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China aprimora bombardeiros nucleares e pode estar treinando pilotos para atacar os EUA, diz Pentágono

Um relatório divulgado pelo Pentágono na quinta-feira (17) afirma que a China está desenvolvendo e aprimorando capacidade nuclear em seus bombardeiros de longo alcance. O documento afirma ainda que os militares da China ampliaram suas operações de bombardeiros nos últimos anos porque “provavelmente estão treinando para atacar” os Estados Unidos e seus aliados.

“O desenvolvimento e a integração das capacidades nucleares em seus bombardeiros podem, pela primeira vez, dar uma ‘tríade’ nuclear de sistema de distribuição por terra, mar e ar”, diz o relatório. Os bombardeiros de longo alcance com capacidade nuclear estariam em operação nos próximos dez anos, diz o relatório.

“A apresentação ou desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais representam uma melhoria significativa nos mísseis com capacidade nuclear”, acrescenta.

A avaliação, que coincide com um aumento nas tensões entre EUA e China na arena comercial, foram publicadas no relatório anual que também ressaltou os esforços chineses para aumentar sua influência global, entre eles gastos com defesa que o Pentágono estima terem superado US$ 190 bilhões em 2017.

“Ao longo dos últimos três anos o EPL expandiu rapidamente suas áreas de operações de bombardeiros sobre as águas, ganhando experiência em regiões marítimas críticas e provavelmente treinando para ataques contra alvos dos EUA e aliados”, disse o documento, usando uma sigla para o Exército Popular de Libertação da China.

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Irmãos coreanos se reencontrarão depois de 68 anos separados Comente

Quando conseguiu escapar do avanço das tropas norte-coreanas, Kim Kwang-ho estava tão convicto de que voltaria logo para casa que se despediu de seu irmão com um “até logo”. Agora, na segunda-feira, ele voltará a vê-lo pela primeira vez em 68 anos.

Kim, de 81 anos, faz parte do grupo de sul-coreanos sorteados para ir na semana que vem à estação norte-coreana do Monte Kumgang para uma nova série de reuniões de famílias coreanas separadas pela guerra (1950-1953).

Milhões de coreanos foram deslocados durante este conflito, que levou à divisão na península. Desde então, as comunicações civis entre Norte e Sul – duas zonas tecnicamente em guerra – estão proibidas.

Desde 2000, os dois governos organizaram 20 séries de reuniões de famílias divididas, geralmente no calor de melhorias específicas nas relações bilaterais. Mas 65 anos depois do armistício, os sobreviventes têm o tempo contado.

Inicialmente, 130.0000 sul-coreanos apresentaram suas candidaturas para essas reuniões. A grande maioria deles morreu, e os demais têm mais de 80 anos. O mais velho completou 101 anos.

Os casos de parentes muito próximos ainda separados, como o de Kim e seu irmão, são cada vez mais raros.

Alguns dos que foram sorteados para a reunião deste ano – a primeira em três anos – desistiram de ir ao saber que seu pai, sua mãe, seu irmão ou irmã do outro lado da fronteira havia morrido, e que apenas encontrariam parentes distantes que jamais haviam visto.
Nem uma foto de família

“Estou tão feliz de saber que meu irmão está vivo”, assegura Kim.

Mas suas lembranças são confusas.

Seu pai decidiu fugir na direção do Sul no fim de 1950 com seus quatro filhos mais velhos, quando os boatos anunciavam a chegada de tropas norte-coreanas ao seu povoado do condado de Myongchon, no extremo norte.

Kim tinha 13 anos e seu irmão Kwang Il, nove.

“Achamos que sairíamos por três dias, no máximo uma semana, e, por isso, as mulheres e as crianças menores ficaram para cuidar da casa”, explica.

Ao saírem, não levaram nada, ou quase nada, nem mesmo uma foto de família.

Percorreram centenas de quilômetros em pleno inverno, às vezes de carro, em um êxodo de várias semanas acompanhando a retirada da força das Nações Unidas dirigida pelos Estados Unidos.

No final, se encontraram entre os 100.000 refugiados de Hungnam, em uma das maiores operações militares americanas de evacuação de civis da história, e que também permitiu a fuga dos pais do atual presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

“Quando subi no barco, me dei conta de que já não poderia voltar”, lembra Kim.

Sete décadas depois, a dor da separação continua sendo igualmente intensa. E o idoso lamenta a dificuldade que tem de lembrar dos rostos do passado.

