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Quem era Tyre Nichols, jovem negro morto após ser agredido por policiais nos EUA


Pai de uma criança de quatro anos, Nichols tinha o nome da mãe tatuado no braço. Uma de suas paixões era andar de skate. Pai de uma criança de quatro anos, Nichols tinha o nome da mãe tatuado no braço. Uma de suas paixões era andar de skate.
Reuters
A família de Tyre Nichols, um homem negro que morreu após ser agredido por policiais no Estado do Tennessee, nos Estados Unidos, o descreve como uma “alma linda”, apaixonada por skate, pôr do sol e fotografia.
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“Ninguém é perfeito, mas ele chegou perto”, disse a mãe dele, RowVaughn Wells, em uma coletiva de imprensa ao lado de familiares e apoiadores. Nichols foi brutalmente agredido por policiais em 7 de janeiro, quando o carro dele foi parado pelos agentes. Imagens gravadas pelas câmeras nos uniformes dos policiais mostram o jovem chorando e chamando pela mãe enquanto era socado e chutado múltiplas vezes.
Ele foi hospitalizado e morreu três dias depois, em 10 de janeiro. Agora que as imagens vieram à tona, a morte do jovem tem causado grande revolta nos EUA. Os policiais inicialmente disseram que pararam o carro de Nichols porque ele estaria dirigindo de maneira imprudente, mas a acusação não foi comprovada.
Vídeo mostra homem negro sendo espancado por policiais nos EUA
Wells, visivelmente triste, abriu um sorriso raro ao descrever seu filho, durante a entrevista coletiva à imprensa. Nichols trabalhava para o serviço postal FedEx e tinha um filho de quatro anos. O amor que sentia pela mãe era visível na tatuagem que tinha no braço com nome dela.
“Isso me deixava orgulhosa”, disse ela.
Nichols, de 29 anos, adorava andar de skate, uma paixão que tinha desde os seis anos de idade. Sua atividade favorita era ir ao parque local para praticar.
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O padrasto dele, Rodney Wells, disse que recentemente brincou com o enteado dizendo que ele estava velho demais para andar de skate. “Você tem que largar o skate. Você tem um emprego em tempo integral agora”, ele se lembra de ter dito. “Ele olhou para mim como quem diz, ‘até parece’, porque essa era a paixão dele”.
Adorava tirar fotos
Nichols também tinha paixão por fotografia e pôr do sol. A mãe disse que todas as noites ele ia ao Shelby Farms Park, nos arredores de Memphis, para assistir ao pôr do sol e tirar fotos.
Nichols morreu dias depois de ser parado, de carro, pela polícia em 7 de janeiro. Cinco policiais agora demitidos que, como Nichols, são todos negros, estão enfrentando acusações de assassinato.
Imagens do encontro, filmadas por câmeras nos uniformes dos agentes, foram publicadas na sexta-feira (27). Elas mostraram o jovem sendo brutalmente espancado pela polícia.
A mãe de Nichols falou sobre a dor que a família está sentindo desde a morte dele. “Tudo o que sei é que meu filho não está mais aqui comigo. Ele não vai passar por aquela porta novamente”, disse ela.
“Ele nunca mais vai entrar e dizer ‘Olá mãe e pai’, porque é isso que ele faria. Nunca mais vou ouvir isso”, disse Wells, acrescentando que vai lutar incansavelmente por justiça, porque “nenhum filho merece isso”.
O padrasto de Nichols descreveu seu enteado como “um bom garoto” que era o bebê da família – ele tinha dois irmãos mais velhos e uma irmã mais velha.
“Eu era o padrasto de Tyre, mas era como se fosse meu filho”, disse ele, sobre o relacionamento dos dois. Nichols e o padrasto também trabalharam juntos na FedEx, onde o jovem era funcionários havia nove meses.
O padrasto disse que assistiu ao vídeo do incidente policial, descrevendo-o como “horrível” e algo que “nenhum pai, nenhuma mãe deveria testemunhar”.
Ele disse que a família faria tudo o que pudesse para buscar justiça, mas pediu que os protestos em nome de Nichols sejam pacíficos, sem danos ou saques.
“Isso não é o que Tyre gostaria e isso não vai trazê-lo de volta”, disse ele.
A brutalidade das agressões
Vídeos revelados na noite de sexta-feira (27/01) mostram cinco policiais se revezando para chutar e socar brutalmente Tyre Nichols.
Enquanto isso, o jovem aparece chorando e chamando repetidamente pela mãe durante uma detenção na cidade de Memphis, em 7 de janeiro. Ele foi hospitalizado e morreu três dias depois.
As imagens mostram ainda policiais gritando palavrões e espancando o funcionário da FedEx por cerca de três minutos. Ao todo, os quatro vídeos divulgados pelo Departamento de Polícia de Memphis ultrapassam uma hora de filmagem.
Da esquerda para a direita: Demetrius Haley, Desmond Mills, Jr, Emmitt Martin III, Justin Smith e Tadarrius Bean
Memphis Police
Protestos em Memphis e em outras cidades americanas estão ocorrendo desde sexta-feira. Nichols era negro, assim como todos os cinco policiais acusados de seu assassinato.
A mãe de Nichols, RowVaughn Wells, disse que seu filho estava a apenas 70 metros de casa quando foi espancado. Os advogados da família estão comparando o caso ao de Rodney King, espancado por policiais depois de ter sido parado no trânsito em Los Angeles, em 1991. King sobreviveu e hoje é escritor.
A polícia disse inicialmente que Nichols havia sido parado por suspeita de direção imprudente, o que não foi comprovado. Os cinco policiais — Tadarrius Bean, Demetrius Haley, Desmond Mills Jr, Emmitt Martin III e Justin Smith — foram demitidos na semana passada.
Eles foram levados sob custódia na quinta-feira (26). Quatro dos cinco pagaram fiança e foram libertados na manhã de sexta. Cada um enfrenta acusações de assassinato em segundo grau, agressão agravada, má conduta oficial e opressão oficial.
Os advogados de Martin e Mills disseram que seus clientes se declararão inocentes. A diretora da polícia de Memphis, Cerelyn Davis, descreveu as ações dos policiais como “hediondas, imprudentes e desumanas”.
O presidente dos EUA, Joe Biden, declarou em um comunicado: “Como muitos, fiquei indignado e profundamente triste ao ver o horrível vídeo do espancamento que resultou na morte de Tyre Nichols”.
Descrição dos vídeos
Repórteres da BBC assistiram aos vídeos divulgados pela polícia.
O primeiro vídeo mostra os policiais puxando Nichols para fora do carro e gritando para ele se deitar no chão. “Eu não fiz nada!” ele diz. Os oficiais exigem que ele se deite.
“Vai para o [palavrão] chão”, um oficial grita, enquanto outro é ouvido dizendo: “Faz taser [arma de eletrochoque] nele!” Um oficial grita: “Coloque as mãos atrás das costas antes que eu quebre seu [palavrão].”
“Vocês estão realmente exagerando agora”, diz Nichols aos policiais. “Eu só estou tentando ir para casa.” Em segundos, um dos policiais aciona o taser, e Nichols consegue escapar.
Um segundo vídeo, aparentemente de uma câmera do outro lado da rua, mostra dois policiais segurando Nichols enquanto outros se revezam para chutá-lo, socá-lo e golpeá-lo com o que parece ser um cassetete.
Eles o arrastam pelo chão e o colocam sentado contra uma viatura.
O terceiro e o quarto vídeos mostram imagens das câmeras corporais dos policiais durante o espancamento. Spray de pimenta é jogado contra Nichols, que grita repetidamente: “Mãe!”
Essa reportagem foi inicialmente publicada em – https://www.bbc.com/portuguese/geral-64438614

