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Mulher é eleita provisoriamente presidente do parlamento do Curdistão iraquiano

Erbil, Iraque, 18 Fev 2019 (AFP) – O parlamento do Curdistão elegeu, nesta segunda-feira, uma mulher para sua presidência, uma decisão provisória ditada por divisões políticas persistentes nesta região autônoma do norte do Iraque, mais de quatro meses após as eleições legislativas.

Vala Farid, membro do Partido Democrático do Curdistão (PDK) do ex-presidente curdo Massud Barzani, foi eleita presidente na primeira sessão parlamentar desde as eleições de setembro, quando seu partido obteve 45 dos 111 assentos.

O líder do bloco PDK no parlamento, Hemin Hawrami, disse que Farid foi nomeada “temporariamente”, à espera de um acordo com a União Patriótica do Curdistão (PUK), rival do PDK que tradicionalmente ocupa o cargo de presidente da assembleia.

Os deputados do UPK, o partido do ex-presidente iraquiano Jalal Talabani, boicotaram a sessão parlamentar de segunda-feira.

Eles pediram mais tempo para resolver questões com o PDK, incluindo a gestão da disputada província de Kirkuk, rica em petróleo.

O Curdistão iraquiano tem experimentado instabilidade política desde setembro de 2017 e o fiasco do referendo de independência, denunciado por Bagdá e pela comunidade internacional.

Depois de terem votado maciçamente pela secessão, as forças iraquianas tomaram o controle das áreas petrolíferas disputadas, causando um sério revés às autoridades na região autônoma. str-ac/dco/del/cgo/iw/mr
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Mais de 30 migrantes são interceptados no Canal da Mancha

Lille, França, 18 Fev 2019 (AFP) – Mais de 30 migrantes que tentavam chegar à Grã-Bretanha a bordo de uma embarcação a motor foram interceptados o Canal da Mancha pelas autoridades britânica, informaram fontes da prefeitura marítima francesa.

Enquanto preparava um possível resgate do lado francês, o barco passou para águas britânicas, onde foi resgatado.

O ministério do Interior britânico limitou-se a mencionar um “incidente em andamento com um pequeno barco” na costa de Kent.

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Chile promove criação de novo grupo sul-americano ante fracasso da Unasul

Santiago, 18 Fev 2019 (AFP) – O Chile vai promover a criação do Prosul, novo organismo sul-americano para substituir a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), praticamente inativa há três anos, informou nesta segunda-feira o presidente Sebastián Piñera.

A fundação de um novo organismo regional começou a ganhar força na semana passada, em uma reunião sobre “integração sul-americana” com a participação de representantes de todas as nações da região, exceto Venezuela, no Chile.

Na ocasião, o chanceler chileno, Roberto Ampuero, lançou a proposta, confirmada nesta segunda por Piñera.

“Nossa proposta é criar uma nova referência na América do Sul (Prosul) para uma coordenação, cooperação e integração melhores, livre de ideologias, aberta a todos e 100% comprometida com a democracia e os direitos humanos”, informou Piñera em sua conta oficial no Twitter.

Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru suspenderam, no ano passado, sua participação na Unasul, organismo lançado em 2011 por iniciativa dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez para fazer frente à influência dos Estados Unidos na região.

Os países continuarão afastados até que seja eleito um novo secretário-geral para substituir o colombiano Ernesto Samper, que concluiu seu mandato em janeiro de 2017. Desde então, suas atividades estão praticamente paradas.

A Venezuela, que vive uma crise econômica e política sem precedentes, se negou a reconhecer a nomeação do argentino José Octavio Bordón como novo secretário-geral, deixando o cargo vago desde então.

Em agosto passado, o presidente colombiano, Iván Duque, anunciou a saída do país, lançando sua pá de cal sobre a instituição, que nasceu com o propósito de construir uma identidade e cidadania sul-americanas e desenvolver um espaço regional integrado.

Duque classificou-a, então, de “cúmplice da ditadura da Venezuela”.

Integrada por 12 países da região, a Unasul representa 388 milhões de pessoas e um PIB conjunto de 1,9 trilhão de dólares.

– Fracasso -Apesar da crise do bloco, no ano passado foi inaugurado o Parlamento da Unasul, construído na Bolívia com custo de 61,7 milhões de dólares. Mas ele ainda não tem parlamentares, já que não foram realizadas eleições.

“A Unasul está há três anos paralisada e fracassou por excesso de ideologia”, sentenciou Piñera.

O mandatário chileno e seu equivalente colombiano são os incentivadores deste novo organismo. Os demais presidentes sul-americanos ainda avaliam sua eventual adesão.

Caso todos concordem, o novo organismo pode dar seus primeiros passos em uma cúpula de presidentes que está sendo planejada para fins de março no Chile.

A Unasul cresceu com o apoio de uma maioria de presidentes de esquerda que governavam a região durante o boom das matérias-primas, mas o panorama mudou nos últimos três anos. Os mandatários Mauricio Macri, da Argentina, e Jair Bolsonaro dariam seu apoio ao Prosul, segundo veículos locais.

