Categorias
MUNDO

O que é a Celac, grupo que reúne América Latina e Caribe

Brasil tinha deixado o bloco havia dois anos, durante o governo de Jair Bolsonaro, mas retornou no início de 2023. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou na noite deste domingo (22) em Buenos Aires, na Argentina, na sua primeira viagem internacional do novo mandato. As agendas do presidente, nesta segunda (23) e terça-feira (24), incluem uma reunião com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, e participação na 7ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
O Brasil tinha deixado o bloco havia dois anos, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). No dia 5 de janeiro, no entanto, o Ministério das Relações Exteriores informou o retorno do país à Celac.
Entenda o que é a Celac
A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos é um bloco criado no México, em 2010, que reúne 33 países. A oficialização do grupo, no entanto, ocorreu em 2011.
A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países. Na pauta, entram temas como desarmamento nuclear, agricultura familiar, cultura, energia e meio ambiente, com a América Latina em busca de autonomia.
Celac: entenda o que é o bloco de países que o Brasil voltou a integrar
Apesar de recente, a ideia de criação do bloco nasceu na década de 1980, quando surgiu o chamado Grupo de Contadora, formado por México, Venezuela, Colômbia e Panamá. Os países eram contrários à política intervencionista do então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan.
A partir de 1985, outros países se juntaram. Entre eles, Brasil, Argentina, Peru e Uruguai, formando o Grupo do Rio, com o objetivo de fortalecer a democracia e o desenvolvimento econômico e social.
Nas décadas seguintes, mais países se aliaram: Bolívia, Chile, Costa Rica, Cuba, Equador, Nicarágua e Paraguai. Com a expansão de governos progressistas na América Latina em 2008, surge a chamada “onda rosa”.
Na época, o então presidente Lula convocou um encontro com líderes da região na Costa do Sauípe, na Bahia. Foi o primeiro grande encontro com governos latino-americanos e caribenhos sem a participação dos Estados Unidos ou Europa.
Ali, se reuniram Mercosul, União de Nações Sul-Americanas (Unasul), América Latina e Caribe. Em debate, a substituição da Organização dos Estados Americanos (OEA) por uma instituição que não sofresse tanta influência dos norte-americanos.
Em 2020, o governo de Jair Bolsonaro decidiu retirar o Brasil da Celac, por divergências políticas e ideológicas com Cuba e Venezuela. O protagonismo, que antes era do Brasil, passou a ser disputado por países como Chile, México e Argentina, que ocupa hoje a presidência do grupo.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Tiroteio na Califórnia: suspeito de matar 10 pessoas em celebração do Ano Novo Lunar é encontrado morto


Atirador foi identificado como Huu Can Tran, de 72 anos. Outras 10 pessoas ficaram feridas durante o ataque a uma casa de dança em Monterey Park, a cerca de 11 km de Los Angeles. Tiroteio deixa mortos e feridos numa celebração do ano novo lunar na Califórnia
O suspeito de matar 10 pessoas e deixar outras 10 feridas em um tiroteio na cidade de Monterey Park, na Califórnia, foi encontrado morto, segundo a polícia local.
O atirador identificado como Huu Can Tran, de 72 anos, teria se matado após atacar pessoas em uma casa de dança onde acontecia uma celebração pela chegada do Ano Novo Lunar na noite de sábado (21).
O ataque aconteceu por volta das 22h20 no horário local (3h da manhã no horário de Brasília), em uma casa de dança.
As vítimas participavam de uma celebração pela chegada do Ano Novo Lunar.
Cinco homens e cinco mulheres morreram. Todas as vítimas aparentavam ter mais de 50 anos, segundo a polícia.
Outras 10 pessoas ficaram feridas e sete ainda estão hospitalizadas.
A polícia acredita que o suspeito tentou atacar frequentadores de outro clube de dança pouco depois do primeiro ataque, mas foi desarmado por um grupo de pessoas.
Huu Can Tran foi identificado como suspeito do ataque.
Ele foi encontrado morto com um tiro na cabeça, dentro de uma van no domingo (22).
A polícia investiga a motivação do crime.
Ataque a tiros aconteceu na cidade de Monterey Park, na Califórnia, na noite de sábado (21).
REUTERS/Allison Dinner
Monterey Park é uma cidade de cerca de 60 mil habitantes a cerca de 11 km do centro de Los Angeles. Cerca de dois terços de seus residentes têm origem asiática, de acordo com dados do censo dos EUA, e a cidade é conhecida por seus muitos restaurantes e mercearias chineses.
O tiroteio aconteceu próximo à onde acontecia um festival de celebração pela chegada do Ano do Coelho no calendário lunar.
Muitas ruas do centro da cidade foram fechadas para as festividades do Ano Novo Lunar, que atraem milhares de pessoas de todo o sul da Califórnia.
A imprensa local estima que dezenas de milhares de pessoas tinham passaram pela região do festival durante o sábado. As comemorações que haviam sido planejadas para o domingo foram canceladas.
Tiroteios em massa são recorrentes nos Estados Unidos, e o ataque em Monterey Park foi o mais mortal desde maio de 2022, quando um atirador matou 19 alunos e dois professores em uma escola em Uvalde, Texas. O tiroteio mais mortal da história da Califórnia ocorreu em 1984, quando um atirador matou 21 pessoas em um McDonald’s em San Ysidro, perto de San Diego.
O Ano Novo Lunar, que é comemorado especialmente pelos chineses, vietnamitas e outros países do Leste Asiático, começou no último sábado.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Luta pelo direito ao aborto nos EUA não terminou, afirma Biden


