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Em viagem à Argentina, Lula diz que relação do Brasil com o vizinho ‘não deveria ter sido truncada’

Viagem a Buenos Aires é a primeira do petista após reassumir presidência. Ele pediu desculpas ao colega Alberto Fernández por ‘grosserias’ de Bolsonaro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (23), durante visita a Buenos Aires, que as relações entre Brasil e Argentina “nunca deveriam ter sido truncadas.
Em declaração à imprensa ao lado do colega argentino Alberto Fernández, Lula pediu desculpas ao povo argentino por “grosserias” feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A visita à Argentina é o primeiro compromisso internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia dos dois governos é fortalecer a relação dos dois países.
O relacionamento entre Brasil e Argentina ficou estremecido durante o governo de Jair Bolsonaro em razão de diferenças, sobretudo, ideológicas. Durante seu mandato, Bolsonaro criticava condução política do governo argentino após a eleição de Alberto Fernández, um político de esquerda.
“Hoje é a retomada de uma relação que nunca deveria ter sido truncada. A minha presença como primeira viagem feita depois da minha eleição a um país estrangeiro é para dizer ao meu amigo Alberto Fernández que nós vamos reconstruir aquela relação de paz, produtiva, avançada, de dois países que nasceram para crescer, se desenvolver e gerar melhores condições de vida para os seus povos”, disse Lula.
“Estou pedindo desculpas por todas as grosserias que o último presidente do Brasil, que eu trato como um genocida por causa da responsabilidade com o cuidado com a pandemia, todas as ofensas que fez ao Fernández”, completou o presidente Brasileiro.
Após o encontro com Fernández, Lula também se encontrará com Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Outro pais cujas relações com Brasil diminuíram bastante durante o governo Bolsonaro, que desativou a embaixada brasileira no país.
À tarde, a agenda presidencial prevê encontro com empresários. À noite, o presidente deve ir a um concerto musical com artistas argentinos e brasileiros no Centro Cultural Kirchner.
Lula chegou no domingo (22) na Argentina. Em uma rede social, ele afirmou: “Vamos retomar laços. O Brasil está voltando ao cenário internacional e atuará pelo fortalecimento do Mercosul”.

Fonte: G1 Mundo

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Maduro pode ser preso em Buenos Aires, como querem opositores argentinos e exilados venezuelanos?


Em visita à Argentina, ditador tenta reabilitar imagem, apesar dos protestos. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz um discurso sobre o estado da nação na Assembleia Nacional, em Caracas, Venezuela, em 12 de janeiro de 2023
REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria
O ditador Nicolás Maduro tenta reabilitar sua imagem na região ao desembarcar em Buenos Aires para a reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Há uma década no poder, ele recupera a legitimidade especialmente no encontro com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, após 4 anos de distanciamento absoluto entre os dois países.
Se, por um lado, a presença na Argentina pode ser interpretada como um trunfo para o presidente da Venezuela; por outro, gera tensão e é contestada por opositores do presidente Alberto Fernández e exilados venezuelanos.
Maduro vem evitando viajar ao exterior e, quando o faz, escolhe países considerados aliados. Nesta incursão a Buenos Aires, ele aproveita-se das divisões entre seus opositores e da reaproximação com uma parte dos governantes da região, entre eles o Brasil. Mas encontra resistências, a contar pelos cartazes de manifestantes, que o comparam ao ex-ditador Jorge Rafael Videla.
A ex-ministra de Segurança Patricia Bullrich, presidente do Partido Proposta Republicana, notificou a DEA – a agência antidrogas americana – pedindo a detenção de Maduro, baseada no mandado de captura expedido pelos EUA por associação a um cartel de drogas.
Embora o governo Biden venha quebrando o gelo com a Venezuela, as sanções econômicas contra o país ainda estão em vigor, assim como o cartaz de “Procurado”, com uma recompensa de US$ 1,5 milhão para quem tiver informações sobre ele. Ainda assim, diante da crise energética causada pela guerra na Ucrânia, não interessa ao governo americano entrar em confronto com o regime venezuelano e, atualmente, faz valer o pragmatismo.
Patricia Bullrich e outros opositores argentinos lideraram um protesto no domingo contra a viagem de Maduro, que é assegurada por Alberto Fernández. “Ele está mais do que convidado”, disse ele à jornalista Sylvia Colombo, da “Folha de São Paulo”.
Em outra frente, o advogado Tomás Farini Duggan, que representa duas venezuelanas vítimas de crimes contra a Humanidade, solicitou à Justiça argentina que convoque Maduro para ser interrogado por violações de direitos humanos.
Neste contexto se inserem também os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Nicarágua, Daniel Ortega, outros convidados da reunião de cúpula repudiados por opositores do governo.
Em ano eleitoral para os argentinos, a oposição tenta capitalizar na visita dos ditadores latino-americanos ao país. O ex-presidente Mauricio Macri criticou como vergonhoso o acolhimento do governo. O prefeito de Buenos Aires, Horácio Rodríguez Larreta, corroborou:
“Não podemos naturalizar ou permitir que o presidente abrace ditadores. Sua presença em solo argentino é uma provocação injusta e dolorosa para venezuelanos, cubanos e nicaraguenses”, atestou Larreta.
Na prática, a ação de opositores de Fernández e exilados venezuelanos terá poucas consequências concretas além de barulho e um possível desconforto para Maduro. A Argentina é signatária de tratados internacionais, como a Convenção de Viena, que lhe dá imunidade como chefe de Estado.
Uma suposta detenção de Maduro está praticamente descartada, ao contrário do que alardeou Patricia Bullrich, numa comparação à prisão do ex-ditador Augusto Pinochet, em Londres há 24 anos, quando ele não estava mais no poder.

