chanceler alemão seguirá para Brasília, onde irá se encontrar com o presidente Lula. Fernández e Scholz reafirmam importância de um ‘rápido’ acordo UE-Mercosul
LUIS ROBAYO / AFP
O chanceler alemão, Olaf Scholz, se reuniu neste sábado (28), em Buenos Aires, com o presidente argentino, Alberto Fernández – um encontro no qual os dois líderes afirmaram a importância de se concluir o acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
“Concordamos em aprofundar as relações comerciais bilaterais e, para isso, o acordo da União Europeia (UE) com o Mercosul tem importância essencial. Nosso objetivo é chegar a uma conclusão rápida” das negociações, declarou Scholz à imprensa depois do encontro com o chefe de Estado argentino.
A busca de Olaf Scholz por parceiros na América Latina
Fernández, por sua vez, falou com Scholz sobre suas conversas prévias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o propósito de Brasil e Argentina de que “possamos, de uma vez por todas, concluir” o acordo UE-Mercosul.
Após a volta de Lula ao poder, “estamos em melhores condições” para alcançar um acordo, reforçou Fernández.
Scholz iniciou na Argentina um giro sul-americano, que também o levará ao Chile e ao Brasil, onde será o primeiro líder das potências ocidentais a se reunir com Lula desde que ele assumiu o terceiro mandato, em 1º de janeiro.
A visita de Scholz à região tem como objetivo ampliar o comércio bilateral, o fluxo de investimentos e o financiamento de projetos nos três países.
Segundo o ministério argentino de Relações Exteriores, a Alemanha, principal parceiro comercial da Argentina na União Europeia, com um intercâmbio de 3,6 bilhões de dólares em 2022, demonstrou interesse no desenvolvimento e na exportação de energias renováveis.
Após a reunião bilateral, os líderes dos dois países assinaram um memorando de entendimento sobre a transição para a energia limpa e uma carta de intenções para fortalecer a cooperação na área de startups e economia do conhecimento.
No domingo, após visitar o Monumento às Vítimas do Terrorismo de Estado na última ditadura argentina (1976-1983), Scholz viajará para o Chile, onde visitará com o presidente Gabriel Boric o Museu da Memória dos Direitos Humanos, que relembra as atrocidades cometidas durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).
Na segunda-feira, o chanceler alemão seguirá para Brasília, onde será realizada uma cúpula entre as maiores economias europeia e latino-americana.
A visita ao Brasil será observada de perto, depois de uma fragilização das relações durante o governo de Jair Bolsonaro.
A última visita de um chefe de Estado alemão ao Brasil ocorreu em 2015, quando a então chanceler Angela Merkel se reuniu com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília.
Acordo UE-Mercosul
O acordo comercial entre a UE e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) é um dos principais temas na agenda da viagem de Scholz.
Este acordo foi selado em 2019 após 20 anos de negociações, mas ainda não foi ratificado e é alvo de fortes críticas em países europeus.
Os setores agrícolas e os movimentos ambientalistas da UE questionam em particular a procedência de produtos de áreas de desmatamento na floresta amazônica, que Lula se propôs a reverter desde que foi empossado no começo do mês.
Esta semana, Lula declarou no Uruguai que considera “urgente” a conclusão deste acordo entre os dois blocos.
Esta urgência encontra eco nos setores industriais da Alemanha, que veem um mercado promissor nos países sul-americanos, ameaçado pela presença crescente da China.
A poderosa federação alemã de fabricantes de máquinas e ferramentas pediu antes da viagem de Scholz que o acordo “seja finalmente aplicado após anos sem chegar a lugar nenhum”. “O tempo urge”, insistiu a entidade.
As empresas alemãs buscam oportunidades de negócios após as turbulências no fornecimento de matérias-primas provocadas pela invasão russa da Ucrânia.
Fernández disse a Scholz que “a Argentina quer se tornar um fornecedor seguro de gás no mundo, (e) também de lítio e hidrogênio verde”.
Proteção ambiental
A proteção do meio ambiente será outro tema-chave da visita do chanceler alemão, sobretudo no Brasil.
Após a vitória de Lula nas eleições de outubro, a Alemanha anunciou que vai retomar suas contribuições ao Fundo de Conservação da Floresta Amazônica, congeladas durante o governo Bolsonaro, com um primeiro pagamento de 35 milhões de euros.
“O governo Bolsonaro promoveu uma ruptura na política ambiental brasileira, fechou as portas da diplomacia ambiental”, disse à AFP Roberto Goulart Menezes, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.
“O governo Lula, ao contrário, retoma esta agenda e a coloca entre suas prioridades”, acrescentou.
Pressão pela Ucrânia
Em Buenos Aires, Scholz abordou o tema da guerra na Ucrânia. Fontes do governo alemão haviam antecipado que o chanceler busca que os países sul-americanos se inclinem a favor de Kiev.
Após manifestar sua “preocupação” com a ocupação russa e pedir o “fim das hostilidades”, Fernández acrescentou que “a Rússia deve entender o prejuízo que causa ao mundo” com a invasão.
Brasil, Argentina e Chile condenaram na ONU a invasão russa, mas nenhum dos três impôs qualquer sanção econômica a Moscou.
Fernández disse esperar que “a paz se recupere o quanto antes”, assegurando que nem a Argentina, nem ninguém na América Latina “está pensando em enviar armamentos” à Ucrânia.
Lula chegou a receber críticas ao declarar, em 20 de dezembro, que o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, era “tão responsável” pelo conflito em seu país quanto o mandatário russo, Vladimir Putin.