Fonte: G1 Mundo

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Após atentado terrorista, novo ataque deixa dois feridos em Jerusalém


Palestino atirou contra duas pessoas perto do centro histórico da cidade, segundo polícia israelense. Funcionários do serviço de emergência de Israel socorrem dois feridos após um ataque em Jerusalém, em 28 de janeiro de 2023.
Ammar Awad/ Reuters
Duas pessoas ficaram feridas em um novo ataque a tiros em Jerusalém neste sábado (28), segundo um porta-voz da polícia local.
Um palestino abriu fogo contra pessoas que passavam pela rua perto do centro histórico da cidade, ainda de acordo com a polícia.
As duas vítimas, de 23 e 47 anos, ficaram gravemente feridas, afirmou o serviço de ambulâncias de Israel, e o agressor foi morto pela polícia.
O tiroteio acontece menos de um dia depois de um atirador palestino matar sete pessoas e deixar outras dez feridas, em um ataque terrorista em uma sinagoga na periferia de Jerusalém.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque de sexta-feira. O atirador foi morto em confronto policiais israelenses, e outras 42 pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no ataque.
Ataque a tiros em sinagoga de Israel deixa 7 mortos e 3 feridos
Em Gaza, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse que esta operação “é uma resposta ao crime conduzido pela ocupação em Jenin e uma resposta natural às ações criminosas da ocupação”, mas ele não reivindicou o ataque terrorista. A Jihad Islâmica Palestina também elogiou, mas não reivindicou o ataque.
A sinagoga fica em uma região considerada pelos israelenses como um bairro de Jerusalém, mas que os palestinos (e a maior parte da comunidade internacional) diz ser terra ocupada ilegalmente pelos israelenses depois de uma guerra em 1967.
Neste sábado (28), militares israelenses informaram que estão intensificando as forças de defesa na Cisjordânia ocupada após o ataque terrorista. “Após uma avaliação situacional das IDF (Forças de Defesa de Israel), foi decidido reforçar a Divisão da Judéia e Samaria (Cisjordânia) com um batalhão adicional”, disseram à agência de notícias Reuters.

Fonte: G1 Mundo

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Você viu? Tragédia humanitária em Terra Yanomami, desdobramentos do caso Daniel Alves, robô conversador e caminhonete atingida por raio


Uma seleção de reportagens publicadas no g1 com as notícias de 23 a 27 de janeiro. Tragédia humanitária em Terra Yanomami. Detalhes da prisão e da investigação envolvendo Daniel Alves. Estudo sobre o núcleo da Terra. A caminhonete derretida após ser atingida por raio. As tarefas que o ChatGPT consegue fazer. E as confusões nas filas para comprar ingressos para os shows do RBD.
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Tragédia humanitária em Terra Yanomami 
Crianças pequenas, emagrecidas, cabelo ralo, pele descamando. A descrição dos pequenos Yanomami que chegam para atendimento no Hospital da Criança Santo Antônio, em Boa Vista, choca e escancara o drama de um povo indígena que por anos ficou marginalizado de políticas públicas e proteção contra garimpeiros. 
O que está acontecendo com o povo Yanomami?
A unidade tem um total de 53 crianças Yanomami internadas, muitas com desnutrição grave e malária. “A grande maioria das crianças Yanomami que chegam até nós vêm com desnutrição de moderada para grave”, alerta o pediatra Eugênio Patrício, que atende no local. Leia mais aqui. 
Em entrevista ao podcast O Assunto, Eloísa Machado, professora de direito constitucional na FGV-SP e uma das advogadas que atua na denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional, os quatro anos do último governo constituíram uma política anti-indígena, que mostrou intenção de destruir esses povos. Ouça aqui. 
Bolsonaro propôs acabar com reserva indígena Yanomami quando era deputado; leia proposta
Criança de quatro anos resgatada com desnutrição grave tem peso de bebê de oito meses
Conheça a Terra Yanomami, maior reserva indígena do Brasil em emergência por casos de desnutrição e malária
O caso Daniel Alves ponto a ponto
O jogador Daniel Alves está no centro de um escândalo de repercussão mundial. Aos 39 anos, e até então atleta do Pumas do México (que rescindiu o contrato após o caso vir à tona), ele foi preso após ser acusado de estupro e agressão sexual na Espanha.
Entenda prisão preventiva de Daniel Alves por suposta agressão sexual na Espanha
A denúncia foi feita por uma jovem espanhola de 23 anos, que não teve a identidade divulgada. Ela afirma que foi estuprada por ele no banheiro de uma boate, em Barcelona. Segundo a imprensa espanhola, a jovem chamou o segurança do local, foi ao hospital, e os exames confirmaram o estupro.
O caso envolve depoimentos contraditórios, a existência de uma tatuagem íntima e outras polêmicas.
Na defesa do atleta está um dos advogados criminalistas mais famosos da Espanha, conhecido por conseguir acordos judiciais e ter atuado em casos midiáticos, como o do jogador argentino Lionel Messi, acusado de fraude fiscal quando jogava no Barcelona. Entenda tudo que envolve a investigação aqui. 
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Dias mais curtos e um alerta global 
O núcleo da Terra parou de girar mais rápido do que o próprio planeta. É o que aponta um estudo feito a partir de dados de terremotos, realizado por Yi Yang e Xiaodong Song, sismólogos da Universidade de Pequim. O artigo científico foi publicado pela revista “Nature Geoscience”, e o resultado foi uma surpresa para os próprios autores. A dupla de pesquisadores estuda o fenômeno desde 1995.
O núcleo interno da Terra é feito principalmente de ferro sólido e pode girar separadamente das partes externas do planeta
Johan Swanepoel/SPL
A descoberta implicaria em mudanças nos campos gravitacionais e magnéticos da Terra e poderia ter consequências geofísicas mais amplas, como a alteração na duração de um dia completo em algumas frações de segundo. Isso porque a duração de um dia está diretamente ligada ao movimento de rotação da Terra em torno do próprio eixo (que dura 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e 0,9 décimo de segundo). Leia mais sobre o trabalho dos pesquisadores chineses. 
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Caminhonete derretida 
Imagine o susto: um raio atinge a antena de um carro, passa para o sistema elétrico e cria um curto-circuito. O resultado? Um incêndio que derreteu o painel do veículo e um para-brisa destruído por causa da força da descarga elétrica. Isso aconteceu com um motorista que dirigia na BR-020, entre as cidades de Posse e Simolândia, no nordeste de Goiás. O homem, que não quis se identificar, saiu ileso. 
Caminhonete fica ‘derretida’ por dentro após ser atingida por raio em rodovia de Goiás
“A questão X é o campo elétrico. As cargas que vêm do raio se posicionam de uma forma que toda a carga elétrica que atinge um recipiente metálico fechado será mandada para a parte externa, de tal forma que não vai eletrocutar uma pessoa”, disse o professor de física George Fontenelle.
“As cargas se concentram só na superfície, elas não entram no sistema [carro] mesmo que tenha matéria, como os bancos, etc. A pessoa que está dentro do carro fica isolada”, complementou Welder Jorge, também professor.
O robô conversador que tem resposta para (quase) tudo
Você já foi apresentado ao ChatGPT? O robô conversador vem ganhando holofotes por ser capaz de realizar um grande número de tarefas em poucos segundos e, às vezes, tão bem ou melhor do que um humano — como fazer contas de matemática e escrever códigos em linguagens de programação. 
ChatGPT: como usar o robô no dia a dia
O ChatGPT pode ser testado em um site, de graça. Mais de 1 milhão de pessoas já fizeram isso. Mas, no futuro, ele deverá ser uma ferramenta que vai fazer parte de aplicativos que a gente já usa no dia a dia.
Quer entrar na onda e testar o ChatGPT? Veja quais tarefas do dia a dia ele consegue fazer (talvez melhor do que você) aqui. 
EUA: Robô ‘advogado’ será usado para defender réu pela primeira vez em tribunal 
APPS: WhatsApp se aproxima do Telegram com ‘supergrupos’ de até 5 mil pessoas; compare
Confusão para o show do RBD
As vendas de ingressos para shows do grupo RBD causaram confusão no Rio de Janeiro e em São Paulo, nesta sexta-feira (27). A banda deve se apresentar no Brasil apenas em novembro, mas os bilhetes para os shows já começaram a ser vendidos.
Fãs brigam em fila para compra de ingressos para show do RBD e imagens viralizam
No Rio de Janeiro, fãs do grupo discutiram e trocaram tapas na fila para a compra de ingresso na Jeunesse Arena, na Barra da Tijuca. A confusão começou com um bate-boca por um lugar na fila e terminou com agressões. A briga foi gravada, e as imagens repercutiram nas redes sociais.
Já em São Paulo, a desorganização na fila causou confusão no estádio do Pacaembu. A venda de ingressos começou às 12h, mas as entradas se esgotaram rapidamente. Havia pessoas aguardando há dias na fila. Alguns fãs tentaram invadir a bilheteria.
RBD anuncia terceiro show em SP após ingressos esgotarem
Ingressos para RBD esgotados: por que fãs adultos seguem tão apaixonados por Rebelde?
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Fonte: G1 Mundo

