Categorias
MUNDO

Naufrágio de navio cargueiro no Japão tem dois mortos e nove desaparecidos


Treza tripulantes foram resgatados até o momento. Todos os tripulantes eram chineses ou cidadãos de Mianmar e foram transferidos para botes salva-vidas. Membros da Guarda Costeira da Coreia do Sul trabalham em operação de busca nas águas entre a Coreia do Sul e o Japão em 25 de janeiro de 2023. Guarda costeira da Coreia
Yonhap via Reuters
Treze tripulantes foram resgatados de um cargueiro que afundou no sudoeste do Japão na manhã desta quarta-feira (25). Até o momento, duas pessoas morreram, segundo a Guarda Costeira.
As equipes de resgate procuram por nove tripulantes desaparecidos.
O navio cargueiro “Jintian”, de 6.651 toneladas e registrado em Hong Kong, emitiu um pedido de socorro ainda na noite de terça-feira (24). O navio transportava madeira.
De acordo com a imprensa local, uma pessoa que estava no navio disse que o cargueiro estava inclinando e que entrava água.
Todos os tripulantes eram chineses ou cidadãos de Mianmar e foram transferidos para botes salva-vidas.
Ainda não é possível dizer qual foi a causa do naufrágio, mas um porta-voz da Guarda Costeira afirma que, no momento do acidente, os ventos estavam fortes.
A Guarda Costeira procurou ajuda de navios de patrulha e aeronaves nas proximidades, a oeste de Nagasaki, segundo o porta-voz do governo japonês Hirokazu Matsuno.
O navio afundou às 2h46 (17h46 GMT de terça-feira), acrescentou ele, citando outras embarcações na área.
A Guarda Costeira “também busca a cooperação das Forças de Autodefesa, da Guarda Costeira sul-coreana e das embarcações que navegam perto das águas”, disse Matsuno a repórteres.
As partes ocidentais do Japão foram atingidas por tempestades de inverno que trouxeram condições de vento e congelamento na terça-feira.
A área onde o navio afundou fica entre Nagasaki e a ilha de Jeju, na Coreia do Sul, onde centenas de voos foram cancelados na terça-feira devido ao mau tempo.
Um navio encalhou devido ao vento forte nas ilhas de Okinawa, no sul do Japão, na terça-feira. Os 19 tripulantes foram resgatados, informou a mídia.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Avião de treinamento cai nas Filipinas e mata 2 pilotos da Força Aérea

Aeronave caiu sobre campo de arroz na província de Bataan, próxima da capital Manila. O motivo do acidente ainda não foi confirmado. Dois pilotos militares filipinos morreram quando o avião em que estavam caiu durante um voo de treinamento nesta quarta-feira (25), informou a Força Aérea.
O SF-260 TP Marchetti foi visto caindo em um campo de arroz na província de Bataan, a oeste da capital Manila, 40 minutos após a decolagem, e uma investigação está em andamento sobre a causa do acidente, disse a força aérea.
A força aérea disse que suspendeu temporariamente sua frota de aviões de treinamento SF-260 TP.
O avião, que está em operação nas Filipinas desde a década de 1970, também serviu como aeronave de combate de ataque leve, inclusive durante meses de ataques aéreos no sul da cidade de Marawi, depois que ela foi tomada em 2017 por militantes leais ao Estado Islâmico.
A maioria das aeronaves utilizadas pelas forças aéreas filipinas são datadas da época da Guerra do Vietnã.
Devido a isso, o país está buscando renovar sua frota aérea.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

São Bento, o religioso que ‘inventou’ o conceito dos mosteiros ocidentais


São Bento de Núrsia (480-547) viveu entre os séculos 5 e 6 na península itálica. Mosteiro de São Bento, em São Paulo: conjunto de igreja e casa religiosa, onde vivem dezenas de monges
EDISON VEIGA/via BBC
Uma das instituições mais antigas de São Paulo, instalada desde o fim do século 16 no coração da cidade, o Mosteiro de São Bento é um conjunto de igreja e casa religiosa, onde vivem dezenas de monges.
