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‘Elon Musk me faz ter vergonha de dirigir o meu Tesla’


Antes aclamado como o segredo do sucesso da Tesla, Elon Musk agora parece ser um de seus maiores problemas. Anne Marie Squeo diz que escolherá outra marca quando trocar de carro.
BBC
Quando a publicitária Anne Marie Squeo, de 55 anos, recebeu seu carro esportivo vermelho da Tesla em 2020, ela sentiu como se tivesse se juntado a um “clube” especial de pessoas que estavam fazendo algo para ajudar o meio ambiente – mas sem deixar de dirigir com estilo.
Mas no ano passado, quando o CEO da Tesla, Elon Musk, compartilhou teorias de conspiração de direita no Twitter, postou uma foto com armas de fogo ao lado da sua cama e propôs termos para resolver a guerra na Ucrânia que foram rejeitados por todos os principais líderes, a satisfação de Anne Marie deu lugar à vergonha.
Twitter é processado em Londres por não pagar aluguel de escritório
‘Não é porque eu tuíto algo que as pessoas acreditam’, diz Elon Musk perante júri
Nikola Tesla: o pioneiro da energia elétrica que tornou nossa vida mais fácil
“Tem sido muito deprimente e às vezes vergonhoso dirigir este carro por aí”, diz ela, que mora em Connecticut, nos EUA, e escreveu um artigo sobre seu desconforto. “Me pergunto se as pessoas estão fazendo um julgamento sobre mim.”
Antes aclamado como o segredo do sucesso da Tesla, Elon Musk agora parece ser um de seus maiores problemas, já que seu fluxo constante de postagens políticas nas redes sociais aliena parte importante da base de clientes da marca. Ao mesmo tempo, o aumento da concorrência começa a corroer o domínio da empresa no mercado de carros elétricos.
Elon Musk teve que comparecer à Justiça em São Francisco por causa de uma de suas postagens no Twitter.
EPA
‘Publicidade negativa”
O valor das ações da Tesla despencou cerca de dois terços no ano passado – a maior queda desde que a empresa abriu seu capital em 2010 – refletindo essas e outras preocupações, como as interrupções na produção, o efeito dos altos custos de empréstimos, e a queda da demanda em uma economia mais fraca.
Em dezembro, grandes investidores – muitos deles aliados de longa data de Musk – tornaram pública a sua preocupação, acusando-o de prejudicar a marca e abandonar a Tesla após sua aquisição do Twitter por US$ 44 bilhões em outubro.
O fato de Musk ter vendido cerca de US$ 20 bilhões em ações da Tesla no ano passado – vendas que pesaram sobre as ações e foram motivadas, pelo menos em parte, pela compra do Twitter – não ajudou.
“Custou a todos uma tonelada de dinheiro. Certamente não protegeu os acionistas da Tesla”, diz o investidor Ross Gerber, que agora está buscando uma cadeira no conselho de administração da Tesla e pedindo mudanças, incluindo começar a gastar dinheiro em publicidade – que a Tesla há muito se orgulha de poder passar sem.
Gerber, chefe de uma empresa de gerenciamento de investimentos, diz que é amigo de Musk e que continua otimista sobre o futuro da empresa. Ele aumentou sua participação na empresa à medida que as ações despencavam.
Mas ele diz que a empresa precisa ter um executivo-chefe dedicado e criar sua própria voz, distinta de Musk.
Anne Marie Squeo diz o seu Tesla virou motivo de vergonha.
BBC
“É muito difícil acreditar agora que Elon é uma força de publicidade positiva para a Tesla”, diz ele.
Musk, que tem mais de 127 milhões de seguidores no Twitter, esta semana negou que seu estilo nas redes sociais estivesse prejudicando a marca Tesla, dizendo que sua massa de seguidores “fala por si”.
Mas nas últimas semanas, enfrentando preocupações com a demanda, a Tesla anunciou grandes cortes de preços nos EUA, Europa e China – chegando a 20% em alguns modelos nos EUA.
Os analistas esperam que a mudança atenue alguns dos danos à marca, já que as considerações financeiras superam os escrúpulos morais dos compradores.
Mas a mudança prejudicará as margens de lucro da empresa e, para alguns compradores de carros, não há como voltar atrás.
Indie Grant, que trabalha na indústria de seguros na Nova Zelândia, descartou a Tesla ao comprar um carro elétrico no ano passado, optando por um Peugeot. O motivo principal foi o posicionamento político de Musk.
“Com ele tão ligado à marca, comprar um Tesla faz parecer que você está dizendo que acha ele ótimo e adora tudo o que ele faz”, diz o neozelandês de 35 anos.
“Essa realmente não era a mensagem que eu queria passar e, com tantas opções, descartar a Tesla não foi uma grande dificuldade.”
Ele diz que mesmo o desconto no preço não o levaria a comprar um Tesla.
“Minha opinião sobre Tesla só mudaria se ele (Elon Musk) não estivesse mais associado a ela”, afirma.
Indie Grant preferiu comprar um Peugeot.
BBC
Presença constante
Musk já havia tido problemas de relações públicas por causa de suas postagens nas redes sociais antes. Uma delas – sobre a possibilidade de fechar o capital da Tesla em 2018 – gerou acusações de fraude por parte de agências reguladoras que custaram milhões para resolver.
Nesta semana, Musk teve que defender na Justiça a manutenção do seu cargo de principal executivo da empresa. Acionistas haviam entrado com uma ação coletiva contra ele, pedindo sua saída. Eles dizem que perderam com as oscilações do preço das ações por causa das postagens de Musk.
Musk ganhou recentemente outra ação na Justiça, envolvendo um homem que fez parte do resgate de estudantes tailandeses que ficaram presos em uma caverna. Musk havia sido processado por difamação por insultar a equipe de resgate, mas ganhou a ação argumentando que não achava que seu insulto seria levado a sério.
Agora, porém, Musk não é apenas mais uma pessoa tuitando; ele é o dono da plataforma.
Isso aumentou o alcance de suas opiniões políticas, que ele compartilha com uma frequência cada vez maior, e afetou a forma como o Twitter modera o conteúdo do site – um assunto descrito por muitos, incluindo Musk, como importante para a democracia americana.
Depois de assumir, Musk agiu rapidamente para liberar a conta do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que havia sido expulso da plataforma por causa de mensagens publicadas antes dos ataques ao Capitólio.
Musk também publicou um tweet que dizia: “Meus pronomes são Processar/Fauci” – referindo-se ao médico Anthony Fauci, que liderou a resposta do país à pandemia de covid-19.
Tudo isso causou indignação entre os progressistas, que são o público mais propenso a comprar carros elétricos nos EUA, o maior mercado da Tesla.
“Esta é em grande parte uma questão política”, diz Jordan Marlatt, analista de tecnologia da Morning Consult, que acompanha a percepção pública sobre milhares de marcas nos EUA. Ele diz que viu um declínio acentuado na preferência pela Tesla entre os democratas desde abril do ano passado, quando Musk anunciou o acordo para comprar Twitter.
“Ele tem falado muito mais abertamente sobre suas visões políticas pessoais do que antes e isso está afetando a percepção do consumidor”.
Marlatt diz que as marcas normalmente se recuperam de danos decorrentes de incidentes envolvendo questões políticas em cerca de três meses.
“O que é diferente para o Twitter e para a Tesla é essa constância”, diz ele. “É todo dia, quase toda hora às vezes.”
Anne Marie, que já votou tanto em democratas quanto em republicanos, diz que as controvérsias anteriores pareciam eventos pontuais, mas a enxurrada de comentários no ano passado gerou desgaste.
“Elon Musk ser falastrão não é novidade”, diz ela. “O que mudou é esse nível de consistência em fazer isso todos os dias e o fato de que ele estava realmente se metendo em alguns assuntos com a aparente intenção de irritar as pessoas.”
Ela diz que no momento não consegue se imaginar comprando um Tesla na próxima vez que precisar trocar de carro.
“No final das contas, há muita variedade para escolher – você realmente vai se alinhar com uma empresa que talvez não represente mais seus valores? Eu não me sentiria confortável fazendo isso.”
Este texto foi originalmente publicado em www.bbc.com/portuguese/internacional-64448482 .