Fonte: G1 Mundo

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Crise no Peru: país enfrenta mais uma noite de protestos


Neste sábado peruanos voltaram às ruas da capital Lima, em onda de manifestações que já ultrapassa seis semanas Manifestantes participam de um protesto para exigir a renúncia da presidente do Peru, Dina Boluarte, em Lima, Peru.
REUTERS/Pilar Olivares
Ao longo da tarde e da noite deste sábado (28), protestos tomaram a capital do Peru, Lima, com confronto e repressão da polícia. Os manifestantes exigem a renúncia da presidente do Peru, Dina Boluarte.
O país vive uma grave crise política desde a destituição e prisão, em 7 de dezembro, do presidente socialista Pedro Castillo, acusado de tentativa de golpe por querer dissolver o parlamento, que se preparava para derrubá-lo do poder.
As autoridades contabilizam 88 bloqueios de estradas em oito das 25 regiões do Peru que levaram a escassez de mantimentos. O total de mortos desde o início das manifestações já chega a pelo menos 56 pessoas.
A crise reflete o fosso entre a capital e as províncias pobres, em especial a região sul andina, que apoiaram Castillo e viram sua eleição como uma revanche pelo que consideram ser o desprezo de Lima.
Manifestantes participam de um protesto para exigir a renúncia da presidente do Peru, Dina Boluarte, em Lima, Peru
REUTERS/Pilar Olivares
Na manhã deste sábado a presidente do Peru, Dina Boluarte, lamentou a rejeição do Congresso ao adiantamento das eleições para este ano e pediu ao Poder Legislativo para “abrir o caminho para uma saída da crise”.
A proposta apresentada pelo congressista fujimorista Hernando Guerra García, do partido de direita Fuerza Popular (FP), foi derrotada por 65 votos a 45, por isso está mantido o projeto de realizar o pleito em abril de 2024.
Manifestantes participam de um protesto para exigir a renúncia da presidente do Peru, Dina Boluarte, em Lima, Peru.
REUTERS/Pilar Olivares
A esquerda, no entanto, insistiu que a proposta também deveria incluir um referendo sobre a Assembleia Constituinte, que é rechaçada por um amplo espectro da política peruana, e outros partidos denunciaram uma suposta manobra para tirar proveito eleitoral por parte do Fuerza Popular, legenda da ex-candidata presidencial Keiko Fujimori.