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Nas regiões ocupadas pela Rússia, civis ucranianos são detidos sem motivo aparente


Estima-se que 20 mil pessoas tenham sido presas pelos russos desde início da ocupação. Parentes de prisioneiros civis participam de uma ação no centro de Kyiv, Ucrânia, sábado, 24 de dezembro de 2022.
Civilians in captivity via AP
Alina Kapatsyna sempre sonha que recebe um telefonema de sua mãe. Nessas visões, sua mãe diz que ela está voltando para casa.
Homens em uniformes militares levaram Vita Hannych, de 45 anos, para longe de casa no leste da Ucrânia em abril. Ela nunca voltou.
Sua família soube mais tarde que Hannych, que há muito sofre de convulsões por causa de um cisto cerebral, está sob custódia na parte ocupada pelos russos da região de Donetsk.
Kapatsyna disse à Associated Press que ainda não está claro por que sua mãe, “uma pessoa pacífica, civil e doente” que nunca segurou uma arma, foi detida.
Hannych é uma das centenas — e talvez milhares — de civis ucranianos que se acredita terem sido detidos pelas forças russas após a invasão. Alguns são considerados prisioneiros de guerra, embora nunca tenham participado dos combates. Outros estão em uma espécie de limbo legal — não enfrentam nenhuma acusação criminal ou são considerados prisioneiros de guerra.
Hannych vestia apenas um moletom e chinelos quando foi capturada pelas forças russas, que ocuparam o vilarejo de Volodymyrivka várias semanas após a invasão, em fevereiro. A região ainda está sob o controle de Moscou.
Sua família inicialmente pensou que ela voltaria para casa em breve. As forças russas eram conhecidas por deterem pessoas por dois ou três dias para “filtração” e depois liberá-las, disse Kapatsyna, e Hannych não tinha conexões militares ou policiais.
Como ela não foi liberada, Kapatsyna e sua avó de 70 anos iniciaram uma busca. A princípio, cartas e visitas a vários funcionários e órgãos governamentais instalados pela Rússia na região de Donetsk não produziram resultados.
“As respostas de todos os lugares foram as mesmas: ‘Nós não a levamos embora’. Quem a levou então, se ninguém a levou?” questionou Kapatsyna, que deixou a vila em março e foi para a cidade de Dnipro, controlada pela Ucrânia.
Tempos depois, elas conseguiram algum esclarecimento: Hannych foi presa em Olenivka, outra cidade controlada pela Rússia, de acordo com uma carta do escritório do promotor russo em Donetsk.
A equipe da prisão disse à avó de Kapatsyna que Hannych era uma franco-atiradora, alegações que sua família considera absurdas, dada a condição dela. Os registros médicos vistos pela AP confirmam que a ucraniana tem um cisto cerebral, bem como “encefalopatia residual” e “ataques convulsivos gerais”.
Alina Kapatsyna segura um pôster que diz: “Traga minha mãe de volta do cativeiro”, escrito em ucraniano, em Dnipro, Ucrânia, sexta-feira, 6 de janeiro de 2023.
AP Photo/Hanna Arhirova
Anna Vorosheva, que passou 100 dias na mesma instalação que Hannych, relatou condições miseráveis ​​e desumanas: água potável pútrida, sem aquecimento ou chuveiros, tendo que dormir em turnos e ouvir novos prisioneiros gritando por serem espancados. Vorosheva disse que não foi informada do porquê foi detida.
“Fique feliz por não estarmos vencendo você”, disseram os oficiais russos à Vorosheva.
As autoridades de Donetsk rotularam Hannych de prisioneira de guerra e recentemente disseram à família que ela está presa na cidade ocupada de Mariupol. Ainda não está claro quando e se ela poderá ser libertada.
“Seu status legal é simplesmente de refém”
A principal organização de direitos humanos da Ucrânia, o Centro de Liberdades Civis, tem pedidos relativos a cerca de 900 civis capturados pela Rússia desde o início da guerra, com mais da metade ainda sob custódia.
Dmytro Lubinets, embaixador de direitos humanos da Ucrânia, acredita que o número seja ainda maior: seu escritório alega ter recebido inquéritos sobre mais de 20.000 “reféns civis” detidos pela Rússia.
O advogado russo Leonid Solovyov disse à AP que acumulou mais de 100 pedidos relativos a civis ucranianos. Ele disse que conseguiu ajudar entre 30 e 40 pessoas a confirmarem que quem procuravam estava sob custódia russa sem nenhum status legal.
Um dos clientes de Solovyov é o estudante Mykyta Shkriabin. Da região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, ele foi detido pelos militares da Rússia em março e, desde então, não recebeu acusações.
Shkriabin, então com 19 anos, estava se protegendo dos combates em um porão com sua família, de acordo com sua mãe, Tetiana. Em dado momento, ele saiu para comprar suprimentos — e nunca mais voltou.
Tetiana Shkriabina disse à AP que soube por testemunhas que soldados russos o prenderam.
Meses depois, Solovyov obteve a confirmação do Ministério da Defesa da Rússia de que Shkriabin foi detido por “resistir à operação militar especial”. No entanto, o advogado afirma que este crime não existe na legislação russa. O ministério se recusou a revelar o paradeiro de Shkriabina.
Além disso, quando Solovyov apresentou uma queixa ao Comitê de Investigação da Rússia contestando a detenção, confirmou que não há investigações criminais abertas contra Shkriabin, que ele não é suspeito nem acusado.
“Seu status legal é simplesmente de refém”, explicou.
O Ministério da Defesa da Rússia e o Ministério do Interior não responderam aos pedidos de comentários.
Outros casos são estranhamente semelhantes aos de Shkriabin e Hannych.
Outros casos