Fonte: G1 Mundo

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Rússia acusa Ucrânia de atacar hospital e matar 14 pessoas; vídeo mostra destruição


Bombardeio foi em território ucraniano controlado pelas tropas russas no leste do país. Em outro ataque neste domingo, um hospital em Kherson, na Ucrânia, foi atingido e 3 pessoas morreram. Rússia acusa Ucrânia de ataque a hospital com 14 mortos
A Rússia acusou militares ucranianos de atacarem deliberadamente um hospital em uma área controlada por Moscou no leste da Ucrânia neste sábado (28). O ataque foi considerado pela Rússia como um crime de guerra que matou 14 pessoas e feriu 24 pacientes e equipe médica.
Veja no vídeo acima como ficou o hospital após o bombardeio.
O suposto ataque atingiu um hospital no assentamento russo de Novoaidar e foi realizado usando um sistema de lançamento de foguetes HIMARS fornecido pelos Estados Unidos, disse o Ministério da Defesa russo em um comunicado.
“Um ataque de mísseis deliberado contra uma instalação médica civil em funcionamento é, sem dúvida, um grave crime de guerra do regime de Kiev”, afirmou o Ministério da Defesa russo.
Militares russos removem destroços de um hospital destruído após um ataque de mísseis no assentamento de Novoaidar, em região da Ucrânia controlada pela Rússia, no dia 29 de janeiro de 2023
REUTERS/Alexander Ermochenko
A Ucrânia e seus aliados ocidentais frequentemente acusam as forças russas de diversos crimes de guerra no conflito. Milhares de civis foram mortos e cidades e vilas foram destruídas por artilharia e ataques aéreos russos.
A Ucrânia não assumiu a autoria deste ataque.
Hospital atacado na Ucrânia
Hospital em Kherson, na Ucrânia, fica destruído após um bombardeio em 29 de janeiro de 2023
Redes sociais via Reuters
Três pessoas foram mortas por ataques russos na cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, neste domingo, que danificaram um hospital e uma escola, disse a administração regional.
“O bombardeio russo de hoje feriu nove pessoas: três pessoas morreram (dois homens e uma mulher), seis ficaram feridas”, escreveu o governo ucraniano no aplicativo Telegram.
“Como resultado do bombardeio inimigo, vários prédios de infraestrutura civil foram danificados: o Hospital Clínico Regional de Kherson, uma escola, um terminal de ônibus, um correio, um banco e edifícios residenciais.”
Kherson foi ocupada por tropas russas desde os primeiros dias da invasão da Ucrânia por Moscou em fevereiro do ano passado até a recaptura pelas forças ucranianas em novembro.
Desde sua libertação, a cidade tem sido regularmente bombardeada de posições russas do outro lado do rio Dnipro, que passa pela cidade.
Valentina, de 76 anos, carrega comida e roupas que voluntários lhe deram, em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia, perto de Kherson, na Ucrânia, em 29 de janeiro de 2023
REUTERS/Nacho Doce

