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Ataque a tiros deixa 7 mortos e 10 feridos em Jerusalém


A polícia israelense afirmou que foi um ataque terrorista. Na quinta-feira, uma operação israelense deixou 9 mortos na Cisjordânia. Nesta sexta, foram lançados foguetes em direção ao sul de Israel, a partir da Faixa de Gaza. Por fim, o exército israelense informou que efetuou ao menos duas séries de bombardeios aéreos contra áreas do grupo Hamas. Profissionais do serviço de emergência perto de mortos em Jerusalém, em 27 de janeiro de 2023
Ahmad Gharabli / AFP
Sete israelenses morreram e 10 ficaram feridas em um ataque a tiros em uma sinagoga na periferia da cidade de Jerusalém, de acordo com o Ministério de Relações Exteriores de Israel.
A polícia israelense descreveu o incidente como um ataque terrorista. Nenhum grupo reivindicou o ataque.
Em Gaza, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, disse que esta operação “é uma resposta ao crime conduzido pela ocupação em Jenin e uma resposta natural às ações criminosas da ocupação”, mas ele não reivindicou o ataque.
A Jihad Islâmica Palestina também elogiou, mas não reivindicou o ataque.
A sinagoga fica em uma região que é considerada pelos israelenses como um bairro de Jerusalém, mas que os palestinos (e a maior parte da comunidade internacional) diz ser terra ocupada ilegalmente pelos israelenses depois de uma guerra em 1967.
Escalada de violência
Israel bombardeou a Faixa de Gaza nesta sexta-feira (27) em resposta a disparos de foguetes a partir do território palestino.
Na quinta-feira, uma operação israelense deixou vários mortos em uma outra região palestina, a Cisjordânia ocupada.
Fogo e fumaça na cidade de Gaza, em 27 de janeiro de 2023
Mahmud Hams / AFP
A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu a nova escalada como parte de um um “ciclo interminável de violência”.
O exército israelense informou que efetuou ao menos duas séries de bombardeios aéreos contra áreas do grupo Hamas, após vários lançamentos de foguetes em direção ao sul de Israel.
As explosões atingiram a cidade de Gaza, segundo correspondentes da AFP.
Nenhum dos dois lados registou feridos. A maioria dos foguetes disparados a partir de Gaza foi interceptada pelo sistema de defesa aérea israelense.
O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e a Jihad Islâmica prometeram represálias após a incursão de quinta-feira no campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia, que deixou nove mortos. Foi um dos ataques mais violentos na Cisjordânia em anos.
Exército de Israel mata nove palestinos na Cisjordânia
Ambos os grupos participaram do lançamento de foguetes, disse Khaled el-Batsh, uma autoridade da Jihad Islâmica, que, horas antes, havia afirmado em um comunicado que os projéteis disparados “levam uma mensagem: o inimigo (Israel) deve permanecer alerta, porque o sangue palestino derramado custa caro”.
Uma operação israelense no campo de refugiados de Jenin deixou nove mortos e 20 pessoas feridas, informou o Ministério da Saúde da Palestina.
Outro palestino faleceu ao ser atingido por tiros de tropas israelenses em um incidente separado perto de Ramallah, também na Cisjordânia.
Milhares de pessoas protestaram em Gaza na quinta-feira (26), onde foram vistos cartazes com os dizeres: “Jenin, a resposta está chegando e a resistência é nossa estratégia”.
A Autoridade Palestina classificou a incursão pela Cisjordânia como um “massacre” e anunciou que não irá mais cooperar com Israel em matéria de segurança.
De acordo com a ONU, não eram registradas tantas mortes em apenas uma operação israelense na Cisjordânia desde o início dos registros das operações em 2005.
O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos fez um apelo para que se “coloque um fim ao ciclo interminável de violência” e expressou preocupação com o “aumento acentuado de mortes de palestinos em operações israelenses na Cisjordânia ocupada”.
A Casa Branca está “profundamente preocupada” com a “escalada de violência”, afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, acrescentando que Washington encoraja “todas as partes envolvidas” a procurar “desarmar a crise com urgência”.
O Departamento de Estado americano anunciou que o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, viajará na próxima semana a Israel e Cisjordânia para “reduzir as tensões”.
O governo dos Emirados Árabes Unidos, que normalizou as relações com Israel em 2020, condenou “o ataque das forças israelenses” e pediu uma reunião “urgente” do Conselho de Segurança da ONU.
“Operação antiterrorista”
Desde o início do ano, até 30 palestinos, civis ou membros de grupos armados, morreram em incidentes de violência envolvendo as forças de segurança e também cidadãos civis de Israel.
Um porta-voz militar israelense disse que o Exército realizou “uma operação antiterrorista” contra a organização armada Jihad Islâmica, envolvida em vários ataques contra Israel.
Antes de se retirar, as forças israelenses “jogaram deliberadamente granadas de gás lacrimogêneo” na ala pediátrica de um hospital de Jenin, “o que provocou a asfixia de algumas crianças”, denunciou a ministra da Saúde palestina, Mai Al Kaila.
“Ninguém disparou gás lacrimogêneo deliberadamente contra um hospital […], mas a operação ocorreu não muito longe de um hospital e é possível que o gás lacrimogêneo tenha entrado por uma janela aberta”, disse um porta-voz do Exército israelense à AFP.
Uma das vítimas de quinta-feira se chamava Majeda Obeid, uma mulher de 61 anos, e sua filha contou como ela faleceu durante a operação militar israelense.
Estado de guerra
“Quando ela terminou de rezar, olhou pela janela por um momento e, então, foi atingida por uma bala no pescoço. Seu corpo tombou contra a parede e depois caiu sobre o chão”, disse Kefiyat Obeid, de 26 anos.
O acampamento de Jenin, criado em 1953, é como uma cidade dentro da cidade e abriga cerca de 20 mil refugiados, segundo a UNRWA, agência da ONU encarregada dos refugiados palestinos
O Exército israelense, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, realiza operações quase diárias nesse território palestino, principalmente no norte, nos setores de Jenin e Nablus, redutos de grupos armados palestinos.
“O Exército israelense destrói tudo e atira em tudo que se move”, disse o vice-governador de Jenin, Kamal Abu Al Rub.
“O que está acontecendo em Jenin e em seu campo é um massacre perpetrado pelo governo de ocupação israelense”, disse Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente da Autoridade Palestina.
O secretário-geral da Liga Árabe denunciou um “massacre sangrento” perpetrado “sob as ordens diretas de [o primeiro-ministro israelense Benjamin] Netanyahu”, que retornou ao comando do governo de Israel no fim do ano passado.