O santo que empresta nome à comunidade foi um homem que viveu entre os séculos 5 e 6 na península itálica. A ele, São Bento de Núrsia (480-547), é atribuída a criação das bases que até hoje vigoram nos mosteiros religiosos católicos do ocidente.
Esses ensinamentos estão no livro que se tornou conhecido como ‘Regra de São Bento’, um compilado de regras, em 73 capítulos, de como deveria ser a vida daqueles que decidissem ingressar para uma casa monástica. Bento teria escrito esse texto ao longo do século 6. No cerne dos ensinamentos, estão o preceito fundamental para o beneditino, “ora et labora”, ou seja, “reza e trabalha”. E o lema de todo religioso da ordem, a “paz”.
O documento fala sobre como deve ser a organização interna do mosteiro (entre os capítulos 21 e 52), como deve ser a clausura (capítulo 66), as orações comuns (capítulos 8 a 20), as relações com o mundo (capítulos 53 a 57), entre outras questões.
Quem foi
“Muito do pouco que sabemos de São Bento vem-nos de São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja”, comenta o escritor e pesquisador J. Alves, autor de ‘Os Santos de Cada Dia’ e membro da Academia Brasileira de Hagiologia. Gregório (540-604) narrou, no segundo livro de sua obra ‘Diálogos’, diversos fatos relacionados a São Bento.
“De fato, os registros históricos que possuímos sobre São Bento são muito escassos”, acrescenta o monge Hildebrando Brito, membro do Mosteiro de São Bento da cidade de São Paulo. “A sua única biografia foi a escrita pelo papa São Gregório Magno, alguns anos após sua morte.”
Mas Brito mesmo ressalta que “o próprio Gregório afirmou não havê-lo conhecido, mas sim registrado os fatos narrados por quatro de seus discípulos, seus sucessores no governo dos mosteiros por ele fundados”.
“Esta biografia, que é muito diferente do conceito moderno dessa palavra, se chama ‘Vida e Milagres de São Bento’ e é o segundo livro de uma obra mais vasta do papa Gregório, composta por quatro livros, nos quais ele narra fatos de diversos santos que viviam na Itália central daquele período”, completa o monge.
Filho de uma família de posses, Bento nasceu em Núrsia, na atual região italiana da Úmbria, na época Reino Ostrogótico. Sua irmã gêmea, Escolástica (480-542), também se tornaria santa do catolicismo.
Na adolescência, foi enviado a Roma, para estudar retórica, filosofia e ciências jurídicas. Decepcionado, decidiu se tornar um ermitão. Este enredo denota uma trajetória recorrente em narrativas referentes a santos, uma espécie de jornada do herói que, ao longo da história, se apresenta como um traço comum.
“Segundo consta, ele teria sido enviado aos 12 anos, com sua irmã, a Roma. No entanto, teria ficado chocado com a vida dissoluta da cidade e, a partir daí, teria desprezado os estudos, abandonado a casa e os bens de seu pai e visto despertar o interesse por uma vida monástica”, pontua o pesquisador Thiago Maerki, associado da Hagiography Society, dos Estados Unidos. “Essa narrativa é muito comum a vários santos, é como se fosse um lugar hagiográfico, algo que poderia ser atribuído a muitos santos da tradição eclesiástica.”
São Bento, em pintura anônima do século 15
DOMÍNIO PÚBLICO/via BBC
A ideia, no caso, do filho rico que vive uma epifania e, em dado momento, opta pelo desapego total dos bens em prol de uma causa de inspiração divina. “Este caminho de conversão se tornou muito comum no gênero da hagiografia, remonta à tradição da Igreja”, explica Maerki.
Por volta do ano 500, viveu cerca de três anos em uma caverna em Subiaco, no Lácio. Ali, consta que se dedicava à oração e a sacrifícios pessoais.
Sua reclusão foi interrompida quando pastores o descobriram e passaram a espalhar sua fama de santidade. “Terminada essa experiência, ele teria decidido guiar outros monges”, diz Maerki.