Presidente dos EUA se pronunciou no dia em que sentença da Suprema Corte a favor do aborto completaria 50 anos. Decisão foi revertida no ano passado e desde então 20 estados proibiram ou restringiram severamente este direito. O presidente dos EUA, Joe Biden, assina ordem executiva para ajudar a proteger o acesso das mulheres ao aborto e à contracepção ao lado da vice-presidente Kamala Harris, secretário de Saúde e Serviços Humanos Xavier Becerra e vice-procuradora-geral Lisa Mônaco
Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e sua vice, Kamala Harris, prometeram neste domingo (22) lutar pelo direito ao aborto, na data em que se completam 50 anos da sentença da Suprema Corte que garantiu esse direito até a sua revogação, meses atrás.
ABORTO NOS EUA: entenda o que era a decisão que garantia o direito, como foi derrubada e como fica acesso de agora em diante
A luta pelo direito ao aborto não terminou, disse Biden cinco décadas após a decisão histórica da Suprema Corte, medida revertida pelo mesmo tribunal em junho passado. “Hoje deveria ter sido o 50º aniversário de Roe v. Wade”, tuitou o presidente democrata, referindo-se à decisão original.
“Ao invés disso, os funcionários republicanos do Maga (apoiadores do ex-presidente Donald Trump, com seu slogan ‘Make America Great Again’) travam uma guerra contra o direito das mulheres de tomar suas próprias decisões sobre sua saúde”, lamentou Biden. “Não deixei de lutar para proteger os direitos reprodutivos das mulheres e nunca pararei.”
Em junho passado, a mais alta corte americana pôs fim a essa jurisprudência, considerando que o direito à interrupção voluntária da gravidez não estava protegido pela Constituição.
A Suprema Corte, à qual Trump deu uma composição muito conservadora, permitiu assim que cerca de vinte estados governados por republicanos proibissem ou restringissem severamente o acesso ao aborto.
Em seus tuítes de domingo, Biden insiste que “o direito de escolha das mulheres não é negociável” e pede ao Congresso que aprove uma legislação que utilize os termos da jurisprudência “Roe v. Wade”.
Mas o presidente, de 80 anos, não tem muita chance de sucesso: A Câmara dos Representantes acaba de passar para as mãos dos republicanos, e no Senado a maioria democrata é estreita.
LEIA MAIS:
Novos documentos confidenciais são encontrados na casa de Joe Biden
Lula vai a Washington no dia 10 de fevereiro para reunião com Biden
‘Como se atrevem?’
A vice-presidente americana, Kamala Harris, somou-se à reivindicação. “Como se atrevem?”, vociferou durante um discurso na Flórida, ao mencionar os congressistas republicanos que querem restringir e suprimir o direito ao aborto em todo o país.
Kamala criticou “as leis elaboradas por extremistas em alguns estados, incluindo a Flórida”, para restringir a interrupção voluntária da gravidez. “Não iremos recuar. Sabemos que a batalha não estará terminada enquanto não garantirmos esse direito” em um texto federal, disse a vice-presidente democrata.
A organização de planejamento familiar Planned Parenthood aponta que a maioria dos americanos é a favor do direito ao aborto, e estima que uma em cada três mulheres nos Estados Unidos vive em um estado que restringiu esse direito.
A presidente da organização, Alexis McGill Johnson, estimou que “o que acontece com as pacientes e a equipe médica é terrível, mas também impulsiona o nosso movimento. Estaremos lá e lutaremos. Todos os dias.”
A Casa Branca prometeu hoje proteger o acesso às pílulas à base de mifepristona, que permitem interromper a gravidez nas primeiras semanas. Também neste domingo, várias manifestações foram realizadas no país para lembrar a sentença Roe vs. Wade.
Manifestantes protestam em frente à Suprema Corte contra revogação de direito ao aborto

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Lula embarca para a Argentina em sua primeira viagem internacional como presidente