Lula chega à Argentina para estreitar laços com vizinhos

Fonte: G1 Mundo

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Premiê do Japão promete medidas para combater queda na taxa de natalidade: ‘é agora ou nunca’


Sendo um dos locais mais caros do mundo para criar uma criança, o Japão ainda tenta encorajar população a ter filhos. Primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, discursa na câmara baixa do Parlamento, em Tóquio
Kim Kyung-Hoon/REUTERS
O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, prometeu nesta segunda-feira (23) tomar medidas urgentes para combater a queda na taxa de natalidade do país, dizendo que é “agora ou nunca” para uma das sociedades mais antigas do mundo.
Nos últimos anos, o Japão vem tentando encorajar sua população a ter mais filhos com promessas de bônus em dinheiro e melhores benefícios, mas continua sendo um dos lugares mais caros do mundo para criar um filho, segundo pesquisas.
Os nascimentos caíram para um novo recorde de baixa no ano passado, de acordo com estimativas oficiais, ficando abaixo de 800.000 pela primeira vez –um divisor de águas que ocorreu oito anos antes do que o governo esperava.
Japoneses caminham por Tóquio em 20 de janeiro de 2023
Kyodo News vía AP
Isso provavelmente precipitou um novo declínio populacional em um país onde a idade média é de 49 anos, a mais alta do mundo atrás apenas da pequena cidade-Estado de Mônaco.
“Nossa nação está prestes a saber se pode manter suas funções sociais”, disse Kishida em um discurso sobre políticas na abertura da sessão legislativa deste ano.
“É agora ou nunca quando se trata de políticas relativas a nascimentos e criação de filhos, é uma questão que simplesmente não pode esperar mais”, acrescentou.
Primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida (dir.), ao lado do ministro das Relações Exteriores do país, Yoshimasa Hayashi
Eugene Hoshiko/AP
Kishida afirmou que apresentará planos para dobrar o orçamento para políticas sobre criança até junho, e que será criada em abril uma nova agência governamental para Crianças e Famílias para supervisionar a questão.
O Japão é o terceiro país mais caro do mundo para criar um filho, de acordo com a YuWa Population Research, atrás apenas da China e da Coreia do Sul, países que também veem populações encolhendo em sinais preocupantes para a economia global.
Outros países também estão enfrentando o envelhecimento e a redução da população. Na semana passada, a China informou que sua população caiu em 2022 pela primeira vez em 60 anos.

Fonte: G1 Mundo

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Daniel Alves é transferido de presídio na Espanha; veja imagens da nova prisão