Os refugiados refizeram a sua vida no sul. O próprio Kim ensinou Medicina, mas seu pai e seus irmãos e irmãs, agora todos falecidos, sempre evitaram falar dos que ficaram no Norte.

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Estados Unidos ainda retém 565 menores imigrantes, três semanas após prazo final para reunir famílias Comente

O governo dos Estados Unidos mantém retidos 565 menores imigrantes ilegais, três semanas após o fim do prazo determinado pela Justiça para a reunião das crianças e jovens com seus pais ou tutores, informou nesta sexta-feira (17) o gabinete para Reassentamento de Refugiados do Departamento de Saúde (ORR).

Entre o grupo há 24 crianças com cinco anos ou menos, sob os cuidados da ORR. A instituição destaca que os pais de 366 dos 565 menores se encontram fora dos Estados Unidos, o que dificulta a reunião.

O organismo informou ainda que os pais de 154 menores indicaram que não pretendem se reunir com os filhos.

Em mais de 180 casos, segundo a ORR, os menores não podem ser entregues porque os pais foram considerados uma ameaça para os filhos, e estão separados sob custódia policial ou processo judicial.

No início do ano, o governo separou mais de 2.500 menores de seus pais após as famílias entrarem ilegalmente nos Estados Unidos pela fronteira com o México.

O Departamento de Segurança Nacional informou que vários pais aceitaram ser enviados de volta, deixando os menores nos Estados Unidos na esperança de encontrá-los legalmente mais tarde.

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Michele Maycoth interpreta sucessos de Maria Gadú em noite romântica no AP

‘Linda Rosa’, ‘João de Barro’ e ‘Shimbalaiê’ fazem parte do repertório. Evento será realizado no dia 1º de setembro num espaço cultural na Zona Central de Macapá. Apresentação está marcada para o dia 1º de setembro, em um espaço cultural em Macapá
Michele Maycoth/Arquivo Pessoal
Interpretando sucessos de Maria Gadú, uma das relevações da MPB, a cantora amapaense Michele Maycoth prepara um show que promete embalar os apaixonados. A apresentação está marcada para o dia 1º de setembro, a partir das 20h, em um espaço cultural na Zona Central de Macapá.
Com uma apresentação predominantemente acústica e intimista, a cantora espera estar mais próxima do público, principalmente para cantar junto com ela sucessos como “Linda Rosa”, “João de Barro”, “A História de Lilly Braun” e “Shimbalaiê”.
De acordo com a produção do show, Michele tocará durante mais de uma hora e também haverão participações especiais, entre elas, Alexandre Moraes, Erick Pureza e Nitai Silva.
Os ingressos podem ser adquiridos em dois postos de vendas na Zona Central da capital e com a produção do show ao preço inicial de R$ 10.
Sucessos como ‘Linda Rosa’, ‘João de Barro’ e ‘Shimbalaiê’ não vão ficar de fora do show
Divulgação
Serviço
Michele Maycoth canta Maria Gadú
Data: 1º de setembro (sábado)
Hora: 20h
Local: Quintal Walô 54 (Avenida José Antônio Siqueira, 1212, bairro Jesus de Nazaré)
Ingressos: R$ 10 (1º lote)
Postos de vendas: Norte Rock (Villa Nova Shopping); Quintal Walô 54
Informações e compra de ingressos: (96) 98142-0743
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Mujica renuncia ao cargo de senador por motivos pessoais e “cansaço” 30

O ex-presidente do Uruguai José Mujica, de 83 anos, renunciou nesta terça-feira (14), mediante uma carta, ao cargo de senador por motivos pessoais e “cansaço”.

Os motivos são pessoais, diria ‘cansaço da longa viagem’

O ex-mandatário foi eleito para o Senado depois de ocupar a Presidência entre 2010 e 2015.

Além disso, o documento aponta que “o caráter de renúncia voluntária e a legislação vigente apontam que não corresponde o benefício do subsídio estabelecido”, já que ele receberá “aposentadoria”.

Senado del Uruguay / Reproducción
Reprodução da carta apresentada pelo ex-presidente ao senado uruguaio
Mujica também utilizou esta carta para “pedir desculpas muito sinceras” se alguma vez, “no calor dos debates”, feriu “pessoalmente algum colega”.

Além disso, o político ressalta na carta que, enquanto sua mente funcionar, não desistirá “da solidariedade e da luta por ideais”.

Em 6 de agosto, o ex-presidente explicou em entrevista à agência Efe que pensava em deixar seu assento no Parlamento porque queria tirar uma “folga” antes de morrer, dada sua avançada idade.

