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Após meses de hesitação, Alemanha decide enviar tanques à Ucrânia


Imprensa alemã diz que Berlim removeu objeções para o envio dos modernos tanques Leopard 2 a Kiev. Governo alemão teme que, em represália, Moscou intensifique suas agressões ao território Ucraniano. Um tanque Leopard 2 é fotografado durante um evento de demonstração realizado para a mídia pela Bundeswehr alemã em Munster, perto de Hannover, Alemanha, quarta-feira, 28 de setembro de 2011
AP – Michael Sohn
Relatos na imprensa alemã afirmam que a Alemanha decidiu, após meses de hesitação, enviar à Ucrânia os modernos tanques de guerra Leopard 2, além de permitir que outros países, como a Polônia, possam adotar a mesma medida para reforçar a defesa das tropas ucranianas contra aos invasores russos.
A notícia, inicialmente divulgada nesta terça-feira (24/01) pela revista alemã Der Spiegel, também afirma que os Estados Unidos deverão fornecer tanques Abraham a Kiev. Antes mesmo da confirmação oficial, autoridades ucranianas já comemoravam o que avaliam como sendo um fator de mudança nas frentes de batalha, na guerra que já dura 11 meses.
“Algumas centenas de tanques para nossas equipes, as melhores equipes de tanques do mundo. Isso sim se tornará um punho golpeante para a democracia contra a autocracia do pântano”, afirmou Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no aplicativo de mensagens Telegram.
Há meses Kiev vem insistindo para que o Ocidente envie os tanques de que tanto precisa para dar mais poder de fogo e mais mobilidade a suas tropas, para romper as linhas de defesa russas e recapturar territórios no leste e no sul do país.
Até o início da noite, o governo alemão ainda não havia comentado a notícia, assim como os Ministérios da Defesa e do Exterior. Segundo a Spiegel, a decisão de enviar os blindados envolveria ao menos uma companhia de tanques Leopard 2 A6, o que representa 14 unidades.
“O fato de a Alemanha apoiar a Ucrânia com os tanques Leopard é um forte sinal de solidariedade” afirmou Christian Duerr, líder parlamentar do Partido Liberal Democrata (FDP), uma das siglas que forma a coalizão de governo na Alemanha, ao lado do Partido Social-Democrata (SPD) e dos Verdes.
Facilidades de envio e manutenção
As frentes de batalha na Ucrânia, que se estendem por mais de mil quilômetros através do leste e do sul do país, estão, em grande parte, estagnadas há pelo menos dois meses, apesar de várias perdas sofridas no dois lados no conflito.
As conversas em torno do envio dos tanques de guerra dominou as discussões entre os aliados de Kiev no Ocidente nos últimos dias.
Berlim possui um papel central nesse debate, uma vez que os tanques Leopard de fabricação alemã – utilizados por Exércitos de vários países da Europa – são amplamente considerados como a melhor opção para a Ucrânia, por estarem disponíveis em grande quantidade, além de serem de fácil manutenção e envio.
Os social-democratas do chanceler alemão, Olaf Scholz, temem que o envio possa gerar um acirramento das agressões russas em solo ucraniano e um aumento do risco de que a Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) seja arrastada para o conflito.
Scholz vinha sendo cada vez mais pressionado para tomar uma decisão. O presidente Zelensky chegou a afirmar que a hesitação de Berlim estava custando vidas ucranianas. O primeiro pedido ucraniano pelo envio de tanques Leopard foi feito pouco depois do início da invasão russa ao país, em 24 de fevereiro do ano passado.
Nesta terça-feira, a Polônia disse ter enviado um pedido formal ao governo alemão para que permitisse que as Forcas Armadas polonesas pudessem enviar seus próprios tanques Leopard 2 para a Ucrânia. Regulamentações de defesa estabelecem que o país que produziu os equipamentos deve aprovar as reexportações dos armamentos dos países da Otan para os aliados.
EUA devem enviar tanques Abrahams
Segundo a Der Spiegel e a agência de notícias Reuters, os Estados Unidos estariam dispostos a abandonar sua oposição ao envio de tanques M1 Abrahams à Ucrânia. O equipamento é considerado menos adequado do que os Leopard devido ao alto consumo de combustível e pelas dificuldades de manutenção.
Se confirmada, essa medida parece ter sido elaborada de modo a facilitar o envio dos Leopard pela Alemanha, que havia pedido uma frente unida entre os aliados na defesa da Ucrânia.

