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Parlamentar da Ucrânia é expulso do partido por viagem à Tailândia durante a guerra


A visita ao sudeste da Ásia ocorre em meio a medidas rígidas do presidente Volodymyr Zelensky com o objetivo de projetar uma imagem de maior responsabilidade das autoridades. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, participa de uma cerimônia de comemoração das vítimas do Holocausto em Babyn Yar, um dos maiores massacres individuais de judeus
Serviço de Imprensa Presidencial Ucraniano via Reuters
O partido governista da Ucrânia expulsou um parlamentar após protestos públicos por causa de uma viagem para a Tailândia durante a guerra com a Rússia .
A porta-voz do partido, Yulia Paliychuk, disse nesta sexta-feira (27) que Mykola Tyshchenko foi expulso da coligação Servo do Povo depois que o site da embaixada ucraniana na Tailândia anunciou que o parlamentar se encontraria com membros da diáspora ucraniana em um hotel lá.
Tyshchenko afirmou que estava em uma viagem de negócios com a aprovação dos líderes do partido, “agindo exclusivamente no interesse da Ucrânia”. O presidente do Parlamento, Ruslan Stefanchuk, disse que não aprovou tal viagem.
A visita ao sudeste da Ásia ocorre em meio a medidas rígidas do presidente Volodymyr Zelensky com o objetivo de projetar uma imagem de maior responsabilidade das autoridades.
Edificação destruída por mísseis russos perto de Kiev, na Ucrânia, em 26 de janeiro de 2023
Valentyn Ogirenko/Reuters
Mais de uma dezena de autoridades graduadas foram demitidas ou renunciaram esta semana, na maior reformulação na liderança de Kiev desde o início da guerra.
Zelensky anunciou esta semana a proibição de viagens privadas de funcionários ao exterior. A maioria dos homens ucranianos com idades entre 18 e 60 anos já foi impedida de deixar o país sob lei marcial desde que a Rússia lançou sua invasão em grande escala em fevereiro do ano passado.
Governo da Ucrânia demite funcionários por corrupção enquanto negocia apoio externo

Fonte: G1 Mundo

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O temor de escalada de violência entre Israel e palestinos após ataque a campo de refugiados


