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Onda de calor: ‘Terra do Papai Noel’ tem dia mais quente em mais de um século


Segundo especialistas em mudanças climáticas, o aquecimento global não vai necessariamente aumentar as temperaturas em todas as estações do ano, mas principalmente ampliar os episódios de condições climáticas extremas. Mapa feito a partir de imagens de satélite divulgado pela Organização Meteorológica Mundial
WMO via BBC
Em meio a ondas de calor no verão do hemisfério norte, a região da Lapônia, conhecida popularmente como a “Terra do Papai Noel”, registrou as temperaturas mais altas em pouco mais de cem anos.
Segundo dados do Instituto de Meteorologia da Finlândia, a estação meteorológica da reserva natural de Kevo, por exemplo, registrou 33,6ºC na segunda-feira (5), a maior marca na região desde 1914. Naquele ano, o mais extenso município finlandês, Inari, registrou a marca de 34,7ºC.
Em geral, a temperatura média no mês de julho no município de Utsjoki, onde fica a reserva natural de Kevo, gira entre a temperatura máxima de 16ºC e a mínima de 8ºC. No inverno, a temperatura média fica em -4ºC. Em 2015, a região bateu o recorde de -37,3ºC.
Segundo especialistas em mudanças climáticas, o fenômeno do aquecimento global não vai necessariamente aumentar as temperaturas em todas as estações do ano, mas principalmente ampliar os episódios de condições climáticas extremas.
No verão do hemisfério norte deste ano, por exemplo, a amplitude térmica ao longo do dia pode ser enorme: ir de 32ºC de dia a 10ºC durante a noite.
A principal atração turística da região ligada ao tema natalino fica na cidade de Rovaniemi, capital da Lapônia, a quase cinco horas de carro ao sul de Kevo. Ali, fica a Vila do Papai Noel, criada nos anos 1980 e que hoje conta com um complexo de chalés em que funcionam um hotel, dois restaurantes, lojas temáticas, o recanto do Papai Noel e o correio que recebe cartas do mundo todo. A linha do Círculo Polar Ártico passa pelo meio da Vila do Papai Noel.
Uma equipe do turismo local, vestida como Papai Noel e duendes, chegou a publicar uma foto no Instagram ao lado de um termômetro que marcava 34ºC.
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O calor intenso neste ano na Lapônia levou o Instituto de Meteorologia da Finlândia a emitir alertas. “Pessoas com doenças crônicas devem apresentar sintomas mais acentuados e difíceis. O estresse causado pelo calor limitará a capacidade de trabalho de pessoas saudáveis”, afirmou o órgão sobre a onda de calor.
O instituto também alertou sobre os riscos de incêndio nas florestas desta que é a região mais setentrional (ao norte) do país.
“O perigo de incêndios florestais se dá por causa da secura do solo. Em caso de tempo com muito vento, incêndios florestais espalham-se rapidamente.”
Algo parecido tem acontecido no Canadá nos últimos dias, país da América do Norte que enfrenta um fenômeno conhecido como “cúpula de calor”. A cidade de Lytton beirou os 50ºC, e mais de cem mortes súbitas foram associadas ao calor extremo.
Veja no VÍDEO abaixo: incêndio após onda de calor devastou a cidade canadense de Lytton
VÍDEO: Imagens mostram queimada que devasta vilarejo no Canadá
A Vila do Papai Noel, a oito km da cidade, é um complexo de chalés em que funcionam hotel, restaurantes e lojas temáticas
VISIT ROVANIEMI/DIVULGAÇÃO via BBC
O meteorologista Mika Rantanen, pesquisador de mudanças climáticas e climas extremos do Instituto de Meteorologia da Finlândia, afirmou à emissora pública Yle que as mudanças climáticas não são as únicas causas dessas altas temperaturas. Para ele, não devemos nos perguntar se o aquecimento global causou ondas de calor ou temporais, por exemplo, mas quanto esse fenômeno intensificou as ondas de calor ou os temporais.
Rantanen publicou em seu perfil no Twitter que o país está próximo de bater o recorde de 26 dias consecutivos de temperaturas máximas acima de 25ºC. A contagem atual soma 19 dias.
Enquanto isso, aponta o pesquisador, a extensão do gelo do Ártico também bateu recorde, mas negativo. São 1,1 milhão de quilômetros quadrados a menos do que a extensão registrada na primeira década dos anos 2000, uma área quase equivalente ao Estado do Pará.