Fonte: G1 Mundo

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Aumento das mortes em Gaza é resultado de aliança de Netanyahu com extrema direita, diz especialista


O aumento da violência ocorre na sequência do ano mais mortal em quase duas décadas na região: 150 palestinos e 30 israelenses morreram em confrontos em 2022. Palestinos protestam queimando pneus após operação militar israelense matar nove pessoas em Jenin (26/01/2023).
AP/Fatima Shbair
Israel anunciou ataques aéreos nesta sexta-feira (27) contra a Faixa de Gaza em resposta aos disparos de foguetes a partir do território palestino, em um momento de tensão provocado por uma incursão israelense que deixou pelo menos 30 mortos na Cisjordânia desde o início do ano. Para o especialista em Oriente Médio Bernard Botiveau, entrevistado pela RFI, o aumento da violência reflete a nova aliança de extrema direita no poder em Israel.
“A repressão em curso, que se agravou depois do início do novo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, associado à extrema direita israelense, complicou as coisas e aumentou a pressão sobre os territórios palestinos”, disse em entrevista à RFI o diretor emérito de pesquisas no Centro Nacional de Pesquisas da França (CNRS na sigla em francês).
“Não podemos, portanto, excluir a possibilidade de as coisas se degradarem ainda mais em Gaza, embora ainda seja cedo para falarmos de início de uma nova guerra”, disse Botiveau, que também é pesquisador-associado do Instituto de Pesquisas e Estudos sobre o Mundo Árabe e Muçulmano (Iremam), em Aix-en-Provence.
Oficialmente, o governo de Israel alega não desejar uma escalada da violência – mas os aliados ultraconservadores têm pressionado para Tel Aviv acelerar ainda mais as colonizações, que desencadeiam reações dos movimentos islâmicos armados Jihad Islâmica e Hamas. O premier retornou à chefia de governo de Israel no fim do ano passado.
“Netanyahu é muito experiente e conhece os limites que não pode ultrapassar, afinal ele depende do apoio ocidental e em especial dos Estados Unidos. Ele é obrigado a tomar cuidado. Mas a pressão da extrema direita está forte”, ressalta o pesquisador francês.
Tensão em Gaza
Nesta sexta, o Exército de Israel informou que efetuou ao menos duas séries de bombardeios aéreos contra áreas do Hamas, após vários lançamentos de foguetes em direção ao sul do país. As explosões atingiram a cidade de Gaza.
Muitos dos foguetes disparados a partir de Gaza foram interceptados pelo sistema de defesa aérea israelense. Os lançamentos de foguetes não foram reivindicados, mas tanto o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, como o grupo Jihad Islâmica prometeram represálias após a incursão de quinta-feira no campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia, que deixou nove mortos.
Outro palestino faleceu ao ser atingido por tiros de tropas israelenses em um incidente separado perto de Ramallah, na Cisjordânia. Entre os mortos, estava uma idosa e 20 pessoas ficaram feridas durante a operação militar no campo de refugiados da cidade, informou o Ministério da Saúde palestino. De acordo com a ONU, não eram registradas tantas mortes em apenas uma operação israelense na Cisjordânia desde o início dos registros das operações em 2005.
A Jihad Islâmica afirmou nesta sexta-feira, em um comunicado, que os projéteis disparados “levam uma mensagem: o inimigo (Israel) deve permanecer alerta, porque o sangue palestino derramado custa caro”.
Efeito Trump
O aumento da violência ocorre na sequência do ano mais mortal em quase duas décadas na região: 150 palestinos e 30 israelenses morreram em confrontos em 2022. “Há uma agravação terrível do quadro nos últimos três anos, que é o resultado dos Acordos de Abraão [entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, firmado em 2020] e os efeitos dos anos Trump nos Estados Unidos, que estimulava as colonizações e o endurecimento da repressão por Israel. Tudo isso contribuiu para o aumento generalizado das tensões”, afirma Botiveau.
“Não se tem falado muito na imprensa, mas faz um ano, pelo menos, que a violência é permanente: não tem um dia sem que tenha um morto do lado palestino em meio a operações militares israelenses.”
O pesquisador do Iremam observa ainda que, entre os palestinos, a legitimidade da Autoridade Nacional Palestina é cada vez mais questionada, já que não foram realizadas eleições nos territórios desde 2006. O governo classificou a incursão pela Cisjordânia como “um massacre” e anunciou que não irá mais cooperar com Israel em matéria de segurança.
Além disso, no plano internacional, o contexto geopolítico não favorece a uma retomada dos diálogos entre os dois lados, principalmente devido à guerra na Ucrânia. O Departamento de Estado americano anunciou que o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, viajará na próxima semana a Israel e Cisjordânia para “reduzir as tensões”.
O governo dos Emirados Árabes Unidos, que normalizou as relações com Israel em 2020, condenou “o ataque das forças israelenses” e pediu uma reunião “urgente” do Conselho de Segurança da ONU.
“Operação antiterrorista”
Desde o início do ano, até 30 palestinos – civis ou membros de grupos armados – morreram em incidentes de violência envolvendo as forças de segurança e também cidadãos civis de Israel. Um porta-voz militar israelense disse que o Exército realizou “uma operação antiterrorista” contra a organização armada Jihad Islâmica, envolvida em vários ataques contra Israel.
Antes de se retirar, as forças israelenses “jogaram deliberadamente granadas de gás lacrimogêneo” na ala pediátrica de um hospital de Jenin, “o que provocou a asfixia de algumas crianças”, denunciou na quinta-feira (26) a ministra da Saúde palestina, Mai Al Kaila.
“Ninguém disparou gás lacrimogêneo deliberadamente contra um hospital […], mas a operação ocorreu não muito longe de um hospital e é possível que o gás lacrimogêneo tenha entrado por uma janela aberta”, se defendeu um porta-voz do Exército israelense à AFP.
Uma das vítimas desse episódio se chamava Majeda Obeid, uma mulher de 61 anos, e sua filha contou à AFP como ela faleceu durante a operação militar israelense. “Quando ela terminou de rezar, olhou pela janela por um momento e, então, foi atingida por uma bala no pescoço. Seu corpo tombou contra a parede e depois caiu sobre o chão”, disse Kefiyat Obeid, de 26 anos.
O acampamento de Jenin, criado em 1953, é como uma cidade dentro da cidade e abriga cerca de 20 mil refugiados, segundo a UNRWA, agência da ONU encarregada dos refugiados palestinos. O Exército israelense, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, realiza operações quase diárias nesse território palestino, principalmente no norte, nos setores de Jenin e Nablus, redutos de grupos armados palestinos.
“O Exército israelense destrói tudo e atira em tudo que se move”, disse o vice-governador de Jenin, Kamal Abu Al Rub.
O secretário-geral da Liga Árabe denunciou um “massacre sangrento” perpetrado “sob as ordens diretas de [o primeiro-ministro israelense Benjamin] Netanyahu”.