O que está por trás do ataque à cidade da Cisjordânia, que provocou nove mortes de palestinos esta semana? Soldados de Israel matam nove palestinos, na Cisjordânia
Foi o ataque israelense com maior número de mortos ao campo de refugiados de Jenin em quase duas décadas. Nove palestinos foram mortos nesta quinta-feira (26/1), quando tropas cercaram edifícios em meio a uma tempestade de tiros, granadas e gás lacrimogêneo no lotado acampamento urbano.
Autoridades palestinas dizem que dois dos mortos eram civis, incluindo uma mulher de 61 anos.
O exército israelense diz que suas tropas estavam no acampamento para prender militantes da Jihad Islâmica que estariam planejando “grandes ataques”.
Existe um fundo histórico nessa ação no acampamento. Eu estive em Jenin várias vezes no ano passado, à medida que os ataques militares de Israel aumentavam, provocando tiroteios cada vez mais violentos com uma nova geração de palestinos armados.
Todos com quem eu falei no acampamento comparam suas experiências com abril de 2002, que foi o auge da segunda intifada ou levante palestino.
Palestinos jogam pedras em meio a confrontos com tropas israelenses durante um ataque em Jenin
EPA via BBC
Naquela época, Israel lançou uma incursão em grande escala — conhecida como Batalha de Jenin — na qual pelo menos 52 militantes e civis palestinos e 23 soldados israelenses foram mortos. Depois veio uma campanha de atentados suicidas palestinos em Israel, muitos deles envolvendo pessoas da cidade.
Grande parte do campo de Jenin foi destruída em 2002. A escala da destruição e as histórias dos palestinos tentando conter forças israelenses fazem parte da memória coletiva da população. Esse é o contexto histórico da mais recente onda de violência.
Na primavera passada, Israel lançou a operação “Quebre a Onda”, em meio a uma onda de ataques palestinos com armas e facas contra israelenses — a mais mortal em anos.
Alguns ataques foram realizados por cidadãos palestinos de Israel que apoiam o chamado grupo Estado Islâmico. Mas vários eram atiradores palestinos de Jenin, incluindo Ra’ad Hazem, que matou a tiros três israelenses em um bar em Tel Aviv e em seguida foi morto pelas forças de segurança.
Isso colocou Jenin de volta ao foco. Os ataques israelenses de busca, prisão e demolição de casas na cidade e nas proximidades de Nablus tornaram-se quase que diárias.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que estavam tentando evitar novos ataques e que dispararam contra atiradores palestinos que visavam suas tropas.
Mas o número de mortos na Cisjordânia foi muito maior do que apenas isso. Militantes armados formavam grande parte dos mais de 150 palestinos mortos na Cisjordânia ocupada no ano passado, mas muitos dos mortos a tiros não portavam armas. Alguns estavam em grupos atirando pedras ou coquetéis molotov contra os jipes, ou eram apenas transeuntes.
Algumas mortes ocorreram durante protestos ou confrontos contra a expansão para suas cidades e aldeias por colonos israelenses que estabeleceram postos considerados ilegais.
Israel foi repetidamente acusado pelas Nações Unidas e grupos de direitos humanos de uso excessivo da força, uma alegação que o país sempre negou.
Mas outros fatores fazem muitos temerem um novo colapso da segurança na Cisjordânia.
A Autoridade Palestina (AP), que tem poderes de governança limitados nas cidades palestinas, parece estar perdendo o controle de Jenin e Nablus.
A AP é importante — um legado do processo de paz de Oslo na década de 1990 — mas atualmente sua liderança envelhecida está totalmente fora de contato com o sentimento das pessoas nas ruas palestinas e é vista por muitos como pouco mais do que uma empresa de segurança que ajuda Israel na ocupação.
A Autoridade Palestina é presidida pelo partido Fatah, de Mahmoud Abbas — rivais ferrenhos dos militantes islâmicos palestinos Hamas.
A AP “coordena” a segurança com Israel — o que significa que ela compartilha informações sobre alguns militantes e suas forças de segurança se afastam quando Israel realiza operações.
O presidente Abbas agora diz que a coordenação de segurança “acabará” devido ao ataque de Jenin — embora essa ameaça já tenha sido feita antes.
No final de 2021, as forças de segurança da Autoridade Palestina não eram bem-vindas no campo de refugiados de Jenin e na Cidade Velha de Nablus. A AP estava perdendo o controle. Este foi um longo processo, mas foi acelerado por vários momentos naquele ano.
Um deles foi o resultado da guerra de maio entre Israel e o Hamas em Gaza — que aumentou o descontentamento com a Autoridade Palestina.
Outra foi a admiração popular por seis prisioneiros que fugiram de uma prisão israelense — antes de serem pegos quinze dias depois. Todos os prisioneiros militantes eram de Jenin. Alguns ficaram famosos na incursão de 2002.
Uma nova geração de militantes em Jenin e Nablus rejeita a AP, mas militantes do Hamas e da Jihad Islâmica estão presos. Esses militantes se armaram com algum tipo de ligação com os grupos estabelecidos, mas aparentemente não respondiam às suas hierarquias.
Eles se autodenominaram Batalhão Jenin e, em Nablus, Cova do Leão, inclusive com canais no TikTok e no Telegram.
Eles conseguiram armas de fabricação americana contrabandeadas da Jordânia ou roubadas e vendidas de bases IDF. Muitos eram jovens demais para se lembrar da destruição de 2002, mas tinham idade suficiente para se inspirar nas histórias que ouviram.
Como disse um jornalista israelense integrado às forças especiais da IDF em Jenin: “Isto é diferente. São pessoas que estão dispostas a lutar e a morrer.”
Dos residentes no campo de refugiados de Jenin, eu ouvi relatos sobre a realidade deprimente no local: durante o dia, perspectivas de trabalho cada vez menores, restrições de uma ocupação militar e nenhuma fé em um futuro político; e, à noite, a perspectiva de mais ataques militares israelenses.
O exército israelense diz que conseguiu impedir ataques a civis e militares. O presidente do país disse que um “esquadrão terrorista” da Jihad Islâmica estava planejando realizar um ataque em Israel. Mas muitos temem uma onda de violência ainda maior.
O secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, viaja para Israel na segunda-feira (30/1), com o país enfrentando protestos em massa contra o governo mais nacionalista de sua história. Blinken diz que quer “preservar” a solução de dois Estados, a antiga fórmula internacional para a paz. A realidade local e a posição política da nova coalizão israelense sugerem que ele terá muito trabalho pela frente.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64426105

