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Nikola Tesla: o pioneiro da energia elétrica que tornou nossa vida mais fácil

O inventor sérvio-americano morreu em 1943 e nunca viu seu sonho de ‘energia sem fio’ se tornar realidade. Mas a vida como conhecemos hoje não seria a mesma sem suas invenções. As invenções de Nikola Tesla ajudaram a levar este texto ao dispositivo no qual você o está lendo.
“Eu vejo Tesla não apenas como o pai da eletricidade ou da comunicação mundial”, diz o historiador e cineasta Michael Krause à BBC.
“Ele tinha ideias que estavam à frente de seu tempo — ele era um visionário que deu sua contribuição para a evolução da humanidade.”
Mas no final da década de 1890, enquanto Tesla caminhava pelo palco do Columbia College de Nova York segurando tubos brilhantes para apresentar seu recém-criado transformador oscilante, o mundo ainda estava praticamente no escuro.
“A eletricidade era o futuro, e a maioria das pessoas tinha que visitar locais onde ela era exibida para vê-la em ação”, conta o historiador Iwan Rhys Morus em seu livro Nikola Tesla and the Electrical Future (“Nikola Tesla e o Futuro Elétrico”, em tradução livre).
Mas isso logo mudaria.
Luzes brilhantes
Nikola Tesla nasceu em 1856, no Império Habsburgo da Áustria (sua cidade natal, Smiljan, agora fica na Croácia, embora sua família fosse de origem sérvia). Ele partiu ainda jovem rumo às luzes brilhantes de uma metrópole do Novo Mundo.
Quando chegou a Nova York em 1884, Tesla trabalhou para o famoso inventor e empresário Thomas Edison.
“Ele veio de um mundo antigo e se tornou um dos protagonistas dos tempos modernos”, diz Krause.
Quando pisou em solo americano, o engenheiro elétrico e mecânico — e futurista — tinha apenas alguns centavos no bolso e uma ideia de uma máquina voadora, segundo a biógrafa Inez Whitaker Hunt.
Mas não foi uma máquina voadora que deu fama a Tesla. Durante anos, ele vinha aperfeiçoando motores de corrente alternada.
E ele chegou aos EUA exatamente na hora certa, no momento em que uma luta entre diferentes tipos de corrente havia começado.
Eletrizando o mundo
O mundo estava se desenvolvendo e precisava de mais energia. Havia uma corrida para encontrar a maneira mais eficaz de produzir e transportar eletricidade para abastecer máquinas e acender as luzes.
“Havia dois sistemas concorrentes de transmissão elétrica”, conta Morus à BBC.
A briga era entre um empresário e engenheiro americano, George Westinghouse, e o chefe de Tesla, Thomas Edison, para estabelecer se a corrente alternada (CA, ou AC em inglês) ou a corrente contínua (CC, ou DC em inglês) seria usada para transmissão de eletricidade.
A empresa de Thomas Edison estava investindo em corrente contínua, que flui apenas em uma direção e em curtas distâncias, em uma voltagem.
Mas a corrente alternada flui em diversas direções, pode viajar distâncias maiores, e as tensões podem ser aumentadas ou diminuídas. Por alcançar distâncias maiores, ela leva energia a mais lugares.
“É como comparar um cavalo ou charrete a um avião a jato”, conta o biógrafo de Tesla, Mark Cypher, ao podcast de história do programa Witness da BBC.
Quando Tesla chegou a Nova York, ele já tinha um “avião a jato” no bolso. Ele havia testado a CA enquanto trabalhava na Europa e construiu seu primeiro motor de indução em 1883.
Mas como Edison insistia na transmissão por corrente contínua (CC), os dois se separaram — e Westinghouse comprou os direitos de patente do sistema de transformadores e motores de corrente alternada (CA) de Tesla.
O projeto de Tesla foi capaz de transmitir energia de maneira econômica a grandes distâncias e ainda é usado até hoje.
Tesla, o ‘showman’
“Nós ainda usamos eletricidade de corrente alternada, e o processo de produção e transporte de energia elétrica ainda é baseado nas ideias de Tesla”, diz Ivana Zoric, curadora do Museu Nikola Tesla em Belgrado, à BBC.
O sistema de Tesla ainda é o principal método de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica — e muitos dos dispositivos elétricos atuais dependem de outra de suas invenções.
“Os motores de indução eram muito inovadores nessa época e hoje ainda são usados na indústria e em muitos eletrodomésticos — até mesmo em carros elétricos”, diz Zoric.
Em 1891, ele inventou a bobina de Tesla, um dispositivo que emite belos fluxos de energia elétrica para tentar transmitir eletricidade sem fio. A invenção também é usada ainda hoje em aparelhos de rádio e televisão e outros equipamentos eletrônicos.
Dois anos depois, Tesla e Westinghouse venceram uma licitação para iluminar a Exposição Universal de 1893 em Chicago, comemorando o 400º aniversário da descoberta da América, e Tesla se tornou uma celebridade.
“Quando as pessoas perceberam o poder daquela invenção, Tesla foi contratado para construir uma usina elétrica nas Cataratas do Niágara”, conta Zoric.
Foi a primeira usina hidrelétrica do mundo, e Tesla possuía nove das 13 patentes usadas para construí-la.
“As pessoas sabiam quem era o incrível senhor Tesla, e ele usava isso a seu favor”, diz Morus.
Ele criou seu próprio laboratório e começou a fazer experiências com comunicação sem fio e transmissão de energia.
Ele abriu suas portas ao público, mostrando que sabia como virar celebridade, afirma Morus.
“Ele estava tentando vender sua visão singular de um mundo sem fio e com energia gratuita, e tentava se vender como a pessoa que seria capaz de entregar esse futuro.”
Futuro sem fio
Enquanto o mundo ainda dependia de enviar mensagens por meio de fios, Tesla começou a experimentar a transmissão de sinal sem fio.
Mas, para seus novos experimentos, ele precisava de financiamento, obtido no início da década de 1890 junto ao banqueiro americano J.P. Morgan. Com esse dinheiro, Tesla começou a construir sua torre de transmissão mundial sem fio em Long Island.
Seu grande objetivo era permitir a comunicação mundial — um sistema sem fio de comunicação global instantânea por vídeo e voz, em que as informações estariam disponíveis para qualquer pessoa, em qualquer lugar.
Mas até que Morgan retirou seu apoio.
“Infelizmente, seu maior sonho, o sistema internacional de eletricidade e sistemas de comunicação, não deu certo porque ele ainda não estava pronto ou a tecnologia ainda não existia”, afirma Klause.
Tesla continuou trabalhando em vários projetos, mas ele não tinha recursos, e muitas de suas ideias permaneceram apenas em suas anotações, pois ele não conseguia entender que ciência e engenharia são processos que dependem de colaboração, envolvendo muitas pessoas.
“Tesla cometeu um erro fundamental. Ele realmente pensou que era o único que poderia criar o futuro elétrico. Ele não estava interessado em colaborar e trabalhar com mais ninguém”, avalia Morus.
Tesla ganhou fama de excêntrico, de um homem obcecado com fobia de germes e cuja especulação sobre a comunicação com outros planetas era alvo de críticas.
A morte de Tesla
Tesla morreu em 1943 em um quarto de hotel em Nova York, onde viveu a última década de sua vida.
“Em 1951, os pertences de Tesla foram enviados para Belgrado, na Sérvia, graças aos esforços de seu sobrinho”, diz Zoric.
Quatro anos depois, o Museu Nikola Tesla foi inaugurado em Belgrado — e hoje ele atrai milhares de visitantes todos os anos. O museu também recebe centenas de pesquisadores, uma vez que abriga 160 mil documentos de Tesla, incluindo planos, esboços e fotos.
E embora os arquivos de Tesla sejam acessíveis online, muitos de seus pertences pessoais permanecem nos cofres, já que o museu não tem espaço suficiente para exposições.
“Nós temos a cama, a geladeira, o guarda-roupa de Tesla, 13 de seus ternos, 75 gravatas, mais de 40 pares de luvas, entre outras coisas”, revela Zoric.
“Esperamos poder exibir tudo quando tivermos um espaço maior.”
Em 1956, um ano após a abertura do museu, uma unidade para medir a força dos campos magnéticos recebeu o nome de Tesla.
Ruas, escolas e um aeroporto na Sérvia foram batizados com seu nome. Tanto na Sérvia quanto na Croácia, Tesla está presente em cédulas e moedas.
A famosa fabricante de automóveis dos EUA recebeu o nome do inventor e, em 2018, a empresa SpaceX lançou um veículo Tesla Roadster para Marte no foguete The Falcon.
Mas o que Tesla pensaria do nosso futuro?
“Eu imagino que Tesla diria hoje que a humanidade está mais focada no conforto do que no futuro e nos problemas que podem surgir”, diz Zoric.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-64177253