Fonte: G1 Mundo

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Israel bombardeia Gaza em novo ciclo de violência ‘interminável’


Na quinta-feira, uma operação israelense deixou 9 mortos na Cisjordânia. Nesta sexta, foram lançados foguetes em direção ao sul de Israel, a partir da Faixa de Gaza. Por fim, o exército israelense informou que efetuou ao menos duas séries de bombardeios aéreos contra áreas do grupo Hamas. Homem segura bandeira da Palestina durante confronto com forças de Israel, em 27 de janeiro de 2023
Mohammed Salem/Reuters
Israel bombardeou a Faixa de Gaza nesta sexta-feira (27) em resposta a disparos de foguetes a partir do território palestino.
Na quinta-feira, uma operação israelense deixou vários mortos em uma outra região palestina, a Cisjordânia ocupada.
Fogo e fumaça na cidade de Gaza, em 27 de janeiro de 2023
Mahmud Hams / AFP
A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu a nova escalada como parte de um um “ciclo interminável de violência”.
O exército israelense informou que efetuou ao menos duas séries de bombardeios aéreos contra áreas do grupo Hamas, após vários lançamentos de foguetes em direção ao sul de Israel.
As explosões atingiram a cidade de Gaza, segundo correspondentes da AFP.
Nenhum dos dois lados registou feridos. A maioria dos foguetes disparados a partir de Gaza foi interceptada pelo sistema de defesa aérea israelense.
O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e a Jihad Islâmica prometeram represálias após a incursão de quinta-feira no campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia, que deixou nove mortos.
Exército de Israel mata nove palestinos na Cisjordânia
Ambos os grupos participaram do lançamento de foguetes, disse Khaled el-Batsh, uma autoridade da Jihad Islâmica, que, horas antes, havia afirmado em um comunicado que os projéteis disparados “levam uma mensagem: o inimigo (Israel) deve permanecer alerta, porque o sangue palestino derramado custa caro”.
Uma operação israelense no campo de refugiados de Jenin deixou nove mortos e 20 pessoas feridas, informou o Ministério da Saúde da Palestina.
Outro palestino faleceu ao ser atingido por tiros de tropas israelenses em um incidente separado perto de Ramallah, também na Cisjordânia.
Milhares de pessoas protestaram em Gaza na quinta-feira (26), onde foram vistos cartazes com os dizeres: “Jenin, a resposta está chegando e a resistência é nossa estratégia”.
A Autoridade Palestina classificou a incursão pela Cisjordânia como um “massacre” e anunciou que não irá mais cooperar com Israel em matéria de segurança.
De acordo com a ONU, não eram registradas tantas mortes em apenas uma operação israelense na Cisjordânia desde o início dos registros das operações em 2005.
O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos fez um apelo para que se “coloque um fim ao ciclo interminável de violência” e expressou preocupação com o “aumento acentuado de mortes de palestinos em operações israelenses na Cisjordânia ocupada”.
A Casa Branca está “profundamente preocupada” com a “escalada de violência”, afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, acrescentando que Washington encoraja “todas as partes envolvidas” a procurar “desarmar a crise com urgência”.
O Departamento de Estado americano anunciou que o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, viajará na próxima semana a Israel e Cisjordânia para “reduzir as tensões”.
O governo dos Emirados Árabes Unidos, que normalizou as relações com Israel em 2020, condenou “o ataque das forças israelenses” e pediu uma reunião “urgente” do Conselho de Segurança da ONU.
– “Operação antiterrorista” -Desde o início do ano, até 30 palestinos, civis ou membros de grupos armados, morreram em incidentes de violência envolvendo as forças de segurança e também cidadãos civis de Israel.
Um porta-voz militar israelense disse que o Exército realizou “uma operação antiterrorista” contra a organização armada Jihad Islâmica, envolvida em vários ataques contra Israel.
Antes de se retirar, as forças israelenses “jogaram deliberadamente granadas de gás lacrimogêneo” na ala pediátrica de um hospital de Jenin, “o que provocou a asfixia de algumas crianças”, denunciou a ministra da Saúde palestina, Mai Al Kaila.
“Ninguém disparou gás lacrimogêneo deliberadamente contra um hospital […], mas a operação ocorreu não muito longe de um hospital e é possível que o gás lacrimogêneo tenha entrado por uma janela aberta”, disse um porta-voz do Exército israelense à AFP.
Uma das vítimas de quinta-feira se chamava Majeda Obeid, uma mulher de 61 anos, e sua filha contou como ela faleceu durante a operação militar israelense.
Estado de guerra
“Quando ela terminou de rezar, olhou pela janela por um momento e, então, foi atingida por uma bala no pescoço. Seu corpo tombou contra a parede e depois caiu sobre o chão”, disse Kefiyat Obeid, de 26 anos.
O acampamento de Jenin, criado em 1953, é como uma cidade dentro da cidade e abriga cerca de 20 mil refugiados, segundo a UNRWA, agência da ONU encarregada dos refugiados palestinos
O Exército israelense, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, realiza operações quase diárias nesse território palestino, principalmente no norte, nos setores de Jenin e Nablus, redutos de grupos armados palestinos.
“O Exército israelense destrói tudo e atira em tudo que se move”, disse o vice-governador de Jenin, Kamal Abu Al Rub.
“O que está acontecendo em Jenin e em seu campo é um massacre perpetrado pelo governo de ocupação israelense”, disse Nabil Abu Rudeina, porta-voz do presidente da Autoridade Palestina.
O secretário-geral da Liga Árabe denunciou um “massacre sangrento” perpetrado “sob as ordens diretas de [o primeiro-ministro israelense Benjamin] Netanyahu”, que retornou ao comando do governo de Israel no fim do ano passado.

Fonte: G1 Mundo

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Daniel Alves preso: pulseira eletrônica, sêmen na cabine e fotos apagadas; veja os desdobramentos mais recentes do caso