Fonte: G1 Mundo

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FOTOS: Segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols nos EUA


O vídeo da violência policial que levou a morte de Nichols foi divulgado na sexta-feira (27) e mobilizou protestos pelo país. Manifestantes em Nova York participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/Jeenah Moon
Autoridades do estado do Tennessee pediram neste sábado (28) que os protestos pela morte de Tyre Nichols sejam pacíficos, mas também pediram respostas e responsabilização da polícia durante uma coletiva de imprensa.
Nichols, de 29 anos, estava dirigindo no dia 7 de janeiro quando foi parado pela polícia em Memphis. Na abordagem, ele foi brutalmente agredido, levou chutes na cabeça caído no chão e morreu três dias depois no hospital.
O vídeo da violência policial foi divulgado na sexta-feira (27) e mobilizou protestos pelos Estados Unidos.
No segundo dia de manifestações, foram registradas mobilizações em Nova York, Washington e Memphis.
Veja abaixo fotos dos protestos pela morte de Tyre Nichols:
Manifestantes em Nova York participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/Jeenah Moon
Manifestantes em Nova York participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/Jeenah Moon
Manifestantes em Washington participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/Tasos Katopodis
Manifestantes em Washington participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/Tasos Katopodis
Manifestantes em Memphis participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/Leah Millis
Manifestantes em Memphis participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/Leah Millis
Manifestantes em Nova York participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/David Dee Delgado
Manifestantes em Nova York participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/David Dee Delgado
Manifestantes em Nova York participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/David Dee Delgado
Manifestantes em Memphis participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/Leah Millis
Manifestantes em Nova York participam do segundo dia de protestos pela morte de Tyre Nichols, em 28 de janeiro de 2023
REUTERS/Jeenah Moon

Fonte: G1 Mundo

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Nova Zelândia registra chuva recorde, e governo diz que 3 pessoas morreram


A última sexta-feira (27) foi o dia mais chuvoso já registrado em Auckland, de acordo com as agências meteorológicas: a quantidade de chuva que normalmente cairia durante todo o verão caiu em um único dia. Equipes de emergência e um homem atravessam as águas da enchente em Auckland, Nova Zelândia, sexta-feira, 27 de janeiro de 2023.
Hayden Woodward/New Zealand Herald via AP
As autoridades da Nova Zelândia disseram neste sábado (28) que três pessoas morreram e pelo menos uma está desaparecida depois que níveis recordes de chuva atingiram Auckland, a maior cidade do país.
O primeiro-ministro Chris Hipkins voou para Auckland em um avião militar depois que o estado de emergência foi declarado na região.
“Nossa prioridade é garantir que os habitantes de Auckland estejam seguros, alojados e tenham acesso aos serviços essenciais de que precisam”, disse Hipkins, que tomou posse na última semana, após a renúncia de Jacinda Ardern.
Ele disse que a cidade passará por uma grande limpeza e pediu para que as pessoas permaneçam dentro de casa, se possível. Segundo ele, as chuvas darão uma trégua, mas que há previsão de mais temporais na região.
“Este é um evento sem precedentes na memória recente [do país]”, disse Hipkins.

A última sexta-feira (27) foi o dia mais chuvoso já registrado em Auckland, de acordo com as agências meteorológicas: a quantidade de chuva que normalmente cairia durante todo o verão caiu em um único dia. Mais de 15 centímetros de chuva caíram em apenas três horas em alguns lugares.
A água fechou estradas e invadiu casas. Centenas de pessoas ficaram presas no aeroporto de Auckland durante a noite depois que o aeroporto interrompeu todos os voos e partes do terminal foram inundadas.
A polícia disse ter encontrado o corpo de um homem em um bueiro inundado e outro em um estacionamento inundado. Eles disseram que equipes de bombeiros e emergência encontraram um terceiro corpo depois que um deslizamento de terra derrubou uma casa no subúrbio de Remuera. Uma pessoa permaneceu desaparecida depois de ser arrastada pelas águas da enchente, disse a polícia.
Hipkins disse que a energia foi restaurada na maioria dos lugares, embora cerca de 3.500 casas permaneçam sem eletricidade.

