Categorias
MUNDO

Entenda crime de agressão sexual atribuído a Daniel Alves na Espanha e o que deve acontecer após prisão

Jogador brasileiro foi preso preventivamente nesta sexta-feira (20) após prestar depoimento. Daniel Alves é detido em Barcelona durante depoimento e levado para custódia judicial
O jogador brasileiro Daniel Alves, detido nesta sexta-feira na Espanha (20) por conta de um processo sobre suposta agressão sexual, pode ficar em prisão sem fiança caso a Justiça aceite uma denúncia do Ministério Público da Catalunha.
Ex-lateral do Barcelona e convocado para a seleção na Copa do Catar de 2022, Daniel Alves foi detido após prestar depoimento nesta manhã sobre o caso, em uma delegacia de Barcelona.
Ele responde a um crime que, no Código Penal espanhol, tem as seguintes especificações:
A Espanha considera uma agressão sexual “os atos de caráter sexual que sejam realizados com recurso à violência, intimidação ou abuso de uma situação de superioridade ou vulnerabilidade da vítima”;
O Código Penal espanhol prevê pena de um a 15 anos por crimes de agressão sexual, dependendo da gravidade do caso, mas também pode ser reduzida a multas.
Como funciona a investigação na Espanha
A detenção inicial suscitou dúvidas, já que não havia uma ordem de prisão contra ele. Outra questão é que Alves ainda não é réu no caso. Mas particularidades da Justiça espanhola ajudam a explicar o caso:
Pela legislação da Espanha, uma pessoa investigada pode ser presa durante o depoimento, caso os interrogantes entendam que há elementos que justifique a detenção;
No sistema espanhol, a Justiça também faz sua própria investigação sobre um caso, ainda que haja um inquérito policial e uma denúncia do Ministério Público – como é este caso;
Quando a denúncia chega à Justiça, um tribunal designa um magistrado chamado juiz de instrução, que fica encarregado de reunir provas de um caso para determinar se se trata ou não de crime ou delito. Caso determine que sim, esse magistrado encaminha então o caso para julgamento;
Como este caso ainda está com o juiz de instrução, Daniel Alves ainda não é considerado réu;
Em paralelo, o Ministério Público pode fazer uma denúncia, como ocorreu nesta situação.
Após ser detido nesta sexta, Daniel Alves foi levado a uma sede da Justiça, onde segue detido a espera de que um juiz decida se ele responderá pelo caso em liberdade ou ficará em prisão preventiva.
Ele agora aguardará em prisão preventiva que o caso seja concluída.
O que aconteceu na boate
A polícia da Catalunha afirma que:
O suposto crime ocorreu na noite de 30 de dezembro de 2022, em uma boate em Barcelona;
A suposta vítima alegou ter sofrido a agressão sexual por Daniel Alves no local, e se queixou com funcionários da boate;
Segundo fontes policiais ouvidas pela agência de notícias Reuters, ela disse que o jogador a tocou debaixo de sua saia;
A direção da discoteca chamou a polícia, mas quando os policiais chegaram ao local o brasileiro já havia ido embora, de acordo com a denúncia.
Segundo reportagem do jornal espanhol “La Vanguardia” desta sexta, a suposta vítima disse ao juiz que o jogador a violou em um pequeno lavado na área VIP da boate, a obrigou a fazer sexo oral e a esbofeteou, enquanto a insultava e humilhava. Anteriormente, a imprensa local citava que a vítima havia declarado que Alves teria coloca a mão por dentro de sua roupa.
Essa diferença entre os relatos é importante para a Justiça espanhola. Apesar de ambos serem classificados como agressão sexual, a pena não é a mesma para cada caso. Se houve acesso carnal no ato, com agressão, a pena pode chegar a 15 anos. O assédio sexual sem penetração pode ser caracterizado como atentado contra a liberdade sexual, o que prevê uma pena de até 4 anos.
No dia 5 de janeiro, Daniel Alves negou ter cometido qualquer tipo de crime: “Eu estive nesse lugar, e quem me conhece sabe que eu adoro dançar, mas sem invadir o espaço de ninguém, respeitando os espaços. E quando você vai ao banheiro não tem que perguntar quem está lá para usar o banheiro. Não sei quem é essa senhorita, nunca a vi. Nestes anos todos nunca invadi o espaço de ninguém sem autorização”, declarou o jogador, que se queixou também dos danos da denúncia à sua família.
Daniel Alves é preso na Espanha

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Justiça espanhola ordena prisão preventiva de Daniel Alves

Brasileiro nega acusação, feita por uma mulher após uma festa em Barcelona. Ex-lateral do Barça foi detido quando prestava depoimento sobre o caso. Justiça acabou pedido da Promotoria para que ele aguardasse o processo em prisão. Daniel Alves é detido em Barcelona durante depoimento e levado para custódia judicial
A Justiça espanhola determinou prisão preventiva e sem fiança para o jogador brasileiro Daniel Alves nesta sexta-feira (20) por conta de um processo que ele responde por suposta agressão sexual.
Alves já havia sido detido pela polícia mais cedo, ao prestar depoimento sobre o caso.
A denúncia, em trâmite na Justiça da Catalunha, foi feita por uma mulher que estava na mesma festa de Alves, em uma boate da cidade, no fim de dezembro. Ele nega.