Jogador está sendo acusado de estupro e agressão sexual na Espanha, onde está preso há uma semana. Após contradição no depoimento, ele afirmou que a relação foi consentida, o que a jovem de 23 anos nega. Entenda prisão preventiva de Daniel Alves por suposta agressão sexual na Espanha
A prisão do jogador de futebol Daniel Alves, de 39 anos, completa uma semana nesta sexta-feira (27). Ele é acusado de ter estuprado uma espanhola no banheiro de uma boate de luxo de Barcelona, em 31 de dezembro. Por meio de seus advogados, a jovem de 23 anos afirmou que não quer ter sua identidade revelada nem receber indenização.
O atleta, que após a denúncia teve rescindido seu contrato com o time mexicano Pumas, está no presídio de Brians 2, a cerca de 40 quilômetros de Barcelona. Ele está preso preventivamente e chegou ao local após ter sido transferido na segunda-feira (23) por questões de segurança, segundo a Justiça espanhola.
A investigação começou em 2 de janeiro. A mulher disse que, após ter sido estuprada por Daniel Alves, chamou o segurança da casa noturna e foi ao hospital, onde exames confirmaram o crime.
Em seu depoimento, considerado sólido pelas autoridades policiais, a jovem afirmou ter sido forçada pelo jogador a sentar no colo dele, jogada no chão, agredida e obrigada a fazer sexo oral. A mulher descreveu que o estupro foi muito violento e durou cerca de 15 minutos.
Já o depoimento do atleta apresentou inconsistências. Ele chegou a mudar suas versões sobre o caso: primeiro, quando ainda estava solto, declarou que não conhecia a mulher; depois, afirmou que fez sexo consensual com ela.
Um ponto central das versões é uma tatuagem íntima de Daniel Alves. A jovem disse que viu o desenho de uma meia-lua no abdômen do jogador quando ele tentou forçá-la a fazer sexo oral. Alves confirmou, em seu primeiro depoimento, que tem a tatuagem, mas alegou que foi a mulher quem o atacou enquanto ele estava sentado em um vaso sanitário.
No entanto, a juíza do caso afirmou que, se essa versão do jogador fosse verdadeira, a jovem não teria conseguido ver o desenho, já que este estaria tampado pela camiseta do atleta. O jogador, então, apresentou outra versão, de que a relação foi consensual.
Veja, abaixo, os desdobramentos mais recentes do caso, que incluem:
a cela dividida com outro brasileiro;
o pedido da defesa do jogador para ele usar pulseira eletrônica;
a alegação de que o atleta não pretende sair da Espanha;
as fotos de Daniel Alves apagadas pela esposa dele;
a reunião da mãe do atleta com advogados;
o suposto beijo ocorrido entre o jogador e a jovem (ela nega);
e os restos de sêmen encontrados no banheiro da boate.
Cela com brasileiro
Daniel Alves é transferido de prisão na Espanha
No presídio de Brians 2, Daniel Alves divide cela com outro brasileiro. O jornal local “El Periódico” informou que o homem se chama Coutinho e está preso por um crime semelhante àquele pelo qual o jogador é acusado. A cela fica em um módulo designado aos detentos acusados de agressão sexual.
O Brians 1, onde o brasileiro estava inicialmente, tem celas maiores – portanto, compartilhadas com mais pessoas. Já o Brians 2 tem menos presidiários, a maioria já condenada.
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Pulseira eletrônica
Em uma ofensiva para tentar tirar DAniel Alves da prisão, a defesa do atleta, da qual faz parte Cristóbal Martell, um dos advogados mais conhecidos da Espanha, disse que vai pedir à Justiça um recurso com sugestões de uma série de medidas cautelares que eliminem o risco de fuga.
Uma delas é o uso de uma pulseira eletrônica, aparato similar às tornozeleiras eletrônicas usadas por réus no Brasil.
Segundo a rede de TV espanhola Antena 3, o advogado de Alves vai propor o uso da pulseira no recurso em que pedirá para o que o jogador aguarde o caso em liberdade.
Martell é conhecido por conseguir acordos judiciais e por ter atuado em casos famosos e midiáticos na Espanha, como o do jogador argentino Lionel Messi, que foi de fraude fiscal quando jogava no Barcelona.
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Passaporte
A defesa de Alves, ainda de acordo com fontes ouvidas pela Antena 3, também vai sugerir que a Justiça retenha o passaporte do atleta, em uma tentativa de dar todas as garantias de que ele não deixará a Espanha enquanto aguarda a conclusão das investigações.
Ao aceitar o pedido da promotoria pela prisão preventiva na sexta-feira (20), a juíza argumentou que havia alto risco de fuga, já que Daniel Alves reside em outro país, o México, onde ele tinha contrato com o Pumas, e tem poder aquisitivo suficiente para deixar a Espanha em um avião.
Para tentar desmontar a argumentação, a defesa alegará que o jogador já não residirá mais no México, uma vez que teve o contrato rescindido com o clube.
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A esposa
Esposa de Daniel Alves, Joana Sanz
Reprodução
Segundo o jornal catalão “El Períodico”, a defesa também alegará que Daniel Alves se contradisse nos depoimentos porque não queria que sua esposa descobrisse a traição. O recurso deve ser apresentado até segunda-feira (30). O prazo final dado pelo Tribunal de Barcelona para a defesa recorrer, já ampliado, termina na terça-feira (31).
A modelo e empresária espanhola Joana Sanz, mulher de Daniel Alves, apagou as fotos mais recentes que tinha com o marido em sua conta no Instagram. Agora, em sua rede social, é possível ver apenas fotos de campanhas publicitárias e com familiares e amigos. São poucos os registros de imagens do jogador. Em uma elas, o atleta está com um cachorro no colo.
Nesta terça-feira (24), Joana postou um vídeo desmentindo uma reportagem do jornal espanhol “El Confidencial”, segundo o qual ela divulgou uma mensagem de apoio ao marido.
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A mãe
Lúcia Alves, mãe de Daniel Alves, caminha ao lado dos advogados em Barcelona
Reprodução/La Vanguardia
A mãe do jogador, Lúcia Alves, se reuniu nesta quinta-feira (26), em Barcelona, com a defesa do jogador. Na saída do escritório, ela, que estava visivelmente emocionada, foi abordada pelos jornalistas locais, mas não respondeu.
Um vídeo publicado pela emissora espanhola La Vanguarda mostrou que Lúcia balançou a cabeça afirmativamente quando foi questionada por uma repórter se acreditava na inocência do filho.
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Suposto beijo
Segundo o jornal espanhol “ABC”, o hospital que atendeu a jovem que acusa Daniel Alves de estupro informou que ela apresentou equimose (ferimento) no joelho. Isso corroboraria a versão de que a mulher resistiu quando foi forçada a fazer sexo oral e de que houve estupro.
O relatório do hospital registra, entretanto, que a jovem e Daniel se beijaram, o que a jovem negou veementemente por meio da defesa e em depoimento. “Não aconteceu em momento algum”, afirmou a mulher.
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Sêmen no banheiro
Imagens gravadas pela boate mostram que a jovem ficou cerca de 14 minutos no banheiro, e Daniel Alves, 16.
De acordo com o jornal “El Periódico”, foram encontrados restos de sêmen no banheiro da boate.
O relatório médico afirma que a jovem tinha marcas de violência compatíveis com estupro. Ainda não se sabe se o sêmen foi analisado e se o material genético é compatível com o do atleta.
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Fonte: G1 Mundo

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O ‘Schindler da Bolívia’ que salvou milhares de judeus do Holocausto


