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Onda de calor pode elevar temperatura a 48ºC na Europa e quebrar recorde

Enquanto a Europa sofre outra onda de calor, meteorologistas dizem que o recorde de maior temperatura da história do continente pode ser batido nos próximos dias.

O recorde europeu é de 48º C, registrado em julho de 1977 em Atenas. No Brasil, a maior temperatura já registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) foi 44,7°C, na cidade de Bom Jesus (PI), em 21 de novembro de 2005.

As temperaturas estão subindo na Espanha e Portugal ajudadas por uma onda de ar quente vinda da África.

Meteorologistas dizem que se o calor continuar aumentando, provavelmente recordes nacionais de temperaturas devem ser quebrados neste fim de semana – o atual dia mais quente da história da Europa, há 41 anos, também pode perder o posto.

O serviço de análise climática da Espanha, por exemplo, colocou o país em alerta até o próximo domingo, dizendo que o calor está “especialmente intenso e duradouro.”

O Meteoalarm, grupo europeu de alerta meteorológico, já emitiu um alerta vermelho para grande parte do sul de Portugal e para a província de Badajoz, na Espanha. Esse nível de alerta considera o clima perigoso e com potenciais riscos à vida.

O meteorologista da BBC, Nick Miller, afirma que a recente onda pode bater recordes de calor e é “potencialmente perigosa”. Segundo ele, as temperaturas na península ibérica podem ser maiores que as registradas nos últimos 40 anos.

O recorde português é de 47,4ºC, em 2013. Na Espanha, a maior

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Presidente e líder da oposição disputam segundo turno no Mali

O presidente do Mali, Ibrahim Bubacar Keita, e o líder da oposição, Sumaila Cisé, disputarão o segundo turno das eleições presidenciais do Mali, em 12 de agosto, informou na noite desta quinta-feira (2) o ministro da Administração Territorial, Mohamed Ag Erlafk.

No primeiro turno, realizado em 29 de julho, Keita obteve a primeira posição, com 1.333.813 votos (41,42%), e como há cinco anos, enfrentará no segundo turno Sumaila Cisé, que recebeu 573.111 votos (17,80%), segundo resultados oficiais provisórios.

O índice de participação foi de 43,06%.

O empresário Aliu Diallo ficou na terceira posição, com 7,95% dos votos, e o ex-chefe do governo de transição, Sheick Modibo Diarra (no poder entre abril e dezembro de 2012), acabou em quarto, com 7,46%.

Os eleitores do Mali escolheram entre 24 candidatos em eleições-chave para a região do Sahel, ainda sob a ameaça jihadista, mesmo após cinco anos de intervenção militar internacional.

Ao menos 700 zonas eleitorais de um total de 23 mil não abriram devido a incidentes violentos no dia da votação, principalmente no norte e no centro do país, mas no geral o processo “transcorreu com calma”, segundo a missão de observação da União Europeia.

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Por que a Igreja Católica decidiu condenar a pena de morte – e por que não havia feito isso antes 8

Em decisão histórica, o papa Francisco declarou nesta quinta-feira que a pena de morte é inadmissível quaisquer que sejam as circunstâncias.

A medida foi histórica tanto pelo teor quanto pelo formato. Pelo teor, porque até então o Vaticano sempre procurou não interferir nessa espinhosa questão, entendendo que a decisão de adotá-la cabia aos governos dos países. Pelo formato, porque não foi uma simples declaração, mas uma alteração no catecismo da Igreja Católica, o compêndio que reúne a exposição da fé e da doutrina do catolicismo.

A revisão foi anunciada no Vaticano. O papa aprovou a nova redação do item 2267 do catecismo com o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Luís Ladaria.

“A Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se empenha com determinação por sua abolição em todo o mundo”, disse o papa.

Significa que, de hoje em diante, a Igreja prega oficialmente contra a pena de morte. “A partir de agora, quem for a favor da pena de morte está claramente ao contrário do que a Igreja ensina”, resume o vaticanista Filipe Domingues. O novo texto do catecismo diz que “a dignidade da pessoa não é perdida nem depois de ter cometido crimes gravíssimos.”