Fonte: G1 Mundo

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Chris Hipkins substitui Jacinda Ardern e assume como primeiro-ministro da Nova Zelândia

Troca ocorreu menos de uma semana após ex-premiê anunciar que deixaria cargo. Hipkins fica no poder pelo menos até outubro, quando ocorrem próximas eleições. Chris Hipkins assumiu o cargo de primeiro-ministro da Nova Zelândia na manhã desta quarta-feira (25), pelo horário local. O novo premiê substitui Jacinda Ardern na liderança do país e do Partido Trabalhista, que permanece no governo pelo menos até as próximas eleições, marcadas para outubro de 2023.
Na terça-feira (24), seu último dia como primeira-ministra, Ardern se despediu do cargo falando sobre da gentileza e empatia que os neozelandeses demonstraram por ela, mas disse que está pronta para ser irmã e mãe.
“Obrigada do fundo do meu coração pelo maior privilégio da minha vida”, disse Ardern em discurso.
A despedida ocorreu menos de uma semana após a ex-primeira-ministra surpreender o mundo na quinta-feira (19) anunciando que deixaria o cargo. Ardern, que tem 42 anos, afirmou já não ter mais combustível para seguir na carreira e disse que seus quase seis anos no poder foram desafiadores e cobraram um preço.
“Estou saindo, porque com um papel tão privilegiado vem a responsabilidade – a responsabilidade de saber quando você é a pessoa certa para liderar e também quando não é. Eu sei o que este trabalho exige. E sei que não tenho mais o suficiente no tanque para fazer justiça [a este cargo]. É simples assim”, afirmou ela.
Quem é Chris Hipkins
Após a renuncia de Ardern, Hipkins foi rapidamente escolhido pelo Partido Trabalhista para ocupar o cargo. O neozelandês foi o único indicado ao cargo e sua confirmação em uma reunião do partido realizada no domingo (22) foi em grande parte uma formalidade.
“Passamos por esse processo com união e continuaremos a fazer isso. Estou me sentindo muito feliz por trabalhar com um grupo tão incrível de pessoas que têm um compromisso real com o serviço ao povo da Nova Zelândia”, disse Hipkins em entrevista.
Saiba mais sobre Chris Hipkins:
Hoje com 44 anos, foi leito pela primeira vez para o parlamento da Nova Zelândia em 2008;
Em 2017, foi nomeado líder do parlamento, cargo que exerce até hoje;
Foi nomeado ministro da Saúde em julho de 2020. Pouco depois, em novembro do mesmo ano, se tornou ministro de resposta à pandemia de covid-19;
Ganhou mais visibilidade durante a pandemia pela forma como coordenou a resposta do país à covid-19, considerada uma das mais bem-sucedidas do mundo;
Em junho de 2022, assumiu como ministro da Polícia, Educação e Serviço Público. Permaneceu no cargo até janeiro de 2023, quando assumiu como primeiro-ministro do país.
O legado de Ardern
Em seus quase seis anos como premiê, Jacinda Ardern se tornou um ícone para a esquerda global e um símbolo feminista. Durante seu governo, pela primeira vez, mulheres se tornaram maioria no Parlamento da Nova Zelândia.
Em seu tempo como primeira-ministra, protagonizou momentos que causaram reboliço na população — não só neozelandesa, mas global.
Por exemplo:
Em 2018, Ardern chamou a atenção por levar seu bebê a uma reunião da ONU;
Em outra ocasião, usou um hijab após um massacre contra muçulmanos que ocorreu na Nova Zelândia;
Mais recentemente, em uma visita da primeira-ministra da Finlândia em novembro do ano passado, rebateu uma pergunta que considerou machista durante uma coletiva de imprensa conjunta em Auckland.
Isso a tornou alvo de alvo de ódio e abuso online de extremistas de direita nas redes sociais. Ainda assim, na terça-feira (24), ela disse que estava deixando o cargo com amor no coração.
“Quero que saibam que parto com mais amor e carinho pela Nova Zelândia e seu povo do que quando comecei”, disse Ardern.
Eleições em outubro
Hipkins permanecerá no poder até outubro, quando eleições gerais serão realizadas. Ao renunciar na semana passada, Ardern disse que ainda acredita que o Partido Trabalhista da Nova Zelândia vencerá as próximas eleições
“Embora eu não vá disputar a eleição, sei que as questões que mais afetam os neozelandeses continuarão sendo o foco do governo durante este ano e nas eleições”, afirmou Ardern.
Algumas pesquisas, entretanto, já mostram que os trabalhistas terão dificuldades para se manter no poder.
Uma levantamento do sindicato dos Contribuintes com base em dados anteriores ao anúncio da renúncia de Ardern mostrou que a popularidade do partido caiu para 31,7%, enquanto o Partido Nacional da Nova Zelândia, de oposição, foi apoiado por 37,2% dos entrevistados.