Fonte: G1 Mundo

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Palestino é condenado à prisão perpétua por estupro e assassinato de israelense


Juízes consideraram que assassinato representou um ‘ato terrorista’, segundo o veredicto, e que crime ocorreu só porque a vítima era judia. Arafat Irfaiya, em foto de 2019. O palestino foi condenado à prisão perpétua, além de outra pena de 20 anos de prisão, pelo assassinato e estupro de uma jovem israelense
Menahem Kahana/AFP/Arquivo
Um tribunal de Israel condenou neste domingo (29) um palestino à prisão perpétua, além de outra pena de 20 anos de prisão, pelo assassinato e estupro de uma jovem israelense.
Arafat Irfaiya, natural da cidade de Hebron, sul do território palestino ocupado da Cisjordânia, foi declarado culpado por um tribunal do distrito de Jerusalém pelo homicídio em fevereiro de 2019 de Ori Ansbacher, que tinha 19 anos.
Os três juízes consideraram o assassinato representou um “ato terrorista”, segundo o veredicto.
Irfaiya, de 30 anos, recebeu a pena de prisão perpétua pelo assassinato e outra pena de 20 anos pelo estupro, de acordo com o tribunal.
Os crimes aconteceram em uma floresta de Jerusalém, perto de um centro de atendimento a jovens onde a jovem assassinada trabalhava como parte do serviço militar.
De acordo com os magistrados, “o acusado viu Ori sentada em uma rocha e decidiu matá-la só porque era judia”.

Fonte: G1 Mundo

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Sobrevoo repentino de asteroide pela Terra mostra ponto cego em detecção de ameaças


Com a capacidade atual, astrônomos não conseguem ver quando uma rocha desse tipo vai atingir a Terra – até que faltem poucos dias para acontecer. Representação artística de um asteroide.
Kevin Gill
A descoberta de um asteroide do tamanho de um pequeno caminhão poucos dias antes de ele passar perto da Terra na quinta-feira (26) não representou uma ameaça aos seres humanos.
Mas os astrônomos apontam um problema: o fato destacou um ponto cego em nossa capacidade de prever aqueles que realmente poderão causar danos.
Há anos a agência especial norte-americana, a Nasa, tem priorizado a detecção de asteroides muito maiores e mais ameaçadores do que o 2023 BU, a pequena rocha espacial que passou a 3.500 quilômetros da superfície da Terra, mais perto do que alguns satélites.
O achado de cientistas que pode proteger a Terra de asteroides
Se estivesse em direção à Terra, o asteroide teria sido pulverizado na atmosfera, com apenas pequenos fragmentos possivelmente atingindo o solo.
Mas o 2023 BU está na extremidade menor de um grupo grande, o dos asteroides de 5 a 50 metros de diâmetro, que também inclui aqueles tão grandes quanto uma piscina olímpica. Objetos desse tamanho são difíceis de detectar até que estejam muito mais perto da Terra, complicando qualquer esforço de preparação para um que possa impactar uma área povoada.
A probabilidade de um impacto na Terra por uma rocha espacial (meteoro) quando ela entra na atmosfera nessa faixa de tamanho é bastante baixa, escalando de acordo com o tamanho do asteroide.
Estima-se que uma rocha de 5 metros atinja a Terra uma vez por ano, e uma rocha de 50 metros, uma vez a cada mil anos, de acordo com a Nasa.
Mas com as capacidades atuais, os astrônomos não conseguem ver quando uma rocha desse tipo vai atingir a Terra até dias antes de acontecer.
“Não sabemos onde está a maioria dos asteroides que podem causar devastação local a regional”, disse Terik Daly, cientista planetário do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins.
O que é um asteroide?
O meteoro de quase 20 metros que explodiu em 2013 sobre Chelyabinsk, na Rússia, é um evento que ocorre a cada 100 anos, de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. O fragmento gerou uma onda de choque que quebrou dezenas de milhares de janelas e causou danos de 33 milhões de dólares, e ninguém o viu chegando antes de entrar na atmosfera terrestre.
Alguns astrônomos consideram que confiar apenas nas probabilidades estatísticas e nas estimativas das populações de asteroides é um risco desnecessário, quando poderiam ser feitas melhorias na capacidade da Nasa de detectá-los.
“Quantos perigos naturais existem sobre os quais poderíamos realmente fazer algo e prevenir por 1 bilhão de dólares? Não há muitos”, disse Daly, cujo trabalho se concentra em defender a Terra de asteroides perigosos.
A detecção de asteroides ganhou maior importância no ano passado, após a Nasa lançar uma espaçonave do tamanho de uma geladeira contra um asteroide.
O lançamento foi feito para testar a capacidade de desviar uma rocha espacial potencialmente perigosa de uma trajetória de colisão com a Terra.