Fonte: G1 Mundo

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Cresce número de espiões russos presos na Europa


Escândalo de espionagem mais recente redunda em sentença de prisão perpétua na Suécia. Casos dos últimos seis anos, do norte ao sul do continente, incluem “brasileiro” presumivelmente a serviço de Moscou na Noruega. Juiz Mans Wigen concede entrevista à imprensa após o veredito do caso de dois irmãos suecos condenados por espionagem para a Rússia.
Jonathan Nackstrand/AFP
As detenções de europeus acusados de espionagem relacionada com a Rússia aumentaram nos últimos anos. O episódio mais recente culminou numa sentença de prisão perpétua na Suécia por “espionagem agravada”.
Na quinta-feira (19), a Justiça sueca condenou Peyman Kia, de 42 anos, à prisão perpétua por espionar para Moscou e seu serviço de informações militar, GRU, durante uma década. O irmão do réu foi sentenciado a nove anos e dez meses por cumplicidade no crime.
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“Os irmãos, de forma conjunta e concertada, sem autorização e com o objetivo de servir a Rússia e o GRU, adquiriram, transmitiram e divulgaram informações cuja divulgação a uma potência estrangeira pode afetar a segurança da Suécia”, justificou o tribunal.
O ex-agente de informações sueco Kia recolheu informações sigilosas que o irmão mais novo entregou ao GRU, entre 2011 e 2021. Durante esse período, o principal condenado serviu as forças de segurança suecas, Säpo, bem como o serviço secreto militar.
O escândalo de espionagem foi descrito como o maior da história recente do país e um sinal de infiltração da espionagem russa no coração dos serviços secretos da Suécia.
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Espionagem para além de todas as fronteiras nacionais
Uma lista dos casos de espionagem – comprovados ou de suspeita – tornados públicos na Europa nos últimos seis anos atravessa todo o continente.
Em janeiro de 2022, a Alemanha prendeu e acusou formalmente um cidadão russo de passar para a inteligência russa informações sobre o foguete de lançamento espacial Ariane, da Agência Espacial Europeia (ESA). Ele trabalhara como assistente de pesquisa numa universidade na Baviera até junho de 2021, quando foi detido.
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Um funcionário do Serviço de Informações de Segurança (SIS) de Portugal foi condenado em fevereiro de 2018 a sete anos e quatro meses de prisão por espionagem para a Rússia. Frederico Carvalhão Gil tinha sido detido no ano anterior em Roma na companhia de um funcionário dos serviços secretos russos, Sergei Pozdniakov, a quem teria vendido documentos confidenciais sobre a segurança da União Europeia e da Otan.
Na Itália, um oficial da Marinha que foi detido em março de 2021 por atos de espionagem, junto com um oficial russo a quem entregava documentos secretos.
No mesmo ano, em 19 de março, a Bulgária anunciou um “caso sem precedentes” em sua história recente, com a prisão de seis suspeitos de espionagem para Moscou, incluindo vários elementos do Ministério da Defesa.
Eles são acusados de ter fornecido informações sigilosas a um alegado chefe da rede e antigo quadro dos serviços de informações, com quem se encontravam em locais públicos, sobretudo em jogos de tênis. A esposa do suposto líder da rede, de dupla nacionalidade russa e búlgara, teria sido a intermediária com Moscou, segundo a acusação.
A lista prossegue na Áustria, onde um coronel na reserva foi condenado a três anos de prisão em junho de 2020 por ter transmitido, entre 1992 e 2018, informações sobre o sistema de armamento austríaco e o organograma das Forças Armadas, em troca de 280 mil euros.
A contraespionagem da Polônia prendeu, por sua vez, em março de 2018, um funcionário do Governo, que acabou por ser condenado a três anos de prisão por ter fornecido à Rússia informações sobre a posição do seu país em relação ao gasoduto Nord Stream 2, ligando a Rússia à Alemanha.
Bela Kovacs, ex-deputado de extrema direita (2010-2019) da Hungria, foi igualmente condenado a cinco anos de prisão em setembro de 2022 por atos de espionagem contra as instituições da União Europeia em favor da Rússia, entre 2012 e 2014. O homem de 62 anos rejeitou as acusações e acompanhou o caso de Moscou, para onde fugiu após seu julgamento em primeira instância, em 2020.
Outro ex-deputado, este da Moldávia, foi preso em março de 2017, acusado de ter sido recrutado pela polícia secreta militar russa e de ter fornecido em 2016 e 2017 informações “que poderiam ser usadas contra os interesses da Moldávia”. Iurie Bolboceanu foi condenado em março de 2018 a 14 anos de prisão por “alta traição”.
Países bálticos e um “brasileiro”
A lista de condenações prossegue na Letônia. Ao contrário de outros casos, este não envolve um alto quadro ou funcionário institucional, mas um mero ferroviário, condenado em maio de 2018 a 18 meses de prisão por ter transmitido informações classificadas para a Rússia.
Na Estônia, dois cidadãos igualmente enfrentaram a Justiça por espionagem. Ilya Tikhanovski, profissional de tecnologias de informação, foi condenado a quatro anos de prisão em abril de 2018 por passar informações de segurança nacional para os serviços militares russos.
Em outubro de 2017, Albert Provornikov, cidadão estônio e russo, foi também condenado a três anos de prisão por fornecer ao Serviço Federal de Segurança da Rússia informações sobre a polícia e postos de guarda de fronteira no sul da Estônia.
Em fins de outubro de 2022, na cidade de Tromsø, no norte da Noruega, a agência de segurança doméstica deteve, por suspeita de espionagem para a Rússia, um homem que entrara no país se dizendo pesquisador e cidadão brasileiro. Sem ter cidadania russa nem norueguesa, ele chegou ao país em 2021. Desde então vinha pesquisando ameaças híbridas e as regiões do norte. A fronteira ártica da Rússia com a Noruega, país-membro da Otan, tem 198 quilômetros de extensão.
(Com informações de AFP, Lusa, AP e DPA)