Magnata foi visto por muito tempo como um ‘vilão’ no país sul-americano, mas seus feitos humanitários durante o Holocausto foram descobertos muitos anos depois. Moritz Hochschild (1881-1965) ficou conhecido como um dos três ‘barões do estanho’ na Bolívia
A. BLAUM
Na primeira metade do século 20, os homens mais poderosos da Bolívia — e talvez da América do Sul — eram empresários do setor de mineração: Simón Patiño, Carlos Aramayo e Moritz Hochschild.
Durante anos, seus polêmicos métodos de acúmulo de riqueza fizeram os arquivos históricos classificarem esses três homens, conhecidos como os “barões do estanho”, como “inimigos da Bolívia”.
Entre eles, destacava-se a figura de Hochschild, o único que não tinha cidadania boliviana. De origem alemã e fortes laços com o continente europeu, ele era constantemente chamado de “explorador”.
Mas a história se mostrou mais complexa. No final de 1999, os arquivos da Corporação Mineradora da Bolívia (Comibol) foram organizados — e os responsáveis pela tarefa encontraram documentos revelando que Hochschild, graças a seus contatos europeus, havia conseguido salvar milhares de judeus do regime nazista.
“Ele era o que podemos chamar de homem de negócios da mineração, a quem o que importava eram os lucros e que explorava seus funcionários”, diz o historiador boliviano Robert Brockmann à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
“Mas os papéis encontrados na Comibol mostraram o outro lado desse homem: uma espécie de Schindler que fez o possível para salvar os judeus do Holocausto nazista.”
O empresário industrial alemão Oskar Schindler, membro do partido nazista, é reconhecido por ter salvado a vida de mais de 1 mil pessoas, empregando-as nas suas fábricas para protegê-las das perseguições.
Hochschild fez o mesmo na Bolívia. E, segundo os documentos encontrados, ele chegou a salvar entre 9 mil e 20 mil pessoas — muito mais que o próprio Schindler.
Robert Brockmann escreveu uma biografia sobre o magnata da mineração, destacando seus esforços para resgatar a maior quantidade possível de judeus que viviam sob o regime nazista, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, em 1939.
“Hochschild conseguiu convencer o governo boliviano da época que era uma boa ideia abrir as fronteiras para os judeus, totalmente na contramão do que a maioria dos países da região estava fazendo”, conta Brockmann à BBC News Mundo.
Hochschild, o minerador
Moritz Hochschild nasceu em fevereiro de 1881 na cidade de Biblis, no sudoeste da Alemanha. Ele era de uma família de judeus dedicados à mineração.
“Estes dois aspectos — a mineração e o fato de que a maioria dos seus familiares e vizinhos era da etnia asquenaze [judeus que se estabeleceram na Europa central e oriental] — definiriam o que ele viria a fazer pelo resto da sua vida”, diz o historiador.
No início do século 20, Hochschild viajou para o exterior pela primeira vez. Ele começou então a fazer negócios de forma independente, primeiramente na Austrália e, depois, no Chile, onde manteria a sede das suas operações por muitos anos.
“É no Chile que ele organiza sua empresa de mineração e, de forma quase implacável, começa a desenvolver os negócios que o levariam à Bolívia, onde revolucionaria a extração de minérios”, explica Brockmann.
Segundo não só o relato do historiador, como também outros documentos históricos, Hochschild buscou se apropriar de minas que estavam inativas ou abandonadas e torná-las rentáveis com novos métodos de extração.
“O que aconteceu foi que aquelas minas que antes eram de prata foram abandonadas quando esse elemento se esgotou”, afirma Brockmann.
“Mas elas tinham outros metais, como o estanho ou zinco, que Hochschild sabia que poderia explorar.”
Mas Hochschild não foi o único. Este sistema de mineração na Bolívia também seria adotado por Patiño e Aramayo. Os três logo ficariam conhecidos como os “barões do estanho”.
“Com o início da Primeira Guerra Mundial, esses homens começaram a vender estanho para as grandes potências”, conta Brockmann.
“Ganharam muito dinheiro, mas à custa da exploração dos trabalhadores.”
Tudo estava indo bem para os poderosos barões da mineração nas décadas de 1920 e 1930, até que as mudanças de governo no início dos anos 1940 levaram ao fim do seu império.
“Hochschild perdeu todos os seus privilégios. Foi preso em duas ocasiões, e suas minas começaram a ser tomadas pelo Estado”, relata o historiador.
Com o passar do tempo, especialmente durante a chamada Revolução de 1952 na Bolívia, vieram à tona detalhes dos métodos de exploração dos mineiros e da apropriação de minas em todo o país.
E, pela narrativa estabelecida na época, os antigos barões do estanho passaram a ser considerados “vilões da Bolívia”.
“Esses documentos mencionam que Hochschild esteve a ponto de ser executado, mas acabou sendo libertado”, acrescenta Brockmann.
Em 1944, depois de recuperar sua liberdade, Hochschild abandonou a Bolívia e nunca mais voltou. Ele foi para o Chile, onde conseguiu retomar sua fortuna, concentrando-se novamente na mineração. E morreu em 1965, em um hotel de Paris.
Mas uma das principais ações por trás dos seus negócios durante os anos que passou na Bolívia seria revelada quase 60 anos depois, em meio a arquivos que ninguém havia organizado antes.
Hochschild também entrou no ramo de produtos químicos
WIKICOMMONS
Relação especial
Em 1999, o governo boliviano encomendou a Edgar Ramírez — que esteve ligado ao campo de mineração por mais de 20 anos — a tarefa de organizar os documentos apreendidos junto aos três barões do estanho na década de 1950.
Ramírez se pôs a trabalhar e, enquanto revisava as caixas que haviam pertencido à companhia mineradora de Hochschild, se deparou com diversas surpresas. Entre elas, que o empresário — chamado de “vilão” e que esteve a ponto de ser fuzilado — havia salvado milhares de judeus do Holocausto.
“Este aspecto de Hochschild era desconhecido até descobrirmos esses papéis”, afirmou Ramírez ao jornal britânico The Guardian, em 2020.
“Ele era conhecido na Bolívia como o pior tipo de empresário. O pior!”
O arquivo em questão agora é propriedade da Comibol e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2016. Os documentos revelaram detalhes de como esses judeus haviam viajado da Alemanha até os picos andinos da Bolívia.
“O que os documentos nos mostram é que, devido às ações de Hochschild, muitos judeus provenientes da Alemanha, França, Polônia e até da Iugoslávia conseguiram obter visto e trabalho para recomeçar a vida”, conta à BBC News Mundo Max Raúl Murillo, atual diretor do arquivo da Comibol.
“Há comprovantes de trabalho, salários, vistos, cartas não só em espanhol, mas também em alemão e hebraico, que precisamos traduzir para saber como tudo havia acontecido”, destaca Murillo.
Segundo os documentos, foi graças à relação especial entre Hochschild e o então presidente boliviano Germán Busch Becerra (1937-1939) que ele conseguiu trazer de 9 mil a 20 mil judeus, principalmente de origem asquenaze.
Em 1999, começou o processo de pesquisa que revelaria como Hochschild salvou milhares de judeus do Holocausto
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Da Alemanha para a Bolívia
Nas biografias escritas sobre Hochschild, existe um aspecto que é mencionado repetidamente.
Em 1933, quando o governo nazista declarou a perda da nacionalidade de todos os judeus alemães não residentes no país, o empresário da mineração percebeu que algo grave estava prestes a acontecer.
“Era um homem que viajava o tempo todo, e esta situação o coloca em alerta sobre o que acontece no seu país, especialmente com a sua comunidade”, destaca Brockmann.
“Ele então sente que precisa fazer alguma coisa.”
Segundo o relato dos historiadores, sua primeira tentativa é viabilizar a entrada em países onde já existem comunidades judaicas bem estabelecidas, como os Estados Unidos e a Argentina, mas alcançou poucos resultados.
Hochschild recorre então ao presidente Busch, que não estava muito de acordo com a ideia porque não via como fazer para que os judeus que chegassem à Bolívia não usassem o país simplesmente como trampolim para chegar a outros territórios.
“Mas Hochschild o convence dizendo que os judeus poderiam trabalhar no campo e ajudar a desenvolver este setor da economia boliviana”, diz Brockmann.
Com isso, foram criadas a Sociedade Protetora dos Imigrantes e Israelitas (SOPRO) e a Sociedade Colonizadora da Bolívia (SOCOBO), com o propósito de legalizar a entrada desses imigrantes.
“Essas entidades fazem o trâmite da documentação com base nas normas nacionais, como a promulgação dos Decretos Supremos de 1938, a Resolução Suprema de 14 de março de 1938, sobre a entrada de judeus no país, e a Circular de 24 de abril de 1938, que são requisitos exigidos dos imigrantes que desejam povoar terras vazias”, explica Murillo.
Mas as ações de Hochschild não se limitaram a convencer o governo boliviano.
“Os arquivos mostram que ele dirigiu o trabalho de imigração até o final da Segunda Guerra Mundial. Ele criou creches, centros infantis, locais de recreação para crianças órfãs de origem judaica e contratou trabalhadores imigrantes judeus nas suas empresas de mineração.”
Murillo acrescenta que, “além disso, ele comprou as fazendas Santa Rosa, Chorobamba e Polo Polo nos Yungas [região de floresta no centro da Bolívia], onde desenvolveu atividades agrícolas com os próprios imigrantes, para gerar alimentos, trabalho e estabilidade econômica”.
Mas o que o presidente Busch não sabia é que a maioria dos judeus a quem o governo boliviano havia oferecido vistos para que pudessem entrar no país — e, assim, fugir da Alemanha — nunca havia trabalhado no campo.
“Por diferentes razões históricas e religiosas, os judeus nunca tiveram grande participação na produção agrícola da Europa”, diz o acadêmico.
“Por esta razão, muito poucos ficaram na Bolívia. Muitos seguiram para a Argentina ou para outros países da região.”
De qualquer forma, com a ajuda de Busch, Hochschild viabiliza a saída dos judeus da Alemanha e sua chegada à Bolívia. Milhares de imigrantes saíam de diversos portos da Europa, atravessavam o Atlântico e chegavam ao porto de Arica, no norte do Chile. De lá, saía o chamado “Expresso dos Judeus”, que cobria o último trecho da viagem — do porto chileno até a capital boliviana, La Paz.
Documentos obtidos pelo historiador revelam que a maior parte das pessoas que ficaram na Alemanha e pertenciam à mesma comunidade do empresário da mineração não sobreviveu ao Holocausto.
“Independentemente do seu comportamento como empresário, esta ação de Hochschild realmente salvou a vida daquelas pessoas”, destaca Brockmann.

