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Celebração do Ano Novo Lunar termina em tiroteio na Califórnia

Ainda não se sabe quantas pessoas foram feridas ou se há mortes. Ataque a tiros aconteceu nos arredores de Los Angeles, em Monterey Park. Um tiroteio foi registrado na cidade de Monterey Park, na Califórnia, na noite de sábado (21). De acordo com o Los Angeles Times, o crime aconteceu por volta das 22h no horário local, próximo ao local onde acontecia uma celebração pela chegada do Ano Novo Lunar.
Ainda não se sabe quantas pessoas ficaram feridas ou se há mortos. A imprensa local estima que dezenas de milhares de pessoas passaram pelo local do festival de boas-vindas ao ano do coelho.
A polícia foi acionada e o local do tiroteio foi isolado. Não há informações sobre a prisão do suspeito.
Em atualização.

Fonte: G1 Mundo

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Somália retoma controle e lidera luta contra Al-Shabab


Governo somali anunciou uma ‘revolta do povo’, pois busca pressionar grupo de extremistas islâmicos de todos os ângulos, incluindo financeiros. Levante está sendo descrito como ofensiva mais significativa contra organização em mais de uma década. Moradores e autoridades lideram uma manifestação de apoio ao governo no estádio Banadir, Mogadíscio, quinta-feira, 12 de janeiro de 2023.
AP Photo/Farah Abdi Warsameh
Por 13 anos, extremistas da afiliada da Al-Qaeda na África Oriental, o Al-Shabab, controlaram o vilarejo de Mohamud Adow, no centro da Somália, impondo duras ideologias e prendendo professores locais e líderes tradicionais. Então, chegou a notícia de que as forças somalis em uma surpreendente ofensiva nacional haviam expulsado os combatentes das aldeias próximas.
Um pequeno grupo de residentes escapou em uma noite de agosto de 2022 para se encontrar com comandantes de tropas somalis e os convidou para sua aldeia de Rage-El. Adow, de 80 anos, estava entre os que pegaram em armas, juntando-se a uma milícia local que lutava ao lado das forças somalis em batalhas rurais com precárias armas.
“As pessoas viviam em agonia”, disse Adow, uma das várias testemunhas entrevistadas pela Associated Press.
No que está sendo chamado de “guerra total” pelo governo do presidente Hassan Sheikh Mohamud, eleito em maio do ano passado, Adow e outros em toda a nação do Chifre da África estão sendo encorajados a enfrentar os extremistas do Al-Shabab, que há muito se infiltram na sociedade somali, explorando divisões de clãs e extorquindo milhões de dólares por ano de empresas e agricultores em sua busca para impor um califado islâmico.
Na quinta-feira (12), o governo da Somália anunciou uma “revolta do povo”, pois busca pressionar o Al-Shabab de todos os ângulos, incluindo os financeiros. O levante está sendo descrito como a ofensiva mais significativa contra o grupo extremista em mais de uma década — e, desta vez, os combatentes somalis estão na liderança, apoiados pelas forças dos Estados Unidos e da União Africana.
Os milhares de combatentes do Al-Shabab impediram a recuperação do país após décadas de conflito, realizando ataques na capital, Mogadíscio, e em outros lugares. Ao longo dos anos, diversos países, da Turquia à China, passando pelos da União Europeia, investiram em treinamento militar e outros tipos de apoio antiterrorista.
No fim de semana passada, os EUA fizeram uma doação pequena, mas simbólica, de US$ 9 milhões em armas pesadas e equipamentos para o Exército Nacional da Somália, cujas habilidades há muito são questionadas. Isso porque os militares se preparam para, a partir do fim do ano que vem, assumirem a segurança do país, que hoje está nas mãos de uma multinacional da União Africana.
“Aplaudimos o sucesso alcançado pelas forças de segurança da Somália em sua luta histórica para libertar as comunidades somalis que sofrem sob o Al-Shabab”, disse o embaixador dos EUA, Larry Andre.
O governo da Somália afirmou que mais de 1.200 militantes foram mortos desde agosto, de acordo com um banco de dados mantido pelo analista do International Crisis Group, Omar Mahmood. Tais alegações não podem ser verificadas.
Presença do Al-Shabab na comunidade somali