Fonte: G1 Mundo

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Sobe para 32 o número de mortos em desabamento na Flórida


Desastre em Surfside, na região de Miami, deixou até o momento 32 mortos e 113 desaparecidos. Aproximação da tempestade Elsa dificulta ações de busca em desabamento na Flórida
Subiu para 32 o número e mortos no desabamento de um prédio em Surfside, na região de Miami, informaram as autoridades locais nesta terça-feira (6).
Ao menos 113 pessoas ainda seguem desaparecidas e podem estar sob os escombros depois de 13 dias de buscas.
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Uma mudança na rota da tempestade Elsa deve evitar área de desabamento na região de Miami, previsto para tocar o solo nesta terça.
Na segunda, equipes de resgate corriam contra o tempo e trabalhavam em meio a fortes ventanias (veja no vídeo acima).
Equipes de resgate vasculham os destroços de prédio que desabou na Flórida em foto de 1º de julho de 2021
Pedro Portal/Miami Herald via AP
No domingo à noite, as autoridades demoliram a parte que ainda restava do prédio residencial que desabou parcialmente há quase duas semanas, por medo de que Elsa derrubasse a estrutura.
A prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine, afirmou à imprensa que os socorristas estavam “muito esperançosos” de que não teriam que interromper as tarefas de busca por sobreviventes.
Risco de queda suspendeu buscas
O receio com o resto do complexo fez com que as buscas fossem interrompidas na quinta-feira (1º), mas elas foram retomadas no mesmo dia.
Nenhum sobrevivente foi retirado dos escombros desde as primeiras horas após o colapso, em 24 de junho.
Não se sabe ainda por que o prédio caiu. Um relatório de 2018 apontava danos estruturais graves no edifício.

Fonte: G1 Mundo

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Tempestade Elsa se aproxima da Flórida, nos EUA


Fenômeno vem perdendo força após passar por Cuba, de onde partiu sem registro de maiores danos. Rota da tempestade deve evitar área de desabamento na região de Miami. Na segunda, equipes de resgate corriam contra o tempo e trabalhavam em meio a fortes ventanias. Homem pesca no mar de Tampa, Flórida, enquanto a tempestade Elsa se aproxima da costa oeste da Flórida em 5 de julho de 2021
Octavio Jones/Reuters
A tempestade Elsa se aproxima da costa oeste da Flórida, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (6) com ventos de até 95km/h, segundo o serviço meteorológico americano.
O fenômeno vem perdendo força depois de sua passagem por Cuba, na segunda-feira (5), de onde partiu sem registrar de maiores danos.
Como são escolhidos os nomes de furacões e tempestades?
No entanto, a tempestade já havia deixado um rastro de destruição em várias ilhas do Caribe, com ao menos três mortes – uma na ilha de Santa Lúcia e duas na República Dominicana.
Furacão Elsa sobre o Caribe
NOAA
Autoridades cubanas chegaram a retirar 180 mil pessoas de casa por precaução, devido à possibilidade de fortes inundações, e emitiram alertas de furacão.
O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês) prevê que o fenômeno toque o solo durante a tarde desta terça.
Uma mudança na rota da tempestade deve evitar área de desabamento na região de Miami. Na segunda, equipes de resgate corriam contra o tempo e trabalhavam em meio a fortes ventanias (veja no vídeo abaixo).
Aproximação da tempestade Elsa dificulta ações de busca em desabamento na Flórida
No domingo à noite, as autoridades demoliram a parte que ainda restava do prédio residencial que desabou parcialmente há quase duas semanas, por medo de que Elsa derrubasse a estrutura.
A prefeita do condado de Miami-Dade, Daniella Levine, afirmou à imprensa que os socorristas estavam “muito esperançosos” de que não teriam que interromper as tarefas de busca por sobreviventes.