Agendas vão acontecer na segunda e terça e incluem reunião com o presidente da Argentina e participação na 7ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste domingo (22) para a Argentina, na primeira viagem internacional desde que assumiu o novo mandato.
O embarque aconteceu na Base Aérea de Brasília. O avião decolou às 18h03. A previsão é que a viagem dure em torno de três horas e meia.
A comitiva presidencial deve ser formada por seis ministros:
Mauro Vieira (Relações Exteriores);
Fernando Haddad (Fazenda);
Nísia Trindade (Saúde);
Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência);
Luciana Santos (Ciência e Tecnologia); e
Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social).
Pimenta já está na Argentina desde semana passada.
Os compromissos de Lula na Argentina vão acontecer na segunda (23) e terça-feira (24), em Buenos Aires. Segundo o Palácio do Planalto, as agendas previstas são:
oferenda de flores na Plaza San Martín;
reunião na Casa Rosada com o presidente da Argentina, Alberto Fernández;
encontro com empresários;
eventos culturais, como concerto musical com artistas argentinos e brasileiros no Centro Cultural Kirchner; e
participação na 7ª Cúpula de Chefas e Chefes de Estado da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
A participação de Lula na Celac será na terça-feira. Há a expectativa de encontros bilaterais com os países que solicitaram, mas essas agendas ainda estão em fase de confirmação.
As demais agendas acontecem na segunda-feira. Ainda na segunda, é esperada na Casa Rosada uma declaração à imprensa ao meio-dia e assinatura de acordos, após a reunião de Lula com Fernández.
Segundo o secretário das Américas, embaixador Michel Arslanian Neto, a escolha de um país da América do Sul para a primeira viagem internacional de Lula busca passar a mensagem de que o Brasil quer retomar os laços com a região.
Ainda segundo o Planalto, diversos temas serão tratados durante a visita, como integração energética, investimentos, meio ambiente, defesa e combate a ilícitos.
Celac
Na primeira semana de janeiro, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil retornou para a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O retorno ocorre dois anos depois de o país ter deixado o grupo, no governo Jair Bolsonaro.
O grupo reúne 33 países da região e tem como proposta intensificar a integração da região. O Brasil foi um dos fundadores, em 2008, durante o segundo mandato de Lula.
O retorno a organismos internacionais e a valorização da relação com os países do continente é uma das prioridades do mandato de Lula, já anunciado pelo próprio presidente e pelo ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores.
Outras viagens
Na próxima quarta-feira (25), Lula segue em viagem oficial para o Uruguai, onde se encontra com o chefe do Executivo no país, Luis Alberto Lacalle Pou.
Em fevereiro, Lula deve ir para os Estados Unidos. Em março, o presidente deve viajar para a China.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Presidente da Turquia decide antecipar eleições no país


O pleito presidencial e parlamentar do país estava marcado para 18 de junho, mas agora deve ser realizado em 14 de maio, segundo Erdogan. Presidente turco, Tayyip Erdogan, durante coletiva da Otan
Yves Herman/REUTERS
O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse que realizará eleições em 14 de maio, um mês antes do previsto.
O gabinete do presidente divulgou neste domingo (22) um vídeo de Erdogan anunciando a data durante uma reunião com jovens eleitores na província de Bursa, no noroeste do país, na noite de sábado (21).
As eleições presidenciais e parlamentares da Turquia estavam marcadas para 18 de junho, mas o presidente já havia sinalizado que a votação poderia ser antecipada.
As pesquisas de opinião mostram que as eleições parlamentares e presidenciais serão acirradas e marcarão o maior teste de Erdogan em suas duas décadas no comando da potência militar regional, membro da Otan e importante economia do mercado emergente.
VEJA TAMBÉM: Prisão de prefeito de Istambul, opositor de Erdogan, preocupa governo americano
Erdogan anunciou sua candidatura à própria sucessão na próxima eleição. A Turquia atravessa uma grave crise econômica, com uma inflação de mais de 84%.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Os pais que cortam laços com os próprios filhos