Um ponto-chave para o progresso da ofensiva é uma população levada aos extremos pela seca histórica que atinge a região. À medida que os animais e as plantações murcham e morrem e milhões de pessoas passam fome, os somalis que fogem das comunidades controladas pelo Al-Shabab descrevem as duras exigências fiscais dos extremistas.
“Eles estão sendo alugados como casas; eles estão dizendo que seus animais estão sendo levados sem permissão. Até a criança nascida esta noite terá que pagar”, disse o general Abdirahman Mohamed Tuuryare, que lidera a ofensiva contra o Al-Shabab na região de Middle Shabelle.
Os residentes também testemunharam o Al-Shabab forçando filhos a se tornarem homens-bomba e executando pessoas sem discernimento.
Tuuryare descreveu uma batalha sangrenta no ano passado na comunidade Masjid Ali-Gadud, na qual ele estimou que 200 combatentes do Al-Shabab e “muitos” soldados foram mortos. Levou tempo para persuadir os residentes a retornarem a uma comunidade tão rigidamente controlada que até mesmo as escolas corânicas foram fechadas: funcionavam apenas centros de treinamento de bombardeiros e soldados.
Depois de 15 anos sob a doutrinação do Al-Shabab, disse Tuuryare, os residentes acharam difícil entender que outros somalis vieram para ajudá-los.
Um morador, Ibrahim Hussein, ainda estava se ajustando. Os combatentes do Al-Shabab recrutaram adolescentes à força e forçaram as mulheres a se casar, disse ele à Associated Press, e as pessoas consideradas culpadas de adultério seriam apedrejadas até a morte ou açoitadas publicamente.
Mesmo assim, Hussein considerava a segurança boa.
“Por exemplo, quando é convocada uma oração, todos vão em direção à mesquita sem fechar suas propriedades. Ninguém pode tocá-las. Se alguém for encontrado roubando, ele ou ela enfrentará a amputação de um membro ou membros”, relatou.
O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, lidera uma manifestação no estádio Banadir, Mogadíscio, quinta-feira, 12 de janeiro de 2023.
AP Photo/Farah Abdi Warsameh
Próximos passos
Conquistar essas comunidades e mantê-las com uma administração eficaz são os principais desafios para o governo eliminar o Al-Shabab ainda em 2023. Outro ponto importante é impedir que as milícias locais que trabalham com as forças somalis acumulem poder e se transformem em uma nova ameaça.
“As forças locais não devem lutar entre si, não devem se transformar em bandidos”, disse o general Tuuryare, acrescentando que o governo apoia o treinamento e a colocação de milicianos.
“Se tudo isso der errado e acontecer [da influência do Al-Shabab] voltar, não será fácil reorganizar”, afirmou Tuuryare.
Ele expressou seu desejo de mais apoio militar dos EUA, incluindo mais ataques de drones contra o Al-Shabab, e uma campanha por parte dos norte-americanos no Conselho de Segurança da ONU para suspender o embargo de armas à Somália, o que facilitaria o acesso a armas pesadas.
Em uma análise para o Centro de Combate ao Terrorismo, a ex-assessora de segurança do governo somali Samira Gaid alertou que o sucesso da ofensiva pode ser passageiro caso o governo da Somália, ainda frágil, não se concentre em conquistar corações e mentes e não aborde as rivalidades de clãs que o Al-Shabab criou e há muito tem usado a seu favor.
“Esta ainda é uma ofensiva notável porque, pela primeira vez, vemos um despertar cidadão apoiado pelo governo federal”, disse Gaid.
Durante anos, os somalis viram a luta contra o Al-Shabab liderada por forasteiros, como a União Africana ou tropas dos vizinhos Etiópia e Quênia.
Agora, os quenianos estão aumentando a segurança ao longo da fronteira para encontrar extremistas foragidos. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram recompensas milionárias para quem entregar líderes do Al-Shabab acusados ​​de grandes ataques.
Um destes atentados aconteceu em outubro, quando um ataque da organização matou pelo menos 120 pessoas em um cruzamento movimentado em Mogadíscio.
Ainda assim, para os somalis, há esperança.
Hassan Ulux é um ancião de 60 anos que deixou sua comunidade de War-isse há uma década. Ele temia retornar até que a região foi recentemente retirada da dominação do Al-Shabab.
“Louvado seja Alá. Agora eles estão fugindo. Agora podemos falar sobre educação e normalidade”, disse Ulux.
Moradores e autoridades lideram uma manifestação de apoio ao governo no estádio Banadir, Mogadíscio, quinta-feira, 12 de janeiro de 2023.
AP Photo/Farah Abdi Warsameh