Fonte: G1 Mundo

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Covid-19: Israel vê queda na efetividade da vacina da Pfizer para casos sintomáticos, mas proteção contra casos graves se mantém


Aumento de casos coincidiu com variante delta e relaxamento das medidas de distanciamento social. Profissional de saúde prepara dose de vacina contra a Covid-19 em Tel Aviv, Israel, no dia 21 de junho.
Amir Cohen/Reuters
O Ministério da Saúde de Israel relatou, na segunda-feira (5), que a efetividade da vacina da Pfizer contra infecções e casos sintomáticos de Covid-19 caiu para 64% desde 6 de junho.
Mesmo assim, a vacina continuou tendo 93% de efetividade na prevenção de hospitalizações e casos graves da doença.
O ministério israelense não informou quais eram as taxas anteriores de efetividade da vacina. Em 14 de junho, a pasta havia informado que a vacina tinha alcançado 96% de efetividade contra hospitalização pela variante delta após duas doses.
A queda na efetividade coincidiu com a disseminação da variante delta e o relaxamento das restrições de distanciamento social no país. Em 14 de junho, Israel retirou a obrigatoriedade do uso de máscara em locais fechados, mas, 11 dias depois, o uso voltou a ser obrigatório por causa do aumento de casos.
Vacina e Covid-19: Preciso usar máscara e evitar aglomerações mesmo depois de vacinado?
No Brasil, especialistas têm sido unânimes ao dizer que o uso de máscaras continua necessário (veja vídeo acima) mesmo depois das duas doses das vacinas – ou, no caso da vacina da Johnson, uma dose.
Apresentador da BBC: ‘Errei ao me achar invencível com duas doses de vacina’
Um porta-voz da Pfizer não quis comentar os dados à Reuters, mas citou uma pesquisa que mostra que os anticorpos produzidos pela vacina ainda foram capazes de neutralizar todas as variantes testadas, incluindo a delta, embora com força reduzida.
Quase 60% da população israelense está completamente vacinada contra a Covid, segundo dados do “Our World in Data”, monitoramento ligado à Universidade de Oxford. O país aplica apenas a vacina da Pfizer.
Veja VÍDEOS sobre as vacinas contra a Covid-19:

Fonte: G1 Mundo

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Indonésia e Rússia registram novos recordes de mortos por Covid-19 em 24h