Fonte: G1 Mundo

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Cientistas descobrem uma nova estrutura no cérebro humano


Pesquisadores dos Estados Unidos e da Dinamarca descreveram uma nova região que, segundo eles, pode atuar como uma barreira para proteger os neurônios e as demais células nervosas. Com uma intrincada rede de neurônios e outras estruturas biológicas, o cérebro continua a se mostrar uma máquina difícil de decifrar.
BBC
Com uma intrincada rede de neurônios e outras estruturas biológicas, o cérebro continua a se mostrar uma máquina difícil de decifrar.
Agora, graças aos avanços nas técnicas de neuroimagem e biologia molecular, cientistas dos Estados Unidos e da Dinamarca descobriram uma nova estrutura no cérebro.
Eles a chamaram de SLYM, sigla em inglês para Subarachnoid Membrane Lymph Type (ou Membrana Subaracnoide do Tipo Linfático, em tradução livre).
O grupo de especialistas descreveu a estrutura como um componente desconhecido da anatomia do cérebro que atua como uma barreira protetora e uma plataforma para monitorar infecções e inflamações.
A descoberta, publicada no periódico especializado Science, foi feita por cientistas do Centro de Neuromedicina Translacional da Universidade de Rochester (EUA) e da Universidade de Copenhague (Dinamarca).
‘Quarta meninge’
O cérebro é coberto por três membranas, chamadas de meninges: a pia-máter, a aracnóide e dura-máter. Esses tecidos criam uma barreira entre o sistema nervoso central e o resto do corpo.
Entre a pia-máter e a aracnoide, existe uma abertura conhecida como espaço subaracnoideo, que é preenchida com líquido cefalorraquidiano. Esse material flui dentro e ao redor do cérebro para ajudar a amortecê-lo e como uma fonte de nutrientes.
A nova estrutura recém-descoberta seria uma quarta membrana localizada dentro do espaço subaracnoideo, acima da pia-máter, que é a membrana mais interna.
Como explicam os pesquisadores, além de revestir o órgão, a SLYM parece ajudar a controlar o fluxo de líquido cefalorraquidiano para dentro e para fora do cérebro.
“Nossa hipótese é que a SLYM atue como uma barreira entre o líquido cefalorraquidiano ‘limpo’, que entra no cérebro, e o ‘sujo’, que sai do órgão, arrastando resíduos de proteínas com ele”, explica a neurocientista Virginia Plá Requena, do Centro de Neuromedicina Translacional da Universidade de Copenhague e uma das autoras do estudo.
“Consequentemente, a deterioração dessa membrana dificultaria a limpeza do cérebro o que, por sua vez, afetaria a função neuronal”, acrescenta.