Em prisão preventiva, jogador brasileiro foi levado para a prisão de Brians 2 por determinação do governo da Catalunha por garantias de segurança, segundo imprensa espanhola. Daniel Alves é transferido de presídio na Espanha
O jogador brasileiro Daniel Alves – preso na semana passada por suspeita de estupro e agressão sexual contra uma jovem em uma boate de Barcelona – foi transferido de prisão nesta segunda-feira (23) por questões de segurança.
Segundo o governo da região da Catalunha, na Espanha, Alves foi transferido para o presídio de Brians 2, a cerca de 50 quilômetros de Barcelona, para evitar riscos à sua segurança.
Brians 2, que fica no mesmo complexo onde o brasileiro já estava desde sexta-feira, tem menos presidiários, a maioria já condenados – Daniel Alves cumpre prisão preventiva.
Segundo o jornal catalão “La Vanguardia”, ele ficará em uma cela individual com banheiro. A Secretária de Justiça do governo da Catalunha não divulgou detalhes da transferência.
Uma das celas do presídio Brians 2, na Catalunha, para onde o brasileiro Daniel Alves foi transferido enquanto aguarda julgamento por suposto estupro em Barcelona.
Secretaria de Justiça da Catalunha
O presídio de Brians 2, na Catalunha, no nordeste da Espanha, para onde o jogador brasileiro Daniel Alves foi transferido.
Secretaria de Justiça da Catalunha
LEIA MAIS:
Caso Daniel Alves: veja como é a boate onde mulher diz que foi estuprada pelo jogador
Troca de advogado
Fontes da família de Daniel ouvidas pela rede de TV espanhola TVE disseram que estudam trocar os responsáveis pela defesa do brasileiro.
Segundo a TVE, o advogado que defendeu o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rossell, no julgamento do caso sobre supostas irregularidades e fraudes na transferência de Neymar do Santos para o Barcelona.
Procurado pelo g1, o escritório do advogado ainda não havia se manifestado até a última atualização desta notícia.
O Justiça catalã disse ainda não ter recebido nenhum comunicado da defesa de Alves sobre a suposta troca de advogados.

Fonte: G1 Mundo

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A nova ofensiva de Putin contra a comunidade LGBT da Rússia


A Rússia aprovou uma nova lei que proíbe a chamada ‘propaganda de relações sexuais não tradicionais’. Danya passando pó branco no rosto em frente a um espelho Legenda da foto, Danya decidiu deixar a Rússia depois que o país aprovou uma nova lei que tem como alvo pessoas LGBT
BBC
“Eu sou a única drag queen monstro na Rússia”, Danya me diz orgulhosa enquanto passa uma maquiagem branca fantasmagórica na frente do espelho. Estamos sentados na cozinha dele, onde uma bandeira de arco-íris decora a parede.
A performance do jovem de 22 anos tem como tema o terror — pense em uma drag de Halloween. Ele se apresentava regularmente em uma boate queer em São Petersburgo chamada Gender Blender. Mas seus shows foram cancelados depois que uma nova lei anti-LGBT foi aprovada pelo Parlamento russo em dezembro. O trabalho de Danya praticamente acabou.
“De acordo com a lei, é proibido fazer o que estamos fazendo”, ele conta.
“Estamos muito mais ansiosos agora. Os riscos são muito maiores.”
A nova lei proíbe a chamada “propaganda de relações sexuais não tradicionais” entre todas as faixas etárias. Qualquer um pego cometendo essa “infração” pode ser multado em até 400 mil rublos (cerca de R$ 30 mil), com multas bem mais altas para organizações ou jornalistas.
Desde que a lei foi aprovada, Danya decidiu deixar a Rússia e se mudar para a França. Ele diz que viver em um país onde é ilegal “ser você mesmo” o deixa com medo.
“Minhas mãos estão atadas. Simplesmente não tenho mais escolha. Ou saio do país ou fico aqui e espero que piore ainda mais. O que está acontecendo agora — é muito assustador.”
Danya diz que o público ama suas apresentações nos clubes de São Petersburgo
BBC
O projeto de lei começou sua jornada pelo sistema legislativo russo no verão passado, pouco depois de Moscou lançar sua chamada “operação militar especial”.
E não foi por acaso: Vladimir Putin diz que a Rússia não está apenas lutando contra a Ucrânia no campo de batalha, mas também contra os valores “ocidentais”.
Durante um discurso no Kremlin para marcar a anexação ilegal de quatro regiões ucranianas, o presidente atacou o Ocidente e os direitos LGBT, chamando-os de “puro satanismo”.
O ativista LGBT Piotr Voznesensky afirma que a relação com a guerra na Ucrânia é “óbvia”. Em seu apartamento no centro de São Petersburgo, ele me mostra as peças de seu efêmero museu LGBT — o primeiro da Rússia. Ele abriu a exposição ao público em setembro do ano passado, mas teve que fechá-la novamente com a aprovação da nova lei.
Para ele, a lei é uma tentativa do Kremlin de desviar a atenção do público dos reveses no campo de batalha.
“A guerra está perdida, a economia está destruída, e as autoridades precisam mostrar às pessoas pelo que elas arriscaram suas vidas”, avalia Piotr.
“E a melhor ideia que eles tiveram é encontrar um novo bode expiatório — a comunidade LGBT”.
O apartamento de Piotr Voznesensky está repleto de peças que estavam em exposição no seu museu LGBT — agora fechado
BBC
Esta não é a primeira lei a impor restrições à comunidade queer da Rússia. Dez anos atrás, foi aprovado um projeto de lei proibindo a chamada “propaganda gay” em relação às crianças. Grupos de direitos humanos afirmam que a mesma foi seguida pelo aumento de ataques homofóbicos violentos na Rússia.
Olga Baranova, do Centro Comunitário de Moscou para Iniciativas LGBT+, acredita que a nova lei vai estigmatizar ainda mais as pessoas LGBT.
“Vamos entrar totalmente na clandestinidade, haverá casamentos fictícios, famílias fictícias. Os privilegiados vão deixar o país. Aqueles que não podem sair do país vão passar à clandestinidade e procurar parceiros de alguma forma — usando canais fechados.”
A preocupação agora entre a comunidade LGBT é como, quando e contra quem a lei será aplicada. A legislação russa é notoriamente vaga, dando às autoridades um instrumento contundente que pode ser usado arbitrariamente.
Mas o medo gerado pela legislação já está levando à censura: plataformas online excluíram filmes e séries de TV com temática LGBT e editaram cenas gays. Em um episódio da aclamada série The White Lotus, da HBO, um serviço de streaming russo mudou a palavra “gay” para “homem”, incluiu uma toalha nas costas de um personagem masculino nu e excluiu uma cena de sexo gay, poucos dias após a lei ser adotada.
O livro ‘Shattered’, sobre o romance entre dois homens, foi fortemente censurado na Rússia
BBC
Os livros também estão sendo censurados. Lojas de todo o país retiraram de venda títulos com temas e personagens LGBT. Em uma livraria de São Petersburgo, encontro um título lançado recentemente, Shattered — um romance entre dois homens. Como o livro está lacrado com um plástico, preciso comprar para ver o interior. O texto foi censurado, com seções inteiras substituídas por tarjas pretas.
Um dos coautores da lei, um nacionalista abertamente homofóbico chamado Vitaly Milonov, concorda em falar comigo por chamada de vídeo. Ele está supostamente na cidade de Horlivka, no leste da Ucrânia ocupada, tendo viajado para a linha de frente da guerra como combatente voluntário. Ele rejeita as acusações de que a lei é discriminatória, dizendo que a vida privada das pessoas será respeitada.
Numa época em que milhares de pessoas estão morrendo na Ucrânia, a Rússia está isolada internacionalmente, e as pessoas estão fugindo do país, pergunto a ele se é apropriado focar em uma lei LGBT.
“A Rússia não está isolada, temos um conflito com o mundo ocidental!”, diz Milonov.
“Por que você deveria indicar que nós que temos a ideologia errada? Acho que é nosso direito soberano ter uma legislação que gostamos de ter.”
De volta ao apartamento de Danya, ele me mostra algumas das roupas que desenhou com carinho para sua performance como drag. Segundo ele, o público dos clubes de São Petersburgo adora sua apresentação alternativa. Ele não quer sair do país.
“Em que tipo de Rússia você consegue imaginar querer viver?”, pergunto a ele.
“Uma Rússia livre”, ele me diz, pensando cuidadosamente sobre a questão.
“Uma (Rússia) que não comprometa os direitos humanos mais básicos que toda pessoa deveria ter. Porque acho que minha orientação é meu direito desde o nascimento e ninguém tem o direito de cancelar, proibir ou me processar por isso.”
* Com produção de Liza Shuvalova