Fonte: G1 Mundo

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Lula viaja para Argentina neste domingo em seu 1º compromisso internacional como presidente

Agendas vão acontecer na segunda e terça e incluem reunião com o presidente da Argentina e participação na 7ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo (22) para a Argentina, em sua primeira viagem internacional desde que assumiu seu novo mandato. A expectativa é que o presidente embarque à tarde ou no início da noite de domingo.
Os compromissos de Lula na Argentina vão acontecer na segunda (23) e terça-feira (24).
A comitiva presidencial ainda está sendo fechada, mas os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, estão entre os que acompanharão o presidente.
Segundo o Palácio do Planalto, as agendas previstas são:
oferenda de flores na Plaza San Martín;
reunião na Casa Rosada com o presidente da Argentina, Alberto Fernandez;
encontro com empresários;
eventos culturais, como concerto musical com artistas argentinos e brasileiros no Centro Cultural Kirchner; e
participação na 7ª Cúpula de Chefas e Chefes de Estado da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
A participação de Lula na Celac será na terça-feira. Há a expectativa de encontros bilaterais com os países que solicitaram encontros com o presidente, mas essas agendas ainda estão em fase de confirmação.
As demais agendas acontecem na segunda-feira. Ainda na segunda, é esperada na Casa Rosada uma declaração à imprensa ao meio-dia e assinatura de acordos.
Segundo o secretário das Américas, embaixador Michel Arslanian Neto, a escolha de um país da América do Sul para a primeira viagem internacional de Lula busca passar a mensagem de que o Brasil quer retomar os laços com a região.
Ainda segundo o Planalto, diversos temas serão tratados durante a visita, como integração energética, investimentos, meio ambiente, defesa e combate a ilícitos.
Celac
Na primeira semana de janeiro, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil retornou para a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O retorno ocorre dois anos depois de o país ter deixado o grupo, no governo Jair Bolsonaro.
O grupo reúne 33 países da região e tem como proposta intensificar a integração da região. O Brasil foi um dos fundadores, em 2008, durante o segundo mandato de Lula.
O retorno a organismos internacionais e a valorização da relação com os países do continente é uma das prioridades do mandato de Lula, já anunciado pelo próprio presidente e pelo ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores.
Outras viagens
Na próxima quarta-feira (25), Lula segue em viagem oficial para o Uruguai, onde se encontra com o chefe do Executivo no país, Luis Alberto Lacalle Pou.
Em fevereiro, Lula deve ir para os Estados Unidos. Em março, o presidente deve viajar para a China.