O cardeal Ladaria se incumbiu de remeter uma carta informando aos bispos de todo o mundo a respeito da alteração. No texto, ele diz que a mudança é uma evolução natural do ensinamento da Igreja.

“Durante muito tempo, o recurso à pena de morte, por parte da legítima autoridade, era considerada, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum”, diz comunicado da Santa Sé.

“No entanto, hoje, torna-se cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não fica privada, apesar de cometer crimes gravíssimos. Além do mais, difunde-se uma nova compreensão do sentido das sanções penais por parte do Estado. Enfim, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que garantem a indispensável defesa dos cidadãos, sem tirar, ao mesmo tempo e definitivamente, a possibilidade do réu de se redimir.”
Mudança gradual na doutrina católica

“O que houve foi uma mudança real naquilo que a Igreja já vinha defendendo sobre a pena de morte. Não foi uma mudança brusca, foi uma mudança gradual, porque já os papas João Paulo 2o e Bento 16 eram contrários à pena de morte e falavam isso”, contextualiza o vaticanista Domingues. “Mas o catecismo ainda dizia que, em alguns casos, quando para a defesa do bem comum, para proteger a sociedade e quando não houvesse nenhum outro recurso, a pena de morte seria admissível, após a certeza de que a pessoa era culpada.”

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Separação de famílias na fronteira dos EUA foi ‘momento infeliz’, diz Ivanka Trump 3

A filha do presidente dos Estados Unidos Ivanka Trump, 36, se pronunciou nesta quinta-feira (2) contra a rigidez de seu pai em relação à separação de famílias na fronteira, apontando que as notícias sobre esta polêmica política representaram um “momento infeliz” de seu mandato na Casa Branca.

Ivanka, que se descreveu como “filha de imigrantes” – sua mãe nasceu e cresceu na antiga Checoslováquia – disse que estava convencida de que a crise se agravou no início deste ano quando milhares de crianças foram separadas de seus pais migrantes.

Esse foi um momento infeliz para mim também

A declaração aconteceu durante uma conferência organizada pelo site Axios, referindo-se à política de “tolerância zero” do governo de seu pai, Donald Trump.

“Sou muito contra a separação das famílias e a separação de pais e filhos, de modo que estou de acordo com esse sentimento”, acrescentou a empresária, que também é assessora do presidente.

Ivanka Trump também se distanciou dos ataques de seu pai aos meios de meios de comunicação, que aumentaram os níveis de antagonismo com a imprensa em recentes eventos presidenciais.

“Não sinto que os meios de comunicação sejam inimigos das pessoas”, disse Ivanka quando questionada sobre o tema.

A crise de imigração, que se agravou quando foi revelado um áudio com gritos e choros de crianças chamando por suas mães, causou uma tempestade dentro e fora dos Estados Unidos, e em junho o presidente revogou a medida.

Donald Trump ordenou o fim das separações, mas até a data limite da semana passada outorgada pela justiça para reunir as crianças com seus familiares, 711 dos cerca de 2.500 menores separados continuavam sem ser reunidos com seus pais, e as autoridades não souberam dizer quando isso acontecerá.

Ivanka disse que sua mãe, a primeira esposa de Donald Trump, chegou aos Estados Unidos de forma legal.

“Desse modo, somos muito cuidadosos sobre incentivar uma conduta que ponha as crianças em risco de serem traficadas, em risco de entrarem neste país com ‘coiotes’ (traficantes de pessoas) ou que façam uma viagem extremamente perigosa sozinhas”, acrescentou.

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Projeto que descriminaliza aborto cria racha até entre médicos na Argentina Comente

A campanha para legalizar (ou não) o aborto está dividindo os argentinos, inclusive os profissionais que seriam responsáveis por realizar as operações.

Nesta quarta-feira (1º), centenas de médicos foram às ruas protestar contra o aborto, às vésperas da votação de um projeto de lei no Senado, a acontecer no dia 8. Alguns dos manifestantes carregavam bonecas em forma de feto, outros agitavam cartazes com os dizeres: “Eu sou médico, não assassino”. Em uma manifestação recente, eles colocaram seus jalecos brancos no chão em frente ao palácio presidencial.