BBC
De fato, os pesquisadores acreditam que a descoberta da SLYM representa um novo nível de organização na circulação do líquido cefalorraquidiano.
Segundo eles, a presença da nova membrana parece confirmar o papel sofisticado que esse fluido desempenha na manutenção das defesas imunológicas do cérebro e no transporte e na eliminação de resíduos tóxicos.
Grande parte desse “lixo tóxico” tem sido associado a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e outras enfermidades que afetam o sistema nervoso central.
‘Mesotélio do cérebro’
Os cientistas explicaram que a SLYM é uma espécie de mesotélio, um tipo de membrana que recobre outras partes do corpo, como os pulmões e o coração.
Esses tecidos protegem os órgãos vitais e armazenam células imunológicas.
Os pesquisadores americanos e dinamarqueses sugerem que a SLYM é o mesotélio do sistema nervoso central, e reveste os vasos sanguíneos na cavidade que existe entre o cérebro e o crânio.
O tecido recém-descoberto também poderia atuar como um lubrificante nessa cavidade.
“Pulsações fisiológicas induzidas pelo sistema cardiovascular, pela respiração e por mudanças na posição da cabeça movem constantemente o cérebro dentro da cavidade craniana”, explicam os pesquisadores.
“Como outros mesotélios, a SLYM pode reduzir o atrito entre o cérebro e o crânio durante esses movimentos”, complementam.
A membrana foi descrita pela primeira vez em camundongos, mas os pesquisadores dizem que mais tarde foram capazes de detectá-la também em cérebros humanos doados para pesquisa.
Eles explicam que não foi possível observá-la antes porque o material se desintegra quando o cérebro é extraído do crânio durante as autópsias.
Além disso, dizem eles, trata-se de uma membrana muita fina — com apenas algumas células de espessura — que não pode ser vista em pessoas vivas por meio de exames de imagem convencionais.
Os resíduos das células cerebrais incluem a chamada proteína beta-amilóide, que pode estar envolvida com a doença de Alzheimer
BBC
Sistema glinfático
Há dez anos, a mesma equipe de neurocientistas das universidades de Rochester e de Copenhague transformou a compreensão dos processos e da mecânica do cérebro ao publicar a descoberta do chamado sistema glinfático.
Eles descreveram a descoberta como um mecanismo cuja função é eliminar ou limpar os resíduos que se acumulam no cérebro.
Esse material inclui as proteínas beta-amilóide e TAU, que parecem estar envolvidas na doença de Alzheimer e se acumulam no cérebro dos pacientes acometidos por esse tipo de demência.
Desde então, várias equipes de especialistas vêm realizando estudos para desvendar exatamente como funciona o sistema glinfático, por que ele falha algumas vezes e o que acontece no cérebro desses indivíduos acometidos pelo problema.
Os acadêmicos acreditam que a descoberta da membrana SLYM pode ter implicações importantes para a compreensão das funções exatas do sistema glinfático.
E isso, por sua vez, abriria as portas para novas pesquisas, que podem monitorar essa estrutura e observar sinais de infecção ou de inflamação por trás das doenças do sistema nervoso central.
Os pesquisadores sugerem, por exemplo, que a deterioração da membrana pode dificultar a remoção de resíduos tóxicos que contribuem para as placas que levam ao Alzheimer.
Essa estrutura também desempenharia um papel na defesa do cérebro, impedindo que células imunes estranhas entrem em contato com a população nativa de células cerebrais, o que contribuiria para a inflamação e a progressão do declínio cognitivo.
Nos próximos anos, pesquisas serão feitas para determinar as implicações da existência da SLYM.
Mas, como garante a neurocientista Virginia Plá, entender como essa membrana funciona pode ser a chave para a criação de novos tratamentos, como remédios que possam atravessar a barreira hematoencefálica e agir diretamente no cérebro.
Além disso, devido à sua localização, a estrutura recém-descoberta poderia ser “um elemento-chave em processos inflamatórios, como os que ocorrem em traumatismos cranianos, meningites e esclerose múltipla”.
“Finalmente, saber como essa membrana muda em resposta à neurodegeneração ou ao envelhecimento pode ser essencial para as intervenções que tentam preservar a função cognitiva”, completa a pesquisadora.
O professor Jordi Vilaplana, do Departamento de Bioquímica e Fisiologia da Universidade de Barcelona, na Espanha, considera que a possível presença dessa membrana “é muito interessante”.
“Trata-se de mais um elemento na compreensão do funcionamento do sistema glinfático, sobre o qual ainda permanecem algumas dúvidas sobre a estrutura e o funcionamento dele”, afirma o pesquisador, que não esteve envolvido diretamente no estudo.
“No entanto, do meu ponto de vista, a principal revolução é a descoberta do próprio sistema glinfático e seu possível envolvimento com as doenças neurodegenerativas”, conclui o especialista.

Fonte: G1 Mundo

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Quem é Chris Hipkins, que irá substituir Jacinda Ardern no governo da Nova Zelândia


Nome reconhecido pela população, Hipkins esteve à frente da pasta responsável pela resposta do país à pandemia, considerada uma das mais bem-sucedidas do mundo. Chris Hipkins foi confirmado pelo Partido Trabalhista da Nova Zelândia como a única indicação para substituir Jacinda Ardern no governo do país.
Robert Kitchin/Pool Photo via AP
Chris Hipkins, foi nomeado pelo Partido Trabalhista para substituir Jacinda Ardern e ocupar o cargo de primeiro-ministro do país. O anúncio foi feito neste sábado (21), mas a confirmação oficial dever ocorrer na reunião dos 64 parlamentares trabalhistas, no próximo domingo.
Nome reconhecido pela população, Hipkins esteve à frente da pasta responsável pela resposta do país à pandemia, considerada uma das mais bem-sucedidas do mundo.
O futuro chefe de governo foi nomeado ministro da saúde em julho de 2020 antes de se tornar ministro de resposta à Covid-19, cargo criado no final do mesmo ano.
Eleito pela primeira vez para o Parlamento em 2008, Hipkins, de 44 anos, é atualmente líder da Câmara neozelandesa e ministro da Polícia, Educação e Serviço Público.
Uma pesquisa instantânea da Horizon Research obtida pela organização de mídia local Stuff nesta sexta-feira mostrou que Hipkins é o candidato em potencial mais popular entre os eleitores, com o apoio de 26% dos consultados.
“Acho que somos uma equipe incrivelmente forte”, disse Hipkins em um entrevista coletiva depois que o partido o anunciou.
“Passamos por esse processo com união e continuaremos a fazer isso. Estou me sentindo muito feliz por trabalhar com um grupo tão incrível de pessoas que têm um compromisso real com o serviço ao povo da Nova Zelândia”.
Processo eleitoral
No domingo, espera-se que a confirmação de Hipkins seja uma formalidade.
Ardern então apresentará sua renúncia ao governador-geral antes de Hipkins ser nomeado. Ele será primeiro-ministro até o fim do mandato do partido.
Uma eleição geral será realizada em 14 de outubro. Algumas pesquisas, inclusive, já mostram que os trabalhistas terão dificuldades para se manter no poder.
Uma levantamento do sindicato dos Contribuintes com base em dados anteriores ao anúncio da renúncia de Ardern mostrou que a popularidade do partido caiu para 31,7%, enquanto o Partido Nacional da Nova Zelândia, de oposição, foi apoiado por 37,2% dos entrevistados.

Fonte: G1 Mundo

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Chanceler alemão visitará Lula no dia 30 de janeiro, diz embaixada