A Rússia enfrenta uma onda de infecções pela variante delta, que foi inicialmente detectada na Índia. Na Indonésia a média diária de novos casos aumentou. Imagem de campanha de vacinação em Moscou, em 6 de julho de 2021
Tatyana Makeyeva/Reuters
A Rússia anunciou, nesta terça-feira (6), que foram registradas 737 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, um recorde desde o início da pandemia neste país agora castigado pela variante Delta, inicialmente detectada na Índia.
A Indonésia também teve um dia de recorde de mortes, com 728 óbitos por coronavírus, informam as autoridades locais, acrescentando que foram mais de 31mil novos casos (veja mais abaixo).
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Mortes na Rússia
É a primeira vez que a Rússia, o quinto país mais afetado do mundo em número de casos, supera a marca de 700 óbitos diários por coronavírus. O país também registrou 23 mil novos casos em 24 horas, os números mais altos desde meados de janeiro, momento em que saía de uma segunda onda.
Desde o início da epidemia, a Rússia acumula mais de 5,6 milhões de casos de contágio. Nos últimos oito dias, o país estabeleceu seis recordes de mortalidade.
Os números, no entanto, podem ser maiores: A pandemia deixou 139.316 mortos na Rússia, de acordo com números oficiais. A agência de estatística Rosstat, que tem uma definição mais ampla das mortes relacionadas ao coronavírus, contabiliza 270 mil óbitos até o final de abril.
Dificuldades da campanha de imunização
A campanha de imunização na Rússia tem baixa adesão da população.
A vacinação foi iniciada em dezembro, e até agora 26,1 milhões dos 146 milhões de russos foram se vacinar (pouco menos de 18% da população). Destes, 18,2 milhões (12,5%) receberam as duas doses. A informação é do site Gogov, que agrega os dados das regiões e da imprensa, diante da falta de estatísticas oficiais.
A população se mantém cética em relação às vacinas. De acordo com uma pesquisa do instituto independente Levada divulgada esta semana, 54% dos russos não planejam se vacinar.
Em várias regiões do país, incluindo Moscou, as autoridades têm tomado medidas para estimular a população a se vacinar. Entre elas, foi criado e implementado um “passe sanitário” para ir a restaurantes.
O prefeito da capital, Sergei Sobianin, também determinou que 60% dos trabalhadores do setor de serviços sejam vacinados até meados de agosto, sob pena de suspender os que se recusarem a fazê-lo.
O governo da Rússia reconheceu que não conseguiu atingir sua meta de 60% de vacinação até agosto, mas, ainda assim, mantém sua recusa a adotar qualquer confinamento nacional. O objetivo seria preservar uma já frágil economia.
Covid-19 na Indonésia
Na Indonésia, onde houve recorde de 728 mortes por coronavírus em 24 horas, o número diário de contágios quadruplicou em menos de um mês. O balanço total é de 2,3 milhões de casos e mais de 61 mil mortes.
Na semana passada, o governo ordenou novas restrições na capital, Jacarta, a cidade mais afetada, assim como na ilha de Java e na de Bali. Esta última tem uma forte atividade no setor de turismo.
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Fonte: G1 Mundo

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Twitter perde imunidade na Índia sobre conteúdo gerado por usuários


Segundo governo indiano, empresa não cumpriu nova lei que torna plataformas digitais mais responsáveis por pedidos legais de remoção rápida de postagens. Twitter perdeu imunidade na Índia sobre o conteúdo postado por usuários.
iStock
O Twitter perdeu imunidade na Índia sobre o conteúdo postado por usuários, por não cumprir uma nova lei do país que torna as plataformas digitais mais responsáveis por solicitações legais de remoção rápida de postagens.
A informação foi dada pelo governo indiano em um processo judicial.
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É a primeira vez que o governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou oficialmente que o Twitter perdeu sua imunidade depois de criticar repetidamente a empresa por não seguir as novas regras.
A disputa e a troca de acusações pública agravaram preocupações de que as empresas norte-americanas tenham dificuldade em fazer negócios em um ambiente regulatório mais rígido.
O ministério de TI da Índia disse à Suprema Corte em Nova Délhi que o não cumprimento de regras de compliance pelo Twitter representava uma violação das disposições da Lei de TI, fazendo com que a empresa dos EUA perdesse sua imunidade, de acordo com documento com data de 5 de julho.
O pedido foi feito por um usuário do Twitter que queria reclamar de alguns tuítes supostamente difamatórios na plataforma, e afirmou que a empresa não estava cumprindo a nova lei que exige a nomeação de novos executivos.
O Twitter se recusou a comentar o caso. A empresa já havia dito que estava fazendo todos os esforços para cumprir as regras.
As novas regras de TI da Índia, que entraram em vigor no final de maio, visam regulamentar o conteúdo em empresas de mídia social e torná-las mais responsáveis por solicitações legais de remoção rápida de postagens e compartilhamento de detalhes sobre os originadores das mensagens.
O ministro da Tecnologia indiano, Ravi Shankar Prasad, criticou o Twitter por desafiar deliberadamente a lei e disse que todas as empresas de mídia social devem obedecer às novas regras.
VÍDEOS: veja como proteger dados pessoais