Fonte: G1 Mundo

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Israel parece estar por trás de ataque de drone contra fábrica iraniana, diz EUA

Irã alega ter interceptado drones que atingiram um alvo da indústria militar perto da cidade central de Isfahan e diz que não houve vítimas ou danos graves Fábrica de munições no Irã é atingida por ataque de drone
Israel parece estar por trás de um ataque de drone durante a noite contra uma fábrica militar no Irã, disse uma autoridade dos Estados Unidos neste domingo (29).
O Irã alegou ter interceptado drones que atingiram um alvo da indústria militar perto da cidade central de Isfahan e disse que não houve vítimas ou danos graves.
A extensão dos danos não pôde ser determinada de forma independente. A mídia estatal iraniana divulgou imagens mostrando um flash no céu e veículos de emergência no local. O Ministério da Defesa do Irã disse que a explosão causou apenas danos menores e nenhuma vítima.
Um porta-voz do exército israelense se recusou a comentar. Israel disse há muito tempo que está disposto a atacar alvos iranianos se a diplomacia falhar em conter os programas nuclear ou de mísseis de iranianos, mas tem uma política de não comentar sobre incidentes específicos.
O porta-voz do Pentágono, brigadeiro-general Patrick Ryder, disse que nenhuma força militar dos EUA esteve envolvida em ataques no Irã, mas se recusou a fazer mais comentários.
Uma autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse à agência de notícias Reuters que parece que Israel estava envolvido no ataque. Vários outros funcionários dos EUA se recusaram a comentar, além de dizerem que Washington não desempenhou nenhum papel no episódio.
O governo iraniano não atribuiu formalmente culpa pelo que o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amirabdollahian, chamou de ataque “covarde” com o objetivo de criar “insegurança” no Irã. Mas a TV estatal transmitiu comentários de um legislador, Hossein Mirzaie, dizendo que havia “forte especulação” de que Israel estava por trás do ataque.
O ataque ocorreu em meio à tensão entre o Irã e o Ocidente sobre a atividade nuclear de Teerã e seu fornecimento de armas – incluindo “drones suicidas” de longo alcance – para a guerra da Rússia contra a Ucrânia, bem como meses de manifestações antigovernamentais em casa.
“Tais ações não afetarão a determinação de nossos especialistas em progredir em nosso trabalho nuclear pacífico”, disse Amirabdollahian a repórteres em comentários televisionados.
Um ataque israelense ao Irã seria o primeiro sob o comando do primeiro-ministro de extrema direita, Benjamin Netanyahu, desde que ele voltou ao cargo em dezembro.
Na Ucrânia, que acusa o Irã de fornecer centenas de drones à Rússia para atacar alvos civis em cidades ucranianas distantes do front, um assessor sênior do presidente Volodymyr Zelenskiy vinculou o incidente diretamente à guerra no país.
“Noite explosiva no Irã”, escreveu Mykhailo Podolyak no Twitter. “Eu avisei vocês.”
O Irã reconheceu o envio de drones para a Rússia, mas diz que eles foram enviados antes da invasão de Moscou à Ucrânia em 2022. Moscou nega que suas forças usem drones iranianos na Ucrânia, embora muitos tenham sido abatidos e recuperados lá.
O Irã acusou Israel no passado de planejar ataques usando agentes dentro do território iraniano. Em julho, Teerã disse ter prendido uma equipe de sabotagem formada por militantes curdos que trabalhavam para Israel e que planejavam explodir um centro “sensível” da indústria militar em Isfahan.
Várias instalações nucleares iranianas estão localizadas na província de Isfahan, incluindo Natanz, peça central do programa de enriquecimento de urânio do Irã, que acusa Israel de sabotar em 2021. Houve uma série de explosões e incêndios em torno de instalações militares, nucleares e industriais iranianas nos últimos anos.
As negociações entre o Irã e as potências mundiais para retomar o acordo nuclear de 2015 estão paralisadas desde setembro. Sob o pacto, abandonado por Washington durante o governo de Donald Trump em 2018, Teerã concordou em limitar o trabalho nuclear em troca da flexibilização das sanções econômicas impostas contra o país.
Os governantes clericais do Irã também enfrentam turbulências internas nos últimos meses, com uma repressão a manifestações generalizadas estimuladas pela morte sob custódia de uma mulher detida por supostamente violar o estrito código de vestimenta islâmico.

Fonte: G1 Mundo

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Espionagem industrial: como a China conseguiu segredos tecnológicos dos EUA