Embaixador da Alemanha confirmou que Olaf Scholz viajará para o Brasil no fim deste mês. O primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz
Lisi Niesner/ Reuters
O embaixador da Alemanha no Brasil, Heiko Thoms, informou que o chanceler alemão, Olaf Scholz, visitará o Brasil no próximo dia 30 de janeiro, para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A viagem de Scholz ao Brasil foi confirmada por Thoms em uma rede social nesta sexta-feira (20).
“O Chanceler da Alemanha acabou de confirmar a sua vinda ao Brasil no dia 30 de janeiro! Ele e a delegação de representantes do setor econômico da Alemanha se reunirão com o presidente Lula e outros representantes do governo”, escreveu o embaixador no Twitter.
Na avaliação de Thoms, a visita do primeiro-ministro da Alemanha ao Brasil é uma sinalização do “fortalecimento da cooperação entre Brasil e Alemanha”.
‘Enfrentamento’ a extremistas
Em entrevista a Natuza Nery, da GloboNews, na última quarta-feira (18), o presidente Lula já havia dito que se reuniria com Olaf Scholz no fim deste mês.
Segundo o petista, ele quer conversar com o primeiro-ministro da Alemanha sobre movimentos extremistas que estão verificados em vários países europeus e, também, no Brasil.
“Por isso que eu vou propor, eu já conversei com gente francesa, espanhola, alemã. Nós precisamos fazer uma unidade do pessoal progressista e democrático do mundo. Fazer uma reunião pra gente estabelecer uma ação de enfrentamento, para não permitir o ressurgimento do nazismo ou do fascismo”, afirmou Lula à jornalista da GloboNews.
Comitiva
Segundo Heiko Thoms, além de Scholz, integrantes do setor econômico alemão participarão das reuniões com Lula.
O embaixador da Alemanha no Brasil disse também que a comitiva do país europeu contará com a participação da ministra da Cooperação, Svenja Schulze.
“Outro forte impulso para a cooperação Alemanha-Brasil. Estamos prontos para lutar juntos pela proteção da floresta tropical e pelo desenvolvimento socialmente justo e inclusivo”, afirmou o diplomata alemão.

Fonte: G1 Mundo

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Por que o pai de Tutancâmon foi tão odiado que o jovem faraó teve que mudar de nome