Fonte: G1 Mundo

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Na Nicarágua, o sexto pré-candidato à presidência é preso


O líder camponês Medardo Mairena é a sexta pessoa que poderia se lançar à presidência que é presa pelo regime de Daniel Ortega. Imagem do líder estudantil da Nicarágua Lesther Alemán em 2018, quando ele interrompeu uma fala de Daniel Ortega
Alfredo Zuniga/AP
A polícia da Nicarágua prendeu, na segunda-feira (6), Medardo Mairena, um líder camponês que pretendia se lançar como candidato à presidência do país.
Desde o fim de maio, seis políticos que tinham planos para concorrer à presidência foram presos pelo governo de Daniel Ortega.
Em Nicarágua, regime de Daniel Ortega prende novo opositor
Além dos presidenciáveis, foram presos outros 21 militantes políticos da oposição ao regime de Ortega.
Ortega está em seu terceiro mandato. No começo do ano que vem, ele tentará ser reeleito para o quarto.
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Rodada mais recende de prisões
Nesta semana, além de Mairena, foram presos três líderes camponeses. Eles participaram de manifestações em 2018 e já tinham sido presos por isso. Naquela ocasião, o governo da Nicarágua disse que as manifestações eram uma tentativa de golpe de Estado.
Também foram presos líderes estudantis. Na terça-feira, um dos que foram presos foi Lesther Alemán. Em 2018, em um encontro de estudantes com Ortega, Alemán pediu ao líder do país que interrompesse a repressão aos movimentos de rua.
Alemán estava em uma casa com sua mãe quando foi detido, na terça-feira.
A polícia não divulgou nenhum comunicado sobre as prisões.
A organização estudantil à qual Alemán pertence foi criada depois das manifestações de 2018. O grupo já havia decidido fazer uma aliança eleitoral com um partido de oposição a Ortega.
Tática de Ortega
O governo de Ortega tem usado uma lei aprovada em 2020 para silenciar e punir opositores, a “Lei de Defesa dos Direitos do Povo à Independência, Soberania e Autodeterminação pela Paz”.
Ela tem servido de pretexto para prender opositores, tornando ilegal o financiamento de ONGs, e acusá-los de lavagem de dinheiro por doações internacionais, como a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).
Daniel Ortega tem 75 anos, está há 14 anos consecutivos no poder e tem sua mulher Rosario Murillo, como vice.
Ele já havia ocupado a presidência antes. Desde que foi eleito pela segunda vez, em 2007, passou a atacar as instituições democráticas, alinhando-as ao governo, e a perseguir opositores e jornalistas.
Ex-revolucionário sandinista, Ortega moldou o país como um regime totalitário com falso verniz democrático, realizando eleições a cada cinco anos, mas sem alternância de poder.
Para isso, nomeou juízes da Suprema Corte que asseguraram, em 2018, reeleições indefinidas. Ortega também reprimiu com violência os protestos que atingiram o país há dois anos, o que resultou em mais de 300 mortos.
O governo considera que as manifestações de 2018, que também terminaram com milhares de exilados, foram uma tentativa de golpe de Estado para afastar Ortega do poder.
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Fonte: G1 Mundo

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Pessoa é ferida a faca em aeroporto na Alemanha; agressor fugiu