O grupo ativista Médicos pela Vida afirma ter cerca de mil membros, apenas uma pequena fração dos médicos do país. Mesmo assim, os protestos realizados por eles alimentam um debate na profissão sobre a medida de legalizar abortos eletivos nas primeiras 14 semanas de gravidez.

Líderes da prestigiosa Sociedade Médica da Argentina endossaram o projeto de lei, que já passou pela Câmara de Deputados. Eles disseram que a mudança ajudaria a reduzir mortes entre as cerca de 400 mil e 500 mil mulheres que fazem abortos clandestinos a cada ano.

Mas a igualmente respeitosa Academia de Medicina rejeita de forma veemente a nova legislação. A instituição divulgou um comunicado afirmando que a vida começa na concepção e que “destruir um embrião humano significa impedir um nascimento”. “Nada de bom pode vir quando a sociedade escolhe a morte como uma solução”, concluiu a nota.

Uma associação de médicos especializados em controle de natalidade emitiu uma forte declaração em favor da lei proposta. Autoridades

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Caixas-pretas de avião acidentado no México são achadas em “perfeito estado” Comente

As caixas-pretas do avião que caiu na terça-feira (31) nas imediações do aeroporto internacional de Durango, norte do México, foram encontradas em “perfeito estado”, segundo informou nesta quarta (1º) Andrés Conesa, diretor-executivo da companhia aérea Aeroméxico.

“Já foram recuperadas as duas caixas-pretas do avião. Estão em perfeito estado, e agora terão que ser analisadas”, disse em entrevista coletiva o diretor, que afirmou que as investigações levarão “um processo longo”.

Conesa disse que ainda “se desconhecem” as causas do acidente, que pode ter ocorrido devido a “vários fatores”. Na noite de terça, o governador de Durango, José Rosas Aispuro, citou uma rajada de vento como principal responsável.

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Todos sobreviveram a acidente de avião no México: veja fatores que ajudaram

A Secretaria de Comunicações e Transportes (SCT) mexicana informou que já foram iniciados os trabalhos da comissão que investigará o incidente.

Na mesma entrevista coletiva, o diretor-geral de Proteção Civil do México, Ricardo de La Cruz, informou que cerca de 20 pessoas permanecem hospitalizadas por causa do acidente e que “muitas delas” receberão alta entre esta quarta e quinta (2).

O avião da Aeroméxico se acidentou na tarde de terça-feira ao tentar descolar do Aeroporto Guadalupe Victoria de Durango rumo à Cidade do México. Havia 103 pessoas a bordo, sendo 99 passageiros e quatro tripulantes. Todos sobreviveram.

O avião caiu em posição horizontal, o que permitiu a ativação dos tobogãs de segurança e a evacuação dos passageiros. Logo em seguida, começou o incêndio. Os sobreviventes tiveram que fugir rapidamente da aeronave, que começou a pegar fogo minutos após tocar o solo.

O caso mais grave seria do piloto, que precisou passar por uma cirurgia em virtude de uma lesão na coluna. Outros passageiros tiveram queimaduras em até 25% do corpo.
Investigação

O aeroporto de Durango suspendeu durante horas suas operações e centenas de pessoas sofriam com o atraso dos voos. O local do acidente foi isolado e as autoridades vão agora analisar a caixa preta e as gravações para determinar as causas do acidente.

A Aeroméxico emitiu um comunicado no qual “lamenta profundamente este acidente” e se diz “concentrada em resolver esta situação e fazer todo o possível para auxiliar nossos clientes e suas famílias”.

O avião “estava em perfeita manutenção” e contava com “todos os padrões de segurança em nível internacional”, disse a empresa, acrescentando que a aeronave, de dez anos, operava há quatro anos na companhia mexicana.

A Embraer divulgou um comunicado dizendo lamentar o ocorrido. “A Empresa já se colocou à disposição das autoridades aeronáuticas para auxiliar nas investigações e uma equipe de técnicos da Embraer prepara-se para deslocar-se para o local do acidente”, diz o texto.

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Rappers Booba e Kaaris brigam em aeroporto na França, atrasam voos e são detidos pela polícia

O hall do aeroporto de Orly parecia uma cena de luta: uma briga irrompeu nesta quarta-feira (1°) entre os rappers franceses Booba e Kaaris.