Este é um dos capítulos mais dramáticos do Antigo Egito, a única tentativa de adorar um só deus. Os nomes de alguns faraós do Egito Antigo chegaram até os nossos dias graças às pirâmides — como Quéops — ou às suas estátuas — como Ramsés.
BBC
Os nomes de alguns faraós do Egito Antigo chegaram até os nossos dias graças às pirâmides — como Quéops — ou às suas estátuas — como Ramsés.
Já outros nos chegaram graças aos seus túmulos suntuosos. Um deles é Tutancâmon.
A descoberta da tumba de Tutancâmon em Luxor, 100 anos atrás, é um dos feitos mais celebrados da arqueologia moderna. Afinal, foi o primeiro túmulo real encontrado intacto no Egito das pirâmides, estátuas e faraós.
A frase “por toda parte, o brilho do ouro” — do egiptólogo britânico Howard Carter, quando viu pela primeira vez o interior da câmara mortuária que ele havia ajudado a encontrar — é o melhor resumo das descobertas maravilhosas que hoje são exibidas em diversos museus pelo mundo.
Mas Tutancâmon, o menino rei que governou o Egito no século 14 a.C., não recebeu este nome ao nascer. A princípio, ele se chamava Tutancáton. E a mudança de sufixo reflete um dos momentos mais críticos e contrarrevolucionários da história do Egito Antigo.
O faraó Aquenáton (antecessor de Tutancâmon) havia desafiado todo o sistema religioso egípcio, adotado há 1,5 mil anos, levando a nação à beira do abismo. Ele e sua esposa Nefertiti tentaram ser monoteístas.
Heresia
A ideia de Aquenáton era dramática e revolucionária. Pela primeira vez na história, um faraó quis substituir o panteão dos deuses egípcios por um deus único, o criador de tudo, o disco solar que cruza os céus todos os dias: Aton.
Aquenáton foi o décimo faraó da 18ª dinastia do Egito. Seu reinado começou em cerca de 1353 a.C.
Seu nome também havia sido modificado. Ele foi coroado como Amenófis 4°, que significa “Amon está contente”.
O reinado do seu pai, Amenófis 3°, havia culminado com uma série de magníficos desfiles celebrados em Tebas (atual Luxor), a capital religiosa do Egito na época e lar do deus oficial do Estado, Amon-Rá.
Mas, em muito pouco tempo, Amon deixaria de estar contente.
O casal real, Aquenáton e Nefertiti, em uma cena familiar com suas filhas, todos iluminados pelo disco solar
BBC
A proposta do faraó seguidor do disco solar era pura heresia. Mas ele era um faraó, um deus vivo, e podia mudar tudo: a religião, a política, a arte e até a linguagem.
E assim o fez. Aquenáton decretou que os 2 mil deuses tradicionais que haviam protegido o Egito por mais de mil anos fossem relegados às sombras.
É difícil imaginar o que sentiram os egípcios comuns. O monoteísmo deixou de ser algo inconcebível. Os deuses com formas animais e humanas foram substituídos pelo sol que iluminava o rei com seus raios.
E, para os sacerdotes tradicionais, que haviam dedicado toda a vida aos deuses antigos e eram extremamente poderosos até então, foi uma catástrofe. Eles praticamente governavam o país e, de uma hora para outra, ficaram sem função.
Foi ali que Aquenáton começou a adquirir inimigos perigosos. E o anúncio seguinte do casal real foi igualmente surpreendente.
O faraó e sua mulher deixariam a antiga cidade sagrada de Tebas, coração da nação, dirigindo-se ao norte pelo rio Nilo, em busca de uma nova utopia.
A nova capital
Era o quinto ano do seu reinado e Aquenáton concedeu a Nefertiti o título de Grande Esposa Real, com igualdade de poderes. Ele claramente queria romper com o passado.
Juntos, eles viajaram por cerca de 320 km até que chegaram ao local que hoje se chama Amarna. Lá, eles construíram uma cidade a que deram o nome de Aquetáton, que significa “Horizonte de Aton”.
Em uma rocha que ainda se encontra em uma das colinas, existe uma proclamação pública composta por Aquenáton, explicando a razão que o levou a escolher exatamente aquele lugar. Segundo ele, o grande deus sol disse: “construam aqui”, por meio de um sinal.
O local é rodeado de colinas e, em certos momentos do ano, o sol passa por uma fenda, criando a forma do hieróglifo que representa o horizonte.
O faraó então interpretou que Aton estava indicando a ele onde deveria ser construída sua cidade sagrada. E assim o fez, em velocidade vertiginosa.
O faraó Aquenáton e sua Grande Esposa Real, Nefertiti, a quem concedeu igualdade de poderes
BBC
Milhares de pessoas da longínqua Tebas foram trazidas para construir, ornamentar e administrar a nova capital, onde chegaram a viver até 50 mil pessoas. Eles escavaram poços, plantaram árvores e jardins. O árido deserto floresceu.
Eles construíram casas e palácios lindamente decorados, bem como templos dedicados ao deus único. Foi assim que a visão de Aquenáton de uma utopia religiosa foi se tornando realidade.
Revolução artística
Amarna tornou-se o novo centro político e religioso do Egito e a base de um novo culto.
Não só a capital e a religião se modificaram. Sua revolução trouxe outras novidades que podemos observar ainda hoje, milhares de anos depois.
Gravuras detalhadas encontradas em Amarna revelam como vivia a família real. As imagens mostram Aquenáton e Nefertiti abraçando suas filhas. Até então, nenhuma família real egípcia havia sido retratada demonstrando afeto.
Em comparação com a arte egípcia anterior, com suas características estáticas e monumentais como se fosse projetada para durar pela eternidade, estas representações são espontâneas e cheias de vida.
Aquenáton foi representado de forma totalmente incomum para a tradição egípcia
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E não foi só isso. A fisionomia de Aquenáton é totalmente diferente dos faraós que vieram antes e depois dele.
Normalmente, os faraós eram representados de forma que ficassem convencionalmente com boa aparência, fortes e varonis. Mas Aquenáton tem um rosto alongado e nariz comprido, apontado para sua barba pontiaguda.
Seus lábios carnudos incomuns refletem a sensualidade feminina das suas cadeiras largas, enquanto sua barriga pouco atraente cai sobre o cinturão. É uma obra de arte sagrada surpreendentemente expressionista.
Perseguição religiosa
Aquenáton conseguiu estabelecer a nova cidade, um paraíso religioso no deserto. Até que tudo começou a desmoronar.
Na verdade, seus súditos, incluindo os que moravam na sua cidade, não haviam abandonado os outros deuses e o faraó ficou sabendo da traição. Ele mandou buscar todas as imagens dos deuses antigos e destruí-las, especialmente as do rei dos reis, Amon-Rá.
O faraó se tornou intolerante. Ele mandou seus soldados apagarem a memória dos deuses em todas as suas terras. E, no final do seu reinado, sua revolução fracassou.
A peste que assolou o Egito e mortes na família enfraqueceram o poder de Aquenáton
BBC
Como ele se recusava a sair da sua amada cidade, Aquenáton era considerado fraco e o país ficou vulnerável a invasões.
Placas de argila encontradas em Amarna revelam a natureza do problema. Uma dessas placas é do governante de um dos países vizinhos protegidos por Aquenáton. Ele pede ao faraó que envie tropas para ajudá-lo a controlar os hititas, arqui-inimigos do Egito.
“Eu pedi, mas ele não me respondeu. Não me mandou a ajuda de que preciso”, queixa-se o governante desesperado. Seu pedido foi em vão. Aquenáton nunca enviou a ajuda e o Estado caiu nas mãos dos hititas.
O exército egípcio estava muito ocupado perseguindo deuses, enquanto o país perdia territórios, poder, posses e seu status no mundo. A situação era muito grave. Foi quando Aquenáton sofreu tragédias pessoais.
Peste e morte
O drama familiar está registrado nas paredes da tumba de Aquenáton. Embora elas estejam muito danificadas, pode-se ver uma cena de luto.
Aquenáton teve seis filhas com Nefertiti. Uma das princesas morreu e seus pais aparecem chorando. Trata-se de algo sem precedentes: as famílias reais egípcias nunca demonstravam emoções publicamente.
Existem também evidências de que Aquenáton perdeu mais de uma filha. Elas provavelmente foram vítimas da peste que assolava o país naquela época.
Uma epidemia deste tipo podia matar 40% da população. E, por ser o faraó, Aquenáton foi considerado pessoalmente responsável pela desgraça. Para seus súditos, era óbvio que a catástrofe ocorreu porque ele havia ofendido os antigos deuses.
Quando parecia que a situação não poderia piorar, Aquenáton perdeu a mulher que o acompanhou desde o princípio: a rainha Nefertiti.
O paraíso de Aquenáton estava à beira do colapso. Para seus assessores e cortesãos, era certamente uma situação perigosa. O país estava perdendo sua riqueza e poder.
Aquenáton morreu 13 anos depois da fundação da sua cidade. Há quem acredite que ele tenha sido assassinado para que seu reinado terminasse.
A cidade foi abandonada e sistematicamente destruída, apagada da memória, junto com o culto a Aton e com o próprio Aquenáton. Por muito tempo, ele foi recordado apenas por ser, provavelmente, o pai de Tutancáton, que teria sido filho de outra de suas esposas, a enigmática Kiya.
Restauração
A Enciclopédia Britânica indica que a paternidade de Tutancáton é incerta, embora um documento encontrado em Aquetáton “o indique como filho do rei em um contexto similar ao das princesas de Aquenáton”.
O que sabemos com certeza é que o jovem faraó casou-se com a terceira filha do seu antecessor. E, no terceiro ano do seu reinado, ele deixou a nova capital e transferiu a sede do poder para Mênfis, perto da atual capital egípcia, a cidade do Cairo.
A máscara mortuária de Tutancâmon. Ele morreu com 19 anos de idade
BBC
O faraó resgatou os antigos deuses e restaurou o poder e a prosperidade do Egito, mas com o nome de Tutancâmon. Assim, Amon regressava e Aton ia embora, como o disco solar no momento do poente.
Os sacerdotes regressaram mais poderosos do que nunca e a vida voltou à normalidade.
Nenhum faraó egípcio voltou a tentar mudar a ordem estabelecida ou desafiar os deuses. Os reis que vieram depois de Aquenáton esforçaram-se para destruir todos os rastros dele e do seu culto herege.
As estátuas de Aquenáton foram derrubadas e, para destruir seu significado, as pedras dos seus templos foram usadas como material de construção para outras edificações.
Essas rochas talhadas ficaram ocultas, para ninguém voltasse a vê-las. A ironia é que este procedimento as preservou para a posteridade. Na década de 1920, elas começaram a emergir e muito do que sabemos de Aquenáton e do culto a Aton vem dessas pedras.
Tutancâmon morreu inesperadamente com 19 anos de idade.