Acabou se mudando para uma casa religiosa em Vicovaro, no entorno de Roma, e ali ele teria conquistado o respeito dos demais e se tornado abade.
Ao tentar implantar na comunidade as regras que ele considerava corretas, enfrentou oposição dos religiosos que viviam na casa. Em determinado momento, conforme conta Gregório Magno, estes tentaram-no envenenar, colocando uma substância em sua taça de vinho. Mas a hagiografia conta que quando ele foi tomar o cálice, saiu dela uma serpente, quebrando-a. Seria um milagre para salvar sua vida.
O episódio fez com que ele decidisse sair daquela vida em comunidade e retornar ao ascetismo solitário. Em 503, como vinha sendo procurado por muitos admiradores, decidiu começar a fundar mosteiros com a sua regra. Chegaria ao total de 13 casas.
“Foram quase três décadas assim. Em Subiaco, pregando o Evangelho, falando de Deus, acolhendo aqueles que os procuravam, fazendo discípulos e criando mosteiros”, comenta Maerki. “Fundar 13 comunidades monásticas nessa época era algo esplendoroso.”
De acordo com o pesquisador, essas primeiras comunidades beneditinas tinham como norma o número de 12 monges guiados por um abade, numa reprodução intencional do grupo fundador do cristianismo, ou seja, Jesus e os 12 apóstolos. A palavra abade, conforme explica Maerki, remonta ao siríaco e significa “pai”. “Um pai amoroso, a qual o monge deve obediência por toda a vida”, explica.
Bento se mudou para Monte Cassino, uma colina rochosa perto de Nápoles, na época parte do Império Romano Oriental. Ali, em 529, estabeleceu um mosteiro que se tornaria o mais importante dentre todos os beneditinos. Viveu na casa religiosa até sua morte, em 547.
Antes, contudo, um novo episódio de descontentamento fez dele alvo de tentativa de assassinato. Um dos religiosos, um homem chamado Florêncio, deu a Bento um pão envenenado. Pressentindo algo estranho, o religioso teria dado, conforme narra a hagiografia, o alimento a um corvo que todos os dias vinha comer algo de suas mãos. No caso do pão, contudo, Bento teria dito que era para que a ave o levasse embora para longe — e não comesse. E isso teria ocorrido. Para os que acreditam, este teria sido mais um milagre.
Na tradição católica, os dribles que Bento deu nas duas ciladas armadas para matá-lo são os fatos que confirmam sua santidade. Ele é um santo muito anterior às normas atuais de canonização, ou seja, não foi submetido ao mesmo rigoroso processo adotado hoje pelo Vaticano para declarar alguém santo.
Comunidades religiosas
Considerado o padroeiro da Europa, São Bento é também chamado de “pai do monaquismo”. Isto porque praticamente toda ordem monástica ocidental deriva direta ou indiretamente dos princípios e normas fundamentados por ele.
São Bento, em imagem do século 15 feita por Hans Memling
DOMÍNIO PÚBLICO
“Na Igreja do ocidente, todos os que são chamados de monges seguem a regra de São Bento, os beneditinos, os cistercienses e os trapistas. Uma exceção é feita à pequena mas antiga ordem dos cartuxos, que segue a regra de São Bruno”, comenta o monge Hildebrando Brito.
“O monaquismo precede São Bento, mas, a partir dele tem um impulso muito maior e mais determinado, principalmente por conta da regra por ele escrita e aprovada pelos monges de então”, analisa o pesquisador José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia e professor na Universidade Estadual Vale do Acaraú, no Ceará. “Após a sua morte, a regra foi adotada ou formulada, ainda que diversamente, por inúmeros mosteiros mundo afora. Quinze papas foram eleitos da Ordem Beneditina, incluindo entre estes três santos e dois beatos.”
Retrocedendo àqueles tempos em que Bento era vivo, contudo, vale ressaltar uma diferença fundamental entre as comunidades religiosas por ele criadas e a maneira como a vida monástica costuma ocorrer. Para São Bento, a experiência religiosa buscada pela vida religiosa deveria ser coletiva, não mais individual.