Fonte: G1 Mundo

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Advogado de Daniel Alves vai propor à Justiça espanhola pulseira eletrônica para tirar jogador da prisão, diz TV

Aparato funciona como tornozeleiras eletrônicas impostas a réus no Brasil. Defesa apresentará recurso até segunda-feira e também vai sugerir retenção do passaporte, diz TV espanhola. Entenda prisão preventiva de Daniel Alves por suposta agressão sexual na Espanha
Em uma nova ofensiva para tentar tirar Daniel Alves da prisão preventiva, a defesa do jogador brasileiro vai pedir à Justiça espanhola um recurso com sugestões de uma série de medidas cautelares que eliminem o risco de fuga.
Uma delas é o uso de uma pulseira eletrônica, aparato similar às tornozeleiras eletrônicas usadas por réus no Brasil. Segundo a rede de TV espanhola “Antena 3”, uma das principais do país, o novo advogado de Alves vai propor o uso da pulseira no recurso em que pedirá para o que o jogador aguarde o caso em liberdade.
Alves é acusado pelo Ministério Público da região espanhola da Catalunha de ter estuprado uma jovem de 23 anos no banheiro da área VIP de uma boate de Barcelona no fim de dezembro do ano passado. Ele nega as acusações. O brasileiro foi preso preventivamente há uma semana quando prestava depoimento sobre o caso – policiais encontraram contradições em seu depoimento, e a Justiça decidiu mantê-lo preso preventivamente sem fiança.
Segundo relataram fontes da defesa de Alves à rede de TV, o recurso será apresentado até segunda-feira (30) – o prazo final dado pelo Tribunal de Barcelona responsável pelo caso para a defesa recorrer, já ampliado, é na terça-feira (31).

Fonte: G1 Mundo

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Levante do Gueto de Varsóvia: como foi a maior revolta dos judeus contra os nazistas