Fonte: G1 Mundo

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Coroação de Charles III terá procissões, almoço coletivo e show


Coroação é a primeira no Reino Unido desde 1953 e acontecerá em 6 de maio, na Abadia de Westminster. Rei Charles III durante encontro no Palácio de Buckingham
Aaron Chown/Reprodução via REUTERS
A coroação do rei Charles III, em maio, contará com um show repleto de astros, um grande “almoço nacional” e uma iniciativa de promoção do voluntariado, além da tradicional cerimônia e das procissões, anunciou neste sábado (21) o Palácio de Buckingham.
Os três dias de festejos, cerimônias e eventos comunitários serão uma oportunidade “para as pessoas se unirem na celebração de uma ocasião histórica”, acrescentou o palácio. Até lá, a monarquia tentará reduzir o impacto negativo das afirmações incendiárias sobre a família real contidas no livro de memórias do príncipe Harry, filho mais novo do rei, lançado neste mês.
Ainda não se sabe se Harry e a mulher, Meghan Markle, que vivem nos Estados Unidos, irão participar da coroação, que costuma acontecer meses após o monarca assumir suas funções, devido ao luto nacional e ao ajuste de detalhes do evento.
A coroação de Charles III, a primeira no Reino Unido desde 1953, acontecerá em 6 de maio, na Abadia de Westminster. Sua mulher, Camilla, 75, será coroada como consorte.
Homem salta sobre uma grande poça de água na frente da Abadia de Westminster após chuva forte no centro de Londres
Leon Neal/AFP
Procissões
O casal chegará do palácio sem outros membros da família real, no que se conhece como “procissão do rei”, e retornará com uma comitiva, na “procissão da coroação”.
Para encerrar o primeiro dia, os membros da realeza irão saudar a população em uma sacada do Palácio de Buckingham, em cuja esplanada devem se concentrar milhares de pessoas.
Show especial
No dia seguinte, um “show especial da coroação” será realizado no Castelo de Windsor e transmitido ao vivo pela rede de TV BBC, com a participação de “ícones da música mundial e astros contemporâneos”.
À noite, um espetáculo de luzes intitulado “Ilumina a nação” irá encher de cores lugares emblemáticos, com projetores, lasers e drones. Vizinhos e comunidades serão convidados a participar de “grandes almoços da coroação”, como um “ato nacional de celebração e amizade”.
A segunda-feira, último dia dos festejos, será organizada por grupos de caridade e religiosos, que “destacarão o impacto positivo do voluntariado nas comunidades do país”.

Fonte: G1 Mundo

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Novos documentos confidenciais são encontrados na casa de Joe Biden


Autoridades fizeram buscas nesta sexta-feira, informou o advogado pessoal do presidente norte-americano. O presidente dos EUA, Joe Biden, durante entrevista coletiva de imprensa para explicar documentos confidenciais do governo encontrados em sua garagem, em 12 de janeiro de 2023.
Andrew Harnik/ AP
Funcionários do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) encontraram na sexta-feira (20) mais seis documentos durante buscas na casa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em Delaware. A informação foi divulgada neste sábado (21) pelo advogado pessoal de Biden.
“O DoJ tomou posse de materiais que considerou estarem dentro do escopo de sua investigação, incluindo seis documentos confidenciais”, disse Bob Bauer.
Os primeiros documentos confidenciais foram encontrados em 2 de novembro, referentes à época em que Biden era vice-presidente dos EUA. Ao todo, foi encontrada uma dúzia de documentos, que datam da passagem de Biden pelo Senado e de seu mandato como vice-presidente.
O assunto é particularmente incômodo para o presidente norte-americano, que pode se candidatar à reeleição em 2024.

Fonte: G1 Mundo

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Ano Novo Lunar: países asiáticos comemoram chegada de 4721, o ano do coelho; veja imagens


Feriados variam de três a sete dias. Comemorações costumam se estender até o 15º dia do mês lunar. Países asiáticos comemoram a chegada do Ano Novo Lunar
O Ano Novo Lunar, que é comemorado especialmente pelos chineses, vietnamitas e outros países do Leste Asiático, começou neste domingo (dia 22, pelo fuso local, ainda sábado no Brasil). Este é o ano 4721, ano do coelho, que é um símbolo da paz, do intelecto e de cautela.
Em países onde há comemorações do Ano Novo Lunar, feriados variam de três a sete dias. As comemorações geralmente se estendem até o 15º dia do mês lunar. Familiares costumam dar bênçãos uns aos outros, em um período marcado por muitas visitas a parentes e amigos.
Confira imagens da comemorações:
Fogos de artifício celebram o Ano Novo Lunar em Java Central, província da Indonésia.
ADEK BERRY/AFP
Pessoas visitam Chinatown de Manila, nas Filipinas.
Reuters/Lisa Marie David
Cerimônia do Ano Novo Lunar em Karak, na Malásia
Reuters/Hasnoor Hussain
Pessoas fazem oferendas em templo de Bangkok, na Tailândia.
Reuters/Chalinee Thirasupa
Pessoas brincam com fogos de artifício em frente à entrada do Templo Guandu, em Taipei, Taiwan.
Reuters/Carlos Garcia Rawlins