Em maio, as forças russas detiveram Iryna Horobtsova, especialista em tecnologia da informação, na cidade de Kherson, no sul, quando a área foi ocupada por Moscou. Eles invadiram seu apartamento, apreendendo um laptop, dois celulares e vários pen drives, e a levaram embora, segundo sua irmã, Elena Kornii. Os russos prometeram a seus pais que ela estaria em casa naquela noite, o que não aconteceu.
Horobtsova permaneceu na cidade e se manifestou contra a guerra nas redes sociais antes de ser detida, disse Kornii. Ela participou de protestos antirrússia e também ajudou os moradores levando-os ao trabalho ou encontrando medicamentos escassos.
“Ela não violou nenhuma lei ucraniana”, disse Kornii, observando que sua irmã não tinha nada a ver com os militares.
O advogado de Horobtsova, Emil Kurbedinov, disse acreditar que as forças de segurança russas estavam realizando “expurgos dos desleais” em Kherson.
O advogado soube pelo Serviço Federal de Segurança da Rússia, ou FSB, que ela ainda estava sob custódia. O Ministério do Interior da Crimeia disse a ele que Horobtsova estava em um centro de detenção lá. Quando Kurbedinov tentou visitá-la, os funcionários se recusaram a reconhecer a presença de qualquer prisioneiro.
Quanto ao motivo de sua detenção, o advogado disse que as autoridades lhe disseram que “ela resistiu à operação militar especial e uma decisão a seu respeito será tomada quando a operação militar especial terminar”.
Kurbedinov a descreveu como “presa ilegalmente”.
Dmytro Orlov, prefeito da cidade ocupada de Enerhodar, na região de Zaporizhzhia, descreve o destino de seu vice da mesma forma — “uma detenção absolutamente arbitrária”.
Ivan Samoydyuk foi capturado por soldados russos pouco depois de tomarem a Usina Nuclear de Zaporizhzhia em março, e nenhuma acusação foi feita contra ele, contou Orlov. “Não temos certeza se ele está vivo!” disse o prefeito.
“Se não conseguimos obter clareza dos russos sobre o destino de um vice-prefeito, imagine o destino dos civis ucranianos comuns”, afirmou Orlov.
O que diz a lei
Mykhailo Savva, do Conselho de Especialistas do Centro de Liberdades Civis, disse que as Convenções de Genebra permitem que um estado detenha civis temporariamente em áreas ocupadas, mas “assim que o motivo que causou a detenção desse civil desaparecer, essa pessoa deve ser libertada”.
“Sem condições especiais, sem trocas, apenas soltos”, explicou Savva, observando que os civis não podem ser declarados prisioneiros de guerra sob a lei internacional.
A lei internacional proíbe que uma parte em conflito mova à força um civil para seu próprio território ou território que ocupa, e isso pode ser considerado um crime de guerra, disse Yulia Gorbunova, pesquisadora da organização Human Rights Watch.
Segundo ela, os prisioneiros de guerra podem ser trocados, mas não há mecanismo legal para a troca de não combatentes, complicando os esforços para libertar os civis do cativeiro.
Desde que a guerra começou, no entanto, Kiev conseguiu trazer alguns para casa: 132 civis foram trazidos de volta dos cativeiros russos em 2022, disse Andriy Yermak, chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, em 8 de janeiro.
Lubinets, o embaixador ucraniano de direitos humanos, se reuniu este mês com sua contraparte russa, Tatyana Moskalkova. Ele disse que deu ao russo alguns dos nomes dos 20.000 civis ucranianos que estão sendo mantidos pela Rússia.
“O lado russo concordou em descobrir onde eles estão, em que condições e por que estão sendo mantidos”, afirmou Lubinets.
Depois de obter essas informações, a questão “do procedimento para a devolução” será levantada.

Fonte: G1 Mundo

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Cápsula radioativa perdida colocam partes da Austrália Ocidental sob alerta de radiação

A exposição a substância presente na cápsula pode ocasionar queimaduras ou doenças causadas pela radiação, segundo as autoridades. Partes da Austrália Ocidental estão sob alerta de radiação neste sábado (28), depois que as autoridades disseram que uma cápsula radioativa usada na mineração foi perdida a caminho da capital do estado, Perth.
As autoridades do maior estado da Austrália emitiram o alerta na sexta-feira (27) para um “risco de substância radioativa” em várias regiões, incluindo Perth.
A pequena cápsula de prata contendo Césio-137, um produto radioativo, se perdeu durante o transporte do norte de Newman – uma pequena cidade na remota região de Kimberley – para os subúrbios a nordeste de Perth, disse o Departamento de Bombeiros e Serviços de Emergência.
“A substância é usada dentro dos medidores em operações de mineração. A exposição a essa substância pode ocasionar queimaduras ou doenças causadas pela radiação”, disse o departamento.
A cápsula desapareceu enquanto era conduzida em um caminhão de uma mina para um depósito de Perth, disse a agência de saúde do estado. Newman fica a cerca de 1.200 km (750 milhas) a nordeste da cidade.
O caminhão deixou o local no dia 12 de janeiro, mas a cápsula só foi descoberta esta semana, quando os serviços de emergência foram alertados, segundo as autoridades.
A cápsula era supostamente de uma mina da Rio Tinto. A empresa ainda não respondeu a um pedido de comentário.
O diretor de saúde da Austrália Ocidental, Andrew Robertson, disse que a cápsula, se mantida perto do corpo, pode causar vermelhidão na pele e queimaduras por radiação.
“Se fosse mantido por tempo suficiente e eles fossem expostos por tempo suficiente, poderiam ter alguns efeitos mais agudos, incluindo impactos em seu sistema imunológico”, disse ele a repórteres.
Acredita-se que a vibração do caminhão fez com que o medidor se partisse e o item saísse dele, disse ele.