A verdadeira extensão da espionagem comercial é desconhecida, mas especialistas dizem que ela é “difundida”. Verdadeira extensão da espionagem comercial é desconhecida, mas especialistas dizem que ela é “difundida”
Getty Images
Uma fotografia aparentemente inocente levou à queda de Zheng Xiaoqing, antigo funcionário do conglomerado do setor de energia General Electric Power.
Zheng é cidadão americano. Segundo acusação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, ele escondeu arquivos confidenciais roubados do seu empregador no código binário da fotografia digital de um pôr-do-sol, que ele encaminhou para si próprio.
A técnica é chamada de esteganografia — uma forma de esconder um arquivo de dados no código de outro arquivo. Zheng utilizou a técnica diversas vezes para retirar arquivos sensíveis da GE, um conglomerado multinacional conhecido pela sua atuação nos setores de assistência médica, energia e aeroespacial, fabricando de tudo, desde geladeiras até motores de aviões.
As informações roubadas por Zheng estavam relacionadas ao projeto e fabricação de turbinas a gás e vapor, incluindo pás e vedações de turbinas. Avaliadas em milhões, as informações foram enviadas para o seu cúmplice na China, onde seriam utilizadas para benefício do governo chinês, além de companhias e universidades localizadas na China.
Zheng foi condenado a dois anos de prisão no início de janeiro. É o mais recente de uma série de casos similares investigados pelas autoridades americanas.
Em novembro de 2022, o cidadão chinês Xu Yanjun, acusado de ser espião profissional, foi condenado a 20 anos de prisão por conspiração. Ele roubou segredos comerciais de diversas empresas do setor de aviação e aeroespacial dos Estados Unidos, incluindo a GE.
Mas esta é apenas uma batalha de uma luta maior. A China tenta obter conhecimento tecnológico para alavancar sua economia e seus interesses na ordem geopolítica global, enquanto os Estados Unidos fazem o melhor que podem para evitar o crescimento de um sério concorrente para o poder americano.
Roubar segredos comerciais é vantajoso por permitir que os países “deem um salto nas cadeias de valor global com relativa rapidez e sem os custos, em termos de tempo e dinheiro, decorrentes de depender apenas das capacidades nacionais”, afirma Nick Marro, da Unidade de Inteligência do grupo The Economist.
Em julho de 2022, o diretor do FBI Christopher Wray afirmou a um grupo de acadêmicos e líderes corporativos em Londres que a China pretendia “saquear” a propriedade intelectual das empresas ocidentais, para poder acelerar seu próprio desenvolvimento industrial e, por fim, dominar setores importantes da indústria.
Ele alertou que a China estava espionando empresas em toda parte, “das grandes metrópoles até cidades pequenas, das 100 maiores empresas da revista Fortune até start-ups — e de todos os setores, desde aviação até inteligência artificial e farmacêuticas”.
Na época, o então porta-voz do Ministério do Exterior Zhao Lijian declarou que Wray estava “difamando a China” e tinha uma “mentalidade da Guerra Fria”.
“A China está tentando derrubar nossa posição”
Na declaração do Departamento de Justiça sobre Zheng, Alan Kohler Jr., do FBI, afirmou que a China tinha como alvo a “criatividade americana” e estava tentando “derrubar nossa posição” de líder mundial.
Zheng era engenheiro especializado em tecnologia de vedação de turbinas. Ele trabalhava com diversas tecnologias de contenção de vazamentos na engenharia de turbinas a vapor.
Essas vedações otimizam o desempenho das turbinas, “seja aumentando a potência ou a eficiência, ou ampliando a vida útil do motor”, segundo o Departamento de Justiça. As turbinas que alimentam aeronaves são fundamentais para o desenvolvimento da indústria da aviação chinesa.
Os equipamentos de aviação e aeroespaciais estão entre os 10 setores que as autoridades da China pretendem desenvolver rapidamente para reduzir a dependência chinesa da tecnologia estrangeira até, um dia, eliminá-la. Mas a espionagem industrial da China também está voltada para diversos outros setores.
Segundo Ray Wang, fundador e CEO (diretor-executivo) da empresa de consultoria Constellation Research, com sede no Vale do Silício (EUA), estes setores incluem o desenvolvimento farmacêutico e a nanotecnologia — engenharia e tecnologia conduzidas em nanoescala para uso em setores como a medicina e a indústria têxtil e automotiva. Um nanômetro equivale a um bilionésimo de metro.
O interesse chinês também inclui produtos farmacêuticos e a bioengenharia — a imitação de processos biológicos para fins como o desenvolvimento de próteses biocompatíveis e o crescimento de tecidos regenerativos.
Wang mencionou um episódio sobre um antigo chefe de pesquisa e desenvolvimento de uma das 100 maiores empresas da revista Fortune, que contou a ele que acabou descobrindo que “a pessoa em quem ele mais confiava” — alguém tão próximo que seus filhos cresceram juntos — estava na folha de pagamento do Partido Comunista Chinês.
“Ele me explicou gentilmente que os espiões estão em toda parte”, afirma Wang.
A China precisa de conhecimento tecnológico para alavancar sua economia e buscar seus objetivos na ordem geopolítica global.
Getty Images
No passado, a espionagem industrial de países como o Japão, a Coreia do Sul, Taiwan e Singapura era preocupante. Mas, quando as empresas locais se tornaram líderes de mercado inovadoras por seus próprios méritos — e começaram a proteger sua própria propriedade intelectual —, seus governos passaram a aprovar leis para levar a questão mais a sério.
“À medida que as empresas chinesas se tornaram mais inovadoras na última década, começamos também a observar um notável fortalecimento da proteção aos direitos de propriedade intelectual no país”, afirma Marro.
A China também conseguiu conhecimentos fazendo com que empresas estrangeiras fornecessem tecnologia com base em contratos de joint venture, em troca de acesso ao mercado chinês. E, apesar das queixas, o governo chinês sempre negou as acusações de coerção.
O acordo sobre hackers é uma ‘piada’
Já houve também tentativas específicas de refrear os hackers.
Em 2015, os Estados Unidos e a China chegaram a um acordo em que os dois lados prometeram não realizar “roubo de propriedade intelectual por meios cibernéticos, incluindo segredos comerciais ou outras informações confidenciais, para obter vantagens comerciais.”
No ano seguinte, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos já acusava os chineses de violar o acordo, embora reconhecesse que a quantidade de tentativas de invadir dados empresariais ou governamentais havia caído “dramaticamente”.
Mas observadores afirmam que o impacto geral do acordo foi mínimo. Wang afirma que o acordo foi uma “piada” e não foi cumprido. A espionagem cibernética chinesa nos Estados Unidos tem sido “generalizada”, estendendo-se até os laboratórios acadêmicos.
“Ela tem estado presente em todos os aspectos dos negócios ocidentais”, afirmou ele à BBC.
Mas Lim Tai Wei, da Universidade Nacional de Singapura, observou que não houve “estudos definitivos e incontestáveis” sobre a extensão do fenômeno.
“Alguns acreditam que houve uma pequena redução da ciberespionagem chinesa sobre os Estados Unidos, mas que os níveis anteriores foram retomados em seguida”, afirma ele. “Outros acreditam que a falha se deve à deterioração geral das relações entre os Estados Unidos e a China.”
Enquanto isso, os Estados Unidos estão tentando bloquear diretamente o progresso chinês no importante setor de semicondutores, que é fundamental para tudo, desde smartphones até armas de guerra. Washington afirma que o uso dessa tecnologia pela China representa uma ameaça à segurança nacional.
Em outubro de 2022, os Estados Unidos anunciaram alguns dos controles de exportação mais abrangentes já impostos até hoje. Esses controles exigem licenças para as empresas que exportarem chips para a China usando ferramentas ou software dos Estados Unidos, independentemente do lugar do mundo onde os chips forem fabricados.
As medidas de Washington também proíbem que cidadãos americanos e portadores dos chamados green cards trabalhem para certos fabricantes chineses de chips. Os green cards concedem aos seus portadores residência permanente nos Estados Unidos e o direito de trabalhar no país.
Para Marro, essas medidas devem retardar os avanços tecnológicos chineses, mas também irão acelerar os esforços da China para retirar produtos dos Estados Unidos e de outros países das suas cadeias de fornecimento de tecnologia.
“A China vem tentando fazer isso há anos, com sucesso limitado, mas estes objetivos políticos agora se tornam mais urgentes, como resultado dos recentes controles norte-americanos”, afirma ele.
Com a China também invocando sua própria segurança nacional, a corrida pela liderança tecnológica entre as duas maiores economias do mundo provavelmente só se intensificará ainda mais. Mas Wang acredita que os Estados Unidos ainda estão em vantagem.
“Meus amigos do setor de cibersegurança contam que, quando invadem sites chineses, a única tecnologia valiosa [que conseguem encontrar] é propriedade intelectual americana”, afirma ele.
Este texto foi publicado originalmente em bbc.co.uk/portuguese/internacional-64336494 .