Fonte: G1 Mundo

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Governo peruano anuncia mais 10 mortes no país e ordena desbloqueio de estradas


Ao todo, as autoridades contabilizam 88 bloqueios de estradas em oito das 25 regiões do Peru. O total de mortos desde o início das manifestações já chega a 56 pessoas. Policiais em Cusco, no Peru, em 19 de janeiro de 2023
Paul Gambin/Reuters
O governo peruano deu ordens à polícia e às Forças Armadas para desbloquearem as estradas do país, operação que é autorizada pelo decreto do estado de emergência em vigor. Os bloqueios são armados por manifestantes que exigem a renúncia da presidente Dina Boluarte.
“A Polícia Nacional do Peru, com o apoio das Forças Armadas, realizará o desbloqueio das estradas da rede nacional”, anunciaram na noite da quinta-feira (26) os Ministérios do Interior e da Defesa em comunicado à imprensa.
De acordo com o Ministério do Interior, 10 pessoas morreram apenas em decorrência desses bloqueios. A mobilização provoca escassez de bens de primeira necessidade e de combustível, aumenta os preços e, de acordo com o governo, dificulta o acesso de cidadãos aos cuidados de saúde e a medicamentos em diversas partes do país.
Ao todo, as autoridades contabilizam 88 bloqueios de estradas em oito das 25 regiões do Peru. O total de mortos desde o início das manifestações já chega a 56 pessoas.
A rodovia central que liga os Andes e é a principal rota de importação de produtos alimentícios para Lima foi fortemente afetada pelas barricadas. Centenas de caminhões estão bloqueados.
Peruanos inocentes
O governo acusou os bloqueios de serem a causa direta dessas 10 mortes, incluindo de três crianças que não puderam receber a tempo os cuidados intensivos de que precisavam. “Nesta data, 10 peruanos inocentes perderam a vida por causa deste ato ilegal”, denunciaram os dois ministérios em seu comunicado de imprensa.

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O direito de manifestação “não inclui o bloqueio de vias, e muito menos pode prevalecer sobre o direito à vida das pessoas que precisam ser transportadas para receber tratamento (…) ou que precisam que o oxigênio ou remédios cheguem em suas regiões para que continuem a viver”, continua o comunicado.
O Peru vive uma grave crise política desde a destituição e prisão, em 7 de dezembro, do presidente socialista Pedro Castillo, acusado de tentativa de golpe por querer dissolver o parlamento, que se preparava para derrubá-lo do poder.
Os confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes pró-Castillo, que exigem a renúncia de Boluarte e eleições imediatas, deixaram pelo menos 46 mortos em seis semanas.
Traidora
Dina Boluarte, ex-vice-presidente e companheira de chapa do Castillo nas eleições de 2021 e da mesma origem modesta e andina que ele, o substituiu de acordo com a Constituição. Mas ela é considerada “traidora” pelos manifestantes.
Acima de tudo, essa crise reflete o enorme fosso entre a capital e as províncias pobres, em especial a região sul andina, que apoiaram Castillo e viram sua eleição como uma revanche pelo que consideram ser o desprezo de Lima.
Nesta quinta-feira na capital, centenas de pessoas se reuniram novamente de maneira pacífica na praça Dos de Mayo.
“Estamos lutando contra a ditadura de Dina Boluarte”, declarou o manifestante Eduardo Vázquez, enquanto distribuía a outros manifestantes um prato típico feito com tripas de boi.
No entanto, confrontos entre participantes dos protestos e policiais eclodiram no centro histórico da capital. Manifestantes atiraram pedras e fogos de artifício, e a polícia respondeu com balas de borracha e gás lacrimogêneo.
“Só peço justiça”
Em Juliaca, cidade mineira na região de Puno (sul), os familiares das vítimas das manifestações exigiram “justiça” do governo de Dina Boluarte. “Só peço justiça. Peço que nos ajude porque ninguém vai me devolver meu irmão”, exclamou, em lágrimas, María Samilán, irmã do médico Marco Antonio Samillán, 31 anos, morto a tiros durante um protesto.
Nesta região pobre do sul dos Andes, um confronto com a polícia durante uma tentativa de tomar o controle do aeroporto em 9 de janeiro deixou 18 mortos, incluindo um policial que foi queimado vivo.
“Todos os dias também sinto que estou morrendo. Não posso mais viver”, disse Samilán durante entrevista coletiva com o Comitê Nacional de Coordenação de Direitos Humanos (CNDDHH).
As cidades de Juliaca e Puno, a mais de 1.350 quilômetros ao sul da capital, Lima, foram palco das manifestações mais violentas.