Fonte: G1 Mundo

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Por que governo japonês está oferecendo milhares de dólares para famílias deixarem Tóquio


Valor do incentivo financeiro dado às famílias para se mudar para regiões menos populosas vai triplicar a partir de abril. Por que governo japonês está oferecendo milhares de dólares para famílias deixarem Tóquio
GETTY IMAGES

O governo japonês vai passar a oferecer 1 milhão de ienes (mais de R$ 40 mil) por filho para cada família que se mudar da populosa capital, Tóquio, para um dos municípios localizados nas províncias do país.
O novo valor — que representa um acréscimo de cerca de 700 mil ienes ao subsídio atualmente dado às famílias para realocação — será concedido a partir de abril, conforme noticiaram vários meios de comunicação locais, como o jornal Tokyo Shimbun e a agência de notícias Kyodo.
De acordo com a imprensa japonesa, a principal intenção do governo é revitalizar as províncias fora da capital, onde a população está envelhecendo rapidamente.
De fato, o Japão tem a maior taxa per capita de pessoas acima de 65 anos no mundo.
No entanto, o segundo objetivo da medida é reduzir a densidade populacional da área metropolitana de Tóquio, que abriga quase um quarto da população total do Japão: mais de 37 milhões de pessoas, o que faz dela a cidade mais populosa do planeta.
E embora o ano passado tenha sido a primeira vez em 25 anos que a população de Tóquio encolheu, de acordo com o relatório demográfico mais recente, a capital ainda é considerada um forte ímã para os habitantes mais jovens do país.
Isso levou algumas regiões a ficarem presas em uma espiral de despovoamento, com escolas em desuso — e, em alguns casos, vilarejos inteiros abandonados.
Como informaram autoridades do governo à agência de notícias Kyodo, a oferta é válida para famílias que vivem em uma das 23 divisões que existem na capital japonesa e nas cidades vizinhas de Saitama, Chiba e Kanagawa.
E para receber o subsídio, elas devem se mudar para fora desse conglomerado urbano, embora as autoridades tenham deixado claro que também podem residir em algumas zonas rurais nos arredores da capital japonesa.
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Alta densidade
Como observa o jornalista Leo Lewis, do jornal britânico Financial Times, o problema é que Tóquio continua muito atraente mesmo para as pessoas que vivem lá, com um aumento constante na demanda por moradia.
Apesar da pandemia de covid-19 e das opções de trabalho remoto, o preço médio de um apartamento novo em Tóquio, de acordo com o Real Estate Economic Institute, superou o pico durante a bolha imobiliária do Japão em 1989.
E o aumento do incentivo do governo anunciado agora também tem uma razão subjacente. Segundo o próprio governo, apenas cerca de 2.400 pessoas aproveitaram os subsídios oferecidos para se mudar da capital no último ano fiscal.
Isso é apenas 0,006% dos quase 38 milhões de habitantes que residem na capital.
Para o jornalista britânico Justin McCurry, do jornal britânico The Guardian, que mora em Tóquio, a principal causa para o programa de incentivo do governo não ter funcionado como esperado é que tem certas exigências que o impedem de ser muito popular.
“As famílias que optam por este benefício devem morar em seus novos lares por pelo menos cinco anos, e um membro da família deve estar trabalhando ou planejando abrir um novo negócio”, observou o correspondente.
“Aqueles que se mudarem antes de completar cinco anos vão ter que devolver o dinheiro em espécie.”
A emissora pública do Japão, NHK, começou a apresentar uma série de reportagens em que divulga os benefícios de morar fora da cidade grande, para incentivar as famílias que moram na capital a fazer as malas.
“Nós vimos esse programa e, naturalmente, você pensa a respeito”, afirmou Erika Horiguchi, que mora em Tóquio com o marido e a filha, ao jornal Financial Times.
“Mas não temos planos de mudar. Há uma razão pela qual os japoneses vêm para Tóquio, e não acho que o governo possa mudar isso”, acrescentou.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64161454