Fonte: G1 Mundo

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‘Ovelha mais feia do Reino Unido’ é encontrada morta após 19 dias desaparecida


Nascida com feições deformadas, Scuzzy estava aos cuidados de Michelle Pouton, de 60 anos, desde o seu nascimento como um animal de estimação da fazenda. A ovelha Scuzzy
Michelle Pouton/SWNS
Os proprietários da ovelha Scuzzy, chamada nas redes sociais como a “ovelha mais feia do Reino Unido” estão de luto após ela ter sido encontrada morta no último dia 25. Scuzzy, de apenas nove meses, foi vista pela última vez em 6 de janeiro.
Nascida com feições deformadas, Scuzzy estava aos cuidados de Michelle Pouton, de 60 anos, desde o seu nascimento como um animal de estimação da fazenda.
Scuzzy foi vista pela última vez em um campo perto de sua casa, nas proximidades de St Oswald’s Way, nos arredores de Rothbury. A família ficou devastada com o desaparecimento dela.
“Ela foi uma das quatro ovelhas que nasceram, mas foi a única com o rosto desfigurado, segundo Michelle Pouton.
“Eu instantaneamente passei a amá-la e a criei como um animal de estimação. Ela nunca quis estar com as outras ovelhas e apenas me seguia pela fazenda”, disse.
Segundo Michelle, Scuzzy tinha dificuldade para se alimentar por causa da boca torcida. Mas, apesar da feição carrancuda, ela era um animal feliz.
Ela nunca se distanciava mais que 200 metros da casa da fazenda. Por isso, Michelle suspeita que a ovelha tenha sido levada por alguém que não sabia que ela tinha uma casa e uma família para cuidar dela.
“Ou alguém a roubou por causa de sua aparência e pensou que ela daria um animal de estimação engraçado”, disse.
A ‘ovelha mais feia do Reino Unido’ se chamava Scuzzy
Michelle Pouton/SWNS
Michelle chegou a lançar uma campanha no Facebook com fotos de seu amado animal de estimação para que pudesse reencontrá-la.
Michele chegou a entrar em contato com uma instituição de caridade animal, que ofereceu uma recompensa por informações que trouxessem o aninal de volta.

Fonte: G1 Mundo

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Sobe para 58 o número de mortos em protestos no Peru