Fonte: G1 Mundo

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Presidente do Uruguai, que se encontra com Lula na quarta, critica países em encontro de líderes


Luis Lacalle Pou disse que alguns dos países que compõe a Celac que ‘não respeitam a democracia, os direitos humanos ou as instituições’ —ele não ter citou quais são esses países. Luis Lacalle Pou, do Uruguai, em 24 de janeiro de 2023
Agustin Marcarian/Reuters
O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, participou do encontro de presidentes dos países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em Buenos Aires com críticas à natureza do evento e a alguns dos países que compõem o grupo por “não respeitarem a democracia, os direitos humanos ou as instituições” —ele não citou quais são esses países.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja a Montevidéu na quarta-feira (25) para um encontro a sós com Lacalle Pou.
Nesta terça-feira, em Buenos Aires, o uruguaio fez críticas à reunião de líderes tanto em seu discurso como na entrevista coletiva após o evento.
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O presidente do Uruguai questionou o que ele chamou de “ideologização” do encontro.
“Não pode haver aqui um clube de amigos ideológicos. É na variedade que está a força desta organização. Nós erramos em dar um matiz ideológico à Celac. [É preciso ter] cuidado com a tentação ideológica em fóruns internacionais”, disse ele.
Segundo o jornal argentino “La Nación”, Lacalle Pou ficou no canto da mesa durante o encontro dos presidentes.
Críticas a outros países, mas sem nomear
O discurso que antecedeu o de Lacalle Pou foi o do presidente de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves.
Gonsalves fez críticas ao ataque aos prédios dos três poderes no Brasil no dia 8 de janeiro.
Lacalle Pou começou seu discurso afirmando que todos no encontro condenam as ações em Brasília.
O conservador-liberal uruguaio então fez a maior crítica de seu discurso: “Há países aqui que não respeitam a democracia, os direitos humanos ou as instituições. Não tenhamos uma visão hemiplégica (paralisia de metade do corpo) por afinidade ideológica”.
A reunião tem a participação de representantes de Venezuela e Cuba, que foram recebidos “de braços abertos” por Alberto Fernández. O cubano Miguel Díaz-Canel participou presencialmente, enquanto Nicolás Maduro desistiu de viajar a Buenos Aires alegando haver um plano de “‘agressões” da “direita neofascista” contra sua delegação.
Além de Fernández, a reunião é marcada pela presença em peso de líderes de esquerda, como Lula, o chileno Gabriel Boric e o colombiano Gustavo Petro, que, entre eles têm mais afinidade que o uruguaio Lacalle Pou.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Onda derruba público que assistia competição de surfe no Havaí

Mais cedo no mesmo dia, bebê foi atingido por onda e arrastado para debaixo de casa. Criança foi socorrida e passa bem. Onda derruba público que assistia competição de surfe no Havaí
Uma onda derrubou parte do público que assistia ao Eddie Aikau Big Wave Invitational, torneio de surfe de ondas grandes em Oahu, no Havaí, Estados Unidos, no domingo (22). Os Serviços de Segurança Oceânica de Honolulu compartilharam um vídeo do incidente nas redes sociais.
“Os espectadores tiveram uma ideia do que pode acontecer se você não recuar e ouvir os salva-vidas. A Mãe Natureza não decepcionou e os surfistas deram um show! Segurança Oceânica e patrulha aquática, vocês continuam a surpreender”, escreveram as autoridades em postagem no Instagram.
Os salva-vidas disseram ao jornal “Hawaii News Now” que avisaram a população sobre os perigos de assistir a competição muito de perto: mais de 10.500 alertas preventivos foram emitidos aos banhistas. No entanto, nem todos seguiram as recomendações e as autoridades tiveram que realizar 64 salvamentos em apenas um dia de torneio.
A força das ondas pode causar grandes estragos.
Segundo a Segurança Oceânica, um pouco mais cedo no dia da competição, uma onda grande atingiu dois adultos e um bebê na costa de outra praia, levando a criança para debaixo de uma casa. O bebê se recuperou rapidamente e os especialistas avaliaram que nenhum dos três sofreu ferimentos graves.
Os salva-vidas também contaram ao jornal que, um pouco mais tarde, realizaram o resgate de uma mulher de 51 anos que colidiu com uma barreira de concreto após ser atingida por uma onda. As autoridades uma possível fratura e ela foi posteriormente transportada para um pronto-socorro.
O “Eddie”
O torneio, apelidado de “Eddie”, acontece apenas quando as condições climáticas permitem a formação de ondas grandes. Por isso, a última edição da competição aconteceu em 2016.
Saiba mais sobre o Eddie de 2023:
As autoridades estimam que 50 mil pessoas tenham comparecido ao evento no domingo (22);
O vencedor foi o Luke Shepardson, um salva-vidas havaiano de 27 anos ainda pouco conhecido no mundo do surfe;
A brasileira Andrea Moller se tornou a primeira mulher a pegar uma onda na competição;
O surfista Lucas Chumbo também participou do torneio e foi o surfista brasileiro que melhor se classificou, ficando em nono lugar;
Chumbo sofreu um corte profundo na perna direita e precisou receber os primeiros socorros. Após levar seis pontos, o brasileiro está bem.