“Isto é importante sinalizar. A espiritualidade sonhada e pensada por São Bento vai na contramão da ideia de uma vida isolada, como a de um eremita”, diz Maerki. “Embora ele tenha passado pela experiência eremítica, ele propôs uma vida em fraternidade.”
O pesquisador nota que os princípios de Bento demonstravam a necessidade de que os monges pudessem se correlacionar. “Não é uma vida de alguém que se isola do mundo em uma caverna. Ele propõe um isolamento do mundo, mas dentro de uma comunidade formada por irmãos”, salienta.
“E esse modelo depois se espalhou por todas as ordens que temos hoje na Igreja”, acrescenta Maerki.
Alves reitera que esse papel de “patriarca do monaquismo do Ocidente” atribuído a São Bento já era fato “200 anos após a morte dele”, quando a sua regra “havia se espalhado pela Europa inteira, tornando a norma de vida monástica aceita, amplamente comentada e difundida, não apenas durante toda a Idade Média, mas ao longo de toda a história do monaquismo ocidental”.
“Os monges beneditinos exerceram papel importantíssimo na evangelização da Europa medieval e na vida da Igreja universal”, comenta o pesquisador. “São Bento antevia em sua Regra que o menos era mais, sintetizando no ‘ora et labora’ toda uma mística cristã de servir, na simplicidade, na abnegação ao próximo, em nome de Deus.”
Para Alves, foi São Bento quem tornou a vida religiosa “acessível a todos os que desejam”. “A moderação passa a ser a tônica geral”, ressalta. “Nela, não mais se fala em rigorosas mortificações e penitências, mas da busca do Deus da ternura e da misericórdia, com o coração humilde, na oração e no trabalho.”
“São Bento, no meu entender, é um dos santos mais importantes da história do catolicismo”, comenta Lira. “Não à toa 16 Papas escolheram por nome Bento, tendo sido o último o grande Papa Bento 16.”
Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-64384248

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Urso ‘celebridade’, de espécie rara, morre atropelado na Itália


O urso Juan Carrito, de 150 quilos foi atropelado por um em uma estrada em uma montanha perto da cidade de Castel di Sangro, no centro da Itália, na noite de segunda-feira. Imagem sem data de Juan Carrito, um urso marsicano, no Parque Nacional de Abruzzo, na Itália
Divulgação Parco nazionale d’Abruzzo/Reuters
A Itália entrou em luto nesta terça-feira (24) pela morte do urso pardo Juan Carrito em um acidente de trânsito. O urso já era conhecido dos italianos —o animal ficou famoso quando invadiu uma padaria e comeu biscoitos.
Juan Carrito era um urso marsicano, uma espécie relativamente rara que vive nas montanhas da Itália. Acredita-se que existam apenas cerca de 50 ursos marsicanos na Itália.
O urso de 150 quilos foi atropelado por um em uma estrada em uma montanha perto da cidade de Castel di Sangro, no centro da Itália, na noite de segunda-feira.
O parque nacional de Abruzzo (região da Itália onde o urso morava) publicou um texto no Instagram: “Não há palavras para expressar nossa tristeza pelo que aconteceu. Juan Carrito era um urso problemático, mas no parque fizemos de tudo para lhe dar uma chance e permitir que permanecesse livre”.
No ano passado, depois que Juan Carrito arrombou a padaria, ele foi capturado e levado para uma região mais remota. No entanto, ele ainda conseguiu voltar para seus antigos redutos.
Antes do acidente, ele havia sido visto no fim de semana em uma estação de esqui, informou o noticiário italiano Rai.
LEIA TAMBÉM
Urso polar mata mãe e criança de 1 ano nos EUA
Urso come mel alucinógeno na Turquia e precisa ser resgatado; veja vídeo
O urso Juan Carrito depois de ser atropelado na Itália
Divulgação Parco nazionale d’Abruzzo/Reuters
O nome do urso veio, em parte, da vila de Carrito, em Abruzzo, onde a mídia local informou que ele foi visto pela primeira vez atravessando uma estrada. Carrito também é uma palavra espanhola, daí o primeiro nome Juan.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Vazamento de áudio revela críticas de chanceler do Chile a embaixador argentino

Antonia Urrejola, chanceler da Argentina, chamou o embaixador argentino Rafael Bielsa de louco em conversa privada vazada. Um áudio em que a chanceler do Chile, Antonia Urrejola, chama o embaixador argentino Rafael Bielsa de louco gerou polêmica nesta terça-feira (24).