Compartilhe no WhatsApp
Compartilhe no Telegram
Ex-lateral do Barcelona e convocado para a seleção na Copa do Catar de 2022, Daniel Alves foi detido após prestar depoimento na manhã desta sexta-feira em uma delegacia de Barcelona.
Após a prisão, a Promotoria da Catalunha pediu prisão sem fiança para o jogador, que foi acatada pela Justiça.
De acordo com o jornal catalão “La Vanguardia”, o brasileiro saiu do depoimento já detido e sob custódia judicial em um carro da polícia, que o levou a uma sede da Justiça catalã. Lá, um juiz decidirá se o jogador será liberado ou seguirá preso.
A polícia catalã ainda não informou o motivo pelo qual o jogador foi detido durante o depoimento – não havia um mandado de prisão inicial contra ele.
LEIA MAIS:
CRISE NO PERU: Protesto tem confronto violento com a polícia
CORTE NA EMPRESA: Google anuncia demissão de 12 mil funcionários
Denúncia
Daniel Alves é preso na Espanha
A polícia da Catalunha afirma que:
O suposto crime ocorreu na noite de 30 de dezembro de 2022, em uma boate em Barcelona;
A suposta vítima alegou ter sofrido a agressão sexual por Daniel Alves no local, e se queixou com funcionários da boate;
Segundo fontes policiais ouvidas pela agência de notícias Reuters, ela disse que o jogador a tocou debaixo de sua saia;
A direção da discoteca chamou a polícia, mas quando os policiais chegaram ao local, o brasileiro já havia ido embora, de acordo com a denúncia;
A polícia da Catalunha abriu então um inquérito para investigar o caso e, há dez dias, denunciou Daniel Alves à Justiça;
A Justiça então abriu uma investigação própria – na Espanha, juízes podem investigar um caso antes de levá-lo a julgamento;
Alves, portanto, ainda não é considerado réu;
Em entrevista a um programa de TV na Espanha, ele alegou que estava apenas dançando, sem invadir o espaço de ninguém.
“Eu estive nesse lugar, e quem me conhece sabe que eu adoro dançar, mas sem invadir o espaço de ninguém, respeitando os espaços. E quando você vai ao banheiro não tem que perguntar quem está lá para usar o banheiro. Não sei quem é essa senhorita, nunca a vi. Nestes anos todos nunca invadi o espaço de ninguém sem autorização”, declarou o jogador, que se queixou também dos danos da denúncia à sua família.
Procurada pelo g1, a Justiça de Barcelona ainda não havia informado até quando Daniel Alves ficará detido até a última atualização desta notícia.
O brasileiro, de 39 anos, atualmente joga no Pumas, do México.
Initial plugin text

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

VÍDEO: Nuvem com formato incomum aparece no céu da Turquia


Imagens nas redes sociais mostram a formação rara no céu de Bursa nesta quinta-feira (19). Nuvem com formato incomum aparece no céu da Turquia
Uma nuvem com um formato incomum apareceu no céu da cidade de Bursa, na Turquia, nesta quinta-feira (19).
Muitas pessoas nas redes sociais repercutiram as imagens. Alguns comentavam, por exemplo, a semelhança com um Ovni, entre outras coisas. Outros demonstravam apenas estar em dúvida do que seria aquela formação.
O meteorologista do Cepagri/Unicamp, Bruno Kabke Bainy, explicou ao g1 que a formação é conhecida como “nuvem lenticular”.
“Ela ocorre quando o escoamento do ar é sobre uma superfície, geralmente uma montanha, ou uma outra nuvem. Quando o ar sobe a umidade que tem nesse ar esfria a medida que ele sobe, condensa e forma essa nuvem no formato do contorno do terreno”, disse.
Segundo o meteorologista, a formação ainda pode mudar de cor pelo contato com a luz do sol.
Nuvem incomum apareceu nos céus de Bursa, na Turquia
REUTERS
Testemunhas oculares disseram que a forma permaneceu intacta por cerca de uma hora antes de desaparecer do céu.
“É uma nuvem que aparece em regiões de geografia mais acentuada, como é o caso das montanhas. Em termos gerais, ela é uma nuvem bem rara”, diz Bruno.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Confissões forçadas e 15 minutos para defesa: o sistema que condena manifestantes à morte no Irã