Fonte: G1 Mundo

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Alemanha promete decisão rápida sobre entrega de tanques à Ucrânia

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse que ‘encorajou expressamente os países aliados que possuem tanques Leopard prontos a treinar forças ucranianas nesses veículos’ em uma conferência em Berlim com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. Polônia diz que fez um pedido formal à Alemanha para enviar tanques de guerra para a Ucrânia
A Alemanha afirmou, nesta terça-feira (24), que tomará rapidamente uma decisão sobre a entrega de seus tanques Leopard à Ucrânia por parte de países aliados.
O governo da Alemanha está sob pressão internacional para entregar esses tanques há dias.
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse que “encorajou expressamente os países aliados que possuem tanques Leopard prontos a treinar forças ucranianas nesses veículos” em uma conferência em Berlim com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.
Esta declaração supõe um passo à frente na posição da Alemanha, onde o governo de Olaf Scholz está submetido a uma pressão cada vez maior para autorizar os Estados-membros da Otan a entregarem à Ucrânia veículos de combate Leopard de fabricação alemã.
Até agora, Finlândia e Polônia declararam que estão dispostas a fazê-lo. O governo polonês, que deseja criar uma “coalizão de países que apoiam a Ucrânia com tanques Leopard 2”, enviou oficialmente uma solicitação nesse sentido. O recebimento foi confirmado pela Alemanha nesta terça-feira.
O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, disse que esperava uma resposta rápida, “porque os alemães estão atrasando, postergando, agindo de forma difícil de entender”.
Alemanha sinaliza que não vai impedir envio de tanques a Ucrânia
Reação da Otan
O chefe da Otan recebeu com satisfação a “mensagem clara” do novo ministro da Defesa alemão, que está há menos de uma semana no cargo.
Reafirmando a importância de fornecer mais armamento pesado ao governo da Ucrânia, Stoltenberg se mostrou “confiante” de que, em “breve”, será encontrada uma solução sobre os tanques.
O porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, afirmou que a entrega dos tanques à Ucrânia não trará nada de bom para o futuro das relações entre Rússia e Alemanha, e acrescentou que deixará “uma marca indelével”.
Segundo observadores, é provável que os tanques tenham um impacto significativo para os ucranianos contra as tropas russas, que estão conquistando terreno no leste da Ucrânia.
Alemanha titubeia
No entanto, Olaf Scholz se recusa a comentar no momento a questão das entregas indiretas, bem como o fornecimento direto de Leopards dos estoques alemães.
Na segunda-feira, a Polônia afirmou que está disposta até mesmo a dispensar a autorização alemã. O governo polonês diz estar disposto a enviar 14 Leopard 2 para Kiev e mantém negociações sobre este tema com cerca de 15 países, já que muitos exércitos europeus possuem tanques desse tipo.
Segundo alguns analistas, as vacilações do chefe de governo alemão se explicam pelo temor de uma escalada militar com a Rússia e sua resistência para que a Alemanha assuma a liderança no campo ocidental.
A questão está provocando tensões dentro do governo, que é formado por uma coalizão entre o Partido Social-Democrata, os Verdes e o Liberal Democrático. A ministra de Relações Exteriores, Annalena Baerbock (Verdes), disse no domingo que a Alemanha estava disposta a permitir que a Polônia forneça os tanques à Ucrânia.
No entanto, segundo Pistorius, somente Scholz pode tomar uma decisão a respeito.
Pela primeira vez em 11 meses de conflito, as autoridades russas divulgaram nesta terça um balanço de vítimas de uma região de seu território.
Os bombardeios ucranianos sobre a província (oblast) fronteiriça de Belgorod deixaram 25 mortos e 96 feridos desde o início da ofensiva russa no final de fevereiro, anunciou o governador provincial, Vyacheslav Gladkov.
Na Ucrânia, onde o apoio dos aliados ocidentais – tanto militar como financeiro – é crucial, as autoridades anunciaram nesta terça a demissão e destituição de cinco governadores e quatro vice-ministros no contexto do maior escândalo de corrupção desde o início da invasão russa.

Fonte: G1 Mundo

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O escândalo de corrupção que abala a Ucrânia em meio à guerra