Fonte: G1 Mundo

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Memphis dissolve unidade policial responsável por espancamento de Tyre Nichols

Assassinato de homem negro por policiais no Estado do Tennessee, nos EUA, gerou indignação e protestos pelo país Policiais são acusados de homicídio doloso nos EUA
A unidade policial especializada que incluía pelo menos alguns dos policiais de Memphis envolvidos no espancamento fatal de Tyre Nichols foi dissolvida permanentemente neste sábado (28).
Batizado de SCORPION, o grupo foi desativado pelo departamento de polícia da cidade, depois que o chefe da corporação conversou com membros da família de Nichols, líderes comunitários e outros policiais.
LEIA TAMBÉM: George Floyd, Breonna Taylor, Jacob Blake: relembre outras vítimas da violência policial
Tyre Nichols estava dirigindo no dia 7 de janeiro quando foi parado por cinco policiais. Durante a abordagem, ele foi espancado e, três dias depois, morreu em um hospital. O jovem foi parado sob a alegação de imprudência no trânsito. A polícia disse em um comunicado que houve uma discussão com Nichols e que ele tentou fugir a pé.
A divulgação de vídeos gravados pelas câmeras dos uniformes dos policiais que participaram da ação revoltou o país e gerou a mais recente onda de manifestações. O próprio presidente Joe Biden afirmou estar indignado com o caso.
Os cinco policiais envolvidos no caso foram demitidos e acusados de assassinato em segundo grau, agressão, sequestro, má conduta e opressão.
SCORPION é um acrônimo em inglês para “operação contra crimes de rua para restaurar a paz em nossos bairros”. Ela foi formada em outubro de 2021 e seus críticos dizem que essas equipes especializadas podem ser propensas a táticas abusivas.

Fonte: G1 Mundo

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Trump inicia campanha para presidência dos EUA em 2024


O ex-presidente dos EUA insistiu que estava motivado a vencer enquanto embarca em sua terceira candidatura à Casa Branca. O ex-presidente Donald Trump fala durante a reunião anual do Comitê Estadual Republicano de New Hampshire, em 28 de janeiro de 2023
Reba Saldanha/AP
Donald Trump iniciou neste sábado (28) sua corrida para candidato a presidência dos Estados Unidos em 2024, nas duas primeiras paradas de uma campanha presidencial que ficou praticamente ociosa desde que ele a lançou em novembro.
Falando para uma pequena multidão na reunião anual do Partido Republicano de New Hampshire em Salem, antes de seguir para Carolina do Sul, Trump insistiu que estava motivado a vencer enquanto embarca em sua terceira candidatura à Casa Branca.
“Estou mais irritado agora e estou mais comprometido agora do que nunca”, disse Trump.
Ele deve viajar para Columbia, Carolina do Sul, ainda neste sábado, onde revelará sua equipe de liderança no estado. Trump disse em New Hampshire que Stephen Stepanek, presidente do Partido Republicano do estado, se juntaria à sua campanha como conselheiro sênior.
O ex-presidente Donald Trump fala durante a reunião anual do Comitê Estadual Republicano de New Hampshire, em 28 de janeiro de 2023
Reba Saldanha/AP

Fonte: G1 Mundo

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Tiroteio deixa 3 mortos em bairro luxuoso perto de Beverly Hills