Fonte: G1 Mundo

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Buzz Aldrin, segunda pessoa a pisar na Lua, casa aos 93 anos


Astronauta acompanhou Neil Armstrong em viagem histórica da Nasa. Esposa de Aldrin é 30 anos mais nova que ele e doutora em engenharia química. Aos 93 anos, astronauta Buzz Aldrin se casa com Anca Faur
Reprodução/Twitter

O lendário astronauta da Apollo 11 Buzz Aldrin, a segunda pessoa a pisar na Lua, anunciou que se casou com sua namorada de longa data, na sexta-feira (20), quando completou 93 anos.
Edwin “Buzz” Aldrin e Anca Faur, vice-presidente executiva da Buzz Aldrin Ventures, casaram-se em uma cerimônia privada.
“No meu aniversário de 93 anos (…) tenho o prazer de anunciar que meu amor de longa data, a doutora Anca Faur, e eu nos casamos”, tuitou Aldrin, junto com fotos dele e sua esposa, que teria 63 anos, de acordo com a imprensa local.
“Nos unimos em sagrado matrimônio em uma pequena cerimônia privada em Los Angeles, e estamos tão empolgados quanto adolescentes em fuga”, acrescentou o astronauta.
RELEMBRE: o minuto a minuto da chegada do homem à Lua há 50 anos
Veja como está o único astronauta da missão Apollo 11 a não pisar na Lua
Astronauta lendário Buzz Aldrin e a esposa durante a cerimônia de casamento
Reprodução/Twitte
Buzz Aldrin e Anca Faur eram namorados há anos
Loren Elliott/AFP – 17/07/2019
Quem é a esposa de Buzz Aldrin
De acordo com seu perfil no LinkedIn, Faur obteve um doutorado em engenharia química pela Universidade de Pittsburgh em 1996. Antes de ingressar na Buzz Aldrin Ventures, trabalhou para as empresas Union Carbide e a Johnson Matthey. Também foi tesoureira do Conselho Empresarial de Hidrogênio da Califórnia.
Os três casamentos anteriores de Aldrin terminaram em divórcio.
O astronauta americano é o último sobrevivente da missão Apollo 11, durante a qual ele e Neil Armstrong se tornaram as primeiras pessoas a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969. Aldrin desceu à Lua logo depois de Armstrong.
O terceiro tripulante da missão, Michael Collins, permaneceu em órbita lunar no módulo de comando Columbia, único meio de transporte dos astronautas para retornar à Terra. Collins morreu em abril de 2021, e Armstrong, em 2012.
Desde que se aposentou da Agência Espacial Americana (Nasa), em 1971, Aldrin tem sido um ferrenho defensor da exploração espacial. Uma cratera na Lua perto do local de pouso da Apollo 11 leva seu nome, em sua homenagem.
Fantástico entrevistou Buzz Aldrin, que falou sobre planos de explorar o universo; ASSISTA:
Astronauta Buzz Aldrin quer construir ciclovia para colonizar planeta Marte

Fonte: G1 Mundo

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China diz que surto de Covid infectou 80% da população