Vários altos funcionários ucranianos renunciaram em meio a reestruturação na equipe de governo do presidente Volodymyr Zelensky. Jornalistas investigativos ucranianos acusaram Kyrylo Tymoshenko de adotar um estilo de vida luxuoso em tempos de guerra
GETTY IMAGES
Várias autoridades ucranianas já renunciaram aos cargos em meio a um escândalo de corrupção que abala o país — e provocou uma reestruturação na equipe de governo do presidente Volodymyr Zelensky.
Um alto assessor, quatro vice-ministros e cinco governadores regionais deixaram seus cargos nesta terça-feira (24/01).
A saída deles acontece no momento em que a Ucrânia lança uma ampla campanha anticorrupção.
Recentemente, as autoridades se viram diante de denúncias de suborno e de compra de alimentos a preços superfaturados — e um funcionário, especificamente, foi acusado de adotar um estilo de vida luxuoso em tempos de guerra.
Mykhailo Podolyak, assessor de Zelensky, disse que o presidente estava respondendo a uma “demanda pública fundamental” de que a justiça deveria ser aplicada a todos.
Zelensky já proibiu funcionários do Estado de deixar o país, a não ser para viagens de trabalho autorizadas.
O primeiro a renunciar nesta terça-feira foi Kyrylo Tymoshenko, vice-chefe do gabinete do presidente, que supervisionava a política regional e havia trabalhado anteriormente na campanha eleitoral de Zelensky.
Depois que a Rússia lançou sua invasão à Ucrânia em fevereiro do ano passado, Tymoshenko se tornou um porta-voz frequente do governo. Ele foi acusado por jornalistas investigativos ucranianos de usar vários carros esportivos caros durante a guerra — embora negue qualquer irregularidade.
Em uma postagem no Telegram, ele agradeceu a Zelensky pela “oportunidade de fazer boas ações todos os dias e todos os minutos”.
O vice-ministro da Defesa, Vyacheslav Shapovalov, também renunciou, após denúncias de que ele supervisionou a compra de suprimentos militares de alimentos a preços superfaturados de uma empresa relativamente desconhecida. O departamento classificou de “erro técnico” e afirmou que não houve desvio de verba.
O próprio ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, está sob os holofotes pela mesma razão.
A lista de demitidos inclui, ainda, Oleskiy Symonenko, vice-procurador-geral; Ivan Lukeryu, vice-ministro do Desenvolvimento das Comunidades e Territórios; Vyacheslav Negoda, vice-ministro do Desenvolvimento das Comunidades e Territórios; Vitaliy Muzychenk, vice-ministro de Política Social; e os governadores regionais de Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia, Kiev, Sumy e Kherson.
Histórico de problemas
A Ucrânia tem um histórico de corrupção e, em 2021, a Transparência Internacional classificou o país como o 122º de 180 nações em seu ranking de Estados corruptos.
O combate à corrupção é uma das principais demandas da União Europeia (UE) — e o país deve atender se quiser avançar com seu pedido de adesão ao bloco.
Em um pronunciamento no domingo, Zelensky prometeu que “não voltará ao que costumava ser no passado, à maneira como várias pessoas próximas a instituições estatais” costumavam viver.
A declaração foi feita após a prisão do vice-ministro da Infraestrutura da Ucrânia, Vasyl Lozinskyi, no sábado, sob suspeita de aceitar um suborno de mais de US$ 350 mil pela compra de geradores de eletricidade. Ele negou as acusações.
David Arakhamia, líder do partido Servo do Povo, de Zelensky, disse que funcionários corruptos podem enfrentar pena de prisão.
“Funcionários de todos os níveis têm sido constantemente alertados por canais oficiais e não oficiais: concentre-se na guerra, ajude as vítimas, reduza a burocracia e pare de fazer negócios duvidosos. Muitos deles ouviram, mas alguns, infelizmente, não”, disse ele em um comunicado divulgado no Telegram.
“Se não funcionar de maneira civilizada, será feito de acordo com as leis do tempo de guerra. Isso se aplica tanto às recentes compras de geradores quanto aos novos escândalos no Ministério da Defesa.”
Embora tenha havido reformas anticorrupção nos últimos anos, há muita coisa em jogo para Kiev, que está recebendo bilhões de dólares em ajuda financeira de aliados ocidentais.
Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64388534

Fonte: G1 Mundo

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Visitantes ficam presos de cabeça para baixo em parque de diversões na China; veja vídeo


Falha mecânica fez com que atração ficasse parada em seu ponto mais alto. Funcionários tiveram que escalar a estrutura Visitantes ficam de cabeça para baixo em parque de diversões na China
Visitantes de um parque de diversões na cidade de Fuyang, na China, ficaram pendurados por aproximadamente 10 minutos após uma falha mecânica em uma das atrações, conhecida como Frisbee.
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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a estrutura em formato de pêndulo parada no ponto mais alto, com várias pessoas presas de cabeça para baixo. O incidente ocorreu no dia 19 de janeiro.
Funcionários do parque tiveram que subir na estrutura para liberar manualmente a atração. Eles disseram para a emissora turca TRT World que a falha foi causada por um “problema de peso”, indicando que a distribuição de peso das pessoas dentro do brinquedo fez com que ele parasse.
A administradora do parque disse que ofereceu reembolso aos visitantes e se disponibilizou a ajudar com qualquer despesa médica necessária para superar o trauma, mas não especificou se alguma pessoa ficou ferida.
Atração em parque de diversões na China fica parada, deixando os visitantes de cabeça para baixo por 10 minutos
Reprodução/Redes Sociais
Atração em parque de diversões na China fica parada, deixando os visitantes de cabeça para baixo por 10 minutos
Reprodução/Redes Sociais