Polícia disse que uma reunião acontecia em mansão de aluguel por temporada, localizada em região de milionários em Los Angeles, nos Estados Unidos. Policiais bloqueiam rua que dá acesso ao local das mortes.
AP Photo/Richard Vogel
Três pessoas morreram a tiros neste sábado (28), e outras quatro ficaram feridas, em uma mansão luxuosa perto de Beverly Hills, Califórnia, nos Estados Unidos.
A polícia disse que uma reunião acontecia em uma propriedade de aluguel por temporada.
O que se sabe até agora sobre o caso:
O serviço de emergência encontrou três mortos em um veículo estacionado do lado de fora da residência, na área Benedict Canyon, em Los Angeles.
Quatro pessoas estão hospitalizadas, duas em estado crítico.
O incidente ocorreu em uma área situada entre Beverly Hills e Bel Air, onde as mansões com jardins exuberantes têm vistas impressionantes do horizonte de Los Angeles.
As identidades das vítimas não foram reveladas.
O tiroteio aconteceu por volta das 2 horas da madrugada.
Aluguel de casas próximas ao local do tiroteio custam até 10.000 dólares por um fim de semana.
AP Photo/Richard Vogel
“Consideramos que era uma reunião, até que possamos interrogar algumas das pessoas que estavam aqui para determinar exatamente que tipo de reunião era”, declarou aos jornalistas Bruce Borihanh, do Departamento de Polícia de Los Angeles.
As casas próximas do local do tiroteio são anunciadas na plataforma AirBnB por até 10.000 dólares por um fim de semana. O valor da propriedade é estimado em US$ 3 milhões.
Este é o terceiro tiroteio em massa na Califórnia nesta semana, e o quarto no mês de janeiro.

Fonte: G1 Mundo

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Acidente de ônibus deixa ao menos 24 mortos no Peru


Veículo saiu da capital, Lima, com 60 passageiros e seguiria viagem até a fronteira com o Equador. Ônibus tinha saído de Lima, capital do Peru, e seguia para Tumbes, na fronteira com o Equador.
GP CANAL / AFP
Pelo menos 24 pessoas morreram neste sábado (28), quando um ônibus com 60 passageiros caiu em um despenhadeiro.
Vários passageiros foram arremessados para fora das janelas. Outros ficaram presos dentro do veículo.
Um número indeterminado de feridos foi levado para hospitais de El Alto e Máncora, balneários de veraneio populares no Peru, no caminho para Piura, cerca de 1.000 quilômetros ao norte de Lima.
O acidente aconteceu em uma área de direção complicada, conhecida como “Curva do Diabo”.
O veículo da empresa Q’orianka Tours partiu de Lima e se dirigia a Tumbes, na fronteira com o Equador, mais saiu da pista em uma área desértica da localidade de Órganos, quando faltavam cerca de 260 quilômetros para chegar ao destino.
A Superintendência de Transporte Terrestre (SUTRAN) informou, em comunicado, que o veículo estava com a documentação em dia e habilitado para prestar o serviço.
Acidente com ônibus deixou pelo menos 24 mortos no Peru.
GP Canal / AFP

Fonte: G1 Mundo

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A herdeira de 8 anos que abandonou fortuna para se tornar monja


