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Após falência, construtora recebe aval para concluir condomínio de mini-castelos na Turquia

construtora de um condomínio residencial com mini-castelos na Turquia ganhou aval para concluir a obra, que havia sido interrompida por causa da falência da empresa. Na última sexta-feira (1), os credores da construtora votaram para permitir que a obra fosse concluída.

O projeto da Burj al Babas, situado na cidade de Mudurnu, a cerca de 200 quilômetros de Istambul, foi concebido como um condomínio residencial de luxo, com casas idênticas construídas em forma de castelos, ao redor de um shopping e um hotel. O preço das unidades varia entre US$ 300 mil e US$ 550 mil cada, segundo o site da empresa.

No entanto, atrasos na obtenção de licenças para a construção elevaram os custos da obra, já que a desvalorização da lira fez com que os preços dos materiais de construção na Turquia subissem. A empresa, assim como outras do ramo da construção no país, sentiu os efeitos da moeda em queda e o aumento das taxas de juros.

A obra do condomínio foi interrompida em 2018, antes da conclusão da construção das 732 casas. A empresa foi declarada falida.

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Papa admite que padres e bispos abusaram sexualmente de freiras

O Papa Francisco admitiu, nesta terça-feira (5), que padres e bispos abusaram sexualmente de freiras. A declaração foi dada no avião de volta à Itália, após viagem aos Emirados Árabes Unidos.

“Houve padres e também bispos que fizeram isso”, reconheceu o sumo pontífice, que nunca havia abordado este assunto antes, ao ser questionado por uma jornalista.

Ele disse que é possível encontrar registros desses abusos “em todas as partes”, mas estão mais presentes em “algumas congregações novas e em algumas regiões”.

“Estivemos trabalhando por muito tempo sobre este assunto. Suspendemos vários clérigos, que foram despedidos por esta causa”, afirmou Francisco, sem mencionar nomes, nem países.

“Não sei se o processo (canônico) terminou, mas também dissolvemos algumas congregações femininas que estiveram muito vinculadas a essa corrupção”, acrescentou, destacando que a Igreja não pode se refugiar na negação.

“Temos que fazer algo mais? Sim. Temos a vontade de fazê-lo? Sim!”, afirmou o sumo pontífice.

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Bar com vista para usina de tratamento de lixo conscientiza moradores de Tóquio

No Japão, as autoridades decidiram criar um bar efêmero com vista para uma usina de tratamento de resíduos equipada com um incinerador. A ideia atraiu os jovens japoneses, que se amontoam para tirar selfies, e serve como forma de chamar atenção para a quantidade de lixo produzido pela humanidade.

Batizado de Gomi Pit – em japonês, “gomi” quer dizer resíduos e “pit” significa fossa –, o estabelecimento foi idealizado pelas autoridades de Tóquio para conscientizar jovens habitantes sobre as consequências da produção exacerbada de lixo.

O contraste é nítido: apenas uma parede de vidro separa o local limpíssimo onde os clientes comem e bebem do amontoado de resíduos à espera de serem incinerados.

Em pequenos intervalos, um enorme braço mecânico desce e recupera rejeitos da vida cotidiana: metade de uma sacola da loja Ikea, uma gravata, pedaços de um travesseiro, papel despedaçado e sacos plásticos de todo tipo.

Cerca de 27 mil toneladas de lixo foram tratadas nesse setor da cidade japonesa, que possui capacidade máxima de 120 toneladas por dia.

“É muito surpreendente”, comenta Isaeo Tomioka, de 49 anos, ao assistir ao espetáculo junto com suas duas filhas, de seis e quatro anos, grudadas no vidro.

Morador do bairro, ele disse ter vindo com suas crianças porque se preocupa com o impacto do lixo na próxima geração. “Há resíduos que não podem ser queimados e que devem ser colocados em algum lugar. É uma herança negativa que deixamos”, diz.

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Canadá confirma que EUA pediram extradição de executiva da Huawei

O Ministro da Justiça do Canadá, David Lametti, confirmou nesta terça-feira (29) que recebeu um pedido dos Estados Unidos para extraditar a diretora financeira da Huawei para aquele país.