Vítima foi levada ao hospital em Dusseldorf e o autor do crime está fugindo, segundo uma porta-voz da polícia federal alemã. Esfaqueamento ocorreu do lado de fora do aeroporto. Uma pessoa foi ferida nesta terça-feira (5) em um ataque a faca no aeroporto de Dusseldorf e o autor do crime está fugindo, afirmou uma porta-voz da polícia federal alemã.
A vítima foi levada ao hospital e a polícia estadual está procurando o autor do crime. O esfaqueamento ocorreu no estacionamento do aeroporto.
Segundo a porta-voz, imagens de câmeras de vigilância mostraram dois homens caminhando às 12h16 (horário local, 7h16 em Brasília), no momento em que o ataque ocorreu.
Posteriormente, um porta-voz da polícia de Dusseldorf disse que “o incidente envolve uma pessoa sem-teto na área de estacionamento”.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Repórteres Sem Fronteiras põe Bolsonaro na lista de ‘predadores da liberdade de imprensa’

Lista é composta por 37 chefes de Estado ou de governo que ‘impõem uma repressão em massa da liberdade de imprensa no mundo’. Entre eles estão Bashar al-Assad e Vladimir Putin. ONG Repórteres Sem Fronteias classifica Bolsonaro como ‘predador’ da liberdade de imprensa
A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou na segunda-feira (5) a edição 2021 do seu relatório “predadores da liberdade de imprensa”. O presidente Jair Bolsonaro integra pela primeira vez a lista, que é composta por 37 chefes de Estado ou de governo que “impõem uma repressão em massa da liberdade de imprensa no mundo”.
Além de “tiranos veteranos”, como Kim Jong-un, Bashar al-Assad e Vladimir Putin, a edição 2021 tem a particularidade de também citar pela primeira vez duas mulheres e um europeu (veja no vídeo acima e mais detalhes abaixo). O último relatório da ONG internacional foi publicado em 2016.
Todos os 37 chefes de Estado ou de governo citados restringem a liberdade do exercício do jornalismo com a “criação de estruturas de censura, a detenção arbitrária de profissionais da mídia e a incitação à violência contra os jornalistas”, afirma a ONG internacional.
Há inclusive “predadores” que estão diretamente ligados a assassinatos de profissionais da mídia, como o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, envolvido na morte atroz do jornalista saudita Jamal Khashoggi.
Entre os citados, 16 representam países que integram a pior posição do relatório anual da RSF sobre a liberdade de imprensa e 19 vêm de países que figuram na lista vermelha, onde o exercício do jornalismo é considerado difícil (caso do Brasil).
A média de idade dos chefes de governo é de 66 anos, e quase a metade dos citados (17 dos 37) entrou para a lista pela primeira vez. Mais de um terço deles (13) são da região Ásia-Pacífico.
“Cada um desses predadores tem um método particular. Alguns impõem o terror com ordens irracionais e paranoicas. Outros criam estratégias baseadas em leis restritivas”, afirmou o secretário-geral da organização, Christophe Deloire. “Temos de impedir que suas formas de impor a repressão se tornem o ‘novo normal’.”
Novos predadores
Para cada predador, a RSF publica um perfil, revelando seus métodos de repressão e censura. Sobre o Jair Bolsonaro, a organização diz que o presidente brasileiro alimenta um clima de ódio e desconfiança.
“Ameaças, agressões, assassinatos… O Brasil continua sendo um país particularmente violento para a imprensa, em que muitos jornalistas são mortos em conexão com seu trabalho”, principalmente em cidades de pequeno e médio porte, indica a RSF. Segundo a ONG, “o trabalho da imprensa brasileira se tornou especialmente complexo desde que Jair Bolsonaro foi eleito presidente, em 2018. Insultos, difamação, estigmatização e humilhação de jornalistas passaram a ser a marca registrada do presidente brasileiro”, afirma o texto.
A crise provocada pela Covid-19 piorou ainda mais a situação. “A pandemia de coronavírus expôs sérias dificuldades de acesso à informação no país e deu origem a novos ataques do presidente contra a imprensa, que ele rotula como responsável pela crise e que tenta transformar em verdadeiro bode expiatório.”
A RSF lembra que “a mídia brasileira ainda é bastante concentrada, principalmente nas mãos de grandes famílias, com frequência próximas da classe política. O sigilo das fontes é regularmente prejudicado e muitos jornalistas investigativos são alvo de processos judiciais abusivos”.
Velhos tiranos
Além de Bolsonaro e Mohammed bin Salman, também entraram na galeria dos tiranos da liberdade de imprensa o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, defensor autoproclamado da democracia “iliberal”. As duas mulheres que entraram para o rol são Carrie Lam, que dirige Hong Kong e reprime a mando de Pequim o movimento pró-democracia do território semiautônomo chinês, e a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, que comanda o país desde 2009.
Entre os “predadores históricos”, que figuram na “sinistra lista” da RSF há mais de 20 anos, estão o presidente sírio, Bashar al-Assad, o guia supremo do Irã, Ali Khamenei, e os presidentes russo, Vladimir Putin, e bielorusso, Alexandre Lukashenko, sem esquecer os africanos Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Equatorial, Paul Kagamé, de Ruanda, e Issaias Afwerki, presidente da Eritreia.