Em 19 de abril de 1943, resistência judaica teve início quando judeus entrincheirados em prédios e abrigos enfrentaram os nazistas e terminou quase um mês depois, em 16 de maio, com a explosão da Grande Sinagoga de Varsóvia. Judeus sendo levados para o gueto de Varsóvia
Zbigniew Leszek Grzywaczewski/AFP/Getty Images via BBC
“A maioria foi a favor da rebelião. As pessoas achavam melhor morrer com uma arma na mão do que sem ela. Pode-se chamar este tipo de resistência de rebelião? Era uma luta para não sermos transportados para o matadouro, uma luta contra a morte”.
Foi assim que um sobrevivente descreveu o levante do Gueto de Varsóvia, que completa 80 anos em 2023 – o maior e, simbolicamente, mais importante levante judaico. Foi a primeira revolta armada desencadeada por civis no interior da Europa ocupada pelos nazistas.
A resistência judaica começou em 19 de abril de 1943, quando judeus entrincheirados dentro de prédios e abrigos enfrentaram os nazistas e terminou quase um mês depois, em 16 de maio, com a explosão da Grande Sinagoga de Varsóvia. Os prisioneiros que sobreviveram foram deportados para campos de concentração ou extermínio. Poucos conseguiram fugir.
Revolta armada
A revolta armada ocorreu no gueto de Varsóvia, uma área de quatro quilômetros quadrados num bairro na capital polonesa onde viviam encurraladas mais de 400 mil pessoas. Mas o que levou até ela?
No verão de 1942, entre julho e setembro, os nazistas deportaram 300 mil judeus que estavam aprisionados no gueto.
Quando as informações sobre os assassinatos em massa nos centros de extermínio vazaram, organizações judaicas clandestinas criaram uma unidade armada de autodefesa, conhecida como Organização Judaica de Combate (ou ZOB, por sua sigla em polonês) e liderada por um jovem na casa dos 20 anos, Mordecai Anielewicz. Para isso, contrabandearam armas e desenvolveram um sistema de esconderijos.
Numa visita ao gueto em janeiro de 1943, Heinrich Himmler, o comandante da SS, a tropa de elite nazista, ordenou novas deportações e isso foi o estopim para a resistência, que passou a enfrentar as tropas de Hitler esporadicamente.
No entanto, em 19 de abril de 1943, véspera da Páscoa judaica (Pessach), quando forças alemãs deram início à destruição final do gueto e à deportação dos judeus remanescentes, a revolta de fato eclodiu.
Os nazistas foram surpreendidos por cerca de 700 combatentes jovens judeus, armados com pistolas, granadas, a maioria caseiras, e algumas poucas armas automáticas e rifles.
Embora o primeiro dia de confrontos tenha terminado com as forças alemãs se retirando para fora dos muros do gueto, a repressão que se seguiu foi brutal.
Em maior número e com maior potencial bélico, os nazistas começaram a reduzir o gueto a escombros. Anieliwicz foi assassinado.
Ainda assim, a resistência judaica permaneceu por semanas.
Após quase um mês de combates, as forças de Hitler explodiram a Grande Sinagoga de Varsóvia no dia 16 de maio de 1943, marcando o fim do levante e a destruição do gueto.
Segundo o Museu do Holocausto dos Estados Unidos, pelo menos 7 mil judeus morreram lutando ou se escondendo no gueto. Outros 7 mil foram capturados pelas SS e pela polícia no fim dos combates e deportados para o centro de extermínio de Treblinka, também na Polônia. Ali, acabaram assassinados.
Os demais, cerca de 42 mil, foram enviados para campos de trabalhos forçados e para o campo de concentração de Lublin/Majdanek.
A maioria foi assassinada a tiros em novembro de 1943, durante a chamada Operação Harvest Festival (Erntefest), que durou dois dias.
Poucos conseguiram escapar através do sistema de esgoto de Varsóvia para florestas fora da cidade.
Um deles foi Simcha Rotem, o último combatente sobrevivente da revolta, que morreu em dezembro de 2018, aos 94 anos.
“Eu me senti totalmente impotente (diante do poder de fogo dos nazistas)”, disse ele, em depoimento ao Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos.
Mas esse sentimento foi seguido, segundo ele, por “uma sensação extraordinária de elevação espiritual… esse era o momento que esperávamos… para enfrentar esse alemão todo-poderoso”.
No entanto, Rotem observou que os rebeldes não tinham ilusões sobre suas chances. “Matávamos o maior número possível, [mas] sabíamos que nosso destino estava completamente claro.”
O levante inspirou insurreições em outros guetos e centros de extermínio durante o Holocausto, como ficou conhecido o assassinato em massa de milhões de judeus, bem como homossexuais, ciganos, Testemunhas de Jeová e outras minorias, durante a 2ª Guerra Mundial, a partir de um programa de extermínio sistemático patrocinado pelo partido nazista de Adolf Hitler.
Uma série de fotos inéditas do gueto de Varsóvia, registradas clandestinamente por um bombeiro polonês e encontradas em um celeiro, foram exibidas pela primeira vez na semana passada na capital polonesa. Elas ilustram esta reportagem da BBC News Brasil.
As imagens serão apresentadas ao público a partir de abril. Segundo uma das curadoras da exposição “Ao nosso redor, um mar de fogo”, do Museu POLIN de história judaica de Varsóvia, Zuzanna Schnepf-Kolacz, “são as únicas fotos que não foram tiradas por alemães (no gueto durante a insurreição) e que não foram tiradas para fins de propaganda”.
Até então, o registro fotográfico mais conhecido do levante compreendia cerca de 50 fotografias tiradas para o chamado Relatório Stroop, preparado pelo general Jürgen Stroop para o comandante da SS, Heinrich Himmler.
‘Preservar a memória’
Lideranças judaicas ouvidas pela BBC News Brasil reafirmaram a importância de preservar a memória do Holocausto, em meio a um momento de aumento de casos de antissemitismo pelo mundo.
“É uma oportunidade para reforçar nossa batalha contra o discurso de ódio, fortalecer nosso compromisso com a democracia e nossa luta pela inclusão e pela equidade”, diz Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib).
Para Marcos Knobel, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), “é de fundamental importância preservarmos a memória do holocausto, principalmente para os mais jovens, passando a mensagem de que sempre vamos lembrar o que nossos antepassados viveram, para que nossas futuras gerações nunca mais passem por algo assim”.
As entidades promovem eventos para celebrar nesta sexta-feira (27/1) o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, por ocasião da libertação do campo de concentração de Auschwitz pelo Exército vermelho.
No Rio de Janeiro, uma cerimônia, organizada pela Conib, com apoio da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), da Associação Cultural Memorial do Holocausto/RJ e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), vai ocorre às 10h nesta sexta-feira (27/1) no recém-inaugurado Memorial às Vítimas do Holocausto Deputado Gerson Bergher, no Mirante do Pasmado, em Botafogo. Também será transmitida simultaneamente no YouTube.
Já Fisesp e a Congregação Israelita Paulista (CIP) realizam no domingo (29/1), às 18h, na Sinagoga Etz Chaim da CIP, um ato em memória às vítimas do Holocausto, que estará posteriormente disponível no site da CIP e no canal do no canal do YouTube da Fisesp.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64413588