Muitos filhos cortam os laços com seus pais para evitar conflitos. A via inversa é menos comum — mas, às vezes, acontece e pode causar imensa solidão. Em um mundo cada vez mais polarizado, os casos de filhos que deixam de falar com os pais tornaram-se comuns
GETTY IMAGES
Helen não fala com seu filho há mais de um ano.
Na última vez em que teve notícias, ele estava na prisão. Com 31 anos de idade, ele é dependente de opioides há mais de uma década.
“Ele tem tentado me ligar, provavelmente para pedir dinheiro, e eu não tenho atendido. No momento, esta é a decisão correta para minha segurança e sanidade”, explica ela.
Helen mora na Inglaterra e é a principal responsável pela sua neta (filha pequena do seu filho preso). Seu objetivo é oferecer um ambiente seguro e amoroso para a criança.
Helen se lembra do seu filho como uma criança impulsiva e destrutiva, mas com ótimo senso de humor e um coração bondoso. Por isso, ela ficou confusa quando ele ficou adolescente e “seu comportamento ficou hostil e ele começou a me trancar no banheiro por horas a fio”.
“Quando eu o enfrentava, ele me dizia que eu era a maluca, quem usava drogas”, ela conta. “Às vezes, eu queria rir, era muito ridículo.”
Quando Helen descobriu que ele estava usando heroína, ela não sabia a quem recorrer. Ele desaparecia por dias e voltava com todo tipo de machucados. E, quando estava em casa, era difícil lidar com ele.
“Ele nunca me bateu, mas muitas vezes destruía o apartamento de raiva — ainda tenho um buraco no corredor, onde ele bateu com o joelho”, explica ela.
No trabalho, Helen recebia em dinheiro e conta que seu filho começou a retirar o pagamento da sua carteira. Sem querer dizer nada para que ele não ficasse violento, ela começou a guardar o dinheiro em um cinto em volta da cintura. “Eu dizia que meu pagamento era creditado em conta para poder ter melhor avaliação de crédito”, ela conta.
No fim, ela acabou se sentindo insegura morando com alguém com dependência de drogas tão profunda e rompeu os laços com ele.
A relação entre pais e filhos normalmente dura a vida inteira — uma união amorosa e frutífera, que consegue sobreviver aos altos e baixos da vida.
Mas, para alguns pais, manter essa conexão pode ser difícil. Às vezes, eles podem sentir que chegaram a um ponto de não retorno e decidir abrir mão do seu papel.
Em um mundo cada vez mais polarizado, os casos de filhos que deixam de falar com os pais tornaram-se comuns. Mas também acontece o contrário, ainda que com menos frequência.
Os dados confirmam que pais que cortam laços com seus filhos são mais raros. Um estudo de 2015, realizado pela organização britânica especializada em afastamentos familiares Stand Alone, demonstrou que, dos casos de pais e filhos que se afastaram, apenas 5% foram por iniciativa dos pais.
Além de ser uma decisão difícil e dolorosa, as pessoas que enfrentaram esse afastamento afirmam que sua relativa raridade o torna especialmente isolador, aumentando o estigma daqueles que decidem seguir esse caminho.
‘O amor incondicional pode ser problemático’
“Nas pesquisas e na cultura popular, raramente ouvimos falar em pais que se afastam dos filhos porque é um tabu muito grande e existem muito poucos lugares para falar abertamente sobre essa experiência sem que haja julgamento”, explica Lucy Blake, professora sênior de psicologia da Universidade do Oeste da Inglaterra, em Bristol, especializada em distanciamento familiar.
As razões que levam os pais a encerrar suas relações com os filhos são similares àquelas que levam os filhos a se afastar dos pais. Segundo Blake, os motivos mais comuns são conflitos familiares, diferenças de valores pessoais (como crenças religiosas), abuso de substâncias e outros comportamentos tóxicos.
A pesquisa da Stand Alone demonstrou que, para os rompimentos de relações com os filhos homens, os motivos mais comuns são questões relativas a divórcio, noras e casamento. Já com as filhas mulheres, são problemas de saúde mental e abuso emocional.
Mas essa decisão de romper com os filhos tende a ser muito mais difícil e dolorida. Socialmente, espera-se que os pais estimem os filhos e cuidem deles sem exceções.
“Temos expectativas muito altas com relação aos pais, quase divinas, e queremos que eles sejam incondicionalmente amorosos”, explica Blake. “Isso pode ser muito problemático, pois sugere que devemos aceitar qualquer tipo de tratamento, incluindo todo tipo de abuso financeiro e psicológico.”
Talvez seja por isso que, mesmo quando seus filhos os magoam, os pais lutam para continuar.