Tribunais do Irã estão condenando manifestantes após julgamentos acelerados que ativistas dizem ser totalmente injustos. Quatro jovens foram condenados e executados após os protestos que vêm varrendo o Irã há quatro meses, enquanto outras 18 pessoas aguardam no corredor da morte.
Grupos de direitos humanos alegam que as condenações ocorreram após julgamentos fraudulentos e injustos.
Mohammad Mehdi Karami, um campeão de caratê de 22 anos, foi enforcado em 7 de janeiro, apenas 65 dias após sua prisão.
Fontes disseram ao serviço persa da BBC que ele teve menos de 15 minutos para se defender no tribunal.
O caso de Karami revela como as autoridades do Irã estão transformando tais julgamentos em espetáculos para instigar medo entre os manifestantes, que exigem liberdade e o fim do regime clerical.
‘Não conte nada a mamãe’
A onda de protestos começou após a morte sob custódia de Mahsa Amini, uma mulher de 22 anos que foi detida pela polícia da moralidade em setembro por supostamente não usar o véu obrigatório “adequadamente”.
As autoridades classificaram as manifestações como “motim” e promoveram uma repressão violenta. Pelo menos 481 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança, segundo a Iran Human Rights, uma organização não governamental com sede na Noruega.
Karami foi preso em conexão com o assassinato de um membro da força paramilitar Basij durante protestos na cidade de Karaj, a oeste de Teerã, em 3 de novembro.
Ele foi acusado do crime capital de “corrupção na Terra” e foi a julgamento perante um Tribunal Revolucionário em Karaj em 30 de novembro junto com outras 16 pessoas, incluindo três crianças, também acusadas de envolvimento no assassinato.
Os réus têm direito a representação legal no Irã, mas em casos delicados como este, ou em casos de espionagem, eles não podem escolher seus próprios advogados. Em vez disso, o tribunal nomeia alguém de uma lista aprovada pela Justiça.
Jornalistas e membros da família do réu também estão impedidos de comparecer ao tribunal, então a única janela para o que acontece por trás das portas fechadas são os registros claramente editados pela Justiça.
Em um desses vídeos, Karami parece visivelmente angustiado ao “confessar” ter acertado o membro do Basij na cabeça com uma pedra.
Seu advogado nomeado pelo tribunal não contesta a acusação e, em vez disso, pede clemência ao juiz. Karami então diz que foi “enganado” e se senta.
Em 5 de dezembro, o jovem foi condenado à morte. Quatro de seus corréus também foram condenados à morte, enquanto as crianças e outros oito foram condenados a longas penas de prisão, segundo a Justiça.
Normalmente, os familiares dos réus sofrem pressão das autoridades para permanecerem em silêncio.
Mas o pai de Mohammad, Mashaalah Karami, que trabalha como vendedor ambulante, deu uma entrevista ao jornal Etemad. Ele disse que seu filho ligou para ele chorando no dia em que foi condenado à morte.
“Papai, eles nos deram o veredicto. A minha é a pena de morte. Não conte nada à mamãe”, lembrou o pai, reiterando a inocência do filho.
Espancado até desmaiar
Mais tarde, o grupo ativista de oposição 1500 Tasvir publicou um relato nas redes sociais alegando que Karami havia sido torturado.
Segundo o grupo, ele havia dito a sua família durante um encontro na prisão que for espancado até ficar inconsciente por guardas.
Os agentes presumiram que ele estava morto e jogaram seu corpo em uma área remota, mas ao saírem perceberam que ele ainda estava vivo, acrescentou.
Karami também disse à sua família que os guardas “tocaram em seus órgãos genitais todos os dias e ameaçaram estuprá-lo” durante os interrogatórios, segundo o relato.
Segundo o sistema jurídico do Irã, quando um tribunal de primeira instância profere uma sentença de morte, ela é enviada à Suprema Corte para aprovação. Mas mesmo que a Suprema Corte confirme a condenação, o réu ainda tem direito à apelação.