Fonte: G1 Mundo

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A múmia coberta de ouro encontrada em sarcófago fechado há 4.300 anos


Acredita-se que esta múmia seja uma dos corpos não pertencentes à realeza mais antigos e completos já encontrados no Egito. Uma das quatro tumbas recém-descobertas no sítio arqueológico de Saqqara, ao sul do Cairo
Getty Images via BBC
Arqueólogos dizem ter encontrado na quinta-feira (26/01) uma múmia coberta de ouro dentro de um sarcófago que não era aberto há 4.300 anos.
Acredita-se que esta múmia, os restos mortais de um homem chamado Hekashepes, seja um dos corpos não pertencentes à realeza mais antigos e completos já encontrados no Egito.
Leia também:
A múmia enterrada com ‘coração de ouro’ há 2,3 mil anos no Egito
Por que o pai de Tutancâmon foi tão odiado que o jovem faraó teve que mudar de nome
A múmia foi descoberta a 15 metros de profundidade em um cemitério em Saqqara, no sul do Cairo, onde três outras tumbas também foram encontradas.
A maior das múmias descobertas na antiga necrópole pertence a um homem chamado Khnumdjedef — um sacerdote, inspetor e supervisor de nobres.
Outra pertencia a um homem chamado Meri, que era um alto funcionário do palácio com o título de “guardião de segredos”, o que permitia a ele realizar rituais religiosos especiais.
Acredita-se que um juiz e escritor chamado Fetek tenha sido sepultado na outra tumba, onde foi descoberta uma coleção de estátuas — provavelmente as maiores já encontradas na área.
Vários outros itens, incluindo artigos de cerâmica, também foram encontrados entre os túmulos.
Várias estátuas e peças de cerâmica foram encontradas nos túmulos
Getty Images via BBC
O arqueólogo Zahi Hawass, ex-ministro de Antiguidades do Egito, afirmou que todas as descobertas datam aproximadamente dos séculos 25 a 22 a.C.
“Esta descoberta é muito importante pois conecta os reis com as pessoas que vivem ao seu redor”, diz Ali Abu Deshish, outro arqueólogo envolvido na escavação.
Saqqara foi um cemitério ativo por mais de 3 mil anos — e é um Patrimônio Mundial da Unesco. Está localizada no que era Mênfis, antiga capital egípcia, e abriga mais de uma dúzia de pirâmides — incluindo a Pirâmide de Degraus, perto de onde a múmia foi encontrada.
A descoberta aconteceu um dia depois de especialistas em Luxor, no sul do país, anunciarem ter encontrado uma cidade residencial completa da era romana, que remonta aos séculos 2 e 3 d.C.
Os arqueólogos encontraram edifícios residenciais, torres e o que chamaram de “oficinas de metal” — contendo vasos, ferramentas e moedas romanas.
O Egito revelou uma série de grandes descobertas arqueológicas nos últimos anos, como parte dos esforços para revitalizar sua indústria do turismo.
O governo espera que o Grande Museu Egípcio, previsto para abrir neste ano após atrasos, atraia 30 milhões de visitantes por ano até 2028.
No entanto, os críticos acusam o governo do Egito de priorizar as descobertas midiáticas em detrimento de pesquisas acadêmicas complexas, a fim de atrair mais turismo.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-64412106

Fonte: G1 Mundo

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Maduro avança em sua ofensiva para asfixiar as ONG