Ativistas dizem que os votos de renúncia de Devanshi, que a tornam uma freira jainista, são uma violação de seus direitos. Devanshi Sanghvi, a menina indiana de 8 anos que abdicou da fortuna da família para seguir ordem religiosa, durante cerimônia de ingresso em monastério, em janeiro de 2023.
Reprodução/ Twitter
Devanshi Sanghvi tem oito anos de idade e poderia crescer até se tornar responsável por uma empresa multimilionária do ramo de diamantes.
Mas a menina, filha de um rico comerciante indiano, agora vive uma vida espartana, vestindo sáris brancos comuns, andando descalça e pedindo esmolas de porta em porta.
Na semana passada, Devanshi Sanghvi – a mais velha das duas filhas de Dhanesh e Ami Sanghvi – renunciou ao mundo para tornar-se monja.
A família Sanghvi faz parte dos 4,5 milhões de seguidores do jainismo, uma das religiões mais antigas do mundo, que se originou na Índia há mais de 2,5 mil anos.
Estudiosos das religiões afirmam que o número de jainistas que renunciam ao mundo material vem aumentando rapidamente ao longo dos anos, mas os casos que envolvem crianças jovens como Sanghvi não são comuns.
A cerimônia de quarta-feira (18/01) ocorreu na cidade de Surat, no Estado de Gujarat (oeste da Índia).
Nela, Devanshi Sanghvi fez os votos de renúncia – diksha – na presença de importantes monges jainistas. Estavam presentes dezenas de milhares de pessoas.
Acompanhada pelos pais, ela chegou ao local da cerimônia na área de Vesu, em Surat, usando joias, roupas de fina seda e uma coroa cravejada de diamantes sobre a cabeça.
Após a cerimônia, ela se reuniu com as outras monjas, já vestida com um sári branco que também cobria sua cabeça raspada.
Nas fotografias, ela é vista segurando uma vassoura que agora irá usar para afastar insetos do seu caminho e evitar que pise neles por acidente.
Desde então, Sanghvi mora em Upashraya, um monastério onde vivem monges jainistas.
“Ela não pode mais ficar em casa, seus pais não são mais seus pais, ela agora é Sadhvi [monja]”, afirma Kirti Shah, comerciante de diamantes de Surat, amigo da família e também um político local do Partido do Povo Indiano, um dos principais do país.
“A vida de uma monja jainista realmente é austera”, segundo ele.
“Agora, ela precisará andar para ir a todos os lugares, nunca poderá tomar nenhum tipo de transporte, irá dormir sobre um lençol branco no chão e não poderá comer depois do pôr-do-sol.”
A família Sanghvi pertence à única das quatro seitas jainistas que aceita crianças como monges. As demais admitem apenas adultos.
Os pais de Devanshi Sanghvi são conhecidos por serem “extremamente religiosos” e a imprensa indiana citou amigos da família contando que a menina tinha “inclinação para a vida espiritual desde que era bebê”.
“Devanshi nunca assistiu à televisão, ao cinema, nem frequentou shoppings e restaurantes”, segundo o jornal Times of India. “Desde muito jovem, Devanshi reza três vezes por dia e chegou a jejuar com dois anos de idade.”
Um dia antes da cerimônia de renúncia, a família organizou uma enorme procissão em Surat para celebrar a ocasião. Milhares de pessoas assistiram ao espetáculo, enquanto camelos, cavalos, carros de boi, bateristas e homens com turbantes carregando dosséis andavam pelas ruas, com dançarinos e outros artistas apresentando-se sobre pernas de pau.
Devanshi Sanghvi e sua família sentaram-se em uma carruagem puxada por um elefante, sob uma chuva de pétalas de rosas jogadas pela multidão.
Foram também organizadas procissões em Mumbai, na Índia, e em Antuérpia, na Bélgica, onde os Sanghvis mantêm negócios.
Embora a comunidade jainista apoie a prática, a renúncia de Sanghvi gerou um debate no país. Muitas pessoas perguntaram por que a família não pôde esperar até que ela atingisse a idade adulta para tomar decisões tão importantes em seu nome.
Shah foi convidado para a cerimônia de diksha, mas não compareceu. A ideia de uma criança renunciar ao mundo o deixa desconfortável. Ele insistiu que “nenhuma religião deveria permitir que crianças se tornassem monges”.
“Ela é uma criança, o que ela entende sobre tudo isso?”, questiona ele. “As crianças não podem decidir nem mesmo o currículo que irão estudar na escola antes dos 16 anos de idade. Como elas podem tomar uma decisão sobre algo que trará impactos sobre toda a sua vida?”