Fonte: G1 Mundo

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Canadá vai pagar indenização bilionária a comunidades indígenas


Governo pagará mais de R$ 11 bilhões a centenas de comunidades indígenas em compensação por quase um século de abusos sofridos por crianças em escolas residenciais. VÍDEO: A aterrorizante descoberta dos restos mortais de 215 crianças indígenas no Canadá
O governo canadense pagará mais de US$ 2 bilhões a centenas de comunidades indígenas em compensação por quase um século de abusos sofridos por crianças em escolas residenciais, desde o final do século 19 até a década de 1990. Este fundo, protegido por 20 anos, será administrado por 9 indígenas, além de um representante do poder público.
“O Canadá se compromete a reparar os danos coletivos causados pelo sistema de internatos e a perde do idioma, cultura e herança”, segundo um comunicado oficial divulgado no sábado.
Durante quase um século, o governo canadense enviou cerca de 150 mil crianças para 139 escolas residenciais, a maioria dirigidas pela Igreja Católica, onde foram isoladas de suas famílias de sua cultura. Muitos sofreram abuso físico e sexual, e acredita-se que milhares morreram de doenças, desnutrição ou negligência.
Agora, uma ação coletiva movida por 325 comunidades indígenas resultou em um acordo de 2,8 bilhões de dólares canadenses (aproximadamente R$ 11 bilhões), que serão destinados a um fundo sem fins lucrativos independente do governo.
Placa na entrada da antiga Escola Residencial Kamloops Indian, em British Columbia, no Canadá
Andrew Snucins/The Canadian Press via AP
Revitalizar a cultura e a língua indígenas
O dinheiro será utilizado para “revitalizar a educação, a cultura e a língua indígenas, para ajudar os sobreviventes em seu processo de recuperação e reconexão com sua herança”, segundo o comunicado oficial.
“Levou muito tempo para o Canadá reconhecer sua história, reconhecer o genocídio que cometeu e reconhecer o dano coletivo causado a nossas nações pelas escolas residenciais”, disse Garry Feschuk, um líder indígena que esteve envolvido na acusação.
O ministro federal das Relações Indígenas, Marc Miller, afirmou, por sua parte, que “todos os sobreviventes merecem justiça e a compensação que lhes é devida”.
Os termos específicos para o pagamento do valor serão decididos pela Justiça federal em 27 de fevereiro.
Em 2015, uma comissão nacional de inquérito classificou o sistema de escolas residencial de “genocídio cultural”.
Papa diz que internatos cristãos promoveram genocídio contra crianças indígenas no Canadá