Projeto de lei já aprovado em primeira instância visa a restringir e criminalizar entidades que são essenciais para denunciar excessos do regime e fornecer ajuda humanitária aos venezuelanos Nicolás Maduro durante discurso anual para a Assembleia Nacional da Venezuela
Ariana Cubillos/AP
Há 24 anos no poder, o regime chavista consolida o controle sobre as organizações não governamentais, ao aprovar, no primeiro debate, um projeto de lei que criminaliza e impõe restrições ao trabalho dessas entidades. Em sua maioria, elas são essenciais e atuam para denunciar os excessos e as arbitrariedades do governo, que já exerce domínio sobre os poderes Legislativo e Judiciário e eliminou boa parte da mídia independente.
Como justificativa, Diosdado Cabello, considerado o número 2 de Nicolás Maduro, disse ter identificado pelo menos 62 ONGs que operam com fins “absolutamente políticos”. “Elas recebem financiamento de outras nações, de outros governos com o objetivo de impor sua democracia”, afirmou ele no plenário da Assembleia Nacional, de maioria chavista.
A perseguição às ONGs é um denominador comum em autocracias como Cuba, Nicarágua, Rússia e China, para citar apenas algumas, que já aprovaram leis semelhantes para reprimi-las. Sob legislações rigorosas, essas entidades acabam asfixiadas e sem recursos para sobreviver.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala a simpatizantes da Varanda do Povo do Palácio Presidencial de Miraflores
Ariana Cubillos/AP
No caso venezuelano, o projeto de lei apresentado por Cabello especifica multas de até US$ 12 mil para as que não cumprirem as exigências do governo. O vice-presidente citou ONGs que qualifica como fachadas, entre as quais a Provea, criada há 34 anos para defender o respeito pelos direitos humanos.
“Nosso trabalho não tem três dias. Capacitamos 5.800 pessoas e defensores da Venezuela”, informa a ONG, que já representou mais de 2 mil acusados em processos na Justiça. “Vamos seguir pelas vítimas de graves violações e pela dignidade humana”, avisa a Provea
O escopo das ONGs inclui ainda uma enorme rede assistencial que provê refeitórios populares, ações em escolas e medicamentos gratuitos e funcionam como janelas de apoio para os venezuelanos, observa o coordenador Rafael Uzcátegui. Tudo isso está sob risco com a ofensiva do regime de Maduro.
Presidente venezuelano Nicolás Maduro durante discurso anual para a Assembleia Nacional da Venezuela
Ariana Cubillos/AP
No plenário da Assembleia, Cabello explicou que o objetivo não é eliminar as entidades, mas pôr ordem no setor. A Anistia Internacional condenou o projeto, que, se aprovado, vai submetê-las a medidas abusivas e processos criminais: “As medidas incluem a divulgação de informações sobre seu financiamento, pessoal e governança e violariam os direitos de associação e privacidade, colocando as ONGs e seus beneficiários em grave risco de criminalização e represálias.”
A atuação das ONGs venezuelanas nos permite saber, por exemplo, que a Venezuela tem 309 presos políticos, segundo relatos da organização Justicia, Encuentro y Perdón. E que em 2022 houve 10.737 mortes violentas no país, 344 a menos do que no ano anterior, de acordo com o Observatório Venezuelano de Violência. Os relatórios produzidos por mais de 400 entidades que operam na Venezuela serviram de subsídios para ações na ONU e no Tribunal Penal Internacional.
Diante da falta ou da manipulação de estatísticas oficiais, elas servem como referência para retratar a realidade de violência, pobreza e violações de direitos humanos. Fornecem os dados que o regime tenta esconder. Em suma, como resumiu o padre Luis Ugalde, ex-reitor da Universidade Católica Andrés Bello, atacar as ONGs e atacar a vida nacional.

Fonte: G1 Mundo

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O debate sobre local de prisão de mulher trans condenada por estupro quando era identificada como homem