Fonte: G1 Mundo

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Daniel Alves pode ser solto? Quais os próximos passos? Jogador está há mais de uma semana preso


Acusado pelo Ministério Público da Espanha de ter estuprado uma jovem de 23 anos em Barcelona, brasileiro estão em prisão preventiva enquanto aguarda investigação do caso. Defesa apresentará recurso. Prisão de Daniel Alves: entenda como funciona a investigação na Espanha
A defesa do jogador brasileiro Daniel Alves, preso preventivamente por uma acusação de estupro em Barcelona vai lançar na semana que vem uma forte ofensiva para tentar que o jogador aguarde o caso em liberdade e que a denúncia, caso seja julgada, pese menos contra Alves.
A estratégia da defesa é garantir à Justiça que o brasileiro não vai fugir enquanto aguarda um possível julgamento e rebater indícios do crime que foram sendo levantados ao longo desta semana (leia mais aqui).
O brasileiro foi acusado pelo Ministério Público da região espanhola da Catalunha de ter estuprado uma jovem de 23 anos no banheiro da área VIP da boate Sutton, no centro de Barcelona, no fim de dezembro do ano passado.
Ele negou, mas foi detido quando prestava depoimento no dia 20 de janeiro – policiais encontraram contradições em seu depoimento, e a Justiça decidiu mantê-lo preso preventivamente sem fiança.
Em um primeiro movimento, já na segunda-feira (30), os advogados tentarão convencer a juíza responsável pelo caso que não existe nenhum risco de fuga. Para isso, darão uma série de sugestões como garantia, entre elas:
O uso de uma pulseira eletrônica, aparato similar às tornozeleiras eletrônicas usadas por réus no Brasil. Segundo a rede de TV espanhola “Antena 3”, uma das principais do país, o novo advogado de Alves vai propor o uso da pulseira no recurso em que pedirá para o que o jogador aguarde o caso em liberdade;
A entrega do passaporte do brasileiro à Justiça;
Um documento informando sobre a demissão de Alves do time em que jogava, o Pumas, do México – o clube demitiu o brasileiro esta semana, após a acusação formal de estupro feita pela Promotoria catalã.
A ideia da defesa será desmontar os argumentos pelos quais a Justiça determinou a prisão preventiva. Ao aceitar o pedido da Promotoria para que Alves ficasse preso, a juíza responsável pelo caso argumentou que havia alto risco de fuga, já que Daniel Alves reside em outro país e tem poder aquisitivo suficiente para deixar o país em avião.
Caso a Justiça aceite, entenda o que acontecerá com o jogador:
Ele ficará solto, mas não poderá deixar a Espanha – e, se a Justiça determinar, também não poderá sair de Barcelona;
Ele terá de informar à polícia e à Justiça o endereço onde estará enquanto espera pela resolução do caso – a mulher do jogador, a modelo Joana Sanz, das Ilhas Canárias, tem casa em Barcelona, mas, na quinta-feira (27), ela apagou todas as fotos com o marido de suas redes sociais.
Terá de se apresentar à Justiça quando solicitado.
Já se a juíza responsável pelo caso rejeitar o recurso apresentado pela defesa, Alves seguirá em prisão preventiva sem prazo para ser solto – o prazo, pela lei espanhola, é de até dois anos, podendo ser estendido por mais dois anos.
Em paralelo, a Justiça continuará a analisar o caso para decidir se o levará ou não a julgamento. Na Espanha, a Justiça também tem competência para investigar, através de uma instância inicial chamada Tribunal de Instrução.
A denúncia contra Alves está em investigação no 15º Tribunal de Instrução de Barcelona, também sem prazo. Caso a juíza responsável pela investigação entenda que se trata de um crime, o caminho é o seguinte:
É aberto então um processo formal, e o caso vai a julgamento;
A suposta vítima e o Ministério Público apresentam então nova acusação, com provas;
Os advogados de Alves também são instados a apresentar a defesa com provas;
O processo pode durar cerca de cinco anos;
Até lá, novamente, Daniel Alves pode aguardar o processo em Barcelona ou apenas comparecer à capital catalã quando for convocado a depor, caso seja liberado da prisão preventiva;
Caso seja condenado, a pena pode ser de até 15 anos, mas caberá recurso;
Na Espanha, condenados a até dois anos de prisão que não tenham antecedentes penais podem reverter a pena ao pagamento de multa estipulada pelo juiz.
Denúncia
O jogador brasileiro Daniel Alves é acusado de agressão sexual contra jovem na casa noturna Sutton, em Barcelona, na Espanha
Ulises Ruiz/AFP e TV Globo/Reprodução
Segundo a denúncia, a jovem diz que Alves a estuprou e agrediu fisicamente no banheiro da boate Sutton, uma discoteca de luxo no centro de Barcelona.
Segundo a polícia, os dois entraram juntos no banheiro e saíram cerca de 15 minutos depois separados – primeiro Alves e, depois, a jovem.
Nesse ínterim, de acordo com a denúncia da Promotoria, Alves tentou uma relação com a jovem, que se negou. Ele então teria forçado que ela fizesse sexo oral. A suposta vítima resistiu e então foi estuprada e agredida fisicamente, ainda segundo a queixa.
Funcionários do local, percebendo que a suposta vítima estava em um estado alterado, chamaram a polícia, que abriu um inquérito. Os policiais concluíram então que houve agressão sexual e denunciaram Alves à Justiça.
À época, Alves minimizava o caso. Negava ter tido qualquer contato com a jovem e ainda reclamou que as repercussões da denúncia estavam fazendo mal à sua família – ele chegou a dar uma entrevista a uma rede de TV espanhola sustentando sua versão.
Tudo mudou no dia 20 de janeiro, quando, de férias na Espanha, ele foi convocado a depor pelos Mossos D´Esquadra, a polícia da Catalunha. Durante o depoimento, foi confrontado com imagens da boate que mostrava os dois entrando juntos na boate.
Segundo a polícia, ele então confessou ter tido relações com a jovem, mas disse que houve consentimento. A suposta vítima negou, e a polícia levou o jogador à Justiça. A Promotoria então pediu prisão preventiva sem fiança para Alves, e a Justiça acatou o pedido.
Desde então, Alves está no complexo presidiário de Brians, a 40 quilômetros de Barcelona. Lá, divide cela com outro brasileiro, de acordo com a imprensa catalã.
Prisão na Catalunha onde Daniel Alves está preso
Secretaria de Justiça da Catalunha