Fonte: G1 Mundo

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Alemanha lembra vítimas LGBTQ mortos durante o Holocausto


Pela primeira vez, homenagem anual no Parlamento alemão dá destaque a vítimas de minorias sexuais. Cerimônia contou com depoimento de sobreviventes e alertas sobre discriminação nos dias de hoje. Vítimas do nazismo são lembradas anualmente no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
Michele Tantussi/REUTERS
O Bundestag, o Parlamento alemão, homenageou nesta sexta-feira (27/01) todas as vítimas de assassinatos cometidos durante o regime nazista. Neste ano, pela primeira vez, houve um foco especial nas pessoas perseguidas por causa de sua orientação sexual.
As vítimas do nazismo são lembradas anualmente nesta data na Alemanha, que marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Na cerimônia, a presidente do Bundestag, Bärbel Bas, disse que as vítimas que foram perseguidas, ameaçadas, privadas de direitos e assassinadas pelos nazistas nunca devem ser esquecidas.
“A homenagem de hoje concentra-se num grupo de vítimas que tiveram de lutar por reconhecimento durante muito tempo: pessoas que foram perseguidas pelos nazistas por causa da sua orientação sexual ou identidade de gênero”, afirmou.
Ela destacou que o fim da era nazista não representou o término da perseguição do Estado aos LGBTQ. Mesmo após o fim da era nazista, especialmente homens gays seguiram sendo ameaçados pelo artigo 175 do Código Penal – introduzido na época do Império alemão, em 1871, e reforçado em 1935 sob o regime nazista –, que criminalizava atos sexuais entre homens. O parágrafo só foi abolido na Alemanha reunificada em 1994.
De acordo com a agência federal alemã antidiscriminação, até 50 mil homens gays foram presos sob o parágrafo 175 durante a era nazista, e cerca de 15 mil foram enviados para campos de concentração. Muitos deles morreram em consequência do trabalho forçado e das condições desumanas. Estigmatizados, tinham que usar sobre seus uniformes de prisioneiros um triângulo cor-de-rosa.
Discriminação persiste
A presidente do Parlamento alertou também para a discriminação que as pessoas queer ainda enfrentam nos dias de hoje.
“Os crimes hostis aos queer estão aumentando. Gays, lésbicas e trans são insultados, assediados e atacados”, completou.
Bas também alertou que, em relação ao Holocausto, é perigoso pensar que os alemães aprenderam a lição.
“Devemos continuar a confrontar nosso passado. Também me preocupam tentativas de relativizar a singularidade do Holocausto”, destacou a presidente do Bundestag.
Ela ressaltou que o “antissemitismo, o anticiganismo e o racismo” estão novamente em ascensão. “Em média, cinco crimes antissemitas são registrados na Alemanha todos os dias. Memoriais são profanados. Instituições e sinagogas judaicas são atacadas, pessoas são hostilizadas, ameaçadas e atacadas porque são judias. É uma vergonha para o nosso país”, lembrou.
Além de judeus e pessoas da comunidade LGBTQ, integrantes das minorias sinti e roma, entre outros grupos, foram perseguidos durante o nazismo.
A presidente do Bundestag, Baerbel Bas (à direita), e Klaus Schirdewahn, representante da comunidade queer que foi preso em 1964 devido à sua orientação sexual, em Berlim, em 27 de janeiro, 2023.
STEFANIE LOOS / AFP
Depoimentos
O ativista queer Klaus Schirdewahn discursou durante a cerimônia no Parlamento. Ele foi preso na Alemanha Ocidental em 1964, sob o parágrafo 175 e, atualmente, trabalha para garantir que essa parte da história não seja esquecida, “especialmente hoje, quando a comunidade queer está novamente sujeita a grandes hostilidades em todo o mundo”, destacou.
Diferentemente de Schirdewahn, muitas das vítimas morreram sem terem recebido indenizações ou reconhecimento do governo alemão. Na cerimônia, eles foram representados pelos atores Jannik Schümann e Maren Kroymann, que leram textos sobre duas vítimas cujas histórias são exemplos da perseguição de minorias sexuais durante a era nazista.
A sobrevivente do Holocausto Rozette Kats, de 80 anos, também falou no Parlamento. Ela nasceu em 1942 e sobreviveu à Shoah com um casal em Amsterdã. Seus pais biológico e seu irmão mais novo foram assassinados no campo de concentração de Auschwitz. No discurso, ela alertou que todas as vítimas dos nazistas deveriam ser igualmente lembradas. “Todo mundo que foi perseguido naquela época merece ser lembrado com respeito”, disse.
Kats destacou semelhanças entre sua história e a de pessoas queer perseguidas, lembrando que todas têm em comum o fato de terem aprendido, quando crianças, a esconder e negar sua identidade.
Perseguição
Em 27 de janeiro de 1945, o antigo campo de concentração de Auschwitz foi libertado pelas forças soviéticas – por essa razão, a data foi escolhida como Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Durante o regime nazista, cerca de 6 milhões de judeus foram exterminados. Milhares de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais também foram presos e assassinados pelos nazistas.
Na era nazista, mulheres lésbicas foram denunciadas por sua sexualidade “desviante” e entraram no foco da polícia. No geral, no entanto, o destino das detentas lésbicas de campos de concentração ainda é muito menos pesquisado do que o dos homens gays. Parte disso se deve ao fato de que não havia uma categoria separada de prisioneiros para designá-las – elas foram enviados para campos de concentração sob vários pretextos, como pessoas sem-teto, prostitutas ou mulheres que atraíam a atenção através de um “estilo de vida imoral”.
Durante décadas, grupos de vítimas do nazismo classificados durante o regime como “associais”, como integrantes da minoria sinti e roma e homossexuais, foram excluídos das homenagens às vítimas e da compensação financeira concedida pelo governo alemão.
Somente após a reunificação da Alemanha, no início da década de 1990, uma placa em memória das vítimas de perseguição nazista devido à sexualidade foi instalada no Memorial de Sachenhausen, onde funcionava um campo de concentração.

Fonte: G1 Mundo

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Presidente do Peru pede ao Congresso que antecipe eleições para 2023


Originalmente, o mandato iria até 2026. O Congresso já aprovou, em primeira votação, uma antecipação para abril de 2024. Agora, o governo envia um projeto para antecipar ainda mais. Presidente do Peru pede trégua aos manifestantes
A presidente do Peru, Dina Boluarte, pediu ao Congresso nesta sexta-feira (27) que aprove a antecipação para dezembro de 2023 das eleições presidenciais, que já haviam sido antecipadas para abril de 2024.
A medida é uma proposta para resolver a crise que o país vive. Há sete semanas, o Peru é palco de manifestações que pedem a renúncia de Boluarte. Como vice-presidente, ela assumiu a presidência do país após a destituição e prisão de Pedro Castillo, em 7 de dezembro, por ter tentado dissolver o Congresso.
Boluarte era a vice na chapa de Castillo. Originalmente, o mandato iria até 2026.
A presidente disse que o governo já havia enviado um projeto para que as eleições fossem antecipadas para abril de 2024. Essa proposta foi aprovada em uma primeira votação, mas ainda precisaria ser votado uma segunda vez. Como os protestos continuam, há bloqueios e violência, disse ela, agora o governo faz uma proposta para antecipar a votação ainda mais.
Manifestação em Ollantaytambo, no Peru, em 19 de janeiro de 2023
Alejandra Orosco/Reuters
O pedido de Boluarte para um nova antecipação das eleições ocorre em um momento de marchas e bloqueios de estradas sem trégua que geraram problemas de escassez de combustível, alimentos e suprimentos médicos.
“Se [os partidos] Fuerza Popular e Alianza para el Progreso estão pedindo o que já haviam apresentado [uma antecipação das eleições para 2023], que se retome, nesse sentido, essa proposta que não tem condições e vai nos tirar do atoleiro em que estamos”, disse Boluarte.
Em meio a protestos em Lima e nas regiões do sul andino, pobres e historicamente marginalizadas, o partido fujimorista Fuerza Popular propôs, na quinta-feira (26), antecipar as eleições gerais no Peru de abril de 2024 para uma data deste ano.