A chancelaria chilena admitiu hoje “o vazamento por engano do áudio de uma reunião privada” na qual Antonia se refere duramente ao diplomata argentino.
Bielsa criticou a decisão do governo do esquerdista Gabriel Boric de rejeitar a construção do projeto de mineração e portuário “Dominga”, devido ao seu impacto ambiental.
“Ele faz o que quer quando tem vontade, e a explicação é que está louco”, diz na gravação a chanceler chilena, que enviou ao chanceler argentino, Santiago Cafiero, uma queixa sobre esse caso.
“A questão do projeto Dominga foi uma decisão unânime do conselho de ministros. Seu embaixador ataca diretamente o governo do presidente Boric em um tema bastante relevante politicamente. Sinceramente, é inaceitável”, diz Antonia na mensagem a Cafiero.
Horas depois, Antônia disse em Buenos Aires, onde participou da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com o presidente Boric, que não sabia que estava sendo gravada durante a reunião, e deu por superada a polêmica sobre suas declarações. “Meu papel é poder fortalecer e cuidar da relação bilateral (com a Argentina) e quero dar a certeza de que essa relação bilateral vai muito bem”, afirmou.
O chanceler argentino afirmou, por sua vez, que “nenhum vazamento define as relações entre países irmãos como Argentina e Chile”. “Temos uma fronteira enorme com o Chile, e essa fronteira não tem que ser uma barreira, e sim a oportunidade de nos conectarmos. Seguimos avançando em projetos de integração energética e fibra ótica, e no relacionamento em todas as temáticas dos desafios que o mundo enfrenta “, ressaltou Cafiero em Buenos Aires.
O vazamento da gravação, uma conversa privada entre a chanceler e sua equipe de trabalho, provocou a demissão da chefe da assessoria de imprensa da chancelaria chilena e uma onda de críticas de políticos de todos os setores, que criticaram o tom informal da conversa.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Embaixador russo diz que possível envio de tanques americanos à Ucrânia é uma ‘provocação flagrante’

Anatoly Antonov considera que Washington está “propositalmente tentando infligir uma derrota estratégica” à Rússia. As possíveis entregas de tanques de guerra por Washington D.C. à Ucrânia serão “outra provocação flagrante” contra a Rússia, disse Anatoly Antonov, embaixador da Rússia nos Estados Unidos, nesta terça-feira (24).
“É óbvio que Washington está propositalmente tentando nos infligir uma derrota estratégica”, disse Antonov em comentários publicados no aplicativo de mensagens Telegram da embaixada.
“Se os Estados Unidos decidirem fornecer tanques, justificar tal passo com argumentos sobre ‘armas defensivas’ definitivamente não funcionará. Isso seria outra provocação flagrante contra a Federação Russa.”
Há expectativas de que os Estados Unidos anunciem ainda nesta quarta-feira (25) o envio de tanques pesados para a Ucrânia.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Documentos confidenciais são encontrados na casa de Mike Pence, ex-vice de Trump


Descoberta de arquivos secretos na residência de Joe Biden, atual presidente dos EUA, motivaram Pence a revisar papelada guardada em sua casa. Ex-vice-presidente dos EUA, Mike Pence 19/10/2022
REUTERS/Leah Millis
Na semana passada, documentos marcados como confidenciais foram descobertos na casa de Mike Pence, que foi vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump. Os arquivos já foram entregues ao FBI.
Nos últimos meses, documentos confidenciais também foram encontrados nas casas de Trump e do atual presidente do país, Joe Biden.