Quando uma criança que renuncia ao mundo é divinizada e celebrada pela comunidade, tudo pode parecer uma grande festa para ela. Mas a professora Nilima Mehta, consultora de proteção infantil em Mumbai, afirma que “as dificuldades e as privações que a criança irá enfrentar são imensas. A vida como monja jainista é muito, muito difícil.”
Muitos outros membros da comunidade também expressaram preocupação com a separação de uma criança da sua família com tão pouca idade. E, desde que surgiu a notícia, muitas pessoas foram às redes sociais para criticar a família, acusando os Sanghvis de violar os direitos de sua filha.
Shah afirma que o governo precisa se envolver e proibir essa prática de renúncia ao mundo por crianças. Mas não é muito provável que isso aconteça.
Consultei o escritório de Priyank Kanungo, chefe da Comissão Nacional de Proteção dos Direitos da Criança (NCPCR, na sigla em inglês), para saber se o governo iria tomar alguma medida sobre o caso de Devanshi Sanghvi. O escritório respondeu que Kanungo não queria comentar o assunto por se tratar de um “tema sensível”.
Mas os ativistas afirmam que os direitos de Devanshi Sanghvi foram violados.
Para os que afirmam que acriança se tornou devota “por sua livre vontade”, Mehta indica que “o consentimento de uma criança não é consentimento legal”.
“Legalmente, 18 anos é a idade em que alguém toma uma decisão independente”, afirma ela. “Até lá, as decisões em seu nome são tomadas pelos adultos, como seus pais, que precisam levar em conta se é o melhor para os interesses da criança.”
“E, se essa decisão privar a criança de ter educação e recreação, é uma violação dos seus direitos”, conclui Mehta.
Já Bipin Doshi, professor de filosofia jainista da Universidade de Mumbai, afirma que “você não pode aplicar princípios legais no mundo espiritual”.
“Alguns estão dizendo que uma criança não é suficientemente madura para tomar essas decisões, mas existem crianças com melhores capacidades intelectuais que, ainda jovens, podem chegar muito mais longe do que os adultos. Da mesma forma, existem crianças com inclinação espiritual e, neste caso, o que há de errado se eles se tornarem monges?”, questiona ele.
Doshi também insiste que Devanshi Sanghvi não está sendo sofrendo nenhum prejuízo.
“Ela pode ser privada do entretenimento tradicional, mas isso é realmente necessário para todos? E não concordo que ela será privada de amor ou educação”, afirma ele. “Ela irá receber amor do seu guru e aprenderá a honestidade e o desapego. Não é melhor?”
Doshi também destaca que, caso Devanshi Sanghvi mude de ideia mais tarde e ache que “tomou uma decisão errada sob os efeitos hipnotizadores do seu guru”, ela sempre poderá voltar para o mundo.
Neste caso, Mehta pergunta por que não deixar que ela decida quando for adulta.
“As mentes jovens são impressionáveis e, em alguns anos, ela pode achar que não é a vida que ela quer”, afirma Mehta. Ela acrescenta que tem havido casos de mulheres que mudaram de ideia depois que cresceram.
Mehta conta que, alguns anos atrás, ela lidou com o caso de uma jovem monja jainista que havia fugido do seu monastério porque estava muito traumatizada. Outra menina que se tornou devota com nove anos de idade causou um certo escândalo em 2009, quando fez 21 anos de idade, fugiu e se casou com o namorado.
No passado, também foram apresentadas petições à justiça, mas Mehta afirma que qualquer reforma social é um desafio, devido à sensibilidade envolvida.
“Não é só entre os jainistas”, segundo ela. “Meninas hindus casam-se com divindades e se tornam devadasis [servas de deuses – embora esta prática tenha sido proibida em 1947] e meninos entram para akhadas [centros religiosos]. No Budismo, crianças são enviadas para viver em monastérios como monges.”
“As crianças sofrem em todas as religiões, mas questionar a situação é blasfêmia”, afirma Mehta. Para ela, as famílias e as sociedades precisam aprender que “uma criança não é sua propriedade”.
– Este texto foi publicado originalmente em www.bbc.com/portuguese/geral-64404290

Fonte: G1 Mundo