Eles foram presos e colocados sob custódia da polícia, com onze de seus acompanhantes, causando atrasos de voos e fechamento temporário de uma área do local. Booba é uma das maiores estrelas do hip hop da França.

Em vídeos postados nas redes sociais por passageiros, vemos socos e pontapés entre homens nos corredores do aeroporto da região parisiense, lotado neste período de verão na Europa.

Uma briga repentina entre um grupo de homens causou inicialmente surpresa e medo.

Uma investigação sobre o violento incidente foi confiada à polícia de fronteira (PAF), que interrogou nesta quarta-feira os presos, segundo a Justiça francesa.

“Um pequeno número de voos foi adiado por 15 a 30 minutos no momento da luta e o lobby foi fechado temporariamente”, declarou o porta-voz dos Aeroportos de Paris.

“Os embarques no local foram temporariamente adiados para outras áreas, mas as chegadas aconteceram normalmente”.

No início da noite, a situação já havia voltado ao normal, de acordo com uma fonte do aeroporto. No entanto, danos foram registrados em uma loja de duty free, e o responsável deve dar queixa.

Antes de serem detidos, os dois rappers se dirigiam separadamente para Barcelona, ​​onde deveriam se apresentar nesta quarta-feira, de acordo com a mesma fonte.

Amizade antiga

Booba, 41, e Kaaris, de 38 anos, se conhecem desde 2011, quando Booba já era um dos rappers franceses mais famosos em todo o mundo. Booba convidou-o para participar de sua coletânea “Autopsy 4”, e pediu colaborações em “Kalash”, de seu álbum “Future”, de 2012. Uma colaboração que o próprio Kaaris chamará de “detonadora” de sua própria carreira.

Mas foi a guerra com outro rapper, Rohff, que destruiu a amizade, Booba culpando Kaaris por não apoiá-lo em sua disputa contra Rohff. Este último, com quem Booba tem uma feroz rivalidade, foi condenado em novembro do ano passado a cinco anos de prisão por violência grave cometida em 2014 na loja de roupas parisiense do rapper “Unküt”.

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Arábia Saudita detém duas ativistas de direitos das mulheres

Numa nova onda de repressão contra ativistas, clérigos e jornalistas, a Arábia Saudita prendeu mais duas ativistas de direitos das mulheres, anunciou nesta quarta-feira (1) a ONG Human Rights Watch (HRW). Entre as detidas está Samar Badawi, a irmã do blogueiro Raif Badawi, que está preso desde 2012.

Desde maio, mais de dez ativistas foram presas no país. A maioria delas fazia campanha pelo direito feminino de dirigir e pelo fim do sistema de guarda masculino, que obriga mulheres a obter o consentimento de um parente do sexo masculino para a maioria das suas decisões.

Badawi recebeu em 2012 um prêmio internacional dos Estados Unidos de coragem civil por sua luta para mudar o sistema de guarda masculino. A ativista também foi uma das primeiras mulheres que assinou uma petição pedindo ao governo que permitisse que mulheres dirigissem e votassem.

Além dela, a ativista Nassima al-Sadah, que defende temas semelhantes aos de Badawi, também foi detida. O governo não comentou as prisões.

“As prisões de Samar Badawi e Nassima al-Sadah são um sinal de que as autoridades sauditas veem qualquer dissidência pacífica, seja no passado ou no presente, como uma ameaça ao seu governo autocrático”, afirmou Sarah Leah Whitson, diretora da HRW para o Oriente Médio.

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EUA impõem sanções sobre ministros da Turquia por detenção de pastor norte-americano

Os Estados Unidos impuseram nesta quarta-feira (1) sanções sobre duas autoridades de alto escalão do gabinete do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, em uma nova tentativa de fazer com que a Turquia, aliada na Otan, entregue um pastor norte-americano acusado de apoiar uma tentativa de golpe contra Erdogan há dois anos.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos agiu contra o ministro da Justiça Abdulhamit Gul e o ministro do Interior Suleyman Soylu por conta da prisão de Andrew Brunson. Os EUA culparam ambos por envolvimento na prisão e detenção de Brunson.

Segundo comunicado do Departamento de Tesouro, os alvos da sanção não poderão fazer transações comerciais com norte-americanos. O governo Trump também bloqueou qualquer propriedade ou interesse de propriedade dessas autoridades turcas em território sob a jurisdição dos EUA.