Um representante de Pence, Greg Jacob, disse em uma carta datada de 18 de janeiro aos Arquivos Nacionais que “com muita cautela” Pence contratou um advogado externo para revisar os registros armazenados em sua casa após as reportagens sobre materiais encontrados na residência de Biden.
“O advogado identificou um pequeno número de documentos que poderiam conter informações confidenciais ou sigilosas espalhadas pelos registros. O vice-presidente Pence guardou imediatamente esses documentos em um cofre trancado, aguardando instruções adicionais sobre o manuseio adequado dos Arquivos Nacionais”, afirmou Jacob em carta.
Quatro caixas foram encontradas: em duas estavam alguns documentos marcados como secretos e nas outras duas estavam “cópias de cortesia de papéis do vice-presidente”. As caixas, de acordo com um assessor de Pence, não foram mantidas em um local seguro, mas foram fechadas com fita adesiva e não foram abertas desde que foram embaladas.
Uma fonte não identificada disse para Associated Press que o material encontrado nas caixas veio principalmente da residência do vice-presidente do Observatório Naval de Pence. Outros materiais vieram de uma gaveta do escritório da Ala Oeste da Casa Branca.
Em uma carta separada datada de 22 de janeiro, o representante de Pence disse que o Departamento de Justiça “ignorou os procedimentos padrão e solicitou a posse direta” dos documentos na residência do ex-vice-presidente. Com o aval de Pence, agentes do FBI retiraram os arquivos no dia 19 de janeiro.
Biden, cujos documentos datam de seu tempo como vice-presidente, e Trump, que resistiu a entregar os itens, levando a uma operação do FBI, estão enfrentando investigações de advogados especiais do Departamento de Justiça sobre o manuseio impróprio de materiais classificados.
Durante o período de transição presidencial, os registros de cada administração devem ser entregues à custódia legal dos Arquivos Nacionais dos EUA. É ilegal remover ou reter intencional ou sabidamente material confidencial.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Três pessoas morrem após homem entrar atirando em loja nos EUA


Autoridades acreditam que situação foi aleatória, pois não havia conflito entre envolvidos. O chefe da polícia local, Matt Murray, dá declaração à imprensa
Reprodução Facebook/Yakima Police Department
Nesta terça-feira (24), três pessoas morreram após um homem chegar atirando em uma loja de conveniência na cidade de Yakima, em Washington, nos Estados Unidos. O suspeito, identificado como Jarid Haddock, 21, também morreu.
Segundo o chefe da polícia local, Matt Murray, duas vítimas foram baleadas dentro da loja e uma terceira foi atingida do lado de fora.
“Parece ser uma situação aleatória. Não houve conflito aparente entre as partes. O homem simplesmente entrou e começou a atirar”, disse Murray.
Após abrir fogo na loja, o suspeito atravessou a rua correndo e atirou contra um veículo, obrigando o motorista a se deslocar para o banco do passageiro. Segundo a polícia, o suspeito roubou o carro e fugiu.
O suspeito se dirigiu a uma loja e pegou emprestado o telefone de uma mulher para ligar para a mãe.
A testemunha ouviu a conversa, que incluía declarações incriminatórias como “eu matei aquelas pessoas”, bem como as ameaças do homem de se matar, segundo Murray. Depois de recuperar o telefone, a mulher ligou para o 911 para relatar o paradeiro de Haddock.
“Eu ouvi aquela ligação – é muito angustiante. Eu realmente tenho que agradecê-la novamente porque ela foi muito corajosa em nos levar até lá”, disse Murray.
Após uma busca de horas, um parente de Haddock chamou as autoridades para um local atrás dos armazéns onde ele estava escondido. Tiros foram ouvidos enquanto a polícia se aproximava e um homem que se identificou como Haddock foi encontrado ferido.
Nenhum policial foi ferido ou usou qualquer força, explicou Murray. Por isso, as autoridades acreditam que o suspeito atirou e se matou. Haddock morreu devido aos ferimentos no local.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Cachorro aciona arma acidentalmente e mata homem nos EUA

Vítima foi atingida nas costas depois que animal pisou acidentalmente no gatilho de espingarda carregada. Dupla participava de excursão de caça no momento do acidente. Um homem morreu após ser baleado por uma arma acionada acidentalmente por seu cachorro no sábado (21), em Kansas, nos Estados Unidos.