O pai de Karami disse a Etemad que tentou entrar em contato com o advogado nomeado pelo Estado várias vezes, mas não houve resposta.
A família então tentou contratar um dos mais proeminentes advogados de direitos humanos do Irã, Mohammad Hossein Aghasi.
“Mohammad me ligou da prisão três vezes e me pediu para representá-lo. Seus pais também me pediram para representar seu filho”, disse Aghasi.
Aghasi escreveu ao tribunal local e depois à Suprema Corte. Em todas as etapas, suas cartas foram ignoradas ou rejeitadas. E a interposição de recurso contra a decisão da Suprema Corte também foi indeferida por um juiz.
As autoridades disseram repetidamente que os julgamentos acelerados dos manifestantes e as duras sentenças aplicadas servem de dissuasão para novos protestos.
Vulnerável e isolado
Seyed Mohammad Hosseini, um treinador infantil de 39 anos, também foi enforcado em 7 de janeiro, após ser julgado ao lado de Karami pelo mesmo crime.
Seus pais estão mortos, então não houve nenhuma campanha familiar nas redes sociais para salvar sua vida depois que ele foi condenado.
No entanto, muitos iranianos compartilharam uma postagem dizendo “Somos todos da família de Mohammad”.
Hosseini, que era bipolar, conseguiu obter representação legal independente depois que a Suprema Corte manteve sua sentença de morte.
O advogado Ali Sharifzadeh Ardakani pôde visitá-lo na prisão em dezembro e depois tuitou sobre isso.
“Ele chorou durante a visita. Falou sobre tortura, sobre ter sido espancado enquanto estava algemado e com os olhos vendados; também foi chutado na cabeça e perdeu a consciência”, escreveu Ardakani.
“[Ele é] um homem cujas confissões foram todas obtidas sob tortura e não têm validade legal.”
Ardakani apresentou documentos para recorrer da decisão da Suprema Corte e foi instruído a retornar ao tribunal em 7 de janeiro. Mas, enquanto viajava para lá, ouviu que Hosseini havia sido enforcado.
O advogado foi posteriormente detido pelas autoridades e está em liberdade sob fiança.
Uma fonte disse ao serviço persa da BBC que ele enfrentou uma acusação do promotor de Karaj relacionada ao seu tuíte, alegando que Hosseini foi torturado.
Sem alternativa
Grupos de direitos humanos criticam o sistema judicial do Irã por confiar em “confissões forçadas”.
Uma fonte disse ao serviço persa da BBC que os advogados nomeados pelo Estado agem efetivamente como “interrogadores” durante os julgamentos, aumentando a pressão sobre os acusados, em vez de defendê-los.
O Iran Human Rights relata que pelo menos 109 manifestantes estão atualmente em risco de execução, tendo sido condenados à morte ou acusados ​​de crimes capitais. A ONG conseguiu verificar a idade de 60 desses manifestantes e, nesse grupo, a média de idade é de 27 anos, com três menores de 18 anos.
Depois que Seyed Mohammad Hosseini e Mohammad Mehdi Karami foram enforcados, países ocidentais e grupos de direitos humanos exigiram que o Irã suspendesse imediatamente as execuções.
Mas, uma semana depois, a Justiça iraniana anunciou que havia enforcado Alireza Akbari, cidadão britânico-iraniano, um ex-alto funcionário do Ministério da Defesa iraniano condenado por espionagem para o Reino Unido.
Em uma gravação de áudio obtida pelo serviço persa da BBC na semana passada, Akbari alegou ter sido torturado e forçado a “confessar” crimes que não cometeu.
Enquanto isso, outro símbolo comovente do movimento de protesto foi compartilhado nas redes sociais.
Um vídeo mostrou Maashalah Karami ajoelhado no túmulo de seu filho, vestindo o que parece ser o suéter amarelo do jovem.
Ele é visto segurando uma foto de seu filho em uma das mãos e agarra sua própria garganta com a outra, imitando uma forca.
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64348573