Turquia promete resposta

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia chamou a ação de Washington de uma “posição hostil” e disse que irá retaliar. Relações entre os EUA e a Turquia têm despencado por conta de Brunson, que ficou em custódia por 21 meses em prisão turca até ser transferido para prisão domiciliar na semana passada.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse a repórteres: “Não vimos evidências de que o pastor Brunson fez algo errado e acreditamos que ele é vítima de detenção injusta e não razoável pelo governo da Turquia”.

Na terça-feira, um tribunal turco rejeitou recurso de Brunson para ser libertado de prisão domiciliar durante seu julgamento por acusações de terrorismo.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, usou o Twitter para pressionar o governo da Turquia e anunciar que aplicaria sanções ao país. “Os Estados Unidos vão impôr grandes sanções contra a Turquia pelo longo tempo de detenção do Pastor Andrew Brunson, um grande cristão, homem de família e ser humano maravilhoso. Ele está sofrento muito. Esse homem inocente e de fé deve ser libertado imediatamente!”, postou.

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Justiça do Reino Unido deixa para famílias decisão de desligar aparelhos em pacientes em estado vegetativo

A Suprema Corte do Reino Unido decidiu, na segunda-feira (30), que os juízes não precisarão mais ser consultados quando médicos e familiares de pacientes em estado vegetativo ou de consciência mínima concordarem que os aparelhos ou tratamentos de recursos vitais devam ser desligados.

A decisão significa que, na prática, as 24 mil pessoas em estado vegetativo no país, de acordo com uma estimativa feita pelo professor Derick Wade, ao jornal “The Guardian”, possam deixar de receber tratamento para a manutenção de suas vidas.

Segundo a NHS (National Health Service, equivalente ao SUS britânico), são feitas milhares de decisões todos os anos sobre o desligamento de aparelhos que mantêm vivos pacientes em estado vegetativo persistente. No entanto, o órgão não soube informar quantas pessoas estão nestas condições atualmente no Reino Unido.

A decisão da Suprema Corte foi tomada por causa de um ex-analista financeiro de 52 anos identificado no tribunal apenas como sr. Y. O homem possuía uma grave lesão cerebral e nunca havia recuperado a consciência desde que havia sofrido uma parada cardíaca em junho do ano passado. Ele precisava de nutrição e hidratação externas para permanecer vivo.

Especialistas disseram que a chance do paciente de retomar a consciência era altamente improvável e, mesmo que saísse do estado vegetativo persistente, ele estaria incapacitado. A família e o médico dele concordaram em retirar o tubo de alimentação para permitir que ele morresse.

A NHS pediu à Suprema Corte que determinasse que a aprovação do “Tribunal de Proteção”, órgão até então responsável pelo aval para a eutanásia, não fosse mais necessária, já que a decisão havia sido tomada em comum acordo pela família e pelos médicos do paciente.

O sr. Y morreu durante o processo, mas, mesmo assim, a Suprema Corte confirmou que o “Tribunal de Proteção” não precisava dar o aval.

Segundo a juíza Jill M. Black, nenhuma lei exigia o aval de algum juiz para determinar o fim da vida de um paciente em estado vegetativo e que a concordância entre familiares e médios era suficiente para assegurar a confiança pública nesta decisão.

A ONG Care Not Killing, grupo que se opõe ao desligamento de aparelhos que mantêm pessoas em estado vegetativo vivas, afirmou que muitos pacientes afetados pela decisão não tiveram a morte cerebral constatada e que essas pessoas vão “efetivamente morrer de fome e de sede”.

“Se aceitarmos que a morte por desidratação está nos ‘melhores interesses’ de algumas pessoas com danos cerebrais, estamos entrando em um terreno escorregadio”, disse Peter Saunders, diretor de campanha do grupo, ao jornal “New York Times”. “A Suprema Corte estabeleceu um precedente perigoso.”

Para a ONG, a economia em dinheiro que os hospitais podem ter ao desligar os aparelhos de doentes vegetativos pode acabar pressionando as famílias a desistir do tratamento de seus parentes. (Com “New York Times”)