As autoridades locais explicaram que ambos estavam em uma caminhonete quando a vítima, que estava sentada no banco dianteiro do passageiro, foi atingida nas costas depois que o animal pisou acidentalmente no gatilho de uma espingarda carregada que estava no banco traseiro. O homem morreu no local.
A dupla participava de uma excursão de caça na região.
“A investigação está em andamento, mas as apurações preliminares indicam que se trata de um acidente relacionado à caça”, afirmou o xerife do condado de Sumner, responsável pelo caso, em comunicado.
Os disparos acidentais de armas de fogo são tragicamente comuns nos Estados Unidos, país onde existem mais armas do que pessoas. De acordo com informações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) do país, mais de 500 pessoas morreram em acidente relacionados com armas de fogo em 2021.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Em sinalização contra tentativa de golpe do 8 de janeiro em Brasília, países da Celac divulgam documento em que defendem democracia


No texto, os representantes dos países defendem a democracia, que é descrita como uma conquista da região que não admite interrupções. Sétima cúpula da Celac começa em Buenos Aires com aplausos pela volta do Brasil
Como é praxe ao fim de reuniões entre presidentes de países, o encontro dos líderes dos países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) terminou nesta terça-feira (24) com a divulgação de um documento de 28 páginas chamado de Declaração de Buenos Aires.
No texto, os representantes dos países defendem a democracia, que é descrita como uma conquista da região que não admite interrupções.
Essa menção é uma referência à tentativa de golpe de Estado em Brasília no dia 8 de janeiro (o presidente Lula foi uma das principais presenças na reunião da Celac).
Imagem dos líderes de governo presentes em Buenos Aires durante encontro da Celac
Reprodução/PPT_CELAC
O texto faz uma crítica velada aos governos da Nicarágua, Venezuela e Cuba, mesmo sem citar esses países, ao afirmar que a execução de eleições livres, periódicas e transparentes é uma expressão da soberania do povo.
LEIA TAMBÉM
Presidente do Uruguai, que se encontra com Lula na quarta, critica países em encontro de líderes
O que é a Celac, grupo que reúne América Latina e Caribe
Lula participa de reunião de cúpula da Celac em Buenos Aires nesta terça
O texto também fala sobre a importância e respeito pelos direitos humanos.
A declaração cita diversos outros assuntos, entre eles:
Recuperação econômica após a pandemia;
Segurança alimentar e energética;
Diferenças entre gêneros nos países da Celac;
Processo de integração regional;
Pedido para que entidades financeiras internacionais mudem as condições de crédito;
Cooperação ambiental entre os países do bloco
O documento também fez pedidos específicos em relação à Cuba. O texto pede:
Fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba (de acordo com o texto, o bloqueio causa danos ao povo cubano);
A retirada de Cuba da lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo internacional
Em relação à Venezuela, o documento comemora o diálogo entre o governo chavista e a oposição (os encontros estão acontecendo no México).
Como foi o encontro
A Celac é formada por 33 países e presidida atualmente pela Argentina. No encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que volta ao cenário internacional após vencer as eleições de outubro com um discurso em que lembra permanentemente os feitos diplomáticos de seus dois primeiros mandatos (2003-2010), foi um dos protagonistas.
“O Brasil está de volta à região e pronto para trabalhar com todos vocês, com um sentido muito forte de solidariedade e proximidade”, disse nesta terça Lula, o único dos dirigentes, além do argentino Alberto Fernández, anfitrião da cúpula, cujo discurso foi divulgado.
“O Brasil volta a olhar para seu futuro com a certeza de que estaremos associados aos nossos vizinhos bilateralmente no Mercosul, na Unasul e na Celac”, disse Lula, que impulsiona a volta do Brasil aos fóruns internacionais.
Em 2020, Bolsonaro, um crítico ferrenho da esquerda, suspendeu a participação do Brasil na Celac, alegando que dava protagonismo a regimes não democráticos, como os de Venezuela, Cuba e Nicarágua.