Uma mulher trans que estuprou duas mulheres antes de mudar de gênero não cumprirá sentença em uma prisão feminina na Escócia. Bryson foi condenada por crimes cometidos quando era chamado de Adam Graham.
BBC
Uma mulher trans que estuprou duas mulheres antes de mudar de gênero não cumprirá sentença em uma prisão feminina na Escócia.
Isla Bryson foi levada para a prisão feminina de Cornton Vale depois de ser condenada por cometer os estupros quando ainda era identificada como homem, com o nome Adam Graham.
Os estupros aconteceram em 2016 e 2019. Bryson decidiu fazer a transição enquanto aguardava o julgamento.
No entanto, a premiê da Escócia, Nicola Sturgeon, disse que Bryson não ficará presa em Cornton Vale.
Bryson deve receber sua pena de prisão no próximo mês – e a prisão onde essa sentença será cumprida tem gerado debates acalorados.
A premiê escocesa citou o diretor da entidade Rape Crisis, que trabalha contra o estupro. Sturgeon disse que não entende como seria possível ter uma estupradora dentro de uma prisão feminina.
Referindo-se diretamente ao caso, Sturgeon confirmou: “Esta prisioneira não será encarcerada na prisão feminina de Cornton Vale.”
Ela disse que qualquer prisioneiro que represente um risco de ofensa sexual é mantido separado de outros prisioneiros.
“Não há direito automático para uma mulher trans condenada por um crime cumprir sua pena em uma prisão feminina, mesmo que tenha um certificado de reconhecimento de gênero”, disse. “Cada caso está sujeito a uma avaliação de risco individual rigorosa e a segurança de outros prisioneiros é fundamental.”
Na quinta-feira (26/1), uma ex-diretora de Cornton Vale disse que a discussão sobre enviar uma estupradora transgênero para uma prisão feminina foi uma “confusão desnecessária”. Rhona Hotchkiss, que dirigiu Cornton Vale até 2017, disse que teria se recusado a receber Isla Bryson na prisão.
Em debate com Sturgeon no parlamento, o líder conservador escocês, Douglas Ross, perguntou repetidamente onde Bryson estava detida atualmente. Ele disse que os ministros podem intervir e têm 72 horas para questionar onde um prisioneiro é mantido.
Sturgeon respondeu que esperava que, antes do término do período de 72 horas, a prisioneira não estivesse mais no presídio feminino.
Prisioneiros trans
O governo do Reino Unido está discutindo uma reforma na sua política de encarceramento de prisioneiros transgêneros.
A reforma prevê que prisioneiras trans com partes íntimas masculinas, ou as condenadas por crimes sexuais, não sejam mantidas em prisões femininas, exceto em casos “verdadeiramente excepcionais”.
Bryson, de 31 anos, disse ao tribunal que sabia que era transgênero aos quatro anos de idade, mas que decidiu fazer a transição aos 29 anos. Ela está tomando hormônios e pretende fazer uma cirurgia para fazer a mudança de sexo.
Durante o julgamento, o advogado de Bryson disse que ela é “vulnerável” e não é um “predador masculino”.
Em depoimento pré-gravado apresentado aos jurados, uma das vítimas diz ter sido estuprada em um apartamento em Glasgow no dia 27 de junho de 2019.
Bryson disse aos jurados que os dois conversaram sobre “problemas de sexualidade” depois de se conhecerem em uma rede social.
Os dois ficaram sozinhos juntos em um apartamento. A vítima diz ter se sentido “esmagada” quando o agressor que ela conhecia como Adam a estuprou.
Ela afirmou: “Eu disse para ele parar e ele não parou. Ele continuou. Foi quando fechei os olhos e o deixei fazer o que queria fazer.”
Bryson negou essa acusação. Ela disse: “Eu nunca faria isso. Eu nunca faria mal a nenhuma mulher.”
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64415606

Fonte: G1 Mundo

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Putin acusa Ucrânia de crimes ‘neonazistas’ no Dia da Lembrança do Holocausto


Discurso é utilizado pelo Kremlin para justificar a invasão na Ucrânia nos últimos 11 meses. Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião nos arredores de Moscou
Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou nesta sexta-feira (27) a Ucrânia de cometer crimes “neonazistas”, em uma retórica que utiliza com frequência para justificar sua ofensiva militar, desta vez no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
“Esquecer as lições da história leva à repetição de tragédias terríveis. Isto é evidenciado pelos crimes contra civis, a limpeza étnica e as ações punitivas organizadas pelos neonazistas na Ucrânia”, afirmou Putin em um comunicado. “É contra este mal que nossos soldados lutam de maneira corajosa”, acrescentou.
Pôster russo colado na parede de porão na Ucrânia carrega propaganda anti-nazista escrita “Se sairmos, eles virão”
Zohra Bensemra/REUTERS
Um dia antes do discurso, a A Ucrânia afirmou que as forças russas lançaram dezenas de mísseis contra vários alvos no país e que seus sistemas de defesa aérea derrubaram 24 drones russos durante a noite.
“Onze pessoas ficaram feridas e, infelizmente, outras 11 morreram”, disse o porta-voz Oleksander Jorunejy à televisão ucraniana. Ele disse que os danos mais significativos ocorreram na região de Kiev.
A Rússia está tentando causar “um colapso sistêmico” na rede nacional, disse o ministro da Energia, German Galushchenko.
“A situação ainda está sob controle”, disse o primeiro-ministro Denys Shmygal.