Fonte: G1 Mundo

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Como o Grupo Wagner, organização paramilitar russa, recruta detentos africanos para combater na Ucrânia


Cidadãos africanos são convocados em cadeias da Rússia. Há informação de pelo dois deles que morreram na guerra. Nemes Tarino estava preso na Rússia e acabou recrutado para lutar na Ucrânia, onde morreu
Reprodução/Facebook/Nemes Tarino
Nos últimos meses, Yevgeny Prigozhin, o chefe do grupo paramilitar russo Wagner, ofereceu a vários africanos presos na Rússia a libertação e a anulação de suas sentenças em troca da participação desses detentos na guerra na Ucrânia. Desde o início do conflito, pelo menos três cidadãos africanos foram recrutados, dos quais ao menos dois morreram no conflito.
“Se você lutar por seis meses, estará livre”. A promessa parecia tentadora para Lemekhani Nathan Nyirenda, um zambiano de 23 anos, e Nemes Tarimo, um tanzaniano de 33 anos, presos em Moscou depois de serem condenados, em dois casos separados, por porte de drogas, enquanto estudavam na capital russa. Abordados por representantes do grupo de mercenários Wagner, ambos aceitaram a oferta.
Os dois foram mobilizados como soldados, na linha de frente dos combates. Acabaram mortos entre setembro e outubro.
Em 24 de janeiro, o governo da Tanzânia divulgou a morte de Nemes Tarimo, depois de receber a confirmação de relatórios das autoridades russas. O homem havia se estabelecido em 2020 em Moscou, onde estudava na Academia de Tecnologia.
Vladimir Putin e Yevgeny Prigozhin em imagem de 2010
Alexey Dryuzhinin / Sputnik/ AFP
“Depois de seus estudos na Rússia, ele voltou para a Tanzânia, onde queria ser deputado pelo partido da oposição. Mas o plano não funcionou e ele voltou a Moscou para fazer sua vida lá”, contou Pauline Bax, diretora do Programa África do International Crisis Group.
‘Dívida’ com a Rússia
Já Lemekhani Nathan Nyirenda havia começado uma sentença de nove anos de prisão nos subúrbios de Moscou. Foi o próprio Prigozhin quem deu detalhes sobre o caso após a morte do zambiano, por meio de seu meio de comunicação preferido: seu canal no Telegram. “Lembro-me bem desse cara”, escreveu. “Fiz uma pergunta a ele: ‘Por que você quer lutar? Afinal, as chances de morrer são muito grandes’”, relatou.
Segundo o chefe do grupo paramilitar, o zambiano teria respondido que “vocês, russos, ajudaram os africanos a alcançar a independência. Isso é o mínimo que posso fazer para pagar nossa dívida”.
A instalação de jovens africanos na Rússia por longos períodos é facilitada por parcerias universitárias históricas entre Moscou e vários países da África, como Zâmbia e Tanzânia – uma tradição que remonta à Guerra Fria. “Naquela época, muitos russos que trabalhavam com engenharia civil vinham lecionar nas universidades africanas”, explica Bax.
Mercenários russos do Grupo Wagner fornecendo segurança para o comboio do Presidente da República Centro-Africana
Clément Di Roma/VOA
No início de janeiro, foi identificado outro recruta que afirma ser de nacionalidade marfinense. Em um vídeo veiculado nas redes sociais, o jovem, que aparece ao lado de Yevgeny Prigozhin, oligarca fundador da Wagner, é filmado em trajes de combate. Ele fala em russo e especifica que também foi recrutado na prisão.
Treinamento rápido
A guerra na Ucrânia está prestes a completar um ano e, há seis meses, o grupo Wagner vasculha os centros penitenciários russos em busca de centenas de prisioneiros nacionais ou estrangeiros.
Antes de ir ao front, eles aprendem métodos de combate comuns, mas extremamente resumidos. “Eles recebem um pouco de treinamento, mas não é muito. Talvez algumas semanas ou alguns meses, mas não mais. […] O risco é enorme”, diz a pesquisadora.
Depois de confirmar a morte de um de seus cidadãos, o ministro das Relações Exteriores da Tanzânia, Stergomena Tax, pediu para os tanzanianos não “se juntarem a nenhum exército ou grupo armado em outros países”.
Os recrutamentos por Wagner já chegam a impactar na população carcerária na Rússia. Uma investigação divulgada em novembro pelo site de informações Mediazona revelou que, em dois meses, o número de homens nas prisões do país teve uma queda de 23 mil  pessoas, de um total de 349 mil em agosto. Esta diminuição abrupta é “oficial”, disse o jornal Mediazona.
O veículo, classificado como “agente estrangeiro” pelo Kremlin, indicava que estes eram números da administração penitenciária. A queda foi verificada apenas entre os condenados homens – nada mudou para aqueles em prisão preventiva ou nas prisões femininas.

Fonte: G1 Mundo

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Manifestantes protestam nos EUA após vídeo de policiais agredindo brutalmente um homem negro