A professora de psicologia Jennifer Storey, da Universidade de Kent, no Reino Unido, é especialista em violência interpessoal. Ela afirma que, na maior parte das suas entrevistas com idosos, vítimas de maus tratos, os pais ainda se preocupam e estão tristes por seus filhos.
“Estou tentando me lembrar de um pai que realmente quisesse cortar relações com seu filho”, ela conta. “Eles quase sempre queriam a continuidade do relacionamento, mas o fim dos abusos.”
E pode também ser difícil aceitar a realidade do que está acontecendo, para eles e para as pessoas à sua volta.
“Nós consideramos que os pais detêm todo o poder, mas, à medida que os filhos ficam mais velhos, a dinâmica de poder muda”, afirma Amanda Holt, autora do livro Adolescent-to-Parent Abuse: Current Understandings in Research, Policy and Practice (“Abuso dos adolescentes para com os pais: compreensões atuais em pesquisas, políticas e práticas”, em tradução livre).
Para ela, “não acreditar que pode acontecer o abuso entre os pais e os filhos ou que ele pode ser tão forte que o pai precisa se ausentar é outra razão por que é tão difícil se afastar”.
A “hipótese da participação intergeracional” também pode aparecer. Essa teoria indica que os pais são tipicamente mais dedicados — emocional, financeira e fisicamente — ao relacionamento entre pais e filhos do que seus filhos.
Laços mais positivos com os filhos são associados a maior bem-estar, melhor qualidade de vida e menos sintomas depressivos dos pais, mas ter laços mais positivos com os pais não garantem os mesmos benefícios para os filhos. Isso significa que a decisão dos pais de cortar os laços com um filho, seja de forma abrupta ou gradual, não traz apenas o peso do fracasso.
“Ser pai é uma função e uma identidade que é respeitada e admirada — é também transformadora e dura a vida toda”, explica Blake. “Quando um pai não tem relacionamento ativo com seu filho, ele pode sentir que fracassou nesse papel, o que traz sentimentos de intensa dor e vergonha, mudando ou questionando como os pais pensam sobre si próprios e quem eles são.”
Pais que decidem cortar os laços com seus filhos afirmam que o fazem pela sua própria saúde e segurança
GETTY IMAGES
Considerando esses elementos, cortar os laços pode ser mais difícil para os pais do que para os filhos.
“Pode certamente ser um tipo diferente de dor, pois, para os pais, existe a possibilidade de que a sua vida pareça mais vazia ou menos significativa”, afirma Blake. Muitos perderão amizades e relacionamentos com outros familiares como resultado do corte dos laços.
“A perda e a dor que acompanham o afastamento ampliam-se e atingem muitos aspectos diferentes da vida das pessoas”, afirma Blake.
Confuso e obscuro
Em alguns casos, como o de Helen, a decisão de cortar os laços foi claramente tomada por uma das partes. Mas a fonte de afastamento entre os pais e os filhos pode muitas vezes ser mais confusa.
Jack mora nos Estados Unidos e foi casado com sua esposa por cerca de duas décadas. Nesse período, eles tiveram quatro filhos juntos. Na época do divórcio, sua filha mais nova tinha um ano de idade.
Ele conta que, quando sua ex-esposa casou-se novamente, sua filha mais nova gravitava mais junto ao seu padrasto do que junto a ele — e, à medida que crescia, ela parecia não gostar de ficar com Jack.
Jack afirma que a ruptura veio durante uma visita, quando sua filha tinha 14 anos de idade.
Depois de uma discussão sobre a hora de dormir, ela disse a Jack que odiava seus fins de semana com ele e ligou para a mãe, pedindo uma carona para o evento a que ela pretendia comparecer.
“Mandei um e-mail para minha ex, dizendo que, aparentemente, [minha filha] não queria mais passar as visitas em fins de semana alternados comigo e que, se isso mudasse no futuro, ela seria recebida de volta com braços abertos”, ele conta. Ele não culpa sua filha por agir daquela forma, mas não a viu nem soube mais dela desde então.
Embora sua filha cortasse o contato a princípio, Jack não sentiu necessidade de retomar o contato com ela diretamente.
“Quanto mais o tempo passou, menos necessidade eu sentia de restabelecer aquele relacionamento”, ele conta. “Pareceu algo similar à morte para mim e eu segui adiante.”
Jack prossegue: “Nesta fase da vida, com o nível de conforto que tenho nos meus relacionamentos, duvido que eu tivesse interesse pelo tempo necessário para investir na construção de uma relação significativa com ela, sem mencionar o drama que isso traria da parte dela.”