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Ataque à polícia na fronteira Colômbia-Venezuela deixa um morto

Bogotá, 18 Fev 2019 (AFP) – Um ataque contra um posto de polícia na fronteira entre Colômbia e Venezuela deixou um morto e dois feridos. A ação foi realizada por dois homens armados que vieram do lado venezuelano, segundo autoridades.

Os criminosos mataram a tiros um membro da polícia aduaneira e feriram outro agente, bem como um vigilante, informou o organismo em um comunicado.

O ataque ocorreu na ponte fronteiriça que une a cidade colombiana de Arauca (nordeste) ao território venezuelano.

A polícia afirmou que os agressores “atravessaram o rio a pé” para cometer o atentado, que custou a vida do patrulheiro Jeison Bejarano, de 26 anos.

Autoridades não apontaram nenhum grupo armado como possível responsável.

Operam em Arauca comandos no Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha ativa reconhecida na Colômbia, além de dissidentes da já dissolvida organização rebelde Farc.

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Pedófilo que admitiu ter abusado de 276 crianças é condenado à prisão na Colômbia

Um colombiano que abusou de 276 meninos e meninas foi condenado a 60 anos de prisão por um tribunal na cidade de Barranquilla, no norte do país.

Juan Carlos Sánchez Latorre admitiu ter cometido os abusos entre 2007 e 2008, segundo a BBC.

Ele pertencia a uma rede que distribuía material pornográfico pela internet e usava o apelido de “Grande Lobo Mau” para compartilhar cenas de abusos contra crianças.

Ele se aproximava de crianças pobres via internet e oferecia doces, dinheiro e brinquedos em troca de relações sexuais.

Sánchez Latorre foi preso na cidade venezuelana de Maracaibo há um ano, onde viva com um falso documento de identidade. Investigadores colombianos chegaram até ele com a ajuda da Interpol.

O pedófilo foi extraditado para a Colômbia em setembro de 2018.

As autoridades não descartam que ele tenha cometido outros crimes na Venezuela.

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Congresso dos EUA propõe legislação para segurança na fronteira sem muro de Trump

O Congresso dos Estados Unidos tenta encerrar nesta quinta-feira (14) uma disputa sobre a segurança de fronteira com uma legislação que evita uma nova paralisação parcial do governo.

O projeto, porém, ignora o pedido de 5,7 bilhões de dólares feito pelo presidente Donald Trump para ajudar a erguer um muro na fronteira com o México. O braço de ferro entre Trump e os democratas por causa dessa barreira na fronteira já paralisou parcialmente a administração por 35 dias — o mais longo ‘shutdown’ da história americana.

Na noite de quarta-feira (13), negociadores deram os últimos retoques na legislação para financiar o Departamento de Segurança Interna (DHS) até 30 de setembro, o encerramento do ano fiscal, e de várias agências federais.

O Senado e a Câmara dos Deputados pretendem aprovar essa legislação ainda nesta quinta-feira (14). Assim, Trump teria tempo analisar a medida e sancioná-la antes do vencimento do financiamento temporário de cerca de um quarto do governo.

Na meia-noite de sexta-feira (15), acaba o prazo acordado no fim de janeiro para liberação dos fundos operacionais das agências que empregam cerca de 800 mil funcionários do DHS e dos departamentos de Agricultura, Comércio e Justiça, entre outros.

Trump ainda não disse se sancionará a proposta caso a Câmara, de maioria democrata, e o Senado, majoritariamente republicano, a aprovem, embora muitos de seus correligionários do Congresso o estejam fazendo um apelo para que ele sancione a medida. O presidente já disse que não está feliz com o acordo.

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Nem o Papa confia em Maduro

O Papa Francisco deixou claro que não tem interesse em mediar uma solução para a crise que devasta a Venezuela. Na carta enviada a Nicolás Maduro, e vazada pelo jornal italiano “Corriere della Sera”, o pontífice sequer se refere a Nicolás Maduro como presidente, apenas como “senhor”, em mais um sinal de que a paciência do Vaticano com o regime se esgotou.

As chances de diálogo ficaram para trás e foram desperdiçadas pelo regime. Francisco alinhou-se aos bispos venezuelanos, que vêm denunciando em ritmo crescente o rumo autoritário que o país conduzido por Maduro tomou, assim como a dramática situação da população. Tampouco reconhecem o segundo mandato de Maduro como legítimo.

Em entrevista publicada pelo jornal espanhol “El País”, o cardeal Baltazar Porras, presidente da Conferência Episcopal da Venezuela, classifica como insulto Maduro propor o diálogo, “quando está com a água no pescoço”. A tensa relação entre o presidente venezuelano e representantes da Igreja no país já desqualificaria, por si só, o apelo feito por ele ao Vaticano.

O Pontificado de Francisco imprimiu a marca da mediação aos conflitos. Envolveu-se pessoalmente na aproximação entre Cuba e EUA, que levou o primeiro presidente americano a pisar na ilha em quase cinco décadas. E perseguiu, embora sem sucesso, uma solução para o Oriente Médio. No caso da Venezuela, o Vaticano buscou tentativas de mediação em 2015 e 2016. Inutilmente.

Como observou o cardeal Porras, no último encontro com Francisco, Maduro fez promessas que não cumpriu; quebrou-se a confiança.

O Vaticano não confirmou nem desmentiu os trechos da carta do Papa publicados pelo jornal italiano. Mas seu vazamento ocorreu dias após uma delegação enviada por Juan Guaidó ser recebida na Santa Sé. A biruta do Vaticano parece soprar na direção contrária do regime venezuelano.

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Jornalista britânico sequestrado há quase 7 anos pelo Estado Islâmico pode estar vivo

O jornalista britânico John Cantlie, sequestrado há quase sete anos na Síria pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), pode continuar vivo, segundo afirmou nesta terça-feira (5) o ministro da Segurança do Reino Unido, Ben Wallace.

Em declarações à imprensa no Ministério do Interior, o ministro não especificou em que informações se baseava para fazer essa suposição.

A campanha “Free John Cantlie” (“John Cantlie Livre”) reagiu à notícia com uma mensagem na rede social Twitter na qual confirmava que estava a par das declarações de Wallace e que não perdia a “esperança”.

Cantlie, que trabalhou para os jornais “The Sunday Times”, “The Sun” e “Sunday Telegraph”, é o último refém britânico do Estado Islâmico.

No dia 22 de novembro de 2012, o repórter foi sequestrado em território sírio, perto da fronteira com a Turquia, junto com o jornalista americano James Foley, que depois foi decapitado pelos extremistas.

Segundo a organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Cantlie apareceu em 12 vídeos de propaganda do EI desde que foi capturado.

A última gravação foi divulgada em dezembro de 2016, na qual o jornalista aparecia pálido, ao contrário de vídeos anteriores nos quais tinha melhor aspecto.

Nesse último vídeo, Cantlie percorria as ruas de Mossul comentando a destruição das pontes da cidade, antigo reduto do EI no Iraque, e entrevistando moradores. Antes, o britânico protagonizou outras gravações dos jihadistas nas cidades sírias de Aleppo, Kobani e Raqqa.

Em julho de 2017, a imprensa iraquiana divulgou informações sobre a suposta morte de Cantlie pelos bombardeios em Mossul. Em outubro desse mesmo ano, um guerrilheiro francês do EI afirmou à revista “Paris Match” que tinha visto o refém “há sete ou oito meses” em uma prisão em Raqqa.

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Túmulo de Karl Marx é atacado em Londres

A lápide de mármore colocada sobre o túmulo do filósofo alemão Karl Marx (1818-1883) foi danificada em um ataque durante o fim de semana passado, informou nesta terça-feira (5) a entidade que administra o cemitério de Highgate, no norte de Londres.

O autor do ataque tentou apagar com um martelo o nome de Marx da placa, que foi gravada pela primeira vez em 1881, após a morte da esposa do autor de “O capital”, Jenny von Westphalen (1814-1881).

“Acreditamos que foi um ataque deliberado contra Karl Marx. Não foi ao acaso”, explicou aos veículos de imprensa Ian Dungavell, diretor-executivo da Fundação Amigos do Cemitério de Highgate, um cemitério inaugurado em 1839.

A Polícia Metropolitana de Londres confirmou que recebeu um aviso durante a tarde de segunda-feira sobre o ataque. Ninguém foi detido.

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Marido de política italiana negra concorre por partido de acusado de racismo

O marido da ex-ministra de Integração da Itália Cécile Kyenge será candidato nas eleições municipais de Castelfranco Emilia, na região da Emilia-Romana, pela Liga Norte, o mesmo partido do senador que a comparou a um “orangotango” em 2103.

Cécile, originária da República Democrática do Congo, foi insultada pelo ex-vice-presidente do Senado da Itália Roberto Calderoli, que disse que quando via imagens da ministra não podia deixar de “pensar nas feições de um orangotango”.

Por estas declarações, feitas em julho de 2013 em um ato da Liga, Calderoli, também ex-ministro do governo de Silvio Berlusconi, foi condenado a 18 meses de prisão, embora não tenha sido detido porque a pena foi suspensa.

Agora, Domenico Grispino, o marido da ex-ministra, anunciou nesta terça-feira (5) em entrevista à “Radio24” sua candidatura pela legenda de extrema-direita e disse que “as pessoas da Liga são decentes”.

Cécile Kyenge, agora eurodeputada do progressista Partido Democrata (PD), afirmou que vai se divorciar de Grispino, em comunicado divulgado no Twitter.

“A única novidade é o fato de que está finalmente se aproximando a data da audiência diante do juiz para pôr fim ao nosso casamento; uma audiência que eu mesma pedi há meses”, afirmou a política.

A ex-ministra defendeu a “liberdade” de Grispino de “se candidatar com quem quiser”, algo que “está garantido na Constituição italiana”.

“Continuarei minha luta política contra a exclusão e a xenofobia, promovendo a inclusão social e a coesão na Itália”, concluiu Cécile.