O governo canadense tem 30 dias, a partir do recebimento do pedido, para decidir se autoriza a medida. Em caso positivo, o caso de Meng Wanzhou será enviado à Suprema Corte da Colúmbia Britânica para uma audiência, o que pode demorar semanas ou meses.

Meng foi presa em Vancouver em dezembro passado, a pedido dos EUA, e segue na cidade canadense em liberdade condicional. Ela foi ao tribunal nesta terça para discutir termos relacionados ao pagamento da fiança.

Filha do fundador da Huawei, a executiva está no centro de denúncias dos EUA contra a gigante chinesa do setor de telecomunicações.

Um dia antes, ela foi formalmente acusada pelo Departamento de Justiça americano de fraude bancária e conspiração por supostamente fazer negócios com o Irã quando o país estava sob sanções comerciais.

No mesmo dia, promotores dos EUA acusaram a Huawei de roubo de segredo comercial.

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Terremoto atinge mina de cobre na Polônia; há feridos e desaparecido

Um terremoto de magnitude 4.9 atingiu nesta terça-feira (29) uma mina de cobre em Rudna, oeste da Polônia. A informação mais recente da KGHM, a empresa responsável pela jazida, diz que um mineiro está desaparecido.

As equipes de buscas haviam encontrado outros 13 mineiros dados como desaparecidos. De acordo com a agência de notícias polonesa PAP, eles estão sendo levados a hospitais e não correm risco de morrer.

Dois dos operários localizados, no entanto, seguiam presos dentro da mina por volta das 21h30 (de Brasília) nesta noite. As equipes tentam içá-los para fora da jazida.

A operação de resgate começou logo após o incidente, ainda durante a tarde. Os trabalhos de busca do operário desaparecido não pararam, e devem seguir por esta noite.

Ao todo, havia 32 pessoas trabalhando no local na hora em que o tremor surpreendeu as equipes. A mina em Rudna tem 770 metros de profundidade.

Explosão em mina na República Tcheca

Em dezembro, uma explosão em uma mina na vizinha República Tcheca deixou 13 mortos e 10 feridos. Segundo o OKD, o acidente ocorreu por causa da combustão do metano confinado no local. A explosão destruiu os locais de trabalho.

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EUA começam a devolver ao México migrantes que pedem refúgio

Os Estados Unidos começaram, nesta terça-feira (29), a devolver ao México migrantes que cruzaram a sua fronteira sul para pedir refúgio, uma estratégia do presidente Donald Trump para obrigá-los a esperar fora de seu território o seu encontro com um juiz americano.

“A partir de hoje, os Estados Unidos começaram a implementar os Protocolos de Proteção a Migrantes”, indica um comunicado da embaixada de Washington no México. “Alguns indivíduos que chegaram ou entraram nos Estados Unidos pelo México – de maneira ilegal ou sem a documentação adequada – poderão ser devolvidos ao México durante o período de seu julgamento migratório”.

O México disse anteriormente que “não concorda com a medida unilateral”, mas consentiu “por razões humanitárias e de maneira temporária” a receber os estrangeiros que os Estados Unidos expulsar, desde que “recebam uma convocação para comparecer perante um juiz migratório” americano.

Em novembro, uma caravana com milhares de centro-americanos – principalmente famílias com crianças – chegou à cidade mexicana de Tijuana com a intenção de cruzar a fronteira em direção aos Estados Unidos, onde buscam iniciar uma vida longe da pobreza e da violência de seus países.

Desde então, outras caravanas empreenderam viagens em direção ao “american dream”.

Washington justificou a sua nova estratégia como uma “resposta à crise de migração ilegal que (os Estados Unidos) encaram”, argumentando que ao longo dos últimos cinco anos registraram um aumento de 2.000% das solicitações de refúgio.

“Muitos migrantes em potencial sabem que buscar refúgio lhes dá a oportunidade de permanecer nos Estados Unidos mesmo que não tenham um argumento válido para o pedido. A maioria desses argumentos não atende aos requisitos necessários. De fato, nove em cada 10 solicitações de asilo são rejeitadas por um juiz migratório”, explicou a sede diplomática.