Manifestações pedindo a renúncia da presidente Dina Boluarte já duram quase dois meses. Manifestantes anti-governo pegam bombas de gás lacrimogêneo jogadas contra eles em Lima, Peru, em 28 de janeiro de 2023
Guadalupe Pardo/AP
Um manifestante foi morto neste sábado (28) em Lima, elevando para 58 o número de mortos durante protestos no Peru, que já duram quase dois meses, para exigir a renúncia da presidente Dina Boluarte, bem como de membros do Congresso.
Os protestos se multiplicaram no Peru desde que Boluarte assumiu a presidência em 7 de dezembro, depois que o Parlamento demitiu o então presidente Pedro Castillo quando ele tentou dissolver o Congresso.
A Ouvidoria confirmou à noite em sua conta no Twitter a morte de Victor Santisteban Yacsavilca, de 55 anos, dizendo que os médicos do Hospital de Emergência de Grau coordenam o processo com o Ministério Público.
Santisteban foi ferido gravemente na cabeça enquanto se manifestava na rua Abancay, no centro histórico de Lima. Outro homem também foi ferido e está internado em uma unidade de terapia intensiva.
Os manifestantes exigem a renúncia de Boluarte e dos membros do Congresso, a convocação de uma assembleia constituinte, a antecipação das eleições e Justiça para aqueles que morreram durante os protestos.
Outros manifestantes exigem a libertação e a reintegração de Castillo como presidente.
Em outra área do centro histórico, centenas de manifestantes permaneceram até tarde da noite muito perto da frequentada Plaza San Martín, onde costumam se reunir para protestar.
Vários começaram a dançar, outros alimentaram uma fogueira com troncos e um casal de músicos tocou uma música de protesto. Então, a polícia chegou e os dispersou jogando dezenas de bombas de gás lacrimogêneo
“Eles estão condenados, mas não vamos nos cansar”, disse Julian Martinez, que tinha uma bandeira peruana nas costas com a frase: “Dina asesina” nas costas.
Vários clientes em um bar ao lado da Plaza San Martin beberam mojitos enquanto assistiam ao protesto, mas abandonaram seus copos e fugiram quando o gás lacrimogêneo invadiu a área.
Em seguida, as ruas ao redor da praça ficaram em silêncio a ponto de se poder ouvir o canto dos grilos que habitam os jardins da praça.
As mobilizações deixaram até agora 58 mortos, um deles um policial em um veículo de patrulha em chamas.
Na sexta-feira, um projeto de lei que buscava antecipar as eleições gerais para o final de 2023 não foi aprovado pelo plenário do Congresso . Um total de 45 parlamentares votaram a favor, outros 65 contra, enquanto 2 se abstiveram.
Os parlamentares apresentaram na noite desta sexta-feira , pouco antes do encerramento do plenário parlamentar, uma reconsideração da votação em que o projeto de antecipação das eleições foi rejeitado.
A presidência do Peru lamentou que o Congresso não tenha definido uma data para o avanço das eleições gerais, conforme solicitado por milhares de peruanos, entre outras demandas durante os protestos incessantes.
“O Peru não está mais interessado no que o Congresso faz. O Congresso não é necessário para o povo peruano. Vamos continuar na marcha, a polícia tem que se cansar, a gente vê a deterioração deles, a gente vai entrar lá. Toda vez que os distritos de Lima estão sendo incorporados”, disse Juan Cruz, um manifestante usando um capacete laranja.
Os protestos, que começaram no interior do país, mudaram-se na semana passada para Lima , onde um dia antes um grupo de mais de mil manifestantes marchou pela primeira vez ao longo da principal avenida que liga A parte norte da capital com o centro histórico.
A Ouvidoria disse no sábado que houve bloqueios em 80 pontos e um confronto entre manifestantes e motoristas em uma cidade de Cusco.

Fonte: G1 Mundo

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Defesa de Daniel Alves prevê que jogador deixará prisão em menos de um mês


Advogados apresentarão na segunda (29) recurso para que jogador aguarde em liberdade. Alves é acusado de estuprar jovem em Barcelona. Segundo jornal, ele já jogou futebol na prisão com outros detentos. Entenda prisão preventiva de Daniel Alves por suposta agressão sexual na Espanha
Os advogados do jogador brasileiro Daniel Alves acreditam que o jogador deve deixar a prisão em menos de um mês.
Alves está preso de forma preventiva há mais de uma semana em Barcelona, na Espanha. Ele é acusado de estuprar uma jovem no banheiro de uma boate da cidade e foi preso enquanto prestava depoimento sobre o caso.
A juíza responsável pelo caso viu contradições em suas declarações e acatou um pedido do Ministério Público espanhol de prisão preventiva sem fiança para o jogador.
Segundo fontes da defesa contaram ao jornal espanhol “El Mundo”, a avaliação é que a Justiça deve aceitar o recurso que os advogados apresentarão na segunda-feira (30) em um prazo de aproximadamente um mês, um cálculo que levou em conta os prazos para a análise do pedido e trâmites legais.
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A tática da defesa para redigir o recurso foi se concentrar no argumento de que a relação foi consensual – esta foi a última versão dada por Daniel Alves em declaração à Justiça. A suposta vítima nega, e a Promotoria disse ter provas suficientes que comprovem o crime de agressão sexual.
No depoimento inicial, Alves havia dito que não conhecia a vítima e garantiu que não houve qualquer relação.
Os advogados argumentam que ele mentiu por não querer revelar a traição à sua mulher, a modelo das ilhas Canárias Joana Sanz – Sanz ainda não se pronunciou sobre o caso, mas apagou as fotos do marido em sua conta do Instagram.
A defesa também sugeriu, no recurso, que Daniel Alves use uma pulseira eletrônica e entregue seu passaporte à Justiça. As sugestões são uma tentativa de desarmar a principal argumentação da Promotoria quando pediu a prisão preventiva do brasileiro – a de que havia alto risco de fuga, já que ele residia em outro país e tem poder aquisitivo suficiente para deixar a Espanha em avião.
Alves tem uma casa em Barcelona, e foi demitido do Pumas, no México, onde estava jogando – isso também consta no recurso.
Futebol na prisão
Prisão na Catalunha onde Daniel Alves está preso
Secretaria de Justiça da Catalunha
Enquanto aguarda a resolução do caso – a Justiça espanhola ainda analisa se levará a acusação a julgamento -, Daniel Alves começou a jogar futebol com outros presos do presídio de Brians 3, para onde ele foi enviado.
Parentes de presos e funcionários do presídio relataram ao jornal catalão “La Vanguardia” que Alves jogou uma partida pela primeira vez desde que chegou ao local. De acordo com os relatos, até diretores do complexo penitenciário foram assistir ao jogo.
Ainda assim, ele foi enviado para um setor reservado do presídio, destinado a condenados por agressão sexual – crime que, na Espanha, inclui estupro. Ele divide cela com um brasileiro.