“Vejo que tenho 83 anos e vou me aproximando da morte. Quero tirar uma licença antes de morrer, simplesmente, porque estou velho”, ressaltou Mujica.

Leia a íntegra da carta

“Senhora Presidente do Senado

Lucia Topolansky

De minha parte:

Solicito ao corpo que a senhora preside aceitar minha renúncia ao cargo de Senador.

Os motivos são pessoais, diria ‘o cansaço da longa viagem’. O caráter da renúncia voluntária e a legislação vigente sinalizam que não corresponde o benefício do subsídio estabelecido, porque serei acolhido pela aposentadoria.

No entanto, enquanto minha mente funcionar, não posso renunciar à solidariedade e à luta de ideais.

Se alguma vez, no calor dos debates, cheguei a ferir pessoalmente algum colega, peço desculpas sinceras.

Sem mais, cumprimento a senhora, o corpo do Senado e a todos os funcionários, com consideração e estima.”

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Polícia faz buscas na sede da Conferência Episcopal chilena em investigação sobre abusos sexuais

As autoridades chilenas deflagaram nesta terça-feira (14) uma operação na sede da Conferência Episcopal da Igreja Católica, no centro de Santiago, como parte de uma ampla investigação sobre abuso sexual cometido por membros da Congregação Marista.

As buscas foram realizadas por agentes das unidades de crime sexual e crime eletrônico da Polícia de Investigações (PDI) após determinação do promotor Raúl Guzman, que investiga mais de 35 denúncias de abuso contra ex-alunos de escolas administradas pelos religiosos.

A operação teve duração de pelo menos duas horas e se estendeu até a sede da Congregação dos Irmãos Maristas no Chile. A polícia apreendeu documentos e arquivos digitais sobre os casos.

A denúncia tem como alvo pelo menos 10 religiosos maristas, acusados de abusar sexualmente de 30 crianças desde os anos 1970.

No mês passado, o Ministério Público do Chile já havia anunciado que 158 pessoas ligadas à Igreja Católica foram ou estão sendo investigados desde 1960 por crimes de abusos sexuais. Os casos levaram o clero do país a registrar a pior crise da sua história. (ANSA)

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Viaduto que desabou na Itália precisará ser totalmente demolido, diz governo 9

O vice-ministro de Infraestrutura e Transportes da Itália, Edoardo Rixi, afirmou nesta terça-feira (14) que após o desabamento de parte de uma ponte na cidade de Gênova, no norte da Itália, o viaduto inteiro precisará ser demolido. “Uma ponte como esta não desmoronaria por um raio, nem por uma tempestade. Os culpados devem ser encontrados”, afirmou Rixi.

Até agora, o número de mortos no desabamento chegou a 26, e outras 14 pessoas estão feridas –mais cedo, autoridades chegaram a confirmar que o número de mortos chegou a 35. Outras dez pessoas estão desaparecidas. Acredita-se que 30 carros e três veículos de grande porte estavam sobre a ponte no momento da queda. Rixi disse ainda que, com a demolição do viaduto, a região toda será bastante afetada, com “graves repercussões no trânsito e causando problemas para os cidadãos e as empresas da cidade”.

A ponte foi construída na década de 1960 e liga a estrada A10, na fronteira da França, com a A7, que segue para Milão. O viaduto Polcevera, que passa a cem metros de altura sobre rio de mesmo nome, tem mais de um quilômetro de extensão. Além das águas, estão abaixo da construção linhas de trem, edifícios e ruas. A ponte também é conhecida como Morandi, em homenagem ao construtor. A via está próxima do aeroporto local.

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Algumas testemunhas que estavam perto da ponte antes do colapso afirmam ter visto “um raio atingir a ponte”. “Foi logo depois das 11h30 quando vimos o raio atingir a ponte”, disse um homem identificado como Pietro M. para a imprensa italiana. A Defesa Civil não confirma a hipótese. Especialistas consultados pelo UOL afirmam que um raio sozinho não causaria o acidente.

Uma seção de 200 metros da ponte, incluindo uma torre que ancorava vários apoios, desabou, lançando grandes placas de concreto reforçado dentro do leito de um rio.

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Por que o Cazaquistão decidiu trocar seu alfabeto Comente

O Cazaquistão está mudando seu alfabeto oficial do atual cirílico para outro baseado no latino, que é utilizado para escrever a maior parte das línguas ocidentais. A transição, prevista para ocorrer em etapas até 2025, vai sair caro – o governo estima algo próximo de R$ 2,5 bilhões, valor que economistas acreditam estar subdimensionado.