Fonte: G1 Mundo

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Biden decreta bandeiras a meio mastro nos EUA em homenagem a vítimas do tiroteio na Califórnia


O suspeito de matar 10 pessoas em celebração do Ano Novo Lunar foi encontrado morto pela polícia de Los Angeles. No Estado americano da Califórnia, a celebração do Ano Novo Lunar terminou em tragédia
Após intensas buscas, a polícia dos Estados Unidos encontrou na nesse domingo (22) a van do atirador suspeito de ter matado dez pessoas em um salão de dança na Califórnia durante a comemoração do Ano Novo chinês. Imagens divulgadas pela imprensa mostravam o motorista morto. O presidente Joe Biden tuitou que ele e a mulher, Jill, estavam “rezando pelos mortos e feridos” e assinalou que acompanha a situação de perto. Depois, decretou bandeiras a meio mastro nesta segunda-feira (23) em homenagem às vítimas do tiroteio. 
A busca pelo atirador havia começado 12 horas antes. O homem, descrito pela polícia como asiático, abriu fogo em um salão de dança de Monterey Park, localidade do condado de Los Angeles que tem uma grande comunidade asiática. Testemunhas disseram que o suspeito atirou indiscriminadamente e parecia estar fortemente armado.
Segundo o xerife Robert Luna, a polícia recebeu as primeiras chamadas de emergência às 22h20 locais e encontrou pessoas fugindo do local. “Infelizmente, os paramédicos declararam a morte de 10 pessoas”, lamentou o policial. Autoridades informaram que as vítimas eram cinco mulheres e cinco homens.
Hunter Zhao, de 41 anos, segura flores para homenagear as vítimas mortas no tiroteio de sábado no estúdio de dança de salão em Monterey Park, Califórnia, EUA, em 22 de janeiro de 2023
Jae C. Hong/AP
Outro incidente
O xerife Luna descreveu um segundo incidente, na localidade vizinha de Alhambra, cerca de 20 minutos depois, no qual um homem asiático armado entrou em um salão de baile, mas foi derrubado e desarmado, fugindo em seguida. Segundo Luna, as investigações estão em cursos para saber se os incidentes estão relacionados.
No fim da manhã, a polícia cercou um veículo em Torrance, a pouco mais de 40 km de Monterey Park. Imagens aéreas mostram uma van branca cercada por blindados, enquanto um grande número de patrulhas se encontravam perto do local. Segundo o jornal Los Angeles Times, que citou uma fonte da polícia, tiros foram disparados.
Imagens feitas no local mostram o corpo de um homem no banco do motorista. Citando fontes da polícia, o Los Angeles Times informou que o homem teria se suicidado, usando a própria arma.
Não houve confirmação imediata da polícia. Antes, o xerife Luna havia dito apenas que “uma operação tática” estava em andamento. “Poderia ser o nosso suspeito? Possivelmente”, declarou.
Logo após o tiroteio, o gabinete do xerife divulgou imagens do suspeito, aparentemente registradas por câmeras de vigilância, que mostravam um homem asiático usando gorro e óculos. “Não sabemos se foi um crime de ódio como define a lei, mas quem entra em um salão de dança e atira contra 20 pessoas?”, questionou Luna.
Pânico e correria
Um tiroteio em massa ocorreu em um clube de dança em Monterey Park, Califórnia, EUA
Jae C. Hong/AP
O tiroteio foi o mais letal nos Estados Unidos desde o massacre em Uvalde, Texas, que deixou 22 mortos em uma escola primária em maio passado. Policiais e peritos continuavam trabalhando no local do massacre.
Wong Wei, morador da cidade, disse ao jornal Los Angeles Times que uma amiga estava no banheiro quando os tiros começaram. Ao sair, ela viu um homem com uma arma longa, que atirava à queima-roupa. Também viu o corpo de duas mulheres e de uma pessoa que identificou como dono do salão de dança.
O jornal informou que Seung Won Choi, dono de um restaurante de frutos do mar próximo ao local do crime, contou que três pessoas entraram correndo em seu restaurante e disseram a ele para trancar a porta. Elas relataram que havia um homem com uma arma semiautomática e bastante munição, acrescentou Choi, em entrevista ao diário.
Ainda de acordo com o Los Angeles Times, dezenas de milhares de pessoas estavam reunidas desde cedo para as festividades de dois dias do Ano-Novo chinês. O segundo dia de celebração foi cancelado devido ao ataque.
Judy Chu, primeira americana de origem chinesa eleita para o Congresso dos Estados Unidos e ex-prefeita de Monterey Park, declarou no Twitter que estava “devastada pelas vítimas, por suas famílias e pela população de sua cidade natal”.
Jolie Slater, à direita, e Beth Paz se abraçam em uma reunião realizada para homenagear as vítimas mortas no tiroteio de sábado (21) no estúdio de dança de salão em Monterey Park, Califórnia, EUA, em 22 de janeiro de 2023
Jae C. Hong/AP
Mais armas que pessoas
Em 2021, mais de 7.000 crimes de ódio foram denunciados nos Estados Unidos, afetando mais de 9.000 pessoas, segundo dados do Departamento da Justiça. Deste total, dois terços teriam motivação racista.
A violência armada é um grande problema nos Estados Unidos, onde, segundo o site Gun Violence Archive, houve 647 ataques armados no ano passado, definidos como incidentes envolvendo quatro ou mais pessoas baleadas, ou mortas, sem incluir o atirador. Mais de 44.000 pessoas morreram no país por ferimentos provocados por armas de fogo em 2022, e mais da metade delas, por suicídio.
Os Estados Unidos têm mais armas do que pessoas: um em cada três adultos possui pelo menos uma arma, e quase um em cada dois adultos mora em uma casa que tem uma arma.
Tiroteio deixa mortos e feridos numa celebração do ano novo lunar na Califórnia