Fonte: G1 Mundo

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Papa Bento XVI renunciou por causa de uma insônia de 8 anos


Motivo foi revelado em uma carta que o próprio papa emérito enviou a seu biógrafo antes de sua morte. Bento contou que usava remédios para dormir, mas que eles começaram a perder efeito. O Papa Francisco cumprimenta o Papa Emérito Bento XVI durante uma reunião após uma cerimônia no Vaticano em 28 de novembro de 2020
Vatican Media via Reuters
O motivo central da renúncia do papa Bento XVI foi insônia, segundo uma carta, que ele mesmo enviou a seu biógrafo semanas antes de sua morte, divulgada nesta sexta-feira (27) por uma revista alemã.
O papa emérito, que faleceu em 31 de dezembro aos 95 anos, enviou uma carta em 28 de outubro a seu biógrafo, o alemão Peter Seewald.
No texto, divulgado pela revista Focus, Joseph Ratzinger explica que o motivo central de sua renúncia à liderança da Igreja Católica em fevereiro de 2013 foi a “insônia que o acompanhava sem interrupção desde a Jornada Mundial da Juventude de Colônia”, em agosto de 2005, meses depois de ter sido eleito sucessor de João Paulo II.
O médico particular do pontífice receitou remédios na ocasião, que em um primeiro momento permitiram a manutenção da carga de trabalho. Mas, de acordo com a carta, os soníferos atingiram seus limites com o tempo.
Tomar remédios para dormir também teria provocado um incidente durante uma viagem ao México e a Cuba em março de 2012.
Na primeira manhã da viagem, Bento XVI encontrou seu lenço “totalmente encharcado de sangue”, segundo a carta citada pela revista Focus. “Devo ter batido em alguma coisa no banheiro e caído”, escreveu.
Depois de um atendimento médico, os ferimentos não ficaram visíveis. Um novo médico insistiu, depois do incidente, por uma redução do uso de pílulas para dormir por parte de Bento XVI. Também recomendou que ele só participasse de eventos matinais durante as viagens ao exterior.
Na carta, Ratzinger afirma que tinha consciência de que as restrições médicas “seriam possíveis apenas por um curto período de tempo”.
A constatação o levou a renunciar em fevereiro de 2013, poucos meses antes da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, que ele não se considerava capaz de enfrentar.
Desta forma, ele renunciou ao posto de líder da Igreja Católica com antecedência suficiente para permitir que seu sucessor, o papa Francisco, cumprisse a visita ao Brasil.
Bento XVI, que surpreendeu o mundo com sua renúncia, morreu no mosteiro dos jardins do Vaticano, onde passou os anos de sua aposentadoria.
Seu pontificado foi marcado por várias crises, como o escândalo Vatileaks em 2012, que revelou uma ampla rede de corrupção no Vaticano, ou os casos de abusos sexuais contra menores de idade cometidos por religiosos em vários países.
O Papa Bento XVI (Joseph Ratzinger) em visita à cidade de Aparecida em maio de 2007
José Patrício/Estadão Conteúdo/Arquivo

Fonte: G1 Mundo

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Justiça dos EUA divulga VÍDEO de ataque a Paul Pelosi, marido de Nancy Pelosi


O agressor invadiu a casa onde estava Paul Pelosi, 82 anos, e o atingiu na cabeça com um martelo. As imagens foram gravadas pela câmera do uniforme dos policiais que foram atender o caso. Initial plugin text
A Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (27) um vídeo gravado pela câmera do uniforme de policiais que atenderam a agressão contra Paul Pelosi, marido da então presidente da Câmara de Representantes do país, Nancy Pelosi, em outubro do ano passado.
As imagens acima são de outubro, mas só foram divulgadas nesta sexta-feira.
O homem agrediu Paul Pelosi na cabeça com um martelo. Ele enfrenta acusações de tentativa de homicídio e outros crimes. Durante o ataque, o agressor teria gritado “Onde está Nancy?”.
Segundo o gabinete de Nancy Pelosi, Paul teve que ser submetido a uma cirurgia para uma fratura no crânio e ferimentos em seu braço direito e mãos.
Neste ano, ela deixou o cargo de presidente da Câmara de Representantes dos EUA.
Como foi o ataque a Paul Pelosi
Marido de Nancy Pelosi é agredido violentamente dentro de casa por um estranho
O ataque ocorreu após invasão da casa de Paul e Nancy em São Francisco, no estado da Califórnia. Nancy estava em Washington DC na ocasião.
Agentes do FBI trabalham do lado de fora da casa da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, onde seu marido Paul foi agredido após um invasor entrar na residência deles em São Francisco, na Califórnia, EUA, em 28 de outubro de 2022
REUTERS/Carlos Barria
A polícia identificou o homem preso no local pelos agentes que intervieram no ataque como David Depape, 42. Ele, também, foi levado a um hospital de São Francisco.
Registros online do xerife mostraram que assim que ele foi preso, foi havia suspeita de tentativa de assassinato, agressão com arma letal, abuso de idosos, agressão, roubo e vários outros crimes.
Na ocasião, o chefe da polícia de São Francisco, William Scott, disse que detetives da polícia, com o auxílio de agentes do FBI, ainda não haviam determinado a motivação à invasão, mas afirmou: “Nós sabemos que não foi um ato aleatório”.
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Em um comunicado, o porta-voz de Nancy Pelosi, Drew Hammill, disse que o marido dela havia sido atacado por “um agressor que agiu com força e ameaçou sua vida”, enquanto exigia vê-la. Ela voou para São Francisco para ficar com seu marido.
Imagem mostra janela quebrada na casa da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, depois que seu marido Paul foi violentamente agredido durante uma invasão em São Francisco, na Califórnia, EUA, em 28 de outubro de 2022
KGO TV via ABC via REUTERS
Quem é Nancy Pelosi
Nancy Pelosi, de 82 anos, uma democrata que está em segundo lugar na linha de sucessão constitucional da presidência dos EUA, estava em Washington com sua equipe de segurança no momento da agressão.
A líder democrata no Congresso é alvo frequente de radicais republicanos. Seu gabinete foi saqueado no dia 6 de janeiro de 2021, durante a invasão do Capitólio por apoiadores do então presidente Donald Trump. Em janeiro de 2021, sua casa foi vandalizada com pichações dizendo “Cancele o aluguel” e “Queremos tudo” e foi deixada uma cabeça de um porco em frente à garagem, segundo relatos da mídia local.
A presidente da Câmara Nancy Pelosi e seu marido Paul no Kennedy Awards em Washington, nos EUA, em 8 de dezembro de 2019
REUTERS/Joshua Roberts
Paul Pelosi, de 82 anos, é dono de uma empresa imobiliária e de capital de risco com sede em São Francisco. Em maio deste ano, ele foi notícia ao ser preso por dirigir sob influência de álcool e se envolver em um acidente. Paul Pelosi foi condenado a cinco dias de prisão no condado de Napa, Califórnia.

Fonte: G1 Mundo