Fonte: G1 Mundo

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Boeing vai aposentar jumbo 747; modelo famoso transformou viagens aéreas nas últimas décadas


Produção comercial termina depois de 50 anos. ‘Jumbo jet’ revolucionou as viagens, mas perdeu espaço para aviões mais eficientes. Boeing 474-400 no Aeroporto de Newquay, no Reino Unido.
Reuters/ Henry Nicholls
O revolucionário jumbo 747 vai se aposentar.
O último jumbo Boeing comercial na versão cargueiro será entregue à Atlas Air na próxima terça-feira (31).
Há 53 anos, o jato de passageiros chamou a atenção do mundo com uma silhueta “corcunda”, pela companhia aérea Pan Am.
“No chão é imponente, é imponente. “E no ar é surpreendentemente ágil”, disse Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, que pilotou um 747 especialmente apelidado de “Ed Force One” em 2016, durante a turnê da banda britânica de heavy metal.
“Ed Force One” – Boeing 747 da banda Iron Maiden no Aeroporto Internacional de Santiago, no Chile, em 2016.
REUTERS/Ivan Alvarado
Projetado no final da década de 1960 para atender à demanda por viagens em massa, o modelo foi o primeiro jato de corredor duplo do mundo, um “luxo” nas nuvens.

Mas foi entre a classe média que a então novidade transformou as viagens.
“Este foi o avião que introduziu o voo para a classe média nos EUA”, disse o CEO da Air France-KLM, Ben Smith.
“Antes do 747, uma família de classe média não podia voar dos Estados Unidos para a Europa de forma acessível”, disse Smith à Reuters.
O jumbo também deixou sua marca nos assuntos globais, simbolizando a guerra e a paz. Esteve presente em momentos que vão desde o posto de comando nuclear do “Avião do Juízo Final” americano até visitas papais, em fretados apelidados de Shepherd One.
Agora, dois 747 entregues anteriormente estão sendo adaptados para substituir os jatos presidenciais dos Estados Unidos, conhecidos globalmente como Força Aérea Um.
Como comissária de bordo da Pan Am, Linda Freier atendeu passageiros que iam desde Michael Jackson até Madre Teresa.
“Era uma diversidade incrível de passageiros. Pessoas “bem vestidas”, e outras que tinham muito pouco e gastaram tudo naquela passagem”, disse Freier.
Modelo fez quantidade de passageiros dobrar
O primeiro 747 decolou de Nova York em 22 de janeiro de 1970, após um atraso devido a uma falha no motor. Com ele, mais do que dobrou a capacidade do avião, que passou para 350-400 assentos.
“Era a aeronave para o povo, aquela que realmente oferecia a capacidade de ser um mercado de massa”, disse o historiador da aviação Max Kingsley-Jones.
“Foi transformador em todos os aspectos da indústria”, acrescentou o consultor sênior da Ascend by Cirium.
A história da aeronave tem suas curiosidades. O fundador da Pan Am, Juan Trippe, queria cortar custos – e, para isso, aumentar o número de assentos das aeronaves. Em uma viagem de pesca, ele desafiou o presidente da Boeing, William Allen, a fazer algo que superasse o 707.
Allen colocou o lendário engenheiro Joe Sutter no comando. Levou apenas 28 meses para a equipe de Sutter, conhecida como “os Incríveis”, desenvolver o 747 antes do primeiro voo, em 9 de fevereiro de 1969.
Mas o começo não teve tanto glamour. Os primeiros anos do 747 foram repletos de problemas e os custos de desenvolvimento de US$ 1 bilhão quase levaram a Boeing à falência. Na época, acreditava-se que o futuro das viagens aéreas estava nos jatos supersônicos.
Depois de uma queda durante a crise do petróleo da década de 1970, o auge do avião chegou em 1989, quando a Boeing lançou o 747-400 com novos motores e materiais mais leves, tornando-o perfeito para atender à crescente demanda por voos mais longos.
“O 747 é o avião mais bonito e fácil de pousar… é como pousar em uma poltrona”, disse Dickinson, que também preside a empresa de manutenção de aviação Caerdav.
Trabalhadores carregam Boeing 747 Cargolux no aeroporto Payerne, na Suíça.
REUTERS/Pascal Lauener
Modelos mais eficientes
A mesma onda de inovação que fez o 747 decolar significou o seu fim. Os avanços permitiram que os jatos bimotores replicassem o alcance e a capacidade, com um custo menor.
No entanto, o 777X, definido para ocupar o lugar do 747 no topo do mercado de jatos, não estará pronto até pelo menos 2025, após atrasos.
“Em termos de tecnologia impressionante, grande capacidade, grande economia… (o 777X) infelizmente faz o 747 parecer obsoleto”, disse o diretor administrativo da AeroDynamic Advisory, Richard Aboulafia.
No entanto, a versão mais recente do 747-8 está definida para enfeitar os céus por anos, principalmente como um cargueiro, tendo superado a produção do jato de passageiros A380 de dois andares da Airbus europeia.
A entrega final do 747 desta semana deixa dúvidas sobre o futuro da Boeing, que lida com os efeitos da pandemia de covid-19 e com uma crise de segurança do 737 Max.
O presidente-executivo Dave Calhoun disse que a Boeing pode não projetar um novo avião por pelo menos uma década.
“Foi uma das maravilhas da era industrial moderna”, disse Aboulafia, “mas esta não é uma era de maravilhas, é uma era de economia.”

Fonte: G1 Mundo