Fonte: G1 Mundo

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Lula se reúne com Maduro nesta segunda durante viagem à Argentina


Compromisso foi incluído na agenda do presidente brasileiro na manhã desta segunda. Antes, Lula se reúne com Alberto Fernández; na terça, chefes de Estado têm reunião da Celac. Lula, Raul Castro e Nicolas Maduro em imagem de 2016
Carlos Barria/Reuters
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir nesta segunda-feira (23) com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
A reunião acontece em Buenos Aires, na Argentina, como parte da primeira viagem internacional de Lula após tomar posse no cargo.
Na última semana, a possibilidade de uma reunião entre Lula e Maduro já tinha sido adiantada pelo g1 e pela GloboNews. Fontes do governo citavam uma possibilidade de seis reuniões bilaterais – incluindo também o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.
Lula e Maduro estão na Argentina para a reunião de cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), marcada para esta terça (24). O Brasil voltou a participar da Celac com a troca de governo (veja detalhes abaixo).
O encontro está previsto para acontecer no fim da tarde. O governo ainda não informou se haverá a assinatura de algum ato ou memorando, e se haverá pronunciamento após a reunião.
Agenda de segunda
Pela manhã, Lula se reúne com o presidente argentino, Alberto Fernández. Antes da reunião na Casa Rosada, Lula participa de uma oferenda de flores na Plaza San Martín.
À tarde, a agenda presidencial prevê encontro com empresários. À noite, o presidente deve ir a um concerto musical com artistas argentinos e brasileiros no Centro Cultural Kirchner.
Lula chegou no domingo (22) na Argentina, na primeira viagem internacional desde que assumiu o novo mandato. Em uma rede social, ele afirmou: “Vamos retomar laços. O Brasil está voltando ao cenário internacional e atuará pelo fortalecimento do Mercosul”.
Segundo o Planalto, a comitiva presidencial é formada por seis ministros:
Mauro Vieira (Relações Exteriores);
Fernando Haddad (Fazenda);
Nísia Trindade (Saúde);
Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência);
Luciana Santos (Ciência e Tecnologia); e
Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social).
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Lula chega à Argentina na primeira viagem internacional do novo mandato
Na terça-feira (24), Lula participação da 7ª Cúpula de Chefas e Chefes de Estado da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Há a expectativa de encontros bilaterais com os países que solicitaram, mas essas agendas ainda não foram divulgadas.
Segundo o secretário das Américas, embaixador Michel Arslanian Neto, a escolha de um país da América do Sul para a primeira viagem internacional de Lula busca passar a mensagem de que o Brasil quer retomar os laços com a região.
Ainda segundo o Planalto, diversos temas serão tratados durante a visita, como integração energética, investimentos, meio ambiente, defesa e combate a ilícitos.
Alckmin
Antes do embarque à Argentina, o presidente Lula transmitiu a função de chefe do Executivo ao vice-presidente, Geraldo Alckmin.
É a primeira vez que Alckmin vai assumir as funções de presidente da República. Ele fica inteirinamente na função até Lula retornar do Uruguai.
Em uma rede social, Alckmin disse que “com orgulho e lealdade, assumo o governo, procurando honrar os compromissos de Lula com todos os brasileiros”.
Presidente Lula transmitiu o cargo ao vice-presidente, Geraldo Alckmin
Ricardo Stuckert/PR
Outras viagens
Na próxima quarta-feira (25), Lula segue em viagem oficial para o Uruguai, onde se encontra com o chefe do Executivo no país, Luis Alberto Lacalle Pou.
Em fevereiro, Lula deve ir para os Estados Unidos. Em março, o presidente deve viajar para a China.