Fonte: G1 Mundo

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Caso Daniel Alves: quem são as outras testemunhas e o que elas disseram


Uma prima e uma amiga da vítima descreveram a mesma história: o jogador brasileiro as apalpou de forma violenta. Como caso ‘La Manada’ mudou lei espanhola que pode condenar Daniel Alves
A Justiça tinha mais elementos para ordenar a prisão de Daniel Alves do que apenas as declarações da mulher que acusa o jogador e do próprio brasileiro, segundo uma reportagem do jornal “La Vanguardia” publicada nesta terça-feira (24).
O jogador foi preso preventivamente na Espanha por uma acusação de estupro em Barcelona.
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A polícia analisou imagens das câmeras de segurança e ouviu relatos de dezenas de pessoas que estavam na discoteca Sutton, em Barcelona, na noite de 30 de dezembro.
Veja abaixo quem são as testemunhas que já prestaram depoimento sobre o caso:
Uma prima da mulher que acusa Daniel Alves;
Uma amiga da vítima, que afirmou que o jogador apalpou as três de forma violenta e que passou a mão em suas partes íntimas (a vítima descreve a mesma ação de Alves);
Um porteiro que disse que a mulher que acusa Daniel Alves estava ansiosa de uma forma que sinalizava que algo havia acontecido;
Um gerente da boate que chamou a polícia;
Um garçom que trabalhava na área reservada da boate e que insistiu para as três jovens que se aproximassem da mesa de Alves.
Na noite de 30 de dezembro, Daniel Alves estava na discoteca acompanhado de um amigo, Bruno, um chef brasileiro. Bruno procurou a prima da vítima e, mais tarde, mandou uma mensagem a ela pelo Instagram na qual se oferecia para o que ela precisasse. A vítima entregou as imagens dessa conversa aos investigadores.
O jogador brasileiro Daniel Alves é acusado de agressão sexual contra jovem na casa noturna Sutton, em Barcelona, na Espanha
Ulises Ruiz/AFP e TV Globo/Reprodução
De acordo com a imprensa espanhola, Alves teria contratado o advogado espanhol Cristóbal Martell para reforçar sua defesa. A informação foi confirmada em nota pela advogada que o representou até agora, Miraida Puente Wilson, e o escritório de Martell.
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Como caso ‘La Manada’ mudou lei espanhola que pode condenar Daniel Alves
Uma das celas do presídio Brians 2, na Catalunha, para onde o brasileiro Daniel Alves foi transferido enquanto aguarda julgamento por suposto estupro em Barcelona.
Secretaria de Justiça da Catalunha
Conhecido por ter representado Lionel Messi, o clube Barcelona e políticos em casos de corrupção, Martell poderia apresentar ainda nesta terça-feira um pedido de habeas corpus a favor do jogador.
Entenda o caso, ponto a ponto:
Banheiro da boate
Segundo a denúncia, tudo aconteceu em uma boate de luxo de Barcelona no dia 30 de dezembro. A mulher disse que Daniel a agrediu e estuprou no banheiro da área VIP do local. Ela afirma que foi seguida por Daniel Alves ao ir ao banheiro, que é unissex, por volta das 4h da manhã.
Ela disse que foi forçada por Daniel Alves a sentar no seu colo. Afirma também que, ao resistir, foi jogada no chão, esbofeteada e forçada a fazer sexo oral nele. Imagens da boate mostram que a mulher ficou cerca de 14 minutos no banheiro, enquanto Daniel Alves ficou 16.
Mudanças no depoimento e declarações contraditórias
Quando o caso veio a público, Daniel Alves, ainda solto, negou as acusações e disse que não conhecia a mulher. “Quando você vai ao banheiro não tem que perguntar quem está lá para usar o banheiro. Não sei quem é essa senhorita, nunca a vi”, disse o jogador a uma TV espanhola.
Depois, à juíza do caso, ele afirmou que houve relação, mas consentida. O depoimento de Daniel Alves foi considerado contraditório, enquanto o da mulher foi classificado como sólido.
Prisão
A Justiça espanhola determinou prisão preventiva e sem fiança para Daniel Alves no dia 20 de janeiro. De início, ele foi levado para uma penitenciária a 25 km de Barcelona. De acordo com a lei espanhola, o jogador pode ficar preso dois anos até o julgamento. Se esse tempo todo passar sem que o caso seja concluído, ele poderá aguardar em liberdade.
Em entrevista ao Jornal Nacional, o advogado Alamiro Velludo, professor de Direito Penal da USP, disse que a Justiça espanhola tende a ser bastante rígida em acusações como essa. “Ou seja, são acusações em que, tradicionalmente, a palavra da vítima é uma palavra muito importante, é uma palavra determinante”, disse Velludo.