A história de Jack reflete a obscura realidade do afastamento entre pais e filhos. Nem sempre é fácil distinguir quem deixou quem. Sua filha evidenciou seu desinteresse por ele, mas foi o pai quem realmente sugeriu que eles parassem de se ver.
Os especialistas afirmam que esta não é uma situação incomum. “Para alguns pais afastados, não existe uma resposta clara sobre quem começou o afastamento, é bastante confuso”, afirma Blake.
Questionados sobre quem deu início ao afastamento (com as opções “eles”, “eu”, “nós cortamos os laços entre nós” e “não tenho certeza”), 10% das pessoas pesquisadas no estudo comunitário da Stand Alone escolheram duas ou mais respostas, indicando que a direção nem sempre é clara.
O afastamento familiar também não é sempre um estado permanente ou estático. É comum haver mudanças entre períodos de afastamento e reunificação, especialmente entre mães e filhas, segundo a pesquisa da Stand Alone.
Isso também ocorre com muitos pais de filhos dependentes de substâncias.
Um estudo sueco de 2020 demonstrou que pais de filhos adultos dependentes de drogas mantinham a esperança de uma eventual reconciliação, em parte porque conseguiam ver seus filhos como duas pessoas diferentes: uma, limpa, e a outra, sob influência das substâncias.
E, se esta última desaparecesse, o relacionamento poderia continuar.
Helen, de sua parte, rompeu seus laços com seu filho várias vezes. Eles atravessaram ciclos de afastamento e reconciliação por anos. Mas, agora, ela não tem contato com ele e não sabe o que acontecerá a seguir.
Afastar-se de um filho pode ser uma provação extremamente solitária e prejudicar os relacionamentos com os amigos e a família
GETTY IMAGES
“Se ele conseguisse me mostrar que está comprometido em ficar limpo e fora da cadeia, talvez eu o quisesse de volta na minha vida”, explica ela. “Mas não sei como poderia confiar nele de novo e certamente deixar de cuidar da sua filha pequena.”
‘Provação solitária’
Mesmo para os pais que são inabaláveis no seu raciocínio para promover o rompimento, a realidade diária da sua decisão está longe de ser fácil.
“Existe uma ligação com o filho, configurada por laços biológicos, legais e sociais, que é muito profunda”, explica Holt. “De forma que, se os pais se afastarem, a relação pode terminar, mas esses laços persistem. Pode ser muito difícil deixar tudo aquilo para trás.”
Muitos pais que cortam os laços percebem que a vergonha e a culpa em torno da sua decisão também geram forte isolamento e rupturas na sua rede de apoio estabelecida, que vão além dos parentes de sangue.
“Pais que decidiram pelo afastamento têm muito poucas [pessoas] com quem podem falar e que demonstrarão compaixão e compreensão”, explica Blake.
“Pode haver algum espaço para falar sobre sentimentos de luto e perda, mas é como se isso tivesse um fim e que as pessoas devessem superar a situação e seguir com a vida.”
Jack já discutiu com amigos que não entendem sua falta de relacionamento com a filha e afirmam que nunca conseguiriam dar as costas para uma relação de sangue. “Para mim, só porque alguém é ‘de sangue’ não tem o direito de tratar mal [você]”, explica ele.
Compaixão e um espaço para falar podem ser muito importantes em momentos específicos ao longo do ano. São momentos diferentes para cada pai ou mãe.
Particularmente, as feridas doem mais nas festas de fim de ano. Segundo a Stand Alone, 90% das pessoas afastadas de um membro da família enfrentam dificuldades no fim do ano, enquanto 85% sofrem nos aniversários e 81% têm dificuldade de ficar ao lado de outras famílias.
De sua parte, Helen se sente particularmente reflexiva à medida que o Natal se aproxima e ela mostra as luzes natalinas para sua neta. Era o que ela sempre isso com seu filho e gostaria que eles pudessem compartilhar isso juntos.
“Eu era a única salvação que ele tinha e lidar com minha escolha de me afastar é sempre muito difícil”, ela conta.
Ela teve a sorte de encontrar muito apoio em sua filha. Seis meses atrás, Helen mudou-se para mais perto dela, para que pudessem se ver regularmente.
“Sem a ajuda e a compreensão da minha filha, não sei onde estaria, pois esta pode ser uma provação muito solitária”, ela conta. “O melhor que posso fazer é manter-me bem, para poder fazer o mesmo para os outros — estou tentando levar um dia de cada vez.”
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) na seção Family Tree do site BBC Worklife.
Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-64037985