Assim, os migrantes que entrarem nos Estados Unidos serão processados pelas autoridades migratórias, serão notificados para comparecer a uma audiência em um tribunal migratório, retornarão ao México e ficarão lá enquanto durar o processo.

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Tribunal Supremo da Venezuela congela contas de Juan Guaidó e o proíbe de sair do país

O Tribunal Supremo da Venezuela congelou nesta terça-feira (29) as contas de Juan Guaidó e o proibiu de sair do país. Assim, a Corte, controlada pelo regime de Nicolás Maduro, atendeu ao pedido do procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab.

Como Guaidó é um parlamentar – e, inclusive, preside a Assembleia Nacional –, ele tem direito à imunidade. Somente o Tribunal Supremo, portanto, poderia autorizar uma investigação criminal – como foi feito nesta noite.

Mais cedo, em resposta ao pedido do procurador, Guaidó tuitou: “A quem estiver hoje na sede do TSJ: o regime está na etapa final. Isso é imparável, e vocês não precisam se sacrificar com o usurpador e sua turma!”.

Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela na semana passada. No domingo, ele solicitou uma visita da alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet.

Além disso, Guaidó convocou manifestações contrárias a Nicolás Maduro para esta quarta-feira (30) e sábado (2).

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Austrália investiga desaparecimento de escritor sino-australiano

O governo da Austrália quer saber o paradeiro do escritor sino-australiano Yang Hengjun, que aparentemente desapareceu após chegar à China em 19 de janeiro junto com sua família.

“O Ministério das Relações Exteriores (da Austrália) procura informação sobre um cidadão australiano que foi reportado como desaparecido na China. Seguindo com nossas obrigações sobre privacidade, não ofereceremos outros comentários”, afirmou um porta-voz do ministério em comunicado obtido pela Agência Efe.

O suposto desaparecimento de Yang Hengjun foi denunciado por alguns de seus amigos diante do temor que o escritor – acadêmico e ex-funcionário do Ministério de Relações Exteriores da China que se nacionalizou australiano – possa estar sob custódia das autoridades do país asiático devido às suas críticas contra o Partido Comunista.

Além disso, causa estranhamento o silêncio do escritor no Twitter, onde conta com mais de 131 mil seguidores.

Esta não é a primeira vez que ele desaparece na China, já que em 2011 ficou incomunicável durante vários dias, um incidente que depois ele mesmo qualificou de “mal-entendido”, lembrou a agência local “AAP”.

O governo chinês afirmou que não tem conhecimento do desaparecimento de Yang Hengjun.

“Não tenho conhecimento desta situação. Tentarei obter informação das autoridades competentes”, respondeu a jornalistas nesta quarta a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, durante a entrevista coletiva diária.

Entre outubro e dezembro de 2015, cinco editores e livreiros de Hong Kong críticos com o governo chinês desapareceram misteriosamente – um deles na Tailândia – e reapareceram meses mais tarde sob custódia policial na China, acusados de diferentes crimes.

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OEA reconhece Guaidó como presidente encarregado da Venezuela

O secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, cumprimentou o chefe do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou nesta quarta-feira (23) “presidente encarregado” do país para buscar uma saída de Nicolás Maduro do poder.

“Nossos cumprimentos a @jguaido como Presidente encarregado da #Venezuela. Tem todo o nosso reconhecimento para impulsionar o retorno do país à democracia”, tuitou Almagro.

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As turbulentas relações entre Estados Unidos e Venezuela desde Chávez

Paris, 23 Jan 2019 (AFP) – A Venezuela, que acusa Washington de ter ordenado “um golpe de Estado fascista”, e os Estados Unidos, que apoiam a oposição ao presidente Nicolás Maduro, cujo segundo mandato não reconhecem, mantêm turbulentas relações desde a chegada ao poder de Hugo Chávez em 1999.

– Nacionalizações -No poder desde fevereiro de 1999 até a sua morte, em 5 de março de 2013, o presidente socialista Hugo Chávez, que iniciou uma “revolução bolivariana”, lançou em 2001 uma série de nacionalizações, desde o setor petroleiro até o agroalimentar, passando pela grande distribuição. Esta “reapropriação” afetou vários grupos americanos, como ConocoPhilipps e Exxonmobil, provocando ações judiciais.