Tyre Nichols sofreu diversos ferimentos no dia 7 de janeiro, quando foi parado pelos policias, e morreu no hospital três dias depois. Vídeo mostra homem negro sendo espancado por policiais nos EUA
Após a divulgação de um vídeo em que policiais agridem brutalmente um homem negro em Memphis, Tennesse, manifestantes se reúnem em diversas locais dos Estados Unidos para protestar contra a violência policial.
Tyre Nichols, de 29 anos, foi parado por cinco policiais no último dia 7 de janeiro enquanto dirigia, sob alegação de “direção imprudente”. Vídeos registrados pelas câmeras nos uniformes dos ex-policiais mostram que Nichols sofreu diversas agressões. Ele foi encaminhado ao hospital com diversos ferimentos e três dias depois, em 10 de janeiro, morreu.
LEIA MAIS
ENTENDA: policiais dos EUA espancam homem negro
Cinco ex-policiais da cidade de Memphis, nos EUA, são presos por morte de motorista
Os registros apareceram pela primeira vez nesta sexta-feira (27). Após a divulgação, um grupo de manifestantes se reúne em Memphis com gritos de “sem justiça, sem paz” e outras dezenas marcham em protesto em rodovias da região, segundo a Reuters.
Protestos acontecem também em outras cidades, incluindo Nova York, Atlanta e Washington D.C., mas as manifestações se mantém pacíficas até o momento, segundo a mídia internacional.
Vídeos postados em redes sociais mostram os manifestantes caminhando com cartazes em homenagem à Tyre Nichols e pedindo o fim da violência policial contra pessoas negras e de outras minorias.
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As primeiras pessoas a assistirem aos vídeos foram os familiares de Nichols. Em entrevista à mídia internacional, a mãe da vítima, RowVaughn Wells, afirmou: “nenhuma mãe deveria passar pelo que estou passando agora, nenhuma mãe (deveria) perder seu filho da maneira violenta como perdi meu filho”.
Já a chefe da polícia de Memphis, Cerelyn Davis, pontuou que “os atos desafiam a humanidade”.
A família de Nichols e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden – que conversou com a mãe e o padrasto da vítima -, pediram que os protestos permaneçam pacíficos. Apesar do apelo, as escolas fecharam mais cedo nesta sexta e os eventos marcados para a manhã deste sábado (28) foram cancelados, informa a Reuters.
Os cinco policiais envolvidos no caso, todos negros, foram acusados de assassinato em segundo grau, agressão, sequestro, má conduta e opressão pelo episódio que terminou com a morte de Nichols. Quatro deles pagaram fiança e foram soltos.
Demetrius Haley, Desmond Mills, Jr., Emmitt Martin III, Justin Smith e Tadarrius Bean, policiais que foram presos em Memphis
Reuters
Cronologia do caso
Veja abaixo uma cronologia do caso de Tyre Nichols:
7 de janeiro: Os policiais param Nichols sob suspeita de direção imprudente por volta das 20h30. Em um comunicado, a polícia disse que houve uma discussão, Nichols fugiu a pé, foi perseguido por policiais e outra discussão ocorreu. Posteriormente, Nichols “queixou-se de falta de ar”, disse o comunicado. Uma ambulância foi chamada, e Nichols foi levado para o hospital.
8 de janeiro: O promotor distrital do condado de Shelby, Steve Mulroy, pede para que a agência de investigação do estado conduza uma investigação sobre uso da força na prisão.
10 de janeiro: Nichols morre.
14 de janeiro: A família de Nichols realiza um evento memorial no qual exibe uma fotografia de Nichols que o mostra entubado e com o rosto espancado. Há um protesto em frente a uma delegacia de polícia.
16 de janeiro: A família contrata o advogado de direitos civis Ben Crump, conhecido por representar famílias em alguns dos casos mais difíceis dos EUA. Crump pede a divulgação do vídeo do encontro de Nichols capturado pelas câmeras de vídeo dos uniformes dos policiais e pelas câmeras do painel do veículo.
20 de janeiro: O Departamento de Polícia de Memphis demite os cinco policiais envolvidos.
23 de janeiro: Crump e a família de Nichols assistem ao vídeo da polícia. Crump diz mais tarde que o lembrou do vídeo da surra de Rodney King, um caso histórico do começo dos anos 1990.
24 de janeiro: A cidade de Memphis anunciou que dois bombeiros envolvidos no incidente foram dispensados ​​de suas funções enquanto se aguarda uma investigação interna.
25 de janeiro: A chefe da polícia de Memphis, Cerelyn Davis, divulga uma declaração em vídeo chamando o tratamento de Nichols de “falta de humanidade básica”.
26 de janeiro: Os cinco policiais são acusados ​​de assassinato em segundo grau.
27 de janeiro: O vídeo do incidente feito pela polícia é divulgado ao público.
Outros incidentes
Os Estados Unidos vivem uma série de casos de violência policial que termina com a morte de pessoas negras e outras minorias. A população reage com protestos contra o racismo sistêmico no sistema de policiamento e de Justiça.
Houve protestos após o assassinato, em maio de 2020, de George Floyd, um homem negro que morreu depois que um policial branco de Minneapolis se ajoelhou em seu pescoço por mais de 9 minutos.

Fonte: G1 Mundo

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Policiais dos EUA espancam homem negro; cidade americana se prepara para protestos


Tyre Nichols, um homem negro, estava dirigindo no dia 7 de janeiro na cidade quando foi parado por cinco policiais. Durante sua prisão, ele sofreu ferimentos e, três dias depois, morreu em um hospital. Imagem de policiais com Tyre Nichols, encostado na roda do carro
Reprodução/Polícia de Memphis
As autoridades de Memphis, nos Estados Unidos, estão se preparando para uma onda de manifestações após a divulgação de vídeos gravados pelas câmeras dos uniformes de cinco ex-policiais da cidade que mostram um ataque a um motorista que levou o homem à morte.
Tyre Nichols, um homem negro, estava dirigindo no dia 7 de janeiro na cidade quando foi parado por cinco policiais. Durante sua prisão, ele sofreu ferimentos e, três dias depois, morreu em um hospital.
Os cinco policiais, todos negros, foram acusados de assassinato em segundo grau, agressão, sequestro, má conduta e opressão pelo episódio que terminou com a morte de Nichols.
Quatro deles pagaram fiança e foram soltos.
Demetrius Haley, Desmond Mills, Jr., Emmitt Martin III, Justin Smith e Tadarrius Bean, policiais que foram presos em Memphis
Reuters
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Cinco ex-policiais da cidade de Memphis, nos EUA, são presos por morte de motorista
Antes da divulgação do vídeo
Antes da divulgação, poucas pessoas tiveram acesso aos vídeos que devem ser divulgados nesta sexta-feira. A família da vítima está entre o grupo de pessoas que já tinham visto as imagens.
O presidente Joe Biden conversou com a mãe e com o padrasto da vítima e deu os pêsames a eles.
O procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, e o diretor do FBI, Christopher Wray, também tiveram acesso às imagens antes da divulgação.
Wray afirmou que o que aconteceu em Memphis é obviamente trágico. “Eu mesmo vi o vídeo e vou dizer que fiquei chocado”, disse ele.
A polícia não divulgou muitos detalhes sobre as circunstâncias da prisão de Nichols. Até o promotor Steve Mulroy, que acusou os policiais, descreveu o incidente de forma vaga.
Depois que Nichols foi parado por direção imprudente, houve uma discussão. Os policiais o usaram spray de pimenta, e Nichols tentou fugir a pé. “Houve outra discussão em um local próximo em que os ferimentos graves foram sofridos pelo Sr. Nichols.”
Cronologia do caso
Veja abaixo uma cronologia do caso de Tyre Nichols:
7 de janeiro: Os policiais param Nichols sob suspeita de direção imprudente por volta das 20h30. Em um comunicado, a polícia disse que houve uma discussão, Nichols fugiu a pé, foi perseguido por policiais e outra discussão ocorreu. Posteriormente, Nichols “queixou-se de falta de ar”, disse o comunicado. Uma ambulância foi chamada, e Nichols foi levado para o hospital.
8 de janeiro: O promotor distrital do condado de Shelby, Steve Mulroy, pede para que a agência de investigação do estado conduza uma investigação sobre uso da força na prisão.
10 de janeiro: Nichols morre.
14 de janeiro: A família de Nichols realiza um evento memorial no qual exibe uma fotografia de Nichols que o mostra entubado e com o rosto espancado. Há um protesto em frente a uma delegacia de polícia.
16 de janeiro: A família contrata o advogado de direitos civis Ben Crump, conhecido por representar famílias em alguns dos casos mais difíceis dos EUA. Crump pede a divulgação do vídeo do encontro de Nichols capturado pelas câmeras de vídeo dos uniformes dos policiais e pelas câmeras do painel do veículo.
20 de janeiro: O Departamento de Polícia de Memphis demite os cinco policiais envolvidos.
23 de janeiro: Crump e a família de Nichols assistem ao vídeo da polícia. Crump diz mais tarde que o lembrou do vídeo da surra de Rodney King, um caso histórico do começo dos anos 1990.
24 de janeiro: A cidade de Memphis anunciou que dois bombeiros envolvidos no incidente foram dispensados ​​de suas funções enquanto se aguarda uma investigação interna.
25 de janeiro: O chefe da polícia de Memphis, Cerelyn Davis, divulga uma declaração em vídeo chamando o tratamento de Nichols de “falta de humanidade básica”.
26 de janeiro: Os cinco policiais são acusados ​​de assassinato em segundo grau.
27 de janeiro: O vídeo do incidente feito pela polícia é divulgado ao público.
Outros incidentes
Os EUA vivem uma série de casos de violência policial que termina com a morte de pessoas negras e outras minorias. A população reage com protestos contra o racismo sistêmico no sistema de policiamento e de Justiça.
Houve protestos após o assassinato, em maio de 2020, de George Floyd, um homem negro que morreu depois que um policial branco de Minneapolis se ajoelhou em seu pescoço por mais de 9 minutos.