Lula aproveitou o evento para “agradecer a todos” pelo apoio ao Brasil e às instituições brasileiras depois do ataque de apoiadores radicais do ex-presidente Bolsonaro, que invadiram as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro, em Brasília.
“Somos uma região pacífica, que repudia o extremismo, o terrorismo e a violência política”, afirmou Lula, que defendeu reforçar o “multilateralismo”.
O presidente Lula durante a cúpula da Celac, em Buenos Aires
Agustin Marcarian/Reuters
Fernández afirmou em seu discurso que há uma “direita reacionária e fascista” que ameaça a democracia na região, e referiu-se em particular aos episódios em Brasília e à tentativa de assassinato da vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, no ano passado, cujas motivações ainda são desconhecidas.
Ausências
A cúpula reúne 14 chefes de Estado dos 33 países que compõem o fórum, com algumas ausências notáveis, como o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, que se desculpou na terça-feira por ter “bastante” trabalho em seu país.
Outros desistiram na última hora, como Nicolás Maduro. O presidente venezuelano, que foi denunciado perante a Justiça argentina por organizações civis e particulares por violação dos direitos humanos em uma tentativa para que fosse interrogado se fosse ao país, anunciou na segunda-feira que não pisaria em solo argentino.
Maduro, que em mensagem gravada enviada ao fórum criticou o que qualificou de “sanções criminosas” contra a Venezuela e, em especial, contra sua indústria petroleira, tinha prevista uma reunião com Lula, que manteve na agenda o encontro desta terça com o cubano Miguel Díaz-Canel.
Contexto de tensão regional
Lula reforçou as “múltiplas crises” que o mundo vive, da pandemia às mudanças climáticas, as tensões geopolíticas, a insegurança alimentar ou as ameaças à democracia.
De fato, a cúpula da Celac ocorre em um contexto de múltiplas crises internas nos países latino-americanos, e inclusive de tensões entre vizinhos e parceiros.
O Peru atravessa uma profunda crise institucional, com uma sucessão de presidentes em poucos anos, a maioria depostos, o último deles o professor rural Pedro Castillo, destituído pelo Congresso após várias tentativas no dia em que anunciou que dissolveria o Legislativo, governaria por decreto e interviria na Justiça.
A tentativa de autogolpe não teve o apoio das forças de segurança e Castillo foi detido e agora está em prisão preventiva. Mas os protestos nas ruas do Peru contra o governo de sua sucessora constitucional, Dina Boluarte, não pararam e já deixaram 46 mortos até agora, sem sinais de uma solução.
Na Nicarágua, dezenas de opositores ao regime de Daniel Ortega – ausente da reunião da Celac- continuam presos e há 15 dias a Corte Interamericana de Direitos Humanos pediu “medidas urgentes” para a libertação de alguns, entre eles ex-candidatos à Presidência nas eleições de 2021, que foram presos.
A Argentina, por sua vez, atravessa uma crise inflacionária em pleno ano eleitoral e o governo do presidente Fernández multiplica medidas para tentar conter a alta dos preços, enquanto tenta cumprir as metas fiscais acordadas com o FMI, ao qual a Argentina deve 44 bilhões de dólares.
O Chile voltará a lançar o processo para tentar aprovar uma nova Constituição, após o fracasso de sua convenção constituinte, e na Colômbia, o governo acordou discutir a partir de fevereiro um cessar-fogo bilateral com o ELN, a última guerrilha do país.
Os presidentes chileno, Gabriel Boric, e colombiano, Gustavo Petro, participaram da cúpula.
O Mercosul, enquanto isso, vive uma crise profunda em meio à decisão de Montevidéu de negociar um TLC bilateral com a China e pedir o ingresso ao Acordo Transpacífico sem a anuência dos demais parceiros do bloco, uma decisão duramente questionada por Brasil, Argentina e Paraguai.
O presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, propôs à Celac criar uma zona de livre comércio na América Latina e no Caribe.

Fonte: G1 Mundo