Fonte: G1 Mundo

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Ardern se despede emocionada no último dia como premiê da Nova Zelândia; Chris Hipkins assume nesta quarta-feira


Uma semana antes, Ardern anunciou que iria deixar o cargo afirmando não ter mais combustível para seguir a frente do país. Jacinda Ardern durante coletiva diante de bandeiras da Nova Zelândia em 8 de julho de 2022
Loren Elliott/REUTERS
Jacinda Ardern se despediu emocionada nesta terça-feira (24) em seu último dia como primeira-ministra da Nova Zelândia, falando da gentileza e empatia que os neozelandeses demonstraram por ela, mas disse que está pronta para ser irmã e mãe.
Dias depois de surpreender o mundo ao anunciar que “não tinha mais gás” para liderar o país e renunciaria, a líder de 42 anos chegou a uma reunião de políticos e anciãos maori na pequena cidade de Ratana, ao norte da capital Wellington, e foi instantaneamente cercada por apoiadores em busca de fotos.
“Obrigada do fundo do meu coração pelo maior privilégio da minha vida”, disse Ardern em um discurso.
Ex-premiê da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, durante discurso de despedida do cargo
REUTERS
Ela renunciará na quarta-feira e será substituída pelo novo líder do Partido Trabalhista, Chris Hipkins.
Hipkins assume após ficar conhecido no país como o ministro da Covid. Ele foi o único indicado ao cargo e sua confirmação em uma reunião do partido foi em grande parte uma formalidade.
Conhecido como “Chippy”, Hipkins construiu uma reputação de competência no combate à Covid-19 e foi um solucionador de problemas para Ardern quando outros ministros do gabinete estavam enfrentando dificuldades.
Eleito pela primeira vez para o parlamento em 2008, ele se tornou um nome familiar à frente da resposta do governo à pandemia. Ele foi nomeado ministro da saúde em julho de 2020 antes de se tornar ministro de resposta à Covid no final daquele ano.
Chris Hipkins durante entrevista para canais de comunicação em 21 de janeiro de 2023
Lucy Craymer/REUTERS
Ardern, junto com Hipkins e políticos da oposição, estavam fazendo uma visita anual a Ratana, onde uma celebração de uma semana é realizada pelo nascimento do profeta maori Tahupotiki Wiremu Ratana.
“Minha experiência geral neste cargo tem sido de amor, empatia e gentileza”, disse ela.
A primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern fala sobre as restrições do Covid-19 durante uma coletiva de imprensa em Wellington, em 23 de janeiro
Mark Mitchell/New Zealand Herald via AP
Ícone global de esquerda, Ardern chamou a atenção por levar seu bebê a uma reunião da ONU e usar um hijab após um massacre contra muçulmanos. Embora tenha se tornado alvo de ódio e abuso online de extremistas de direita nas redes sociais, ela disse que estava deixando o cargo com amor no coração.
“Quero que saibam que parto com mais amor e carinho pela Nova Zelândia e seu povo do que quando comecei.”
Antes de ir para o local, Ardern enfrentou a mídia possivelmente pela última vez como primeira-ministra, sorrindo amplamente ao se recusar a responder a perguntas políticas, dizendo que agora eram responsabilidade de seu sucessor.
“Estou pronta para ser muitas coisas. Estou pronta para ser uma deputada. Estou pronta para ser uma irmã e uma mãe”, disse ela.

Fonte: G1 Mundo

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Tatuagem íntima, banheiro de boate, troca de prisão e advogado de Messi: o caso Daniel Alves ponto a ponto