No passado, o cazaque já foi escrito com os alfabetos árabe e latino. Assim, a mudança, também realizada em períodos anteriores por outras ex-repúblicas soviéticas, tem sido interpretada como um meio de o Cazaquistão voltar ao passado e reiterar sua posição como país independente.

O novo alfabeto foi anunciado em outubro de 2017 e recebeu críticas da população – algo raro para um país governado há três décadas pelo pulso firme de Nursultan Nazarbayev. A primeira versão foi considerada “feia” e passou por uma reformulação em fevereiro, que substituiu apóstrofes por acentos agudos.

Então, por exemplo, República do Cazaquistão, que no formato inicial seria escrita como Qazaqstan Respy’bli’kasy virou Qazaqstan Respýbl?kasy. Essa última versão parece ter agradado mais.

“Está mais bonito!”, exclamou Asset Kaipiyev, dono de um pequeno restaurante em Astana, capital do Cazaquistão, ao ver o novo formato do alfabeto, aprovado pouco antes por Nazarbayev.

Kaipiyev abriu seu restaurante em dezembro e chamou-o de Sa’biz, soletrado com a primeira versão do alfabeto latino. Mas todo seu material de marketing – do guardanapo ao enorme letreiro – terá que ser substituído. Kaipiyev não cogitou a hipótese de o governo rever o alfabeto e agora estima gastar US$ 3 mil (R$ 11,2 mil) com a mudança.

O que Kaipiyev e outros donos de pequenos negócios estão passando afetará em maior escala o país, que precisará mudar desde documentos oficiais a livros didáticos, além de ensinar à população a nova escrita.

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Manifestação contra supremacismo abafa neonazistas em frente à Casa Branca 1

Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Washington neste domingo (12) e obrigaram um grupo de 20 neonazistas a realizar o ato a favor do supremacismo branco em um cantinho do Parque Lafayette, em frente à Casa Branca.

Para evitar confrontos, a polícia municipal posicionou os neonazistas em um pequeno perímetro próximo à mansão presidencial definido com cercas de um metro de altura.

Depois da cerca, milhares de contramanifestantes vaiavam os supremacistas e gritavam palavras de ordem como “nazistas, vão para casa”, enquanto erguiam cartazes com mensagens como “sem ódio, sem medo”.

Os organizadores da manifestação Unir a Direita esperavam reunir 400 pessoas, mas apenas 20 apareceram, a maioria homens brancos.

Um desses manifestantes, de 21 anos e que se apresentou com o pseudônimo Karl, disse à Agência Efe que saiu de Dallas, no Texas, para ir ao protesto porque queria defender os “direitos de todas as pessoas”, inclusive dos brancos.

Ao lado dele, dois jovens cobriam o rosto com lenços, bonés e óculos de sol, enquanto seguravam uma bandeira dos EUA que usavam para se esconder quando os jornalistas se aproximavam.

Brandon Watson, o único participante negro do protesto, se uniu aos neonazistas porque “não importa de que cor seja” e queria apoiar o “amigo”, Jason Kessler, que no ano passado organizou a marcha de Charlottesville, na Virgínia, na qual uma mulher foi assassinada.

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Sequestrado pelo Estado Islâmico por 8 meses relembra tormento: ‘desumanização e sadismo’ Comente

“Isso não é o Iraque ou a Líbia, isso é outra coisa.”

“Todos os dias mais de 30 pessoas morrem, então…seja bem-vindo à Turquia, mas leve o tempo que precisar, dois ou três dias, para decidir se quer entrar na Síria. Eles podem matar você”.

Isso foi o que Nadir, um ex-professor sírio de basquete que se transformou em traficante de pessoas, disse ao fotojornalista espanhol Ricardo Garcia Vilanova, que queria cruzar ilegalmente a fronteira para a Síria com o colega jornalista Javier Espinosa, no final de 2011.

Meses depois, grupos extremistas tomariam o controle da revolução contra Bashar al-Assad e começariam um conflito que mais tarde se tornaria um dos maiores desde a Segunda Guerra Mundial, com mais de 500 mil mortos e seis milhões de refugiados.

Até chegar a esse momento, Garcia Vilanova já havia começado a jornada que culminaria com sua prisão pelo grupo autodenominado Estado Islâmico (EI).

Esta é a história dele: