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Trump assina sanções contra ativos do governo venezuelano

Washington

Um dia depois de o ditador Nicolás Maduro vencer uma eleição amplamente contestada na Venezuela, o presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (21) novas sanções contra o país, que proíbem a compra ou venda de ativos que pertençam ao governo venezuelano nos EUA.

A medida afeta qualquer ativo do país, inclusive do Banco Central da Venezuela e da petroleira PDVSA, que é estatal.

“Esse dinheiro pertence ao povo venezuelano”, afirmou Trump. “São ativos que serão necessários para reconstruir a economia.”

É mais uma medida dos EUA para pressionar economicamente o regime de Maduro, cuja reeleição foi qualificada por Washington como “fraudulenta” e “um ataque à ordem constitucional”.

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“Até que o regime de Maduro restaure a democracia na Venezuela, o governo enfrentará o isolamento da comunidade internacional”, afirmou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

Com a ordem assinada nesta segunda, ficam proibidas compras, vendas, transferências e garantias de qualquer ativo em que o governo da Venezuela tenha pelo menos 50% de posse, bem como de títulos de dívida pública e débitos devidos ao país.

O governo americano justificou a medida afirmando que o regime de Maduro “atenta contra a ordem democrática ao realizar eleições antecipadas que não são livres nem justas”.

Segundo a Casa Branca, funcionários do governo venezuelano vinham liquidando ativos públicos a preços muito menores do que seu real valor, embolsando parte do dinheiro em propina.

Autoridades da administração Trump também alertaram que nenhuma operação financeira que busque patrocinar o regime da Venezuela será permitida nos EUA.

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Conflitos expulsam 12 milhões de suas casas em 2017 Comente

Os conflitos no mundo obrigaram no ano passado quase 12 milhões de pessoas a deslocamentos dentro de seus próprios países, um recorde na última década, indica um relatório do IDMC, organismo que monitora o tema.

No total, 11,8 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas e a uma transferência dentro das fronteiras de seus países em 2017 em consequência de conflitos e da violência, quase o dobro das 6,9 milhões de pessoas registradas no ano anterior. O levantamento é do Internal Displacement Monitoring Centre (IDMC) e do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC).
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Quarenta milhões de pessoas em todo o mundo estão deslocadas em seus países por conflito, destaca o relatório do IDMC. “É o maior número registrado durante a década”, afirmou Alexandra Bilak, diretora do IDMC, em Genebra.

“O impressionante número de pessoas obrigadas a fugir de suas casas pelos conflitos e a violência deve abrir os olhos de todos”, disse Jan Egeland, secretário-geral do NRC.

Os deslocados do ano de 2017 procedem em 76% de 10 países, que incluem Síria, República Democrática do Congo e Iraque, três países que representam metade das pessoas afetadas.

A Síria registrou o deslocamento de 2,9 milhões de pessoas no ano passado, muitas delas pela segunda ou terceira vez, o que eleva o número total de deslocados a 6,8 milhões neste país devastado pela guerra.
O relatório explica ainda que 18,8 milhões de pessoas em 135 países foram afetadas por catástrofes naturais (inundações, tempestades e ciclones).

Adicionados aos milhões de deslocados pelas guerras, no total 31 milhões de pessoas eram afetadas pelo problema em seus países no ano passado, mais de 80.000 por dia.

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Facebook muda configuração de anúncios políticos nos EUA para conter interferência e fake news

O Facebook informou que atualizará seu sistema de anúncios de conteúdo político, após as polêmicas envolvendo a plataforma durante, principalmente as eleições de 2016 dos Estados Unidos. Segundo o Facebook, essas mudanças começarão a ser aplicadas nos Estados Unidos antes de chegarem a outros países, ainda sem data prevista.

A intenção, segundo a empresa, é prevenir a disseminação de notícias falsas e interferências nas eleições, um problema que o Facebook enfrentou dois anos atrás. Em depoimento ao Congresso norte-americano em abril, Mark Zuckerberg admitiu que a empresa “não fez o suficiente” para impedir que as ferramentas da plataforma fossem usadas para esses fins.

O FBI (a polícia federal norte-americana) atualmente investiga as denúncias de participação de agentes russos que teriam utilizado o Facebook para influenciar o voto dos norte-americanos em 2016.

Nessa atualização, o Facebook promete, por exemplo, impedir que anunciantes de outros países que não os Estados Unidos publiquem propagandas políticas direcionadas aos norte-americanos.

Essa restrição inclui veículos de imprensa estrangeiros, o que pode estar ligado à suposta influência de sites noticiosos da Rússia nas eleições de 2016. A postura já havia sido tomada na semana passada, quando a plataforma bloqueou a veiculação de anúncios estrangeiros sobre o referendo irlandês sobre aborto.

O próprio Facebook reconhece ainda que essa atualização receberá melhorias, buscando esclarecer qual conteúdo exatamente será considerado político.
Veja as mudanças:

Serão revisados todos os anúncios com imagem, título ou texto que inclua uma atual ou ex-figura política, partido político ou comitês de campanha, ou está relacionado a qualquer questão de legislação de interesse público nos EUA. Os temas incluem imigração, direitos civis, aborto, segurança, educação, terrorismo e armas, por exemplo;
Serão revisados anúncios que levem a páginas que tenham conteúdo como os descritos acima, mesmo que o perfil da publicação não seja ligado a figuras ou partidos políticos;
Todos os anúncios políticos, após a autorização da plataforma, terão uma inscrição apontando o autor do pagamento da publicação;
Anunciantes de outros países, incluindo veículos de imprensa, não poderão veicular postagens de propaganda política norte-americana para cidadãos dos Estados Unidos.
Os veículos de imprensa norte-americanos passarão por um processo de autorização do Facebook para que possam direcionar publicações patrocinadas ao público dos Estados Unidos.

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Pyongyang ameaça, mas EUA insistem em cúpula com Coreia do Norte Comente

Os Estados Unidos informaram nesta terça-feira (15) que continuam os preparativos para a aguardada cúpula, no mês que vem, entre o presidente Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong- Un, após Pyongyang lançar dúvidas sobre o evento.
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Coreia do Norte ameaça cancelar cúpula com Trump

“Vamos continuar a planejar a reunião”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, à imprensa. Ela acrescentou que Washington não foi notificada de uma mudança de posição da Coreia do Norte.

A agência de notícias sul-coreana relatou que Pyongyang tinha questionado a cúpula de 12 de junho devido a exercícios militares entre os EUA e a Coreia do Sul.

Os Estados Unidos terão que “empreender deliberações cuidadosas sobre o destino da cúpula planejada entre EUA e Coreia do Norte à luz deste tumulto militar provocador”, teria dito a agência oficial norte-coreana KCNA.

Na terça, Nauert apontou que “não escutamos nada desse governo ou do governo da Coreia do Sul para indicar que não deveríamos continuar com esses exercícios militares ou que não deveríamos seguir preparando a reunião”.

Nauert, inclusive, afirmou que os negociadores norte-americanos tinham elementos para supor que Kim “entende e aprecia a importância” das ações militares conjuntas que se realizam na Coreia do Sul.

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Confrontos na fronteira entre Gaza e Israel deixam dezenas de mortos; EUA inauguram embaixada em Jerusalém

Quarenta e um palestinos morreram e cerca de 500 ficaram feridos em confrontos com soldados israelenses nesta segunda-feira (14) na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, anunciaram as autoridades do território palestino. Dentre os feridos, 35 foram alvos de tiros.

Os confrontos começaram poucas horas antes da inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, iniciada pontualmente às 16h locais (10h em Brasília).

A cerimônia de abertura foi conduzida pelo embaixador americano em Israel, David Friedman. Em uma mensagem gravada em vídeo, o presidente Donald Trump disse que era necessário “admitir o óbvio”: que a capital de Israel é Jesusalém. Também afirmou que os EUA estão comprometidos com a paz na região. ” Os EUA continuam totalmente comprometidos em facilitar um acordo de paz duradouro”.

A data marca o dia em que o Estado de Israel completa 70 anos. Os palestinos protestam na fronteira desde o dia 30 de março, na chamada Grande Marcha do Retorno, que evoca o direito dos palestinos de voltarem para os locais de onde foram removidos após 1948, pela criação do Estado de Israel.

Acompanhe em tempo real a inauguração e os confrontos
Veja FOTOS do confronto
Três questões-chave para entender a polêmica transferência da embaixada dos EUA em Israel

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Confronto com Exército de Israel na fronteira de Gaza deixa 7 palestinos mortos e fere centenas

Sete palestinos que participavam de atos na Faixa de Gaza, perto da fronteira de Israel, foram mortos nesta sexta-feira (30) pelo Exército de Israel, segundo as autoridades de saúde locais. Outros cerca de 500 ficaram feridos, de acordo com os médicos palestinos.

O ato marca o primeiro dia de protestos da chamada “Marcha do Retorno” convocada pelo Hamas, grupo que comanda a Faixa de Gaza. Milhares de palestinos se reuniram em cinco acampamentos em diferentes locais da região próximos à fronteira com Israel.

Um palestino, identificado como agricultor da região, havia sido morto antes das manifestações.

Tendas de campanha foram montadas a uma distância de cerca de 700 mestros da fronteira, mas os manifestantes palestinos têm realizado demonstrações a cerca de 200 metros do território israelense, diz a agência Efe.

Segundo testemunhas, do lado israelense foi possível ouvir disparos e ver muita fumaça, enquanto em Gaza havia várias ambulâncias posicionadas.

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Martín Vizcarra chega nesta quinta ao Peru e assume presidência na sexta

O primeiro vice-presidente do Peru, Martín Vizcarra, chegará na noite desta quinta-feira (22) a Lima e assumirá a presidência do país nesta sexta, informa o jornal “La Republica”. Além de ocupar o cargo de primeiro vice-presidente, Martín Vizcarra trabalhava como embaixador do Peru no Canadá desde outubro do ano passado.

Nesta quarta, Pedro Pablo Kuczynski, conhecido como PPK, renunciou à presidência do país. Ele enviou uma carta de renúncia ao Congresso, que tem previsto iniciar às 16h locais (18h, pelo horário de Brasília) uma sessão para debatê-la. De acordo com a agência Efe, a discussão deverá ficar para a sexta, para evitar um vazio d epoder. O presidente do Congresso, Luis Galarreta, já divulgou na quarta que os partidos acordaram que vão aceitar a renúnca de PPK.

Martín Vizcarra afirmou pelo Twitter que está “indignado com a situação atual” do país. “Mas tenho a convicção de que juntos demonstraramos mais uma vez que podemos seguir adiante. Por isso, volto ao Peru para me colocar à disposição do país, respeitando o que manda a Constituição”, afirmou.

Engenheiro civil, Vizcarra já foi chefe do governo regional do estado de Moquegua (2011-2014), região mineradora do sul do Peru marcada por desigualdades. Uma de suas principais conquistas foi torná-la uma das regiões com maior investimento do PIB em educação. Também foi ministro de Transportes e Comunicações entre junho de 2016 e maio de 2017.

A renúncia de PPK ocorreu após 1 ano e 7 meses de governo e um dia antes de o Congresso discutir uma moção de destituição contra ele, em meio a uma crise presidencial marcada por vídeos divulgados pelo Partido “Fuerza Popular” que mostram uma suposta compra de votos de seus aliados em troca de obras.

Em pronunciamento acompanhado dos membros de seu gabinete ministerial, Kuczynski disse que sempre trabalhou honestamente e que a oposição tenta manchar a sua imagem, o classificando como corrupto. Segundo ele, as imagens dos vídeos foram editadas e geraram “uma grave distorção do processo político”.

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Comissão legislativa dos EUA diz que vai chamar Zuckerberg para depor

O presidente da Comissão de Energia e Comércio do Congresso americano, uma das principais comissões do Legislativo dos EUA, disse nesta quinta-feira (22) que vai pedir formalmente que Mark Zuckerberg deponha em uma audiência.

A casa quer que o CEO do Facebook explique melhor sua política de privacidade após revelações de que a empresa Cambridge Analytica usou dados de 50 milhões de usuários da rede social para influenciar campanhas eleitorais. A consultoria britânica teve como clente, entre outras, a campanha de Donald Trump para presidente dos EUA em 2016.

Segundo uma nota da comissão, “As últimas revelações a respeito do uso e da segurança dos dados dos usuários do Facebook levantam muitas questões sérias sobre proteção ao consumidor”. O comunicado é assinado em conjunto pelo presidente da comissão, o republicano Greg Walden, e pelo líder dos democratas na mesma, Frank Pallone.

“Depois que a equipe da comissão recebeu um resumo, ontem [quarta-feira], de funcionários do Facebook, nós achamos que muitas questões foram dexiadas sem resposta”, diz o texto.

Em uma entrevista à rede americana CNN na noite de quarta (21), Zuckerberg disse que testemunhará no Congresso “se for a coisa certa a se fazer”.

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EUA vão excluir Brasil de cobrança de nova taxa sobre o aço

Os Estados Unidos decidiram excluir o Brasil das taxações sobre o aço e o alumínio, informou nesta quinta-feira (22) o representante de Comércio, Robert Lighthizer. Segundo ele, a União Europeia, Coreia do Sul, Argentina e Austrália também ficarão de fora da cobrança.

Ao falar ante o Congresso, Lighthizer afirmou que as isenções se aplicam “aos parceiros do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (México e Canadá). Também à União Europeia. Temos ainda Austrália, Argentina e Brasil, e evidentemente a Coreia do Sul”.

Durante o anúncio da medida, o presidente americano, Donald Trump, já tinha excluído da cobrança o Canadá e o México e informado que poderia incluir outros países na lista de exceções.

Se a decisão de retirar o Brasil e os demais países se concretizar, os Estados Unidos vão deixar de cobrar tarifas dos principais exportadores de aço para o país.

Apenas Canadá, Brasil, Coreia do Sul, México e Alemanha somam 52% das importações de aço pelos EUA em 2017, de acordo com dados do departamento de Comércio americano

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MUNDO SLIDE

Trump atinge China com aumentos tarifários de 200 bilhões de reais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu na quinta-feira a mãe de todas as guerras comerciais. Em um gesto carregado de pólvora nacionalista, o mandatário ordenou impor ao gigante asiático aumentos tarifários a suas importações no valor de 60 bilhões de dólares (200 bilhões de reais), limitar investimentos e preparar um pacote de sanções para impedir o “roubo de tecnologia e as práticas predatórias” de Pequim. O motivo, além do déficit comercial de 375 bilhões de dólares (1,25 trilhão de reais) [45% do total], foi a constatação pela Casa Branca de que a China usa suas empresas como ponta de lança de sua “expansão política e militar”.

O grande combate começou. No cenário se desenha uma longa e desgastante disputa entre as duas superpotências. Consciente disso, a Casa Branca diminuiu a tensão com seus aliados e suspendeu durante um mês à Europa, Brasil e Argentina o controverso aumento tarifário do aço e alumínio (33 bilhões de dólares — 110 bilhões de reais). Com esse movimento assegura um descanso na frente ocidental e pode lançar-se ao grande objetivo.

A China é seu pesadelo desde os tempos de candidato. Não só causa a maior parte do déficit comercial dos EUA como seus avanços são vistos pelo presidente como uma ameaça direta aos interesses geoestratégicos dos EUA. Objetivo habitual de seus ataques de campanha, já no poder Trump moderou suas ameaças procurando uma aliança com Pequim para combater a escalada armamentista da Coreia do Norte. A China, que absorve 90% das exportações norte-coreanas, deu seu apoio. A pressão combinada de Washington e Pequim causou um sucesso aparente: que Pyongyang oferecesse um diálogo direto e colocasse a desnuclearização sobre a mesa.

Atingido esse objetivo e apesar de sua enorme fragilidade, o presidente dos EUA voltou ao seu discurso original. O núcleo da ofensiva é a investigação que Trump ordenou em agosto ao Departamento de Comércio sobre as práticas chinesas. Suas conclusões, base da subida tarifária e das futuras sanções, se ajustam perfeitamente à visão do presidente e de seu gabinete.

Pequim não joga em pé de igualdade. Taxa excessivamente as empresas norte-americanas, as obriga a compartilhar seus segredos para entrar em seu mercado e força a transferência tecnológica. Ao mesmo tempo, usa fundos públicos para comprar empresas de futuro e rouba patentes através da ciberinvasão. E tudo isso sob um plano pré-concebido: obter o controle da tecnologia, pela robótica, a inteligência artificial e a computação quântica, para chegar a uma posição de domínio mundial. “Não quer o comércio justo. Usa suas empresas como parte de sua política, incluindo a militar”, afirmou um funcionário de alto escalão da Casa Branca.

“Durante anos tentamos dialogar com a China, Bush e Obama o fizeram, mas o problema é que não levou a nada e essa perda de tempo custa dinheiro aos americanos. Por isso Trump decidiu dar esse passo. Os Estados Unidos simplesmente se defendem de uma agressão. Mas que todos tenham claro, isso não beneficia só o país e sim todo o comércio mundial”, finalizou.