Fonte: G1 Mundo

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Junta militar de Mianmar estabelece regras mais severas para partidos, mas promete eleições


Nova lei eleitoral determina que sigla devem estar sob tutela de comissão designada pelo Exército e ter mais presença territorial. Militares comandam país desde golpe em 2021 que tirou San Suu Kyi do poder, mas prometem ‘eleições’ justas. Em imagem de 2021, manifestantes usando máscaras com o rosto de Aung San Suu Kyi protestam na cidade de Yangon, em Mianmar.
Stringer/Reuters
A junta militar de Mianmar – grupo que comanda o país desde um golpe militar em 2021 – colocou em vigor nesta sexta-feira (27) uma nova lei eleitoral que torna mais severas as normas para os partidos políticos do país.
As siglas terão até o fim de março para registrar as siglas sob a nova lei, publicada nesta sexta em um jornal estatal. As regras são as seguintes:
As organizações políticas existentes ou em processo de criação têm 60 dias para registrar seus nomes na Comissão Eleitoral designada pelo Exército.
Cada partido deve prometer que “ao menos 100.000 membros serão mobilizados” nos 90 dias posteriores à homologação do registro;
As siglas devem abrir escritórios em pelo menos metade dos distritos do país em um prazo de 180 dias;
A organização que não cumprir as normas perderá o status de partido político;
A nova lei não explica, no entanto, como as condições serão verificadas.
Os militares prometeram organizar eleições ainda este ano, mas até o momento não divulgaram uma data.
O líder da junta militar, Min Aung Hlaing, garantiu no início do mês que o Exército organizará eleições multipartidárias “livres e justas”, poucos dias após o fim do processo contra Aung San Suu Kyi, condenada a 33 anos de prisão.
A junta militar busca legitimar seu governo desde o golpe de Estado de 1º de fevereiro de 2021, que derrubou a dirigente civil Aung San Suu Kyi, detida há quase dois anos.
O Exército justificou o golpe alegando fraudes nas eleições de novembro de 2020, vencidas pela Liga Nacional pela Democracia (LND), partido de Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz de 1991.
A acusação do Exército é contestada por observadores internacionais.
O governo dos Estados Unidos chamou as eleições prometidas de farsa, mas o processo é apoiado pela Rússia, aliada e fornecedora de armas para o regime birmanês.

Fonte: G1 Mundo

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Primeiro-ministro da Hungria diz que país vetará quaisquer sanções contra a Rússia que envolvam energia nuclear

Viktor Orban disse que estas sanções estão ‘fora de questão’. A Hungria vetará quaisquer sanções da União Europeia contra a Rússia que afetem a energia nuclear, disse o primeiro-ministro Viktor Orban à rádio estatal nesta sexta-feira (27).
A Ucrânia pediu aos 27 países da UE que incluam a estatal russa de energia nuclear Rosatom em sanções, mas a Hungria, que tem uma usina nuclear construída na Rússia que planeja expandir com a Rosatom, bloqueou isso.
Orban reiterou em uma entrevista que as sanções à energia nuclear “obviamente devem ser vetadas”.
“Não permitiremos que o plano de incluir a energia nuclear nas sanções seja implementado”, disse o primeiro-ministro húngaro. “Isso está fora de questão.”
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A Hungria, membro da UE, criticou repetidamente as sanções da UE à Rússia devido à invasão da vizinha Ucrânia, dizendo que elas não conseguiram enfraquecer a Rússia significativamente, enquanto correm o risco de destruir a economia europeia.
O Ocidente não impôs sanções à Rosatom desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.
A usina nuclear de Paks, na Hungria, tem quatro pequenos reatores construídos na Rússia com uma capacidade combinada de cerca de 2.000 megawatts, que começaram a operar entre 1982 e 1987.
Ela gera cerca de metade de sua energia e a usina obtém seu combustível nuclear da Rússia.
Sob um acordo assinado em 2014 com a Rússia, a Hungria pretende expandir a fábrica de Paks com dois reatores de fabricação russa com capacidade de 1,2 gigawatts cada.

Fonte: G1 Mundo