Fonte: G1 Mundo

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George Santos, o filho de brasileiros que enganou os Estados Unidos, vira piada em programas de televisão


Apresentadores como Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Jimmy Fallon fizeram sátiras com o deputado, eleito pelo Partido Republicano e que mentiu sobre seu currículo e trajetória de vida. George Santos, deputado de origem brasileira eleito nos EUA
Campanha de George Santos/Divulgação via REUTERS
A história de George Santos, o brasileiro que virou deputado republicano nos Estados Unidos e acusado de ter mentido sobre vários aspectos de sua vida, virou tema de piada em alguns dos principais programas de televisão dos Estados Unidos.
Os apresentadores Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Jimmy Fallon fizeram sátiras sobre o assunto após a divulgação de novas imagens que mostram aspectos até então desconhecidos do passado do político filho de brasileiros.
Santos ajudou o Partido Republicano a garantir uma estreita maioria na Câmara ao ganhar uma cadeira por um distrito de Nova York nas eleições de meio de mandato de novembro. Mas desde que uma investigação do jornal The New York Times colocou em dúvida os principais aspectos de sua educação e sua experiência profissional, as incoerências se acumulam em seu percurso.
Neste fim de semana, Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Jimmy Fallon sentiram o potencial cômico do personagem e usaram o assunto em seus monólogos na abertura dos programas, além de convidarem comediantes para imitar o deputado.
‘Eu sou o Batman!’
Passado de George Santos em Niterói causa protestos de eleitores nos Estados Unidos
No The Tonight Show, do canal NBC, Santos é interpretado por Jon Lovitz, que fez uma série de piadas sobre o que está sendo apresentado como uma forma de mitomania patológica do deputado.
O personagem diz ao apresentador Jimmy Fallon que inventou o basebol, que é o primeiro-ministro de Israel e que está de passagem pela cidade para receber seu Nobel da Paz, além de contar que ficou em primeiro lugar na maratona de Nova York, enquanto brinca com uma versão da canção My Way.
No The Late Show, do canal CBS, Stephen Colbert começa o programa listando algumas das declarações feitas pelo republicano e diz que “o país inteiro quer saber a verdade sobre George Santos”, antes de convidar o ator Harvey Guillén, que aparece caracterizado como o deputado.
Na cena, o personagem é questionado sobre sua mãe, que o verdadeiro George Santos afirmou ter morrido em diferentes datas, inclusive em 2001, entre as vítimas do ataque às Torres Gêmeas do 11 de setembro. “Como você tem coragem de me perguntar isso agora? Não notou que acabo de sair do funeral dela”, responde o personagem, que coloca um véu preto na cabeça, em sinal de luto.
Já no programa Jimmy Kimmel Live!, do canal ABC, Santos é interpretado por Nelson Franklin, que é perseguido pela câmera nos corredores do que seria a Câmara dos representantes.
O personagem também faz várias piadas, algumas de gosto duvidoso, diz ser “o primeiro gay, judeu, latino a andar sobre a lua”, e afirma que “seu povo construiu as pirâmides [do Egito] quando eram escravizados”. A cena termina com Franklin saindo pela janela do prédio, antes de declarar: “Eu sou Batman”.
George Santos morou em Niterói em 2008 e foi acusado de fazer compras em loja com cheques roubados
Até onde se sabe, George Anthony Devolder Santos tem 34 anos, mas parece ter vivido várias vidas. Filho de imigrantes brasileiros nascido no Queens, ele afirmou vir de uma família de judeus que fugiram no nazismo na Europa, diz ter dirigido uma associação de proteção de animais – da qual teria desviado fundos arrecadados –, e contou ter 13 imóveis em seu nome nos Estados Unidos – informação desmentida desde então.
Para completar, mentiu sobre o financiamento de sua campanha, e seu nome aparece ligado ao primo de um oligarca russo, Viktor Vekselberg, visado por sanções norte-americanas. Sua eleição também teria contado com o apoio financeiro da família do italiano Rocco Oppedisano, preso por transporte ilegal de imigrantes.
Santos chegou passar alguns períodos de sua vida no Brasil. Ele fala português com sotaque americano, mas isso não o impediu de ser acusado, segundo informações divulgadas pela imprensa, de ter feito compras em uma loja calçados em Niterói usando cheques roubados. Na semana passada, fotos de Santos vestido de drag queen em uma festa em 2008 no Brasil completaram a lista de descobertas.
O deputado é gay assumido e casado com um homem. No entanto, ele afirma que nunca foi drag queen no Brasil. “Eu era jovem e me diverti em um festival. Processe-me por ter uma vida”, retrucou. “A mídia continua a fazer afirmações ultrajantes sobre minha vida enquanto estou trabalhando para entregar resultados”, se defendeu nas redes sociais.
Digno de um personagem de ficção
Na vida real, George Santos reconheceu ter inventado partes significativas de seu currículo: ele confessou que não se formou nas universidades que havia declarado e que não trabalhou no Citigroup Bank ou no Goldman Sachs Investment Bank, como informou em seu currículo. Porém, ele ainda não explicou as incoerências ligadas ao financiamento de sua campanha e enfrenta críticas cada vez mais virulentas da parte de seus eleitores, que pedem sua renúncia.   