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Andrew Tate, influencer que discutiu com Greta, seguirá preso por mais 30 dias enquanto é investigado por crimes na Romênia


Tate foi preso em Bucareste, na Romênia, no dia 29 de dezembro, junto com seu irmão e duas mulheres romenas.
Lutador Andrew Tate mostra caixas de pizza que podem ter revelado sua localização
Reprodução/Twitter
A Justiça da Romênia prorrogou por 30 dias a prisão de Andrew Tate, um influenciador que foi preso no país por ser parte de um grupo de crime organizado, tráfico de pessoas e estupro.
Tate recentemente envolveu-se numa discussão com a ativista Greta Thunberg (veja mais abaixo).
Ele é um cidadão dos EUA e do Reino Unido de 36 anos. No Twitter, Tate é seguido por 4,7 milhões de pessoas.
Prisão do influenciador
Tate foi preso em Bucareste, na Romênia, no dia 29 de dezembro, junto com seu irmão e duas mulheres romenas.
Ramona Bolla, porta-voz da agência contra o crime organizado da Romênia, afirmou que os promotores pediram mais 30 dias de prisão para continuar a investigar.
Na semana passada, os quatro presos pediram para deixar a prisão temporária.
Vida na Romênia
Tate foi um lutador profissional de kickboxing. Ele mora na Romênia desde 2017.
Algumas plataformas de redes sociais o expulsaram por textos misóginos ou discurso de ódio.
As autoridades romenas fizeram uma operação de busca e apreensão na semana passada e rebocaram uma frota de carros de luxo que incluía um Rolls-Royce azul, uma Ferrari e um Porsche. Eles relataram a apreensão de ativos no valor estimado de US$ 3,9 milhões.
Os promotores disseram que, se conseguirem provar que os donos ganharam dinheiro por meio de atividades ilícitas, como o tráfico de pessoas, os bens seriam usados para cobrir as despesas da investigação e indenizar as vítimas.
Discussão com Greta
No dia 27 de dezembro, Tate provocou gratuitamente a ativista Greta Thunberg no Twitter. Ele disse ser dono de 33 carros e escreveu: “por favor, forneça seu e-mail para que eu possa enviar uma lista completa da minha coleção de veículos e suas respectivas enormes emissões [poluentes]”. Na resposta, a jovem ironizou a masculinidade do ex-lutador.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Netanyahu é pressionado por aliados extremistas a desafiar a Suprema Corte e manter ministro condenado por fraude em duas pastas


Novo embate entre Executivo e Judiciário faz cambalear a democracia em Israel, que pela primeira vez é governado por coalizão de extrema direita. Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (dir.) ao lado do ministro Aryeh Deri em reunião do gabinete
Ronen Zvulun/Pool Photo via AP
O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e a Suprema Corte medem forças sobre a permanência do ministro da Saúde e do Interior no cargo, em mais um perturbador embate entre o Executivo e o Judiciário, que vem fazendo cambalear a democracia em Israel.
O mais alto tribunal do país desqualificou o principal aliado do premiê para servir como ministro em duas pastas, após a sua condenação, no ano passado, por fraude fiscal.
Aryeh Deri é líder do partido ultraortodoxo Shas, que, com 11 cadeiras no Parlamento, tornou-se essencial para a coalizão de extrema direita que Netanyahu governa há 20 dias. Ele estava em liberdade condicional, impossibilitado de ocupar cargos no governo, mas o Parlamento alterou a lei que proibia que um condenado fosse ministro. E abriu caminho para o premiê designá-lo para duas pastas, desafiando a Suprema Corte.
Netanyahu brinda logo após ser empossado como primeiro-ministro nesta quinta (29)
Reuters/Ariel Schalit
Dez dos 11 juízes do tribunal determinaram a demissão do ministro, dando um xeque-mate a Netanyahu. Mas o partido Shas pressiona Netanyahu e ameaça deixar a coalizão caso ele cumpra a decisão da Suprema Corte. Ou seja, sem Deri não há governo.
O premiê terá que decidir se afasta seu parceiro ou desafia o tribunal, o que seria, no entender do escritor e colunista Anshel Pfeffer, do “Haaretz”, uma atitude impensável. “Netanyahu agora tem que demitir Deri ou aceitar sua renúncia. Não fazer isso seria o fim de qualquer aparência do estado de direito em Israel”, resumiu ele.
Acusado em três processos por corrupção, o premiê está em guerra aberta com o Judiciário, a quem acusa de perseguição. Um dos pilares de sua campanha eleitoral é justamente a reforma judicial, que ele já transformou em projeto e, segundo seus críticos, visa essencialmente a debilitar a Suprema Corte. O plano do governo é dar mais poder ao Parlamento, que poderá anular as decisões do tribunal por maioria simples.
Benajmin Netanyahu discursa oficialmente como Primeiro-ministro de Israel
Ronen Zvulun/REUTERS
A proposta de Netanyahu levou dezenas de milhares de israelenses às ruas no último fim de semana, contestada por magistrados, procuradores e oposição. A reforma judicial é vista como o pano de fundo para os protestos contra o governo situado mais à extrema direita que o país já teve.
A insistência do premiê em manter o aliado no governo agrava a tensão. Ministro do Interior na década de 1990, ele foi condenado a três anos de prisão por suborno, fraude e abuso de poder. Conforme justificou a presidente da Suprema Corte, Hayut, ter Deri no comando de dois dos ministérios mais importantes do governo “prejudica a imagem e a reputação do sistema jurídico do país e contraria os princípios de conduta ética e legalidade”.
As pesquisas de opinião revelam que apenas um quarto dos israelenses apoia a presença do ministro no governo. “Netanyahu não tinha o direito de ignorar o acúmulo de graves crimes de corrupção praticados por Deri”, sustentou a juíza Hayut. No sexto mandato, como o premiê mais longevo de Israel, Netanyahu estica outra vez a corda para se manter no poder.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Combates no sul da Ucrânia aumentam de intensidade, dizem forças russas


EUA, Finlândia e Suécia anunciaram que vão enviar mais armas para a Ucrânia. Países Ocidentais estudam envio de mais tanques à Ucrânia
As autoridades russas de ocupação da Ucrânia disseram, nesta sexta-feira (20), que há um “forte aumento da intensidade” dos combates na região de Zaporizhia, no sul da Ucrânia, onde há combates “ao longo de toda a linha do ‘front'”.
O chefe da autoridade regional de ocupação, Vladimir Rogov, afirmou no Telegram que a intensidade das “hostilidades” aumentou fortemente.
Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp
Compartilhe esta notícia pelo Telegram
“Se olharmos toda a linha do ‘front’, tem combate por todo lado”, declarou à agência de notícias russa Ria Novosti.
O lançador de foguetes Grad do exército ucraniano dispara foguetes contra posições russas na linha de frente perto de Soledar, região de Donetsk, Ucrânia, quarta-feira, 11 de janeiro de 2023
AP Photo/Libkos
Outros países ajudam a Ucrânia
Os Estados Unidos anunciaram um novo pacote de ajuda militar para a Ucrânia, esse no valor de US$ 2,5 bilhões (R$ 13 bilhões) para a Ucrânia, a qual inclui centenas de veículos blindados.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu.
O pacote não contempla os tanques solicitados por Kiev, mas inclui os seguintes itens:
Cinquenta e nove veículos de combate de infantaria Bradley;
Uma grande quantidade de blindados para transporte de pessoal;
Sistemas de defesa aérea Avenger;
Munições grandes e pequenas
O total da militar americana à Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, chega a mais de US$ 26,7 bilhões (cerca de R$ 140 bilhões).
Apoio em nova fase da guerra
Representantes de 50 países se reuniram na Alemanha, nesta sexta, para discutir o apoio à Ucrânia para a próxima fase da guerra.
A Finlândia enviará ajuda, mas não tanques, e anunciou um pacote de ajuda militar de 400 milhões de euros (R$ 2,2 bilhões) para a Ucrânia, que incluirá artilharia pesada e munição, mas nenhum tanque Leopard.
A Finlândia assinará um tratado de intenções com a Suécia sobre o apoio à Ucrânia, para garantir que essa ajuda “não ponha a defesa nacional de ambos os países em risco”.
A Suécia anunciou que enviará para a Ucrânia canhões de longo alcance Archer, um moderno obus móvel solicitado há meses por Kiev, além de blindados leves.
Países aliados da Ucrânia pressionam a Alemanha a autorizar o fornecimento de seus tanques Leopard, usados em vários exércitos, entre eles o da Finlândia.
Nesta sexta, o novo ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, declarou que, por enquanto, nada foi decidido a esse respeito.
A questão foi “abordada” pelos países que apoiam a Ucrânia e que estão reunidos na base aérea de Ramstein, mas “nenhuma decisão foi tomada”, frisou Pistorius.
Disse ainda que “a impressão” de que a Alemanha se opõe à entrega de tanques à Ucrânia é “falsa”.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Entenda os protestos políticos no Peru


Houve a maior manifestação na capital, Lima, desde que os protestos começaram, em dezembro. Muitas pessoas de fora da cidade viajaram para participar dos atos, num movimento que foi chamado de “tomada de Lima” Onda de protestos no Peru atinge Lima
Milhares de pessoas foram às ruas das cidades do Peru na quinta-feira (19) para pedir a saída da presidente do país, Dina Boluarte.
Houve a maior manifestação na capital, Lima, desde que os protestos começaram, em dezembro. Muitas pessoas de fora da cidade viajaram para participar dos atos, num movimento que foi chamado de “tomada de Lima”. Manifestantes e policiais entraram em confrontos pontuais.
Durante a noite, os confrontos se tornaram mais sérios e houve um incêndio em um prédio perto de uma praça histórica na cidade (não se sabe se o incêndio tem alguma relação com as manifestações).
Veja neste texto:
Quem são os manifestantes
Quem são os apoiadores de Castillo
O que causou os protestos
Onde os protestos mais acontecem
O que pedem nos protestos
O que está acontecendo nas manifestações
Manifestantes pedem a saída da presidente Dina Boluarte, do Peru, na cidade de Ollantaytambo
Alejandra Orosco/Reuters
Desde o começo das manifestações, confrontos entre manifestantes e forças de segurança deixaram cerca de 50 mortos.
Os manifestantes querem mudanças políticas e também que haja responsabilização pelas mortes.
Quem são os manifestantes?
Os manifestantes são pessoas que se opõe à atual presidente, Dina Boluarte. Na quinta-feira, muitos deles usavam camisetas contra ela e pediam a renúncia, além de novas eleições.
Muitas pessoas viajaram de regiões mais remotas do Peru até Lima. Parte dos manifestantes tem a mesma origem de Pedro Castillo, o presidente que foi removido do cargo em dezembro: comunidades rurais nas montanhas dos Andes.
Manifestação em Ollantaytambo, no Peru, em 19 de janeiro de 2023
Alejandra Orosco/Reuters
Nas regiões do sul do país, onde há mais comunidades rurais, as manifestações começaram pouco depois da queda de Castillo (veja mais abaixo).
A população do Peru é muito dividida entre essas comunidades, mais pobres, e as elites, que estão em grande parte concentradas em Lima.
LEIA TAMBÉM
Em meio a protestos no Peru, Dina Boluarte diz que governo está firme e que vandalismo será punido
Protesto no Peru tem confronto violento com a polícia e incêndio em prédio de Lima
Quem são os apoiadores de Castillo?
Castillo, um socialista, venceu eleições em 2021. O Peru já vivia anos de crises políticas e foi um dos países mais atingidos do mundo pela pandemia de Covid-19.
O presidente do Peru, Pedro Castillo, em traje típico andino, discursa em Juliaca, na região de Puno, durante a campanha eleitoral
Carlos Mamani/AFP
Castillo era um professor e sindicalista pouco conhecido de uma aldeia andina pobre, e não tinha experiência em cargos eletivos ou vínculos com o establishment de Lima.
Os partidários de Castillo tinham grandes esperanças de que ele pudesse representar mais os peruanos pobres, rurais e indígenas que enfrentaria as elites.
Uma vez no cargo, no entanto, seu apoio caiu. Ele enfrentou escândalos de corrupção, brigas partidárias e oposição no Congresso. Castillo lutou para governar, nomeando cinco primeiros-ministros e mais de 80 ministros durante sua curta presidência.
Ainda assim, Castillo manteve apoiadores, que o veem como uma vítima das elites políticas e de um Congresso amplamente impopular e considerado corrupto. O índice de aprovação de 27% de Castillo em uma pesquisa IPSOS de novembro ainda era superior aos 18% do Congresso.
O que causou os protestos?
As manifestações começaram depois que o Congresso derrubou o presidente Pedro Castillo, no dia 7 de dezembro. Castillo foi preso e condenado a uma pena inicial de 18 meses.
Ainda quando era presidente, ele era investigado em diversos processos. Castillo, então, tentou dissolver o Congresso. Sem apoio do exército, do Judiciário e do Legislativo, ele foi derrubado e preso horas depois.
A vice-presidente, Dina Boluarte, assumiu o cargo.
Onde os protestos mais acontecem?
Até a quinta-feira, quando houve a “tomada de Lima”, os protestos ocorriam principalmente no sul do país, que é mais pobre e, politicamente, mais de esquerda que o resto do Peru. As regiões do sul também foram o epicentro e o local da pior violência.
A região majoritariamente indígena esteve durante séculos em desacordo com a capital Lima, mais mestiça e mais branca, que por muito tempo dominou a política nacional. Castillo foi apenas o segundo presidente nascido fora de Lima a ser eleito desde 1956.
Embora a pobreza tenha diminuído nas últimas décadas, persiste uma lacuna nos padrões de vida entre a região e a capital. Apesar da riqueza local de cobre e gás no sul, indicadores como expectativa de vida e mortalidade infantil ficam atrás dos de Lima.
O sul do Peru também abriga destinos turísticos economicamente e culturalmente importantes, como Cusco e Puno.
O que pedem nos protestos?
Os manifestantes querem a renúncia de Boluarte, o fechamento do Congresso, uma nova Constituição e a libertação de Castillo.
Também houve marchas que pedem o fim da agitação política.
Grupos de direitos humanos acusam as autoridades de usar armas de fogo contra os manifestantes e de usar helicópteros para jogar bombas de fumaça.
O exército afirma que os manifestantes usaram armas e explosivos caseiros.
Em 10 de janeiro, a Procuradoria do Peru afirmou que começou a investigar Boluarte e pessoas do governo dela por “genocídio, homicídio qualificado e ferimentos sérios” relacionados à reação aos protestos.
O que está acontecendo nas manifestações?
Os manifestantes bloquearam rodovias, incendiaram prédios e invadiram aeroportos. Isso implicou prejuízos de milhões de dólares e perda de receitas. Os bloqueios interromperam o comércio, suspenderam voos e trouxeram problemas para os turistas.
As forças de segurança responderam com violência e acabaram atacando civis que não estavam protestando.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos condenou a violência tanto das forças de segurança quanto dos manifestantes e pediu diálogo. Os manifestantes até agora se recusaram a dialogar com Boluarte.

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

Incêndio, confrontos com a polícia e protesto pelo país: veja fotos e vídeo das manifestações no Peru


Os manifestantes pedem a renúncia da presidente Dina Boluarte. Houve confrontos entre eles e os agentes da operação de segurança em massa organizada pelas autoridades para evitar distúrbios e vandalismo. Prédio pega fogo em meio a protestos no Peru
Diversas manifestações aconteceram em diferentes cidades do Peru na quinta-feira (19).
Os manifestantes pedem a renúncia da presidente Dina Boluarte. Houve confrontos entre eles e os agentes da operação de segurança em massa organizada pelas autoridades para evitar distúrbios e vandalismo.
Em Arequipa, segunda maior cidade do país, uma pessoa morreu e outras 10 ficaram feridas durante uma batalha campal entre as forças de ordem e mil manifestantes que tentaram invadir o aeroporto e foram repelidos com gás lacrimogêneo, segundo TVs locais.
Na capital Lima um prédio foi incendiado.
Veja abaixo fotos das manifestações no país.
Prédio em chamas em Lima, no Peru, em 19 de janeiro de 2023
Pilar Olivares/Reuters
Bombeiros tentam controlar prédio em chamas em Lima, em 19 de janeiro de 2023
Alessandro Cinque/Reuters
Manifestação na cidade de Arequipa, no Peru, em 19 de janeiro de 2023
Oswald Charca/Reuters
Manifestantes pedem a saída da presidente Dina Boluarte, do Peru, na cidade de Ollantaytambo
Alejandra Orosco/Reuters
Manifestante e policiais em Lima, durante protesto contra Dina Boluarte, em 19 de janeiro de 2023
Alejandro Cinque/Reuters
Policiais durante confronto com manifestantes em Lima, no Peru, em 19 de janeiro de 2023
Angela Ponce/Reuters
Manifestantes em Lima em 19 de janeiro de 2023
Alessandro Cinque/Reuters
Policiais em Cusco, no Peru, em 19 de janeiro de 2023
Paul Gambin/Reuters

Fonte: G1 Mundo

Categorias
MUNDO

78 pessoas morreram durante semana de inverno rigoroso no Afeganistão, diz Talibã


Porta-voz do grupo disse que mais de 75 mil cabeças de gado também morreram por conta do frio. Homem afegão caminha no meio de cemitário coberto por neve em Cabul, no Afeganistão
Ali Khara/REUTERS
Funcionários do Talibã disseram na quinta-feira que 78 pessoas morreram em pouco mais de uma semana durante o inverno rigoroso do Afeganistão, aprofundando a crise humanitária do país.
Shafiullah Rahimi, porta-voz do Talibã do Ministério de Gestão de Desastres Naturais, disse que as mortes ocorreram desde 10 de janeiro. Mais de 75.000 cabeças de gado também morreram como resultado do frio, disse Rahimi.
Ele estimou que o Talibã tentou alcançar e ajudar mais de 1 milhão de pessoas em todo o país e “ainda está fazendo o possível para apoiar mais famílias durante este frio intenso”.
A tomada do poder pelo Talibã em agosto de 2021 colocou a economia do Afeganistão em parafuso e transformou o país financeiramente, deixando milhões à margem da pobreza e da fome.
Metade da população do Afeganistão, ou seja, 24 milhões de pessoas, precisa de ajuda humanitária, segundo a Cruz Vermelha.
Criança afegã de pé no meio de quintal coberto com neve em Cabul, no Afeganistão
Ali Khara/REUTERS
Sanções aos governantes do Talibã, suspensão de transferências bancárias e bilhões congelados nas reservas monetárias do Afeganistão já restringiram o acesso a instituições globais e ao dinheiro externo que sustentava a economia local que era dependente de ajuda até a retirada das forças dos EUA e da OTAN.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários disse na quinta-feira que o clima extremamente frio no Afeganistão matou milhares de cabeças de gado nas regiões leste, oeste e norte.
As previsões dizem que as temperaturas cairão para -35 C° em partes do Afeganistão neste fim de semana.

Fonte: G1 Mundo