Jogador está sendo acusado de estupro e agressão sexual na Espanha. Após contradição no depoimento, ele afirmou que a relação foi consentida, o que a jovem de 23 anos nega. Entenda prisão preventiva de Daniel Alves por suposta agressão sexual na Espanha
Preso desde a semana passada, o jogador Daniel Alves está no centro de um escândalo de repercussão mundial. Aos 39 anos, e até então atleta de um time do México (que rescindiu o contrato após o caso vir à tona), ele está sendo acusado de estupro e agressão sexual na Espanha.
A denunciante é uma jovem espanhola de 23 anos, que não teve a identidade divulgada. Ela, que fez a denúncia em 2 de janeiro, quando as investigações começaram, afirma que foi perseguida por ele no banheiro de uma boate em Barcelona.
Entenda o caso, ponto a ponto:
Banheiro da boate
Segundo a denúncia, tudo aconteceu em uma boate de luxo de Barcelona no dia 30 de dezembro. A mulher disse que Daniel a agrediu e estuprou no banheiro da área VIP do local. Ela afirma que foi seguida por Daniel Alves ao ir ao banheiro, que é unissex, por volta das 4h da manhã.
Ela disse que foi forçada por Daniel Alves a sentar no seu colo. Afirma também que, ao resistir, foi jogada no chão, esbofeteada e forçada a fazer sexo oral nele. Imagens da boate mostram que a mulher ficou cerca de 14 minutos no banheiro, enquanto Daniel Alves ficou 16.
Caso Daniel Alves: veja como é a boate onde mulher diz que foi estuprada pelo jogador
Mudanças no depoimento e declarações contraditórias
Quando o caso veio a público, Daniel Alves, ainda solto, negou as acusações e disse que não conhecia a mulher. “Quando você vai ao banheiro não tem que perguntar quem está lá para usar o banheiro. Não sei quem é essa senhorita, nunca a vi”, disse o jogador a uma TV espanhola.
Depois, à juíza do caso, ele afirmou que houve relação, mas consentida. O depoimento de Daniel Alves foi considerado contraditório, enquanto o da mulher foi classificado como sólido.
Prisão
A Justiça espanhola determinou prisão preventiva e sem fiança para Daniel Alves no dia 20 de janeiro. De início, ele foi levado para uma penitenciária a 25 km de Barcelona. De acordo com a lei espanhola, o jogador pode ficar preso dois anos até o julgamento. Se esse tempo todo passar sem que o caso seja concluído, ele poderá aguardar em liberdade.
Em entrevista ao Jornal Nacional, o advogado Alamiro Velludo, professor de Direito Penal da USP, disse que a Justiça espanhola tende a ser bastante rígida em acusações como essa. “Ou seja, são acusações em que, tradicionalmente, a palavra da vítima é uma palavra muito importante, é uma palavra determinante”, disse Velludo.
Daniel Alves
Reprodução/Pumas
Recusa de indenização
De acordo com a juíza responsável pelo caso, a mulher que acusa Daniel Alves afirmou que não quer receber indenização financeira, caso o jogador seja condenado. Segundo o jornal “El País”, a denunciante afirmou que abriu mão do direito a ser indenizada pelas lesões e danos morais sofridos, porque espera que seja feita justiça e que o atleta pague com prisão pelo ocorrido.
Tatuagem íntima
Uma tatuagem íntima motivou contradições no depoimento de Daniel Alves. Fontes do jornal “El Mundo” relataram que, em seu depoimento perante a juíza, a mulher disse que viu a tatuagem de uma meia-lua no abdômen de Daneil Alves próxima à cintura quando o jogador tentou forçá-la a fazer sexo oral e ela resistiu. Questionado sobre a tatuagem pela juíza, ele apresentou versões diferentes da história.
Na 1ª versão, Daniel Alves reconheceu ter uma tatuagem de meia-lua no abdômen e disse que foi a jovem que o atacou enquanto ele estava sentado no vaso sanitário.
Ao ouvir o depoimento do jogador, a juíza afirmou que, se o que ele estava dizendo fosse verdade, a vítima nunca poderia ter visto a tatuagem, porque sua camisa estaria tampando o desenho. O jogador, então, se contradisse, apresentando outra versão dos fatos.
Na 2ª versão, o atleta declarou que se levantou quando a jovem entrou no banheiro, o que lhe permitiu ver a tatuagem. Nesta versão, o jogador disse que a relação sexual entre os dois foi consentida.
Transferência de prisão
Por questões de segurança, Daniel Alves foi transferido de prisão nesta segunda-feira (23). O jogador foi enviado ao presídio de Brians 2, a cerca de 40 quilômetros de Barcelona, para evitar risco à sua integridade física. Segundo a Secretaria de Justiça do governo da Catalunha, não houve nenhuma ameaça, e a transferência é preventiva.
Brians 2, que fica no mesmo complexo onde o brasileiro já estava desde sexta-feira (20), tem menos presidiários, a maioria já condenada. Segundo o jornal catalão “La Vanguardia”, ele ficará em uma cela individual com banheiro.
Advogado de Messi
Em busca de uma nova estratégia de defesa, Daniel Alves contratou um dos advogados penalistas mais conhecidos da Espanha. Cristóbal Martell passou a integrar nesta terça-feira (24) a defesa do jogador e prepara um recurso que deve ser apresentado ainda nesta terça à Justiça local pedindo que ele responda pelo caso em liberdade.
Martell é conhecido por conseguir acordos judiciais e ter defendido casos famosos e midiáticos na Espanha, como o do jogador argentino Lionel Messi, acusado de fraude fiscal quando jogava no Barcelona. Messi acabou condenado a 21 meses de prisão no caso, mas não cumpriu pena por uma brecha na lei espanhola, que permite liberdade a condenados a menos de dois anos de prisão sem antecedentes criminais.
Nova lei espanhola
Um dos grandes desafios da defesa de Daniel Alves é a nova lei contra a violência sexual aprovada na Espanha no fim do ano passado. Conhecida como “Solo sí es sí” (“Apenas sim quer dizer sim”, em tradução livre), a nova medida é focada no consentimento explícito da vítima, o que, neste caso, não foi feita, segundo a acusação.

Fonte: G1 Mundo