Casos de Covid na China subiram após o fim da política de Covid zero, imposta pelo governo desde 2020 para tentar eliminar a transmissão do vírus entre os cerca de 1,4 bilhão de habitantes do país. China enfrenta explosão no número de casos de Covid-19 em seu território desde o abandono da chamada política de Covid Zero
AP Photo/Andy Wong
A possibilidade de a Covid-19 voltar a se espalhar na China nos próximos dois ou três meses é remota, já que 80% das pessoas já foram infectadas, disse um importante cientista ligado ao governo neste sábado.
O deslocamento em massa de pessoas durante o período do feriado do Ano Novo Lunar pode ajudar a espalhar a pandemia, aumentando as infecções em algumas áreas, mas uma segunda onda de Covid é bem improvável no curto prazo, afirmou Wu Zunyou, epidemiologista chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, na plataforma de mídia social Weibo.
Centenas de milhões de chineses estão viajando pelo país para as reuniões de fim de ano que haviam sido suspensas devido às restrições de aglomeração recentemente atenuadas, o que aumentou o medo de novos surtos em áreas rurais menos capazes de lidar com grandes surtos.
A China ultrapassou o pico de pacientes com Covid em postos de saúde, em salas de emergência e com condições críticas, disse um funcionário da Comissão Nacional de Saúde na quinta-feira.
Quase 60 mil pessoas com Covid morreram nos hospitais até o dia 12 de janeiro, cerca de um mês depois que a China encerrou abruptamente sua política de Covid-zero, de acordo com dados do governo.
Mas alguns especialistas disseram que esse número provavelmente subestima muito o impacto total, pois exclui aqueles que morreram em casa e porque muitos médicos já disseram que são desencorajados a citar a Covid-19 como causa da morte.
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China se preocupa com propagação de Covid durante viagens do Ano Novo Lunar

Fonte: G1 Mundo

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Em meio a protestos contra o governo, Peru fecha entrada para Machu Picchu


O fechamento da rede de trilhas incas e da cidade de Machu Picchu se dará por tempo indeterminado, segundo o Ministério da Cultura peruano. Vista geral de Machu Picchu, em imagem de arquivo de 2 de dezembro de 2014
Enrique Castro-Mendivil / Reuters
O Peru fechou neste sábado (21), por tempo indeterminado, o ingresso à cidadela inca de Machu Picchu, joia turística do país, alegando motivos de segurança, dada a dimensão dos protestos pela renúncia da presidente Dina Boluarte.
“Determinou-se o fechamento de rede de trilhas incas e da llaqta (cidadela) de Machu Picchu, ante a conjuntura social e para salvaguardar a integridade dos visitantes”, informou o Ministério da Cultura, em um comunicado, acrescentando que a medida ficará em vigor “até novo aviso”.
LEIA MAIS: Entenda a crise política no país, quem são os manifestantes e a escalada da violência
Imagens de drone mostram destruição em prédio histórico incendiado em protesto
Na última quinta-feira (19), milhares de pessoas foram às ruas em cidades do Peru para pedir a saída da presidente do país, Dina Boluarte. Foi a maior manifestação na capital, Lima, desde o início dos protestos em dezembro, que já deixaram mais de 50 mortos.
Muitas pessoas de fora da cidade viajaram para participar dos atos, em um movimento que foi chamado de “tomada de Lima”. Manifestantes e policiais entraram em confrontos.
Imagens de drone mostram destruição em prédio histórico incendiado em protesto no Peru

Protestos após a queda de Castillo
As manifestações no país começaram depois que o Congresso derrubou o presidente Pedro Castillo, no dia 7 de dezembro. Castillo foi preso e condenado a uma pena inicial de 18 meses.
Ainda quando era presidente, ele era investigado em diversos processos. Castillo, então, tentou dissolver o Congresso. Sem apoio do exército, do Judiciário e do Legislativo, ele foi derrubado e preso horas depois. A vice-presidente, Dina Boluarte, assumiu o cargo.
Desde então, muitas pessoas, especialmente do sul do país, têm se manifestado para pedir a renúncia de Boluarte, o fechamento do Congresso, uma nova Constituição e a libertação de Castillo.

Fonte: G1 Mundo