Fonte: G1 Mundo

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A Alemanha entra na guerra ao enviar tanques para a Ucrânia?


Com a decisão de fornecer a Kiev os avançados blindados de combate Leopard 2, muitos se perguntam se o país pode agora ser visto como parte diretamente envolvida no conflito. Especialistas dizem que não. Tanque Leopard 2 dispara durante exercício militar na Letônia em 29 de setembro de 2022
REUTERS/Ints Kalnins
Quando a Alemanha decidiu entregar tanques Leopard à Ucrânia após uma longa hesitação, o governo da Rússia reagiu prontamente: “Tudo o que a Otan e as capitais que mencionei, tanto na Europa como nos EUA, fizerem será tratado por Moscou como uma participação direta no conflito”, disse nesta quinta-feira (26/01) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo uma reportagem da agência de notícias russa Interfax.
“Não há guerra entre a Rússia e a Otan”
Era exatamente esta acusação de Moscou — a de que a Alemanha é parte direta da guerra na Ucrânia — que o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, sempre quis evitar. E foi justamente isso que ele havia negado na véspera através da emissora pública alemã ZDF: “Não, absolutamente não”, ressaltou Scholz. “Não pode haver guerra entre a Rússia e a Otan.”
Avaliação de Scholz é corroborada por especialistas
No geral, especialistas em direito internacional concordam com Scholz.
“[Conforme a Carta das Nações Unidas], em suas relações internacionais, todos os membros devem abster-se de qualquer ameaça ou uso da força dirigida contra a integridade territorial ou independência política de um Estado ou de outra forma incompatível com os objetivos das Nações Unidas.”
E é bastante óbvio que a Rússia violou esse mesmo preceito quando atacou a Ucrânia em fevereiro do ano passado. Neste caso, a Carta estabelece de maneira expressa que todos os países têm o direito de se defender, individual ou coletivamente.
Armas pesadas também são legítimas
Expressamente, isso também significa que outros países podem fornecer armas ou iniciar missões de treinamento. Não há diferenciação entre armas pesadas, como o tanque Leopard da Alemanha, ou modelos de armas mais leves. E até mesmo o destacamento de forças armadas de outros países na Ucrânia seria legítimo, de acordo com o especialista em direito internacional Markus Krajewski, da Universidade de Erlangen-Nuremberg.
“Isso porque cada tiro que a Rússia atualmente dispara na Ucrânia é uma continuação da violação do direito internacional. A Rússia só voltará a se comportar em conformidade com o direito internacional quando retirar suas tropas de volta para dentro de suas próprias fronteiras,” disse Krajewski à rede pública alemã de TV ARD.
No momento, porém, não há sinal de que isso vá acontecer.
Rússia teria usado inverno para reabastecer suprimentos
Pelo contrário: especialistas esperam uma ofensiva dos russos já no início do ano. “A Rússia aproveitou o inverno para avançar na mobilização e no treinamento de soldados russos e para tratar do fornecimento de munição e material”, disse à DW o deputado Roderich Kiesewetter especialista em defesa do partido conservador União Democrata Cristã (CDU).
“A Ucrânia mal conseguiu compensar suas perdas materiais. Os veículos blindados e os tanques de batalha, a artilharia e as entregas de munição irão, portanto, inicialmente apenas compensar esta desvantagem flagrante. Além das altas perdas de material, principalmente de tanques, quase não há munição e peças de reposição para os modelos soviéticos. A troca para modelos e cadeias logísticas ocidentais é, portanto, inevitável.”
Momento delicado
Uma mostra de como a situação é delicada e tensa foi a recente polêmica em torno de uma fala da ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, sobre uma “guerra contra a Rússia”.
Na terça-feira, com o intuito de pedir a coesão dos aliados ocidentais, Baerbock se dirigiu aos membros do Conselho da Europa em Estrasburgo com as seguintes palavras: “Estamos travando uma guerra contra a Rússia e não uns contra os outros”. Tal declaração caiu como uma luva para a propaganda de guerra da mídia estatal russa: como prova de que a Alemanha e os outros países da UE são partes diretas do conflito na Ucrânia e estão lutando contra a Rússia.
“Declarações contraditórias”
Nesta sexta-feira, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, exigiu uma explicação do embaixador alemão em Moscou sobre as declarações “contraditórias” de Berlim, argumentando que, “por um lado, a Alemanha declara que não faz parte do conflito na Ucrânia e, por outro, Baerbock diz que os países da Europa estão em guerra com a Rússia. Será que eles mesmo entendem do que estão falando?”, escreveu Zakharova no aplicativo de mensagens Telegram.
O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha classificou a declaração de Baerbock sob uma outra perspectiva.
“A Rússia está travando uma guerra brutal contra a Ucrânia. Esta é também uma guerra contra a ordem de paz europeia e o direito internacional. O direito internacional é claro: apoiar a Ucrânia no exercício de seu direito individual de autodefesa contra a guerra de agressão da Rússia, que contraria o direito internacional, não torna a Alemanha parte do conflito, conforme consagrado na Carta da ONU”, disse.
Embora Alemanha e seus aliados ocidentais estejam agindo no âmbito do que diz o direito internacional, suas entregas de armas pesadas são agora cada vez mais o foco da propaganda russa. Até porque Putin nunca deu muita bola para o direito internacional e provavelmente nunca o fará.

Fonte: G1 Mundo