Fonte: G1 Mundo

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Rússia enfrenta baixa adesão à vacinação com métodos de coerção


Maioria da população revela ceticismo e leva o governo a impor cotas de vacinados às empresas e licença sem remuneração aos trabalhadores que resistem ao imunizante. Profissionais de saúde carregam paciente com suspeita de ter Covid-19 para um hospital em Kommunarka, nos arredores de Moscou, em 26 de junho de 2021, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na Rússia
Alexander Zemlianichenko/AP
Primeiro país a desenvolver uma vacina contra o coronavírus —a Sputnik V—, a Rússia amarga o ceticismo da maioria da população em relação ao imunizante. Alimentada pela variante delta, a terceira onda da pandemia bate à porta dos russos e registra os maiores índices de mortes nos últimos cinco dias. Ainda assim, 54% dizem que não estão prontos para ser vacinados, conforme revelaram ao instituto de opinião independente Levada Center.
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Em tese, a vacinação não é obrigatória na Rússia, mas a baixa adesão fez o governo adotar a estratégia da coerção. As empresas precisam cumprir a cota de 60% de funcionários vacinados para não sofrer multas ou suspensão de suas atividades. Ato contínuo, os trabalhadores que se recusarem a serem imunizados, estão sujeitos a uma licença obrigatória e sem remuneração.
Desta forma, o governo pretende ampliar a taxa de 16% de vacinados com a primeira dose e alcançar a meta de 60% até o início do outono. Numa tentativa de animar o processo, o presidente Vladimir Putin finalmente revelou que foi imunizado com a Sputnik V, pondo fim a um suspense que durou meses. Ele alegou ter evitado o assunto para não influenciar a população a priorizar uma vacina em detrimento das outras.
Embora pioneira, a Sputnik V ainda não foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde. Os russos têm no cardápio mais três opções contra a Covid-19: Sputnik Light, EpiVacCorona e CoviVac. A eficácia delas, porém, é vista com desconfiança, apesar de o número de infectados ter aumentado para mais de 20 mil por dia –90% deles envolvendo a variante delta.
Em algumas regiões, carros e apartamentos foram distribuídos em sorteios restritos apenas aos vacinados. Bares e restaurantes de Moscou só permitem o acesso de quem apresente uma prova de imunização ou teste negativo.
Mas, de acordo com a pesquisa do Levada Center, 33% dos entrevistados alegam o medo de efeitos colaterais para não se vacinarem, 20% preferem esperar até o fim dos testes clínicos e 16% não veem sentido na imunização.
Como observou Alexey Kovalec, editor do jornal on-line Meduza, em artigo na Foreign Policy, os russos não se intimidam facilmente: certificados falsos de vacinação proliferam no mercado negro e há relatos de suborno para a substituição da dose de vacina por uma injeção de solução salina. É o sinal mais evidente de que a propaganda do governo para conter o vírus não foi captada pela população.
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Fonte: G1 Mundo