Motoristas dizem que além de quatro meses de salários atrasados e férias para pagar, a empresa deixou de depositar o FGTS. Empresa de ônibus atuava no TO e em outros estados.

Motoristas cobram direitos e salários após serem demitidos por empresa de ônibus
Cerca de 120 pessoas que trabalharam na empresa de ônibus Transbrasiliana que faliu no ano passado, cobram na Justiça o recebimento de direitos trabalhistas que nunca foram pagos. O advogado Marcos Vidal, que representa os empregados demitidos, disse que além de quatro meses de salários atrasados e férias para pagar, a empresa deixou de depositar o FGTS de vários trabalhadores por mais de dois anos.
Motorista há 15 anos, Genival Miranda viu a vida mudar depois que foi demitido no mês em que completaria sete anos de trabalho. “Todos fomos demitidos, inclusive eu cheguei com uniforme para trabalhar e disse que não iria ter mais viagem, que estava todo mundo demitido”.
O motorista Rogério da Costa que trabalhou nessa mesma empresa por seis anos, conta que os salários vinham atrasando, mas nunca imaginou que a companhia fosse fechar as portas. “Nos mandou embora, sem acertar os nossos direitos e muito menos os quatro meses atrasados de salário”.
Cerca de 120 funcionários trabalhavam numa empresa de transporte, que fazia rotas no Tocantins e em outros estados. O grupo, que chegou a ser referência nesse mercado, passou a enfrentar problemas financeiros. Entrou com pedido de recuperação judicial no início do ano passado e acabou fechando as portas em junho de 2016, deixando para trás dívidas com os funcionários.
“A gente está com uma ação cautelar também tramitando na Justiça do Trabalho reconhecendo o grupo econômico para poder ir a leilão uma fazenda que nós penhoramos”, explicou o advogado Marcos Vidal.
Prorrogações nos prazos da recuperação judicial, que corre na Justiça de Goiás estariam atrasando o processo. Enquanto isso, os motoristas aguardam para ter os direitos garantidos. “A maioria está desempregada até hoje, precisando desse dinheiro para tocar a vida e sustentar suas casas e suas famílias”, lamentou o motorista Valdinei Santos.
A empresa de ônibus foi procurada mas não se posicionou sobre o caso.
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Empresa demitiu funcionários e não pagou direitos trabalhistas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera
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