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Avião da Ryanair é escoltado por caças até Atenas após ameaça de bomba


Aeronave, que ia da Polônia para a Grécia com mais de 190 pessoas a bordo, pousou em segurança no Aeroporto Internacional de Atenas neste domingo (22). Avião da Ryanair pousa com segurança no Aeroporto Internacional de Atenas.
REUTERS/Alkis Konstantinidis
Aviões de guerra gregos escoltaram, neste domingo (22), um voo da Ryanair que ia da Polônia para a Grécia com mais de 190 pessoas a bordo, depois que um alerta de bomba foi relatado às autoridades.
O avião pousou em uma área isolada no Aeroporto Internacional de Atenas antes das 13h (horário de Brasília) e está sendo verificado por uma equipe antibombas, informou a agência de notícias estatal ANA.
Antes, a aeronave, que ia de Katowice para Atenas, foi escoltada por aviões húngaros, disse a mesma fonte.
Ainda não há informações sobre quem apresentou o alerta de bomba.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Arizona desfaz muro de contêineres improvisado na fronteira com o México


Estrutura, que custou US$ 100 milhões, havia sido instalada pelo ex-governador republicano sob justificativa de combater a migração ilegal. Trabalhadores removem contêineres instalados para formar um muro na fronteira do estado americano do Arizona com o México.
Robyn Beck/AFP
Foi desmontado nesta sexta-feira (20) nos Estados Unidos um muro de contêineres instalado há poucos meses pelo então governador do Arizona, o republicano Doug Ducey, ao custo de US$ 100 milhões.
Ducey ordenou que uma enorme fila de contêineres fosse colocada na fronteira dos Estados Unidos com o México, durante os últimos meses de seu governo, medida que descreveu como uma tentativa de combater a migração ilegal.
LEIA TAMBÉM
As crescentes mortes e lesões em tentativas de pular ‘muro de Trump’ para entrar nos EUA
Por que prisões de imigrantes na fronteira EUA-México bateram recorde de 2 milhões
Vídeo: Três meninas são resgatadas às margens de rio na fronteira do México com os EUA
O ex-governador republicano Doug Ducey mandou enfileirar vários contêineres no deserto para formar uma espécie de muro na fronteira com o México. A estrutura começou a ser desmontada na sexta-feira (20).
Robyn Beck/AFP
Depois de ser processado por Washington, por colocar contêineres em terras federais na Floresta Nacional de Coronado, Ducey, derrotado pela democrata Katie Hobbs na última eleição, concordou em removê-los, em dezembro passado.
“Não conseguia acreditar que o governador Ducey achou que isso fosse uma boa ideia”, comentou a moradora do Arizona Debbie McGuire, enquanto um caminhão avançava pela estrada empoeirada levando um contêiner vazio.
“É absolutamente ridículo instalar contêineres que nunca funcionariam para manter qualquer pessoa longe”, acrescentou. “É um desperdício total do dinheiro do contribuinte.”
A iniciativa do muro de contêineres de Ducey começou em meados de 2022 e foi rapidamente contestada, com críticos que consideravam se tratar de uma “manobra cínica” que afetaria o meio ambiente e não faria diferença no número de travessias ilegais de fronteira.
O Arizona compartilha cerca de 600 quilômetros de fronteira com o México, incluindo áreas de preservação, parques nacionais, zonas militares e reservas indígenas.
Partido Democrata vence no Arizona e está a uma cadeira de ter controle do Senado

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Daniel Alves deu três versões diferentes após ser acusado de agressão sexual


O jogador brasileiro foi acusado de estupro por uma mulher de 23 anos. Crime teria acontecido em dezembro, numa boate de luxo de Barcelona. O jogador brasileiro Daniel Alves durante partida Torneio Apertura do Campeonato Mexicano no dia 4 de setembro de 2022
Ulises Ruiz/AFP
O jogador brasileiro Daniel Alves entrou em contradição três vezes durante depoimentos que prestou às autoridades da Espanha que investigam a acusação de agressão sexual feita por uma mulher de 23 anos.
Preso preventivamente desde sexta-feira (20), sem direto à fiança, o lateral nega qualquer tipo de crime, mas apresentou versões diferentes sobre o ocorrido quando questionado em menos de 45 minutos de interrogatório.
Segundo o jornal “El País” e a TV3, Daniel Alves mudou a sua versão durante as seguintes situações:
Primeiro, Alves tinha negado a relação sexual e qualquer encontro com a jovem. Ele afirmou isso num vídeo enviado ao canal espanhol “Antena 3” há duas semanas, quando as acusações, se tornaram públicas;
Depois, em depoimento à juíza que investiga o caso, ele teria dito que estava no banheiro da boate de luxo “Sutton” quando a mulher entrou, mas que não teve contato algum com ela e que ficou parado, sem saber o que fazer;
Por fim, admitiu que fez sexo com a suposta vítima, mas garantiu que as relações foram consensuais. De acordo com o “El País”, que ouviu fontes da Justiça espanhola, Alves disse ainda que a mulher se lançou em direção a ele no banheiro para fazer sexo oral. Além disso, acrescentou que ele não tinha dito nada até então sobre isso para “protegê-la”.
Essas contradições e o fato do lateral não ter um endereço conhecido na Espanha, bem como o Brasil não ter um acordo de extradição com o país, teriam motivado a prisão de Daniel Alves.
Além disso, a acusação afirmou que, por causa do seu patrimônio, o jogador poderia até alugar ou comprar um avião particular e sair da Espanha sem ter que mostrar o seu passaporte.
O que diz a mulher
Na última sexta, o jornal catalão “La Vanguardia” revelou que a suposta vítima também prestou um depoimento. De acordo com o jornal, diferente do que alega Alves, ela disse ter sofrido estupro.
Neste sábado (21), a mulher, que teve sua identidade preservada, afirmou que se recusa a receber indenização financeira, caso o jogador seja condenado.
De acordo com a juíza responsável pelo caso, a vítima abriu mão do direito a ser indenizada pelas lesões e danos morais sofridos, porque espera que seja feita justiça e que o atleta pague com prisão pelo ocorrido.
Além disso, ainda segundo a imprensa espanhola, no depoimento na última sexta, a mulher conta como aconteceu a suposta agressão:
A denunciante disse que, por volta das 2h da manhã, foi com duas amigas à boate ‘Sutton’ e foi convidada por amigos para entrar na área VIP;
Lá estava o jogador, que teria inicialmente paquerado de forma inconveniente a suposta vítima e outras mulheres;
Por volta de 4h da manhã, ela foi até o banheiro e o jogador foi atrás dela;
A mulher disse que ele falava coisas em português que não conseguia entender;
A vítima disse que Alves agarrou com força a mão dela e a colocou sobre seu pênis;
Após isso, ela tentou sair de lá, mas foi impedida pelo jogador;
Alves teria sentado em um vaso sanitário e a obrigado a sentar em seu colo;
Ao resistir, ele a teria jogado no chão e a forçado a fazer sexo oral nele;
Como ela reagiu novamente, Alves bateu nela, a levantou do chão e a penetrou com força até ejacular;
Depois, o jogador teria dito para ela ficar ali, que ele iria sair primeiro do banheiro.
Entenda prisão de Daniel Alves por suposta agressão sexual na Espanha
Um repórter do jornal “El Periódico” também teve acesso às imagens de câmeras de segurança e disse que elas mostram Daniel Alves saindo primeiro do banheiro, sozinho, e depois ela.
A reportagem do jornal “El País” diz que, segundo o relato, o estupro foi muito violento e durou cerca de 15 minutos.
No banheiro foram encontrados restos de sêmen, segundo o “El Periódico”. O relatório médico alega que a vítima tinha marcas de violência compatíveis com estupro.
Após o suposto crime, a mulher se queixou com funcionários da boate, que chamaram a polícia. Quando os policiais chegaram ao local, o brasileiro já havia ido embora, de acordo com a denúncia.
LEIA TAMBÉM:
O que se sabe e o que falta saber sobre a prisão do jogador
Imprensa espanhola revela detalhes da acusação de estupro contra Daniel Alves
Justiça espanhola ordena prisão preventiva de Daniel Alves