Fonte: G1 Mundo

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Daniel Alves muda versão e diz que fez sexo consensual com mulher que o acusa de estupro


Segundo imprensa espanhola, declaração foi dada durante depoimento do jogador na última sexta (20). Agressão contra uma mulher de 23 anos teria acontecido em dezembro, numa boate de luxo de Barcelona. Daniel Alves em imagem de dezembro de 2022, durante a Copa do Mundo do Catar
Andre Penner/AP
Preso preventivamente desde sexta-feira (20) na Espanha, sem direto à fiança, o jogador brasileiro Daniel Alves entrou em contradição durante seu depoimento na última sexta-feira (20) em uma delegacia de Barcelona.
O lateral, acusado de agressão sexual por uma mulher de 23 anos, nega qualquer tipo de crime e, inicialmente, disse que nem conhecia a mulher que o acusa de a ter agredido sexualmente.
Agora, segundo a imprensa espanhola, Daniel Alves mudou a sua versão do caso durante o depoimento e disse que a relação foi consensual.
Entenda:
A agressão teria acontecido em 30 de dezembro de 2022 em uma boate de luxo de Barcelona;
Antes, Alves tinha negado a relação sexual e qualquer encontro com a jovem. Ele afirmou isso num vídeo enviado ao canal espanhol “Antena 3” há duas semanas, quando as acusações se tornaram públicas;
Nesta sexta-feira (20), porém, ele mudou a sua versão e garantiu que as relações foram consensuais, segundo fontes da imprensa de Barcelona;
Segundo o jornal “El Periodico”, essa contradição e o fato do lateral não ter um endereço conhecido na Espanha teriam motivado sua inicial detenção;
Agora, depois de ter tido sua prisão provisória decretada sem direito à fiança, Daniel está em um centro penitenciário usado para reclusões preventivas, a cerca de 30 quilômetros do centro de Barcelona.
“Eu estive nesse lugar, e quem me conhece sabe que eu adoro dançar, mas sem invadir o espaço de ninguém, respeitando os espaços. E quando você vai ao banheiro não tem que perguntar quem está lá para usar o banheiro. Não sei quem é essa senhorita, nunca a vi. Nestes anos todos nunca invadi o espaço de ninguém sem autorização”, disse o jogador, que se queixou também dos danos da denúncia à sua família.
A acusação
A denúncia, em trâmite na Justiça da região da Catalunha, foi feita por uma mulher que estava na mesma festa de Alves, em uma boate da cidade, no fim de dezembro.
O jornal catalão “La Vanguardia” afirmou que a suposta vítima também prestou um depoimento na sexta. De acordo com o jornal, ela disse ter sofrido estupro.
Ainda segundo a imprensa espanhola, no depoimento, a mulher conta como aconteceu a suposta agressão:
A denunciante disse que, por volta das 2h da manhã, foi com duas amigas à boate ‘Sutton’ e foi convidada por amigos para entrar na área VIP;
Lá estava o jogador, que teria inicialmente paquerado de forma inconveniente a suposta vítima e outras mulheres;
Por volta de 4h da manhã, ela foi até o banheiro e o jogador foi atrás dela;
A mulher disse que ele falava coisas em português que não conseguia entender;
A vítima disse que Alves agarrou com força a mão dela e a colocou sobre seu pênis;
Após isso, ela tentou sair de lá, mas foi impedida pelo jogador;
Alves teria sentado em um vaso sanitário e a obrigado a sentar em seu colo;
Ao resistir, ele a teria jogado no chão e a forçado a fazer sexo oral nele;
Como ela reagiu novamente, Alves bateu nela, a levantou do chão e a penetrou com força até ejacular;
Depois, o jogador teria dito para ela ficar ali, que ele iria sair primeiro do banheiro.
Entenda prisão de Daniel Alves por suposta agressão sexual na Espanha
Um repórter do jornal “El Periódico” teve acesso às imagens de câmeras de segurança e disse que elas mostram Daniel Alves saindo primeiro do banheiro, sozinho, e depois ela.
A reportagem do jornal “El País” diz que, segundo o relato, o estupro foi muito violento e durou cerca de 15 minutos.
No banheiro foram encontrados restos de sêmen, segundo o “El Periódico”. O relatório médico alega que a vítima tinha marcas de violência compatíveis com estupro.
Após o suposto crime, a mulher se queixou com funcionários da boate, que chamaram a polícia. Quando os policiais chegaram ao local, o brasileiro já havia ido embora, de acordo com a denúncia.
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Fonte: G1 Mundo

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Você viu? Entrevista de Lula, chacina de família do DF, detenção de Daniel Alves, queda de avião no Nepal e a largada do BBB 23