– Golpe de Estado frustrado, imperialismo criticado -As relações dos dois países pioraram profundamente durante uma tentativa de golpe de Estado frustrado em 2002 na Venezuela. Chávez acusou o presidente George W. Bush, o qual chamou de “diabo”, de ter apoiado a rebelião.

Os Estados Unidos viam com preocupação as posições de Hugo Chávez contra o neoliberalismo, seus contatos com Iraque e Líbia, sua amizade com o presidente cubano Fidel Castro e os supostos vínculos com a guerrilha colombiana, que sempre negou.

Hugo Chávez, por sua vez, criticou o imperialismo americano, o qual prometeu “nocautear”.

– Ofensas -As tensões surgiram especialmente com declarações ferozes. Em seu programa de televisão “Alô, presidente”, Hugo Chávez chamou George W. Bush de “covarde”, “assassino”, “genocida” e “alcoólatra”.

Em 2006, o secretário americano de Defesa, Donald Rumsfeld, comparou o presidente venezuelano a Adolf Hitler.

Chávez “desperdiçou a riqueza petroleira em seus esforços para promover sua visão hostil aos Estados Unidos, deixou seus próprios cidadãos enfrentando escassez de alimentos, enquanto ameaçava seus vizinhos”, declarou Bush em 2008.

– Outras acusações de tentativas golpistas -Em várias ocasiões, Hugo Chávez e depois seu sucessor, Nicolás Maduro, acusaram os Estados Unidos de apoiar tentativas golpistas.

Em agosto de 2017, o presidente americano, Donald Trump, provocou a ira de Caracas e a polêmica na América Latina ao falar de uma “possível opção militar” na Venezuela.

Na terça-feira, Nicolás Maduro acusou Washington de ordenar “um golpe de Estado fascista”, no dia seguinte de um alçamento militar reprimido e às vésperas de manifestações a favor e contra o governo.

O vice-presidente americano, Mike Pence, mostrou a sua solidariedade com a manifestação da oposição organizada nesta quarta-feira, por iniciativa do presidente do Parlamento, Juan Guaidó (Vontade Popular, centro esquerda).

A oposição não reconhece o segundo mandato de Nicolás Maduro, assim como os Estados Unidos, a União Europeia e vários países latino-americanos.

– Sanções -Em 2006, os Estados Unidos proibiram a venda de armas e equipamentos militares americanos à Venezuela, devido a sua falta de cooperação na guerra contra o terrorismo.

Venezuela e Estados Unidos não têm seus respectivos embaixadores desde 2010.

Em 2015, Washington impôs sanções contra vários funcionários venezuelanos acusados de violar os direitos humanos. O New York Times dedicou uma página à Venezuela assegurando que não representava nenhuma “ameaça”.

Nos últimos anos, houve várias sanções contra responsáveis venezuelanos, incluindo o presidente, descrito como “ditador”. Após a eleição de julho de 2017 da Assembleia Constituinte considerada “ilegítima”, os Estados Unidos proibiram seus cidadãos e suas empresas de comprar a dívida pública venezuelana ou de sua empresa petroleira pública, a Pdvsa.

Caracas atribuiu a essas sanções a grave escassez de alimentos e remédios que atingem o país.

– Petróleo -Apesar da retórica dura, ambos os países continuam sendo importantes sócios comerciais.

A Venezuela, que obtém 96% de suas receitas do petróleo, realizava um terço de suas vendas de petróleo nos Estados Unidos em 2017. Para Washington, isso representa 8% de suas compras.

Um possível embargo dos Estados Unidos ao petróleo seria um duro golpe para a economia venezuelana, já afundada.

A Venezuela é um importante ator no setor petroleiro nos Estados Unidos através da filial Citgo da Pdvsa, que tem refinarias, oleodutos e ações em reservas de petróleo em solo americano. Milhares de postos de gasolina exibem o letreiro Citgo sob um estatuto de franquia.