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Daniele Alves; vítima de violência sexual recusa indenização caso o jogador incriminado

O jogador brasileiro Daniel Alves foi preso preventivamente nesta sexta-feira (20), após ter ido prestar depoimento sobre o caso à polícia de Barcelona. A espanhola de 23 anos, que acusa Daniel Alves de violência sexual, recusa receber indenização financeira, caso o jogador seja condenado.
De acordo com a juíza que investiga o caso, a vítima tem direito a indenizada pelas lesões e danos morais sofridos, mas a jovem diz não querer dinheiro e sim justiça pelo ocorrido. (As informações foram divulgadas pelo jornal “El Periódico”).
O jogador brasileiro Daniel Alves foi preso preventivamente nesta sexta-feira (20), após ter ido prestar depoimento sobre o caso à polícia de Barcelona.
Depoimento
A denunciante disse que, por volta das 2h da manhã, foi com duas amigas à boate ‘Sutton’ e foi convidada por amigos para entrar na área VIP;
Lá estava o jogador, que teria inicialmente paquerado de forma inconveniente a suposta vítima e outras mulheres;
Por volta de 4h da manhã, ela foi até o banheiro e o jogador foi atrás dela;
A mulher disse que ele falava coisas em português que não conseguia entender;
A vítima disse que Alves agarrou com força a mão dela e a colocou sobre seu pênis;
Após isso, ela tentou sair de lá, mas foi impedida pelo jogador;
Alves teria sentado em um vaso sanitário e a obrigado a sentar em seu colo;
Ao resistir, ele a teria jogado no chão e a forçado a fazer sexo oral nele;
Como ela reagiu novamente, Alves bateu nela, a levantou do chão e a penetrou com força até ejacular;
Depois, o jogador teria dito para ela ficar ali, que ele iria sair primeiro do banheiro.
Um repórter do jornal “El Periódico” teve acesso às imagens de câmeras de segurança e disse que elas mostram Daniel Alves saindo primeiro do banheiro, sozinho, e depois ela.
A reportagem do jornal “El País” diz que, segundo o relato, o estupro foi muito violento e durou cerca de 15 minutos.
No banheiro foram encontrados restos de sêmen, segundo o “El Periódico”. O relatório médico alega que a vítima tinha marcas de violência compatíveis com estupro.
Após o suposto crime, a mulher se queixou com funcionários da boate, que chamaram a polícia. Quando os policiais chegaram ao local, o brasileiro já havia ido embora, de acordo com a denúncia.
LEIA TAMBÉM:
Entenda crime de agressão sexual atribuído a Daniel Alves na Espanha e o que deve acontecer após prisão

Fonte: G1 Mundo