Uma seleção de reportagens publicadas no g1 com as notícias de 16 a 20 de janeiro. A primeira entrevista exclusiva de Lula após assumir seu terceiro mandato. A chacina que tirou a vida de uma família inteira no Distrito Federal. A detenção, na Espanha, do jogador de futebol Daniel Alves, acusado de agressão sexual. A queda filmada de um avião no Nepal. A largada do BBB 23 com brothers de mãos amarradas, show de Anitta e muitos beijos.
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Entrevista de Lula
Lula dá entrevista a Natuza Nery
Reprodução/GloboNews
Em sua primeira entrevista exclusiva desde que assumiu o governo (veja a íntegra), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou à jornalista Natuza Nery ter tido a impressão de que os ataques terroristas de 8 de janeiro em Brasília fossem o “começo de um golpe de estado”, que houve erro dos serviços de inteligência e que tem a impressão de que “Bolsonaro sabia de tudo”.
“Não foi nenhum analfabeto político que invadiu isso aqui. Era gente que preparou isso durante muito tempo. Eles não tiveram coragem de fazer nada durante a posse. Na verdade, nós cometemos um erro, eu diria, elementar: a minha inteligência não existiu”, declarou.
O presidente também disse na entrevista, de quase uma hora, que todos militares que participaram de ataques golpistas serão punidos, ‘não importa a patente’, mas afirmou ser contra a abertura de uma CPI para investigar o caso. Ele afirmou, ainda, ter compromisso com o desmatamento zero da Amazônia até 2030 e defendeu isentar o Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5 mil, mas não definiu uma data para a mudança.
ATOS GOLPISTAS: Mulher que financiou transporte e hospedagem de envolvidos em ataque é presa
VÍDEO: Os atos de vandalismo vistos a partir de câmeras do Palácio do Planalto
POLÍCIA FEDERAL: Operação em cinco estados prende mais financiadores de ataques
O ASSUNTO: Punição rápida pode evitar contágio global da extrema-direita, diz Oliver Stuenkel
Chacina no DF
Chacina de família no DF: veja quem são os desaparecidos
Um assustador crime que veio à tona com o desaparecimento de oito pessoas da mesma família, do Distrito Federal. Primeiro, surgiu a suspeita de que pai e filho mandaram matar suas respectivas esposas, filhos, mãe, nora e netos. Depois, ganhou força entre os investigadores do caso a possibilidade de todos, incluindo quem inicialmente foi apontado como mandante, serem vítimas dos assassinos, que teriam agido por dinheiro. O total de supostas vítimas chegou a 10 pessoas. Três homens foram presos.
Até o envio desta newsletter, o crime incluía o desaparecimento de três crianças e sete adultos, dois carros encontrados com corpos dentro e um homem encontrado esquartejado num cativeiro. As investigações mobilizam policiais tanto do DF quanto de Goiás e Minas Gerais, onde foram achados os veículos com corpos carbonizados. Cinco vítimas – uma cabeleireira com seus três filhos, crianças, e um homem que chegou a ser apontado como mandante dos assassinatos – tiveram os corpos identificado. Entenda quem são os envolvidos.
Daniel Alves detido
Daniel Alves durante entrevista coletiva
Lucas Figueiredo/CBF
Um processo de agressão sexual levou à detenção do jogador de futebol Daniel Alves, na Espanha, nesta sexta-feira (20). Ele foi detido após prestar depoimento numa delegacia. Alves é ex-lateral do Barcelona e jogou com a seleção brasileira na Copa do Mundo do Catar. Ele foi denunciado por uma mulher que o acusou de ter colocado a mão por dentro de seu vestido em uma boate da capital catalã em 30 de dezembro. O atleta nega o crime. Ele ainda não é considerado réu, pois o caso está sendo apenas investigado. Até o envio desta newsletter, a Justiça espanhola não havia informado o motivo da detenção – não havia mandado de prisão contra ele – nem quando ele deverá ser solto.
Queda de avião no Nepal
Passageiro filma queda de dentro do avião no Nepal
Um passageiro registrou os últimos momentos do voo que terminou em tragédia no Nepal. No vídeo, que foi transimitido em uma live, um homem aparece sorrindo enquanto observa pela janela a aeronave se aproximando do solo, perto do aeroporto de Pokhara, onde deveria pousar. Segundos depois, a calmaria que estava no avião se transforma em imagens confusas com sons de gritos ao fundo, até que a câmera fica parada e são vistas chamas. Em outro vídeo compartilhado nas redes sociais, feito de uma rua, o avião é visto voando baixo sobre uma área residencial antes de se inclinar de forma brusca para a esquerda. Mais de 70 pessoas morreram na tragédia, que é considerada o pior desastre aéreo do país asiático dos últimos 30 anos. Leia a reportagem completa.
Largada do BBB 23
Primeiros beijos BBB23
Reprodução/TV Glovo
Foi com os participantes com as mãos amarradas em duplas que o BBB 23 deu a largada na última segunda-feira (16). Os 22 brothers precisaram passar os primeiros dias do jogo sem poder deixar o coleguinha. E quando se soltaram, foi uma festa só, com direito a show de Anitta e pegação. A cantora se apresentou na casa na quarta-feira, fez todo mundo dançar e esquentou o clima. Logo veio a formação do primeiro casal, Bruna Giphao e Gabriel, que não se largaram mais depois do primeiro beijo. Em seguida, Key Alves e Gustavo e, por último, Fred Nicácio e Gabriel. A farra foi boa, mas os jogadores já se preparam para a formação do primeiro paredão, neste domingo.
DESAFIO: Fred e Ricardo vencem primeira prova de imunidade
ONLYFANS: Quem são os participantes com perfil na plataforma de conteúdo adulto

Fonte: G1 Mundo

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Chris Hipkins irá substituir Jacinda Ardern no governo da Nova Zelândia, anuncia partido


Ministro do Interior, que já ocupou as pastas da Educação e dos Serviços Públicos, tem 44 anos e o foi responsável pela gestão da pandemia de Covid-19 no país. Ele deve ser oficializado como novo premiê no domingo (22). Chris Hipkins fala com jornalistas após ser confirmado pelo Partido Trabalhista como a única indicação para substituir Jacinda Ardern
REUTERS/Lucy Craymer
Chris Hipkins, ministro do Interior e responsável pela gestão da pandemia de Covid-19 na Nova Zelândia, foi nomeado pelo Partido Trabalhista para substituir Jacinda Ardern e ocupar o cargo de primeiro-ministro do país. O anuncio foi feito pelo partido nesta sexta-feira (20).
Hipkins, 44, comprometeu-se a “fazer as coisas”, em sua primeira declaração após a nomeação. Ele ainda deve ser oficializado no domingo (22) pela direção do partido, de centro-esquerda.
O futuro chefe de governo irá substituir Jacinda após a sua demissão surpreendente, anunciada nesta quarta-feira (18), e liderar o partido nas próximas eleições legislativas, em outubro, nas quais não é favorito.
“Gosto de pensar que sou bastante determinado e que posso fazer as coisas”, declarou Hopkins em frente à sede legislativa, em Wellington.
Ele foi questionado se acreditava que seu partido poderia vencer a votação de 14 de outubro, apesar de estar atrás nas pesquisas e de enfrentar críticas sobre os preços altos, a pobreza e a criminalidade. “Sim”, respondeu.
Hipkins atuava como Ministro do Interior desde junho passado, e já havia ocupado as pastas de Educação e Serviços Públicos. Sua gestão da pandemia recebeu elogios, em um país onde as fronteiras foram fechadas em 2020 e reabertas apenas em agosto passado.
Após a sua chegada ao Ministério do Interior, Hipkins reconheceu que a população estava cansada das restrições sanitárias e do fechamento das fronteiras.
Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anuncia que vai deixar o cargo

Fonte: G1 Mundo

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Imagens de drone mostram destruição em prédio histórico incendiado em protesto no Peru

Edifício fica na Praça San Martin, em Lima, e estava vazio quando foi atingido pelas chamas. Imagens de drone mostram destruição em prédio histórico incendiado em protesto no Peru
Na sexta-feira (20), as autoridades do Peru divulgaram imagens feitas por drones de um edifício histórico que pegou fogo durante os protestos na capital do país, Lima, no dia anterior. O prédio, na Praça San Martin, estava vazio quando foi atingido pelas chamas.
Entenda a crise política no país, quem são os manifestantes e a escalada da violência
Os bombeiros ainda não sabem o que iniciou o incêndio.
A polícia estimou a marcha em cerca de 3.500 pessoas, mas outras fontes especularam que atraiu mais do que o dobro disso.
O Peru enfrenta uma onda de protestos que pedem a saída da presidente do país, Dina Boluarte. Ela assumiu após o ex-presidente Pedro Castillo realizar uma tentativa de autogolpe em dezembro de 2022.
Além disso, os manifestantes pedem mudanças políticas e querem também que haja responsabilização pelas mortes ocorridas durante os atos. Desde dezembro, os confrontos entre os grupos e as forças de segurança deixaram mais de 50 mortos.

Fonte: G1 Mundo