Fonte: G1 Mundo

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Lula se reúne com presidente da Argentina nesta segunda-feira para retomar laços com a região


Após a reunião, é esperada uma declaração conjunta à imprensa. Acordos entre os dois países também devem ser assinados. É a primeira viagem internacional de Lula como presidente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir nesta segunda-feira (23) com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, na Casa Rosada, em Buenos Aires, sede do governo argentino.
O encontro está previsto para acontecer no fim da manhã. Após a reunião, é esperada uma declaração conjunta à imprensa. Acordos entre os dois países também devem ser assinados.
Antes da reunião na Casa Rosada, Lula participa de uma oferenda de flores na Plaza San Martín.
À tarde, a agenda presidencial prevê encontro com empresários. À noite, o presidente deve ir a um concerto musical com artistas argentinos e brasileiros no Centro Cultural Kirchner.
Lula chegou no domingo (22) na Argentina, na primeira viagem internacional desde que assumiu o novo mandato. Em uma rede social, ele afirmou: “Vamos retomar laços. O Brasil está voltando ao cenário internacional e atuará pelo fortalecimento do Mercosul”.
Segundo o Planalto, a comitiva presidencial é formada por seis ministros:
Mauro Vieira (Relações Exteriores);
Fernando Haddad (Fazenda);
Nísia Trindade (Saúde);
Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência);
Luciana Santos (Ciência e Tecnologia); e
Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social).
Na terça-feira (24), Lula participação da 7ª Cúpula de Chefas e Chefes de Estado da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Há a expectativa de encontros bilaterais com os países que solicitaram, mas essas agendas ainda não foram divulgadas.
Segundo o secretário das Américas, embaixador Michel Arslanian Neto, a escolha de um país da América do Sul para a primeira viagem internacional de Lula busca passar a mensagem de que o Brasil quer retomar os laços com a região.
Ainda segundo o Planalto, diversos temas serão tratados durante a visita, como integração energética, investimentos, meio ambiente, defesa e combate a ilícitos.
Alckmin
Antes do embarque à Argentina, o presidente Lula transmitiu a função de chefe do Executivo ao vice-presidente, Geraldo Alckmin.
É a primeira vez que Alckmin vai assumir as funções de presidente da República. Ele fica inteirinamente na função até Lula retornar do Uruguai.
Em uma rede social, Alckmin disse que “com orgulho e lealdade, assumo o governo, procurando honrar os compromissos de Lula com todos os brasileiros”.
Presidente Lula transmitiu o cargo ao vice-presidente, Geraldo Alckmin
Ricardo Stuckert/PR
Outras viagens
Na próxima quarta-feira (25), Lula segue em viagem oficial para o Uruguai, onde se encontra com o chefe do Executivo no país, Luis Alberto Lacalle Pou.
Em fevereiro, Lula deve ir para os Estados Unidos. Em março, o presidente deve viajar para a China.

Fonte: G1 Mundo